Repositório RCAAP
Pedagogias culturais na revista Todateen: produzindo modos de ser feminina
Este trabalho tem por objetivo problematizar uma seção de uma revista disponibilizada na WEB, que se destina ao público adolescente feminino – a Revista Todateen, mais especificamente a sessão “Toda Diva”. A proposta é a de discutir as questões apresentadas pela revista voltadas a ensinar procedimentos para diversos fins assim como a linguagem usada nessas informações que têm o público adolescente como leitores. Muito mais do que seduzir a consumidora ou induzi-la a obter determinado produto, a publicidade que ali se apresenta comporta um tipo de pedagogia e de currículo culturais. Estes, entre outras coisas, produzem valores e saberes; regulam condutas e modos de ser; re-produzem identidades e representações; constituem certas relações de poder e ensinam modos de ser mulher e de ser homem, formas de feminilidade e de masculinidade. Palavras-chave: feminilidade, pedagogia, publicidade.
2017
de Almeida, Saionara Vitória Quadrado, Raquel Pereira
O troca de estilos fabricando jovens incansáveis mutantes: uma análise com os estudos culturais
A partir dos trechos extraídos do programa de televisão Troca de Estilos e das contribuições dos Estudos Culturais em Educação sob a perspectiva teórica pós-estruturalista, buscamos analisar o exercício de pedagogias culturais que atuam educando mulheres, regulando suas condutas e operando sobre seus corpos por meio de discursos veiculados nesse artefato cultural. Finalizamos o artigo com reflexões e questionamentos que possibilitam repensar algumas “verdades” naturalizadas e que podem ser desconstruídas e/ou ressignificadas de modo a instigar os sujeitos a pensarem sobre as diferenças para além do corpo e do estilo vigente da moda.
2017
Zdradek, Ana Carolina Sampaio Beck, Dinah Quesada
O sujeito professor em charges brasileiras: discursos, representações e identidades
Este estudo fundamenta-se nos pressupostos teóricos da Análise de Discurso de linha francesa e tem como propósito investigar os efeitos de sentidos em charges que representam o professor a partir de um confronto entre “o ontem e o hoje”. Para tanto, serão analisadas as imagens – forma singular de representação do gênero em estudo – buscando responder ao seguinte questionamento: como se dá a representação de sujeito professor instaurada a partir de charges brasileiras? Diante disso, buscou-se refletir acerca da representação da identidade do sujeito professor pelo suposto modo despretensioso que a charge conduz o seu discurso, atentando para o fato de que, revestidos pelo humor, tais imagens sedimentam e naturalizam práticas de depreciação e exclusão em relação às identidades sociais. Percebeu-se, então, que paira sobre o sujeito professor determinados estereótipos que marcam-no como vítima; como um ser fraco e passivo não só diante de todo o maquinário sistémico-social, mas também da sua própria identificação enquanto profissional docente.
2017
Oliveira, Ataualpa Luiz de Silva, Rhuan Jonathan da
Mídia, governamento e meio ambiente: provocações sobre Educação Ambiental
O presente artigo segue sua linha da análise a partir do conceito de governamento presente nos estudos de Michel Foucault (2008). Como material empírico utiliza três propagandas circulantes na televisão brasileira e internet no primeiro trimestre de 2016. Campanhas de conscientização a favor da diminuição ou eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Tais artefatos midiáticos como produtores de saberes que ensinam e educam certos modos de agir, representar e relacionar-se com o meio ambiente. As considerações deste artigo enxergam no uso da estatística, dos saberes produzidos nos artefatos midiáticos legitimados pelo discurso científico, técnicas de governamento que incidem nas condutas e sentidos tomados como indispensáveis para a manutenção e bem-estar da população.
2017
Silva, Lorena Santos da Henning, Paula Corrêa
O impacto da formação de mídias na educação dos professores da educação básica
O artigo discute o impacto da formação em mídias na educação e no fazer pedagógico dos professores que realizaram estudos sobre a temática nos Municípios de Herval/RS e Jaguarão/RS, através de um curso de especialização de mídias na educação, oferecido pelo Instituto Federal Sul Riograndense (IFSUL). Os dados foram coletados através da interação dos participantes com um questionário online e analisados a partir da perspectiva dos impactos que provocavam a estes docentes. Constatou-se que o curso contribuiu para ressignificar as práticas que o contexto educacional apresenta. Foi uma oportunidade para refletir sobre o processo desta integração, com práticas emancipatórias, desenvolvidas com os educandos, através das novas tecnologias da comunicação e informação.
2018
Hammes, Lúcio Jorge Melgar Junior, Eduardo Garralaga
O conhecimento escolar como reimaginação da cultura: articulando diferenças a partir da escola
O conhecimento escolar como reimaginação da cultura constitui o objeto de estudo deste ensaio. Com ele busca-se articular o debate em torno do eixo: currículo, identidade e diversidade/diferença, entendendo a centralidade do conhecimento no jogo político na atualidade. A escola e o currículo, aqui, são entendidos como produtores de diferenças. O conceito de diferença é requerido como permanente mote de produção de subjetividades nos processos de enunciação da própria ação cultural (BHABHA, 2007). Assim, num primeiro momento conceitua-se o conhecimento escolar, entre o crítico e o pós-crítico, entendo que tais dimensões estão pautadas a partir da ideia da escola como produtora de diferença. Argumenta-se que o conhecimento escolar é (re)imaginação da cultura. No segundo momento, trabalha-se a partir da ideia de que a escola moderna está sob rasura e vem apresentando possibilidades analíticas importantes para repensarmos o papel do conhecimento num projeto de disputa de significação e hegemonias. À guisa de conclusão, assume-se que a reimaginação do conhecimento, e da própria escola, pode ser encarada como uma política de produção curricular.
Pedagogias culturais no seriado Modern Family
Este artigo tem por objetivo analisar algumas pedagogias culturais produzidas pelo seriado norte-americano Modern Family, a partir das suas diferentes configurações familiares, das relações de parentesco que se estabelecem e das personagens que o compõem. Entende-se que as mídias possuem pedagogias culturais que contribuem para a produção de percepções e entendimentos sobre o significado de família, assim como educam os sujeitos, pois são capazes de produzir subjetividades e interferir no modo como as pessoas percebem a si e ao mundo. As pedagogias culturais de família presentes em Modern Family são produtoras de novas identidades de ser pai, mãe, filho ou filha, bem como de todo um conjunto de relações de parentesco que mobilizam os sujeitos na constituição de suas subjetividades.
2017
Kornatzki, Luciana Ribeiro, Paula Regina Costa
Educação Ambiental e narrativa transmídia: pedagogia popular e fenomenologia recriando o espaço escolar
O presente texto sumariza um projeto intitulado “Educomunicação, ciência e outros saberes: um estudo do trabalho colaborativo em narrativas transmídias”, coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Nos anos de 2015 e 2016, o projeto atuou em nove escolas públicas [piloto] de Mato Grosso – urbanas e rurais –, trabalhando a construção coletiva do conhecimento em três grandes áreas intrinsecamente relacionadas: história, criatividade e Educação Ambiental. Tendo como motor a narrativa transmídia, professoras(es) e estudantes construíram e compartilharam os conhecimentos produzidos, arquitetando comunidades de aprendizagens. As intervenções nas escolas coadunam com os métodos participativos de Paulo Freire, e as interpretações dos resultados caminharam num horizonte fenomenológico de Merleau-Ponty.
2017
Sato, Michèle Moreira, Benedito Dielcio Cury Luiz, Thiago
Cinema Brasileiro, Cultura e formação: Um encontro na sala universitária de cinema
Neste artigo, busco investigar relações entre o cinema brasileiro independente e a educação na atualidade. O objetivo é pensar em possibilidades para uma formação singular, aqui materializada na ideia de experiência estética, a partir de sessões alternativas de filmes nacionais. Para isso, invoco o conceito de cultura como encontro (DELEUZE, 1997), considerando a produção de sentido a partir da fruição de obras cinematográficas. Pensando em circuitos paralelos, que oferecem repertório fílmico diversificado e permitem encontros mais potentes, invisto em uma breve análise de salas universitárias de cinema. Daí advém matéria para uma experiência singular com a personagem Clara do filme brasileiro Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016), e os desdobramentos provocados por esse encontro.
2017
Langie, Cíntia Rodrigues, Carla Gonçalves
“Se inscreva no canal para mais vídeos como esse”: currículo cultural e subjetivações de gênero no YouTube
O artigo se propõe lançar olhar sobre os currículos que são produzidos a partir de artefatos culturais. Utilizamos como recorte um material audiovisual produzido por jovens de identidade sexuais e de gênero marginalizadas que dizem dessas identidades e marginalizações. Nesse sentido, analisamos os discursos sobre transexualidade que se constroem em um canal do site YouTube, o Canal das Bee. As análises utilizam-se dos estudos culturais e pós-estruturalistas do campo do currículo, que nos possibilitam lidar com os discursos, os artefatos culturais, a educação, os gêneros e as sexualidades como categorias históricas e sociais, constituídas nos jogos de poder e de linguagem. Pensamos o Canal enquanto um currículo que influencia as juventudes e discutimos as verdades construídas acerca da transexualidade e suas (des)subjetivações.
2017
dos Reis, Neilton Fonseca, Lana Claudia de Souza
Vampiras e a sexualidade livre das mulheres: uma análise a partir do seriado televisivo “The Vampire Diaries”
Nosso objetivo é verificar a atribuição de um teor de negatividade para a liberação sexual feminina em produtos culturais, focando no seriado “The Vampire Diaries”, considerando a concepção de feminino predominante na cultura ocidental e os significados que a figura da vampira nela adquirem. Para isso, consideramos a cultura de violência contra a mulher, os preconceitos que a justificam e como isso aparece em produtos culturais como parâmetro para comparar a vampira Katherine Pierce e seu duplo, a humana Elena Gilbert, a partir da semiótica. Verificamos que a mensagem a velada é de que Katherine e sua sexualidade exuberante representam o mal, enquanto Elena e sua conduta recatada representam o bem, concluindo que a sexualidade feminina é apresentada de forma negativa, reflexo de valores arraigados na cultura ocidental. A conduta sexual é utilizada como definidor do caráter de personagens femininos em produtos culturais, sendo que a atividade sexual “excessiva” predominantemente acarreta punições.
2017
Quitschal, Patrícia Maia Piassi, Luís Paulo de Carvalho
Representações de homem e natureza em filmes de animação: problematizações de uma pedagogia cultural
O artigo analisa as representações de homem e de natureza que circulam nos filmes de animação da série Madagascar produzidos nos anos de 2005, 2008 e 2012. Tem como objetivo discutir o modo como são produzidas certas verdades a respeito da relação entre homem e natureza e a forma como estas instituem determinados modos de ser sujeito na contemporaneidade. Assumimos como referencial teórico o campo dos Estudos Culturais na vertente pós-estruturalista, operando modestamente com o conceito de problematização desenvolvido pelo filósofo Michel Foucault, traçando uma interlocução com autores do campo da Educação Ambiental. As análises do corpus empírico indicam a mídia cinematográfica como produtivo artefato da cultura que, numa sociedade atravessada por certa vontade de pedagogia, reforça o papel central ocupado pelo homem na relação que estabelece com a natureza, reatualizando o ideal moderno antropocêntrico.
2017
Magalhães, Camila Vieira, Virgínia Tavares Silva, Gisele Ruiz
Substâncias psicoativas: o consumo entre acadêmicos de uma universidade do sul do Brasil
O objetivo desse estudo foi conhecer a dinâmica do consumo de substâncias psicoativas entre acadêmicos de diferentes cursos numa universidade do sul do Brasil. Trata-se de um estudo quantitativo, realizado com acadêmicos dos cursos de medicina, direito e engenharia civil, por meio de um questionário estruturado. Dentre os acadêmicos, 39,3% já usaram, ao menos uma vez na vida, substâncias psicoativas. As substâncias mais utilizadas foram os tranquilizantes e ansiolíticos (20%). Não se obteve uma evidencia estatística quanto o aumento do consumo de substâncias psicoativas ao longo dos anos dos cursos. Conhecer a dinâmica do uso de substâncias psicoativas entre universitários é importante para o planejamento de políticas preventivas que estabeleçam estratégias para a redução e controle dessa realidade no âmbito das universidades brasileiras.
2018
Ferraz, Lucimare Piato, Angelo Luis Stapassoli Anzolin, Vinicius Matter, Gabriel Ribeiro Busato, Maria Assunta
Filhos transgêneros merecem aceitação, respeito e amor: análise da reportagem do site dicas de mulher
O presente trabalho é resultante das pesquisas que temos realizado na dissertação mestrado que visa investigar como as crianças trans estão sendo (re)produzidas pelas mídias digitais. A partir desse estudo, temos como proposta neste artigo analisar uma reportagem do site Dicas de Mulher, que apresenta uma matéria a respeito dos/as filhos/as transgêneros/as. Por meio desse artefato cultural é que vamos investigar que tipos de leituras estão presentes nesse site que têm como propósito auxiliar mulheres nas mais variadas instâncias sociais, além de, analisar como estão sendo discutidas as questões de gênero. Através desse artefato é importante também pensarmos a educação para além da escola: que espaços são esses que também educam os sujeitos? Que locais essas pedagogias culturais estão inseridas e se fazendo valer de ensinamentos diários sobre “a vida”, sobre a constituição e valores de um sujeito?
2018
Arana, Ariane Pickersgill Magalhães, Joanalira Corpes
Relações de gênero em sala de aula: compartilhando experiências do pibid interdisciplinar de petrolina
Levando em consideração as novas diretrizes para os cursos de licenciatura, de julho de 2015 e também a tentativa de reação aos diversos projetos que pretendem limitar as discussões de gênero em sala de aula, nosso projeto, aqui apresentado, utilizou o PIBID-Programa de Iniciação a Docência da CAPES, para trabalhar as relações de gênero, em escolas públicas de Petrolina, no ano de 2016. O projeto foi coordenado por Janaina Guimarães e desenvolvido pelas alunas e alunos dos cursos de Licenciatura em História e Biologia da Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina, numa perspectiva interdisciplinar. Nossa proposta teve como objetivo trabalhar os a construção histórica dos conceitos de sertaneja e sertanejo por meio das relações de gênero, focando a realidade das/os alunas/os e seu papel enquanto agentes históricos, estimulando-as/os a desenvolverem um olhar crítico sobre os estereótipos e preconceitos machistas e misóginos presentes nas práticas cotidianas. As atividades desenvolvidas ao longo do ano, bem como o material que utilizamos como base, produzidos pela Ação Educativa e pelo instituto Sou da Paz, serão descritas e analisadas, bem como a recepção por parte das/os licenciadas/os, tutores e estudantes do Ensino Médio à abordagem das relações de gênero em sala de aula.
2019
Silva, Janaina Guimarães da Fonseca
As ambiguidades nos atos performativos dos rapazes negros estudantes: possibilidades para uma educação libertadora
O artigo escrito por três mulheres pesquisadoras, educadoras e negras buscou compreender como os jovens negros reinterpretam as brincadeiras infantis na construção de suas masculinidades, mediante a reconstrução das narrativas destes rapazes, no âmbito de um grupo focal desenvolvido no contexto escolar soteropolitano. Na analise destas narrativas foi possível identificar que a brincadeira de luta ou a briga é mais praticada por eles, embora tivessem elencado o pega-pega, futebol, rasteira, handebol, esconde-esconde, os desenhos animados animes, papai e mamãe. Na interpretação sobre a luta reportou-se a outras dimensões que se coloca na ambiguidade entre o natural e cultural (aprendizado), daí a possibilidade de apostar nas zonas dos interstícios, enfrentando a moralidade da maioria, tendo como conteúdo a ser trabalhado as diversidades das próprias vivências. Embora, o foco de análise centra-se nas narrativas destas vivências, foi considerado as lógicas de opressão da desigualdade de classe, do racismo, do sexismo e da heteronormatividade estruturadas e estruturantes destas vivências.
2017
Messeder, Suely Aldir França, Elisete Santana da Cruz Lima, Maria Nazaré Mota de
Dificuldades da docência no cenário digital:contornos e práticas de sala de aula
No cenário da cultura digital, surgem inovações técnicas constantes para os dispositivos digitais ao ponto de hoje ser muito mais úteis e funcionais. Escolas públicas são contempladas com programas de informática, cujo sistema um aluno por computador e todas as escolas particulares também têm os “laboratórios de informática”, mas há os celulares que, a despeito de alguns educadores, fazem parte da realidade dos alunos e professores. A questão é que esse contexto, segundo educadores, tem seguido com muitos percalços. Este artigo propõe abrir a reflexão para as práticas na sala de aula e, por isso, apresenta a educação brasileira do ponto de vista sócio-histórico, em uma tentativa de elucidar as dificuldades que o professor enfrenta nas escolas com a presença das TDIC. As disciplinas, consideradas sine qua non da interação professor-aluno em sala, sempre foi um problema no Brasil, muito antes de as TDIC fazerem parte da realidade da sala de aula, mas precisam ser repensadas em outros termos a partir de agora.
2019
Giacometti-Rocha Berribili, Erika Mill, Daniel Monteiro, Maria Iolanda Marchetti, Rafaela
Diversidade cultural e intolerância religiosa: uma afronta aos direitos humanos, uma questão de Educação
O presente artigo discute sobre a diversidade cultural e a intolerância religiosa produzida na nossa sociedade, não obstante o que prescreve o Artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos. As questões relativas à diversidade devem ser (re) conhecidas, compreendidas e abordadas no ambiente escolar à luz dos direitos humanos. Nesta perspectiva a educação deveria ser a mola propulsora para a mudança de mentalidades que ainda discrimina o outro nas relações sociais dentre estas a religiosa. Dentro do universo cultural religioso observa-se que a religiosidade de cada um, bem como a aceitação da mesma por parte dos demais envolve os interesses políticos de demarcação de território permeados pela dominação ideológica de cada grupo social. Isso interfere muitas vezes não só na identidade cultural, relacionadas às raízes históricas de cada povo como também na subjetividade do sujeito que é vítima da pressão psicológi
A relação entre estado, trabalho, capital e os sentidos das políticas educacionais no Brasil
O presente trabalho aborda a relação entre Estado, Capital e Trabalho na configuração das políticas educacionais no Brasil, principalmente a partir da década de 1990. Com objetivo de compreender a atualidade das políticas educacionais, elencamos as principais alterações ocorridas no plano educacional, contando com os estudos de Leher (2009, 2014), Shiroma et. al. (2002, 2014) entre outros, os quais têm pesquisado as políticas educacionais na perspectiva da luta de classes em curso no país. O estudo demonstra que as transformações do papel do Estado têm direcionado as políticas educacionais para atender as necessidades da formação de uma força de trabalho útil aos mecanismos de exploração que o capitalismo impõe a países periféricos como é o Brasil. Por isso a educação e escola pública sofrem transformações de ordem administrativas/gestão e pedagógicas.