RCAAP Repository
Combinação de anlodipino e enalaprila em pacientes hipertensos com doença coronariana
FUNDAMENTO: Pacientes (pts) com doença coronariana (DAC) estável podem se beneficiar de menor pressão arterial (PA), conforme estudos recentes. OBJETIVO: Avaliar a eficácia e a tolerabilidade da combinação fixa anlodipino + enalaprila, comparada a anlodipino na normalização da PA diastólica (PAD) (< 85 mmHg), em pts com DAC e HAS. MÉTODOS: Estudo duplo-cego, randomizado, com dois grupos de pts com PAD > 90 e <110 mmHg e DAC. Excluímos os com FEVE < 40%; sintomas de insuficiência cardíaca ou angina classe III e IV; doenças graves e PAD > 110 mmHg durante o wash-out de quatro semanas, em uso só de atenolol. Após wash-out randomizamos para combinação (A) ou anlodipino (B) e seguimos de quatro em quatro semanas até 98 dias. As doses (mg) iniciais foram, respectivamente: A- 2,5/10 e B- 2,5, sendo incrementadas se PAD> 85mmHg, nas visitas. Estatística com χ2, Fischer e análise de variância, para p< 0,05. RESULTADOS:de 110 pts selecionados, randomizamos 72 (A= 32, B= 40). As reduções da PAD e da PA sistólica (PAS) foram intensas (p< 0,01), mas sem diferenças entre os grupos em mmHg: PAS, A (127,7 ± 13,4) e B (125,3 ± 12,6) (p= 0,45) e PAD, A (74,5 ± 6,7 mmHg) e B (75,5 ± 6,7 mmHg) (p= 0,32). Houve menos edema de membros inferiores no A (7,1% vs 30,6%, p=0,02) no 98º dia. CONCLUSÃO: A combinação fixa de enalaprila com anlodipino, tal qual anlodipino isolado, em pts com DAC e HAS estágios I e II foi eficaz na normalização da pressão, adicionando bloqueio ao sistema renina-angiotensina.
2009
Rienzo,Marcos Saraiva,José Francisco Kerr Nogueira,Paulo Roberto Gomes,Everli Pinheiro de Souza Gonçalves Moretti,Miguel Antonio Ferreira,João Fernando Monteiro Armagnajian,Dikran Mansur,Antonio de Pádua Ramires,José Antonio Franchini César,Luiz Antonio Machado
Colesterol e gorduras em alimentos brasileiros: implicações para a prevenção da aterosclerose
FUNDAMENTO: Para realização de inquérito alimentar e prescrição de dieta, faz-se necessário consultar tabelas de composição de alimentos. Entretanto, estas são limitadas quanto à descrição do conteúdo de ácidos graxos e colesterol, e não oferecem informações sobre as diferentes formas de preparo. OBJETIVO: A partir de dados derivados de extensa análise da composição química de alimentos brasileiros, avaliamos o impacto de determinados tipos de alimentos em dietas recomendadas para prevenção da doença coronariana. MÉTODOS:Analisaram-se a composição de ácidos graxos e colesterol de alguns alimentos e diferentes modos de preparo. Os resultados foram empregados de acordo com o recomendado pela American Heart Association para uma dieta de 1.800 calorias. RESULTADOS:O colesterol encontrado em 100 g de ovos (400 mg) ou fígado bovino frito (453 mg) ultrapassa o recomendado para prevenção secundária, sem diferença nesse quesito entre ovo de granja ou caipira. Os ovos apresentaram em média 400 mg de colesterol em 100 g, ultrapassando recomendação de até 300 mg. Cada ovo tem, em média, 50 g, um ovo pode ser consumido, desde que não se consuma mais do que 100 g de colesterol naquele dia. Em relação à gordura saturada, manteiga (55,2 g), margarina (19,4 g), queijos tilsit (20,4 g), prato (19,9 g), amarelo (16,8 g) e branco (15,5 g) ultrapassam os 14 g recomendados se forem consumidos 100 g ou mais, o mesmo também é verdadeiro para os óleos de soja (17,5 g) e de milho (16,1g). CONCLUSÃO:Conhecer melhor o conteúdo de gorduras e colesterol nos alimentos permite prescrever quantidades que não ultrapassem valores recomendados para prevenção, o que pode resultar em melhor adesão a dietas.
2009
Scherr,Carlos Ribeiro,Jorge Pinto
Análise estrutural e funcional carotídea em familiares de pacientes com diabete melito tipo 2
FUNDAMENTO: O diabete melito tipo 2 (DM2) é a principal causa de morbidade e mortalidade nos países ocidentais, principalmente de origem cardiovascular. Com base na história familiar de diabete, mesmo em indivíduos não-diabéticos, como aumento de risco de doença cardíaca coronariana, faz-se necessária a utilização de reconhecidos marcadores substitutos de aterosclerose precoce, como as medidas ecográficas carotídeas. OBJETIVO:Comparar tanto características estruturais (espessura médio-intimal - EMI) quanto funcionais (medidas de distensibilidade) de artérias carotídeas dos indivíduos com história familiar (HF+) e dos não-parentes de portadores de DM2 (HF-), todos sem fatores de risco cardiovasculares reconhecidos. MÉTODOS:Trinta e dois indivíduos (19 HF+ e 13 HF-), com idade entre 21 e 47 anos, de ambos os sexos, foram submetidos a estudo ultra-sonográfico de alta resolução das carótidas (comuns e internas) bilateralmente. Os grupos apresentavam comparação (p > 0,05) no que tangia a idade, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial, glicose e insulina de jejum, leptina e proteína C reativa (PCR). RESULTADOS:A espessura médio-intimal das artérias carótidas comuns esquerdas (ACCE) foi estatisticamente mais elevada (p = 0,029) nos HF+ (0,568 ± 0,107 mm) que nos HF- (0,477± 0,116 mm). A análise de regressão múltipla identificou como prognosticadores independentes da EMI de ACCE a idade, o IMC acima da normalidade, a PCR e o LDL-colesterol. CONCLUSÃO:Indivíduos com história familiar de DM2, mesmo sem desordens metabólicas laboratoriais detectadas, apresentaram maior espessamento médio-intimal em território carotídeo comum esquerdo que aqueles sem tal parentesco, no entanto não houve alteração funcional do vaso.
2009
Prado,Sônia Silva Ribeiro,Mário Luiz Cardoso,Gilberto Perez Bousquet-Santos,Kelb Velarde,Luis Guillermo Coca Nóbrega,Antônio Cláudio Lucas da
Espasmo coronário no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio: relato de caso e revisão concisa da literatura
O espasmo de artéria coronária (EAC) pode ocorrer como uma grave complicação na revascularização do miocárdio (RM), no período intra e pós-operatório imediato. O pequeno número de casos relatados na literatura dificulta o tratamento adequado e reconhecimento dos fatores que possam desencadear essa complicação. O EAC tem caráter multifatorial, aparecimento súbito e deve entrar no diagnóstico diferencial como causa de infarto agudo do miocárdio (IAM) e síndrome de baixo débito em pacientes submetidos às cirurgias cardíacas. Apresentamos o caso de um paciente submetido à cirurgia de RM com circulação extracorpórea que apresentou alteração eletrocardiográfica sugestiva de IAM, no pós-operatório imediato, quando foi realizado cateterismo cardíaco que demonstrou EAC. O paciente foi tratado com sucesso com vasodilatadores intracoronarianos e teve boa evolução a curto e médio prazo.
2005
Sobral,Marcelo Luiz Peixoto Santos,Luis Alberto Saraiva Santos,Gilmar Geraldo dos Stolf,Noedir Antonio Groppo
Hemangioma intra-atrial esquerdo
É apresentado o caso de paciente de 49 anos, sexo feminino, com ecocardiograma e cateterismo cardíaco mostrando massa intra-atrial esquerda, sugerindo mixoma, encaminhada para avaliação cardiológica devido à dispnéia. A paciente era ainda portadora de hepatoesplenomegalia esquistossomótica. Após preparo pré-operatório, que incluiu assistência hematológica, a paciente foi submetida a tratamento cirúrgico, com auxílio de circulação extracorpórea. Apresentou sangramento aumentado no pós-operatório imediato, melhorando após transfusão de plaquetas. O estudo anatomopatológico revelou tratar-se de hemangioma capilar benigno.
2005
Freire Sobrinho,Adalberto Ferreira,José Augusto Borém,Marcelo Pimenta Oliveira,Jefferson Francisco de Borges,Letícia Rocha Dias,Marco Antônio
Aplicabilidade conjunta da endoprótese em reoperação na dissecção de aorta
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2005
Leal,João Carlos Ferreira Avanci,Luis Ernesto Cêntola,Crecêncio Braile,Domingo Marcolino
Atriocavoplastia com tecido atrial no tratamento da comunicação interatrial tipo seio venoso superior
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2005
Croti,Ulisses Alexandre Braile,Domingo Marcolino Godoy,Moacir Fernandes de Moscardini,Aírton Camacho
Diretrizes para o tratamento cirúrgico das doenças da aorta da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
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2006
Albuquerque,Luciano Cabral Braile,Domingo Marcolino Palma,José Honório Gomes,Walter José Coselli,Joseph
Publicação de revistas científicas na Internet
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2006
Souza,Pereira Salles de
Avaliação do EuroSCORE como preditor de mortalidade em cirurgia de revascularização miocárdica no Instituto do Coração de Pernambuco
OBJETIVO: Avaliar a aplicabilidade do Sistema Europeu de Risco em Operações Cardíacas (EuroSCORE) em pacientes submetidos à revascularização miocárdica no Instituto do Coração de Pernambuco. MÉTODO: Durante os anos de 2003 e 2004, 759 pacientes foram submetidos à revascularização miocárdica. Desse total, sete doentes foram excluídos por ausência de informações relativas a algum dos fatores envolvidos na obtenção do EuroSCORE. Para avaliar a aplicabilidade do EuroSCORE, foi realizado o ajuste de um modelo de regressão logística da mortalidade operatória (variável resposta) sobre o EuroSCORE (variável explanatória). A calibração do modelo foi mensurada comparando-se a mortalidade observada com a esperada, utilizando o teste de bondade de ajuste de Hosmer-Lemeshow. A acurácia do modelo foi avaliada através da estatística-c. RESULTADOS: Foram satisfatórias a acurácia do modelo, estimada em 69,9%, e a calibração (valor p do teste de Hosmer-Lemeshow igual a 0,663). A mortalidade total prevista foi praticamente idêntica à observada, 1,7%. O grupo de baixo risco (EuroSCORE: 0-2) tinha 231 pacientes e ocorreram 2 (0,87%) óbitos. O grupo de médio risco (EuroSCORE: 3-5) tinha 268 pacientes e ocorreu 1 (0,37%) óbito. O grupo de alto risco (EuroSCORE: > 6) apresentava 253 pacientes e houve 10 (3,95%) óbitos. As discrepâncias entre as porcentagens de óbitos observadas nesses grupos e aquelas previstas pelo modelo não foram estatisticamente significantes, de acordo com o resultado do teste qui-quadrado (p = 0,624). CONCLUSÃO: O EuroSCORE, um índice simples e objetivo, mostrou-se como um preditor satisfatório de mortalidade operatória, em pacientes submetidos à revascularização miocárdica no Instituto do Coração de Pernambuco.
2006
Moraes,Fernando Duarte,Carlos Cardoso,Edmílson Tenório,Euclides Pereira,Virgílio Lampreia,Diana Wanderley,João Moraes,Carlos R.
Estudo comparativo randomizado da evolução imediata dos pacientes com artéria radial anastomosada proximalmente na aorta ou como enxerto composto
OBJETIVO: A artéria radial (AR) tem sido largamente empregada na revascularização do miocárdio (RM), porém a diferença da anastomose proximal na aorta ou em enxerto composto com a artéria torácica interna esquerda (ATIE) ainda é controversa. Avaliamos os resultados clínicos imediatos do uso da artéria radial (AR) anastomosada proximalmente na aorta ou como enxerto composto em "Y" com a ATIE. MÉTODO: Cem pacientes foram randomizados e submetidos à RM no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, no período de novembro de 1999 a março de 2001. Nos pacientes do Grupo I (GI), a AR foi anastomosada proximalmente na aorta e, nos pacientes do Grupo II (GII), a AR foi anastomosada na ATIE. A veia safena (VS) autógena foi usada quando necessário. RESULTADOS: Os grupos I e II mostraram-se homogêneos quanto às características pré-operatórias. A mortalidade imediata total foi de 1,0% (GI 2,0% e GII 0,0%) - p =1,00. O número de artérias coronárias anastomosadas por paciente foi de 3,0+0,12, no GI e de 2,82+0,12, no GII (p=0,29). Os pacientes do GII apresentaram tempo de circulação extracorpórea (CEC) menor do que do GI (p=0,0001). Não houve diferença significativa entre as outras variáveis peri-operatórias estudadas. CONCLUSÃO: Os pacientes apresentaram resultados clínicos semelhantes quando a AR foi anastomosada proximalmente na aorta ou como enxerto composto em "Y" na ATIE, e a anastomose proximal na ATIE não aumenta os riscos de complicações imediatas.
2006
Sobral,Marcelo Luiz Peixoto Santos,Gilmar Geraldo dos Santos,Luis Alberto Saraiva Haddad,Victor Luiz Santos Avelar Júnior,Silas Fernandes de Stolf,Noedir Antonio Groppo
Ultrafiltração convencional com modificação técnica no tratamento cirúrgico dos defeitos cardíacos congênitos
OBJETIVO: Comparar pacientes submetidos à ultrafiltração convencional (UFC), sem e com modificação técnica que permite aproveitamento do sangue residual do circuito de tubos e do oxigenador. MÉTODO: No período de março de 2002 a janeiro de 2005, 301 pacientes submetidos à correção de cardiopatias congênitas com circulação extracorpórea (CEC) foram analisados, retrospectivamente, e divididos em dois grupos: A - constituído de 130 pacientes submetidos à UFC clássica e grupo B - constituído de 171 pacientes submetidos à UFC com modificação técnica para aproveitamento do sangue residual. Foram comparadas variáveis demográficas, diagnóstico, tratamento cirúrgico, dados do período intra-operatório e pós- operatório, necessidade e volume de transfusões, exames laboratoriais e permanência hospitalar. RESULTADOS: Não houve diferença no valor inicial de hematócrito antes da CEC (p = 0,06), mas no grupo B, os valores após a ultrafiltração foram maiores (p < 0,0001). O grupo B foi mais transfundido nas primeiras 48 horas do pós-operatório (p < 0,0001). Não houve diferença no tempo de ventilação mecânica (p = 0,34), mas o tempo de uso de drogas vasoativas (p < 0,0001), tempo de uso de antibióticos (p = 0,0006), tempo de internação na unidade de terapia intensiva (p < 0,0001) e o tempo total de internação no pós-operatório (p < 0,0001) foram maiores no grupo B. CONCLUSÕES: A UFC com a modificação técnica não apresentou resultados superiores aos da UFC clássica, pois, apesar de elevar o hematócrito após a circulação extracorpórea, proporcionou maior sangramento no pós-operatório com maior necessidade de transfusão de hemoderivados e prolongamento do tempo de permanência hospitalar.
2006
Castro,Reginaldo Pereira de Croti,Ulisses Alexandre Machado,Maurício de Nassau Murillo,Harold Gonzalez Rincon,Omar Yesid Prieto Policarpo,Sebastião Rodrigues Finoti,Renata Geron Braile,Domingo Marcolino
Avaliação dos efeitos da circulação extracorpórea na formação de cálculos biliares
OBJETIVO: Verificar a associação entre o uso da circulação extracorpórea e o desenvolvimento de colelitíase. MÉTODO: Foram estudados 135 pacientes coronariopatas acompanhados na Disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, no período de janeiro de 2000 a setembro de 2002, distribuídos em três grupos: Grupo 1 - 51 pacientes tratados clinicamente; Grupo 2 - 43 pacientes revascularizados sem circulação extracorpórea e Grupo 3 - 41 pacientes revascularizados com circulação extracorpórea. Foram controladas as variáveis sexo, idade, índice de massa corpórea e doenças associadas entre os grupos e foi realizada ultra-sonografia total de abdome em todos os pacientes, aos doze meses de tratamento (clínico ou cirúrgico), para verificar a existência de colelitíase. RESULTADOS: A prevalência de colelitíase encontrada nos grupos foi: Grupo 1 - 7,84 %; Grupo 2 - 11,62 % e Grupo 3 - 19,51 %. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos quanto à existência de colelitíase (p=0,248). CONCLUSÃO: Baseado neste estudo não se pode afirmar que o uso da circulação extracorpórea predisponha a maior prevalência de colelitíase.
2006
Costa,Sergio Renato Pais Goldenberg,Alberto Matos,Delcio Buffolo,Enio
Aneurismectomia de ventrículo esquerdo com o coração batendo ininterruptamente: resultados imediatos
OBJETIVO: O índice médio de mortalidade operatória na aneurismectomia de ventrículo esquerdo é de 15%. Formas de proteção miocárdica especificamente para este procedimento têm sido pouco discutidas. Este trabalho tem por finalidade a avaliação dos resultados imediatos do tratamento cirúrgico do aneurisma da parede anterior de ventrículo esquerdo, sob circulação extracorpórea, com o coração batendo ininterruptamente. MÉTODO: Análise retrospectiva de 34 prontuários de pacientes submetidos a aneurismectomia anterior, associada ou não à revascularização do miocárdio, no período de janeiro de 1997 a maio de 2005. Foram avaliados 20 doentes do sexo masculino e 14 do sexo feminino, com média de idade de 52 anos (28 a 76 anos). Todos os pacientes foram operados sob circulação extracorpórea em normotermia, sem pinçamento aórtico, mantendo-se o coração batendo o tempo todo. Foram analisados: mortalidade perioperatória, complicações tromboembólicas, tempo de circulação extracorpórea, tempo de assistência ventilatória invasiva e permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). RESULTADOS: Não houve mortalidade perioperatória. Não observamos complicações tromboembólicas. O tempo de circulação extracorpórea foi, em média, de 85min (25-150min). O tempo de assistência ventilatória invasiva foi, em média, de 18h (8-96h) e de permanência na UTI, 3,1 dias (2- 14 dias). CONCLUSÃO: A manutenção dos batimentos cardíacos pela tática de não pinçamento aórtico para proteção miocárdica constitui-se num método eficiente e seguro para aneurismectomia de parede anterior de ventrículo esquerdo.
2006
Campagnucci,Valquíria Pelisser Rivetti,Luis Antonio Pinto e Silva,Ana Maria Rocha Gandra,Sylvio Matheus de Aquino Pereira,Wilson Lopes
Endarterectomia de carótida em paciente acordado
OBJETIVO: Avaliar a morbidade e mortalidade da endarterectomia de carótida realizada sob bloqueio cervical regional, tendo como variáveis o tempo cirúrgico, uso de shunt, conversão para anestesia geral, complicações cirúrgicas, tempo de permanência dos pacientes na unidade de tratamento intensivo (UTI) e no hospital, e evolução dos pacientes durante um ano. MÉTODO: Durante o período de junho de 1998 a janeiro de 2004, foram realizadas 67 operações em 61 pacientes, com 70% ou mais de estenose de carótida interna, diagnosticada por Doppler e confirmada por angiografia carotídea. A monitorização cerebral intra-operatória consistiu na análise do nível de consciência e da atividade motora dos pacientes. A média de idade dos pacientes foi 69,7 anos. Quanto às doenças concomitantes, 45 (47%) eram hipertensos; 21 (22%), coronariopatas; 17 (18%), diabéticos; 12 (13%), pneumopatas. RESULTADOS: Houve três (4,48%) casos de doença carotídea bilateral, sendo a operação realizada em dois tempos. O tempo médio de operação foi de 120 minutos. Foi necessário uso de shunt em seis (8,95%) casos e conversão para anestesia geral em dois (2,98%). Dois (2,98%) pacientes apresentaram confusão mental no pós-operatório e um (1,49%) apresentou infecção da ferida operatória. Ocorreu reestenose de carótida em três (4,48%) casos. Os tempos médios de permanência na UTI e no hospital foram, respectivamente, 1,34 e 4,20 dias. Não houve morte, acidente vascular cerebral ou infarto agudo do miocárdio. CONCLUSÃO: A endarterectomia de carótida com o paciente acordado é uma boa alternativa para pacientes selecionados de alto risco cirúrgico para anestesia geral.
2006
Santos,Paulo César Fabri,Hélio Antônio Cunha,Cláudio Ribeiro da Martins,Carlos Alberto da Cunha Shinosaki,Jullyanna Sabrysna Morais Neves,Adriano Silva Queiroz,Olair Alves de Rodrigues,Alexandre Menezes
Depressão como fator de risco de morbidade imediata e tardia pós-revascularização cirúrgica do miocárdio
OBJETIVO: Avaliar a presença de sintomas de depressão no pré-operatório, no pós-operatório imediato (POI) e pós-operatório tardio (POT) de pacientes com indicação eletiva de cirurgia de revascularização do miocárdio e seu impacto na morbidade pós-operatória imediata e tardia. MÉTODO: Cinqüenta e oito pacientes internados na Enfermaria de Cirurgia Cardíaca para realização de operação eletiva de revascularização do miocárdio responderam ao Inventário de Depressão de Beck, antes da operação (fase I), antes da alta hospitalar (fase II) e três meses após a alta (fase III). A média de idade dos pacientes foi 61,2 (34 a 78 anos; DP:10,1), 34 (58,6%) eram homens, 31 (55,4%) com infarto prévio, 35 (62,5%) com fração de ejeção maior que 40% e 19 (33%) diabéticos. RESULTADOS: Doze (20,7%) pacientes apresentaram sintomas de depressão na fase I, 13 (23,6%), na II e 4 (9,8%), na III. Dezoito (31,0%) pacientes apresentaram complicações no POI, 17 (34,0%), no POT. Complicações no POI ocorreram com maior freqüência em pacientes mais velhos (idade superior a 65 anos; p=0,003), com pelo menos três vasos revascularizados (p=0,001) e com depressão na fase I (p=0,011). Quando estas variáveis foram associadas às complicações presentes no POT, houve significância para o sexo feminino (p=0,006) e depressão na fase II (p=0,008). Pacientes do sexo feminino apresentaram mais sintomas de depressão durante a internação (p=0,04). CONCLUSÃO: Idade superior a 65 anos, sexo feminino, pelo menos três vasos revascularizados e sintomas de depressão durante a internação mostraram-se associados a maior número de complicações no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio. Pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio devem ser avaliados em relação à depressão e tratados se necessário, uma vez que esta pode estar associada a complicações no pós-operatório.
2006
Pinton,Fábio Augusto Carvalho,Cecília Freire de Miyazaki,Maria Cristina de Oliveira Santos Godoy,Moacir Fernandes de
Avaliação da interferência da tolerância oral na rejeição do transplante de coração alogênico avascular na orelha de camundongo
OBJETIVO: Apesar da evolução das técnicas cirúrgicas que permitiram a padronização do transplante cardíaco e da descoberta dos imunossupressores, ainda hoje, a rejeição, os efeitos colaterais dos medicamentos e o processo de vasculopatia crônica são os principais problemas nos pós-transplantados. A procura por alternativas para superar estes impedimentos é o objetivo principal deste trabalho. Assim, foram realizados experimentos para determinar se a tolerância oral pode interferir no transplante cardíaco. MÉTODO: Camundongos C57BI/6J e C3H/HEJ, machos adultos foram divididos em dois grupos. O grupo denominado tolerante recebeu amendoim ad libitum na dieta por sete dias, enquanto o grupo imune foi mantido com uma dieta convencional para murinos. Ambos foram imunizados com 100 mg de extrato protéico derivado do amendoim por via sc. O transplante de coração de BAL/C recém-nato, de 24h, foi depositado no tecido subcutâneo das orelhas dos animais de ambos os grupos, com ou sem imunização concomitante do antígeno alimentar. RESULTADOS: Confirmamos que a administração de proteínas por via oral é capaz de induzir tolerância sistêmica, uma vez que os grupos tolerantes apresentam títulos de anticorpos específicos ao amendoim mais baixos que os grupos imunes. O coração transplantado apresentou-se mais preservado no grupo de animais C3H/HEJ tolerantes que foram desafiados concomitantemente com o antígeno da dieta do que os demais grupos. CONCLUSÃO: Foi determinado que os mecanismos de tolerância oral interferem no processo de rejeição de transplantes cardíacos alogênicos avasculares para a orelha de camundongos adultos, no entanto, de maneira não homogênea. Como os mecanismos de tolerância oral que alteram o sistema imunológico de modo a reduzir a rejeição ainda não foram esclarecidos, são precisos mais trabalhos nesta linha de pesquisa.
2006
Valencia,Alberto Bastos,Eduardo Sérgio Conceição,Vinicius da Campos,Sylvia Maria da Nicolau Carvalho,Isabela di Puglia Madi,Kalil Teixeira,Gerlinde
Tratamento com cardioversor-desfibrilador implantável e ressincronização cardíaca: isolados ou associados?
No summary/description provided
2006
Kalil,Carlos Nery,Pablo Balbuena Bartholomay,Eduardo Albuquerque,Luciano Cabral
Ruptura subaguda da parede livre do ventrículo esquerdo pós-infarto agudo do miocárdio: relato de caso e revisão de literatura
A ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo é uma complicação potencialmente fatal e de tratamento essencialmente cirúrgico. A correção cirúrgica é o tratamento de escolha, mas o manejo pré-operatório e as técnicas de correção ainda não estão claramente definidos, sendo determinados conforme as condições clínicas do paciente. Há carência na literatura de grandes séries envolvendo este tipo de afecção e os relatos são baseados nas experiências individuais, com pequeno número de pacientes. São apresentados dois casos de ruptura subaguda da parede livre do ventrículo esquerdo como complicação da evolução do infarto agudo do miocárdio. Discute-se a abordagem cirúrgica completa, com revascularização miocárdica concomitante e a utilização de circulação extracorpórea. A opção de correção do defeito por meio da sutura epicárdica com retalho de pericárdio bovino e a revascularização completa do miocárdio, sobretudo sem circulação extracorpórea, parece ser a melhor estratégia para um grupo de pacientes que apresentam ruptura subaguda da parede livre do ventrículo esquerdo pós-infarto agudo do miocárdio.
2006
Colafranceschi,Alexandre Siciliano Côrtes,Denise Castro de Souza Monteiro,Andrey José de Oliveira Canale,Leonardo
Aneurisma do ventrículo esquerdo em paciente com lupus eritematoso sistêmico: relato de caso
Descrevemos o caso de uma paciente do sexo feminino, de 36 anos de idade, portadora de lupus eritematoso sistêmico, que sofreu infarto do miocárdio e, posteriormente, desenvolveu aneurisma da parede inferior do ventrículo esquerdo e insuficiência cardíaca. A paciente foi tratada cirurgicamente com bons resultados. A raridade dessa condição é realçada.
2006
Cardoso,Edmilson Moraes,Fernando Lampreia,Diana Moraes,Carlos R.