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Avaliação da intensidade de dor e da funcionalidade no pós-operatório recente de cirurgia cardíaca
OBJETIVO: Avaliar a intensidade de dor e o nível de funcionalidade em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca nos períodos pré-operatório, 7º pós-operatório e alta hospitalar, relacionando-os entre si. Relacionar funcionalidade com: sexo, faixa etária, primeira cirurgia cardíaca ou reoperação, uso de circulação extracorpórea (CEC), tipo de cirurgia e acompanhamento fisioterapêutico. MÉTODO: Foram estudados 41 pacientes que realizaram cirurgia cardíaca eletiva por toracotomia médio-esternal (TME) no HC da Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP. A intensidade de dor foi avaliada pela escala de VAS e a funcionalidade, pela escala MIF (medida de independência funcional) no domínio físico. RESULTADOS: A intensidade de dor mais elevada foi no 7º pós-operatório comparado com os momentos pré-operatório e alta. No pré-operatório, não houve índice de dor; na alta, a intensidade mediana foi 3 (dor moderada). Os níveis mais elevados de perda funcional ocorreram no 7º pós-operatório, quando comparados com os escores totais do pré-operatório e da alta. Verificou-se correlação significativa entre dor e funcionalidade, demonstrando que o decréscimo do nível de dor entre o 7º pós-operatório e a alta contribuiu para a elevação dos níveis funcionais. CONCLUSÃO: As avaliações realizadas no pré-operatório proporcionaram resultados preditivos a serem alcançados. As avaliações realizadas no 7º pós-operatório e na alta possibilitaram a classificação dos pacientes de acordo com perdas e ganhos, indicando aqueles que necessitavam de maior cuidado e treinamento em suas capacidades.
2006
Borges,Juliana Bassalobre Carvalho Ferreira,Daniele Leandra Mengue de Paula Carvalho,Sebastião Marcos Ribeiro de Martins,Antonio Sérgio Andrade,Rubens Ramos Silva,Marcos Augusto de Moraes
Comparação do efeito da nimodipina e da papaverina como vasodilatadores sobre o fluxo na artéria torácica interna esquerda
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo é comparar o fluxo da artéria torácica interna esquerda sob o efeito local farmacológico por embebição e o efeito intraluminal de bloqueador do canal de cálcio com um grupo controle com papaverina. MÉTODO: Foi realizado estudo prospectivo de 73 pacientes submetidos a revascularização do miocárdio, no período de quatro meses, nos quais se utilizou a artéria torácica interna esquerda como parte do grupo de enxertos, operados no período de julho de 2004 e novembro de 2004, para análise de fluxo comparativo entre dois fármacos. Os pacientes foram aleatorizados para receberem os vasodilatadores nimodipina ou papaverina. Foram determinados dois fluxos: o fluxo no Tempo 1, o qual representou o período de ação farmacológica por embebição (extraluminal), e o fluxo no Tempo 2, este representou a ação farmacológica intraluminal. A comparação das médias de fluxo entre os dois grupos de fármacos foi realizada através do teste não paramétrico de Mann-Whitney. RESULTADOS: Não há evidências de que os fluxos médios dos dois fármacos sejam diferentes no Tempo 1 (p=0,534). Os fluxos médios dos dois fármacos são semelhantes no Tempo 2 (p=0,063). CONCLUSÃO: Não há evidências de que os fluxos médios dos dois fármacos sejam diferentes sob ação por embebição (extraluminal), assim como os fluxos médios dos dois fármacos são semelhantes quando por ação farmacológica intraluminal, tornando a nimodipina uma opção como vasodilatador de ação local comparável à papaverina.
2006
Santos Junior,Edhino Cividanes,Gil Vicente Lico Marchiori,Rosangela Cristina Souto,Francisco de Andrade
Eficácia do AlCl3 e etanol na prevenção da calcificação de fragmentos da parede aórtica porcina fixados em GDA
OBJETIVO: Avaliar a eficácia do cloreto de alumínio, isoladamente ou em associação com o etanol, na prevenção da calcificação e da resposta inflamatória de fragmentos de parede aórtica porcina fixada em glutaraldeído (GDA), implantados no tecido subcutâneo de ratos jovens. MÉTODO: Utilizaram-se 15 ratos da linhagem Sprague-Dawley, em cujas telas subcutâneas foram implantados fragmentos de parede aórtica porcina, submetidos a três diferentes métodos de tratamento [grupos: I (GDA), II (GDA+alumínio), III (GDA+etanol+alumínio)]. Os explantes foram realizados com 15, 30 e 60 dias após as operações. Foram realizadas análises histológicas pelas colorações de hematoxilina & eosina (HE) e de alizarina, nos pHs de 4,2 e 7,0, e a dosagem de cálcio feita por espectroscopia de absorção atômica. RESULTADOS: Pelo HE, constatou-se que a matriz extracelular das paredes aórticas ficaram melhor preservadas nos explantes do grupo III. A intensidade da reação inflamatória intensa foi menor nesse grupo. Pela alizarina pH 4,2, o grupo II e III tiveram menores índices de calcificação comparado ao controle. Pela alizarina pH 7,0, o grupo III teve menor índice de calcificação comparado aos grupos I e II. Pela espectroscopia de absorção atômica, os níveis de cálcio foram semelhantes para os grupos II e III, mas significativamente menores do que os do grupo I. CONCLUSÃO: O tratamento com cloreto de alumínio diminuiu a calcificação dos fragmentos de parede aórtica porcina. O uso combinado do etanol com cloreto de alumínio foi ainda mais eficiente em inibir a calcificação, e também em diminuir a reação inflamatória.
2006
Sardeto,Evandro Antonio Costa,Francisco Diniz Affonso da Costa,Iseu do Santo Elias Affonso da Roderjan,João Gabriel Discher,Eduardo Schneider,Ricardo Alexandre Gomes,Carlos Henrique Gori Colattusso,Claudinei Précoma,Daniel Dumsch,Andrea Lopes,Sergio Veiga Leal,Jairo
Bandagem ajustável do tronco pulmonar: comparação de dois métodos de hipertrofia aguda do ventrículo subpulmonar
OBJETIVO: Este estudo compara a sobrecarga contínua versus intermitente do ventrículo direito (VD) de cabritos, para induzir a hipertrofia ventricular. MÉTODO: Foram utilizados três grupos de sete cabritos jovens (controle, contínuo, intermitente). A sobrecarga sistólica foi imposta por 96 horas, no contínuo e por quatro períodos de 12 horas, alternados com 12 horas de descanso, no intermitente. Avaliações ecocardiográficas e hemodinâmicas foram feitas diariamente. Os animais foram, então, mortos para avaliar o conteúdo de água e peso das massas cardíacas. RESULTADOS: O Intermitente mostrou aumento dos pesos de VD e de septo, em relação ao controle (p<0,05), enquanto o contínuo aumentou apenas a massa do VD (p<0,05). Houve maior aumento da espessura do VD no Intermitente (p<0,05). O volume diastólico final do VD mostrou diferença significativa entre os grupos (p=0,01), com maior dilatação do VD do grupo contínuo, no momento 24 horas de sobrecarga sistólica (p<0,03). A fração de ejeção do VD se manteve dentro da normalidade nos dois grupos ao longo do protocolo. Foi observado menor perímetro do VD no intermitente, após 96 horas de treinamento (p<0,05). Não houve diferença significante entre os grupos de estudo e o controle quanto ao conteúdo de água do miocárdio do VD. CONCLUSÃO: A bandagem ajustável do tronco pulmonar permitiu um rápido processo hipertrófico do VD em ambos os grupos, sendo, porém, mais eficiente no intermitente. Nosso estudo sugere que a preparação do ventrículo subpulmonar de forma intermitente poderá proporcionar melhor resultado para a operação de Jatene em dois estágios.
2006
Assad,Renato Samy Rodriguez,Miguel Quintana Abduch,Maria Cristina Valente,Acrísio Sales Andrade,José L. Krieger,José Eduardo Barbero-Marcial,Miguel
A temperatura da pele pode ser um indicador para hemorragia grave no pós-operatório?
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar a hipotermia residual pós-operatória e sua duração, assim como discutir se a hipotermia tardia pode ser um marcador de sangramento excessivo. MÉTODO: Neste estudo retrospectivo, os registros de 12 pacientes que tiveram re-intervenção por causa de sangramento no período pós-operatório foram revisados e suas durações, que foram desde o primeiro minuto em Unidade de Terapia Intensiva até a pele alcançar uma temperatura de 36,5 graus Celsius. O tempo de duração da Circulação Extracorpórea (CEC) foi anotado. Também foi registrado o tempo ativado de coagulação (TCA). A temperatura mais baixa do corpo durante a operação foi medida. Um grupo de controle foi criado (n=16) aleatoriamente, formado por pacientes que não precisariam de re-intervenção e no qual a duração da CEC foi similar à do grupo de estudo. Todos os parâmetros foram comparados entre dois grupos com a versão do software SSPSs. RESULTADOS: As durações desde o primeiro minuto no tratamento intensivo até a temperatura da pele alcançar 36.5 graus Celsius foram significantemente mais longas no grupo de estudo (p=0,0001). TAC pré-operatório e pós-operatório não foram diferentes (p=0,312 e p=0,576 respectivamente). A menor temperatura do corpo não foi diferente (p=0,157). CONCLUSÕES: Nossos achados indicam que a temperatura da pele é importante no sangramento excessivo que leva à re-intervenção. Hipotermia pode ser o motivo ou a causa do sangramento.
2006
Manduz,Sinasi Toktamis,Aydin Sapmaz,Ismail Dogan,Kasim
Procedimento de Lecompte para a correção de transposição das grandes artérias, associada à comunicação interventricular e obstrução de via de saída do ventrículo esquerdo
OBJETIVO: Avaliar o procedimento de Lecompte para a correção da transposição das grandes artérias associada à comunicação interventricular e obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo (TGA, CIV e OVSVE) e apresentar os resultados no período pós-operatório intermediário e tardio. MÉTODO: Entre fevereiro de 1994 e julho de 2005, sete pacientes, com idade de 2 a 8 anos (mediana -M-: 3,0), portadores de TGA, CIV e OVSVE, foram submetidos a tratamento cirúrgico corretivo. Em seis casos, foi utilizado o procedimento de Lecompte. Esta técnica consiste na abordagem por ventriculotomia direita, ressecção ampla do septo conal e construção de um túnel ventricular conectando o ventrículo esquerdo à aorta; o caso restante apresentava obstrução da prótese valvulada implantada entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar (VD-AP) e falência do VD e foi submetido à conversão no procedimento de Lecompte. RESULTADOS: Os tempos de CEC variaram entre 105 e 194 min (M: 130) e os tempos de anoxia entre 65 e 90 min (M: 78). Houve um óbito no pós-operatório imediato devido a coagulopatia, seguido de insuficiência ventricular direita. Os seis pacientes sobreviventes receberam alta hospitalar no período de 5 a 30 dias (M: 11) e permaneceram em acompanhamento entre 12 a 144 meses (M: 73,6). CONCLUSÃO: O procedimento de Lecompte teve como vantagens: 1 - Indicação cirúrgica em pacientes com menor faixa etária; 2 - Baixa morbi-mortalidade; 3 - Expectativa de acompanhamento a longo prazo, sem reoperação; 4 - Possibilidade de converter o procedimento de Rastelli em Lecompte.
2006
Maluf,Miguel Angel Catani,Roberto Silva,Célia Diógenes,Sueli Carvalho,Werther Carvalho,Antonio Buffolo,Enio
Nefrotoxicidade dos aminoglicosídeos
Aminoglicosídeos são antibióticos de amplo uso clínico, em função de sua eficácia contra bacilos gram-negativos e de seu sinergismo positivo com outros antibióticos no tratamento de infecções por agentes gram-positivos. São muito utilizados na prevenção e no tratamento de infecções pós-operatórias em cirurgia cardíaca. O principal efeito colateral desta classe de antibióticos é a nefrotoxicidade, que pode ocorrer em até 20% dos pacientes. Embora usualmente reversível, a lesão renal causa maior tempo de internação e, conseqüentemente, maiores custos. Ainda mais importante é o fato de nefrotoxicidade estar associada a maior mortalidade nestes pacientes. Existem alguns fatores de risco conhecidos para nefrotoxicidade, bem como algumas medidas de prevenção. Esta revisão irá descrever os aspectos mais relevantes deste importante efeito colateral do tratamento com aminoglicosídeos.
2006
Oliveira,João Fernando P. Cipullo,José Paulo Burdmann,Emmanuel A.
Retalho de pericárdio pediculado vascularizado autógeno para aortoplastia e correção da coarctação simples de aorta torácica, ou associada à hipoplasia, atresia ou interrupção do arco aórtico
OBJETIVO: Dezoito anos atrás, dois jovens pacientes, do sexo masculino, com 8 meses e 13 anos de vida, ambos com coarctação da aorta torácica associada à hipoplasia da aorta, entre a artéria subclávia esquerda e a área coarctada, foram submetidos à correção cirúrgica destas lesões por meio de uma nova e pioneira técnica cirúrgica desenvolvida por nós. MÉTODO: A técnica consiste na secção do canal arterial e ressecção de todo tecido coarctado da aorta, seguida por uma aortoplastia, utilizando-se de um retalho longitudinal de pericárdio vascularizado autógeno, implantado desde a saída da artéria subclávia até 2,0 cm abaixo da área coarctectomizada. Em ambos os casos, a pressão arterial sistêmica e os pulsos arteriais dos membros superiores e inferiores ficaram normais, imediatamente após a cirurgia até os dias de hoje. RESULTADOS: Os exames clínicos e de medidas com Doppler mostraram, respectivamente, nenhum gradiente pressórico braço/perna, assim como, demonstraram fluxo sanguíneo arterial normal e não gradiente arterial pressórico através da área coartectomizada. Ambos foram submetidos a rigorosas avaliações 18 anos após a cirurgia, incluindo cateterismo cardíaco e torácico aórtico, com aortografia, testes ergométricos e angiotomografia computadorizada aórtica. Essas avaliações mostraram uma configuração aórtica normal, com diâmetros transversos normais, inclusive nas regiões acima e abaixo da área coartectomizada. Não houve demonstração de qualquer forma de lesão degenerativa do retalho pericárdico pediculado implantado ao longo dos anos, assim como nenhuma identificação de lesão aneurismática, de sinais de lesão aterosclerótica no mesmo, ou de recoarctação. Mais importante, é que ficou evidente que o retalho pericárdico pediculado totalmente vascularizado, assim utilizado, é mantido vivo, e cresceu ao longo dos anos, tanto em seu diâmetro como em seu comprimento. CONCLUSÃO: A técnica do emprego do retalho pericárdico pediculado, vascularizado e autógeno é a mais adequada e a mais completa em comparação com todas as outras técnicas cirúrgicas existentes para correção dos diferentes tipos de coarctação da aorta torácica, nas suas formas simples ou associadas a outras lesões aórticas. É indicada em todas as faixas etárias, inclusive em recém-natos.
2006
Silva,Paulo Rodrigues da
Tratamento cirúrgico da aorta ascendente e arco com perfusão cerebral anterógrada e hipotermia moderada
OBJETIVO: Avaliar a técnica de proteção cerebral utilizando como via de acesso o tronco braquiocefálico para perfusão cerebral anterógrada e hipotermia moderada nas operações da aorta ascendente e arco aórtico. MÉTODO: Foram operados, consecutivamente, doze pacientes portadores de dissecção da aorta e/ou aneurismas. Destes, sete pacientes apresentavam dissecção de aorta e cinco eram portadores de aneurisma de aorta ascendente ou de arco aórtico. A perfusão arterial foi realizada por meio de enxerto de PTFE de 8,0 mm anastomosado ao tronco braquiocefálico. A hipotermia sistêmica foi de 28ºC nasofaríngea. O tronco braquiocefálico foi ocluído para perfusão cerebral anterógrada. A pressão arterial média em artéria radial direita foi mantida entre 50-60 mmHg. A saturação transcutânea de oxigênio na artéria temporal e o BIS foram utilizados para monitorização contínua. RESULTADOS: Não houve nenhuma complicação neurovascular relacionada ao procedimento. A circulação extracorpórea foi mantida com fluxo adequado para manter pressão arterial de 50-60 mmHg, durante toda a operação. Em dez casos, a valva aórtica foi preservada com o emprego de técnicas de remodelagem ou ressuspensão. O tempo médio de parada circulatória total com hiperfluxo cerebral foi de 24 minutos (20 a 35 min). CONCLUSÃO: A perfusão cerebral e a circulação extracorpórea por via anterógrada, através do tronco braquioocefálico, associadas à hipotermia moderada, mostraram-se eficientes na proteção do sistema nervoso e, possivelmente, evitaram as graves discrasias sanguíneas pós-operatórias.
2006
Martins,Marcelo Sávio da Silva Sá,Mauro Paes Leme de Abad,Leonardo Bastos,Eduardo Sérgio Franklin Junior,Ney Baptista,Alvaro Luiz Xavier de B. M. Annibal,Jorge Viana Bezerra,Alvaro Barde
Inalação de solução salina hipertônica como coadjuvante da fisioterapia respiratória para reversão de atelectasia no pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica
Criança de 11 meses, sexo feminino, submetida à operação de fechamento de comunicação interventricular, comunicação interatrial e ligadura de canal arterial. Evoluiu no pós-operatório com atelectasia persistente em base pulmonar à direita, não respondendo às manobras fisioterapêuticas convencionais, efetuadas seis vezes ao dia. Após associação, como coadjuvante, da inalação de solução salina hipertônica com NaCl a 6%, imediatamente antes e após o atendimento fisioterápico, observou-se crises de tosse produtiva, com maior indução do escarro e resolução completa da atelectasia, com três dias de tratamento.
2006
Silva,Naila Luisa Saiki da Piotto,Raquel Ferrari Barboza,Marcelo Adriano Ingraci Croti,Ulisses Alexandre Braile,Domingo M.
Malformação ílio-femoral
Durante uma dissecção de rotina realizada em um cadáver do sexo masculino com 65 anos de idade foi constatada malformação arterial iliofemoral. A aorta abdominal estava consideravelmente deslocada lateralmente e também bifurcava em nível mais alto. A artéria ilíaca comum dividia-se uma vértebra acima do nível normal e a artéria femoral dava origem à artéria femoral profunda aproximadamente l,2 cm abaixo do ligamento inguinal, o que é consideravelmente proximal ao seu nível normal. Aqui nós apresentamos uma breve revisão de literatura e base embriológica dessas anomalias.
2006
Pai,Mangala M. Prabhu,Latha V. Prakash, Nayak,Varsha
Caso 2 - homem de 20 anos com insuficiência cardíaca por Síndrome Restritiva
No summary/description provided
2009
Poppi,Nilson Tavares Reis,Marta Vidigal de Andrade Aiello,Vera Demarchi
Quilopericárdio idiopático primário: relato de caso
O acúmulo de quilo no espaço pericárdico ou quilopericárdio é uma condição que, com maior frequência, ocorre após trauma, cirurgia cardíaca e torácica ou associado a tumores, tuberculose ou linfoangiomatose. Quando não é possível a identificação precisa da etiologia, o quilopericárdio é denominado primário ou idiopático. Essa é uma situação clínica rara. Descrevemos um caso em paciente do sexo feminino, com 20 anos de idade, tratada cirurgicamente. A propósito do caso, apresentamos breve revisão da literatura e comentários sobre quadro clínico, etiopatogenia, exames diagnósticos complementares e opções de tratamento.
2009
Silva,Marcos Augusto de Moraes Martins,Antonio Sérgio Campos,Nelson Leonardo K. Leite de Andrade,Rubens Ramos de Tohi,Leonardo Massato Hueb,João Carlos
Síndrome Leopard e miocardiopatia hipertrófica: uma associação relacionada à morte súbita
Relatamos a rara associação entre síndrome Leopard e miocardiopatia hipertrófica em mulher de 27 anos, pouco sintomática, que veio para estratificação e prevenção de risco de morte súbita. Portadora de uma síndrome rara, que se manifesta com pequenas máculas disseminadas pelo corpo, além de alterações oculares, genitais, cardíacas e de crescimento. A associação de miocardiopatia hipertrófica com fatores de risco de morte súbita determinou a indicação do implante de cardiodesfibrilador (CDI) para prevenção primária.
2009
Antunes,Murillo de Oliveira Arteaga,Edmundo Matsumoto,Afonso Yoshikiro Ianni,Barbara Maria
Aneurisma do Seio de Valsalva direito causando compressão coronariana extrínseca
O Aneurisma do Seio de Valsalva (ASV) é um distúrbio cardíaco raro. É mais frequentemente um defeito congênito, mas pode ser adquirido. A doença de Takayasu é uma causa extremamente rara desse distúrbio. A maioria dos casos de ASV não-roto é assintomática. A compressão da artéria coronária esquerda é uma manifestação não usual da doença, que pode causar angina, infarto do miocárdio ou morte. Esse relato de caso descreve um paciente negro de 19 anos, do sexo masculino, apresentando um ASV direito não-roto causado por doença de Takayasu, manifestado através de síndrome coronariana aguda, tratada cirurgicamente com sucesso.
2009
Dias,Ricardo Ribeiro Camurça,Flávio Duarte Leite Filho,Osanan Amorim Stolf,Noedir Antônio Groppo
Endocardite infecciosa em valva bicúspide e coarctação de aorta
No summary/description provided
2009
Siqueira Júnior,Wálmore Pereira de Siqueira,Maria Eduarda Menezes de
Associação de aptidão cardiorrespiratória e circunferência abdominal com hipertensão em mulheres idosas brasileiras
FUNDAMENTO: O efeito protetor da aptidão cardiorrespiratória tem sido reconhecido nos adultos. Entretanto, essa relação ainda não se mostra esclarecida nos idosos. OBJETIVO: Analisar a associação entre hipertensão e aptidão cardiorrespiratória (ACR) em 1.064 mulheres idosas Brasileiras. MÉTODO: A obesidade central foi estimada pela circunferência abdominal (CA) e a ACR pelo teste de caminhada de 6 minutos. Os testes de ANOVA one-way, Qui-quadrado e regressão logística foram usados para a análise estatística. RESULTADOS: A prevalência de hipertensão foi de 53,9%. O grupo obesidade central apresentou maior risco para hipertensão quando comparado ao grupo não-obesidade central, mesmo pertencendo ao mesmo nível de ACR. Além disso, ambos os grupos mostraram um aumento progressivo do risco para hipertensão do maior para o menor grupo de ACR, indicando uma relação inversa entre ACR e obesidade central. O grupo não-obesidade central obteve o menor odds ratio (OR) de 1,49 (95%IC 0,97-2,28) e 1,54 (95%IC 0,94-2,51); enquanto que no grupo obesidade central, o OR foi 2,08 (95%IC 1,47-2,93), 2,79 (95%IC 1,79-4,33) e 3,09 (95%IC 1,86-5,12). CONCLUSÃO: Os resultados encontrados indicaram que a CC é um forte preditor de hipertensão, e que o efeito protetor da ACR pode ser estendido às mulheres idosas, mesmo àquelas com obesidade central.
2009
Krause,Maressa Priscila Hallage,Tatiane Gama,Mirnaluci Paulino Ribeiro Miculis,Cristiane Petra Matuda,Nívea da Silva Silva,Sergio G. da
Evolução e prognóstico materno-fetal da cirurgia cardíaca durante a gravidez
FUNDAMENTO: A cirurgia cardíaca favorece o prognóstico materno em casos refratários à terapêutica clínica, contudo associa-se a riscos ao concepto quando realizada durante a gravidez. OBJETIVO: Analisar a evolução e o prognóstico materno-fetal de gestantes submetidas à cirurgia cardíaca no ciclo gravídico-puerperal. MÉTODOS: Estudou-se a evolução de 41 gestações de mulheres que tiveram indicação de cirurgia cardíaca no ciclo gravídico puerperal. A cardiotocografia fetal foi mantida durante o procedimento nas pacientes com idade gestacional acima de 20 semanas. RESULTADOS: A média da idade materna foi de 27,8 ± 7,6 anos, houve predomínio da valvopatia reumática (87,8%), e 15 dessas (41,6%) foram submetidas à reoperação, devido à disfunção de prótese valvar. A média do tempo de circulação extracorpórea foi de 87,4 ± 43,6 min, e a hipotermia foi utilizada em 27 casos (67,5%). Treze mães (31,7%) não apresentaram intercorrências e tiveram seus recém-nascidos vivos e saudáveis. A evolução pós-operatória das demais 28 gestações (68,3%) mostrou: 17 complicações maternas (41,5%); três óbitos (7,3%); 12 perdas fetais (29,2%) e quatro casos de malformação neurológica (10%), dois dos quais evoluíram para óbito tardio. Houve uma perda de seguimento após a cirurgia. Nove pacientes (21,9%) foram operadas em caráter de emergência, situação que influenciou (p < 0.001) o prognóstico materno. CONCLUSÃO: A cirurgia cardíaca durante a gravidez permitiu sobrevida materna em 92,7% e nascimento de crianças saudáveis em 56,0% das pacientes que apresentaram complicações cardíacas refratárias à terapêutica clínica. O pior prognóstico materno teve correlação com a cirurgia em caráter de emergência.
2009
Ávila,Walkiria Samuel Gouveia,Ana Maria Milani Pomerantzeff,Pablo Bortolotto,Maria Rita Lemos Grinberg,Max Stolf,Noedir Zugaib,Marcelo
Doença arterial coronariana subclínica em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 em hemodiálise
FUNDAMENTO: A aterosclerose ocorre mais cedo em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM-1) e a doença arterial coronariana (DAC) constitui a mais importante causa de morte. OBJETIVO: Avaliar a prevalência e as características anatômicas da DAC em pacientes com DM-1 e insuficiência renal crônica, submetidos à diálise. MÉTODOS: Este é um estudo descritivo de 20 pacientes com DM-1 submetidos à diálise sem DAC conhecida. A DAC foi avaliada através de angiografia coronariana quantitativa (ACQ) e ultra-som intravascular (USIV). A ACQ foi realizada em todas as lesões >30%, visualmente Todos os segmentos proximais de 18 mm das artérias coronárias foram analisados por USIV. Todos os outros segmentos coronarianos com estenose >30% também foram analisados. RESULTADOS: A angiografia detectou 29 lesões >30% em 15 pacientes (75%). Onze (55%) das lesões eram >50% e 10 (50%) >70%. Treze pacientes tiveram as 3 principais artérias avaliadas pelo USIV. A aterosclerose estava presente em todos os pacientes e em todos os 51 segmentos proximais de 18 mm analisados. Esses segmentos significam que a medida do diâmetro dos vasos apresentava-se significantemente maior no USIV do que na ACQ, em todos os vasos. As imagens do ISIV de 25 (86,2%) das 29 lesões >30% foram obtidas. Placas fibróticas eram comuns (48%) e 60% apresentavam remodelamento intermediário de vasos. CONCLUSÃO: A DAC estava presente em todos os vasos de todos os pacientes com diabete tipo 1 submetidos a hemodiálise. Esses achados estão de acordo com outros estudos de autópsia, angiografia e USIV. Além disso, eles indicam a necessidade de estudos adicionais epidemiológicos e de imagem, para um melhor entendimento e tratamento de uma condição clínica complexa e grave que afeta jovens indivíduos.
2009
Oliveira,Dinaldo Cavalcanti de Brito Junior,Fabio Sandoli de Fernandes,Rosley Weber Alvarenga Sa,João Roberto de Lima,Valter Correia de
Índice de massa corporal como marcador de dislipidemia em crianças
FUNDAMENTO: A obesidade associa-se, com grande frequência, a condições como dislipidemias e diabete. OBJETIVO: Verificar valor diagnóstico dos pontos de corte propostos pela International Obesity Task Force (IOTF) e Conde & Monteiro (C&M) para a triagem e identificação de dislipidemias em crianças entre 10 e 12 anos de idade. MÉTODOS: Determinou-se o Índice de Massa Corporal (IMC) de 374 crianças da rede de ensino da cidade de Santa Maria-RS, selecionadas de forma estratificada, de uma população de 4.083 crianças. Os níveis lipídicos (padrão de referência) foram determinados por meio da análise do colesterol total (CT), LDL-C, HDL-C e triglicerídeos (TG). Para classificação do IMC utilizaram-se os pontos de corte da IOTF e de C&M. Utilizou-se a estatística descritiva e análise de sensibilidade e especificidade. RESULTADOS: As prevalências de excesso de peso diferiram estatisticamente entre ambas as propostas (24,7% e 28,6% para IOTF e C&M, respectivamente). Observou-se variada sensibilidade (33% a 83%) e especificidade (62% a 80%) entre os pontos de corte utilizados para detecção de dislipidemias. O porcentual de falso-negativos foi inferior aos de falso-positivos. CONCLUSÃO: As propostas podem ser utilizadas para triagem de CT e LDL-C elevados no sexo masculino. Na identificação de sujeitos sem dislipidemia, tanto a classificação da IOTF como a de C&M podem ser utilizadas, uma vez que apresentaram elevada especificidade.
2009
Lunardi,Cláudia Cruz Petroski,Édio Luiz