Repositório RCAAP

The angel, the martyr and the whore: Elizabeth Gaskell's female trinity

Elizabeth Gaskell’s two most controversial novels, Mary Barton and Ruth, focus on female characters who represent, respectively, the full acceptance and the incipient refusal of Victorian common sense. In Mary Barton, two stereotypes coexist: the woman-angel (Mary) and the whore (Esther). The novel depicts the dangers brought by economic independence and factory labour to young female workers, as well as the degeneration until death to which all “fallen women” are doomed. But, sometimes, both kinds of women seem to coincide in a sole character, creating a real human being instead of a mere didactic device. Gaskell’s soft revolution will rise in Ruth, with her unwelcome sympathy for the abandoned women and single-mothers. Ruth’s destiny would have been similar to Esther’s if Elizabeth Gaskell hadn’t had the generous courage of subverting the rules. Ruth ‘sins’, but her route until the redeeming death is not one of vice and degeneration, but one of penance and virtue. Showing without solving, the author voices the conflict between human nature and social rules...which nevertheless are still the winners.

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2022-11-18T14:17:26Z

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Sarmento, Clara

As fontes históricas do De vita et moribvs B. Elisabethae Lusitaniae Reginae Libri III de Pedro João Perpinhão, S.J.: o conflito etre D. Dinis e o seu filho e a intervenção de D. Isabel

In order to compose his biography of Queen Saint Elizabeth, the jesuit priest Pedro Perpinhão, teacher and speaker of the Colégio das Artes, in the middle of the sixteenth century, seeked information on historical writings, to give truth and credibility to his words. This paper stablishes the parallel between his text and those historical writings.  

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2022-11-18T14:17:26Z

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Toipa, Helena Costa

Um tigre, dois tigres, três tigres: William Blake e Jorge Luis Borges num poema em prosa de Eugénio de Andrade

Prose poem “Borges e os tigres”, by Eugénio de Andrade, invokes, intertextually, two other wild beasts, present in the compositions “The Tiger”, by English writer William Blake, and “El otro tigre”, by Nobel Prize winner Jorge Luis Borges. In this article, I examine the three texts, in order to understand how Eugénio reflects, Appropriates and recreates, with imagination and talent, the literary animals of Blake and Borges. To accomplish my goals, I resort to studies by specialists in the fields of literature, myth and symbol. The result will be, I expect, a different and revealing perspective about the meanings that hide in Eugénio’s prose poem.

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2022-11-18T14:17:26Z

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Mancelos, João de

What burns in your heart: a viagem de regresso em Garden State (2004) de Zach Braff

Garden State (2004) by Zach Braff is a very good example of the importance of the journey for humanity and, in this particular case, for the American culture. In this article we analyze this movie taking into account the journey back home of the main protagonist where he will find himself again, learning to live life in a uncomplicated and fulfilling way.

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2022-11-18T14:17:26Z

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Duarte, José

A outra ética: desafios propostos pela tradução cultural (com breve reflexão sobre discursos nao-literários)

 This article addresses the by and large neglected question of Cultural Translation in non-literary territories. Reflections have been, in fact, limited almost exclusively to the translation of literary texts. However the approach presented here differs from this one since it covers a larger plan, covering all kinds of discourses. This perspective reflects on issues of ideology, violence and resistance that necessarily involve the process of translation as a whole. Such questions tend to be ignored by translators but they are a material aspect of their social action. This is the ethics of translation professionals must recognize and incorporate into their work.

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2022-11-18T14:17:26Z

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Biscaia, Maria Sofia Pimentel

Osmose cultural e neolitização na Pré-História europeia. A propósito da transição Mesolítico-Neolítico no sul de Portugal

Os autores procuram aplicar o conceito de osmose cultural ao processo de neolitização ocorrido em três áreas europeias: a Costa Sudoeste, o Vale do Sado e a planície setentrional da Europa. Esse processo teria sido protagonizado pelas populações do Mesolítico Final ao adoptarem (e reelaborarem) as inovações neolíticas, tecnológicas e/ou económicas, de modo selectivo e de acordo com as suas próprias necessidades e identidade cultural. Em suma, a dinâmica gerada pelo desenvolvimento económico-social das populações mesolíticas teria constituído o factor fundamental da integração selectiva das referidas inovações. Os autores privilegiam as relações de vizinhança, admitindo que a prática da exogamia poderia ter representado importante veículo de difusão.  

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2022-11-18T14:17:27Z

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Silva, Carlos Tavares da Soares, Joaquina

A neolitização do Portugal meridional no contexto mediterrâneo ocidental do VI milénio a. C.

No presente texto descrevem-se as principais características do primeiro Neolítico do actual território português, o qual está restrito às regiões meridionais do país, tem uma economia de produção que não se encontra ainda bem definida, e a sua cronologia indica 5.500-5.400 cal BC para o seu surgimento, que ocorre no centro da Estremadura e no Barlavento Algarvio. Em regiões adjacentes, as adaptações mesolíticas perdurarão até ao início do V milénio a.C., com ou sem interacção com as comunidades neolíticas (no caso do Sado e de Muge, respectivamente). As características da cultura material deste Neolítico integram-no claramente na tradição cardial, mas apresenta diferenças dignas de nota em relação, por exemplo, às realidades congéneres do Levante peninsular. A sua comparação preliminar com os contextos conhecidos na Andaluzia e norte de Marrocos permite identificar afinidades entre estas três grandes regiões e extrair ilações acerca dos processos específicos da neolitização das mesmas. O estado actual dos conhecimentos, ainda muito insuficientes em diversos domínios da investigação, aponta no entanto para a possibilidade de se estar perante um processo catalizado pela chegada de grupos cardiais por via marítima que se instalam em territórios marginais aos mesolíticos.  

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2022-11-18T14:17:27Z

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Carvalho, António Faustino de

Breves reflexões sobre os caminhos das antigas sociedades camponesas no centro e sul de Portugal

O autor apresenta algumas das questões que tem presentemente em estudo, quer as potenciadas pelo Projecto «PLACA NOSTRA» quer pelo Projecto «Caminhos do Sul». Analisa questões relacionadas com os «movimentos» megalíticos, e o seu duplo significado, com as placas de xisto gravadas, particularmente as placas CTT, refere a expansão arqueometalúrgica para Ocidente e a questão campaniforme, com relevo para as cerâmicas «campaniformes» decoradas com métopes.  

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2022-11-18T14:17:27Z

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Gonçalves, Victor S.

Análise de técnicas de tradução em textos da área da saúde e bem-estar no par de línguas alemão-português

The area of health and wellness is represented by different discourse genres, which constitute a challenge for every translator and make it necessary to have a clear idea about the target audience. These popular science texts constitute a growing text genre and are frequently translated into several languages. The emergence of countless publications for a non-professional audience as well as the fact that there are specific sections in journals and magazines, justify the interest of dealing with this topic in the field of Translation Studies. With regard to Translation Studies, the knowledge of translation techniques, specific for a language pair (in this case portuguese and German), represents a very important aspect. Starting with the works of Vinay & Darbelnet, several classifications have been proposed, among them the ones by Gallagher and Schreiber, which will be analysed in this article. On the basis of a corpus consisting of popular science texts, we would like to identify and characterize those techniques that are used when translating from German into Portuguese.

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2022-11-18T14:17:26Z

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Alegre, Teresa Herget, Katrin

Aspectos e problemas das origens e desenvolvimento da metalurgia do bronze na fachada atlântica peninsular

De há longa data que se reconhece que a maioria das produções metalúrgicas peninsulares, incluindo o território hoje português, atribuível ao último quartel do 3.º milénio a.C. e à maior parte do 2.º (Primeira Idade do Bronze) utilizam modelos de um grande conservadorismo, inclusive técnico, que, ao longo do 2.º milénio, progressivamente se afastam dos presentes na área europeia centro-atlântica. A tal facto não será estranha a produção peninsular de cobres arsenicais que integra boa parte dos artefactos de cobre do final do Calcolítico e a quase totalidade dos atribuíveis à Primeira Idade do Bronze, sendo correntemente afirmado que a tardia introdução das ligas de bronze (cobre e estanho) na metalurgia peninsular se deve ao sucesso dos cobres arsenicais em cujos minérios é rica. Argumentamos que esta introdução, perspectivada como ocorrendo por via continental trans-pirenaica por M. Fernández-Miranda, I. Montero Ruíz e S. Rovira Llorens (1995, p. 67) e seguindo de Navarra para as Mesetas e finalmente para o Sudeste Argárico, pode também pensar-se, face a novos dados disponíveis, como correndo ao longo da fachada atlântica peninsular, igualmente de norte para sul e daí para o interior. Para tal concorre a recente descoberta no Norte Português de evidências de produção de bronzes binários em contextos domésticos do segundo quartel do 2.º milénio a.C., bem como a revisão de anteriores achados do Centro-Sul português. Tais contextos permitem igualmente reflectir sobre as modalidades de que se reveste tal progresso tecnológico e qual o seu significado tecnómico e simbólico.

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2022-11-18T14:17:27Z

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Senna-Martinez, João Carlos de

Xosé Manuel Sánchez Rei, Lingua galega e variación dialectal, Ames, Laiovento, 2011, 662 páginas

No summary/description provided

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2022-11-18T14:17:26Z

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Mato, Xosé Ramón Freixeiro

Cavalos-de-frisa e muralhas vitrificadas no Bronze Final do Sudoeste. Paralelos europeus

Na Europa são conhecidos mais de 200 povoados fortificados que mostram evidências das suas muralhas terem sido sujeitas a um aquecimento intenso, o que levou à vitrificação dessas estruturas. Nas rochas silicicatadas, a vitrificação ocorre através de uma fusão total ou parcial de minerais primários e formação de uma fase vítrea. A vitrificação das muralhas, que só ocorrerá quando estas tiverem sido construidas com madeira e pedras, pode ter tido uma função construtiva, originando uma muralha mais sólida, ou destrutiva, se foi incendiada e arrasada devido a um qualquer conflito, ou, ainda, para formar uma estrutura de condenação de contextos pré-existentes. A vitrificação de muralhas de povoados proto-históricos ibéricos, mais precisamente no Sudoeste, foi pela primeira vez registada, já na década de noventa, no povoado do Monte Novo (Évora), com ocupações do Bronze Final, da Idade do Ferro e da Época Romana, e no do Passo Alto (Vila Verde de Ficalho), sendo aí atribuível a uma ocupação do Bronze Final. Outras muralhas vitrificadas foram posteriormente identificadas em Portugal, nomeadamente no Castelo Velho de Safara (I. do Ferro) e no Cerro das Alminhas-Sarnadinha (Bronze Final) e, em Espanha, nos povoados sidéricos da Fragua del Romualdo (Encinasola, Huelva), do Pico del Castilho (El Gasco, Cáceres), do Pico del Pozo de los Moros (Villasrubias, Salamanca). No povoado da Misericórdia (Serpa), com ocupações do Bronze Final e da 2ª Idade do Ferro, um muro vitrificado, fazendo parte de uma estrutura com uma base de maiores dimensões não vitrificada, foi datado por arqueomagnetismo. A estrutura que, muito provavelmente, faria parte de uma torre defensiva, tem uma data absoluta de 842-652 cal. BC.  

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2022-11-18T14:17:27Z

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Soares, António M. Monge

As relações europeias do território português na época romana

O território ocidental da Península Ibérica é, com demasiada frequência, considerado área marginal do Império Romano, cujo único interesse residia na sua riqueza mineira. Como consequência desta visão redutora permanece a tendência para interpretar como limitadas e pouco interessantes as relações desta periferia com a Itália e as restantes províncias do Império. Os progressos da investigação, histórica e arqueológica, se, neste caso, é possível considerar esta duplicidade, mostram inequivocamente, que a faixa atlântica que hoje corresponde a Portugal, sem conhecer a exuberância de testemunhos que se registam noutras regiões hispânicas, como a Bética, conta com provas seguras de contactos regulares e significativos com outras áreas do mundo romano.

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2022-11-18T14:17:27Z

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Mantas, Vasco Gil

Os suevos na Galécia e na Lusitânia

Da mais genuína origem indo-europeia, os Suevos tiveram um percurso geográfico muito significativo, confundindose praticamente, no período romano, com os Germanos, até porque abrangiam ou interagiam muito proximamente com várias etnias dispersas pelas regiões fronteiriças ao Império no Norte da Europa. A sua vinda para a Hispânia e actual território português, com eleição preferencial do Noroeste atlântico, permitiulhes manter a sua identidade etnico-cultural, primeiro face aos hispano-romanos e, depois, na sua relação com outros povos bárbaros, designadamente os Visigodos, até que o evoluir do tempo permitisse uma aculturação mais profunda, promissora de uma pacífica e enriquecedora interacção com outros modos de estar na sociedade hispânica, abrindo perspectivas novas de futuro. É sobre esta realidade que se pretende reflectir, fazendo, em primeiro lugar, um levantamento de dados históricos sobre a acção dos Suevos e, em segundo, uma leitura sobre a chamada Pax Suévica no Ocidente Peninsular, condicionante de caminhos novos abertos às gerações que se lhes seguiram.  

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2022-11-18T14:17:27Z

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Maciel, Manuel Justino

«A Oeste nada de novo»?

Desde os primórdios da produção arqueológica que a origem dos vestígios identificados no terreno mereceu a maior atenção, estabelecendo-se, desde então, e de alguma forma, uma fronteira entre quem apoiava uma proveniência exógena, mormente oriental, e quem defendia uma derivação endógena. Não obstante, estes posicionamentos não foram sempre inflexíveis, antes assistindo-se a sucessivas procuras de conciliação entre as duas abordagens, aliando a fonte oriental – o conhecido ex oriente lux – das principais realidades que marcaram os primeiros estádios da evolução humana a uma certa originalidade endógena, traduzida, tanto no modo como essas mesmas novidades foram adaptadas, quanto na emergência de algumas particularidades. Este foi, na verdade, um dos temas que mais interesse e polémica suscitou no seio da comunidade arqueológica – e antropológica – de oitocentos, perdurando na centúria subsequente, a ponto de se transformar, nalguns casos, num portentoso instrumento de manipulação de informação, de acordo com agendas políticas muito específicas. Embora despojada da intensidade que assumiu nos principais círculos académicos europeus, esta temática foi seguida de perto pelos principais investigadores portugueses actuantes neste domínio. É, justamente, este exemplo que pretendemos analisar nesta nossa primeira abordagem do tema, percorrendo e contextualizando o discurso produzido nas primeiras décadas de novecentos, período durante o qual houve um empenho redobrado em acentuar a originalidade de vestígios arqueológicos encontrados em solo português, ao mesmo tempo que se enfatizava a proximidade observada com existências identificadas noutros recessos europeus e extra europeus.

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2022-11-18T14:17:27Z

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Martins, Ana Cristina

A participação da Filologia Clássica, portuguesa e estrangeira, nos estudos de Arqueologia em Portugal

É em especial dos estudos epigráficos, como parte importante dos estudos arqueológicos, que nos ocuparemos hoje, partindo do princípio inatacável de que Epigrafia é Arqueologia e que não há nenhum epigrafista que possa dispensar uma formação clássica. Por Filologia Clássica entendemos nós não apenas o conhecimento dos idiomas grego e latino, com os respectivos dialectos, mas também essa imensa massa cultural que facilita uma melhor compreensão de toda a civilização ocidental. Se assim não fosse, como se entenderia o grande apoio dado em Portugal aos estudos arqueológicos por figuras gradas da epigrafia e que, com o mesmo à-vontade se movimentam na área da Arqueologia propriamente dita?

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2022-11-18T14:17:27Z

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Almeida, Justino Mendes de

Roteiro de Saragoça no século XVI

On the reports of travels that took place at the 16th century between Portugal and Rome, the description of some cities assumes particular importance. One of those cities is Saragossa a compelling passage for those who, although not going on a pilgrimage, wanted to visit this place of devotion, known by its sanctuaries, holy relics and miracles.

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2022-11-18T14:17:26Z

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Toipa, Helena Costa

Evocação de Octávio da Veiga Ferreira

Octávio da Veiga Ferreira (o Veiguinha), foi um arqueólogo que, apesar dos escassos meios científicos existentes ao seu alcance, produziu resultados e conclusões que ainda hoje são consideradas de grande valor. Um homem para quem “o preto sempre foi preto e o branco sempre foi branco”, o que por vezes provocou polémica. Um grande amigo dos seus amigos para quem amizade e sinceridade eram valores indiscutíveis.

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2022-11-18T14:17:27Z

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North, Christopher Thomas