RCAAP Repository

Estudo evolutivo da anatomia das artérias coronárias em espécies de vertebrados com técnica de moldagem em acetato de vinil (vinilite)

No presente trabalho foram produzidos 30 moldes anatômicos de corações de vertebrados, visando contribuir para o estudo das artérias coronárias direita e esquerda de diferentes espécies: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Os corações foram injetados com acetato de vinil, submetidos a corrosão e semicorrosão pelo ácido clorídrico, a fim de evidenciar o padrão anatômico apresentado pelas artérias coronárias no tocante à evolução das espécies e adaptações morfológicas (estrutura e arquitetura). Com base na morfologia das peças estudadas foram obtidas as seguintes conclusões: a técnica utilizando acetato de vinil, associada à corrosão, mostrou-se eficaz na produção de modelos de coração de diferentes espécies, apresentando detalhamento capaz de permitir visibilização dos ramos colaterais, quando existentes; o número de estruturas e a complexidade vascular cardíaca aumenta na medida em que os seres evoluem na escala zoológica. No réptil iguana iguana foi encontrado ventrículo duplo com tríplice via de saída, como único padrão evolutivo da anatomia dos ventrículos e grandes vasos da base ainda não descrito como cardiopatia congênita em humanos.

Year

1999

Creators

RODRIGUES,Tânia Maria de Andrade PALMEIRA,José Arnaldo O. MENDONÇA,José Teles de GOMES,Otoni Moreira

Pseudo-aneurisma em tubo valvulado de pericárdio bovino corrugado após reconstrução da aorta ascendente: relato de caso

Os autores descrevem o caso de paciente que, 9 anos após a correção cirúrgica de um aneurisma de aorta ascendente com tubo valvulado de pericárdio bovino corrugado, evoluiu com a formação de um pseudo-aneurisma de aorta localizado, posteriormente, sobre a linha de sutura do tubo de pericárdio bovino. Foi realizada substituição do tubo de pericárdio bovino por tubo de Dacron valvulado (com prótese mecânica) e reimplante dos óstios coronários utilizando-se a técnica de hemi-Cabrol. O tempo de seguimento pós-operatório do paciente é de 12 meses, permanecendo assintomático.

Year

1999

Creators

STOLF,Noedir A. G. BRANDÃO,Carlos M. A. FABER,Cristiano N. PÊGO- FERNANDES,Paulo M. COSTA,Roberto JATENE,Adib D.

Correção cirúrgica do aneurisma roto do seio de Valsalva: relato de dois casos

O objetivo deste estudo é relatar a técnica cirúrgica empregada na correção de aneurisma do seio de Valsalva roto para dentro do ventrículo direito, em 2 pacientes adultos, tendo um deles, concomitantemente, leve coarctação da aorta. No primeiro caso, mulher de 22 anos com dispnéia progressiva, cuja avaliação ecocardiográfica revelou rotura do aneurisma do seio de Valsalva para dentro do ventrículo direito e coarctação da aorta leve, com gradiente de 25 mmHg. O cateterismo cardíaco confirmou o diagnóstico. No segundo caso, homem de 35 anos, com piora de dispnéia há 2 meses. Ecocardiograma e cateterismo cardíaco confirmaram o diagnóstico de aneurisma roto do seio de Valsalva para o ventrículo direito. Ambos foram operados através de esternotomia mediana; circulação extracorpórea convencional e cardioplegia sangüínea fria. No primeiro caso a valva aórtica era bivalvulada, com o aneurisma do seio de Valsalva anterior, relacionado à coronária direita, roto para dentro do VD, medindo 6 mm de diâmetro, foi fechado com sutura direta com fio 5-0. No segundo caso a valva aórtica era trivalvulada e o aneurisma do seio de Valsalva direito que rompeu, também, dentro do VD, media 12 mm de diâmetro e o fechamento foi feito com retalho de pericárdio bovino, suturado com pontos separados de polipropileno 5-0. Ambos os pacientes tiveram evolução pós-operatória sem intercorrências. Alta hospitalar ao final de uma semana. No controle ambulatorial, 120 e 60 dias após, respectivamente, estavam assintomáticos.

Year

1999

Creators

BONATELLI FILHO,Lourival RAMPINELLI,Amandio COLLAÇO,Jauro

Defeito do anel fibroso mitral posterior com aneurisma de átrio esquerdo e insuficiência mitral: tratamento cirúrgico com sucesso

Aneurismas em átrio esquerdo são pouco comuns, podendo ocorrer na aurícula ou na parede do átrio esquerdo. Freqüentemente, são assintomáticos, podendo ocorrer arritmias, fenômenos tromboembólicos ou insuficiência cardíaca como complicação da sua evolução. Apresentamos paciente de 39 anos, do sexo feminino, com defeito do anel posterior da valva mitral levando a grande dilatação aneurismática da parede posterior do átrio esquerdo com insuficiência mitral. O diagnóstico foi feito pela radiografia de tórax (abaulamento de silhueta cardíaca esquerda) e ecocardiograma (grande aneurisma do átrio esquerdo posteriormente à parede posterior do ventrículo esquerdo com insuficiência mitral). O estudo hemodinâmico sugeriu pseudo-aneurisma de ventrículo esquerdo. Submetida a tratamento cirúrgico com auxílio da circulação extracorpórea, realizou-se anuloplastia mitral e exclusão do aneurisma com reconstrução do assoalho do átrio esquerdo com retalho de pericárdio bovino. A paciente apresentou boa evolução pós-operatória, recebendo alta hospitalar no oitavo dia em boas condições clínicas.

Year

1999

Creators

BUENO,Ronaldo Machado CERDEIRA Jr.,Mário ABENSUR,Henry SILVA Jr.,Amílton CALIL,Osmar Araújo ÁVILA NETO,Vicente MELO,Ricardo F.A.

Cirurgia cardíaca no idoso

Com o aumento da expectativa de vida da população brasileira cresce o número de pessoas com idade superior a 70 anos que necessitam de operação cardíaca. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram avaliados, retrospectivamente, 75 pacientes com idade 3 a 70 anos submetidos a operação cardíaca no HC-UFPR, entre 1995 e 1999, com objetivo de analisarmos os resultados imediatos e tardios. A idade variou de 70 a 88 anos, sendo 34 (46,7%) do sexo feminino e 41 (53,3%) do masculino. Os principais sintomas foram angina (81,3%), dispnéia (42,6%) e síncope (16%). Os pacientes encontravam-se em classe I (57,3%), classe II (17,3%), classe III (18,6%) e classe IV (6,6%) da NYHA, 61,3% eram hipertensos, 48% tabagistas, 28% diabéticos e 9,3% haviam sido submetidos a operação cardíaca prévia. Foram realizadas 50 (66,6%) revascularizações do miocárdio, 9 (12%) trocas de valva aórtica, 5 (6,6%) operações de aorta, 4 (5,2%) trocas valvares + revascularização miocárdica e outros procedimentos (7%). As principais complicações pós-operatórias foram cardiovasculares: arritmias ventriculares (22,6%), arritmias supraventriculares (21,3%), baixo débito cardíaco (16%); infecciosas (16%) e pulmonares (9,3%). O tempo médio de permanência na UTI foi de 5 dias. RESULTADOS: A mortalidade hospitalar foi de 13,3% e houve 5 óbitos tardios. Dos sobreviventes, 78,4% compareceram para seguimento ambulatorial. O tempo médio de seguimento foi de 20,7 meses e a sobrevida foi de 92%; um dos óbitos tardios foi de origem cardiovascular. CONCLUSÃO: Apesar de serem pacientes de maior complexidade clínica pela maior incidência de doenças crônicas e acometimento de outros órgãos, os avanços na cirurgia cardíaca e terapia intensiva tornaram possível a intervenção com baixa morbi-mortalidade.

Year

2000

Creators

LOURES,Danton R. da Rocha CARVALHO,Roberto Gomes de MULINARI,Leonardo SILVA Jr.,Arleto Zacarias SCHMIDLIN,Carlos Augusto BROMMELSTRÖET,Maricélia VOITOWICZ,Vinícius Nicolau DANTAS,Marcelo Haddad CHOMA,Ricardo José SHIBATA,Sérgio FELICIO,Marcello Laneza BONATTO,Dênis ANTUNES FILHO,Nilo

Revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea: experiência e resultados iniciais

FUNDAMENTOS: A operação de revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea (CEC) vem sendo utilizada como uma alternativa para o tratamento da insuficiência coronariana. OBJETIVO: Apresentar nossa experiência com este procedimento, descrevendo a técnica empregada e os resultados iniciais. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram avaliados 23 pacientes submetidos à revascularização do miocárdio sem CEC. Foram selecionados para este estudo pacientes que apresentavam lesões nas artérias coronárias da região ântero-diafragmática do coração. A principal indicação cirúrgica foi insuficiência coronária crônica (78,3%). O sexo masculino predominou em 65% dos casos. A idade variou de 44 a 80 anos (média: 59,6 anos). A abordagem cirúrgica em todos os pacientes foi através de esternotomia mediana. Os enxertos utilizados foram: as artérias torácicas internas, veia safena e artéria radial. RESULTADOS: O tempo médio de operação foi de 3h15 min. Não houve intercorrências intra-operatórias. O número de enxertos por paciente variou de 1 a 3, num total de 36 enxertos realizados, com média de 1,56 enxerto/paciente. A artéria torácica interna esquerda foi o enxerto mais utilizado (41,7%). As artérias coronárias revascularizadas mais freqüentemente foram o ramo interventricular anterior (52,8%) e a coronária direita (30,5%). A mortalidade hospitalar e a incidência de infarto pós-operatório foram de 4,3%. Não ocorreram complicações neurológicas, pulmonares, renais, hemorrágicas ou infecciosas. O tempo médio de internação hospitalar foi de 7 dias. CONCLUSÃO: A revascularização do miocárdio sem CEC é uma técnica eficaz e segura que pode ser realizada em casos selecionados, com baixa morbidade e mortalidade, com redução de custos e do tempo de internação hospitalar.

Year

2000

Creators

BRASIL,Luiz Antônio MARIANO,João Batista SANTOS,Fernando Martins dos SILVEIRA,André Luiz MELO,Nilo de OLIVEIRA,Nivaldo Gomes de ANDRADE,Rômulo Sales BOTELHO,Delzirene Pinheiro CALZADA,Antônio

Artéria gastroepiplóica direita na cirurgia de revascularização do miocárdio

CASUÍSTICA E MÉTODOS: Entre janeiro de 1996 e julho de 1999, a artéria gastroepiplóica direita (AGED) foi usada como enxerto na revascularização do miocárdio (RM) de 26 pacientes, sendo 25 do sexo masculino, com média de idade de 55,2 anos. Indicamos a operação em pacientes que apresentavam obstruções críticas e/ou totais nas artérias coronárias direita, interventricular anterior e ramos da artéria coronária circunflexa. Angina estável foi diagnosticada em 15 (57,8%) pacientes e angina instável em 10 (38,4%); 1 paciente apresentou isquemia silenciosa. Cinco (19,2%) pacientes foram submetidos à reoperação, sendo em 2 a segunda reoperação. A circulação extracorpórea (CEC) foi usada em 24 pacientes, normotérmica em 18 (75%) e hipotérmica em 6 (25%). Dois, 5 e 19 pacientes apresentavam obstruções em um, dois e três vasos coronários, respectivamente. A AGED foi usada na forma pediculada em 24 pacientes, servindo de enxerto para o ramo interventricular anterior (3), artéria coronária direita (8) e seus ramos descendente (11) e ventricular posteriores (1) e ramo descendente posterior da artéria circunflexa (1). Como enxerto livre, a AGED revascularizou o ramo diagonal em 2 pacientes. Utilizamos, concomitantemente as artérias torácicas internas esquerda e direita, radial esquerda e a veia safena magna para a total RM. RESULTADOS: Angiografia seletiva de controle pós-operatório foi realizada em 12 (46,7%) pacientes. Em 10 (83,4%) visibilizou-se que a AGED estava pérvia, em 1 não foi possível cateterizar o tronco celíaco e no outro o enxerto estava ocluído. Não houve óbito hospitalar/30 dias e todos os pacientes tiveram alta hospitalar assintomáticos. CONCLUSÃO: Concluímos que a AGED, neste estudo, mostrou ser um enxerto seguro para ser utilizado na operação de RM.

Year

2000

Creators

GUARITA SOUZA,Luiz César SOUZA,Januário Manuel de BERLINCK,Marcos OLIVEIRA,Sérgio Almeida de

Mediastinite em cirurgia cardíaca: tratamento com epíploon

CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram analisados 22 casos de mediastinite que ocorreram após 1006 operações cardíacas com esternotomia, realizadas de 1993 a 1998, no Hospital Felício Rocho em Belo Horizonte, Minas Gerais. A complicação ocorreu em 3,2% dos coronariopatas, 3,1% dos transplantados, 1,1% dos valvares e não ocorreu em portadores de defeitos congênitos. RESULTADOS: O índice geral de mediastinite foi de 2,1%. O microorganismo mais comumente responsável pela infecção foi o Staphylococcus aureus (39,1%). Diversas modalidades terapêuticas para mediastinite foram utilizadas no período: drenagem simples, desbridamento e granulação, rotação de retalho de músculo peitoral e rotação do grande epíploon. CONCLUSÃO: A rotação do retalho de grande epíploon, introduzida no Serviço em 1995 para tratamento dos casos de mediastinite, proporcionou excelentes resultados, não ocorrendo óbitos pela complicação nos últimos 2,5 anos.

Year

2000

Creators

SAMPAIO,Dielson Teixeira ALVES,José Carlos Resende SILVA,Aluísio Ferreira LOBO Jr.,Nílcio Cunha SIMÕES,Danilo FARIA,Willian LOBATO,Angelo FIGUEROA,Carlos Camilo Smith

Técnica simplificada de implante de bioprótese aórtica sem suporte ("stentless")

OBJETIVO: A maior complexidade técnica de implante é provavelmente o mais importante fator limitante do uso mais amplo das biopróteses aórticas "stentless". CASUÍSTICA E MÉTODOS: Quinze pacientes foram submetidos a troca valvar aórtica por bioprótese porcina "stentless", tipo Labcor, com técnica simplificada de implante - um plano de sutura com pontos separados ao nível do anel aórtico e suspensão dos pilares com sutura contínua. Doze pacientes eram do sexo masculino e 3 do feminino, com idade variando de 9 a 56 anos. As indicações cirúrgicas foram a estenose valvar aórtica em 8 (53,3%) casos, a dupla lesão em 4 (26,7%) e a insuficiência aórtica em 3 (20%). Dez (66,7%) pacientes apresentavam-se em classe funcional (CF) III da NYHA e 5 (33,3%) em CF IV. RESULTADOS: Não ocorreram complicações na fase hospitalar. Em 2 (13,3%) pacientes constatou-se, antes da alta hospitalar, presença de insuficiência central discreta da prótese, sem repercussão hemodinâmica. Um paciente apresentou endocardite bacteriana 14 meses após o implante, necessitando de reoperacão, evoluindo com choque séptico e óbito. A curva atuarial de sobrevida é de 93,3% em seguimento médio de 23,5 meses, variando de 17 a 29 meses. Doze (85,7%) pacientes apresentam-se em CF I (NYHA) e 2 (14,3%) pacientes em CF II, sem a ocorrência de complicações tromboembólicas, escape paravalvular ou hemólise, no período avaliado. CONCLUSÃO: A técnica em questão é de fácil execução, reprodutível e com baixo índice de complicações, podendo constituir-se em mais uma opção nas operações de troca valvar aórtica.

Year

2000

Creators

PINHEIRO,Bruno Botelho FAGUNDES,Walter Vosgrau RAMOS,Maria Cardoso AZEVEDO,Vera Lúcia B. SILVA,Jânio Moreira BATISTA,Márcia A. L.

Miniesternotomia e mini-incisão: experiência inicial do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

OBJETIVO: Como opção para abordagem cirúrgica do coração temos a miniesternotomia e a mini-incisão, sendo a última caracterizada por uma pequena abertura na pele com secção mediana total do esterno. O objetivo deste trabalho é avaliar estas duas opções de abordagem do coração quanto a viabilidade, reprodutividade e efeito estético final. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram realizadas miniesternotomias em "H" e em "L" e operações através de mini-incisão para tratamento de valvopatias (aórtica e mitral), cardiopatias congênitas (CIV e CIA) e revascularização do miocárdio. Analisamos 35 pacientes, sendo 10 (40%) submetidos a miniesternotomia e 25 (60%) a mini-incisão. A idade média foi de 23,4 anos (variando de 1,3 a 52 anos de idade) com predomínio do sexo feminino (54%). RESULTADOS: As operações realizadas foram: troca de valva aórtica em 9 (25,7%) pacientes (8 próteses biológicas e uma metálica); troca de valva mitral em 6 (17,1%) casos (em todos utilizou-se próteses biológicas) e uma plastia mitral (2,9%); 2 (5,8%) pacientes com troca mitro-aórtica; atrioseptoplastia em 13 (37,1%); ventriculoseptoplastia em 1 (2,9%); e 3 (8,5%) revascularizações do miocárdio sendo uma sem o auxílio de circulação extracorpórea. A abordagem cirúrgica foi feita por miniesternotomia em "H" em 7 (20%) casos em "L" em 3 (8,5%) e nos 25 casos restantes via mini-incisão. O tamanho das incisões variou de 7 a 14 cm, com média de 9,9 cm. CONCLUSÃO: Estas duas vias de acesso ao coração na operação cardíaca são perfeitamente viáveis e reprodutíveis, sem alteração no tempo cirúrgico, bem como no tempo de CEC, não acarretando portanto, maiores riscos ao paciente, apresentando efeito estético final melhor do que as esternotomias convencionais.

Year

2000

Creators

CASTILHO,Fabian ARNONI,Antoninho Sanfins ARNONI,Renato T. RIVERA,José Antônio ALMEIDA,Antônio Flávio Sanches de ABDULMASSIH NETO,Camilo DINKHUYSEN,Jarbas J. ISSA,Mário CHACCUR,Paulo PAULISTA,Paulo Paredes

Estimulação ventricular bifocal no tratamento da insuficiência cardíaca com miocardiopatia dilatada

INTRODUÇÃO: O alargamento do QRS pela estimulação ventricular artificial (EVa) convencional prejudica a contratilidade cardíaca e a função mitral. OBJETIVO: Propôr um modo alternativo de EVa com QRS mais estreito, com 2 eletrodos em ventrículo direito(VD) e testá-lo frente à EVa convencional. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Cinco pacientes com indicação para implantação de marcapasso definitivo(MP), 4M/1F, idade média de 52,2 anos, portadores de ICC (III/IV) por miocardiopatia dilatada (Chagas 4, Indeterminada 1), AC 3+/4+, FA crônica com BAV, foram submetidos a implante de MP endocárdico com 2 eletrodos em VD, o primeiro na área do feixe de His (septal) e o segundo, convencional, na ponta do VD. O gerador foi Biotronik Dromos DR (único com AV mínimo de 15ms). O eletrodo septal foi conectado à saída atrial e o de ponta à saída ventricular. Após 2 semanas, os pacientes foram avaliados ecocardiograficamente, na mesma sessão, em 3 modos de estimulação na mesma freqüência: modo "AAI" (septal), modo VVI (convencional) e modo "DDT" com intervalo AV=15ms (estimulação bifocal no VD quase simultânea). RESULTADOS: As médias dos parâmetros estudados estão na tabela abaixo: <img src="http:/img/fbpe/rbccv/v15n1/n1a07t0a.gif" alt="n1a07t0a.gif (7233 bytes)"> CONCLUSÃO: Sob o ponto de vista ecocardiográfico, a comparação imediata no mesmo paciente dos 3 modos de estimulação revelou: 1-O modo convencional foi o de pior rendimento hemodinâmico; 2-O modo bifocal mostrou o melhor resultado com aumento médio da FE em 6,8% e do DC em 0,6 l/min, redução média do AE em 7,5 cm2, redução média da área de refluxo mitral em 7,6 cm2 e redução média na duração do QRS em 61 ms, (p &lt; 0,03), sendo a melhor EVa na miocardiopatia dilatada com insuficiência cardíaca, insuficiência mitral funcional e indicação de MP.

Year

2000

Creators

PACHÓN MATEOS,José Carlos VARGAS,Remy Nelson Albornoz PACHÓN MATEOS,Enrique I. GIMENES,Vera Márcia PACHÓN,Maria Zélia Cunha PACHÓN MATEOS,Juán Carlos SANTOS FILHO,Eusébio Ramos dos MEDEIROS,Paulo de Tarso Jorge SILVA,Marco Aurélio Dias da SOUSA,José Eduardo de JATENE,Adib D.

Ressecção pulmonar após transplante cardíaco ortotópico

OBJETIVOS: O objetivo do presente estudo é apresentar e discutir a evolução clínica de 2 pacientes que, no pós-operatório de transplante cardíaco ortotópico, apresentaram formação de abscesso pulmonar em conseqüência de infecção pulmonar complicada. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Em ambos os casos, a lobectomia foi indicada como último recurso em virtude da falta de resposta ao tratamento clínico convencional. No ato operatório, houve rigor na observância dos preceitos clássicos adotados, habitualmente, nas ressecções pulmonares para se evitar o aparecimento de fístulas broncopleurais. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram boa evolução pós-operatória e resolução definitiva do quadro infeccioso e, atualmente, encontram-se em seguimento pós-operatório em condições clínicas estáveis.

Year

2000

Creators

STOLF,Noedir A. G. FIORELLI,Alfredo I. BACAL,Fernando VEIGA,Viviane BERNADIS,Ricardo BENÍCIO,Anderson BOCCHI,Edimar A. DALVA,Moise CURY,Patrícia M.

Correção de aneurisma de ventrículo esquerdo em paciente chagásico empregando prótese de pericárdio bovino

Os autores descrevem a correção cirúrgica de aneurisma do ventrículo esquerdo em paciente chagásica que apresentava insuficiência cardíaca. Usando uma prótese de pericárdio bovino foi possível reconstruir a parede aneurismática do ventrículo esquerdo, obtendo-se acentuada redução dos sintomas. Assim, acreditam que os benefícios já adquiridos neste tipo de operação em pacientes com aneurismas de ventrículo esquerdo de etiologia isquêmica, podem ser estendidos aos pacientes chagásicos

Year

2000

Creators

HERRERA,Cassius Borsato INSALRALDE,Alessandra BRANDI,Antônio Carlos SANTOS,Carlos Alberto HERRERA,Daniella de Deus SOARES,Marcelo José Ferreira

Cirurgia de revascularização transmiocárdica a laser de CO2

Os autores descrevem os princípios de ação dos raios laser, seus diversos tipos e sua interação com os tecidos biológicos. É também relatado o emprego dos raios laser em medicina, desde os estudos experimentais de fotocoagulação em retina de animais, até sua utilização em placas de ateroma e no músculo cardíaco, dando destaque para os trabalhos pioneiros realizados no Brasil. São também descritos os métodos indiretos de revascularização miocárdica, que serviram de base para o emprego dos raios laser na cirurgia de revascularização transmiocárdica, além dos protocolos randomizados que demonstraram ser esse procedimento adequado para o tratamento de um grupo seleto de pacientes. É dado enfoque especial para o tipo de doente selecionado para a revascularização com raios laser, constituído por pacientes na fase final da doença arterial coronária, com miocárdio isquêmico (porém, viável) e que ainda apresentam angina, apesar de esgotados todos os recursos habituais de tratamento, especialmente a revascularização miocárdica clássica e a angioplastia. A experiência do Instituto do Coração, num período de dois anos, consiste em 40 pacientes com as características clínicas acima descritas e que foram submetidos à revascularização transmiocárdica com raios laser. Ao final de 12 meses de seguimento, cerca de 87,8% deles obtiveram melhora significativa dos sintomas, com regressão da angina de classes III ou IV, para classes 0, I ou II (p< 0,0001). Foram observados 3 (7,5%) óbitos precoces e 2 tardios ao procedimento. A despeito de discreta melhora na função ventricular esquerda, observada pela ressonância magnética e pelo estudo ecocardiográfico, não houve variação no grau de perfusão miocárdica. O destino dos canais criados pelos raios laser no miocárdio é analisado, com base nos nossos próprios resultados e na experiência relatada na literatura. Discute-se ainda os prováveis mecanismos de ação do método, com enfoque para a denervação miocárdica e a neoangiogênese. A perspectiva futura delineia-se para o seu emprego por procedimentos minimamente invasivos e associados à revascularização clássica do miocárdio.

Year

2000

Creators

DALLAN,Luís Alberto Oliveira OLIVEIRA,Sérgio Almeida de

Enzimas miocárdicas na cirurgia de revascularização sem circulação extracorpórea

INTRODUÇÃO: A cirurgia cardíaca com o coração batendo está sendo cada vez mais utilizada para minimizar danos cerebrais, renais e outros. Porém, a incidência de infarto nos períodos per e pós-operatório e seu efeito a longo prazo, especialmente quando esta técnica é comparada às tradicionais, ainda não foi totalmente esclarecida. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Um estudo retrospectivo de 303 pacientes (122 sem CEC, 181 com CEC) foi realizado de fevereiro/97 a fevereiro/99. Dosagens de CK-MB e eletrocardiogramas foram avaliados nos períodos per e pós-operatório, troponina T (TnT) foi medida no período pós-operatório. Os dois grupos foram comparáveis quanto a idade (65 ± 10 anos vs. 65 ± 9 anos), classificações CCS e NYHA. RESULTADOS: O número médio de enxertos com CEC foi de 3,10 vs. 2,26 sem CE. Infarto peri-operatório, assim como morbidade e mortalidade (7/181 vs. 6/122) foram comparáveis. Apesar de mais elevados no grupo com CEC, os níveis pós-operatórios de CK-MB e troponina T não atingiram diferença estatística, tendo sido observados 21 infartos agudos por critérios bioquímicos que se distribuíram igualmente entre os grupos. Uma correlação inversa entre o número de enxertos e a liberação de troponina foi observada na fase inicial da nossa experiência sem CEC. Não houve relação entre a localização do enxerto e a incidência de infarto ou liberação de troponina. CONCLUSÃO: A proteção miocárdica, morbidade e mortalidade obtidas com as duas técnicas de revascularização estudadas foram semelhantes. Considerando os efeitos adversos da CEC, já documentados na literatura, particularmente sobre os sistemas neurológico, respiratório e renal sugerimos esta técnica como uma alternativa segura para a revascularização miocárdica.

Year

2000

Creators

SOLTOSKI,Paulo Roberto D'ANCONA,Giuseppe BARROZO,Carlos Alberto Mussel SANT'ANNA,Fernando Mendes PEREIRA,Anderson Wilnes BERGSLAND,Jacob SALERNO,Tomas Antônio PANOS,Anthony L.

Avaliando a atividade vagal cardíaca na eletrocardiografia convencional

OBJETIVO: Determinar a viabilidade da utilização de traçado convencional de eletrocardiografia (ECG) para avaliação da atividade vagal cardíaca (AVC). MÉTODOS: Foram analisados, retrospectivamente, 1.395 indivíduos (995 homens), na faixa de idade de 46 + 17,2 anos (média ± desvio padrão), com traçados de ECG convencional para medida do Delta RR, que representa a diferença, em ms, entre o maior e o menor intervalo RR, e com resultados da avaliação autonômica parassimpática, o teste de exercício de quatro segundos (T4s), que quantifica a AVC por meio do índice vagal cardíaco (IVC). Foram obtidas curvas ROC para determinar os valores de Delta RR com melhor relação entre sensibilidade e especificidade para os pontos de corte de baixa e alta AVC, respectivamente, de 1,20 e 1,95. RESULTADOS: Os valores de delta RR correlacionaram-se significativamente com os de IVC (r = 0,40; p < 0,001). Foram identificados < 60 ms e > 120 ms como os melhores pontos de corte para baixa e alta AVC, com sensibilidade de 75% e 57%, especificidade de 62% e 79% e áreas das curvas ROC de 0,76 e 0,74, respectivamente. CONCLUSÃO: A medida visual do delta RR em um traçado de ECG parece ser válida para a avaliação clínica preliminar e rápida da AVC, podendo ser útil em consultórios, emergências ou situações nas quais o uso de métodos mais sofisticados de avaliação autonômica não seja viável, oportuno ou conveniente.

Year

2007

Creators

Teixeira,Flávia P. Ricardo,Djalma R. Castro,Claudia Lucia Barros de Araújo,Claudio Gil S. de

Efetividade da prótese de Amplatzer™ para fechamento percutâneo do defeito do septo interatrial tipo Ostium Secundum

OBJETIVO: Avaliar a efetividade da prótese de Amplatzer® para tratamento de comunicação interatrial tipo ostium secundum (CIA OS). MÉTODOS: Estudo de coorte histórica entre novembro de 1998 e setembro de 2005, em que foram realizados 101 procedimentos para oclusão percutânea de CIA OS em nossa instituição. Os procedimentos foram efetuados no laboratório de hemodinâmica, sob anestesia geral e com monitorização por ecocardiografia transesofágica (ETE). Os pacientes foram acompanhados clinicamente e com ecocardiografia em 30 dias, seis meses e depois anualmente. O resultados são apresentados em média, desvio padrão e porcentual, e a sobrevida livre de eventos foi estimada pela curva de Kaplan-Meier. RESULTADOS: Dos 101 pacientes, 60 (59,4%) eram mulheres. As médias para idade, peso, altura, índice de massa corporal e superfície corporal foram, respectivamente, de 24,3 + 18,31 anos, 51,88 + 23,76 kg, 140,59 + 39,3 cm, 23,18 + 18,9 kg/m², e 1,24 + 0,21 m². A prevalência de aneurisma do septo interatrial foi de 4,95%, e 98 casos eram de defeito único. O diâmetro das CIAs foi de 21,47 + 6,96 mm pela angiografia e de 21,22 + 7,93 mm pela ETE. As próteses implantadas mediam 23,92 + 7,25 mm, variando de 9 mm a 40 mm. O tempo de procedimento foi de 90,47 + 26,67 minutos e a média de internação hospitalar, de 2,51 + 0,62 dias. Os seguimentos clínico e ecocardiográfico ocorreram com 12,81 + 8,41 meses e todas as próteses estavam bem ancoradas e sem shunt residual. O sucesso do procedimento foi de 93% (94/101). Em cinco casos não se conseguiu liberação adequada do dispositivo e dois pacientes apresentaram CIA residual. Não foram registradas complicações maiores. CONCLUSÃO: A prótese de Amplatzer® mostrou-se efetiva para o tratamento percutâneo de CIA OS.

Year

2007

Creators

Cardoso,Cristiano Oliveira Rossi Filho,Raul Ivo Machado,Paulo Renato François,Lisia M. Galant Horowitz,Estela S. K. Sarmento-Leite,Rogério

Estudo comparativo randomizado do implante de Stent de aço inoxidável recoberto por carbono semelhante ao diamante versus não recoberto em pacientes com doença arterial coronariana

OBJETIVO: Comparar as taxas de reestenose e de eventos cardíacos maiores em um e seis meses pós-implante de stents recobertos com CSD com os não-recobertos. MÉTODOS: Estudo comparativo, prospectivo, randomizado, de 180 pacientes com diagnóstico de insuficiência coronária, submetidos a implante de stent recoberto com CSD (Phytis®) ou stent não-recobertos (Penta®), no período de janeiro de 2003 a julho de 2004. Foram critérios de inclusão: lesão de novo com porcentual de estenose em diâmetro > 50% em artéria coronária com diâmetro de referência > 2,5 mm e < 4 mm e extensão < 20 mm; e de exclusão: lesões localizadas no TCE, bifurcações, oclusões crônicas e reestenose intra-stent. RESULTADOS: As características basais dos grupos foram clinica e angiograficamentemente semelhantes. O sucesso do procedimento foi obtido em 98,9% dos pacientes nos dois grupos. Ocorreu uma morte cardíaca na fase hospitalar em cada grupo. O diâmetro de referência e o ganho agudo foram maiores no grupo Penta® (3,21±0,37 mm vs 3,34±0,8 mm, p=0,02 e 2,3±0,5 vs 2,49±0,5, p=0,009, respectivamente). O seguimento angiográfico aos seis meses mostrou taxas semelhantes de reestenose (24,3% vs 21,8%, p=0,84) e de eventos cardíacos maiores (16,8% vs 17,5%, p=1). CONCLUSÃO: Os stents recobertos com CSD não apresentaram resultados superiores em relação aos stents não-recobertos.

Year

2007

Creators

Meireles,George César Ximenes Abreu,Luciano Mauricio de Forte,Antonio Artur da Cruz Sumita,Marcos Kiyoshi Sumita,Jorge Hideki Aliaga,Jose Del Carmen Solano

Padrões ecocardiográficos do fluxo venoso pulmonar nas malformações cardíacas congênitas com hiperfluxo pulmonar

OBJETIVOS: Descrever os padrões do fluxo venoso pulmonar com ecocardiograma transtorácico em crianças com diferentes malformações cardíacas congênitas com hiperfluxo pulmonar. MÉTODOS: Estudo prospectivo, de seleção consecutiva de crianças com malformações cardíacas congênitas com hiperfluxo pulmonar. Foi utilizado ecocardiograma Doppler transtorácico, plano apical, posicionando-se a amostra de volume na veia pulmonar inferior esquerda a 4 mm da sua junção com o átrio esquerdo. Os dados analisados foram: predomínio sistólico ou diastólico do fluxo venoso pulmonar, bem como as características da onda de contração atrial, sendo denominada "A" quando ausente e "R" quando reversa. RESULTADOS: Foram incluídos 29 pacientes, com idade média de 29,9±58,9 meses, com as seguintes malformações congênitas: comunicações interatrial e interventricular, persistência do canal arterial, defeito septal atrioventricular, transposição completa das grandes artérias e truncus arteriosus. Em todos, o fluxo venoso pulmonar apresentou um padrão contínuo, de maior velocidade, com predomínio da onda sistólica em 9 (31%) pacientes, diastólica em 18 (62%), e com igual amplitude em 2 pacientes (7%). A onda de contração atrial foi R em 6 pacientes (21%) e A em 23 (79%) pacientes. CONCLUSÃO: Nas doenças cardíacas congênitas com hiperfluxo pulmonar o fluxo venoso pulmonar apresenta um padrão contínuo, de alta velocidade, com alterações, principalmente no padrão reverso da contração atrial.

Year

2007

Creators

Rivera,Ivan Romero Silva,Maria Alayde Mendonça da Moises,Valdir Ambrósio Andrade,José Lázaro de Campos Filho,Orlando Paola,Ângelo Amato de Carvalho,Antonio Carlos

Janela aortopulmonar: impacto das lesões associadas no resultado cirúrgico

OBJETIVOS: A janela aortopulmonar (JAP) é uma comunicação entre a artéria pulmonar (AP) e a aorta ascendente na presença de duas valvas semilunares separadas. Nesta revisão, descrevemos nossa experiência na história natural da JAP e do impacto de lesões associadas nos resultados cirúrgicos de pacientes tratados em nosso serviço. MÉTODOS: Estudo longitudinal retrospectivo, com revisão dos prontuários dos pacientes diagnosticados entre 1995 e 2005. RESULTADOS: Dos 9 pacientes diagnosticados como portadores de JAP, 6 apresentavam cardiopatia associada. Sete pacientes foram submetidos a tratamento cirúrgico, ocorrendo dois óbitos. Um paciente teve a cirurgia contra-indicada pela presença de hipertensão pulmonar, e outro faleceu antes do procedimento cirúrgico por complicação infecciosa respiratória. CONCLUSÃO: Os resultados cirúrgicos são satisfatórios quando a JAP se apresenta como defeito isolado e quando a cirurgia é realizada precocemente, evitando-se o desenvolvimento de hipertensão arterial pulmonar (HAP) irreversível. A presença de cardiopatia congênita complexa associada é fator de pior prognóstico em nossa série de casos.

Year

2007

Creators

Gangana,Cinthia Siqueira Malheiros,Ana Flávia de Araújo Alves,Elizabete Vilar Azevedo,Maurício Amir de Bernardes,Renata Moll Simões,Luiz Carlos