Repositório RCAAP

Da realização de despesas públicas à aplicabilidade do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de Junho, às bibliotecas do Ensino Superior Politécnico: o estudo de caso da Biblioteca do ISCAP

Com a publicação do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de Junho, pensou-se que, finalmente, fosse possível atender à especificidade na realização de despesas públicas e aquisição de bens móveis e serviços, mormente nas Bibliotecas e Serviços de Documentação e Informação portuguesas, cujas necessidades de compra exigem um enquadramento normativo compatível com as diferentes tipologias dos bens e serviços a adquirir. Passados oito anos, as Bibliotecas Portuguesas continuam a deparar-se com os mesmos problemas. Neste artigo, apontamos as suas lacunas e os seus erros. Com base em casos práticos vividos na longa experiência acumulada, propomos alternativas, caminhos e soluções.

Ano

2022-11-18T13:07:32Z

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Pereira, José Manuel

Gestão do conhecimento científico no contexto das bibliotecas universitárias

A sociedade contemporânea tornou os recursos informacionais – informação e conhecimento – primordiais na realização da maioria das atividades humanas. As bibliotecas universitárias, que desempenham relevante papel no processo de ensino-aprendizagem, são fontes de informação e conhecimento, por excelência. Contudo, devido ao crescente volume de conhecimento científico, é necessária a utilização de novas práticas de gestão, buscando um melhor aproveitamento do patrimônio intelectual pelos usuários. Este estudo teórico discute a aplicação de um modelo conceitual para a gestão do conhecimento científico, tomando-se por base um modelo de gestão do conhecimento organizacional. Intui-se que essa prática contribui para ganhos acadêmicos e institucionais.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Duarte, Emeide Nóbrega Paiva, Simone Bastos Silva, Alzira Karla Araújo da

Uma análise de comportamento informacional: a utilização dos recursos da biblioteca escolar

Neste artigo, apresentamos um estudo de caso centrado na análise do comportamento informacional de uma amostra dos alunos frequentadores da rede municipal de bibliotecas escolares do concelho de Vila de Conde. Procurámos conhecer as competências dos discentes para utilizarem as colecções e os recursos tecnológicos disponíveis no espaço da biblioteca escolar, em particular as formas de pesquisa de informação ou de localização e de uso dos documentos em livre acesso. Neste contexto, enfatiza-se o papel central da Ciência da Informação e dos seus profissionais na biblioteca escolar, em especial na transmissão de competências de literacia da informação.

Ano

2022-11-18T13:07:32Z

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Terra, Ana Lúcia Sá, Salvina

Análise de assunto da literatura infantil: o feijão e o sonho embalados para viagem

Pesquisa visando identificar os procedimentos de análise de assunto da literatura ficcional infantil em bibliotecas escolares. Utilizou-se a técnica do Protocolo Verbal para observar indexadores durante o processo. Realizou-se também um exercício, utilizando-se a metodologia de Pejtersen – “Dimensões da Ficção” – para indexação daquele tipo de literatura, confrontando-se os resultados com categorização baseada na leitura pelos usuários. Os resultados demonstram que indexadores tendem a procedimentos semelhantes aos utilizados com a literatura não-ficcional, mas exigindo especificidades, como: leitura integral do texto; habilidade em reconhecer estilos ⁄ gêneros literários e recursos gráficos e linguísticos. Sugere-se a renomeação de uma das categorias de Pejtersen.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Moreira, Margareth Egídia Dias, Eduardo Wense

Leituras

FURTADO, José Afonso – O papel e o pixel: do impresso ao digital: continuidades e rupturas. Lisboa: Ariadne, 2007. ISBN: 978-972-8838-46-1 O Papel e o Pixel foi primeiramente editado no Brasil, pela Escritório do Livro, em 2006, e posteriormente em Espanha pelas Ediciones Trea (El papel y el pixel: de lo impreso a lo digital: continuidades y transformaciones. Gijón: Ediciones Trea, 2007). COELHO, José Dias, coord. – Sociedade da informação: o percurso português: dez anos de Sociedade da Informação: análise e perspectivas. Lisboa: Sílabo, 2007. 708 p. ISBN 978-972-618-462-1. Versão electrónica disponível na Internet em: http://www.apdsi.pt. PINTO, Maria Leonor Cardoso Sérgio – O marketing nas bibliotecas públicas portuguesas. Lisboa: Colibri, 2007. ISBN 978-972-772-698-1

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2022-11-18T13:07:32Z

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Furtado, José Afonso Proença, Maria Carla Matos, Gaspar

Editorial

Ainda que os novos tempos tenham impulsionado o aparecimento de outros suportes e canais de informação e comunicação, pareceu importante à BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas manter a publicação dos Cadernos BAD, publicação periódica em suporte papel que deverá assumir, de acordo com a política editorial da Associação para o presente triénio, as funções de estímulo ao debate em torno de aspectos críticos no exercício da profissão, através da divulgação de sínteses de trabalhos de investigação e de reflexões aprofundadas de cariz predominantemente teórico, bem como veículo de transmissão de ideias e experiências entre os profissionais de informação, através da divulgação de projectos, de descrição de experiências, de ensaios ou de outros trabalhos seleccionados, de natureza e temática variada. Ao longo das dezenas de números publicados, foi mantida uma postura de acompanhamento de novos temas emergentes na profissão e de abertura a abordagens plurais, num esforço de aproximação e comunicação entre profissionais BAD e de outros sectores afins, que de resto comprova a transversalidade e a relevância social da Informação e Documentação. Aberta à colaboração espontânea de profissionais, investigadores, docentes ou estudantes, nacionais ou estrangeiros, associados ou não, a revista vive necessariamente do espírito de partilha de conhecimentos, de experiências e de boas práticas, do ritmo e da qualidade dos contributos, e do empenho de uma Comissão Editorial que analisa, avalia e delibera sobre a publicação dos materiais recebidos. Num país em que não abundam nem a oferta editorial nem os canais para a comunicação e divulgação de textos da nossa área, seria de esperar um considerável número de propostas de artigos para publicação, o que a realidade não tem confirmado. Mais do que falta de condições para a investigação, do que insipiência do corpo de investigadores nacionais ou do que escassez de projectos em curso, parece-nos antes haver um défice ao nível de uma cultura de comunicação de resultados. Comunicação essa que, é nossa convicção, constitui um dos pilares para o desenvolvimento da profissão e para a consolidação e reconhecimento da Informação e Documentação como Ciência. Esperamos que o conjunto de artigos que integram o presente número contribua para esse objectivo.

Ano

2022-11-18T13:07:32Z

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Oliveira, João Carlos

Editorial

De uma ferramenta para publicação de conteúdos na Web, para não especialistas, os blogs constituem-se hoje como redes interligadas de microconteúdos que permitem disseminar, desenvolver, valorizar e integrar recursos. Com o objectivo de dar conta do seu potencial nas Ciências da Informação, este número dos Cadernos da BAD é dedicado aos Novos espaços na Web – os blogs na área da documentação e informação. Em 2004, apostando na formação para utilização de blogs no contexto das bibliotecas, a BAD incluía no seu plano anual uma primeira acção de formação: Weblogs: conhecer e utilizar a ferramenta no contexto das bibliotecas. Decorridos três anos, Os blogues no domínio da Ciência da Informação foram o tema de um painel no 9.º Congresso da BAD. O testemunho do desenvolvimento e dos caminhos desde então percorridos está abundantemente registado em blogs, fóruns de discussão, grupos de interesse, álbuns de fotografias, slides e vídeos. Os artigos aqui compilados dão conta da banalização das ferramentas de publicação de conteúdos em linha, à distância de um acesso à Internet, de que os blogs fazem parte, contribuindo para a proliferação de conteúdos e alterando os nossos comportamentos de informação e de comunicação; convidam a pensar o lugar da Biblioteca, face a estes novos espaços com contornos ainda pouco definidos, e o papel que os blogs podem desempenhar nos serviços internos e externos das organizações: desde a promoção de eventos e serviços a novos canais de comunicação com os utilizadores. Assim, são discutidos casos de blogs em bibliotecas que permitem valorizar recursos, disseminar eventos e valorizar colecções, envolvendo a comunidade e dando-lhe espaço para se expressar, sublinhando-se a necessidade de novas atitudes e comportamentos por parte dos profissionais envolvidos. A criação de blogs, assinala-se, continua em crescimento exponencial, ao sabor da necessidade de partilha de experiências e conhecimentos, criando um terreno fértil à problematização da(s) própria(s) Ciência(s) da Informação. Decorrida uma década sobre o baptismo dos weblogs, vivemos ainda uma fase precoce da sua discussão, o que se reflete na preocupação, transversal aos trabalhos apresentados, em esclarecer a sua natureza. Esperamos, com este número dos Cadernos da BAD, contribuir não só para alargar o debate entre os profissionais do sector como para estimular os restantes actores a participarem na construção desta Web social de escrita e leitura (Web 2.0). Só criando, partilhando e integrando a diversidade de práticas e saberes se assegura o desenvolvimento de uma rede que se quer de acesso global.

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2022-11-18T13:07:32Z

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André, Mónica

Blogues e bibliotecas: informação, comunicação e nonsense à velocidade da luz

A Web 2.0 invadiu a Internet. Wikis, blogues ou vídeos carregados no YouTube são fenómenos cada vez mais utilizados pela população mundial com acesso à Internet. No caso específico dos blogues, podemos afirmar, sem reservas, que crescem diariamente em proporções geométricas, cobrindo áreas cada vez mais especializadas do conhecimento humano. E assim sucede também no domínio das bibliotecas e das Ciências da Informação, onde podemos não só encontrar blogues de conteúdo generalista, mas também (e cada vez mais) blogues que cobrem áreas de interesse específicas. Serviços para jovens adultos e adolescentes, banda desenhada, humor e entretenimento em blogues são os temas que serão abordados com um pouco mais de atenção.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Barreto, Adalberto

Blogs, los nuevos Colegios Invisibles (Espacios de creación, diálogo y aprendizaje)

Internet y las nuevas herramientas sociales propiás de la Web 2.0 han modificado nuestra forma de comunicarnos y acceder a la información. La democratización de la publicación de los contenidos en la Web y la extensión del fenómeno blog facilitan la libertad de comunicación y contribuyen a la difusión del conocimiento de manera rápida y libre por todo aquel que tenga algo que aportar. Se analizan los usos y aplicaciones de los weblogs como herramientas de creación de contenidos y gestión del conocimiento y se pro p o n e n posibles usos y aplicaciones de este nuevo formato para los profesionales de la información y los centros bibliotecarios.

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2022-11-18T13:07:32Z

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García, Catuxa Seoane

Blogues e Bibliotecas: construir redes na Web 2.0

Os serviços das bibliotecas podem ser repensados com os princípios, modelos, métodos e tecnologias da Web 2.0, na qual o blogue, enquanto ferramenta de escrita e de leitura colaborativa, ocupa um lugar especial. Este trabalho pretende apresentar a ferramenta blogue nas bibliotecas em duas perspectivas principais: blogues como fontes de informação nos serviços internos das bibliotecas; e blogues como ferramentas que as bibliotecas podem usar para promover os seus serviços e proporcionar canais de comunicação com os seus utilizadores. Em Portugal, o fenómeno ainda tem pouco desenvolvimento no que concerne às bibliotecas, são apresentados, neste trabalho, o recenseamento e a análise da blogosfera relacionada com as bibliotecas públicas, universitárias e escolares.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Alvim, Luísa

Blogs: mais que uma tecnologia, uma atitude

Os blogs constituem um fenómeno relativamente recente que permite a cada pessoa, grupo ou instituição a possibilidade de se tornar autor ⁄ editor da sua própria opinião e informação e de ter uma palavra no espaço público por excelência que é a Internet. Em poucos anos, os blogs conheceram uma enorme difusão, impondo-se como um novo modelo de comunicação, uma vez que, ao contrário dos anteriores, permite a qualquer pessoa publicar um texto com bastante autonomia, existindo a hipótese de interacção com os leitores. Partindo da relação existente entre os princípios da Web 2.0 e a nova postura socioprofissional que é requerida, aborda-se a realidade dos blogs na área da documentação e informação, e de que forma estão estes profissionais mais bem preparados para enfrentar esta realidade, ao mesmo tempo que se analisa a utilização desta nova ferramenta de comunicação.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Eiras, Bruno Duarte

A Blogosfera: perspectivas e desafios no campo da Ciência da Informação

Neste artigo são expostas algumas perspectivas, conceitos e reflexões sobre o acesso e o uso dos blogues, sob o prisma da Ciência da Informação. Numa primeira fase, aborda-se o crescimento exponencial dos blogues e as imprecisões na sua definição. Segue-se uma breve reflexão: os blogues como expressão do desejo das pessoas em serem ouvidas e compreendidas; o despontar de um novo modelo de comunicação em massa (Mass Self Communicaction); o blogue enquanto sistema (tecnológico) de informação, e os blogues institucionais e pessoais. Por último, aborda-se o blogue no campo da Ciência da Informação, desde a gestão à preservação da informação, ao direito de autor, à info-literacia, à aplicação dos blogues nos Serviços de Informação e aos dividendos que os profissionais da informação podem retirar dos mesmos.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Sousa, Paulo Jorge Rodrigues, Eloy Cunha, Murilo Basto Neves, Ana Santos, António Sá Malheiro, Armando Dudziak, Elisabeth Adriana Ribeiro, Fernanda Reis, Guilhermo Menou, Michel Ferreira, Miguel Gouveia, Luis Borges Santos, Robson

Library Portals e Subject Gateways: conceitos e características

Este trabalho apresenta algumas definições e características básicas de Library Portals (Portais de Bibliotecas) e Subject Gateways (Directórios Temáticos), identificados na literatura especializada, com o objectivo de elucidar a finalidade de ambos e comparar os diferentes conceitos. Também se procurou abordar os conceitos de portais e gateways, genericamente, de forma a compreender melhor a terminologia Library Portals e Subject Gateways.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Carani, Mirian Nascimento, Paulo Adriano

Uma adaptação da CDU para documentos musicais: a experiência da Biblioteca Municipal do Porto

O presente trabalho tem como objectivo apresentar o esquema de classificação de documentos musicais proposto na Biblioteca Pública Municipal do Porto, baseado na CDU, procurando-se, deste modo, ajudar aqueles que têm por missão classificar e disponibilizar uma colecção de CD.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Silva, Adriano Simões Ávila, Nuno

Leituras

PATRÍCIO, Helena Margarida Mendes Ferrão Simões – Análise comparativa da aplicação do modelo relacional e do formalisno RDF à modelação de dados legislativos. Lisboa: Vice-Presidência dos Mestrados do Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação do ISCTE, 2007. 170 p. ISBN 978-972-97251-2-8 SANTOS, Maria Luísa F. N. dos – Organização do conhecimento e representação de assuntos: caminhos para uma efectiva recuperação da informação em ambientes de redes. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, 2007. 180 p. ISBN 978-972-565-412-5.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Ramos, Pedro Proença, Maria Carla

Editorial

Já em 1999 o Conselho Superior de Arquivos havia chamado a atenção para a necessidade de uma correcta gestão dos documentos da Administração Pública, tendo alertado que esta matéria «ultrapassa a comunidade arquivística, na medida em que nos próprios organismos produtores cresce a percepção da importância da sua informação orgânica enquanto recurso para a eficácia administrativa, ou na medida em que, apelando ao princípio da administração aberta, o cidadão requer o exercício do seu direito à informação, ou ainda na medida em que na própria comunidade científica cresce a apetência para o estudo de períodos cada vez mais recentes da nossa história». É exactamente desta dicotomia, que cabe a cada um de nós acentuar ou saber distinguir para podermos exercer, como cidadãos de uma sociedade democrática, «um papel de suporte à construção de uma Administração eficaz e empenhada», que nos fala uma das autoras deste número dos Cadernos BAD. Porque na evolução da arquivística «existe cada vez mais a necessidade de criar instrumentos normalizadores e orientadores de boas práticas, que permitam aos serviços de arquivo das Instituições gerir de forma racional a sua produção documental», apontam-se princípios e recomendações úteis para a sua implementação. Traçando um quadro da nova arquitectura da Administração Central do Estado e definindo a mais recente orientação das políticas públicas para os arquivos deste sector, outro dos autores interroga-se sobre a eficácia das políticas públicas, destacando a necessidade de obter dados mais sistemáticos e apontando para as dificuldades na sua implementação. A modernização da administração pública depende de uma célere disponibilidade da informação – aos serviços e ao cidadão – pelo que se impõe a gestão dos documentos administrativos de acordo com as metodologias e os preceitos técnicos arquivísticos adequados, promovendo a sua acessibilidade e comunicabilidade de um modo consentâneo com as possibilidades que as actuais tecnologias oferecem, respeitando, contudo, os princípios éticos e o enquadramento legal que lhes assiste. A inovação será patente e com ela os riscos inerentes que terão de ser assumidos por todos os intervenientes. Alguns projectos ilustram já este saber-fazer que a comunidade arquivística nacional vai desenvolvendo. As vantagens inerentes à modernização são significativas: credibilidade, racionalização, eficiência administrativa, economia de tempo e de espaço, transparência, auto-conhecimento, respeito pelo direito à informação e pela legislação vigente. O papel dos arquivos na construção da cidadania! Verificando-se iniciativas de solução de problemas comuns pelo estabelecimento de políticas públicas para o sector, este número dos Cadernos BAD pretende chamar a atenção para a problemática da política nacional de arquivos. Há que garantir que os imperativos de modernização e de transparência administrativas sejam contemplados, ao mesmo tempo que o património documental de cada região seja preservado e acessível a todos os interessados, fortalecendo a identidade local, regional e nacional.

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2022-11-18T13:07:32Z

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Andrade, Isabel

Construindo a nova administração (reflexões de uma arquivista)

São pilares da nova Administração Pública a transparência, a satisfação das necessidades dos cidadãos, a gestão por objectivos e a prestação de contas, a cidadania participativa. As leis promovem-nos, mas a matriz cultural, as práticas e as estruturas organizacionais contradizem-nos. Considera-se que os arquivos administrativos são elementos nucleares no processo de renovação dos serviços públicos e de promoção e defesa de uma cultura democrática. Reconhece-se, porém, que eles são ainda parte do problema e não parte da solução. Apresentam-se algumas reflexões para reconhecer fragilidades nos arquivos, identificar factores que escondem o seu potencial e definir estratégias de intervenção que permitam firmar a centralidade dos arquivos neste processo.

Ano

2022-11-18T13:07:32Z

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Henriques, Cecília

A nova arquitectura da Administração Central do Estado e a política pública de arquivos

No artigo, o autor traça um quadro da nova arquitectura da Administração Central do Estado e define a mais recente orientação das políticas públicas para os arquivos deste sector, salientando o papel e a actuação do órgão de coordenação do sistema nacional de arquivos e das secretarias-gerais nesse contexto. Por fim, interroga-se sobre a eficácia das políticas públicas, destacando a necessidade de obter dados mais sistemáticos e apontando para as dificuldades na sua implementação.

Ano

2022-11-18T13:07:32Z

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Penteado, Pedro

MORSEL, Joseph, 2017 – "Noblesse, parenté et reproduction sociale à la fin du Moyen Âge"

<p>Reunindo um conjunto de artigos publicados em alemão e em inglês ao longo dos últimos vinte anos, Joseph Morsel, autor da conhecida obra L’Aristocratie Médiéval (Paris: Armand Colin, 2004) procura neste seu último livro equacionar um problema de fundo: de que forma as práticas e os discursos aristocráticos no campo do parentesco podem ser compreendidos e articulados com a reprodução do domínio social da aristocracia? A questão é complexa e mereceu da parte do autor uma reflexão preliminar alargada sobre os conceitos de «reprodução social» e de «parentesco», desenvolvendo igualmente a aparelhagem teórica e conceptual de ordem interdisciplinar que serve de base ao seu inquérito. Esta reflexão introdutória revela-se de grande importância não só para compreender os problemas colocados ao longo do livro, mas também para estabelecer alguns princípios de análise que, de resto, colocam o autor numa posição algo crítica face à generalidade da produção historiográfica sobre a aristocracia. Em primeiro lugar, e no que diz respeito ao problema da reprodução, sublinha o autor que a maior parte dos historiadores se deixaram aprisionar por uma perspetiva da reprodução unicamente baseada na transmissão e na herança.</p>

Viola da Terra – símbolo da cultura na Emigração Açoriana

<p>A emigração açoriana teve início nos séculos XV e XVI e, nas suas diferentes fases e fluxos migratórios, contribuiu para a diáspora açoriana com especial relevância no continente americano. Pelos emigrantes açorianos vimos divulgada uma identidade cultural marcada pelo isolamento e pela saudade mediante comemorações festivas, manifestações culturais e cultos religiosos.<br /> Este artigo atribui especial atenção à viola da terra enquanto símbolo da identidade cultural açoriana no quadro da emigração da região. Este instrumento musical revela nas suas características a simbologia associada à emigração, desde a partida das populações até à chegada no país de acolhimento. Esboça sentimentos que carregam a alma de um povo marcado pela açorianidade e tudo o que implica ser-se ilhéu. É, por isso, um símbolo distinto que, de forma muito completa, inclui, preserva e difunde a história das suas gentes.</p>