RCAAP Repository

Adubação do milho: III - Adubação mineral quantitativa

Durante três anos consecutivos - de 1949/50 a 1951/52 - foram realizados em Campinas, ensaios de adubação do milho, em que as doses básicas de NPK foram iguais para os três elementos, isto é, 25 kg/ha de azoto (N), fósforo (P2O5) e potássio (K2O). Foram estudados três níveis de azoto, cinco de fósforo e quatro de potássio. Em 1949/50, em todos os tratamentos o "stand" inicial foi baixo ; nos outros dois anos, a genninação média foi respectivamente de 79% e 72%. Em conseqüência de aparente desequilíbrio na adubação, provocado por deficiência de fósforo, houve acentuada redução no número de plantas por ocasião da colheita, particularmente em 1951/52, nos canteiros sem fósforo e sem adubo. Apenas a adubação fosfatada deu efeitos significativos, obtendo-se o maior aumento de produção com 60 kg/ha de P2O5. O efeito do fósforo ampliou-se do primeiro para o terceiro ano. Em média, o efeito do potássio foi pequeno, devido aos resultados obtidos nos dois primeiros anos; no último, êle cresceu consideravelmente. Em 1949/50, verificou-se ter sido prejudicada a genninação, devido à concentração do cloreto de potássio nos sulcos de plantio. O aumento de produção pela aplicação de azoto também foi pequeno, diminuindo proporcionalmente, do primeiro para o terceiro ano, ao contrário do fósforo e do potássio. Nos dois primeiros anos o melhor tratamento foi 121; no último foi 131, isto é 25 - 75 - 25 kg/ha de N - P2O5 - K2O. A produção de colmos reagiu do mesmo modo que a de grãos, porém em menor escala. Pode-se dizer que houve geral concordância entre as produções de grãos e de colmos, às crescentes doses de azoto, fósforo e potássio, aplicadas.

MORTALIDADE DE BLATTELLA GERMANICA (L.) (BLATTODEA: BLATTELLIDAE) EM FUNÇÃO DA PORCENTAGEM DE EXPOSIÇÃO AOS INSETICIDAS E DO TIPO DE SUPERFÍCIE, ANTES E APÓS A LAVAGEM

RESUMO Entre as espécies sinantrópicas de baratas, a barata alemã, Blattella germanica (L., 1767), é a mais importante por desenvolver altas populações em habitações. Este trabalho objetivou avaliar a mortalidade de B. germanica exposta a diferentes áreas tratadas, com quantidade equivalente de inseticidas e verificar a mortalidade provocada por inseticidas em superfícies lisa e rugosa, antes e após lavagem. Os experimentos foram conduzidos no Departamento de Fitossanidade da UNESP/FCAV de Jaboticabal, SP. No primeiro experimento, a aplicação dos inseticidas foi realizada sobre placas de Petri, com áreas de exposição ao inseticida de 25, 50, 75 e 100%. No segundo, a aplicação foi realizada com pulverizador costal pressurizado, sobre superfícies lisa (de azulejo) e rugosa (de cimento), que posteriormente foram lavadas com detergente e água corrente. Foram utilizados os inseticidas cypermethrin (Cynoff 400 PM) 2,5 g p.c./L; deltamethrin (Deltagard WG 250) 1,0 g p.c./L; lambda-cyhalothrin (Icon 5 CE) 5,0 mL p.c./L e uma testemunha sem aplicação. Foram confinadas, por quinze minutos, cinco baratas adultas no primeiro experimento e dez no segundo. As avaliações de mortalidade foram realizadas 0, 1, 2, 4, 24, 48 e 72 horas após o confinamento. Assim, conclui-se que os inseticidas aplicados em 50%, 75% e 100% das áreas resultaram em alta mortalidade de B. germanica. Os inseticidas cypermethrin , deltamethrin e lambda-cyhalothrin foram eficientes no controle de B. germanica, antes da lavagem, na superfície lisa. A eficiência de controle dos inseticidas foi maior na superfície lisa que na superfície rugosa. Após a lavagem, a eficiência diminuiu em ambas as superfícies.

Year

2011

Creators

Silva,I.C. Ferreira,M.C. Parreira,R.S. Martinelli,N.M. Pazini,W.C.

Adubação do milho: IV - Adubação azotada em cobertura

No presente trabalho são apresentados os resultados de quatro ensaios de adubação do milho, conduzidos de 1949/50 a 1952/53, na Estação Experimental Central, Campinas, com o fito de investigar-se o efeito da aplicação parcelada de azoto em diversas fases do desenvolvimento dessa planta. Em cada ano se utilizou uma área diferente, mas sempre de terra roxa misturada. Os adubos usados foram salitre do Chile, superfosfato e cloreto de potássio, na dose de 60 kg/ha de N, P2O5 e K2O. P e K foram aplicados nos sulcos de plantio. A dose de N foi empregada : a) tôda nos sulcos de plantio ; b) 2/3 nos sulcos de plantio e 1/3 em cobertura, por ocasião do desbaste ; c) 1/3 nos sulcos de plantio e 2/3 no desbaste ; d) 1/3 nos sulcos, 1/3 no desbaste e 1/3 no florescimento. Nas condições dos ensaios, quanto mais fracionada a dose total e menor a porção aplicada nos sulcos de plantio, tanto maior foi a resposta do milho ao azôto. Aparentemente, o parcelamento diminuiu a lixiviação do nitrato antes que o milho o pudesse absorver em escala apreciável, assim como, durante a germinação, os danos pelo excesso de concentração de sais.

Year

1955

Creators

Viégas,G. P. Catani,R. A. Freire,E. S.

BIOTRANSFORMATION OF A PAPER AND CELLULOSE FACTORY EFFLUENT IN THE PRESENCE OF LACCASE AND HORSERADISH PEROXIDASE

ABSTRACT The biodegradation of effluent from an industrial paper mill was monitored in relation to the parameters total phenols, low molar mass phenols and color during its incubation with laccase (Novozymes), laccase-HBT and peroxidase (Merck). The results revealed that the laccase reduced the effluent color by 37% and the peroxidase by 43%. Also, the enzymes had a great efficiency in the reduction of color, total phenols and high molar mass compounds contained in the effluent, indicating that depolymerization occurred.

Vitamina C em "cabeludinha" (Myrciaria glomerata Berg)

Êste trabalho faz parte do estudo do melhoramento genético das mirtáceas frutíferas, que vem sendo realizado pela Seção de Frutas Tropicais do Instituto Agronômiso e pela Seção de Genética da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", em Piracicaba. Colaboraram na parte analítica a Seção Técnica "Química Agrícola" e a Cadeira de Química, da "Luiz de Queiroz''. A extração de vitamina C foi feita num liqüidificador durante dois minutos, utilizando-se o ácido oxálico a quatro por mil como solução protetora. A determinação se fez no "EEL. portable colorimeter". A determinação do conteúdo de vitamina C no fruto integral de plantas expostas ao pleno sol revelou o seguinte : planta 1, 2147 mg/100 g ; planta 2, 2389 mg/100 g ; planta 3, 2322 mg/100 g de fruto (vêr figura 1-A). Os teores de ácido ascórbico encontrados nos graus de maturação foram : fruto verde, 2716 mg/100 g ; fruto de vez, 2391 mg/100 g; fruto maduro, 2417 mg/100 g. O fruto verde tem o teor mais alto, enquanto o de vez e o maduro não diferem entre si. Também foram analisadas as diversas partes do fruto maduro, encontrando-se na casca 2482 mg/100 g e na polpa 3018 mg/100 g. Isto quer dizer que na "cabeludinha" a riqueza em ácido ascórbico aumenta da periferia para o centro. Tal fato é de suma importância, uma vez que só é aproveitada a polpa, portanto, a parte mais rica do fruto. Determinou-se também o conteúdo de vitamina C no fruto integral e maduro, de plantas sombreadas, encontrando-se na planta 1, 717, 28 mg/100 g; na planta 2, 838,66 mg/100 g ; na planta 3, 560,83 mg/100 g ; na planta 4, 713, 28 mg/100 g. Êstes resultados indicam, provavelmente, que as plantas localizadas à sombra são bem mais pobres em ácido ascórbico que aquelas crescendo ao sol; indicam ainda, que entre as plantas sombreadas há diferenças significativas, talvez de origem genética. As figuras dos gráficos 3 e 4 mostram, respectivamente, que a "cabeludinha" é a fonte mais rica de vitamina C entre as mirtáceas nacionais e de tôdas as frutas brasileiras. Comparando-se a "cabeludinha" com outras frutas exóticas, ricas em ácido ascórbico, nota-se que somente a cereja das Antilhas (Malpighia spp.) lhe leva vantagem.

Year

1955

Creators

Sobrinho,J. Soubihe Pelegrino,D. Gurgel,J. T. A. Leme Júnior,J. Malavolta,E.

Adubação do milho: V - Considerações sôbre o uso de excesso de sementes em trabalhos experimentais

Nos ensaios em que os adubos são aplicados nos sulcos de plantio, a redução no "stand" inicial ou de emergência, embora nem sempre seja um índice seguro, é, contudo, o mais prático de que se dispõe para verificar os danos freqüentemente causados pelo excesso de concentração de sais. Observações feitas em vários ensaios de adubação do milho realizados na Estação Experimental Central, Campinas, mostraram que, usando-se sementes em excesso e fazendo-se desbaste com o objetivo de uniformizar os "stands" dos canteiros experimentais, corrige-se parcial ou totalmente aquela redução. Tal correção dificulta, ou mesmo impede, a exata interpretação dos resultados obtidos, quando certos adubos, por terem sido aplicados de modo inadequado, deprimem a produção ou não a aumentam nas proporções esperadas. Isso tem concorrido para que se subestimem os freqüentes prejuízos provocados pelo emprêgo de adubos nos sulcos de plantio, retardando o reconhecimento da inconveniência dêste método de aplicação.

Year

1955

Creators

Freire,E. S. Viégas,Glauco P.

Ensaios sôbre desidratação de vegetais

Êste trabalho, que reune resultados de ensaios de secagem efetuados em Campinas pelo processo de ar quente, em um secador em forma de túnel yertical, semi-industrial e especialmente construido para êsse fim, representa uma contribuição para o estudo da desidratação de diversos dos nossos alimentos. Observou-se que os produtos amiláceos, tais como batatinha (Solanum tuberosum L.), cenoura (Daucus carota L. var. sativa D.C.), ervilhas (Pisum sativum L.), mandioca (Manikot utilissima Pohl) e mandioquinha (Arracacia xanthorrhiza Bancr.) podem ser sêcos entre 40 e 55°C de temperatura, em tempo variável de 5-10 horas, conforme a densidade de distribuição do material nas bandejas do secador. O feijão guandu (Cajanus cajan L. Millsp.) bem como a batata doce (Ipomoea batatas Lam.) constituíram exceção ao tempo de secagem, levando 15 horas para secar.

Year

1955

Creators

Tosello,André Veiga,Aby de Arruda

Seca da semente de café ao sol

O presente trabalho diz respeito a estudos realizados com o objetivo de observar a influência da luz solar sôbre a capacidade germinativa da semente despolpada de café e verificar, portanto, a possibilidade de se efetuar a seca desta semente exclusivamente ao sol. Além de um ensaio preliminar, foram efetuados mais outros dois, compreendendo, ao todo, duas secas ao sol, duas em um secador a baixa temperatura (±28°C), uma a sombra e uma em um secador a alta temperatura (±40°C). Pelas correlações entre as porcentagens de germinação e de umidade, que foram estabelecidas após diferentes períodos de secagem, foram tiradas as duas seguintes conclusões, que são as principais com relação ao objetivo dêstes ensaios : 1) Os raios solares são prejudiciais à capacidade germinativa da semente de café; sua nocividade acha-se, porém, intimamente ligada ao teor de umidade na semente. 2) À vista da conclusão acima, verifica-se que a semente despolpada de café e, muito provavelmente, também a não despolpada, podem ser perfeitamente sêcas a pleno sol sem que haja prejuízo para sua vitalidade, uma vez que sejam recolhidas antes que o seu teor de umidade caia abaixo do ponto crítico de 8% - 9%.

Melhoramento da videira

Os primeiros trabalhos sôbre o melhoramento da videira no Brasil datam de 1895 e se devem a Pereira Barreto e seus colaboradores. Entre 1930 e 1940, em Amparo, Paulino Recch, Nicolau Martorano e Pedro Araujo, dedicaram-se ao melhoramento da videira obtendo espécimes de real valor. A partir de 1943, no Instituto Agronômico, a Seção de Viticultura vem desenvolvendo um programa traçado para prover a nossa viticultura de abundante material melhorado para múltiplas finalidades. Cogita-se da obtenção de variedades novas para porta-enxertos, para mesa, vinho, suco não fermentado e passa. Essas variedades devem apresentar características de adaptação e acomodação ao nosso meio ambiente ; resistência às moléstias e pragas, e ao apodrecimento ocasionado pelas chuvas ; boas características específicas para mesa, vinho e suco não fermentado (1 a 18). Para execução do programa foi utilizado o material existente nas coleções do Instituto Agronômico, e importado novo material das Américas do Norte e Central. Dos capítulos mais importantes, um que está sendo atacado é o da produção de uvas de mesa isentas de sementes, ou apirenas. Igual importância tem o referente às diferentes combinações com as variedades tropicais, principalmente Vitis gigas e V. tilixfolia. Os resultados até agora obtidos são animadores : o Instituto Agronômico já dispõe de novos porta-enxertos em estudo, novas variedades de mesa com características de grande valor, numerosas variedades para produção de bons vinhos, bem como outras que, combinadas em diferentes proporções, produzem excelente suco não fermentado. Os trabalhos prosseguem e, não sendo interrompidos, poderão trazer reais vantagens à viticultura nacional.

Year

1955

Creators

Santos Neto,José Ribeiro Almeida

Morfologia da flor e formação do fruto no amendoim cultivado (Arachis hypogaea, L.)

O amendoim comum pertence à espécie Arachis hypogxa L. ; outras espécies não apresentam valor econômico algum. As variedades comerciais podem ser reunidas em três grupos - Virgínia, Spanish e Valência - de acôrdo com a distribuição das gemas vegetativas e reprodutivas e também com o número de sementes por fruto. Nêste trabalho é apresentado um estudo da morfologia, duração e fertilização da flor, mostrando que no amendoim não existe a suposta distinção de flôres férteis e estéreis. Também a formação do fruto é descrita, mostrando a interessante característica desta planta, que é ter flôres aéreas e frutos subterrâneos.

Genética de Coffea: XXII - Novas observações sôbre a influência do alelo na, na produção dos cafeeiros

As progênies de cafeeiros murta são constituídas de plantas bourbon (ttNaNa), murta (ttNana) e anãs (ttnana), na proporção de 1:2:1. A fim de comparar as produções de cafeeiros bourbon e murta, progênies de 14 plantas matrizes murta foram estudadas em Campinas, cada progênie sendo inicialmente constituída de 10 plantas murta e 10 plantas bourbon. Em Pindorama estudaram-se apenas cinco progênies, constituída cada uma delas de cinco plantas murta e cinco bourbon. Tôdas foram plantadas a um pé por cova, para estudo das produções individuais. As plantas anãs não foram levadas para o campo por serem de desenvolvimento excessivamente lento e apresentarem produção pràticamente nula. Algumas delas foram conservadas em viveiro a fim de se observar seu desenvolvimento e frutificação. Verificou-se maior número de falhas entre as plantas murta do que entre as bourbon, principalmente em Campinas, indicando que os cafeeiros murta são mais fracos do que os cafeeiros bourbon. Em Pindorama esta diferença foi menos acentuada. A produção total média no período 1939-1952 em Campinas e em Pindorama foi analisada, confirmando-se os resultados já anteriormente obtidos, em Campinas, de que a produção do conjunto de plantas bourbon é bem maior do que a das plantas murta. A parte bourbon produziu cêrca de 70% a mais em Campinas e 100% a mais em Pindorama, do que a parte murta. O alelo na, além de influir sobre alguns caracteres morfológicos, deve ser o principal responsável pela drástica redução da produtividade das plantas murta. Os efeitos do alelo na não se fazem sentir no tamanho e peso dos frutos e sementes. É mais provável que a ação dêste alelo se relacione com a redução do número total de flores nas plantas murta ou no pegamento destas flôres, resultando em um menor número de frutos, em relação às plantas bourbon.

Observações sôbre as manchas ferruginosas internas (chocolate), em tubérculos de batatinha

É comum observar-se, em diferentes variedades de batatinha (Solanum tuberosum L.), principalmente quando cultivadas no chamado "período das águas", setembro-fevereiro , a presença de manchas ferruginosas no interior dos tubérculos, vulgarmente conhecidas pela denominação de "chocolate". Com a finalidade de constatar qual a região da batatinha onde4 elas se localizam, e de correlacionar a presença das manchas aos característicos externo* tais como aspereza da película, presença de brotos novos necrosados e, ainda, com o tamanho e forma dos tubérculos, foram feitas observações em diversas variedades e em clones criados no Instituto Agronômico.

Melhoramento do cafeeiro: VIII - Novas determinações sôbre poliembrionia, sementes sem embrião e lojas dos frutos sem sementes em Coffea

No presente trabalho são apresentadas observações sôbre a freqüência de várias anomalias encontradas em frutos e sementes de diversas variedades de Coffea arabica, em C. canephora, C. Dewevrei, C. congensis, C. liberica e em alguns híbridos interespecíficos. C. arabica var. typica foi considerada como padrão nas comparações realizadas no grupo de variedades dessa espécie. De um modo geral as sementes poliembriônicas apresentam dois embriões. No entanto, algumas sementes com três embriões foram também achadas, porém com freqüência mais reduzida. Observou-se 1,19% de sementes poliembriônicas na var. typica, enquanto a incidência dêste tipo de sementes foi de 3,47% para a var. angustifolia e 3,16% para a var. erecta. Proporções muito reduzidas de sementes poliembriônicas foram encontradas em C. canephora (café Robusta), C. congensis (Congensis Bangelan) e no híbrido tetraploide C. arabica x C. Dewevrei (cafeeiro 387). Sementes sem embrião foram achadas com maior freqüência no Caturra Amarelo, Cêra, Goiaba Amarelo e Nana, e no café Kouillou (C. canephora), Congensis Bangelan, C. Dewevrei e no híbrido interespecífico C. liberica x C. Dewevrei. A alta freqüência de sementes sem embrião no Caturra Amarelo é limitada a um cafeeiro, C 476-15, e a algumas plantas de sua progênie. Êste característico provavelmente é hereditário. Verificou-se que a var. typica de C. arabica apresenta 0,21% de lojas do fruto com falsa poliembrionia. As porcentagens correspondentes para o Mundo Novo, Bourbon Amarelo e Mokka foram de 5,34, 4,97 e 4,91, respectivamente. Em C. congensis (Bangelan) e C. Dewevrei, esta anomalia foi encontrada com alta freqüência. A falsa poliembrionia é responsável pelas sementes "concha", as quais podem se formar em frutos com um, dois ou três lóculos desenvolvidos. A freqüência de lojas vazias, sem sementes, foi de 6,60% para a var. typica, enquanto o café Mundo Novo e a var. erecta apresentaram 29,50 e 30,00%, respectivamente. Entre as outras espécies, C. Dewevrei, C. canephora (Robusta) e C. liberica x C. Dewevrei apresenta incidência maior desse defeito. Sementes moca ocorrem com freqüência variável nas variedades de C. arabica : é baixa em C. Dewevrei e mais elevada para C. canephora, C. congensis e nos híbridos arabica x Dewevrei e liberica x Dewevrei. A freqüência de sementes oriundas de frutos triloculares é mais elevada nas variedades de C. arabica, purpurascens, semperflorens, mokka e Bourbon Amarelo. Proporções muito elevadas dêste tipo de sementes foram encontradas para algumas variedades de C. Dewevrei.

Adubação do milho: VI - Ensaios sôbre modos de aplicação dos adubos

Nêste artigo os autores apresentam os resultados obtidos em quatorze ensaios, realizados, entre 1936-37 e 1944-45, nas Estações Experimentais Central (Campinas), de Mocoea, Pindorama e Ribeirão Prêto, e nos quais foram estudados vários métodos de aplicação de adubos na cultura do milho. Como base de comparação serviu sempre o método geralmente adotado entre nós, segundo o qual os adubos são espalhados, no momento do plantio, nos sulcos destinados às sementes, e levemente misturados com a terra dêsses sulcos. Dentre os outros métodos usados nos ensaios figurou principalmente o da aplicação em sulco aberto 10 cm ao lado do destinado ao plantio. Os adubos empregados no estudo foram : superfosfato, farinha de ossos, cloreto de potássio, cinzas de café, salitre do Chile e torta de algodão. Para os adubos fosfatados, a aplicação nos sulcos de plantio foi tão eficiente quanto a lateral ; para os azotados e potássicos, que, com freqüência, prejudicam a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas, a aplicação lateral se mostrou consistentemente superior. Os resultados obtidos indicam que a adoção da aplicação lateral poderia concorrer para aumentar consideravelmente o efeito dos adubos azotados e potássicos em nosso meio.

Fermentação alcoólica do caldo da cana de açúcar var. Co. 290. III. Efeito da aplicação de doses crescentes de sulfato de amônio sôbre o rendimento alcoólico

O caldo da cana de açúcar var. Co. 290 foi enriquecido com doses crescentes de sulfato de amônio, para observar a influência dêste sal sôbre o rendimento alcoólico. Observou-se um acréscimo gradativo quando foram empregadas doses de sulfato de amônio variando de 0,25 a 0,75 g/l, sendo esta última a que resultou na obtenção dos valores mais elevados para o rendimento alcoólico; doses superiores a 0,75 g/l produziram redução.

Resultados de ensaios de adubação em cana de açúcar

No presente trabalho são apresentados resultados preliminares, obtidos em quatro ensaios de adubação da cana de açúcar de 18 meses, instalados na Usina Tamôio, Município de Araraquara, em 1951. O objetivo foi obter dados sobre as adubações mais adequadas, para os diversos tipos de solo daquela Usina. Estudaram-se quatro níveis de fósforo e de potássio, em presença e ausência de nitrogênio protêico, utilizando-se um delineamento fatorial 2x4x4 (NPK). Os níveis dos fertilizantes empregados, em kg/ha, foram 0 e 30 de nitrogênio e 0,30, 60 e 90 de p2o5 e de K2O. O nitrogênio foi empregado sob a forma de torta de algodão e o fósforo e o potássio, sob as formas de superfosfato simples e cloreto, respectivamente. A adubação foi realizada nos sulcos, por ocasião do plantio, e a variedade de cana empregada a Co. 290. Os resultados mostraram que o nitrogênio sob a forma proteica elevou significativamente a produção nos quatro ensaios. O fósforo em três ensaios apresentou aumento significativo de produção, proporcional aos níveis de P2O5 empregados, o mesmo se verificando com relação ao potássio, em dois dêsses ensaios.

Year

1956

Creators

Aguirre Jr.,J. M. de Alvarez,R. Segalla,A. L. Arruda,H. V. Penteado,A. C.

Influência da matéria orgânica na capacidade de troca de cations do solo

Os solos do Estado de São Paulo possuem, predominantemente, argilas do tipo caolinita, de baixa capacidade de cations permutáveis, o que leva a atribuir à matéria orgânica uma grande parte da capacidade de troca de catíons dêsses solos. Para avaliar a capacidade de troca de cations da fração orgânica, é esta destruida pela H2O2 a 12%, dosando-se, pelo processo de acetato de amónio, a C.T.C, no solo original e no solo tratado. Dos trabalhos efetuados, verificou-se que nos solos argilosos as primeiras frações da matéria orgânica destruidas possuem pequena capacidade de troca de catíons, enquanto as mais resistentes têm essa propriedade em maior escala. Nos solos arenosos, todas as frações orgânicas parecem apresentar a capacidade de troca com a mesma magnitude. Para os solos arenosos e terras roxas há indicações de existir um teor crítico de carbono, abaixo do qual a fração orgânica inibe a capacidade; de troca de cations da fração mineral. Acima desse teor deve também haver diminuição, porém em virtude da matéria orgânica possuir alta capacidade de troca, tal fenômeno não é aparente. Os solos argilosos, tipo Massapé-Salmourão, deram resultados muito esparsos e nenhuma conclusão se obteve. Nos solos argilosos a C.T.C, da matéria orgânica representa 30 a 40% da total e nos solos arenosos, 50 a 60%. A maior produção agrícola do Estado está situada nos solos arenosos do tipo Bauru, onde o teor de matéria orgânica é pequeno, as condições de decomposição da matéria orgânica são ótimas e a sua influência na capacidade de troca de cations é bastante elevada. Conclui-se que a matéria orgânica é crítica para qualquer plano de fertilidade dum solo, principalmente para os arenosos.

Longevidade de Dysdercus. I - Fêmeas adultas de Dysdercus mendesi bloete, em condições de laboratório

Estudando a biologia de Dysdercus mendesi Bloete, em condições de laboratório, e tendo sido feitas anotações concernentes às datas de emergência e morte de 539 fêmeas adultas, foi possível fazer um estudo sôbre a longevidade dêsse inseto, naquelas condições. O efeito da temperatura, na sobrevivência do inseto, também é estudado. Verificou-se que, em média a fêmea adulta viveu 24,78 dias, em laboratório ; a temperaturas de 15-18 °C, a longevidade foi de 38,69 dias, enquanto para 24-25°C foi de somente 9,26 dias.

Nematóides que parasitam a soja na região de Bauru

Entre os sérios fatôres que atuam contra a expansão da cultura da soja no Estado de São Paulo, acha-se o representado por nematóides parasitos. Dêstes, os que mais têm atraído a atenção dos cultivadores e fitopatologistas são as espécies formadoras de galhas no sistema radicular (Meloidogyne spp.). O estudo do material atacado coligido em Bauru revelou que, naquela região, três formas se acham envolvidas, a saber : Pratylenchus sp., Meloidogyne incognita (Kofoid & White, 1919) Chitwood, 1949 e M. javanica bauruensis n. subsp. Neste trabalho é estudada a nova subespécie, sendo também apresentadas algumas observações sobre a população de M. incognita.

Adubação do milho: VII - Ensaios com torta de algodão

No presente estudo são apresentados os resultados obtidos em dez ensaios - três dos quais repetidos, nos mesmos canteiros, por cinco, sete ou oito anos - visando investigar o efeito da torta de algodão empregada isoladamente ou em combinação com cinzas de café e farinha de ossos. Êsses ensaios foram realizados entre 1943-44 e 1951-52 e localizados em sete diferentes estações experimentais do Estado de São Paulo : Campinas, Capão Bonito, Jaú, Pindamonhangaba, Ribeirão Prêto, Santa Rita do Passa-Quatro e Sorocaba. Enquanto a farinha de ossos só aumentou significativamente a produção em Santa Rita, e as cinzas de café, em Santa Rita e Ribeirão Prêto, a torta de algodão provocou aumentos significativos em Santa Rita (dois ensaios), Ribeirão Prêto, Jaú e Campinas Nem sempre a torta deu os resultados esperados, para isso concorrendo, conforme o caso, a elevada fertilidade de algumas terras, o tempo e outros fatores desfavoráveis. Umfator, que em muitos casos contribuiu para diminuir o efeito da torta, foi a redução por ela causada no "stand". Na dose de 500 kg/ha, e completada com outros adubos, onde necessário, a torta de algodão mostrou ser ótima fonte de nutrientes para o milho, mas seu efeito é muito variável quando a aplicação é feita nos sulcos de plantio e no momento em que este é efetuado.