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Prevalência de sobrepeso entre funcionários de um hospital universitário
Estudo descritivo que apresenta dados parciais do Projeto Avaliação dos Fatores Potencializadores de Saúde-Adoecimento dos Trabalhadores do HCPA, o objetivo é de avaliar a associação entre sobrepeso, através do Índice de Massa Corporal (IMC) e distribuição de gordura corporal com a prática de atividade física regular (AFR), idade, sexo, cargo de trabalho, tabagismo e escolaridade. O período estudado foi de julho a dezembro de 2008, com uma mostra de 724 sujeitos. Foi utilizado o programa SPSS, versão 16.0, e análise pelo teste Qui-quadrado, nível de significância 5%. Verifica-se que 54% encontram-se com sobrepeso ou obesidade e na variável cintura aumenta para 69,2% dos profissionais classificados na faixa de risco para doenças cardiovasculares (DCV). A média e desvio-padrão de IMC em 715 trabalhadores é de 26,22±4,49. Quanto às demais variáveis em estudo, 58,8% têm idade de 40 anos ou mais e 68,1% são do sexo masculino (p-valor=0,001). O grupo com menos de 15 anos de estudo teve uma proporção maior de IMC (pvalor= 0,002), refletindo na categoria profissional: técnicos e auxiliares de enfermagem (58,9%), comparado aos enfermeiros (36%) (p-valor=0,002). Fato também encontrado ao avaliar Razão Cintura-Quadril (RCQ). Também houve correlação entre sobrepeso com os valores referentes à circunferência da cintura para risco muito aumentado de DCV (88,8%) e da RCQ com risco de DCV (69,2%) (p-valor=0,001). Entre os indivíduos da amostra em relação à RCQ verifica-se maioria no sexo feminino (p=0,000). Tabagismo e prática de AFR em relação ao IMC e RCQ não apresentaram significância estatística. Intervenções visando à prevenção com adoção de hábitos de vida mais saudáveis no trabalho, a prática de AFR, eliminação do fumo e melhoria dos padrões nutricionais implicaria na redução do peso e doenças evitáveis.
Avaliação da relação entre peso ao nascer e variáveis relacionadas ao comportamento alimentar em escolares
Introdução: A relação entre crescimento intrauterino restrito (CIUR) e o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta (ex.: obesidade, diabetes melito tipo II, hipertensão) está bem estabelecido. Mais recentemente novas evidências sugerem que indivíduos que sofreram CIUR têm comportamento e preferências alimentares alterados desde a infância, preferindo o consumo de alimentos ricos em açúcares ou gorduras e consumindo menos frutas e vegetais. Uma questão que pode surgir é se as regras alimentares parentais podem influenciar este processo, uma vez que uma família criando uma criança de baixo peso ao nascer poderia ser mais permissiva em relação ao consumo de alimentos mais calóricos como forma de estimular seu crescimento. Este estudo objetiva determinar 1) se o baixo peso ao nascer está associado a um maior consumo de açúcares e/ou gorduras entre 6-12 anos de idade e 2) se as regras alimentares parentais diferem entre as crianças de baixo peso ao nascer e as de peso normal ao nascer nesta idade. Métodos: 616 famílias foram recrutadas de 9 comunidades da área metropolitana de Montreal para uma entrevista telefônica de 50 minutos a respeito de dados demográficos, antropometria das crianças (peso e altura) e atividades físicas. Uma subamostra de 254 famílias também respondeu questões adicionais em um questionário online, incluindo regras alimentares parentais e um questionário de frequência alimentar completo. A razão de crescimento fetal (birth weight ratio, BWR) foi calculada (peso ao nascimento/ média de peso ao nascimento da população, ajustada para sexo e idade gestacional) e foram considerados CIUR aqueles com BWR menor que 0,85. Resultados: A amostra incluiu 130 meninos (25 CIUR) e 124 meninas (13 CIUR) (p=0,06) sem diferenças de idade, renda familiar, idade gestacional, escore Z de índice de massa corporal atual ou etnia entre os grupos. Um modelo de regressão linear generalizada mostrou uma interação entre sexo e BWR contínuo na porcentagem de calorias derivadas de gorduras no consumo habitual [Wald=4,949; df=1; p=0,026], na qual os meninos mostraram maior consumo deste macronutriente conforme o BWR reduz [B=-4,988, CI -10,276; 0,299], sem correlação nas meninas [B=3,695, CI -2,166; 9,555]. Em relação às regras parentais, os domínios controle alimentar, regras de encorajamento e de restrição não diferiram entre os grupos. Conclusão: Este estudo mostra que meninos com CIUR tem preferência aumentada por dietas ricas em gorduras e que regras alimentares parentais não parecem ter um papel específico neste comportamento. É provável que fatores biológicos como programação fetal de rotas homeostáticas e/ou hedônicas possam estar envolvidos.
Insatisfação e percepção da imagem corporal e sua associação com o índice de massa corporal em estudantes de ensino médio de escolas públicas de Porto Alegre/RS
Introdução: A imagem corporal pode ser entendida como a imagem que formamos em nossa mente a respeito de nosso próprio corpo. Esta sendo influenciada por diversos fatores, como, aspectos culturais, sociais, cmportamentais e afetivos. A prevalência elevada de insatisfação com a imagem corporal tem sido observada na última década, principalmente em escolares, pois é considerada como um fator de risco para a obesidade e transtornos alimentares. Objetivo: Avaliar a insatisfação e percepção da imagem corporal em estudantes do Ensino Médio de escolas Públicas de Porto Alegre e sua associação com o índice de massa corporal (IMC). Metodologia: Estudo transversal realizado com escolares matriculados no ensino médio de escolas públicas de Porto Alegre/RS. A amostra do estudo foi composta por 810 participantes. Para avaliar a percepção e insatisfação da imagem corporal foi utilizado a escala de nove silhuetas corporais proposta por Stunkard et al. O estado nutricional foi avaliado a partir do IMC, para adolescentes foi utilizado o escore Z de IMC para a idade e sexo, e para os adultos, foi utilizada para a classificação os pontos de corte ambos estabelecidos pela Word Health Organization (WHO). Resultados: A prevalência de sobrepeso encontrada foi de 18,6% e de 9,5% para obesidade. Entre os estudantes, 78,3% estavam insatisfeitos com sua imagem corporal. Além disso, houve associação estatisticamente significativa entre a insatisfação da imagem corporal com o sexo (p<0,05) e o IMC (p< 0,05). Em relação à percepção da imagem corporal, 50% dos obesos consideravam-se eutróficos. Conclusão: Os escolares apresentaram uma alta prevalência de excesso de peso, e a insatisfação corporal esteve associada com o sexo e o IMC. Também foi observada uma distorção da imagem corporal principalmente em obesos.
Uso não aprovado e não padronizado de medicamentos em enfermaria pediátrica e associação com sazonalidade
A prescrição não padronizada (NP) ou não aprovada (NA) de medicamentos é comum em Pediatria e não constitui prática negligente, pois pode ser necessária para proporcionar tratamento para o paciente, já que muitas vezes não há alternativas aprovadas. Isso indica provável avaliação inadequada no processo de registro dos mesmos. Objetivo: determinar a frequência atual de uso NA e NP de medicamentos em crianças de um mês a 12 anos incompletos internados em unidade de internação pediátrica (UIP) de hospital universitário, bem como o porquê de serem classificadas como tal (idade, dose, apresentação, frequência, via, indicação), que fatores justificam sua utilização e se há associação desse tipo de prescrição com a sazonalidade. Metodologia: Estudo transversal, observacional, retrospectivo, realizado através da revisão por sete dias das prescrições dos pacientes admitidos em UIP em agosto de 2014 e janeiro de 2015. Cada medicação prescrita foi avaliada com relação à aprovação e padronização do uso, por consulta ao site da FDA (NP, NA ou aprovado). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. Prematuridade (PMT), necessidade de internação em UTI e tempo de permanência foram usados como fatores associados ao uso NP/NA. Análise dos resultados foi realizada com Teste t de Student, Mann-Whitney, qui-quadrado e Kruskal-Wallis. Resultados: Incluídos 157 pacientes, 84 do sexo masculino, 26 PMT (122 com dados disponíveis). A mediana de idade foi 18 meses e de permanência foi 24 dias. Foram identificados 1328 itens de prescrição (média de 8,4 itens/paciente) e apenas dois pacientes sem usos NP/NA. Identificaram-se 27% de prescrições NA e 44,6% de NP no inverno e 29,6% de NA e 45,1% de NP no verão. Computaram-se 188 medicações, sendo as mais prescritas Paracetamol (11%) e Dipirona (9,5%). Houve diferença entre os grupos inverno e verão apenas para NP para dose (1 vs 2, p=0,004). A mediana de prescrições NA/NP foi maior no grupo que necessitou internação em UTIP em ambas as estações (7 vs 4, p=0,015 no inverno e 9 vs 4, p<0,001 no verão). Os pacientes que permaneceram internados por mais de 24 dias apresentaram mediana de prescrições NA/NP maior do que o grupo internado por menos tempo (4 vs 6, p=0,007 no inverno e 4 vs 9 p<0,001 no verão). Conclusão: Uso "não apropriado" de medicamentos em crianças no nosso meio está de acordo com a literatura mundial e aparentemente não sofre influência da sazonalidade Os pacientes mais frequentemente expostos a prescrições NA/NP foram aqueles com necessidade de internação em UTIP e maior tempo de permanência. Esses parâmetros podem sugerir associação da prescrição NA/NP com pacientes com doenças mais graves. Os pacientes prematuros apresentaram padrão semelhante de prescrição quanto a medicamentos NP/NA, em relação aos não prematuros, provavelmente devido a pouca representatividade na nossa amostra. É possível que a maior não padronização para a apresentação nesse estudo seja relacionada à utilização de outras formulações em âmbito nacional. Isso leva à necessidade de avaliação dentro de bulário brasileiro (ANVISA) para mais conclusões.
2022-12-06T16:18:06Z
Dornelles, Alícia Dorneles
Banheiros públicos : acesso por trabalhadores e moradores de rua ; estudo exploratório em Porto Alegre
Este projeto de pesquisa tem por objetivo mapear os banheiros públicos de Porto alegre, analisando a situação de acessibilidade dos moradores e trabalhadores de rua frente à procura de locais adequados para alívio de suas necessidades fisiológicas e higiene. A análise se fará a partir de uma pesquisa com trabalhadores e moradores de rua sobre o uso dos banheiros públicos, quais as características de higiene, limpeza, e localização encontradas, se a distribuição, limpeza e acesso vão de encontro às necessidades da população entrevistada. Com o intuito de promover, a partir dessa pesquisa, reflexões que viabilizem a criação de políticas públicas, que facilitem o acesso da população de rua e trabalhadores de rua às necessidades básicas de saúde. Garantindo o direito à cidadania e acesso aos espaços públicos, assim como, objetivando através desses a inclusão social, a elevação da auto-estima, do sentimento de dignidade, afim de, proporcionar o bem estar físico e mental daqueles que necessitam utilizar esses espaços.
O acesso e a permanência das usuárias segundo raça/cor no Programa de Serviço de reprodução assistida de um hospital universitário de Porto Alegre/RS
O objetivo do estudo foi descrever como se dá o acesso e a permanência das mulheres atendidas segundo raça/cor no Programa de Reprodução Assistida de um hospital universitário de Porto Alegre/RS, e caracterizá-las quanto aos aspectos raciais, sociodemográficos e econômicos. Foi um estudo transversal descritivo, com análise das entrevistas de 146 mulheres, todas as que receberam a primeira consulta de enfermagem no período de janeiro de 2013 a março de 2014. Os resultados apontaram que a maioria das mulheres eram residentes da Mesorregião Metropolitana, sendo 76% delas brancas e 24% pretas/pardas. A causa de infertilidade mais frequente, tanto para as mulheres brancas quanto para as pretas/pardas, foi aderência/obstrução das trompas, com 41% e 44%, respectivamente. Verificou-se que o acesso das mulheres negras ao programa foi proporcional à população destas no estado do Rio Grande do Sul. O estudo também salienta a importância da sensibilização do serviço de enfermagem para as diferenças étnicas/raciais das usuárias.
Avaliação da territorialização e população de referência das equipes de atenção básica no Brasil : um estudo elaborado a partir do primeiro ciclo de avaliações do PMAQ
O presente trabalho discute as questões relativas à territorialização e à população de referência no âmbito da atenção básica a partir dos dados do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade, considerando as respostas dadas pelos profissionais no módulo II do instrumento de avaliação durante o primeiro ciclo do programa. A análise dessa temática é significativa e possui o intuito de verificar a organização da atenção, da rede de serviços e das práticas sanitárias locais a fim de identificar os riscos e vulnerabilidades apresentadas por cada população para que as intervenções de saúde sejam mais eficientes e eficazes. A metodologia utilizada se refere à verificação das questões elaboradas no PMAQ, as quais transformaram-se em variáveis de um banco de dados criado no Programa Excel®. A análise estatística desses dados foi transportada para o Programa SPSS® (Statistical Package for the Social Sciences) versão 20. Os resultados demonstram o quanto alguns aspectos sobre a territorialização ainda são pouco explorados. Os dados também refletem o quanto é frágil o acesso aos serviços para a população que não é referenciada. Além disso, também inexistem olhares para peculiaridades do território que deveriam ser consideradas para a devida caracterização da população e dos problemas de saúde por ela enfrentados.
Concepções de cuidado em saúde à pessoa com deficiência : análise das conferências nacionais
Esse artigo tem como objetivo descrever e analisar como foi abordado o tema cuidado em saúde à pessoa com deficiência nas conferências nacionais de saúde e dos direitos da pessoa com deficiência, no período de 2003 a 2012, no Brasil, por meio da análise de seus relatórios finais. Neste estudo, evidenciou-se que a concepção de cuidado em saúde das pessoas com deficiência presente nas conferências analisadas é orientado pela inclusão/igualdade e equidade. A inclusão e igualdade são expressas na medida em que reivindicam que o conjunto das ações, serviços e formulação das políticas de saúde garantam a acessibilidade, que possibilitaria as pessoas com deficiência condições de acesso tais como aos demais cidadãos. A equidade apresenta-se como demanda por respostas aos problemas de saúde específicos, que diferenciam as pessoas com deficiência do restante da população. Nas conferências de saúde, reafirmaram-se diretrizes gerais de inclusão das pessoas com deficiência e do atendimento das especificidades demandadas por essa população, enquanto que nas conferências das pessoas com deficiência estas especificidades puderam ser explicitadas por aqueles que efetivamente as vivenciam no cotidiano, evidenciando a relevância de diversos espaços de participação popular na construção de políticas públicas.
O conselho tutelar em articulação com a rede de proteção : o papel social da instituição ; relato de experiência
Resumo não disponível
Ensaio sobre a ciência e informação científica na construção de políticas de saúde
Neste trabalho de conclusão de curso abordo as temáticas que me mobilizaram durante a graduação em Saúde Coletiva. Apresentarei em um primeiro momento um ensaio teórico sobre o processo científico na saúde e seus paradigmas. Em um segundo momento proponho uma análise mais detalhada da incorporação de conhecimento através das informações científicas incorporadas nas ações de saúde da política pública através do estudo de caso da implementação da vacina contra o HPV pela instância da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema único de Saúde (SUS). Tencionando que a espécie de informação adotada, oriunda de uma determinada racionalidade, determina alguma relação (aproximação ou afastamento) com os princípios da política de Estado de saúde.
Entre as violências, o medo e o protagonismo social : vivências em um distrito de saúde, Porto Alegre, 2016
Atualmente, é notória a problemática latente do fenômeno da violência em Porto Alegre e no Brasil, o que nos instiga a compreender e apreender mais sobre este fenômeno. O objetivo desta pesquisa é descrever como a violência estrutural e suas possíveis consequências estão sendo percebidas pelos diferentes atores (ensino, serviço e comunidade), que atuam ou vivem em uma das regiões de saúde de Porto Alegre. Traz a perspectiva de relato de experiência, baseada em intervenções individuais, grupais e comunitárias, dentre as quais se destacam visitas à comunidade, seminários com equipes de serviços e alunos, observação participante e análise de relatos verbais e de mídias. O material empírico foi analisado de acordo com quatro grandes categorias ou temas: o medo, a articulação frente à violência, a estigmatização da violência e o protagonismo dos atores em relação às manifestações da comunidade, do serviço e do ensino sobre a violência. O medo tem-se tornado um sentimento forte entre os diversos atores no território e esse sentimento produz estigmatização, ao mesmo tempo em que interfere na articulação de redes e no protagonismo social, porém considerar o medo como o elemento central na compreensão da violência pode ser o caminho para conclusões equivocadas. A violência estrutural origina-se de um contexto histórico, social e político e precisa ser entendida em sua gênese e determinantes pelos atores que vivem, estudam ou trabalham no território.
2022-12-06T16:18:06Z
Fonseca, Evirlene de Souza da
O acolhimento sob a perspectiva do agente comunitário em saúde
Este trabalho teve como tema o acolhimento nas Unidades de Saúde da Família a partir da experiência de Agente Comunitários de Saúde. Procurou-se refletir sobre as possíveis contribuições do trabalho do Agente para a organização de equipes de saúde acolhedoras das demandas e necessidades de saúde das pessoas. A metodologia utilizada foi a narrativa consistindo das observações e análises sobre o acolhimento realizadas a partir da experiência da autora como Agente Comunitário de Saúde e graduanda da saúde coletiva. O período de observação iniciou-se em Setembro de 2012 até a data atual. A unidade de saúde localiza-se no município de Porto Alegre já fazendo parte da Estratégia de Saúde da Família. Com esse trabalho apontou-se questões que contribuem para um melhor entendimento das questões que permeiam a atuação dos agentes comunitários em saúde e a relação com a construção do acolhimento nas equipes de saúde e pretende-se que possa propiciar contribuições para os processos de implementação da Política Nacional de Atenção Básica.
2022-12-06T16:18:06Z
Giergowicz, Fabíola Bastos
Saúde coletiva arte em saúde mental
O presente trabalho tem o objetivo de apresentar a possibilidade do sanitarista em trabalhar com a arteterapia em um serviço de atenção básica à saúde. A monografia relata o estudo de caso com uma paciente que tem um sofrimento psíquico, no caso o alcoolismo. Foi utilizado o método da cartografia para o desenvolvimento do estudo. A reforma psiquiátrica possibilitou transformações na assistência à saúde mental e o acompanhamento terapêutico (AT) também faz parte dessas transformações. A arteterapia é uma ferramenta auxiliar aos tratamentos psiquiátricos tradicionais. O presente estudo objetivou demonstrar a contribuição da arteterapia no processo de reabilitação de uma paciente com problemas de transtorno mental e faz uma reflexão sobre os serviços oferecidos nas redes de serviços de saúde. Os resultados mostraram uma evolução no comportamento da paciente. Assim, é possível considerar que a arteterapia constitui-se em mais uma ferramenta terapêutica a contribuir para a assistência e reabilitação psicossocial do portador de transtorno mental e pode ser incluído nas atividades terapêuticas dos serviços de assistência à saúde mental, inseridos no contexto da reforma psiquiátrica.
2022-12-06T16:18:06Z
Garcia, Maria Raquel Ferreira
Saúde para todos : a participação social na governança global em saúde ; relato de experiência
Os movimentos sociais, elementos fundamentais na luta pela implementação e manutenção de sistemas de saúde universais e na defesa do direito à saúde para todos, têm sua atuação ampliada no contexto da crise econômica mundial. A globalização traz um desafio à sociedade civil, o de engajar atores na formulação de políticas de alcance que vão além do âmbito local. Esse trabalho analisa as possibilidades de influência da sociedade civil nos processos decisórios da governança global na Organização Mundial da Saúde (OMS), através da abordagem do Observatório da OMS (WHO Watch), iniciativa do Movimento pela Saúde dos Povos (MSP) que se propõe a democratizar os processos decisórios da OMS. Para tanto, é feito um relato das experiências de participação no Observatório da OMS em duas ocasiões: a 53ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-americana de Saúde e a 136ª Reunião do Conselho Executivo da OMS. Conclui-se que os movimentos sociais trazem uma visão crítica sobre as discussões realizadas por essas órgãos intergovernamentais, promovendo a divulgação desses debates e de seus desdobramentos para além dos espaços governamentais.
A implantação Rede Cegonha no estado do Rio Grande do Sul : avaliação do componente parto nascimento
Resumo não disponível
2022-12-06T16:18:06Z
Silva, Maura Carolina Belomé da
Apoio institucional : uma revisão da literatura
Resumo não disponível
Grupo de vivências e sua atuação na promoção da saúde de seus usuários
O presente trabalho discute os benefícios da promoção da saúde através do Grupo da Coluna, mais especificamente através das manifestações dos usuários em um grupo focal realizado na atenção básica. A questão norteadora para desencadear o processo de resposta ao estudo foi: “Os usuários que participam deste grupo lograram êxito na melhora da qualidade de vida e de promoção à saúde?”. A metodologia utilizada se refere a participação observacional de um grupo focal para coleta de dados qualitativos e sua consequente análise. As questões de confidencialidade e privacidade, bem como, de recusa da participação, estão garantidas. Como resultados, o Grupo da Coluna mostrou-se como uma das alternativas para promover saúde, de maneira a contribuir para a qualificação do atendimento integral à saúde na atenção básica.
2022-12-06T16:18:06Z
Garcia, Maria Isabel Ferreira
Estudo dos potenciais evocados auditivos de longa latência e potencial cognitivo em indivíduos afásicos
Objetivo: Analisar os achados do potencial evocado auditivo de longa latência (PEALL) e cognitivo (P3) em indivíduos afásicos. Método: Foram avaliados 17 indivíduos afásicos em decorrência de acidente vascular encefálico (AVE), com média de 63,4 anos, por meio dos PEALL e P3. Resultados: Dos 17 indivíduos, apenas 11 obtiveram as ondas P1 e N1, 10 apresentaram a onda P2 e apenas seis apresentaram as ondas N2 e P3. Foram encontradas associações quando correlacionados os achados do PEALL com gênero, idade, escolaridade e caracterização da afasia. Não houve correlação com o tempo de ocorrência do AVE e a realização de terapia fonoaudiológica prévia à avaliação. Conclusão: Os PEALL e P3 demonstraram-se uteis e importantes na avaliação de indivíduos afásicos.
2022-12-06T16:18:06Z
Berticelli, Amanda Zanatta
Língua Brasileira de Sinais : uma perspectiva enunciativa
O presente trabalho busca fazer uma reflexão sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) através de uma abordagem enunciativa, mais especificamente tendo como ponto de vista a Teoria da Enunciação de Émile Benveniste. Parte-se do estudo da relação dos surdos com a linguagem para, em seguida, enfocar-se aspectos acerca da estrutura e do funcionamento linguístico da LIBRAS. Em um segundo momento, são apresentados tópicos fundantes da teoria enunciativa benvenisteana através dos quais se busca ancorar a análise de aspectos linguísticos da LIBRAS. Finalmente é feita uma reflexão sobre a importância do estudo de uma abordagem linguístico-enunciativa de LIBRAS, tanto para a área da Fonoaudiologia como para o campo da Linguística.
Comparação das características da fala de pacientes com Doença de Parkinson com e sem estimulação cerebral profunda
OBJETIVO: Comparar a fala de pacientes com Doença de Parkinson com e sem estimulação cerebral profunda (ECP). MÉTODOS: Estudo transversal, quantitativo e observacional, que avaliou 16 pacientes, sendo oito com ECP (Grupo Cirúrgico – GC) e oito sem ECP (Grupo Não Cirúrgico – GNC), pareados de acordo com o gênero, idade, escolaridade e tempo de diagnóstico da doença. As características da fala foram analisadas através do protocolo de Avaliação das Disartrias de Origem Central em Pacientes com Doença de Parkinson adaptado para a Língua Portuguesa por Fracassi et al (2011) –modificado, composto por tarefas que avaliam respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia, filmado e posteriormente avaliado por três juízes fonoaudiólogos cegos para o fator cirurgia, e pela aplicação do protocolo QVV e UPDRS (item 5 e 18). RESULTADOS: Com relação às bases motoras da fala não houve diferenças significativas entre os grupos. Para a auto percepção, realizada pelo QVV, foram observadas mudanças significativas entre os grupos para o domínio físico (p=0,002) e total (p=0,021) do protocolo. Na comparação dos itens da UPDRS marcados conforme percepção do avaliador, não houve mudança significativa entre o grupo cirúrgico e não cirúrgico para os itens 5 (0,229) da seção II – atividades de vida diária e 18 da seção III – funções motoras (p=0,223). CONCLUSÃO: Pacientes que receberam intervenção cirúrgica auto referiram melhora na qualidade de vida em voz quando comparados ao GNC, embora clinicamente as mudanças nas bases motoras da fala não tenham sido encontradas na comparação entre os dois grupos.