Repositório RCAAP

A normalização no campo da Informação em Portugal

É apresentado um breve resumo histórico da normalização em Portugal e especificamente da normalização em Documentação, descrevendo-se, em seguida, a estrutura e funcionamento da Comissão Técnica de Documentação - CT7. Fazem-se algumas referências à maneira como as normas na informação estão a ser aplicadas e aos factores que contribuem para o seu inadequado uso. Apresenta-se, finalmente, um conjunto de medidas que visam o pleno estabelecimento da normalização da informação em Portugal. Em anexo faz-se uma listagem das Normas Portuguesas de Documentação que foram revistas em 1981-1982 e das novas Normas apresentadas à Direcção-Geral da Qualidade para estudo.

Ano

2003

Creators

Paiva, Lucília

Imagens da revolução ou graffiti de 1974

A propósito dos graffiti da revolução de Abril de 1974, o autor refere a documentação existente e tece considerações ao papel do arquivista no tratamento da imagem.

Ano

2003

Creators

Nagel, Rolf

Leituras

ENCONTRO LUSO-ESPANHOL DE CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO ESPECIALIZADOS EM COMUNICAÇÃO SOCIAL. 3, Viana do Castelo, 1981 - Programa, comunicações e conclusões. Lisboa, Direcção-Geral de Informação, 1982,95 p. MATOS, Sebastião - Biblioteca... património cultural e meio de educação permanente, «Boletim Cultural de Esposende», 1, Jun . 1982, pp. 34-48 . OLIVEIRA, Eduardo Pires de - «O Correio do Minho» e o seu contributo para o estudo do património cultural minhoto, «Barcelos Revista», Barcelos, 1 (1) 1982, p. 179-212. «BOLETIM DA FACULDADE DE DIREITO. ÍNDICE GERAL: VOLS.1 A 50». Coimbra, Universidade de Coimbra, 1981. ALARCÃO, Jorge de – Introdução ao estudo da história e património locais, Coimbra, Faculdade de Letras, 1982, 67 p. UNE, Maurice B. - Library surveys: an introduetion to the use planning proeedure and presentation of surveys, revised by Sue Stone. 2nd ed. - London: Clive Bingley, 1982. PINGAUD, B, BARREAU, J. C. - Pour une politique nouvelle du livre et de la léeture: rapports de la Commission du livre et de la léeture - Paris: Dalloz, 1982.

Ano

2003

Creators

Nunes, Henrique Barreto Silva, Armando Malheiro Faria, Isabel Cabral, Luis

A grande lição do II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses

Se há anos nos dissessem que os bibliotecários e arquivistas portugueses iriam realizar grandes jornadas técnicas e de convívio, como são os ENCONTROS, por certo que não acreditaríamos. As razões eram evidentes: falta de condições de toda a ordem, inclusivé a pouca consideração social em que uma actividade tão útil ia desenvolvendo o seu labor. Presentemente, as coisas estão a modificar-se, e para melhor. Os motivos para que tal suceda entroncam-se em duas razões: a primeira consiste no facto de haverem sido os próprios bibliotecários e arquivistas que romperam o círculo vicioso, qual camisa de forças, onde estavam metidos, e resolveram então, por si, demonstrar ao País que existem, que são um valor técnico e que têm um peso a fazer sentir e uma palavra a dizer na estrutura intelectual daNação - e que ninguém pode desconhecer essa palavra de valor e de peso; a segunda consiste na circunstância actual de a actividade privada, em especial a da indústria, tal como sucede com os cientistas e investigadores mais capazes, reconhecer como indispensável, como estrutura fundamental, a informação bibliográfica e que esta só pode ser preparada por técnicos capazes, agora que há uma compreensível azáfama para o reapetrechamento tecnológico e científico das nossas actividades económicas de base.Ora é neste ambiente que se vai desenrolar de "30 de Março a 3 de Abril de 1966 o II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses, sob o patrocínio da Biblioteca Nacional de Lisboa, presidindo à comissão de honra o Sr. Ministro da Educação Nacional. Esperamos todos que este novo Encontro seja uma feliz continuação do realizado no ano passado em Coimbra, sob o patrocínio das suas Universidade e Faculdade de Letras. Essa a primeira grande jornada de uma longa caminhada que há-de levar a um fim: o reconhecimento oficial da valia de uma classe que não tem sido até ao momento compreendida e daí esse êxodo que estamos a verificar nas principais bibliotecas e arquivos, com a debandada geral dos seus mais qualificados técnicos. E tal reconhecimento consiste na equiparação, sob o ponto de vista material, aos outros técnicos do Estado - engenheiros, professores liceais, agrónomos, arquitectos, etc., com idêntica formação universitária.Para que o II Encontro tenha o êxito que coroou já o I Encontro, uma única coisa se solicita: que todos os colegas nos dêem a sua mais decidida colaboração. Esta colaboração consiste apenas em inscrições, envio de comunicações a tempo e horas.Quanto à organização em si, será objecto de pormenorizadas informações, tal como já se fez ao enviarmos até ao momento duas circulares. Depois, a Imprensa, a Rádio e a Televisão dão igualmente largo noticiário sobre as nossas actividades, numa atitude que temos aqui de enaltecer, pois têm sempre demonstrado o melhor espírito de compreensão pelo bibliotecário e arquivista.Os esforços já desenvolvidos, as adesões já verificadas e as colaborações já dadas, são razões mais do que suficientes para augurarmos ao II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses um êxito, um passo de gigante para um futuro melhor. E nem pode ser doutra maneira, pois isso seria pôr em dúvida a real capacidade dos' nossos técnicos de bibliotecas e arquivos, o que nunca esteve em causa. Evidentemente que se nos têm deparado dificuldades, que se avolumarão à medida que' a 'data do início do II Encontro se for aproximando. Mas isso não obstará ao êxito final, que será, sim, motivo de orgulho não para este ou para aquele, mas sim para todos os que abraçamos uma nobre carreira, como é a nossa, das mais altas que a sociedade moderna comporta.Na hora decisiva, neste momento angustioso que é o da viragem histórica de reconhecimento oficial e social da nossa carreira, uma só vontade deve existir, um só pensamento nos deve animar:COLABORAÇÃO TOTAL!Na medida em que o II Encontro vier a ser outro grande triunfo, outro marco miliário neste longo e penoso caminho que vimos a percorrer, mais orgulho devemos ter pela obra que todos - mas todos! -estamos a erguer. Quando amanhã um horizonte mais amplo, mais límpido, se rasgar ante nós, poderemos todos - mas todos! – dizer com justificada ponta de orgulho: «Também contribuí na medida das minhas forças para que possa agora disfrutar de toda esta perspectiva!.Eis a grande lição que o II Encontro nos vai trazer. Que todos nos regozijemos com ela!

Ano

2004

Creators

Cunha, Rosalina Silva

A formação profissional dos bibliotecários alemães (alemanhã ocidental)

Refere-se a traços largos o sistema de preparação profissional dos bibliotecários da República Federal Alemã, enquadrados em dois niveis de actividade na hierarquia dos serviços das bibliotecas, niveis que correspondem a dois graus distintos de formação, ou seja ao curso bibliotecário superior e ao curso bibliotecário médio.

Ano

2003

Creators

Lopes, Rosalina Pereira

A reorganização do centro de documentação técnica do laboratório de ensaios de materiais e mecânica do solo

O artigo trata da forma como se está executando a reorganização do Centro de Documentação Técnica do L. E. M. M. S., com os problemas e soluções daí provenientes, atendendo a que a actividade normal do C. D. T. não foi interrompida.

Ano

2004

Creators

Norton, Manuel Artur

A biblioteca de empresa: Esquema de uma planificação dos serviços de biblioteconomia

Partindo do princípio evidente de que a empresa moderna tem necessidade de recorrer à informação bibliográfica e de organizá-la com base numa biblioteca, definem-se as características e objectivos duma biblioteca de empresa, e as exigências da sua instalação, manutenção e desenvolvimento, planificando-se a seguir os serviços essenciais: registo, classificação, catalogação, colocação, leitura e empréstimo. Passa-se então ao tratamento e circulação de revistas, concluindo-se com a indicação de alguns serviços complementares: relatórios, estatísticas, orçamentos e reuniões de carácter técnico.

Ano

2004

Creators

Calado, Adelino

Comentários e Notícias

- Da reunião de bibliotecários-arquivistas promovida por «Cadernos. em Lisboa, no dia 27 de Novembro do ano transacto, publicamos a seguir, com o amável acordo dos seus autores, os textos das palestras então proferidas, as quais terão assim a merecida expansão. - A 31ª Conferência da F.I.D. - Normalização - Cadernos, e os recentes pedidos de Bibliotecários - Notícias Várias

Ano

2004

Creators

BAD, Cadernos

Considerações sobre o II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses

Exactamente um ano após a realização do I Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses,efectuava-se, de 30 de Março a 3 de Abril de 1966, o II Encontro. Para lá de todos os aspectos que é preciso desde já elogiar, temos de reconhecer que pôr de pé esta segunda reunião demonstra à saciedade que a capacidade de efectivação e o grau de eficiência dos 1IOSSOS colegas são verdades inconcussas, que não oferecem qualquer dúvida.Mais ainda: a organização do II Encontro foi cuidada e teve larga audiência, serviu bem os fins almejados - dizer ao País que realmente, no campo cultural, ele possui também um notável escol nos seus bibliotecários e arquivistas. Tal demonstração ficou patente. Ninguém já discutirá. Hoje só há que tomar em alta consideração a acção destes sempre que se pensar em termos de reforma de estudos à escala nacional ou de planeamento amplo da reforma da mentalidade lusitana. O II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses foi, pois, um decisivo passo num caminho em frente e rectilíneo que a todos nos anima.Enquanto do I Encontro sairam comissões com fim bem específico para formar, por exemplo, as comissões regionais para o estudo das regras "de catalogação, do II Encontro não houve que recorrer a tal expediente. E por um motivo bem simples: graças aos decretos-leis 46348 e 46350 de 22 de Maio de 1965, criaram-se as condições legislativas que permitem a obtenção de uma série de benefícios que há tanto se aspiram, tais como Regras Portuguesas de Catalogação, Depósito Legal, Catálogos Colectivos, remodelação do Curso de Bibliotecário-Arquivista, etc. Enfim, dispondo desses diplomas que o Ministério da Educação Nacional criou em boa hora, está-se na senda perfeita para se atingir oque se deseja. Assim, os olhos estão postos na 3ª Secção da Junta Nacional da Educação para que ela leve à concretização das esperanças de todos os técnicos nacionais das questões bibliográficas e arquivísticas, esperando-se que reúna regular e frequentemente e resolva tantos dos problemas que nos assoberbam.Mas que resultou imediatamente do II Encontro? Uma grande obrigação: todos temos de dar colaboração, todos devemos fazer estudos, todos temos de contribuir na medida das nossas muitas ou poucas disponibilidades de tempo, de informação, de habilitação, para que os nossos colegas e os organismos responsáveis possam aproveitar ao máximo as contribuições que lhe dermos. Actualmente, por exemplo, só se poderão obter as Regras Portuguesas de Catalogação ou a Ficha Catalográfica Nacional graças aos elementos de estudo que os nossos colegas de Lisboa, Porto ou Coimbra trouxeram. Mas mais é preciso fazer. Novos estudos, novas sugestões há que fazer.Realmente este,tipo dos nossos Encontros serve para ventilar problemas - e para lhes dar solução adequada. Quanto mais trabalhos e 'realizações forem aparecendo, desde a simples tradução de um capítulo das regras de catalogação em estudo pela ALA até a qualquer trabalho original elaborado em conjunto de técnicos ou individualmente, tanto melhor. É sinal de que a chama destas reuniões não se extinguiu.Outro facto surgido durante o II Encontro foi a distribuição do belo volume com os trabalhos impressos do I Encontro. Por ele se vê a quantidade extraordinária de estudos feitos e do seu interesse e actualidade. Sempre que entre nós se abordarem tais problemas, as Actas daquela reunião têm de estar presentes, o que só honrará os bibliotecários e arquivistas, e servirá igualmente para dizer que os Encontros deste género alcançam também os seus objectivos imediatos a curto prazo.Outro facto de larga repercussão pública e social foi o extraordinário êxito que o Arquivo Nacional da Torre do Tombo obteve ao promover, integrada no II Encontro, a exposição dos seus iluminados e manuscritos valiosos. O público, durante esses dias, acorreu em massa para ver tão belas espécies, pois umas 10000 pessoas ali foram.Ora que quer dizer isto tudo? Que a receptividade do público continua viva. O problema está todo nisto: saber dar-lhe coisas de interesse, mesmo que elas sejam do passado. A Torre do Tombo soube mostrar que a história tem vida e beleza, e da! tão grande triunfo, que é igualmente um triunfo dos bibliotecários e arquivistas portugueses.

Ano

2004

Creators

BAD, Cadernos

A biblioteca central do Instituto Superior Técnico

No summary/description provided

Ano

2004

Creators

Dinis, Maria Lurdes

A preparação do II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses

No summary/description provided

Ano

2004

Creators

Mendes, Maria Teresa Pinto

Comentários e Notícias

- O II Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses - Constituição da 3ª Secção da Junta Nacional de Educação - A situação económica dos bibliotecários-arquivistas tratada na Assembleia Nacional - «A Juventude e o Livro» - Trabalhos decorrentes do Simpósio sobre a Utilização da Informação Científico-Técnica de Luanda - Bolsas de estudo de Biblioteconomia - Curso do INII sobre Organização do Trabalho Administrativo - Notícias Várias  

Ano

2004

Creators

Cepeda, Isabel Vilares Norton, Manuel Artur Pereira, Carlota Gil

Editorial

I - Subsídio eventual Conforme as declarações que o ministro das Finanças, Dr. Ulisses Cortez, prestou, vai ser concedido a partir do próximo dia 1 de Setembro um subsídio eventual de custo de vida sobre os actuais vencimento dos funcionários públicos, referidos no artigo 1.0 do Decreto-Lei nº 042046, de 23 de Dezembrode 1958.No caso dos bibliotecários e arquivistas esse subsídio é de 20%, pelo que a situação passará a ser esta no capítulo dos seus vencimentos: 1) Bibliotecários-chefes - Letra J - ganhavam 4 500$00 e passarão a receber 5400$00, com um aumento de 900$00 (Por enquanto só há um tal cargo na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e está previsto outro para a Biblioteca Municipal do Porto ); 2) 1.os Bibliotecários - Letra K - ganhavam 4000$00 e passarão a receber 4800$00, com um aumento de 800$00; 3) 2.oS Bibliotecários - Letra L - ganhavam 3600$00 e passarão a receber 4320$00, com um aumento de 720$00; 4) 3.os Bibliotecários - Letra O - ganhavam 2600$00 e passarão a receber 3120$00, com um aumento de 520$00. Em relação ao que os bibliotecários e arquivistas desejam - e se não se resolver este ponto, teremos a certeza de que o futuro das bibliotecas e arquivos será bem negro - que é a equiparação aos outrosAgora, o Diário do Governo de 18 de Julho de 1966 volta a publicar novo anúncio a abrir concurso para o preenchimento daquelas vagas: 4 no Arquivo Nacional da Torre do Tombo; 3 na Biblioteca Nacional de Lisboa; 3 na Biblioteca Geral da Universidade ,de Coimbra; 1 na Academia Nacional de Belas-Artes de Lisboa 1 no Arquivo Distrital do Porto. Quer dizer, 12 lugares! Ora, como não havia diplomados, recorreu-se ao expediente que o decreto-lei nº 46350, de 22 de Maio de 1965, permite: o concurso está aberto para os que já possuam aprovação nos exames finais de todas as disciplinas do mesmo Curso. Mesmo assim poucos concorrentes haverá, já que a frequência do Curso no presente ano lectivo foi diminuta - cinco ou seis alunos! Amanhã este mesmo concurso vai abrir de novo, conforme com a terceira hip6tese que a lei prevê – concurso aberto simplesmente entre os licenciados com um curso superior, obrigando-se estes, no prazo de três anos, para obterem o provimento definitivo, a tirar o diploma do Curso de Bibliotecário-Arquivista.Na realidade que vai acontecer a estes indivíduos? II - Concursos desertos Como o ordenado é diminuto, eles apenas se demorarão nas bibliotecas e arquivos o tempo suficiente para arranjar uma nova colocação, mais rendosa, o que não é nada difícil. Tudo questão de tempo. Portanto, a boa intenção do legislador - atrair gente ao Curso de Bibliotecário-Arquivista - vai ser iludida e apenas por uma só razão: insuficiência  de ordenados, vencimentos diminutos!Acrescente-se ainda que nestes últimos tempos mais três ou quatro outros lugares surgiram - e não vão ser preenchidos... Se não quisermos a rarefacção dos quadros técnicos, científicos das nossas bibliotecas e arquivos, se não quisermos que estes morram de vez como estabelecimentos de base ao serviço do geraldesenvolvimento da Nação, se não quisermos a sua degradação, só teremos um caminho a seguir: atrair gente para a profissão fazendo a equiparação dos bibliotecários e arquivistas aos outros técnicos do Estado, aos professores dos liceus. E não nos iludamos com mais esta ou aquela panaceia, que é simples expediente para não atacar de frente o problema - o da equiparação! III - Ida a Angola Cadernos promove mais uma iniciativa de largo alcance para os bibliotecários e arquivistas. Graças ao decidido apoio dado pelo Ministério do Ultramar, por intermédio da sua Direcção-Geral do Ensino e do seu ilustre Director-geral, Doutor Justino Mendes de Almeida, a quem desejamos aqui prestar as nossas mais rendidas homenagens pelas gentilezas e compreensão que tem mostrado para com todas as questões que naturalmente se levantam sempre em organizações deste género, vai deslocar-se um grupo de bibliotecários e arquivistas a Angola de 19 de Novembro a 5 de Dezembro próximo.Irão ministrar, como monitores, um curso intensivo de técnica bibliográfica. Insistir-se-á sobretudo nos aspectos mais práticos da catalogação e da classificação, mas não se descurarão todos os outros sectores desde os da Normalização, Documentação até aos da Arquivística, Catálogos colectivos, etc.Angola, por intermédio do seu Instituto de Investigação Científica, patrocina a deslocação, numa manifestação de apreço que muito nos apraz verificar. Cumpre-nos aqui salientar o decidido apoio do seu director Doutor Cannas Martins, que revelou sempre o mais alto espírito de compreensão por este curso, e do nosso colega Dr. António Correia, que se tem mostrado entusiasta e de animado espírito de meritória colaboração. Era intenção dos Cadernos que esta iniciativa tivesse a maior representação possível. Infelizmente, por  compreensíveis dificuldades económicas, o número de monitores teve de ser reduzido e assim houve que restringir a estrutura do Curso adoptando um plano de linhas muito mais modestas do que as inicialmente previstas. Outras iniciativas, porém, estão gisadas, esperando nós que então haja uma maior participação dos nossos colegas, o que agora infelizmente, e apesar dos esforços feitos, não pode verificar-se.A ida a Luanda ministrar um curso de técnica bibliográfica destinado ao pessoal que trabalha nos arquivos, bibliotecas e centros de documentação angolanos, é uma tarefa da maior responsabilidade.Podemos mesmo dizer que está em jogo a real capacidade dos nossos técnicos da especialidade. Aquela organização está a ser cuidada com todas as cautelas, pois temos a consciência de que as Jornadas de Luanda que se avizinham constituirão uma prova decisiva no futuro dos nossos bibliotecários e arquivistas.Eles vão dar uma amostra da sua capacidade, vão revelar ao País aquilo que poderão fazer de extremamente útil e-por que não? .. - patriótico. Sentido o peso das responsabilidades, Cadernos, altamente conscientes do que este passo significa, estão a organizar as coisas de molde a atingirem plenamente os objectivos que sempre se propuseram: a dignificação do bibliotecário e do arquivista português!Para que a iniciativa resulte, todos - os que infelizmente não podem ir e os que têm o pesado encargo de ir ministrar conhecimentos de base - têm de dar o melhor esforço e mostrar o mais alto espírito de compreensão, pois criticar é fácil, destruir ainda mais. Mas estamos crentes e seguros de que as Jornadas de Luanda vão ser um êxito que se reflectirá imediatamente no prestígio e na dignidade de uma alta profissão técnica.

Ano

2004

Creators

BAD, Cadernos