Repositório RCAAP
O arquivo da Real Companhia Velha
<p>A região do Alto Douro apresenta uma bibliografia extensíssima, nomeadamente no que diz respeito à sua história Vinícola e Vitivinícola. Contudo, a sua história continua a enfermar de extensas lacunas, uma vez que o arquivo mais importante para tal investigação, o Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (Real Companhia Velha), tem estado, até ao presente, vedado aos investigadores, os quais se vêem assim obrigados a efectuar os seus estudos noutros arquivos, secundários quanto à sua importância para a História do Alto Douro.</p>
2015
Fernando de Sousa
O saber secular e a paisagem: o Alto Douro
<p>O Alto-Douro foi recentemente classificado de património cultural mundial. Não se consagrou neste caso um conjunto urbanístico, como no caso de Ouro Preto ou Guimarães, ou uma obra de arte, como a Nona Sinfonia de Beethoven. Embora a classificação abranja um conjunto com unidade paisagística, também não se está diante de uma reserva natural. O que se consagrou então no caso do Alto-Douro?</p>
2015
Miriam Halpern Pereira
Arquivos – Memória – História
<p>A afirmação da Arquivística como disciplina é uma realidade relativamente recente, que se insere no contexto das mudanças político-ideológicas, sócio-económicas e culturais operadas pela Revolução Francesa e que está intimamente ligada ao processo de desenvolvimento da Ciência Histórica. Com efeito, o interesse pelos arquivos como repositórios de informação, ou seja, como detentores da memória de entidades colectivas, cuja acção social influenciou a evolução em diacronia dos povos, das sociedades e dos estados, começou a manifestar-se, principalmente, a partir do século XVIII, no contexto do Racionalismo Iluminista.</p>
2015
Fernanda Ribeiro
As potencialidades dos fundos do Arquivo Histórico Municipal do Porto para a história do vinho
<p>A primeira e genérica impressão sobre a relação entre o Arquivo Histórico Municipal do porto e a história do vinho que nos parece importante transmitir é a seguinte: à medida que avançavamos na pesquisa sobre o Porto no século XVII vincava-se no nosso espírito, por um lado, a ideia de que o vinho era cada vez mais um dos produtos estruturantes da economia e do desenvolvimento urbanístico da cidade, mesmo antes do início do ciclo de exportação para a Inglaterra que, aliás, não atingiu expressão senão nos finais desse século. Por outro, a convicção de que prova documental suficiente dessa certeza se encontra dispersa nas diversas colecções que o Arquivo guarda.</p>
2015
Francisco Ribeiro da Silva António Barros Cardoso
Arquivos de família na região Duriense
<p>Os Arquivos Distritais assumem-se, neste contexto, importantes pólos dinamizadores, não só de acções de gestão documental, como igualmente do estudo da viabilidade de desenvolvimento de projectos integrados que liguem as necessidades que advêm do trabalho a realizar com a utilização das novas tecnologias, de forma integrada e equilibrada.</p>
2015
Manuel Silva Gonçalves Paulo Mesquita Guimarães
A delimitação da linha de fronteira entre Trás-os-Montes e Castela-Leão em 1901
<p>Numa altura em que tanto se fala, debate e escreve sobre cooperação transfronteiriça, se renovam e validam acordos e protocolos de cooperação entre Portugal e Espanha e, concretamente entre Trás-os-Montes e as Províncias de Zamora e Salamanca, estão lançados os melhores ingredientes para se aprofundarem as razões históricas de tanto “afastamento” ou “aproximação”, compreender melhor o passado distinto e comum de dois povos, afinal com culturas e formas de estar tão semelhantes.</p>
2015
Maria da Graça Martins
População e Sociedade n.º 8
<p>Este volume apresenta série de estudos pluridisciplinares que permitem um conhecimento mais profundo e atualizado das realidades e desafios que se colocam ao relacionamento de Portugal e Espanha, promovendo abordagens diferentes mas complementares nos planos regional, peninsular e europeu, dando assim mais um contributo resultante da reflexão conjunta das comunidades científicas de ambos os países, empenhadas no alargamento da permuta de saberes e mobilizadas para a participação ativa na construção de um conhecimento recíproco, de forma a abater “fronteiras físicas e psicológicas” e a reforçar o processo de integração de Portugal e Espanha na “Pátria Europeia”.</p>
2012
Adriano Moreira Alberto A. Herrero de la Fuente Celso Almuiña Fernández António Vasquez Jimenez Eloy Fernández Clemente Encarnación Lemus López Esther Martinez Quinteiro Fátima Nunes Fernando de Sousa Isidoro Gonzalez Gallego João Cosme João Paulo Avelãs Nunes María Concepción Porras Gil Maria da Conceição Meireles Pereira Maria da Graça Martins Maria Manuela Tavares Ribeiro Rui Cunha Martins
A propósito do envelhecimento da população portuguesa
<p>O envelhecimento da população registado em Portugal bem como nos demais países do continente europeu, tem vindo a constituir um dos temas de estudo, particularmente aprofundado por Nazareth (1979; 1988), autor que melhor tem estudado os diferentes cenários relativos ao crescimento da população portuguesa.</p>
2015
Jorge Carvalho Arroteia
A emigração no Avelal – impacto e avaliação. Alguns aspectos qualitativos
<p>Este tema que agora se apresenta constitui o i ício de um estudo sobre a emigração que se principiou fazendo-o incidir numa freguesia, o Avelal - Concelho do Satão e Distrito de Viseu.</p>
2015
Maria Cristina Sousa Gomes
Os movimentos migratórios e a naturalidade dos residentes em Setúbal na segunda metade do século XIX
<p>Um dos factores que tiveram uma incidência determinante na evolução demográfica e no processo de crescimento urbano de Setúba l, durante a segunda metade do século XIX, foram os movimentos migratórios.</p>
2015
Maria de Lurdes Reizinho Silva
As toleradas em Vila Real nos finais do séc. XIX
<p>A. Corbin e Michel Maffesoli denunciam e criticam os historiadores contemporâneos por "evitarem cuidadosamente o estudo das funções dionisíacas". "Le plus vieux métier du monde serait le seul à echapper à l'histoire… Ce silence releve-t-il du tabou?..." Já no século XIX idêntica preocupação era manifestada por Santos Cruz: "é para notar que havendo tantos escritores na parte histórica… nada ou quase nada nos digam do que então se devia saber e transmitir à posteridade sobre esta classe dos seus habitants…" Com tais testemunhos queremos crer que de então para cá pouco mudou neste campo. Não admira!</p>
2015
Maria Teresa Furtado Guimarães
População e Sociedade n.º 7
<p>Esta edição da revista "População e Sociedade" apresenta vários estudos sobre demografia e prospectiva no Portugal contemporâneo, abordando questões diversas mas relacionadas entre si, como o envelhecimento da população portuguesa, movimentos migratórios, crescimento urbano e desenvolvimento territorial.</p>
2012
Ana Sílvia Volpi Scott Fernando de Sousa João Cosme Jorge Carvalho Arroteia Lorenzo Lopéz Trigal Maria Cristina Sousa Gomes Maria de Lurdes Reizinho Silva Maria Teresa Furtado Guimarães Teresa Rodrigues
A solidariedade e a conflitualidade na fronteira portuguesa do Alentejo (séculos XIII-XVIII)
<p>É pacificamente aceite por todos, em Portugal, que a atlanticidade marcou "a génese, configuração e consolidação do estado português. (…) O querer da nação manifestou-se reiteradamente pelo privilégio das relações marítimas, de molde a contrabalançar a forte pressão centrípeta da componente continental da Península.</p>
Relações entre Portugal e Espanha no 3.º quartel do século XIX – os aspectos cultural e económico
<p>É um facto incontroverso e consabido que as relações peninsulares, a partir de meados do século passado, foram profundamente marcadas por um amplo e complexo fenómeno de índole política e cultural a que vulgarmente se dá a designação de Questão Ibérica. Esta questão teve o seu tempo forte no 3.º quartel de Oitocentos e é, provavelmente, a responsável pelo reacender e agudizar das desconfianças que marcaram a vivência dos dois povos na época contemporânea.</p>
2015
Maria da Conceição Meireles Pereira
Franco y Salazar, dos dictores a la búsqueda de reconocimiento (1942/1949)
<p>Es sabido cómo durante la Guerra Civil espanola (1936-39) la ayuda dei régimen portugués, comandado por Oliveira Salazar, fue decisivo – sin olvidamos de Alemania e ltalia – para el triunfo en Espana de la sublevación franquista y consiguiente dictadura. Cuando aun no había terminado fonnalmente la contienda espafiola, pero cuyo final era inminente, se firma, entre ambos dictadores, el 17 de marzo de 1939 el Tratado de Amistad y No Agresión, conocido como Pacto Ibérico.</p>
2015
Celso Almuiña Fernández
Estruturas, alianças e regimes. As relações entre Portugal e a Espanha (1926-1974)
<p>O quase meio século da II República portuguesa forma um período interessante para analisar a importância relativa das estruturas de distribuição internacional do poder, das alianças externas e dos regimes políticos nas relações entre Portugal e a Espanha.</p>
Portugal, Espanha, o Volframio e os Beligerantes durante e após a Segunda Guerra Mundial
<p>Visa a presente comunicação analisar, de forma comparativa, o modo como, no Portugal do Estado Novo e na Espanha do Nuevo Estado, se estruturaram e foram enquadrados – pelos Govemos e aparelhos de Estado respectivos, pelos grupos de países em conflito, com destaque para o Reino Unido/EUA versus Alemanha – os fenómenos sociais-globais habitualmente designados por booms do tungsténio ou "corridas ao volfrâmio".</p>
2015
João Paulo Avelãs Nunes
Las relaciones económicas Portugal-Espana (Segunda mitad s. XX)
<p>Es casi un tópico que las trayectorias de los pueblos portugués y espaõol en los siglos XIX y XX sou muy semej antes, aunque con importantes diferencias. Así ocurre en la segunda mitad dei siglo XX, en la que las dos larguísimas dictaduras (el Estado Novo, iniciado en 1926, y con Salazar y Cateano desde 1932 hasta 1974; y Franco desde 1936 hasta 1975) terminan con escasa diferencia temporal y dan lugar a procesos de democratización bien diferentes, aunque convergentes finalmente.</p>
2015
Eloy Fernández Clemente
La cooperacion transfronteriza hispano-portuguesa. Nuevos instrumentos internacionales
<p>Como es bien sabido, la frontera que en la actualidad separa a Espana de Portugal fue definitivamente establecida mediante una serie de tratados internacionales concluídos a finales del siglo pasado y principios de este, los cuales, en gran medida, se limitan a plasmar por escrito una delimitación de caracter consuetudinario que se remonta a finales del siglo XIII, que se mantuvo como línea divisoria interna entre 1581 y 1640 y que recuperó intacta su caracter internacional a partir de esa fecha. La lectura de sus textos permite entrever la exigua entidad de lo que hoy denominamos cooperación transfronteriza. No podía ser de otra manera ya que la situación de la zona afectada se ha caracterizado siempre – utilizando un eufemismo – por la escasez de recursos y por el reducido número y el consiguiente aislamiento de sus pobladores.</p>
2015
Alberto A. Herrero de la Fuente
Experiência da cooperação transfronteiriça norte de Portugal/Castela e Leão
<p>Nos tempos mais recentes, a cooperação transfronteiriça tem assumido uma importância crescente em consequência directa de diversos factores, nomeadamente, da abolição das fronteiras internas da União Europeia (UE), do desenvolvimento de esforços de cooperação da UE com as novas sociedades do Centro e Leste da Europa e da necessidade de promoção das regiões da periferia marítima (Mediterrâneo, Báltico, Mar do Norte e Atlântico). Os novos desafios, que agora se colocam, vão ter seguramente um impacto significativo na redução das disparidades regionais, quer as existentes entre as diferentes Regiões da UE, quer as que se verifiquem no perímetro externo da União. Estas disparidades são particularmente evidentes em diferentes domínios, nomeadamente, nas infra-estruturas, no emprego, no nível educacional, na estrutura demográfica ou no desenvolvimento tecnológico.</p>