RCAAP Repository

Modelo experimental para treinamento com dispositivo de assistência ventricular pulsátil

Os dispositivos de Assistência Ventricular (D A V) têm sido utilizados para permitir a manutenção de condições cardiocirculatórias em dois tipos de situações: 1-) Como ponte para transplante cardíaco em paciente candidato e que, na espera de doador apropriado, tem suas condições cardiocirculatórias muito deterioradas. 2-) Como suporte circulatório em situações agudas em que se prevê uma possível recuperação funcional do coração, como em miocardites agudas, miocardiopatia puerperal, falência miocárdica pós cardiotomia, rejeição aguda pós transplante cardíaco etc. Entre os vários dispositivos utilizados, o modelo descrito por Pierce-Donachy, desenvolvido pela Thoratec Laboratories Corporation, consiste em aparelho de fluxo pulsátil, pneumático, externo, podendo ser usado como suporte uni ou biventricular. O ventrículo artificial é acionado por um módulo que permite vários ajustes manuais ou mesmo automáticos para melhor adequação às diferentes condições clínicas do paciente. O treinamento para utilização do dispositivo implica na integração de vários setores, como cirurgiões, intensivistas, enfermeiras, biomédicos e eletrotécnicos, necessitando laboratório especializado, com o uso de animais de maior porte, de custo elevado e manuseio complicado, dificultando a repetição freqüente dos experimentos. Os autores desenvolveram um modelo experimental, constituído por um coração bovino conectado pelo átrio esquerdo e pela aorta a um circuito de circulação extracorpórea. Através de técnica cirúrgica padronizada, são instaladas as cânulas apropriadas; as mesmas são conectadas ao ventrículo artificial e este ao módulo de acionamento. Com este modelo podese, de maneira simples, didática e reprodutível, efetuar o treinamento de aspectos técnicos de implante, manuseio de módulo de acionamento e simulação de situações clínicas e emergenciais

Year

1995

Creators

Galantier,Maurício Moreira,Geisha Ghiotto,José Luiz Galantier,João Ianoni,Selma Aparecida A Moraes,Lorinaldo Lopes de Féher,Jozef

Operação de Mustard no tratamento cirúrgico da transposição simples das grandes artérias

Entre abril de 1975 e janeiro de 1994, 28 crianças foram submetidas à operação de Mustard para tratamento da transposição simples das grandes artérias através de modificação técnica destinada a evitar arritimias e minimizar o problema da obstrução venosa sistêmica ou pulmonar. A idade variou de 21 dias a 7 anos (média, 18 meses). A maioria dos pacientes (22) estava no primeiro ano de vida. Ocorreram seis óbitos no período de internação hospitalar, quatro dos quais em crianças com menos de quatro meses de idade. Entre os 22 sobreviventes, não foram detectadas arritmias graves ou disfunção direita. Três pacientes foram reoperados com sucesso, para tratamento de obstrução venosa de veia cava superior (2 casos) e veias pulmonares (1 caso). Os resultados atuais da operação de Mustard modificada são bons, e este procedimento continua como alternativa válida em pacientes com transposição simples das grandes artérias não candidatos à correção anatômica

Year

1995

Creators

Gomes,Cláudio A Rodrigues,Jorge Vieira Moraes Neto,Fernando Santos,Cleuza Lapa Mattos,Sandra Moraes,Carlos R

Cirurgia torácica geral em pacientes com revascularização miocárdica prévia

É analisada a experiência da Disciplina de Cirurgia Torácica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 24 pacientes submetidos a cirurgia torácica com revascularização miocárdica prévia. Estudaram-se variáveis em termos de morbi-mortalidade deste grupo de doentes. Os resultados mostraram que o melhor prognóstico foi encontrado nos pacientes submetidos a revascularização entre seis meses e cinco anos antes da cirurgia torácica. Notou-se, ainda, que os pacientes com infarto agudo do miocárdio apresentam um prognóstico tardio pior. O porte da cirurgia torácica e idade maior do que 70 anos foram fatores de risco tanto imediatos, quanto tardios

Year

1995

Creators

Pêgo-Fernandes,Paulo M Jatene,Fábio B Wada,Alexandre Yamazaki,André Toraso Miyoshi,Erika Terra Filho,Mário Jatene,Adib D

Novo sistema de cardioplegia sangüínea em cirurgia de cardiopatia congênita

O objetivo do presente estudo é apresentar um sistema de cardioplegia sangüínea para cirurgia de cardiopatia congênita. Foram analisados, prospectivamente, 71 pacientes com 10.12 kg em média, 34 eram do sexo feminino e a idade média foi de 2,1 anos. Da linha arterial, passando por um trocador de calor, aspiramos para uma seringa de 50 cc sangue a 8ºc, a qual é conectada a outra seringa de 10 cc com uma solução decimal de potássio, através de duas torneirinhas. A mistura da solução decimal (3 ml) com 47 ml de sangue a 8o C origina uma solução de sangue com 15 meq/1 de potássio. Esta solução é infundida na raiz da aorta, de acordo com o peso do paciente (10 cc/kg). Em todos obtivemos parada cardioplégica. O tempo médio de extracorpórea foi de 87,2 minutos e de pinçamento aórtico, de 60,7 minutos. Treze pacientes evoluíram para óbito, 6 por falência miocárdica, 3 por síndrome de baixo débito, 2 com arritmia, 1 com falência renal e 1 com coagulopatia. Os 58 demais pacientes receberam alta hospitalar sem complicações. Em conclusão, este método mostrou ser eficiente na preservação miocárdica e com baixa morbi-mortalidade

Year

1995

Creators

Salerno,Pedro R Arraes,Magaly Santos Jatene,Marcelo B Jantene,Fábio B Chaccur,Paulo Dinkhuysen,Jarbas J Abdulmassih Neto,Camilo Arnoni,Antoninho S Paulista,Paulo P Jatene,Adib D Souza,Luiz Carlos Bento de

Tratamento cirúrgico da lesão isolada de óstio coronário esquerdo

A experiência do InCór no tratamento cirúrgico da lesão isolada de óstio coronário esquerdo é de 11 pacientes, operados no período de janeiro de 1984 a julho de 1994. Oito pacientes eram do sexo feminino e 3 do sexo masculino, todos de cor branca, com idades de 39 a 68 anos (média de 53 anos). Dois pacientes eram assintomáticos, 2 apresentavam angina instável e os demais eram anginosos crônicos. Todos tinham lesão isolada de óstio coronário esquerdo de cerca de 90%. Os 11 pacientes foram operados com perfusão extracorpórea, através de aortotomia transversa posterior prolongada para artéria coronária esquerda até sua bifurcação. A artéria coronária esquerda era normal em todos os casos. Fez-se a ampliação do óstio com enxerto de veia safena do paciente em 8 casos e com enxerto de pericárdio bovino em 3 casos. A biopsia de aorta realizada próximo à obstrução apresentou infiltração mucóide inespecífica. Dez pacientes evoluíram bem no pós-operatório imediato. Um paciente submetido a cinecoronariografia no oitavo dia de pósoperatório, dado como normal, evoluiu com morte súbita cerca de 7 horas após o procedimento. A necropsia revelou trombo de 8 mm de diâmetro ao nível da ampliação e ateromatose de ramos coronários. Ocorreu outro óbito, dado como hepatite, nove meses após a operação. Os demais pacientes apresentam-se clinicamente bem, num período de seis meses a dez anos de evolução. Os resultados obtidos sugerem que a modalidade técnica cirúrgica empregada para a ampliação do óstio coronário esquerdo é boa, com mortalidade hospitalar aceitável (9%)

Year

1995

Creators

Dias,Ricardo Ribeiro Dias,Altamiro Ribeiro Jatene,Marcelo B Jatene,Adib D

Revascularização do miocárdio com emprego da artéria radial: estudo clínico e angiográfico seqüencial

De 8/4/94 a 28/2/95,32 pacientes foram submetidos a revascularização do miocárdio (RM) com a utilização da artéria radial (RA) como parte do procedimento. Esse número representou 17,3% da experiência global com RM neste período. Vinte e três pacientes eram masculinos e a média de idades foi de 56,8 anos (41 a 74 anos). A RA foi utilizada para revascularizar o território do ramo interventricular anterior (RIA) ou Dg em 7 casos, da coronária direita em 7 e o da circunflexa em 18. A mortalidade hospitalar foi de 2 (6%) casos, sendo ambos de causa não cardíaca. Reestudo angiográfico antes da alta hospitalar foi realizado em todos os pacientes que sobreviveram, demonstrando enxertos patentes em 96% (46/48). Dois enxertos exibiram espasmo moderado relacionado à ponta do cateter, um apresentou espasmo acentuado e dois demonstraram a presença de string sign. Oito pacientes com evolução pós-operatória tardia superior a 6 meses foram submetidos a reestudo angiográfico seqüencial, com enxertos pérvios em 100%, sem nenhuma anormalidade detectável. Uma paciente que apresentou string sign no pós-operatório imediato foi reestudada no 4º mês de pós-operatório, com progressão do processo. Os resultados aqui obtidos nos permitem afirmar que a RA pode ser uma excelente opção para pacientes com varizes dos MMII ou ausência de veias safenas. O seguimento clínico mais prolongado nos ajudará a determinar o real valor da RA como enxerto aorto-coronário.

Year

1995

Creators

Costa,Francisco Diniz Affonso da Poffo,Robinson Lima,Maria Adriana Costa Faraco,Djalma Luiz Sallum,Fábio S Oliveira,Elson Cox Cruz Costa,Iseu Affonso da

Tratamento cirúrgico da endocardite infecciosa

RAvaliaram-se as indicações, as alterações e os resultados cirúrgicos de 28 pacientes, operados por endocardite infecciosa (EI) no período de 1983 a 1994. O diagnóstico clínico foi confirmado pela ecocardiografia e pela cineangiocardiografia. Dos pacientes, 65% eram do sexo masculino e 25% do feminino, com média de idades de 35,21 (14 a 67) anos. Noventa e três por cento dos pacientes estavam em classe funcional III e IV (NYHA). O tempo decorrido entre o diagnóstico e a cirurgia foi em média de quatro semanas e meia (1 a 363 dias). A hemocultura foi positiva em 25% dos casos e os germes mais freqüentemente encontrados foram estreptococos e estafilococos. A valva aórtica foi a mais acometida e as vegetações foram as lesões mais comumente encontradas. O tratamento cirúrgico utilizado foi a plastia valvar em 2 casos e a substituição valvar por prótese em 26.Complicações ocorreram em 39,28% dos casos, com 5(18%) mortes. Conclui-se que, embora rara, a EI é doença grave e, se não prevenida com adequada antibiótico-profilaxia ou tratada em tempo hábil, o paciente terá conseqüências graves, podendo, até mesmo, falecer.

Year

1995

Creators

Hoppen,Gustavo Roberto Sartori,Iselso Paulo Fragomeni,Luís Sérgio

Válvula mecânica em carbono, de disco basculante, com revestimento de material biológico: princípios e desenvolvimento

INTRODUÇÃO: após estudo experimental de implante de material biológico e carbono em átrio esquerdo e aorta, foi desenvolvida uma nova prótese, primeira válvula de carbono feita inteiramente no País. A finalidade foi conseguir uma válvula de sistema mecânico durável, de boa aceitação orgânica para facilitar a cicatrização a partir do anel e isolar o máximo de material sintético da corrente sangüínea; o objetivo é conseguir menores índices de morbidade e mortalidade, alterando a história natural da prótese mecânica em relação a trombose, tromboembolismo, reoperações e menor uso de anticoagulante. MATERIAL E MÉTODOS: a válvula é do tipo disco basculante perfurado, fabricada em Carbolite (carbono polimérico endurecido). O anel apresenta haste com pino central para guiar e reter a movimentação do disco, batente e dois pinos para limitação do grau de abertura. O anel tem perfurações para fixação do material biológico (pericárdio e veia). O conjunto é colocado entre dois anéis lisos acoplados revestidos de Poliéster com aba de sutura externa. O batente tem aspecto denteado, formando plataformas onde se apoia o disco e entre os dentes existe continuidade do revestimento biológico. A prótese é toda revestida, exceto o pino, o disco, as plataformas do batente e a face interna do orifício menor. A prótese foi testada em duplicador de pulso em teste equivalente a dez anos, sem desgaste aparente com disco de carbono e poliacetal. Cada prótese, antes do implante, é testada individualmente durante cinco dias a 1.000 pulsações por minuto com pressão média de 12 cmHg. Então, é feita limpeza, esterilização, revestimento de material biológico processado em glicerina, montagem e esterilização final em formol ou gás ETO (conservação em glicerina). Existem 7 pacientes mitrais em observação com tempo médio de 7,8 meses (mínimo de 4 meses e máximo de 13 meses), sendo mantidos com anticoagulação oral. RESULTADOS INICIAIS: como o número de pacientes é pequeno, destacam-se apenas algumas observações iniciais: ausência de tromboembolismo, ausência de disfunção mecânica primária, ocorrência de dois acidentes hemorrágicos maiores e um episódio de trombose em paciente com dois meses de evolução, por anticoagulação inadequada, com reoperação e mantendo a mesma prótese com achado de depósito difuso de fibrina e boa evolução após dez meses. CONCLUSÕES: os resultados dos testes mecânicos do material e da válvula e os aspectos clínicos iniciais são favoráveis, devendo-se ampliar a casuística, com proteção anticoagulante mais efetiva e uniforme nos três primeiros meses. Após três meses, a presença do material biológico e as baixas doses de anticoagulante parecem ser eficientes no controle das complicações pós-operatórias da válvula mecânica, contra a trombose, o tromboembolismo e os acidentes hemorrágicos.

Year

1995

Creators

Magalhães,Hélio Pereira de Machado,Ana Lúcia Raoul,Artur J Soutello Filho,Ary Fernandes Vaidergorn,Jairo Santos,José Alberto dos Souza,Márcia Valéria A. P Cruz,Maria Paula

Análise dos resultados do uso precoce e tardio da assistência circulatória com balão intra-aórtico (BIA) em pacientes submetidos a correção de cardiopatias com auxílio de circulação extracorpórea

Este estudo tem como objetivo, a análise retrospectiva do uso precoce (intra-operatório) e tardio (pós-operatório) do balão intra-aórtico. Foram estudados 130 pacientes do Texas Heart Institute, no período de janeiro a dezembro de 1987, sendo 103 do sexo masculino e 27 do sexo feminino; a idade média dos pacientes foi de 61,5 ± 10,76 (14 a 84) anos, a média de peso foi de 75,5 ± 16,6 (42 a 134) kg, a média de superfície corpórea de 1,87 ± 0,24 (1,08 a 2,60)m² e um tempo médio de circulação extracorpórea de 98 (33 a 299) minutos e de pinçamento aórtico de 49 (10 a 122) minutos. O balão intra-aórtico foi usado em todos os pacientes por baixo débito cardíaco, em 4 associado a disrritmias retratarias a tratamento clínico e 2 por parada cardiorrespiratória, por períodos que variaram de 15 minutos a 256 horas. Os pacientes foram divididos em 6 grupos; Grupo I, pacientes que receberam o balão intra-aórtico no intra-operatório (precoce), Grupo II, pacientes que receberam o balão intra-aórtico no pós-operatório (tardio), Grupo III (pacientes com idade igual ou inferior a 65 anos), Grupo IV (pacientes com idade superior a 65 anos), Grupo V (pacientes com tempo de circulação extracorpórea de até 120 minutos) e Grupo VI (pacientes com tempo de circulação extracorpórea superior a 120 minutos) e 2 subdivisões nos grupos V e VI, subgrupo 1/. (pacientes com tempo de pinçamento de aorta menor ou igual a 60 minutos) e subgrupo 2/. (pacientes com tempo de pinçamento de aorta maior que 60 minutos). Dos 130 pacientes submetidos ao BIA, 81 (62.3%) sobreviveram e 49 (37,7%) pacientes faleceram; destes, 38 (36,2%) pertenciam ao Grupo I e 11 (44%) ao Grupo II. A sobrevida foi maior no Grupo III (68,6%) e menor no Grupo IV (51%) com p<0,05 mostrando uma diferença estatística com relação à mortalidade no grupo mais idoso. Observamos, também, que, a fração de ejeção, tempo de pinçamento de aorta, não apresentaram diferença estatística significante com relação à mortalidade. Porém a mortalidade com relação ao tempo de CEC foi altamente positiva (p<0,01) para tempo de CEC maior que 120 minutos. Em nossa casuística, o índice de complicações foi de 4,6% (6 pacientes). Os dados deste estudo sugerem que o balão intra-aórtico é efetivo como método de suporte circulatório, em pacientes com baixo débito cardíaco pós circulação extracorpórea, havendo tendência a resultados melhores quando usado precocemente; foi observada influência da idade e do tempo de CEC, sugerindo que métodos mais eficientes de assistência circulatória devam ser usados nos pacientes mais idosos e nos pacientes com síndrome de baixo débito cardíaco pós-cirurgia cardíaca com tempos de CEC maiores que 120 minutos.

Year

1995

Creators

Macruz,Hugo de Moraes Sarmento Frazier,Oscar Howard Cooley,Denton A

Análise comparativa dos efeitos do diazepan, midazolam e propofol na contratilidade miocárdica: estudo em coração isolado de ratos

A ação depressora dos benzodiazepínicos e do propofol relaciona-se às suas interferências diretas na fibra miocárdica. A presente investigação se propôs analisar a contratilidade miocárdica em coração isolado de ratos tratados com diazepam, midazolam e propofol. Os parâmetros registrados foram: freqüência cardíaca (bpm), tensão miocárdica (g) e fluxo coronariano (ml/min). Além das variações da dT/dt max, foram também analisadas aquelas ocorridas nos parâmetros acima citados, em grupos constituídos de dez corações. Grupo I: perfundidos durante 30 minutos com solução de Krebs-Hhenseleit (K-H); Grupo II: recebendo 50 mcg de diazepam em 0,1 ml de solução K-H, fazendo-se o registro dos parâmetros 1,3,5,10, 15,20,25 e 30 minutos após; Grupo III diferiu do grupo anterior pela substituição do diazepam por midazolam, na dose de 25 mcg/0,1 ml K-H; Grupo IV: propofol na dose de 25 mcg/0,1 ml K-H, efetuando-se os registros dos parâmetros em 1, 3, 5, 10 e 15 minutos Grupo IV25. Em seguida, nos mesmos corações, infundiu-se propofol na dose de 50 mcg/0,1 ml K-H, obtendo-se aqueles registros nos mesmos tempos acima (Grupo IV50). A análise da contratilidade miocárdica (dT/dt max) evidenciou decréscimos significativos nos grupos estudados exceto no Grupo I (Controle). As diminuições observadas em g.seg-1 foram: Grupo II (diazepam), de 30,37 ± 7,10 para 21,50 ± 6,03 com redução de 29,21%; Grupo III (midazolam), de 33,62 ± 2,39 para 24,62 ± 7,48, redução de 26,77%; Grupo IV (propofol)25, de 34,55 ± 3,86 para 28,50 ± 5,97, redução de 17,51 % e Grupo IV (propofol)50, de 34,55 ± 3,86 para 27,57 ± 5,86, com redução de 20,20%. Todas as drogas ensaiadas diminuíram a contratilidade miocárdica (dT/dt max) p<0,05, sem diferença significante entre a intensidade com que cada uma, isoladamente, determinou tal efeito depressor (p&gt;0,05).

Year

1995

Creators

Medeiros,Carlos Geraldo Sobral de Pontes,José Carlos Dorsa Vieira Gomes,Otoni Moreira

Crianças operadas e condições familiares: o que muda? Estudo no Instituto do Coração-HCFMUSP

No período de março a agosto de 1993, 57 familiares de crianças com idades entre 0 e 7 anos portadoras de cardiopatias congênitas, internadas para tratamento cirúrgico, foram entrevistados. Destes, 94,5% procedem da zona urbana e em 86% o grupo familiar não ultrapassa 5 pessoas. Das famílias estudadas, 56,5% dos pais e 58% das mães apresentam instrução primária e 41 % dos pais possuem ocupação de nível técnico e 72% das mães não têm qualificação profissional. Foram estudados os seguintes itens: a) mudanças profissionais dos pais após o nascimento do filho; b) alterações no relacionamento interpessoal; c) dificuldades para enfrentar o momento da cirurgia; d) expectativas futuras com o filho operado. Os resultados mostraram que, para os casais jovens de classe social média baixa e em fase de estruturação familiar, o aparecimento de um membro doente e o evento da cirurgia cardíaca identificam áreas de estresse e alguns evitam falar do futuro.

Year

1995

Creators

Crochik,Laís S Bertani,Iris F Barbero-Marcial,Miguel

Pentalogia de Cantrell: relato de caso

Os autores descrevem o tratamento cirúrgico de um caso de pentalogia de Cantrell, rara anomalia congênita, caracterizada por defeitos da parede abdominal, terço inferior do esterno, diafragma, pericárdio e coração.

Year

1995

Creators

Hazin,Sheila Vieira,Jorge Gomes,Cláudio Tenório,Euclides Moraes Neto,Fernando Lapa,Cleusa Mattos,Sandra Moraes,Carlos R

Ventriculectomia parcial: um novo conceito no tratamento cirúrgico de cardiopatias em fase final

A melhora clínica da função cardíaca pós aneurismectomia de ventrículo esquerdo e/ou cardiomioplastia com o músculo grande dorsal parece ser, ao menos parcialmente, devida ao remodelamento do ventrículo esquerdo. Através de pesquisa em nosso laboratório experimental com carneiros, demonstramos que o aumento do diâmetro do ventrículo é mais importante que a perda de massa muscular para a deterioração da função ventricular. Sabendo-se que em miocardiopatia dilatada não ocorre aumento de massa muscular, reduzimos o diâmetro do ventrículo para o normal, em uma série consecutiva de pacientes com esta lesão. No período de 1984 a 1995, foram operados com esta nova técnica, denominada, então, "Ventriculectomia Parcial", 103 pacientes portadores de miocardiopatias complexas e insuficiência cardíaca congestiva (NYHA IV). A operação é baseada na lei de Laplace (T=P.11.D) e consistiu na remoção de uma fatia de músculo da parede lateral do ventrículo esquerdo, iniciando-se na ponta deste, estendendo-se entre os músculos papilares e terminando próximo ao anel mitral. A cirurgia é realizada sob circulação extracorpórea normotérmica e não se utiliza cardioplegia. "Todos os pacientes foram avaliados pré-operatoriamente com ecodopplercardiografia e ventriculografia digital, os quais revelaram fração de ejeção < 20%, confirmando estes pacientes como candidatos ao transplante cardíaco. A maioria era do sexo masculino (n=73) e a idade variou de 19 a 74 anos. As doenças foram: miocardite a virus (n=12); pós miocardioplastia (n=1); doença de Chagas (n=15); doença valvar (n=38); doença isquémica (n=16); idiopática (n=21). Óbitos hospitalares (ocorridos nos primeiros 30 dias da cirurgia) (n=13): embolia pulmonar (n=4); insuficiência renal (n=5); sangramento (n=4). Óbitos tardios (ocorridos depois do 30º dia de cirurgia) (n=10): arritmia (n=6); "insuficiência cardíaca" (n=2); causa desconhecida (n=2); 8 pacientes precisaram ser reoperados por sangramento. Não houve infecção e nenhum paciente precisou balão intra-aórtico. Todos saíram com nitroprussiato e 19 pacientes, com inotrópicos. A ventriculografia e a ecocardiografia pós-op mostraram melhora acentuada da FE (de 100% a 300%). Em conclusão, a nova técnrca "Ventriculectomia Parcial", com o objetivo de reduzir o diâmetro do ventrículo esquerdo, pode beneficiar pacientes em estágio final de cardiopatia dilatada. Este novo conceito pode, na nossa experiência, proporcionar ao paciente melhora clínica significativa e prolongamento de sua vida.

Year

1996

Creators

Batista,Randas J. V Santos,José Luiz Verde dos Franzoni,Marcos Araujo,A. C. F Takeshita,Noriaki Furukawa,Murilo Bochino,Lise Precoma,Dalton Neri,Paulo Thome,Lisias Oliveira,Eduardo Carvalho,Rosane Cunha,Marco A

Dissecção aguda da aorta ascendente no per-operatório

Com o objetivo de demonstrar a experiência cirúrgica do Hospital Biocor com as dissecções agudas da aorta torácica no per-operatório, foram analisados, retrospectivamente, 7.251 pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com o emprego de circulação extracorpórea, no período de janeiro de 1988 a janeiro de 1995. Onze pacientes apresentaram dissecção aórtica no per-operatório, sendo que 54,5% (6 pacientes) eram homens e 45,5% (5 pacientes) mulheres. A idade variou de 54 a 80 anos (média de 66,73 ± 7,54 anos). Os procedimentos cirúrgicos nos quais ocorreu a dissecção incluíram: revascularização miocárdica em 9 (81,8%) pacientes, revascularização miocárdica + aneurismectomia do VE em 1 (9,1 %) e troca valvar aórtica em 1 (9,1%) paciente. Todos apresentavam hipertensão arterial sistêmica. Em 9 (81,8%) pacientes a aorta ascendente anormal foi observada durante a cirurgia. A correção cirúrgica da dissecção incluiu: substituição da aorta ascendente por conduto tubular de pericárdio bovino em 7 (63,6%) pacientes, substituição por conduto valvulado de pericárdio bovino em 1 (9,1 %) e plastia aórtica com retalho de pericárdio bovino em 3 (27,3%) pacientes. A técnica de hipotermia profunda com parada circulatória total foi empregada em 90,9% dos casos. A mortalidade hospitalar foi de 45,5% (5 pacientes), sendo: em 2 casos devido à impossibilidade de descontinuação da CEC; hemorragia maciça em 1 e síndrome de baixo débito no pós-operatório imediato em 2 pacientes. Dos 6 pacientes sobreviventes, 5 encontram-se em seguimento e livres de sintomas cardíacos. Concluímos que a dissecção aórtica aguda no per-operatório continua sendo uma complicação grave e altamente letal, sendo que o emprego de medidas preventivas e técnicas cirúrgicas adequadas em pacientes de risco podem diminuir a incidência dessa complicação.

Year

1996

Creators

Castro,Marcelo F Fantini,Fernando A Gontijo Filho,Bayard Barrientos,Arturo Peredo,Eduardo Drumond,Leonardo F Oliveira,Carla de Paula e Silva,João Alfredo de Barbosa,Juscelino Teixeira Vrandecic,Mário O

Tratamento cirúrgico das dissecções agudas de aorta do tipo B: técnica da "tromba de elefante" modificada pelo emprego de prótese intraluminal sem sutura

Durante a última década, a cirurgia cardiovascular experimentou grande impulso, com o desenvolvimento de métodos de diagnóstico, técnicas de proteção miocárdica e cerebral, técnicas de sutura e circulação extracorpórea, que, somados à maior experiência dos cirurgiões, permitiu o questionamento da indicação do tratamento clínico para as dissecções agudas de aorta do tipo B, procurando, com o tratamento cirúrgico, redução da alta taxa de mortalidade desta doença. A técnica da "tromba de elefante", descrita por Borst, foi adaptada por Palma e Buffolo para o tratamento das dissecções agudas de aorta do tipo B, oferecendo bons resultados, além de facilidade técnica por não manipular o tecido doente e friável da aorta durante o ato cirúrgico. No período de 31/6/92 a 20/2/95, 7 pacientes foram operados com esta técnica sendo 1 paciente do sexo feminino e 6 do sexo masculino. Tivemos 2 (28,5%) óbitos, que não podem ser relacionados à técnica cirúrgica. Neste trabalho, apresentamos modificação da técnica da "tromba de elefante", com o emprego do anel intraluminal, desenvolvido em nosso Serviço, dispensando qualquer tipo de sutura para anastomose, obtendo diminuição acentuada do tempo de parada circulatória total, permitindo dispensar a hipotermia profunda.

Year

1996

Creators

Bernardes,Rodrigo de Castro Rabelo,Raul Corrêa Reis Filho,Fernando Antônio Roquete Rabelo,Walter Marino,Marcos Antônio Marino,Roberto Luiz

Fatores que influenciam a mortalidade hospitalar na cirurgia de correção de aneurisma do ventrículo esquerdo

Este trabalho teve como objetivo identificar fatores que influenciaram a mortalidade hospitalar de pacientes submetidos à cirurgia de correção de aneurisma do ventrículo esquerdo, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, no ano de 1994. Quarenta e nove pacientes foram operados, com idade variando de 32 a 79 anos (m=56,7), sendo 15 do sexo feminino e 34 do masculino. A técnica cirúrgica empregada foi de endoaneurismorrafia em 7 pacientes e sutura direta em 42 pacientes. Em todos realizou-se plicatura do septo interventricular. Em 44 houve revascularização do miocárdio concomitantemente. Os fatores estudados foram: localização do aneurisma, proteção miocárdica, tempo de anóxia, tempo de perfusão, revascularização do miocárdio concomitante, intervalo entre o infarto do miocárdio e a correção cirúrgica, quadro clínico pregresso e utilização de balão intra-aórtico. A mortalidade global foi de 7 pacientes (14%). As análises univariada e multivariada dos fatores estudados evidenciaram que o tipo de proteção miocárdica e a classe funcional de ICC pré-operatória influenciaram a taxa de mortalidade. Em nossa casuística, a classe funcional e o tipo de proteção miocárdica foram fatores preditores de mortalidade, porém ressaltamos a necessidade de estudos mais amplos observando o aspecto da proteção miocárdica, para confirmação desta hipótese.

Year

1996

Creators

Issa,Mário Arnoni,Antoninho S Chaccur,Paulo Dinkhuysen,Jarbas J Abdulmassih Neto,Camilo Souza,Luiz Carlos Bento de Paulista,Paulo P

Aneurismectomia do ventrículo esquerdo: avaliação tardia

Com o objetivo de avaliar tardiamente o efeito da aneurismectomia do ventrículo esquerdo quanto a sintomatologia e função ventricular global, foram analisados 40 pacientes consecutivos operados de agosto/87 a novembro/94, com um período de seguimento de 12 a 99 meses. A localização mais comum foi a ântero-medial e a maioria dos pacientes apresentava um quadro misto de angina e ICC. A pd2VE média preoperatoria foi de 25,9 mmHg. Cinco (12,5%) faleceram durante a internação, por insuficiência miocárdica aguda e 6 (15%), durante o pós-operatório tardio. Quando se divide a série em dois grupos, aqueles operados de 1991 a 1994 (últimos 22 pacientes) mostram uma sobrevida de 91% ao final de 4 anos. Dos 29 sobreviventes, 12 (30%) encontram-se assintomáticos, enquanto que 42,5% cursam com algum grau de angina ou ICC. O ecocardiograma bidimensional demonstrou normalização dos diâmetros ventriculares, das frações de ejeção e encurtamento em apenas 43% dos casos. Ao final de um ano, somente 50% dos pacientes estão livres de sintomas. Em conclusão, a aneurismectomia do ventrículo esquerdo promoveu melhora sintomática na maioria dos pacientes, com mortalidade aceitável, embora não totalmente confirmada pelos índices de função global ao ecocardiograma bidimensional.

Year

1996

Creators

Dancini,José Luiz Rodrigues,João Jorge Santos,Jefferson dos Pinto,Rubens Fraga Alves Burgos,Fernando José da Costa Conforti,Cesar Augusto

Cuidados no pós-operatório do transplante cardíaco

Os autores discutem os principais aspectos envolvidos no pós-operatório imediato do transplante cardíaco, ressaltando: monitorização pós-operatória, evolução hemodinâmica, arritimias, controle hidroeletrolítico, alterações gastrintestinais, função renal, suporte ventilatório, antibioticoprofilaxia, infecção, imunossupressão e as rejeições.

Year

1996

Creators

Fiorelli,Alfredo I Stolf,Noedir A. G

Síndrome vasoplégica: nova forma de síndrome pós perfusão

Uma nova forma de síndrome pós perfusão, denominada síndrome vasoplégica, aparecendo no período pós-operatório imediato de cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea (CEC) é apresentada. As manifestações dessa síndrome incluem hipotensão, débito cardíaco normal ou aumentado, resistência vascular sistêmica diminuída e pressões de enchimento baixas. O exame físico mostra que, mesmo com hipotensão, os pacientes apresentam bom enchimento capilar de extremidades, mas com oligúria. Há necessidade de uso de vasoconstrictores potentes para manutenção da pressão arterial e, mesmo com altas doses de noradrenalina, não há o quadro clássico de extremidades frias. Doze pacientes que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com a síndrome vasoplégica são mostrados. O quadro da síndrome vasoplégica mostra semelhança com o observado no choque séptico. Na sepse, as alterações são mediadas pelas citocinas, entre elas o TNF-α, que também já foi demonstrado serem ativadas pela CEC. O aparecimento da síndrome vasoplégica eleva a morbidade operatória, com conseqüente aumento de risco para o paciente.

Year

1996

Creators

Gomes,Walter José Silas,Marcelo Grandini Lopes,Marly Garcia Palma,José Honório Teles,Carlos Alberto Branco,João Nelson R Carvalho,Antônio Carlos Buffolo,Ênio

Diagnóstico e tratamento cirúrgico do teratoma intrapericárdico

Descrevemos 2 casos de teratoma intrapericárdico, tumor cardíaco primário raro, usualmente encontrado em neonatos e lactentes e que pode causar insuficiência respiratória, grande acúmulo de liqüido pericárdico e compressão cardíaca, levando à morte no período intra-uterino ou neonatal. Em ambos os casos, o diagnóstico foi estabelecido pelo ecocardiograma realizado em criança de 3 meses com sinais de tamponamento cardíaco e no feto de uma gestante no curso da 38º semana de gravidez. Ressecção cirúrgica com sucesso em ambos os pacientes foi realizada nas idades de 3 meses e 3 dias de vida, respectivamente. A histologia confirmou o diagnóstico de teratoma. Enfatiza-se a acurácia do diagnóstico ecocardiográfico nestes casos e a importância da indicação cirúrgica precoce.

Year

1996

Creators

Moraes,Carlos R Mattos,Sandra Rodrigues,Jorge V Santos,Cleuza Lapa Gomes,Cláudio A Tenório,Euclides Moraes Neto,Fernando Hazin,Sheila