Repositório RCAAP
Notícia(s) do acordo ortográfico da língua portuguesa. Três olhares lusófonos: Brasil, Moçambique e Portugal
Já este artigo estava escrito e dado como acabado, quando os meios de comunicação social portugueses publicitam a notícia de que o governo português aprovou, em Conselho de Ministros de 6 de Março de 2008, véspera da partida do Presidente da República1, Aníbal Cavaco silva, para a visita ao Brasil, a convite do Presidente brasileiro Lula da Silva, no âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada ao Brasil da corte de D. João VI, uma “Proposta de Resolução que aprova o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, adoptado na V Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em S. Tomé, a 26 e 27 de Julho de 2004”.2 Esclarece-se, ainda, no portal do governo, que “esta resolução, a submeter à aprovação da Assembleia da República, refere-se ao Protocolo Modificativo que vem alterar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, cujo processo interno de aprovação foi concluído por Portugal em 1991. A alteração diz respeito à disposição relativa à entrada em vigor do Acordo e vai no sentido de a mesma ocorrer com o depósito do terceiro instrumento da ratificação dos Estados contratantes, como é prática nos acordos da CPLP, e não, como previsto anteriormente, após depositados os instrumentos de ratificação por todos os Estados.
2022-11-18T13:11:37Z
Silva, Nilce Buque, Domingos Carlos Cardoso, Luís Miguel Fonseca, Maria de Jesus
Notícia(s) do acordo ortográfico da língua portuguesa. Três olhares lusófonos: Brasil, Moçambique e Portugal (texto redigido segundo o Acordo Ortográfico)
Já este artigo estava escrito e dado como acabado, quando os meios de comunicação social portugueses publicitam a notícia de que o governo português aprovou, em Conselho de Ministros de 6 de Março de 2008, véspera da partida do Presidente da República1, Aníbal Cavaco Silva, para a visita ao Brasil, a convite do Presidente brasileiro Lula da Silva, no âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada ao Brasil da corte de D. João VI, uma “Proposta de Resolução que aprova o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, adotado na V Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em S. Tomé, a 26 e 27 de Julho de 2004”.2 Esclarece-se, ainda, no portal do governo, que “esta resolução, a submeter à aprovação da Assembleia da República, refere-se ao Protocolo Modificativo que vem alterar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, cujo processo interno de aprovação foi concluído por Portugal em 1991. A alteração diz respeito à disposição relativa à entrada em vigor do Acordo e vai no sentido de a mesma ocorrer com o depósito do terceiro instrumento da ratificação dos Estados contratantes, como é prática nos acordos da CPLP, e não, como previsto anteriormente, após depositados os instrumentos de ratificação por todos os Estados.
2022-11-18T13:11:37Z
Silva, Nilce Buque, Domingos Carlos Cardoso, Luís Miguel Fonseca, Maria de Jesus
Programa de voluntariado cultural: cultura voluntária em Lamego
Pretende este artigo apresentar o projecto de Voluntariado Cultural – Cultura Voluntária em Lamego, procurando relacionar os objectivos inerentes a um programa de Voluntariado com os propósitos e as realidades conducentes ao seu desenvolvimento, por parte de uma instituição de ensino superior. Por outro lado, pretende-se descrever as diferentes etapas de progresso e alargamento deste programa, apontando ainda, outras reflexões e propósitos a incrementar no futuro.
2022-11-18T13:11:37Z
Vieira, Isabel Branco, Didiana
Consumidores novos e/ou novos consumidores? Are new consumers new?
Constituindo a segmentação um elemento a ter em conta pelas empresas, é o segmento dos jovens o que assume maior relevância no mercado. A prazo, quer pela sua dimensão, quer pela sua força e capacidade de impor tendências, revela-se o segmento mais adequado para a afirmação de uma empresa ou marca. As potencialidades de negócio, quer pela expectativa ou esperança de vida e naturalmente a maior probabilidade de conseguir fidelização, tal como as potencialidades de vendas acumuladas garantem um retorno mais significativo de todo o investimento a realizar.
2022-11-18T13:11:37Z
Santos, Fernando Augusto de Sá Neves dos Neves, Maria Manuela Caria Figueira de Sá
O sonho surrealista no cinema: Recordando a Parceria entre Dalí e Hitchcock
Iniciado oficialmente em 1924, o Surrealismo é um herdeiro direto da linguagem simbolista e da revolução romântica, promotor da explosão dos sentidos e seguidor da livre associação das idéias e do inconsciente, sob o ditado do Desejo. Ah, o Desejo... Palavra que vem de desiderio, latim, tendo como raiz etimológica SID, do sânscrito, que deu sidéreo, sideral, e quer dizer estrela, luz. Luz era o sentido, a orientação (que na civilização ocidental, judaico-cristã, passou a ser a desorientação, o pecaminoso, por causa de Lúcifer, o arcanjo da Luz, o Rebelde). Se tentamos ver o Desejo como a própria luz, separado da idéia de impulso sexual, ele se apresenta como algo exterior ao ser humano, que não se inventa, não se cria e nem se faz. É. Enxergando-o nessa proporção, ele terá liberdade para se impor sobre o nosso ser e entreabrir nosso querer, revelando algo em nós que é até difícil de se conceber, devido à sua mobilidade espiritual.
2022-11-18T13:11:37Z
Mendonça, Fernando
Cuidados continuados…uma aposta para o futuro!
O efeito cumulativo da diminuição da mortalidade e natalidade, tem vindo a alterar o perfil demográfico da população portuguesa, cujo traço mais marcante é o seu progressivo envelhecimento. Na realidade, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística esta é uma tendência que se manterá nos próximos anos, estimando-se que Portugal, em 2050, será um dos países da União Europeia com maior número de idosos e menor percentagem de população activa e que, entre 2004 e 2050, a percentagem dos idosos portugueses praticamente duplicará, passando de 16,9% para 31,9% (INE, 2004). Assim, de acordo com a coordenação nacional da rede de cuidados continuados integrados (2006), face às projecções populacionais, à recente evolução da mortalidade no país e aos dados das prevalências das doenças crónicas, é espectável uma tendência crescente, nos próximos anos, da incidência de doenças crónicas e incapacitantes, e, portanto, um incremento da procura de cuidados, quer na área social, quer na área da saúde, em particular, por parte de pessoas idosas com diferentes níveis de dependência funcional, seja de doentes com patologia crónica múltipla, seja de pessoas em estádio avançado de doença incurável e em fase final de vida.
2022-11-18T13:11:37Z
Martins, Maria da Conceição Almeida Melo, Jorge Manuel Cardoso Dias de
A criança e o adolescente como actores sociais: fomentando o "kidpower"
Este artigo aborda o papel da criança e do adolescente na construção do mundo social, sugerindo uma rotura com os modelos tradicionais de abordagem da infância, para um novo paradigma, que os considera como actores sociais, capazes de participar na estruturação do seu percurso de vida, de saúde e de bem-estar. É evidenciada a necessidade de aplicação dos princípios da Sociologia da Infância no âmbito da Promoção da Saúde e da Educação para a Saúde, especialmente no que concerne ao planeamento das intervenções de Saúde Escolar.
2022-11-18T13:11:37Z
Fontes, Raquel Maria Ferreira Veloso Ferreira, Manuela Maria da Conceição
A depressão no idoso
A depressão é considerada hoje em dia, um problema de saúde importante que afecta pessoas de todas as idades, levando a sentimentos de tristeza e isolamento social que muitas vezes têm como desfecho o suicídio. Contudo, é nas idades avançadas que ela atinge os mais elevados índices de morbilidade e mortalidade, na medida em que assume formas incaracterísticas, muitas vezes difíceis de diagnosticar e, consequentemente, de tratar. Em consequência, a principal dificuldade que se coloca aos profissionais de saúde é o diagnóstico correcto deste quadro clínico, que, em muitos casos, está associado ao facto de a maioria dos idosos, negar a sua depressão e não procurar tratamento psiquiátrico.
2022-11-18T13:11:37Z
Martins, Rosa Maria
Emoção…emoções… que implicações para a saúde e qualidade de vida?
Emoções (emoção, do Latim emovere, significa movimentar, deslocar) são, como sua a sua própria etimologia sugere, reacções manifestas frente àquelas condições afectivas que, pela sua intensidade, nos mobilizam para algum tipo de acção. Tal como as define Levenson (1994), as emoções são fenómenos psicofisiológicos de curta duração, que representam modos eficientes de adaptação às constantes exigências do meio ambiente. Do ponto de vista psicológico, as emoções alteram a atenção, são determinantes em certos comportamentos e activam aspectos de relevo da memória. Do ponto de vista fisiológico, as emoções organizam de forma rápida respostas de diferentes sistemas biológicos, como sejam a expressão facial, o tonus muscular, a voz e a actividade do sistema nervoso vegetativo e endócrino, de modo a conseguir uma optimização do meio interno para uma resposta eficaz (Vaz Serra, 1999).
2022-11-18T13:11:37Z
Martins, Maria da Conceição Almeida
Auto-apreciação pessoal e temperamento afectivo em enfermeiros de serviços de psiquiatria e saúde mental
Um estudo sobre a auto-apreciação pessoal e o temperamento afectivo dos enfermeiros é de crucial importância, pela sua influência em diversos fenómenos, nomeadamente na capacidade de desenvolver relações interpessoais, bem como na resistência a doenças psicológicas e físicas. Um total de N=47 enfermeiros de ambos os sexos, com uma idade média de 38,5 anos, que exercem funções na área de Saúde Mental e Psiquiatria em três hospitais: Hospital Doutor José Maria Grande de Portalegre, Hospital do Espírito Santo de Évora e Hospital de Nossa Senhora do Rosário do Barreiro, foi inquirido através de um questionário de aplicação directa. Os resultados indicam que o grupo estudado apresenta, na sua maioria, um temperamento hipertímico. Verificou-se que são os elementos do sexo feminino que apresentam maior auto-apreciação pessoal e que existe uma relação estatisticamente significativa entre a auto-apreciação pessoal e os temperamentos ciclotímico e ansioso. Os mesmos resultados indicam igualmente que existe relação entre o estado civil e o temperamento irritável e entre o tempo de serviço e os temperamentos ciclotímico e hipertímico.
2022-11-18T13:11:37Z
Cordeiro, Raul Claudino, João Arriaga, Miguel Oliveira, Maria Frazão, Marlene Mendes, Marina Leão, Rosa Onofre, Sónia Engrossa, Sónia Gonçalves, Sónia Silva, Vânia Vieira, Vera Azinheiro, Vera
Intervenção no sofrimento em doentes oncológicos
É sobretudo a partir da última década do século passado que o alívio do sofrimento começa a ser entendido como uma componente importante dos cuidados profissionais de saúde. O crescente aumento das doenças crónicas, relacionado, por um lado, com os avanços terapêuticos e, por outro, com as alterações demográficas, tornou o sofrimento num problema de domínio mais público, em que a discussão sobre o seu reconhecimento e alívio se tornou aceitável e pertinente, pois para ser efectivamente aliviado, o sofrimento tem de ser reconhecido. Todavia, nunca poderemos viver verdadeiramente a angústia dos outros, mas podemos (e devemos) aprender a “reconhecer os objectivos, os valores e as respostas estéticas que formam o sentido do “eu”, cuja integridade é ameaçada pela dor e pela doença” (Cassell, 1991, p. 24).
2022-11-18T13:11:37Z
Sobral, Helena Maria Martins Norinha Gomes
Saúde ocupacional - que relevância?
Todos os anos morrem 4 a 5 mil pessoas na União Europeia vítimas de acidentes de trabalho. Ocorrem 4.7 milhões de acidentes, com absentismo superior a 3 dias, resultando em cerca de 146 milhões de dias de trabalho perdidos (dados Eurostat, 2002). O problema coloca-se com particular incidência na indústria e construção, sendo os acidentes mais frequentes causados por queda em altura e esmagamento. A nível de condições de trabalho, constata-se que grande parte dos trabalhadores se encontram expostos a ruído intenso, que trabalham em condições monótonas e cansativas, com movimentos e cadências muito repetitivas, que transportam cargas manuais excessivas e muitos consideram que a sua saúde está em risco. São condições dramáticas que carecem de acções concertadas e de estratégias comuns de combate aos acidentes de trabalho. Em Portugal muito se fez, desde os anos 60, década de viragem em que se assumiu que, para acompanhar os avanços tecnológicos, não bastava intervir após o acidente, mas que era necessário actuar de modo muito mais precoce e preventivo. Os primeiros passos foram dados na indústria mineira, devido à silicose, na tentativa de reparação das pneumoconioses.
2022-11-18T13:11:37Z
Pais, Ricardo
Novo paradigma cientifico-tecnológico na sociedade do conhecimento
A partir da evolução científica e tecnológica da sociedade como desafio para a educação, aborda-se os custos da evolução tecnológica como processo irreversível e desejável, com valiosos contributos para o conhecimento, mas com problemas que requerem regulação social. Contando com as vantagens e constrangimentos das novas tecnologias, a Escola e particularmente o Ensino deverão ocupar o lugar central, cabendo aos professores novos papéis, através de uma pedagogia diferenciada capaz de minimizar as desigualdades. No final apresenta-se uma reflexão sobre a utilização e difusão das novas tecnologias no contexto nacional, onde se abordam os factores de ordem económica, tecnológica, social, cultural, geográfico e geracional na utilização das tecnologias na educação ao longo da vida.
2022-11-18T13:11:37Z
Franco, João José de Sousa
Nota breve sobre o conceito de média
O conceito de média surge de modo abundante na disciplina de Métodos Estatísticos, presente em muitos cursos de licenciatura de instituições de ensino superior. Surge, de igual modo, em domínios onde a noção de acaso está ausente, mas onde o conceito de média continua a ser essencial no tratamento de dados ligados a determinadas grandezas. A tendência para a utilização de modelos quantitativos, em número cada vez maior, em domínios do saber, determinou a necessidade de colher quantidades, sempre mais vastas, de informação numérica, acompanhadas do correspondente tratamento. Nos fenómenos estudados que assumem carácter aleatório, procede-se ao correspondente estudo através de amostragem adequada, que possa servir de base a inferências úteis. É neste âmbito que surge, de modo permanente, o recurso ao conceito de média, mormente no estudo das distribuições de frequências. Neste domínio, contudo, o conceito de mais vasta aplicação é o de média aritmética, seja no caso de amostras de dados não classificados, seja no de classificados.
2022-11-18T13:11:37Z
Lopes, Hélio Bernardo
Infinito uma história a contar
O infinito sempre foi um tema controverso que afectou a mente humana. A sua aceitação como objecto de estudo na Matemática não foi pacífica, sendo ainda muito recente, apesar da longa história que lhe está associada. Faz-se uma pequena descrição das ideias relacionadas a este conceito desde a Grécia antiga até à Idade Média, distinguindo depois os séculos após o Renascimento devido à riqueza de descobertas que ocorreram. Salienta-se que só no século XIX é que Cantor mostrou, relativamente ao tamanho dos conjuntos, que há infinitos iguais e diferentes. As suas teorias para a teoria de conjuntos revolucionaram então a Matemática. O infinito actual finalmente tinha sido incorporado nela. Apesar de toda esta revolucionária e fabulosa teoria, aos poucos foram-se descobrindo algumas contradições, mas vários dos seus problemas foram posteriormente solucionados no século XX.
2022-11-18T13:11:37Z
Sampaio, Patrícia Alexandra da Silva Ribeiro
Educação especial: aspectos históricos e evolução conceptual
No decorrer da existência humana, a perspectiva social em relação aos portadores de deficiências, nem sempre foi a mesma, sofrendo alterações paralelamente à evolução das necessidades do ser humano e à própria organização das sociedades. Segundo Jimenez (1997), a evolução conceptual da deficiência, pode dividir-se em três épocas: a primeira considerada pré-histórica e que engloba as sociedades primitivas e se prolonga até à Idade Média; a segunda, em que emerge a ideia de que os deficientes são pessoas a quem é preciso prestar assistência; e finalmente a terceira, corresponde a época actual, onde o conceito de Deficiência se desenvolve perspectivado em função de uma sociedade, que ideologicamente se afirma como sendo inclusiva. Nesta óptica, é importante salientar uma evolução conceptual de deficiência, entendida como uma construção subjectiva ao invés de uma realidade objectiva, decorrendo do facto, dos indivíduos se inserirem em contextos e sistemas ideo-políticos em que determinadas realidades podem ser consideradas ou não como desvios.
2022-11-18T13:11:37Z
Campos, Sofia Margarida Guedes de Martins, Rosa Maria Lopes
Como ajudar os alunos a estudar e a pensar? Auto-regulação da aprendizagem
Apresentamos uma imagem multifacetada do conceito de auto-regulação, tendo em conta as diversas perspectivas teóricas que se dedicam ao seu estudo, com especial ênfase na perspectiva sócio-cognitiva. São apresentadas várias propostas práticas, tendo em vista a sua utilização na sala de aula.
2022-11-18T13:11:37Z
Figueiredo, Fernando Jorge Costa
Educação para a saúde: uma área construída por todos, com todos e para todos…
A Comissão Organizadora do II Seminário Conversas de Família, realizado no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lamego, no dia 6 de Maio de 2006, endereçou-nos o amável convite para intervirmos num painel intitulado Estilos de Vida, o qual aceitámos por nos parecer uma oportunidade de partilharmos as nossas experiências no âmbito da Educação para a Saúde. Este Seminário colocou a ênfase na figura e no papel da Mulher. Efectivamente, este é um tema actual, mas não exclusivo da Sociedade dos nossos dias, ocidental e dita avançada. Por exemplo, hoje debate-se com frequência o facto de a mulher ter que exercer uma profissão remunerada, como forma de equilibrar a economia familiar, e todas as implicações que daí advêm. Quando analisamos algumas tribos cujo modo de vida se mantém praticamente inalterado desde os primórdios da nossa espécie, há aproximadamente 400 mil anos, podemos verificar o papel central da mulher na economia familiar e, concretamente, das mulheres pós-menopausa (um dos temas debatidos nesse mesmo Seminário). Para justificar o que acabámos de referir atentemos, por exemplo, no caso da tribo Hadza, composta por um pequeno grupo de caçadores colectores do Norte da Tanzânia, de aproximadamente 750 indivíduos. Nesta tribo, segundo Hawkes (citada em Angier, 2001), a caça é um bem colectivo o que implica que o seu produto seja dividido por toda a comunidade. Assim sendo, são os frutos silvestres, o mel e os tubérculos, produto da colecta feminina, nomeadamente das mulheres mais velhas, que fazem a diferença no bem-estar nutritivo das próprias famílias.
2022-11-18T13:11:37Z
Figueiredo, Fernando Jorge Costa
"Calidad de vida y diabetes: variables psico-sociales"
O estudo sobre a «Qualidade de Vida e Diabetes: Variáveis Psicossociais», justifica-se pela importância que o funcionamento psicossocial tem suscitado na gestão da diabetes, pois a conjugação de medidas objectivas do controlo da doença (avaliação do índice de HbA1c) com a avaliação dos aspectos psicossociais, parece ser a fórmula mágica capaz de promover a Qualidade de Vida (QDV) dos diabéticos. A amostra incluiu 266 diabéticos tipo 1, com idades entre os 18 e os 83 anos. Os resultados revelaram que os diabéticos do género masculino e os solteiros apresentam melhor QDV; que os diabéticos de maior idade apresentam pior QDV; que o nível de escolaridade mais elevado e as variáveis clínicas (peso normal, tratamento com insulina lenta, autocontrolo glicémico, exercício físico e regime dietético), se associarem com QDV mais satisfatória. Constatou-se ainda que, quanto mais grave é o estado de ânimo depressivo pior a QDV, quanto melhor é o auto-conceito, maior é a QDV, quanto maior é o apoio social, a funcionalidade familiar, a Internalidade, o Controlo Pessoal, a Previsibilidade, a percepção dos Obstáculos e Benefícios do Tratamento e a percepção de Gravidade e Vulnerabilidade às complicações da diabetes, maior a QDV e quanto maior a Externalidade e o Controlo Médico, pior a QDV.
2022-11-18T13:11:37Z
Cunha, Madalena
Sintomas respiratórios e qualidade de vida em adolescentes
Em 1948, a OMS definiu saúde como o completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade1. Paralelamente, o conceito de qualidade de vida relacionada com a saúde assume uma nova dimensão e passa a englobar os três domínios fundamentais expressos na definição: o físico, o psíquico e o social2,3. Assim, o termo qualidade de vida evidencia aspectos muito diversificados que são influenciados pelas experiências, crenças, expectativas e, particularmente, as percepções individuais da saúde e da doença4,5. Desta forma, qualidade de vida assume-se como um conceito individual que não pode ser determinado por decisões de terceiras pessoas, tornando-se por isso difícil de retratar e de quantificar4. Na sua avaliação, um indivíduo pode enfatizar a vertente objectiva de determinada função ou estado de saúde, e outro a vertente mais subjectiva decorrente do seu conceito de saúde3,6. Duas pessoas com o “mesmo estado de saúde” podem expressar níveis de qualidade de vida bem diferentes, dependendo, designadamente, da forma como cada indivíduo aprende a viver com as limitações impostas pela doença e a sua satisfação com a vida. Para a mesma doença, a multiplicidade de fenómenos envolvidos implica, inevitavelmente, uma grande variabilidade individual da qualidade de vida. Esta diversidade determina uma infinidade de diferentes estados de saúde, cuja avaliação está dependente da forma como é valorizada determinada dimensão em detrimento das outras.
2022-11-18T13:11:37Z
Pereira, Carlos Barros, Henrique