Repositório RCAAP
Memória e história do ensino das humanidades: do nascimento do conceito de disciplinas escolares à atual ciências humanas
A escola brasileira na atualidade é marcada em sua organização pela divisão dos saberes específicos das ciências de referência nas chamadas disciplinas escolares. Essa estrutura se organiza na partição do tempo escolar em períodos, as conhecidas horas/aula. Cada professor tem com seus alunos um conjunto de períodos semanais para trabalhar os conhecimentos de sua área de saber, com vistas ao estudo de determinada quantidade de “conteúdos”, pré-estabelecidos pelo que se convencionou compreender como um código disciplinar de seu campo de saber. Nas ciências humanas esse formato organizacional se consolidou de forma quase que inquestionável, contribuindo para o isolamento dos saberes dentro das disciplinas escolares e no distanciamento entre seus atores de forma a impossibilitar os inúmeros diálogos possíveis entre os campos do saber. A partir dessa percepção podemos nos questionar: quando historicamente o campo das humanidades clássicas, como eram ensinados os saberes que hoje entendemos pertencentes as Ciências Humanas, na Idade Moderna, se dividiram em disciplinas escolares? Em qual contexto histórico e por quais motivos se fizera fundamental essa divisão? E como essa divisão impactou na formação dos professores, especificamente os de História, que são o foco de nosso estudo.
Memória, tradição e identidade: o canto coral no município de São Lourenço do Sul - rs
A herança patrimonial alemã está presente em vários aspectos no município de São Lourenço do Sul. Esta herança está representada através do idioma, da arquitetura e da música. Em 31 de outubro de 1857, embarcaram 88 pessoas no porto de Hamburgo para tornarem-se os primeiros colonos de São Lourenço. Ao longo dos anos muitos outros chegaram, predominantemente, Alemães e Pomeranos. Entre as várias manifestações culturais trazidas por estes imigrantes uma, especialmente, se destaca: o Canto Coral. Considerando que o canto coral é uma tradição no município de São Lourenço do Sul que se mantem viva desde a colonização até os dias atuais e também por existirem poucos estudos a este respeito o objetivo deste trabalho foi pesquisar a memória do Canto Coral na região e identificar os que ainda mantem viva esta tradição. Para tanto o estudo está fundamentado em Halbwachs, Nora, Candau, Pollak e Arevalo, entre outros, e foi desenvolvido a partir de um estudo qualitativo, exploratório, bibliográfico e de pesquisa de campo a partir da história Oral.
2017
Iepsen, Airton Fernando da Silva, Rogério Piva
Memórias de normalistas: uma reflexão sobre a formação de professoras primárias, nas décadas de 1950 e 1960, em Pelotas/RS
Neste artigo realizamos um estudo de abordagem historiográfica, que privilegia a análise de memórias de normalistas, de duas escolas da cidade de Pelotas, uma pública, de cunho laico, e outra privada, de educação confessional. Objetivamos investigar, com o amparo dos pressupostos teóricos metodológicos da História Cultural e da História Oral, algumas narrativas de professoras, que se formaram na Escola Normal Assis Brasil (instituição estadual) e na Escola Normal São José (instituição privada). Acreditamos que pesquisar sobre a formação docente das normalistas contribui na revelação de fatos que não se encontram registrados nos arquivos escolares e que auxiliam na construção da história de trajetórias discentes e docentes.
2017
do Amaral, Giana Lange Louzada, Maria Cristina dos Santos
Notas introdutórias sobre a história da educação no município do Rio Grande e a escola da Fábrica Rheingantz
Este trabalho tem por objetivo apresentar alguns resultados de um estudo ainda embrionário sobre a história da educação no município do Rio Grande e a escola da fábrica Rheingantz. Assim, concentrou-se nos métodos bibliográfico e exploratório com abordagem qualitativa. Como primeiro resultado, pode-se afirmar que o limiar do processo educativo no município data do final no século XVIII, com a aula de primeiras letras do professor Manoel Simões Xavier. Entretanto, até meados do século XIX, menos de 2% da população da cidade tinha acesso ao ensino. Por outro lado, em 1881, foi fundada a escola da fábrica Rheingantz, primeira do gênero no Estado, inicialmente para os funcionários menores de idade, posteriormente, permitiu a matrícula dos filhos de funcionários com menos de 13 anos e, à noite, mantinha aulas para os adultos, proporcionando educação a várias gerações.
2017
da Silva, Rogério Piva Piva da Silva, Márcia Alonso
O currículo como objeto de observação do historiador
Neste artigo fazemos uma revisão teórica sobre o currículo procurando observá-lo na dimensão diacrônica. Para isso estruturamos o artigo em: As teorias tradicionais do Currículo; As teorias críticas do Currículo; As teorias Pós-críticas do Currículo; O Currículo como objeto da História Cultural. Articulando autores como Tomaz Tadeu da Silva (1999), Alice Cassimiro Lopes (2011), Selva Fonseca (2013) e Circe Bittencourt (2008) percebe-se a contextualização histórica do o conceito de currículo. Multifacetado ele alterou-se historicamente atendendo a realidades sociais de tempos e espaços específicos. Concluímos que o currículo precisa ser compreendido no contexto social em que está inserido.
2017
Rodrigues Viana, Herika Paes Pacheco, Ricardo de Aguiar
O desafio das fontes históricas ao tratar da memória feminina estudo do conservatório de música de Rio Grande (1922-1954)
O artigo aborda a relação entre as Fontes Históricas e a Memória Feminina no Conservatório de Música de Rio Grande, ao longo do século XX, que ficou estigmatizada pelas concepções do século XIX. Esta Memória que foi olhada através de documentos e concebida não para eternizar-se na História, mas para o momento, estava atrelada a quem interessava fazer com que fosse lembrada. Importante destacar, o sentido da Memória Feminina que se pretende construir a partir da desconstrução de olhares pré-concebidos das Fontes a partir do Positivismo, o seu ápice de influência, e sua busca pela construção de um novo olhar sobre o grupo, na formação de uma Memória Coletiva na esfera musical, onde deverá haver interação de Fontes Históricas consideradas absolutas, enquanto cultura material e de “novas” fontes, como a História Oral, pretendendo assim ressignificar a objetividade e a subjetividade do conhecimento.
2017
Atallah, Gianne Zanella Nogueira, Isabel Porto
O ensino profissionalizante salesiano: um estudo sobre as oficinas do Leão XIII na cidade do Rio Grande/RS (1910-1930)
Entre as décadas de 1910 a 1960 o Liceu Salesianos de Artes e Ofícios Leão XIII efetivou na cidade do Rio Grande/RS oficinas profissionalizantes destinadas aos meninos de classes sociais menos favorecidas. O presente trabalho tem como objetivo analisar esta prática de ensino, a partir de um tecido composto pelos aspectos institucionais e pelas raízes educativas da ordem salesiana. Como suporte teórico-metodológico deste estudo, ressalta-se a História Cultural e a análise documental de relatórios, jornais e fotografias.
2017
do Valle, Hardalla Santos do Amaral, Giana Lange
“Para uso dos meninos, ou dos que principião o a b c”: orientações e advertências de um pai para o ensino das letras em um dicionário pedagógico que circulou no espaço luso-brasileiro no século xviii
Este artigo tem por objetivo analisar os discursos que orientaram certas prescrições para o ensino das letras presentes na obra Diccionario Pueril para o uso dos meninos, ou dos que principião o A B C, e a soletrar diccções (1784), cuja autoria foi registrada ao pernambucano Luiz Alvares [Alves] Pinto. Publicado em Portugal no século XVIII, estas instruções orientavam práticas educativas para aprender o alfabeto da Língua Latina. A publicação de dicionários, manuais e tratados de cariz pedagógico e de bons costumes teve relativo sucesso editorial no setecentos lusitano. Neste estudo enquadramo-lo na categoria de Literatura de Comportamento Social, pois se constitui como um importante instrumento capaz de promover máximas morais, geralmente católicas, e de guiar condutas sociais que contribuíam eficientemente na manutenção e bom funcionamento da corte portuguesa e da sua principal colônia.
2017
do Amaral, Giana Lange Ripe, Fernando
Representações dos gêneros: o ensino de história moderna no livro didático
O campo de pesquisa sobre o ensino de história, mais especificamente a cerca das várias faces dos manuais didáticos já possui discussões consolidadas. Portanto, com base nesse cenário o objetivo do presente texto é refletir sobre as formas de representação dos gêneros e estereótipos presentes no conteúdo e imagens referentes ao período que denominamos de história moderna no manual didático de maior circulação nas redes públicas de ensino, segundo o Plano Nacional do Livro Didático de 2012 – Projeto Araribá, o qual foi organizado pela editora moderna sob a responsabilidade de Maria Raquel Apolinário.
2017
Martins, Michele Borges Matos, Júlia Silveira
Sociedade união operária e a educação em Rio Grande/RS
Neste artigo enfatizamos a Sociedade União Operária – SUO por meio de um breve histórico desta sociedade, que foi uma das mais antigas e atuantes associações operárias e do Rio Grande do Sul, desde sua constituição, em 1893, até o fim da hegemonia anarquista nesta sociedade, em 1928. Visando abranger este estudo, demonstramos como a SUO atuava na educação dos operários, através da analise das Atas, Livros Caixas e Relatórios da Presidência produzidos na referida Sociedade e contrastado com outras fontes do mesmo período, como os Relatórios da Intendência Municipal do Rio Grande. Ainda nos debruçaremos em obras sobre o movimento operário e da educação no Rio Grande do Sul. Para o tratamento destes dados colocamos que as produções humanas são produções ideológicas, conforme afirmam Michel de Certau (1982, 70) e Roger Chartier (2001, 115), provenientes de uma cosmovisão. Apontaremos as disputas internas nesta associação, relevando a existências de diferentes grupos que atuavam nesta sociedade. De forma a elucidar essa atuação desta união na educação, mostraremos dados como os salários dos seus professores, os currículos usados pela escola desta guilda operária, a frequência dos estudantes do educandário da SUO, comparando essas informações com de outras instituições formativas deste período. Em movimento contíguo, são feitas observações quanto à hegemonização dos anarquistas nesta sociedade, revelando de que forma este grupo chega a liderança desta instituição. Veremos quais as alterações que ocorrem nesta entidade em decorrência desta nova cosmovisão. E, consequentemente, no âmbito da escola da SUO, quais os impactos, tentativas de mudanças e quais as transformações que foram possíveis e passiveis de implementar junto às práticas pedagógicas.
2017
Gomes Riet Vargas, Francisco Furtado Grecco dos Santos, Rita de Cássia Riet Vargas, Gabriela Caceres
Teatro operário como ferramenta educativa
O presente artigo busca traçar algumas relações com o projeto moderno de educação pública, ensejado a partir da Revolução Francesa no século XVIII e a utilização do teatro operário na cidade de Rio Grande como meio de transformação dos sujeitos sociais a partir da classe operária emergente em fins do século XIX e início do século XX. Traz uma breve reflexão sobre a percepção de algumas das lideranças operárias sobre o papel da educação como agente de transformação social, bem como as relações de gênero dentro do operariado refletiam, em parte, a mentalidade que circulava na sociedade burguesa, entendo o gênero como parte integrante do processo educativo.
2017
Macedo, Sabrina Meirelles Prado, Daniel Porciuncula Prado Grecco dos Santos, Rita de Cássia
A base nacional comum curricular e a superação de conflitos em um projeto educativo
Este artigo compreende o estudo, revisão, investigação, sobre a Base Nacional Comum Curricular, bem como aborda a superação de conflitos para o desenvolvimento do projeto educativo. O mesmo apresenta a fundamentação legal da Base Nacional Comum Curricular, bem como, de que forma esses elementos legais foram se tornando legítimos no decorrer da história. Após a fundamentação dos aspectos legais, históricos, culturais e sociais da Base, apresenta-se duas barreiras e três conflitos que precisam ser superados na dinâmica da Base Nacional Comum Curricular. A primeira barreira imposta ao currículo escolar refere-se ao afastamento do professor, do aluno, do agente educacional e dos pais, do exercício político-pedagógico e educacional das escolas. A segunda, é consequência do veio da Pedagogia Tradicional, em que emprega a existência de um conhecimento exterior e prévio da escola que deve ser apreendido e aprendido por ela. Já os conflitos são a superação da racionalidade técnica, a superação da epistemologia reguladora e, a superação dos conflitos culturais. Nesse sentido, o que se busca é compreender a Base Nacional Comum Curricular a partir de seu contexto imbricado pedagógica e politicamente.
Ensino médio articulado com a Educação Profissional: currículo e empregabilidade
Esse artigo traz um recorte da pesquisa Ensino Médio Articulado com a Educação Profissional: Currículo, Empregabilidade e Prática Docente. No entanto, tratamos de questões a partir de dados obtidos nesta pesquisa, mas, tomando como foco o currículo. Sendo assim o objetivo é como o currículo impacta na empregabilidade dos jovens egressos participantes da pesquisa Ensino Médio Articulado com a Educação Profissional: Currículo, Empregabilidade e Prática Docente. Caracterizou-se como um estudo de enfoque qualitativo cujo emprego de análise de conteúdo serviu para tabulação dos dados. Os resultados apontam que as disciplinas de Ciências Humanas são extremamente importantes nos currículos dos cursos técnicos e ouvir o egresso com sua experiência de mercado é de suma importância para aperfeiçoamento dos currículos dos cursos.
Expediente
No summary/description provided
2016
Gomes, Vanise dos Santos Vale Caetano, Márcio Rodrigo
Tempos miúdos, transpassados e embichados: encontros (des)aprendentes com Nilda Alves e Regina Leite Garcia e suas provocações com a educação
O presente artigo tem como objetivo abrir uma conversa afetiva, implicada com os entremeios dos trabalhos de Nilda Alves e Regina Leite Garcia em seus modos bonitos de entrar e permanecer na luta social. Em outras palavras, a escrita desse texto emerge das redes de afetos produzidas em sua atuação e a elas almeja retornar. Destaca-se no trabalho de Alves e Garcia a desconstrução e a produção de conhecimentos a favor da escola pública e de seus praticantes. Trabalhando com memória, pois que é feita de bons encontros, tempos e lugares, o texto em tela persegue um estilo/forma/conteúdo que procura melhor compreender as provocações bonitas da prática militante dessas professoras. Nesse texto, trazemos a presença dessas educadoras andarilhas, contadoras de histórias do povo brasileiro e que não se cansam de fazer a denúncia das opressões que nos impedem de sermos mais, demonstrando seus caráteres aguerridos e fortes. O texto buscou costurar momentos/acontecimentos como experiências, em que suas presenças e de suas redes contribuíram e contribuem de forma significativa para a emergência da novidade. Na construção desse artigo pode se afirmar e confirmar o trabalho e a vida de Regina Leite Garcia e Nilda Alves como obras de arte, quando, sem nenhuma dificuldade, suas coerências políticas a favor da escola pública, comprometidas com a justiça social, mostram-se e entremeiam suas vidas, seus trabalhos com a educação, com as classes populares e com a docência.
2016
Rodrigues, Alexsandro Vale Caetano, Marcio Rodrigo
Cotidianos aprendentes: Nilda Alves, Regina Leite Garcia e as lições nos/dos/com os cotidianos
Comecei minha carreira profissional na Universidade de modo privilegiado: ao lado de Nilda Alves e Regina Leite Garcia, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1995. Data desse período muito daquilo que aprendi sobre docência e vida na Universidade. Naquela época, o cotidiano escolar como espaçotempo de pesquisa era notadamente um lócus objetificado pela produção de pesquisas “sobre” o cotidiano em que se destacavam críticas intermináveis àquilo que ali se fazia. Compartilhava com o pensamento daquelas duas “mestras”, na intransigente defesa dos cotidianos escolares e de suas possibilidades, convencida que era de que precisávamos valorizá-lo naquilo que já faziam bem e de compreendê-lo para tentar melhorá-lo e não apenas criticá-lo. Foi assim que, em pouco tempo de convívio com Nilda e Regina, tornei-me, eu também, uma cotidianista! Aprendi, com elas que precisávamos sair do falar sobre a escola, para entrando na escola, buscar melhor compreendê-la. Hoje somos numerosos e temos algum espaço acadêmico, mas se assim o é, agradeçamos ao que as duas começaram, juntas às vezes, separadas em outras, e até mesmo cindidas em algumas poucas. Um percurso de amizade e de respeito mútuo, de parceria e de conflito e, com isso, de enriquecimento coletivo, delas e de quem, como eu, pude estar por perto. Neste texto busco apresentar um pouco das aprendizagens sobre docência, cotidiano escolar, pesquisa na universidade e outros temas, que ambas me proporcionaram, fragmentos escolhidos do tanto que elas produziram e produzem e que ensinam a todos aqueles com quem convivem.
2016
de Oliveira, Inês Barbosa
Mais uma vez e sempre: conversas com professoras
O artigo discute a proposta de formação da professora pesquisadora a partir das contribuições apresentadas por Nilda Alves e Regina Leite Garcia. Considerando a importância da produção teórica das autoras para a educação brasileira, o texto destaca seus aportes para o campo da formação docente, entrelaçando seu pensamento a reflexões e proposições de estudantes do curso de Pedagogia que conectam os processos pelos quais tornam-se professoras pesquisadoras a suas experiências como sujeitos das classes populares. A perspectiva teórico-epistemológica assumida pelas autoras mostra-se relevante para a configuração de percursos potentes de formação, muito especialmente para as estudantes das classes populares.
Regina Leite Garcia: um bom encontro com a vida, sempre!
Trata-se de texto-ensaio-homenagem produzido a partir de títulos de livros, capítulos de livros, artigos e fragmentos da obra de Regina Leite Garcia, com o objetivo de mostrar a importância do pensamento crítico-contestador da autora para se problematizar questões que, historicamente, pautaram a educação pública no Brasil, e que são permanentemente atualizadas pelos discursos prescritivos oficiais. De modo geral, buscou-se evidenciar, nos limites de páginas um artigo, algumas das principais questões protagonizadas nos seus escritos, com destaque para sua luta política em favor dos subalternizados, luta essa que sempre sustentou e deu sentido a sua produção acadêmico-intelectual. Por seu espírito perspicaz, anticonformista e provocador de pensamentos, Regina rejeita aquelxs que se afirmam apenas reproduzindo teorias/ideias, uma vez que suas preocupações vão ao encontro da valorização da diferença e dos movimentos que apostam na potência da vida, empenhada que está em ouvir o Outro e a dar visibilidade aos processos de criação que, indiscriminadamente, acontecem com todxs nós envolvidos com a educação.
O cotidiano: rotina, imitação e invenção
O presente artigo tem como proposta apresentar algumas contribuições do pensamento das professoras Nilda Alves e Regina Leite Garcia para as pesquisas com o cotidiano escolar. Assim, ele se inicia discutindo o conceito de cotidiano pela abordagem mais comum que o mesmo assume, que é o de rotina e repetição sem criação. Em seguida, apresenta algumas contribuições de Alves e Garcia para o campo dos estudos no cotidiano escolar, dando especial destaque ao modo político de abordagem desse cotidiano, considerado por elas como um campo de diversidade, conflitos e produção de conhecimento e não apenas como uma dinâmica de repetição sem criação.
Constituição do campo do currículo e as pesquisas nos/dos/com os cotidianos
Analisa a produção científica dos estudos com os cotidianos, destacando a importância de Nilda Alves e Regina Leite Garcia para a constituição e consolidação desse grupo no campo do currículo. Tem como fonte as Reuniões Anuais da Anped, a Revista Brasileira de Educação e os livros publicados pelo Grupo de Trabalho Currículo em parceria com a Unicamp, no período de 1995-2008. Os resultados são analisados segundo os grupos de pesquisa, instituições, autores de referência e as teorizações produzidas para o campo do currículo que assumem as pesquisas com os cotidianos.