Repositório RCAAP
LOS MOVIMIENTOS CAMPESINOS COMO PRODUCTORES DE ESPACIO Y TERRITORIO. LA CARTOGRAFÍA SOCIAL EN LA REGIÓN SEMI-ÁRIDA Y HÚMEDA DEL CHACO ARGENTINO / Movimentos camponeses como produtores de espaço e território. Mapeamento social no semi-árido e úmido do Chaco argentino / Peasant movements as producers of space and territory. Social cartography in the semi-arid and humid region of the Argentine Chaco
El registro fotográfico que presentamos aquí es resultado del trabajo de cartografía social realizado entre la UNPEPROCH y el GEPCyD en distintos espacios agrarios y rurales de la provincia de Chaco, en situaciones de disputa o recampesinización, desde el año 2008 al 2019. Como citar esta memória fotográfica:BARBETTA, Pablo; DOMÍNGUEZ, Diego Ignacio. Notas/Memórias Fotográficas: Los movimientos campesinos como productores de espacio y territorio. La cartografía social en la región semi-árida y húmeda del Chaco argentino. Revista NERA, v. 24, n. 57, p. 307-314, Dossiê I ELAMSS, 2021.
2021
Barbetta, Pablo Nicolás Domínguez, Diego Ignacio
COMUNIDADES TRADICIONAIS, TRABALHO E TURISMO NO CONTEXTO LATINO-AMERICANO E CARIBENHO: ELEMENTOS PARA COMPREENDERMOS AS RELAÇÕES DIALÉTICAS DE RESISTÊNCIAS NOS TERRITÓRIOS DE MANAUS (BRASIL), VALE SAGRADO (PERU) E VALE DOS VIÑALES (CUBA) / Traditional communities, work and tourism in the Latin American and Caribbean context: elements to understand the dialectical relations of resistance in the territories of Manaus (Brazil), Vale Sagrado (Peru) and Vale dos Viñales (Cuba) / Comunidades tradicionales, trabajo y turismo en el contexto latinoamericano y caribeño: elementos para comprender las relaciones dialécticas de resistencia en los territorios de Manaus (Brasil), Vale Sagrado (Perú) y Vale dos Viñales (Cuba)
A prática turística é apontada como uma possibilidade de desenvolvimento “sustentável”, todavia em diversas situações observamos que ocorrem conflitos/tensionamentos devido as diferentes lógicas que se colocam sobre os territórios advindas da circulação do Capital e das tradicionalidades estabelecidas pelos sujeitos territorializados neles, que por sua vez, em alguns casos, buscam resistir a partir da sua inserção em tais atividades permanecendo em seus territórios gerando assim contradições. Neste sentido, o trabalho busca apresentar via análise fotográfica as distintas realidades dos territórios de Manaus (Brasil), do Vale Sagrado (Peru) e do Vale dos Viñales (Cuba). Observamos que na busca pela permanência em seus territórios os indígenas de Manaus e Peru, os ribeiros de Manaus e os camponeses de Cuba, se inserem via Trabalho dentro da atividade turística que segue uma lógica global, assim como também vendendo elementos materiais e imateriais de suas culturas e territórios. Dialeticamente, tais ações impactam nas suas multiterritorialidades devido as diferentes práticas impostas pelas atividades turísticas. Devido ao movimento do e no território, estamos compreendo tais sujeitos organizados via Trabalho dentro do conceito de movimento socioterritorial, ampliando tais análises. Como citar esta memória fotográfica:BUSCIOLI, Roberson; DALPEIRO, Lara. Notas/Memórias Fotográficas: Comunidades tradicionais, trabalho e turismo no contexto latino-americano e caribenho: elementos para compreendermos as relações dialéticas de resistências nos territórios de Manaus (Brasil), Vale Sagrado (Peru) e Vale dos Viñales (Cuba). Revista NERA, v. 24, n. 57, p. 315-326, Dossiê I ELAMSS, 2021.
2021
Buscioli, Roberson da Rocha Dalperio Buscioli, Lara
TERRA, CAPITAL, TRABALHO: DAS MÃOS QUE TECEM TERRITÓRIOS DE VIDA, LUTA E RESISTÊNCIA AOS IMPACTOS DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO / Land, capital, labour: from the hands that weave places of residence, struggle and resilience to impacts on economic development / Tierra, capital, trabajo: de las manos que tejen territorios de la vida, lucha y resistencia a los impactos del desarrollo económico
O trabalho em foco busca evidenciar a partir de relatos de lideranças, o processo de luta socioterritoriais em comunidades tradicionais do litoral sergipano. Entende-se que o território é um processo dialético da totalidade no que tange às transformações das relações de produção social, ou seja, o território é pensado aqui, como produto dos conflitos estabelecidos pelas relações sociais contraditórias. Tendo este cenário posto, esta nota é dividida em três dimensões: Terra, Capital e Trabalho, onde busco analisar como o avanço do capital sob a retórica do desenvolvimento econômico, impacta a reprodução social de povos e comunidades tradicionais. Como citar esta memória fotográfica:ARAÚJO, Jhonatas Ramos Macario de. Notas/Memórias Fotográficas: Terra, capital, trabalho: das mãos que tecem territórios de vida, luta e resistência aos impactos do desenvolvimento econômico. Revista NERA, v. 24, n. 57, p. 327-334, Dossiê I ELAMSS, 2021.
2021
Macario de Araújo, Jhonatas Ramos
Capa
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Folha de rosto
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Expediente
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Sumário
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Compêndio de autores
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Compêndio de edições
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A POLÍTICA AGRÁRIA NO GOVERNO BOLSONARO: AS CONTRADIÇÕES ENTRE A EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO, O AVANÇO DA FOME E O ANTIAMBIENTALISMO / Agrarian policy in the Bolsonaro government: the contradictions between the expansion of agribusiness, the advance of hunger and anti-environmentalism / Política agraria en el gobierno de Bolsonaro: las contradicciones entre la expansión del agronegocio, el avance del hambre y el anti-ambientalismo
O agronegócio nunca saiu de cena e, nas últimas décadas, nem retrocessos apresenta, está em franca expansão em direção ao Cerrado, a Amazônia e ao Pantanal. Sempre desmatando e eliminando aquilo que impede e questiona o seu crescimento desenfreado. Afinal, para haver expansão é necessária a existência de territórios disponíveis (muitas vezes tratados como ociosos, vazios) para serem apropriados. Foi assim nos anos áureos dos ditos governos progressistas, que usufruíram do boom das commodities e continua assim hoje em pleno um momento de crise econômica, política, sanitária e social. Contudo, vivemos um momento particular: a pandemia da COVID-19, que desde o início de 2020 assola todo o globo e que é utilizada pelo governo brasileiro para “passar a boiada”. Assim, o objetivo deste artigo é apontar elementos que permitam a reflexão sobre como o governo de Jair Messias Bolsonaro (sem partido) em tão pouco tempo de mandato tem fortemente impactado a questão agrária e ambiental. Este texto compreende a apresentação do número 58 da Revista NERA, que conta com dez importantes contribuições acerca da complexidade e multiescalaridade da questão agrária. Como citar este artigo:PEREIRA, Lorena Izá; ORIGUÉLA, Camila Ferracini; COCA, Estevan Leopoldo de Freitas. A política agrária no governo Bolsonaro: as contradições entre a expansão do agronegócio, o avanço da fome e o antiambientalismo. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 08-27, mai.-ago., 2021.
2021
Izá Pereira, Lorena Origuéla, Camila Ferracini Coca, Estevan Leopoldo de Freitas
Capa
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Folha de rosto
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Expediente
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Sumário
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Editorial Dossiê Singa/NERA
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2021
Gonçalves, Claudio Ubiratan Alentejano, Paulo Roberto Rapozo
GRANDES PROJETOS DE MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA: O GOVERNO BIO/NECROPOLÍTICO DO TERRITÓRIO E OS PROCESSOS DE TERRITORIALIZAÇÃO DE EXCEÇÃO/Big mining projects in the Amazon: the bio/necropolitic government of the territory and and the exceptional territorialization processes
Esse artigo problematiza os grandes projetos de mineração na Amazônia, tratando-os como processos de territorialização de exceção, que, para realizarem sua racionalidade corporativa, precisam suspender/violar outras dinâmicas de realização da vida, outras territorialidades. Por meio de uma análise dos processos de suspensão do ordenamento jurídico, da definição de espaços de influência direta da atividade mineral e da administração das populações do entorno dos megaempreendimentos de mineração na Amazônia, demonstramos a produção de uma geografia de exceção que nos mostra esses empreendimentos não apenas como um processo de expansão de sistemas técnicos, mas como produtores de ruínas, que naturalizam o uso da violência, da destruição e da morte em processo de acumulação por espoliação.
MINERAÇÃO E QUESTÃO AGRÁRIA: GRANDES PROJETOS, REGIME DE TERRAS E A FORMAÇÃO DO LATIFÚNDIO MINERO-EXPORTADOR NO CONTEXTO DO PROJETO MINAS RIO (2007-2014)/Mining and the agrarian question: major projects, land regime and the formation of the mining-exporting latifundium in the context of the Minas Rio Project (2007-2014)
Nos últimos 15 anos, o padrão de acumulação do capital na América Latina aprofundou as disputas políticas e geoeconômicas em torno da valorização e do controle de recursos naturais e da terra e abriu novas frentes de expansão/expropriação do território por meio da implantação de grandes projetos de desenvolvimento (GPD). Na mineração, dada a magnitude dos projetos, a necessidade de grandes extensões de terra e a disponibilização de áreas exclusivas para usos industriais e logísticos impôs uma verdadeira “corrida pela terra” em toda a região e dinâmicas de reconcentração da propriedade da terra. No presente texto, busca-se analisar, a partir de diferentes escalas e no contexto do Projeto Minas Rio, as transformações fundiárias e a reconcentração da terra como dimensão constitutiva das novas reconfigurações da mineração e como o espaço agrário se tornou o centro dos embates e de novas conflitividades com a implantação dos GPD. A forma pela qual a propriedade se transmutou em fator constitutivo da reprodução do capital mineral nos indica uma reposição e complexificação da conflitividade no espaço agrário e a imposição de um regime especial de apropriação de terras.
AS FORMAS DE PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO SOCIAL NOS ASSENTAMENTOS RURAIS/The forms of production and social reproduction in rural settlements
A partir da década de 1990, foi observado no campo brasileiro transformações nos meios e modo de produção ao longo das décadas, bem como no tamanho e distribuição das propriedades rurais, impactadas pela nova lógica de reprodução do capital. Nesse contexto, crescem no país as mobilizações pela realização da reforma agrária, fato que contribuiu para a criação de política de assentamento rural realizadopelo Estado.Foi um período em que houve a ampliação no número de assentamentos criados no país. O objetivo do trabalho é caracterizar a relação dos sujeitos com o território e analisar o uso da terra por meio do que foi produzido. Para tal, realizou-se levantamento bibliográfico sobre reforma agrária, território e assentamentos rurais, seguido de coleta de dados primários (entrevistas e formulários) com os assentados dos Projetos de Assentamento (PA´s) Chico Mendes, Divisa e Engenho da Serra.A partir disso, identificou-se quea relação de homens e mulheres com o território é resultante da intencionalidade desses, no qual se tem a constituição dos assentamentos, como espaço de vida e trabalho, eos meios e modos de produção adotados pelos sujeitos dos assentamentos rurais, no município de Ituiutaba (MG), o que tem possibilitado sua reprodução social.
2021
Ramos, Elaine Aparecida Borges, Ana Claudia Giannini
O COMPORTAMENTO DO PRONAF NO SUDESTE DO PARÁ: UM ESTUDO DE CASO NO ASSENTAMENTO 26 DE MARÇO, MARABÁ-PA/Pronaf’s demeanor in the Southeast Pará: a Case study in the Assentamento 26 de Março, Marabá (PA)
Este texto analisa o comportamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Sudeste do Pará e as suas repercussões no Assentamento 26 de Março, localizado no município de Marabá. As perguntas que nos auxiliaram foram: o Pronaf fortalece o seu público em nível local? Se sim, de que modo isso acontece? Se não, quais são as repercussões do seu comportamento em nível local e os caminhos a serem seguidos? Baseamo-nos em dados da Matriz de Referência do Banco Central do Brasil e no método do estudo de caso. Realizamos levantamento bibliográfico-documental e pesquisas de campo realizadas entre 2017 e 2018 com a realização de entrevistas e observação participante. Concluímos que o programa se comporta de modo limitado e seletivo e, por consequência, não contempla a diversidade social da agricultura familiar em nível local. Como resultado dessa tendência, efeitos negativos no âmbito social, ambiental e econômico são recorrentes no assentamento.
O “NOVO CAMINHO DAS ÁGUAS” NA PARAÍBA: DESPOJO MÚLTIPLO E REGIMES DE DESAPROPRIAÇÃO EM OBRAS HÍDRICAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO/The "new way of the waters" in Paraíba: multiple dispossession and expropriation regimes in water projects in the semiarid northeast
Resumo Este artigo convida a uma reflexão crítica sobre a questão hídrica em contextos de semiaridez no Nordeste brasileiro, a partir de uma discussão teórica e empírica. O artigo interliga dados colhidos em pesquisa de campo desenvolvida no Estado da Paraíba com uma revisão teórica sobre o tema da “acumulação primitiva” na literatura marxista, com especial atenção às categorias “despojo múltiplo” (TRUJILLO, 2018, 2019) e “regimes de desapropriação” (LEVIEN, 2014). A segunda parte do artigo detalha alguns elementos teórico-metodológicos que orientaram o processo de pesquisa de campo, destacando a presença não só dos pesquisadores mas do próprio movimento social co-produzindo conhecimentos a partir da realidade analisada. Ao final, serão apresentados alguns achados da pesquisa empírica, que trata mais especificamente do Canal das Vertentes Litorâneas (Acauã-Araçagi) – considerada pelo próprio Governo da Paraíba a principal obra hídrica do Estado. Construímos, por fim, algumas sínteses parciais que apontam para: um cenário de ampliação da conflitividade hídrico-territorial naquela região a exemplo do que tem ocorrido em outros Estados da região Nordeste e a necessidade de complexificar as análises a partir de abordagens críticas e interdisciplinares.
2021
Morais, Hugo Belarmino de Ribeiro, Ana Maria Motta Silva, Osvaldo Bernardo da