RCAAP Repository
Associação de níveis plasmáticos de PAI-1 e polimorfismo 4G/5G em pacientes com doença arterial coronariana
FUNDAMENTO: O polimorfismo 4G/5G do inibidor ativador do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) pode influenciar a expressão do PAI-1. Níveis plasmáticos elevados de PAI-1 estão associados com Doença Arterial Coronariana (DAC). OBJETIVO: O presente estudo investigou a influência do polimorfismo 4G/5G do PAI-1 nos níveis plasmáticos de PAI-1 e sua associação com DAC avaliada por angiografia coronária. MÉTODOS: Foi avaliada amostra de sangue de 35 indivíduos com artérias coronárias angiograficamente normais, 31 indivíduos apresentando ateromatose leve/moderada, 57 indivíduos apresentando ateromatose grave e 38 indivíduos saudáveis (controles). Em pacientes e controles, o polimorfismo 4G/5G do PAI-1 foi determinado por amplificação da proteína-C reativa utilizando primers específicos de alelo. Os níveis plasmáticos de PAI-1 foram quantificados pelo ensaio ELISA (American Diagnostica). RESULTADOS: Não houve diferença entre os grupos quanto a sexo, idade e índice de massa corporal. Níveis plasmáticos de PAI-1 e frequência do genótipo 4G/4G mostravam-se significativamente maiores no grupo com ateromatose grave em comparação com os outros grupos (p < 0,001). Além disso, os pacientes com genótipo 4G/4G (r = 0,28, p < 0,001) apresentaram níveis plasmáticos de PAI-1 significativamente maiores do que aqueles com o genótipo 5G/5G (r = 0,02, p = 0,4511). Além disso, em um modelo de regressão logística múltipla, ajustado para todas as outras variáveis, o PAI-1 esteve independentemente associado com DAC > 70% (p < 0,001). CONCLUSÃO: O achado mais importante deste estudo foi a associação entre o genótipo 4G/4G, elevados níveis plasmáticos de PAI-1 e estenose coronariana superior a 70% em indivíduos brasileiros. Ainda não foi estabelecido se elevados níveis plasmáticos de PAI-1 são um fator decisivo para o agravamento da aterosclerose ou se são uma consequência.
2011
Lima,Luciana Moreira Carvalho,Maria das Graças Fonseca Neto,Cirilo Pereira Garcia,José Carlos Faria Sousa,Marinez Oliveira
Discrepâncias clínico-patológicas e achados cardiovasculares em 409 autópsias consecutivas
FUNDAMENTO: As discrepâncias entre os diagnósticos clínicos e em autópsia persistem em todo o mundo. OBJETIVO: Avaliamos as autópsias em um hospital-escola para analisar a precisão dos diagnósticos cardiovasculares clínicos em comparação aos achados post-mortem. MÉTODOS: As 409 autópsias consecutivas entre 2003 e 2006 foram analisadas em um hospital terciário de São José do Rio Preto, São Paulo (SP), Brasil. A comparação dos achados cardiovasculares clínicos e patológicos foi realizada por meio da classificação de discrepâncias de Goldman. RESULTADOS: A taxa de autópsia no hospital foi de 8%. As causas cardiovasculares de óbito representavam 42,8% (175 de 409 pacientes) dos diagnósticos de autópsia. Em 98 pacientes (56%), houve discrepâncias significativas (classes I e II), o que representa uma grande proporção de diagnósticos equivocados de infarto mesentérico (84,6%), infarto agudo do miocárdio (64,7%), dissecção da aorta (64,2%) e embolia pulmonar (62,5%). Foram observadas maiores taxas de concordância para a insuficiência cardíaca congestiva (59%) e para o acidente vascular cerebral isquêmico agudo (58,8%). A idade, o sexo, o tempo de permanência e a última unidade de admissão no hospital não foram associados aos critérios de Goldman. CONCLUSÃO: As discrepâncias dos diagnósticos clínicos e em autópsia relativos à morte cardiovascular permanecem elevados no Brasil, a despeito dos recursos tecnológicos disponíveis. Além disso, nossos achados reforçam a importância do exame post-mortem como uma contribuição para a melhoria da assistência médica.
2011
Fares,Aline Fusco Fares,Jorge Fares,Gislaine Fusco Cordeiro,José Antônio Nakazone,Marcelo Arruda Cury,Patrícia Maluf
Comparação do desfecho entre a cardiopatia chagásica e a miocardiopatia dilatada idiopática
FUNDAMENTO: Pouco se sabe sobre o desfecho dos pacientes com cardiopatia chagásica, em comparação aos pacientes com miocardiopatia dilatada idiopática na era contemporânea. OBJETIVO: Comparar o desfecho dos pacientes chagásicos com insuficiência cardíaca sistólica crônica decorrente da cardiopatia chagásica ao observado em pacientes com MDI na era contemporânea. MÉTODOS: Foi incluído um total de 352 pacientes (246 com cardiomiopatia chagásica e 106 com miocardiopatia dilatada idiopática), seguidos prospectivamente em nossa Instituição, de janeiro de 2000 a janeiro de 2008. Todos os pacientes receberam tratamento clínico contemporâneo padrão. RESULTADOS: Na análise multivariada com o modelo de risco proporcional de Cox, o uso da digoxina (relação de risco = 3,17; intervalo de confiança de 95%, de 1,62 a 6,18; p = 0,001) necessitou de suporte inotrópico (relação de risco = 2,08; intervalo de confiança de 95%, de 1,43 a 3,02; p < 0,005). A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (relação de risco = 0,97; intervalo de confiança de 95%, de 0,95 a 0,99; p < 0,005) e a etiologia da cardiopatia chagásica (relação de risco = 3,29; intervalo de confiança de 95%, de 1,89 a 5,73; p < 0,005) foram associadas positivamente à mortalidade, enquanto a terapia com betabloqueadores (relação de risco = 0,39; intervalo de confiança de 95%, de 0,26 a 0,56; p < 0,005) foi associada negativamente à mortalidade. A probabilidade de sobrevida para pacientes com cardiomiopatia chagásica em oito, 24 e 49 meses foi de 83%, 61% e 41%, respectivamente. Já para pacientes com cardiomiopatia dilatada idiopática, foi de 97%, 92% e 82%, respectivamente (p < 0,005). CONCLUSÃO: Na era atual do tratamento da insuficiência cardíaca, os pacientes com cardiomiopatia chagásica têm um desfecho pior em comparação aos pacientes com cardiomiopatia dilatada idiopática.
2011
Barbosa,Amanda Pires Cardinalli Neto,Augusto Otaviano,Ana Paula Rocha,Bianca Faria Bestetti,Reinaldo Bulgarelli
Combinação de fatores de risco relacionados à síndrome metabólica em militares da Marinha do Brasil
FUNDAMENTO: As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte na população, e a síndrome metabólica (SM) é uma condição clínica significativamente associada ao aumento da morbimortalidade. OBJETIVO: Descrever o padrão de combinação dos fatores de risco relacionados ao diagnóstico de SM em militares da Marinha do Brasil e identificar eventuais variáveis associadas à presença da referida síndrome nessa população. MÉTODOS: Estudo transversal envolvendo 1.383 homens (18-62 anos) lotados nas organizações militares da Grande Natal-RN. O critério utilizado para diagnóstico de SM foi o proposto pela International Diabetes Association. A razão entre a prevalência observada e a esperada e os respectivos intervalos de confiança foram utilizados para identificar as combinações de fatores de risco que excediam o esperado para a população. A análise de regressão logística foi utilizada para identificar variáveis associadas à SM. RESULTADOS: A prevalência de SM foi de 17,6%. Aproximadamente um terço dos militares apresentou dois ou mais fatores de risco para SM. Todas as combinações específicas dos fatores de risco para SM que excederam a prevalência esperada apresentaram a obesidade abdominal como um de seus componentes. Nas análises ajustadas, idade, tabagismo e nível de atividade física mantiveram-se associados à SM. CONCLUSÃO: Nossos achados reforçam a constante presença da obesidade abdominal no fenótipo da SM. Além disso, nossos dados também suportam a ideia de que idade, tabagismo e baixo nível de atividade física são variáveis independentes para a ocorrência de SM.
2011
Costa,Filipe Ferreira da Montenegro,Vila Bayma Lopes,Thiago Jambo Alves Costa,Eduardo Caldas
Nível de NT-proBNP em pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST
FUNDAMENTO: A síndrome coronariana aguda (SCA) sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASEST) está associada ao supradesnivelamento do peptídeo natriurético tipo B (BNP) e aos marcadores de necrose miocárdica, embora se desconheça a correlação dessa síndrome ao escore de trombólise no infarto do miocárdio (TIMI) e à função ventricular esquerda. OBJETIVO: Avaliar a correlação entre os níveis do fragmento N-terminal do peptídeo natriurético tipo B (NT-proBNP) e os marcadores de necrose miocárdica (creatinofosfoquinase fração músculo-cérebro CK-MB e troponina I), bem como entre o escore de risco TIMI e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) nos pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST. MÉTODOS: Oitenta e sete pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST foram divididos em dois grupos: 37 (42,5%) com angina instável e 50 (57,5%) com infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST). RESULTADOS: A fração de ejeção do ventrículo esquerdo superior a 40% foi encontrada em 86,2% do total da amostra. Os níveis séricos de NT-proBNP foram maiores em pacientes com infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST, em comparação àqueles com angina instável (p<0,001). O aumento dos níveis de NT-proBNP foi associado ao aumento de troponina I (rs=0,425, p<0,001), pico de CK-MB (rs=0,458, p<0,001) e FEVE (rs=-0,345, p=0,002), não havendo correlação com o escore de risco TIMI (rs=0,082, p=0,44). Na análise multivariada, a fração de ejeção do ventrículo esquerdo e a troponina I correlacionaram-se de forma independente aos níveis de NT-proBNP (p=0,017 e p=0,002, respectivamente). CONCLUSÃO: O aumento dos níveis de NT-proBNP em pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST não está relacionado exclusivamente à redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, mas também pode ser provocado pela presença de isquemia miocárdica e necrose.
2011
Castro,Luiz Ricardo A. Alencar,Maria Clara N. Barbosa,Márcia M. Nunes,Maria do Carmo P. Cardoso,José Ronaldo Ribeiro,Antonio Luiz P.
Preditores ecocardiográficos de remodelação ventricular após o infarto agudo do miocárdio em ratos
FUNDAMENTO: A predição do processo de remodelação ventricular após o infarto agudo do miocárdio (IAM) pode ter importantes implicações clínicas. OBJETIVO: Analisar as variáveis ecocardiográficas preditoras da remodelação no modelo do infarto em ratos. MÉTODOS: Os animais foram submetidos ao ecocardiograma em dois momentos, cinco dias e três meses após o infarto (grupo IAM) ou a cirurgia simulada (grupo controle). A regressão linear foi utilizada para identificar as variáveis ecocardiográficas no quinto dia posteriormente ao infarto, as quais foram preditoras de remodelação depois de três meses da oclusão coronariana. Consideramos, como critério de remodelação, neste estudo, os valores do diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (DDVE) após três meses do infarto. RESULTADOS: O infarto induziu o aumento das câmaras esquerdas, associado com alterações das funções sistólica e diastólica. As variáveis peso corporal, índice do estresse parietal ventricular esquerdo (IEPVE), área sistólica (AS), área diastólica (AD), DDVE, diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo (DSVE), fração de variação de área (FVA), fração de ejeção (FE), porcentagem de encurtamento endocárdico (% Enc), velocidade de encurtamento da parede posterior (VEPP) e tamanho do infarto, avaliadas cinco dias depois do infarto, foram preditoras do DDVE após três meses. Na análise de regressão multivariada, incluímos o tamanho do infarto, o IEPVE e a VEPP. O IEPVE (coeficiente: 4,402, erro padrão: 2,221, p = 0,05), mas não o tamanho do infarto e a VEPP, foi fator preditor de remodelação após três meses do infarto. CONCLUSÃO: O IEPVE foi preditor independente de remodelação após três meses do infarto e poderia ser incorporado na estratificação clínica depois da oclusão coronariana.
2011
Minicucci,Marcos F. Azevedo,Paula S. Santos,Daniel F. B. Polegato,Bertha F. Santos,Priscila P. Okoshi,Katashi Paiva,Sergio A. R. Zornoff,Leonardo A. M.
A baixa estatura leve está associada ao aumento da pressão arterial em adolescentes com sobrepeso
FUNDAMENTO: Estudos têm demonstrado que a desnutrição pré/pós-natal leva a um maior risco de doenças não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e obesidade na idade adulta. OBJETIVO: Determinar se os adolescentes com sobrepeso e desnutrição leve [escores-Z altura/idade (HAZ) na faixa de <-1 a > -2] têm pressão arterial mais elevada do que os indivíduos com sobrepeso e com estatura normal (HAZ > -1). MÉTODOS: Os participantes foram classificados como de baixa estatura leve ou de estatura normal, e estratificados de acordo com os percentis de massa corporal para a idade, como sobrepeso, peso normal ou abaixo do peso. As pressões arteriais sistólica (PAS) e diastólica (PAD) foram determinadas de acordo com as diretrizes e a gordura abdominal foi analisada por absorciometria de dupla emissão de raios-X. RESULTADOS: Indivíduos com baixa estatura leve e sobrepeso apresentaram valores mais elevados da PAD (p = 0,001) do que suas contrapartes de baixo peso (69,75 ± 12,03 e 54,46 ± 11,24 mmHg, respectivamente), mas semelhantes àqueles com IMC normal. Não foram encontradas diferenças nos valores de PAD em indivíduos normais, indivíduos com sobrepeso e com baixo peso entre os grupos de estatura normal. Foi encontrado um aumento na PAS (p = 0,01) entre os indivíduos com baixa estatura leve quando comparados os indivíduos com sobrepreso com suas contrapartes de baixo peso e IMC normal (114,70 ± 15,46, 97,38 ± 10,87 e 104,72 ± 12,24 mmHg, respectivamente). Embora não tenham sido observadas diferenças nas médias de PAS entre os grupos de baixa estatura leve e estatura normal, foi encontrado um intercepto significativo (p = 0,01), revelando maior PAS entre os indivíduos com baixa estatura leve. Houve correlação entre PAS e gordura abdominal (r = 0,42, ρ = 0,02) no grupo com baixa estatura leve. CONCLUSÃO: Indivíduos de baixa estatura leve com sobrepeso apresentaram maior PAS do que os de estatura normal e sobrepeso. Esses achados confirmam que a baixa estatura leve aumenta o risco futuro de hipertensão e essas alterações são evidentes em indivíduos jovens.
2012
Clemente,Ana Paula Grotti Santos,Carla Danusa Silva,Ana Amelia Benedito Martins,Vinicius Jose Marchesano,Anna Carolina Fernandes,Mariana Belluca Albuquerque,Maria Paula Sawaya,Ana Lydia
Distribuição por gênero de ácido úrico sérico e fatores de risco cardiovascular: estudo populacional
FUNDAMENTO: Não há dados relativos à epidemiologia da hiperuricemia em estudos brasileiros de base populacional. OBJETIVO: Investigar a distribuição de ácido úrico sérico e sua relação com variáveis demográficas e cardiovasculares. MÉTODOS: Estudamos 1.346 indivíduos. A hiperuricemia foi definida como > 6,8 e > 5,4 mg/dL para homens e mulheres, respectivamente. A síndrome metabólica (SM) foi definida utilizando-se os critérios NCEP ATP III. RESULTADOS: A prevalência de hiperuricemia foi de 13,2%. A associação de ácido úrico sérico (AUS) com fatores de risco cardiovasculares foi específica para o gênero: em mulheres, maiores níveis de AUS estiveram associados com IMC elevado, mesmo após ajustes da pressão arterial sistólica para idade (PAS). Em homens, a relação do AUS com o colesterol HDL esteve mediada pelo IMC, enquanto em mulheres, o AUS mostrou-se semelhante e dependente do IMC, independentemente dos níveis glicose e presença de hipertensão. Nos homens, os triglicerídeos, a circunferência abdominal (CA) e a PAS explicaram 11%, 4% e 1% da variabilidade do AUS, respectivamente. Nas mulheres, a circunferência abdominal e os triglicerídeos explicaram 9% e 1% da variabilidade de AUS, respectivamente. Em comparação com o primeiro quartil, homens e mulheres no quarto quartil apresentavam 3,29 e 4,18 vezes mais de aumento de risco de SM, respectivamente. As mulheres apresentaram uma prevalência quase três vezes maior de diabetes melito. Homens normotensos com MS apresentaram maiores níveis de AUS, independente do IMC. CONCLUSÃO: Nossos resultados parecem justificar a necessidade de uma avaliação baseada no gênero em relação à associação do AUS com fatores de risco cardiovasculares, que se mostraram mais acentuados em mulheres. A SM esteve positivamente associada com AUS elevado, independentemente do gênero. A obesidade abdominal e a hipertrigliceridemia foram os principais fatores associados com a hiperuricemia mesmo em indivíduos normotensos, o que pode adicionar maior risco para a hipertensão.
2012
Rodrigues,Sérgio Lamego Baldo,Marcelo Perim Capingana,Pires Magalhães,Pedro Dantas,Eduardo Miranda Molina,Maria del Carmen Bisi Salaroli,Luciane Bresciani Morelato,Renato Lário Mill,José Geraldo
Interação entre as vias de sinalização de receptores serotoninérgicos e Β-adrenérgicos em artéria femoral de ratos
FUNDAMENTO: A doença coronária tem sido amplamente estudada em pesquisas cardiovasculares. No entanto, pacientes com doença arterial periférica (DAP) têm piores resultados em comparação àqueles com doença arterial coronariana. Portanto, os estudos farmacológicos com artéria femoral são altamente relevantes para a melhor compreensão das respostas clínicas e fisiopatológicas da DAP. OBJETIVO: Avaliar as propriedades farmacológicas dos agentes contráteis e relaxantes na artéria femoral de ratos. MÉTODOS: As curvas de resposta de concentração à fenilefrina contrátil (FC) e à serotonina (5-HT) e os agentes relaxantes isoproterenol (ISO) e forskolina foram obtidos na artéria femoral de ratos isolada. Para as respostas ao relaxamento, os tecidos foram contraídos com FC ou 5-HT. RESULTADOS: A potência de classificação na artéria femoral foi de 5-HT > FC para as respostas contráteis. Em tecidos contraídos com 5-HT, as respostas de relaxamento ao isoproterenol foram praticamente abolidas em comparação aos tecidos contraídos com FC. A forskolina, um estimulante da adenilil ciclase, restaurou parcialmente a resposta de relaxamento ao ISO em tecidos contraídos com 5-HT. CONCLUSÃO: Ocorre uma interação entre as vias de sinalização dos receptores β-adrenérgicos e serotoninérgicos na artéria femoral. Além disso, esta pesquisa fornece um novo modelo para estudar as vias de sinalização serotoninérgicas em condições normais e patológicas que podem ajudar a compreender os resultados clínicos na DAP.
2012
Delbin,Maria Andréia Silva,Alexandre Sérgio Antunes,Edson Zanesco,Angelina
Implante de Stent guiado por ultrassom intracoronariano melhora desfechos: meta-análise de ensaios randomizados
FUNDAMENTO: Ultrassom Intracoronariano (USIC) tem sido usado como um método auxiliar a fim de otimizar o implante de stents. No entanto, o impacto desse método em alguns resultados é controverso. OBJETIVO: Analisar sistematicamente o impacto dos stents coronarianos guiados por USIC, em comparação com os stents guiados angiograficamente, sobre os resultados clínicos e angiográficos. MÉTODOS: Foi realizada uma busca em bases de dados (MEDLINE, Cochrane CENTRAL, EMBASE) e referências de estudos publicados entre 1982 e 2010. Foram incluídos Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) que compararam o implante de stents coronarianos guiados por angiografia e USIC versus implante de stents coronarianos guiados apenas por angiografia (ANGIO). O seguimento mínimo foi de seis meses e os resultados avaliados foram eventos cardíacos adversos importantes (MACE), Revascularização da Lesão-alvo (RLA) e reestenose angiográfica. Dois revisores extraíram os dados de forma independente. Razão de risco sumário e intervalos de confiança de 95% (CI) foram calculados com modelos com efeitos aleatórios. A abordagem GRADE foi utilizada para determinar a qualidade geral de evidências para cada resultado. RESULTADOS: Dos 3.631 artigos identificados, oito ECR avaliando um total de 2.341 pacientes foram incluídos. Houve uma redução de 27% na reestenose angiográfica (95% IC: 3% -46%) e uma redução de 38% em RLA (95% IC: 17% -53%) em favor de USIC versus ANGIO. No entanto, os MACE não foram reduzidos por USIC (RR: 0,79; 95%CI: 0,61-1,03). Os dados MACE representam apenas 47% do tamanho ótimo de informações necessárias para detectar com segurança um efeito de tratamento plausível. CONCLUSÕES: Observamos que o implante de stent coronariano guiado por USIC oferece reduções significativas em RLA e reestenose angiográfica em comparação com implante de stent guiado por angiografia, porém não reduz casos de MACE.
2012
Sbruzzi,Graciele Quadros,Alexandre Schaan de Ribeiro,Rodrigo Antonini Abelin,Aníbal Pereira Berwanger,Otávio Plentz,Rodrigo Della Meã Schann,Beatriz DAgord
Efeitos de diferentes graus de sensibilidade a insulina na função endotelial de pacientes obesos
FUNDAMENTO: A obesidade derivada da deposição de gordura intra-abdominal tende a aumentar a produção de hormônios e citoquinas, piorando a sensibilidade a insulina e levando a disfunção endotelial. A hiperinsulinemia é considerada um fator de risco independente para doença isquêmica cardíaca e é uma causa de disfunção endotelial em indivíduos saudáveis. OBJETIVO: Avaliar o impacto de diferentes graus de resistência a insulina, medida pelo HOMA-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance), sobre a função endotelial de obesos, pacientes não diabéticos, sem história prévia de eventos cardiovasculares e diversos componentes da síndrome metabólica. MÉTODOS: Um total de 40 indivíduos obesos foi submetido a medidas antropométricas, pressão arterial de consultório, MAPA e exames laboratoriais, além de avaliação ultrassonográfica não invasiva da função endotelial. Os pacientes foram divididos em três grupos de acordo com o grau de resistência a insulina: pacientes com valores de HOMA-IR entre 0,590 e 1,082 foram incluídos no Grupo 1 (n = 13); entre 1,083 e 1,410 no Grupo 2 (n = 14); e entre 1,610 e 2,510 no Grupo 3 (n = 13). RESULTADOS: Encontramos uma diferença significativa na vasodilatação mediada por fluxo no Grupo 3 em relação ao Grupo 1 (9,2 ± 7,0 vs 18,0 ± 7,5 %, p = 0,006). Houve uma correlação negativa entre a função endotelial e insulina, HOMA-IR e triglicérides. CONCLUSÃO: Nosso estudo sugere que leves alterações nos níveis de resistência a insulina avaliada pelo HOMA-IR podem causar algum impacto sobre a função vasodilatadora do endotélio em indivíduos obesos não complicados com diferentes fatores de risco cardiovascular.
2012
Galvão,Roberto Plavnik,Frida Liane Ribeiro,Fernando Flexa Ajzen,Sérgio Aron Christofalo,Dejaldo M. de J. Kohlmann Jr.,Osvaldo
Microalbuminúria é um marcador prognóstico independente em pacientes com insuficiência cardíaca crônica
FUNDAMENTO: A microalbuminúria tem sido descrita como um fator de risco para doenças cardiovasculares e renais progressivas. Pouco se sabe sobre seu valor prognóstico em pacientes (pts) com Insuficiência Cardíaca (IC) estabelecida. OBJETIVO: Avaliar o papel da microalbuminúria como um marcador de prognóstico em pacientes com IC crônica recebendo medicação padrão. MÉTODOS: De janeiro de 2008 até setembro de 2009, 92 pacientes com IC crônica foram prospectivamente incluídos. A idade média foi de 63,7 ± 12,2 e 37 (40,7%) eram do sexo masculino. A média de fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foi de 52,5 ± 17,5%. Pacientes em diálise foram excluídos. A Concentração de Albumina Urinária (CAU) foi determinada em primeira amostra de urina da manhã. O tempo decorrido até o primeiro evento (internação por IC, consulta no departamento de emergência por IC ou morte cardiovascular) foi definido como endpoint. O seguimento médio foi de 11 ± 6,1 meses. RESULTADOS: No momento da inclusão no estudo, 38 (41,3%) pacientes tinham microalbuminúria e nenhum paciente teve albuminúria evidente. Pacientes com microalbuminúria apresentaram menor fração de ejeção ventricular esquerda do que o restante dos indivíduos (47,9 ± 18,5 vs. 54,5 ± 17,7%, p = 0,08). A CAU apresentou-se maior em pacientes com eventos (mediana 59,8 vs. 18 mg/L, p = 0,0005). Sobrevida livre de eventos foi menor nos pacientes com microalbuminúria quando comparados com albuminúria normal (p < 0,0001). As variáveis independentes relacionadas a eventos cardíacos foram CAU (taxa de risco p < 0,0001 = 1,02, 95% CI = 1,01-1,03 por 1-U aumento da CAU), e histórico de infarto do miocárdio (p = 0,025, IC = 3,11, 95% IC = 1,15-8,41). CONCLUSÃO: A microalbuminúria é um marcador prognóstico independente em pacientes com IC crônica. Pacientes com microalbuminúria tinham tendência para FEVE inferior.
2012
Villacorta,Humberto Ferradaes,Paula de Vilhena Mesquita,Evandro Tinoco Nóbrega,Antônio Cláudio Lucas da
Adaptação transcultural para o Brasil do Dietary Sodium Restriction Questionnaire (Questionário Restritivo da Dieta de Sódio) (DSRQ)
FUNDAMENTO: A restrição de sódio é uma medida não farmacológica frequentemente orientada aos pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC). No entanto, a adesão é de baixa prevalência, ficando entre as causas mais frequentes de descompensação da IC. O Dietary Sodium Restriction Questionnaire (DSRQ) tem como objetivo identificar fatores que afetam a adesão à restrição dietética de sódio para pacientes com IC. No Brasil, não existem instrumentos que avaliem tais fatores. OBJETIVO: Realizar a adaptação transcultural do DSRQ. MÉTODOS: Estudo metodológico que envolveu as seguintes etapas: tradução, síntese, retrotradução, revisão por um comitê de especialistas, pré-teste da versão final e análise de concordância interobservador. No pré-teste foram avaliados os itens e sua compreensão, além da consistência interna pelo coeficiente alfa de Cronbach. O instrumento foi aplicado por dois pesquisadores simultânea e independentemente, sendo utilizado o teste Kappa para análise da concordância. RESULTADOS: Apenas uma questão sofreu alterações semânticas e/ou culturais maiores. No pré-teste, o alfa de Cronbach obtido para o total foi de 0,77, e para as escalas de Atitude, Norma subjetiva e Controle Comportamental obtiveram-se, respectivamente, 0,66, 0,50 e 0,85. Na etapa de concordância, o Kappa foi calculado para 12 das 16 questões, com valores que variaram de 0,62 a 1,00. Nos itens em que o cálculo não foi possível, a incidência de respostas iguais variou de 95% a 97,5%. CONCLUSÃO: A partir da adaptação transcultural do DSRQ foi possível propor uma versão do questionário para posterior avaliação das propriedades psicométricas.
2012
d'Almeida,Karina Sanches Machado Souza,Gabriela Correa Rabelo,Eneida Rejane
The Mid-Term Results of Patients who Underwent Radiofrequency Atrial Fibrillation Ablation Together with Mitral Valve Surgery
Abstract Objetive: Saline-irrigated radiofrequency ablation, which has been widely used for surgical treatment of atrial fibrillation in recent years, is 80-90% successful in achieving sinus rhythm. In our study, our surgical experience and mid-term results in patients who underwent mitral valve surgery and left atrial radiofrequency ablation were analyzed. Methods: Forty patients (15 males, 25 females; mean age 52.05±9.9 years; range 32-74) underwent surgery for atrial fibrillation associated with mitral valvular disease. All patients manifested atrial fibrillation, which started at least six months before the surgical intervention. The majority of patients (36 patients, 90%) were in NYHA class III; 34 (85%) patients had rheumatic heart disease. In addition to mitral valve surgery and radiofrequency ablation, coronary artery bypass, DeVega tricuspid annuloplasty, left ventricular aneurysm repair, and left atrial thrombus excision were performed. Following discharge from the hospital, patients' follow-up was performed as outpatient clinic examinations and the average follow-up period of patients was 18±3 months. Results: While the incidence of sinus rhythm was 85.3% on the first postoperative day, it was 80% during discharge and 71% in the 1st year follow-up examination. Conclusion: Radiofrequency ablation is an effective method when it is performed by appropriate surgical technique. Its rate for returning to sinus rhythm is as high as the rate of conventional surgical procedure.
2016
Çolak,Abdurrahim Kaya,Ugur Ceviz,Munacettin Becit,Necip Kocak,Hikmet
Biatrial Approach Provides Better Outcomes in the Surgical Treatment of Cardiac Myxomas
Abstract Objective: We aimed to present clinical features, surgical approaches, importance of surgical technique and long-term outcomes of our patients with cardiac myxoma who underwent surgery. Methods: We retrospectively collected data of patients with cardiac myxoma who underwent surgical resection between February 1990 and November 2014. Biatrial approach is the preferred surgical method in a large proportion of patients that are operated due to left atrial myxoma because it provides wider exposure than the uniatrial approach. To prevent recurrence during surgical resection, a large excision is made so as to include at least 5 mm of normal area from clean tissue around the tumor. Moreover, special attention is paid to the excision that is made as a whole, without digesting the fragment of tumor with gentle dissections. Results: Forty-three patients (20 males, mean age of 51.7±8.8 years) were included. Most common symptom was dyspnea (48.8%). Tumor was located in the left atrium in 37 (86%) patients. Resections were achieved via biatrial approach in 34 patients, uniatrial approach in 8 patients, and right atriotomy with right ventriculotomy in 1 patient. One patient died due to low cardiac output syndrome in the early postoperative period. Mean follow-up time was 102.3±66.5 months. Actuarial survival rates were 95%, 92% and 78% at five, 10 and 15 years, respectively. Recurrence was observed in none of the patients during follow-up. Conclusion: Although myxomas are benign tumors, due to embolic complications and obstructive signs, they should be treated surgically as soon as possible after diagnosis. To prevent recurrence, especially in cardiac myxomas which are located in left atrium, preferred biatrial approach is suggested for wide resection of the tumor and to avoid residual tumor.
2016
Yüksel,Ahmet Saba,Davit Velioğlu,Yusuf Ener,Serdar Özkan,Hayati
Treatment of Chronic Atrial Fibrillation During Surgery for Rheumatic Mitral Valve Disease
Abstract Introduction: The result of surgical ablation of atrial fibrillation remains controversial, although prospective and randomized studies have shown significant differences in the return to sinus rhythm in patients treated with ablation versus control group. Surgery of the Labyrinth, proposed by Cox and colleagues, is complex and increases the morbidity rate. Therefore, studies are needed to confirm the impact on clinical outcomes and quality of life of these patients. Objective: To analyze the results obtained in the treatment of atrial fibrillation by surgical approach, by Gomes procedure, for mitral valve surgery in patients with rheumatic heart disease associated with chronic atrial fibrillation. Methods: We studied 20 patients with mitral valve dysfunction of rheumatic etiology, evolving with chronic atrial fibrillation, submitted to surgical treatment of valvular dysfunction and atrial fibrillation by Gomes procedure. Results: The mean duration of infusion ranged from 65.8±11.22 and aortic clamping of 40.8±7.87 minutes. Of 20 patients operated, 19 (95%) patients were discharged with normal atrial heart rhythm. One (5%) patient required permanent endocardial pacing. In the postoperative follow-up of six months, 18 (90%) patients continued with regular atrial rhythm, one (5%) patient returned to atrial fibrillation and one (5%) patient continued to require endocardial pacemaker to maintain regular rhythm. Conclusion: Gomes procedure associated with surgical correction of mitral dysfunction simplified the surgical ablation of atrial fibrillation in patients with rheumatic mitral valve disease and persistent atrial fibrillation. The results showed that it is a safe and effective procedure.
2016
Gonçalves,Flavio Donizete Leite Junior,Valdir Gonçalves Leite,Vanusa Gonçalves Maia,Marcelo Alves Gomes,Otoni Moreira Lima,Melchior Luiz Osterne,Evandro César Vidal Kallás,Elias
Eisenmenger Syndrome in Pregnancy
Abstract Eisenmenger syndrome is very rare in pregnant women. Debates remain concerning the management of Eisenmenger syndrome in this patient population and the prognosis is unclear in terms of maternal and fetoneonatal outcomes. Epidural analgesia is preferred for Cesarean section as it alleviates perioperative pain and reduces the pulmonary and systemic vascular resistances. Maternal mortality in the presence of Eisenmenger syndrome is reported as 30-50% and even up to 65% in those with Cesarean section. The major causes of death could be hypovolemia, thromboembolism and preeclampsia. Pregnancy should ideally be avoided in a woman with Eisenmenger syndrome concerning the high maternal mortality rate and probable poor prognosis of the baby. A short labour and an atraumatic delivery under epidural block are preferred in the women with a strong desire of pregnancy. The purpose of this article is to discuss the debates of Eisenmenger syndrome in pregnancy and the possible resolutions.
2016
Yuan,Shi-Min
Cardiopulmonary Bypass Ischemic Hepatitis Reported in Five Patients
Abstract Objective: In cardiac surgery, the lung, renal and neurological events are the most frequent complications. Less common, acute liver failure is a serious complication that adds high morbidity, mortality, and costs. Therefore, this communication aimed to retrospectively evaluate five patients who presented, in 2014, severe acute liver failure in the immediate postoperative period. Methods: Retrospective data analysis of patients' medical records that showed severe liver failure has been computed in the medical records of five patients undergoing cardiac surgery at the Hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP in the immediate postoperative period from February 1, 2014 to December 12, 2014. The study selected five males patients, 60 to 67 years old, cardiopulmonary bypass mean time of 101.4 minutes (varying from 80 to 140 minutes), who presented acute perioperative liver failure. Results: The five patients showed an impressive increase of blood transaminase (serum alanine aminotransferase), suggesting acute hepatitis. The evolution of all patients was catastrophic, with severe hemodynamic effects and death. Many studies suggest that systemic hypotension is an important pathogenic factor for ischemic hepatitis. However, our data and previous studies raise the possibility that other yet unknown factors other than hypotension may be part of the pathophysiology of cardiopulmonary bypass after ischemic hepatitis (anticoagulation inadequate for the quality of heparin and protamine, etc.). Conclusion: Currently, there are no conclusive studies on the prevention of perioperative liver failure. More well-designed studies are needed on the introduction and evolution of liver dysfunction after cardiac surgery.
2016
Damasceno,Telma A. Scorzoni Filho,Adilson Chahud,Fernando Rodrigues,Alfredo José Vicente,Walter Vilella de Andrade Evora,Paulo Roberto Barbosa
Sutureless Aortic Prosthesis Implantation: the First Brazilian Experience with Perceval Device
Abstract This is a report of the first Brazilian experience with the Perceval sutureless aortic prosthesis in two patients with severe aortic stenosis. Transesophageal echocardiography was used during the procedure. The aortotomy was performed 1 cm above the sinotubular junction, followed by leaflets removal and decalcification. Correct valve size was selected, device released and an accommodation balloon used. The cardiopulmonary bypass times were 47 and 38 min and the cross-clamp times were 38 and 30 min. There was a significant decrease in mean gradients (41 and 75 mmHg preoperatively; 7 and 8 mmHg postoperatively). There was no major complication or paravalvular leak.
2016
Tagliari,Ana Paula Moura,Leandro de Dussin,Luiz Henrique Saadi,Eduardo Keller
In-Vitro Evaluation of Two Types of Neonatal Oxygenators in Handling Gaseous Microemboli and Maintaining Optimal Hemodynamic Stability During Cardiopulmonary Bypass
Abstract Objective: Usually only FDA-approved oxygenators are subject of studies by the international scientific community. The objective of this study is to evaluate two types of neonatal membrane oxygenators in terms of transmembrane pressure gradient, hemodynamic energy transmission and gaseous microemboli capture in simulated cardiopulmonary bypass systems. Methods: We investigated the Braile Infant 1500 (Braile Biomédica, São José do Rio Preto, Brazil), an oxygenator commonly used in Brazilian operating rooms, and compared it to the Dideco Kids D100 (Sorin Group, Arvada, CO, USA), that is an FDA-approved and widely used model in the USA. Cardiopulmonary bypass circuits were primed with lactated Ringer's solution and packed red blood cells (Hematocrit 40%). Trials were conducted at flow rates of 500 ml/min and 700 ml/min at 35ºC and 25ºC. Real-time pressure and flow data were recorded using a custom-based data acquisition system. For gaseous microemboli testing, 5cc of air were manually injected into the venous line. Gaseous microemboli were recorded using the Emboli Detection and Classification Quantifier. Results: Braile Infant 1500 had a lower pressure drop (P<0.01) and a higher total hemodynamic energy delivered to the pseudopatient (P<0.01). However, there was a higher raw number of gaseous microemboli seen prior to oxygenator at lower temperatures with the Braile oxygenator compared to the Kids D100 (P<0.01). Conclusion: Braile Infant 1500 oxygenator had a better hemodynamic performance compared to the Dideco Kids D100 oxygenator. Braile had more gaseous microemboli detected at the pre-oxygenator site under hypothermia, but delivered a smaller percentage of air emboli to the pseudopatient than the Dideco oxygenator.
2016
Marupudi,Neelima Wang,Shigang Canêo,Luiz Fernando Jatene,Fabio Biscegli Kunselman,Allen R. Undar,Akif