Repositório RCAAP

Formar melhor para um melhor cuidar

A formação surge como uma ajuda ao desenvolvimento humano, adoptando uma posição abrangente que inclui o aluno e o próprio professor (Kohlberg e Mayer, 1972), em que o resultado obtido é menos importante do que a disponibilidade gerada durante o percurso, para que o aluno possa continuar a evoluir ao longo da vida. Esta perspectiva desenvolvimentalista, antecipava já, a tendência actual que defende que a educação deve constituir para cada indivíduo uma forma de promover o máximo desenvolvimento das suas potencialidades, através de experiências de aprendizagem de complexidade crescente. A formação não é apenas uma instância de mediação das relações formador/formando ou equipa de formadores/grupo de formandos, mas uma instância de auto-mediação do formando com o seu mundo subjectivo, mediador do grupo de formação com as suas subjectividades, mediador do grupo com um projecto de acção através do qual ele se exterioriza (Correia, 1997: 25). A qualidade do desenvolvimento e das aprendizagens do ser humano e de toda a acção pedagógica e educativa passa de uma maneira determinante pela qualidade das relações pessoais e interpessoais estabelecidas no processo de ensino/aprendizagem (Tavares, 1996). O mesmo autor (p: 83) refere que o “educador antes de mais tem de ser uma pessoa que se dirige a outra pessoa e a ajuda a dar à luz - mais e melhor que a parteira – a sua própria identidade pessoal, como ser inteligente e livre, autor e actor do seu próprio destino de uma maneira autónoma e responsável”.  

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2022-11-18T13:11:37Z

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Ferreira, Manuela Maria da Conceição

Cooperação/intercâmbio de experiências educativas

O termo e conceito cooperação tem vindo a ocupar cada vez mais e com maior ênfase os espaços noticiosos e de debate, sustentando a rede de projectos que se sucedem um pouco por todo o planeta, com fim à construção de uma “casa comum” onde, como nas grandes famílias, as aprendizagens matriciais passam pelo “aprender a viver juntos”, “aprender a aprender juntos” e “aprender a crescer juntos”, princípios de globalização planetária.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Ferreira, Carlos Manuel Santos

Ser aluno: porque e para que se aprende?

Numerosos são os estudos, desenvolvidos especificamente no âmbito da educação, que tentam demonstrar os diferentes aspectos implicados na aquisição de saberes; acção essa a que se dá o nome de aprendizagem. O acto de aprender deve ser entendido como uma acção dinâmica. Quando um sujeito aprende, adquire e produz conhecimento mais ou menos inovador. Se partimos do sentido etimológico, a palavra educativo significa “conduzir a partir de”(Atwater & Riley (1993:662); verificamos assim a interacção com o contexto do meio envolvente. Aprender é uma construção que envolve toda a actividade do ser humano: biológica, psicológica, social e cultural, nos seus múltiplos aspectos.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Albuquerque, Carlos Manuel de Sousa Costa, José António Pereira da Almeida, Vera Lúcia Fernandes

A doença mental e a cura: um olhar antropológico

A saúde, a doença e os processos de cura são construções sociais, resultantes de um processo complexo que integra factores biológicos, socio-económicos, culturais, psicossociais e religiosos, que permeiam o contexto da história de vida das pessoas e exercem marcada influência nas suas atitudes face à doença e aos processos de cura.  Apesar da Antropologia médica ser uma área bastante incipiente em Portugal, os conhecimentos actuais neste domínio sugerem que, apesar dos reconhecidos progressos da medicina oficial, a atribuição conferida pelos utentes aos seus “males” continua embebida em velhos sistemas de crenças populares. Nas páginas que se seguem, faz-se referência a alguns aspectos socioantropológicos que valorizaram a contribuição das ciências sociais e humanas para a compreensão da saúde, da doença, dos processos de procura de saúde, das terapêuticas e dos terapeutas.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Matos, Amadeu Matos

Alcoolismo juvenil

Actualmente, o abuso do álcool tem alcançado proporções massivas, tanto em países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, e está associado a uma série de consequências adversas, das quais o alcoolismo é apenas uma pequena parte, ainda que seja a de maior relevância do ponto de vista clínico. O problema do alcoolismo transformou-se sem dúvida, num dos fenómenos sociais mais generalizados das últimas décadas. Não há dúvida que “sans alcool, pas d’alcoolismo” (LEGRDIN cit in MELLO et al, 1988, p. 16), sendo portanto o tóxico “etanol” o agente da doença alcoólica.  Todavia não podemos ignorar que existem factores individuais relacionados com o meio, que condicionam o consumo excessivo de álcool, levando ou não, à dependência, ao fim de algum tempo. Surge assim uma tríade Agente/Indivíduo/Meio que está na origem de todo este fenómeno de alcoolismo. CORREIA (2002) afirma que as bebidas destiladas ganham cada vez mais adeptos na camada jovem. Para compreender e reflectir acerca desta problemática, encontramo-nos motivados a partilhar algumas preocupações e tentar ser agentes de mudanças de comportamentos dos nossos jovens.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Cabral, Lídia do Rosário

Acção da personalidade na saúde: contributos para a qualidade de vida

A incidência das doenças coronárias1 tem aumentado progressivamente nas últimas décadas, nomeadamente nos países ocidentais, bem como as suas nefastas consequências em termos de morbilidade e mortalidade. Este aumento deve-se em grande parte ao facto dos indivíduos aderirem ao que se descreve como uma vida melhor. As pessoas tornam-se obesas e sedentárias, o avanço tecnico-científico submete-as ao stress e à urgência continuada. Em consonância com este facto, Mota Cardoso (1998) refere que talvez “não seja por acaso que, no início deste século de cidade global e de triunfo das luzes, as doenças cardiovasculares sejam a maior causa de mortalidade dos que tiveram acesso aos seus benefícios”.  Assim sendo, as lesões coronárias representam o maior problema de Saúde Pública dos países industrializados. Por outro lado, estas revestem-se de uma importância particular pela perda que representa em anos de vida activa para o indivíduo, família, colectividade e economia. Neste artigo teceremos algumas considerações sobre a influência que a personalidade pode ter no aparecimento das doenças cardiovasculares. Assim, começaremos pela definição de personalidade, sua importância e o papel que a personalidade desempenha no comportamento do indivíduo, tendo em conta a interacção dos diferentes factores. Concluiremos esta análise, destacando alguns estudos efectuados nesta área.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Martins, Maria da Conceição Almeida

Acção da personalidade na saúde: contributos para a qualidade de vida

Eysenk (1950) desenvolveu um modelo estrutural da personalidade, com base em procedimentos estatísticos e no conceito de traço, segundo o qual a pessoa pode ser classificada de acordo com as duas dimensões seguintes: a dimensão neuroticismo/estabilidade e a dimensão extroversão/introversão. Estas dimensões são vulgarmente referidas pelas suas primeiras designações: neuroticismo e extroversão, respectivamente. O autor definiu também os termos “Tipo” e “traço” como: ”Tipo é um grupo de traços correlacionados e Traço é um grupo de actos correlacionados do comportamento ou tendência para a acção”. A partir destes aspectos, Eysenk definiu personalidade como “ a organização mais ou menos estável e persistente do carácter, temperamento, intelecto e físico do indivíduo, que permite o seu ajustamento único ao ambiente que o rodeia” (Eysenk, 1970).

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2022-11-18T13:11:37Z

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Martins, Maria da Conceição Almeida

Escolas superiores de enfermagem: que contributos face ao desafio do envelhecimento?

Numa breve leitura dos documentos que integram a moldura legislativa das instituições do ensino superior, podemos constatar que as escolas superiores são conceptualizadas como “centros de formação cultural e técnica de nível superior às quais cabe ministrar a preparação para o exercício de actividades profissionais altamente qualificadas e promover o desenvolvimento das regiões em que se inserem” (Art.º 2º da Lei 54/90 de 5 de Setembro) Esta função é especificamente reforçada pelo D. Lei n.º 480/88, de 23 de Dezembro, quando nas várias competências atribuídas às escolas de enfermagem enfatiza o desenvolver a investigação científica e técnica do seu âmbito, bem como a obrigatoriedade de colaborar no desenvolvimento sanitário das regiões onde estão inseridas.” A própria Lei de Bases do sistema educativo, que também se aplica ao ensino de Enfermagem, destaca nos diferentes objectivos a necessidade de “formar diplomados para a participação no desenvolvimento da sociedade portuguesa e na sua formação contínua e estimular o conhecimento dos problemas do mundo de hoje em particular os nacionais e regionais, prestar serviços à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade.”

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2022-11-18T13:11:37Z

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Martins, Rosa Maria Lopes

Marketing e comunicação: inovação conceptual na gestão de serviços de saúde

A função de Marketing & Comunicação (M&C) é uma realidade cada vez mais institucionalizada nos serviços de saúde, a qual, sendo uma inovação na gestão das Instituições, não questiona quem gere, mas faz questionar quem é gerido, atendendo ao seu enquadramento e forma de intervenção.  Sendo certa a função definida no sentido de apoiar a alteração de comportamentos (utentes e profissionais), esta nem sempre é exercida da forma mais conveniente ou adequada, por força das próprias pessoas inerentes à função, cuja escolha ou afectação, nem sempre reúne as qualificações desejadas, assumindo ainda assim poderes que lhe são delegados, os quais superam e ultrapassam competências, interferindo na organização de outros grupos profissionais, criando mal-estar a nível interno das instituições de saúde. Neste sentido, e atendendo à inovação desta função nas instituições, parece ainda não estar compreendida a função por parte de alguns responsáveis da área, as funções e o interesse da sua existência. Pretende-se pois com este ensaio fazer uma análise e enquadramento da realidade actual, relativamente à política de saúde e sua evolução, procurando enquadrar a função M&C, face às inovações implementadas em termos de políticas de saúde noutros países, procurando a sua divulgação e integração, bem como em relação aos constrangimentos e problemas vividos no nosso contexto actual.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Ribeiro, Olivério de Paiva

Métodos de prestação de cuidados

A prestação de cuidados insere-se no seio de uma constelação de fenómenos e acontecimentos. As características da maioria das instituições de saúde, as estruturas de organização, as múltiplas fontes de poder, os valores quantitativos centrados na produtividade tornaram-se, com a marcha do tempo, inadaptados ao crescimento e ao desenvolvimento da organização dos cuidados de saúde. Numerosos sinais se fizeram sentir. Os recursos financeiros insuficientes, o pessoal desmotivado e insatisfeito, as taxas de absentismo e de mobilidade crescentes e o esgotamento do pessoal que cuida caracterizaram os nossos serviços de saúde custosos, mas desumanizados, centrados na técnica e na doença. Esqueceu-se a pessoa, o cliente, a família e o enfermeiro que cuida. Então, quais são os ambientes que podem promover o respeito e a dignidade das pessoas, assim como o compromisso e a presença dos enfermeiros ao lado das pessoas que vivem experiências de saúde? Quais são os cuidados que favorecem os processos interactivos e terapêuticos dirigidos a manter, recuperar e promover a saúde? Quais são os métodos de prestação de cuidados que, ao mesmo tempo, podem assegurar a melhoria da qualidade do cuidado e a vitalidade da organização? 

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2022-11-18T13:11:37Z

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Costa, José dos Santos

Competências/sinergias das equipas de saúde

Consideramos equipa e trabalho em equipa noções que fazem parte da mitologia das profissões relacionadas com a saúde. Ainda, relativamente ao facto da formação dos profissionais a OMS (1988), refere que os mesmos devem ter a oportunidade de aprender a trabalhar em conjunto, assim como, deveria dar-se tanta ou mais importância às competências relacionais (saber – ser, saber – estar) do que às instrumentais (saber – fazer) e cognitivas (saber – saber).  Estamos de acordo com GRAÇA (1992), que nos diz que é a este nível que as equipas falham por falta de capacidades em relações humanas, por falta do saber – ser e saber – estar em grupo, por falta de liderança eficaz e por falta da heterogeneidade das competências e papeis. Trabalhar em equipa implica as pessoas realizarem em conjunto tarefas ou missões concretas como expressão da nossa linguagem profissional. O trabalho em equipa de acordo com LOFF (1994), é a actividade sincronizada e coordenada de diversos profissionais, de categorias diferentes para cumprir um objectivo comum, sendo que o produto final (equipa) é diferente da soma das partes, ou seja, o trabalho desenvolvido por cada trabalhador isoladamente é diferente daquele realizado pela equipa.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula

Memória e Intertextualidade em Mãos de Cavalo e Reparação

Segundo a crítica literária Tiphaine Samoyault, a intertextualidade é um fenômeno comum a todos os textos e consiste na relação que eles estabelecem entre si. O nosso objetivo é analisar a intertextualidade entre as narrativas Reparação de Ian McEwan e Mãos de Cavalo de Daniel Galera. Analisaremos a memória e o sentimento de culpa que a personagem-narradora Briony Tallis e Hermano, o Mãos de cavalo, carregam, bem como a maneira que encontraram para lidar com este problema.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Giacomolli, Dóris

Exploring Advertising and Product Design Sexual Implications: A Sociocultural Approach

This paper explores design thought and application on various fields of its domain, under the prism of the human sexuality. However the two main areas of our concern are the fields of advertising and product design which, according to the author, represent the most significant parts on which the concept of human sexuality is thoroughly applied and still remains effective. Designing under this instinctive human value, one can easily trace the importance of concepts such as charm and pleasure, which can overlap and possibly ‘beat to death’ the concepts of usability and quality of use, in many ways. The starting point of this allegory in handling and promoting new products, most of which are not directly connected with the sense of sexuality, are the advertisements. On the other hand, one will be able to find out the myth of gender and its contradictions in a certain group of products which have direct sexuality references and most of them are designed for a limited, however faithful and increasingly concerned consumer group. Thirdly, the author aims to focus on the ‘discovery’ of socially marginalized consumer groups, such as the homosexual community, by some inventive entrepreneurs and designers, for the formation of a ‘new market’ which seems to thrive in terms of profit. As this, meteoric rise, market is directly connected with analogous social changes globally, one will be able to understand its development, but also the exploitation of homosexual behaviour, via the ideological points of both sides: designers and consumers.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Tsoumas, Johannis

Diretrizes de Metamorfoze para a Imagem de Preservação

As Diretrizes de Metamorfoze para a Imagem de Preservação definem uma prática protocolar, quer ao nível dos equipamentos (fotográficos e informáticos), quer dos procedimentos de captura digital de imagem. A aplicação destas diretrizes faz-se através de uma gestão de cor altamente rigorosa, exigindo uma calibragem dos equipamentos a fim de alcançar a cor verdadeira, o tom e a densidade naturais, garantindo que o objeto que veremos, já digitalizado, estará perfeitamente igual ao objeto original, visto in loco, com as mesmas condições de luz em que foi fotografado. As Diretrizes de Metamorfoze para a Imagem de Preservação definem as normas de qualidade do Rijksmuseum e determinam um elevadíssimo padrão de qualidade das imagens digitais capturadas, e, acima de tudo, a obtenção de imagens dos objetos originais totalmente fidedignas.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Figueirinhas, José Miguel Maia

Comovimentos na Volatilidade de Mercados Bolsistas Emergentes: Efeitos da Crise Financeira Global

Neste trabalho é analisado o impacto da recente crise financeira global no comovimento dos mercados bolsistas emergentes, recorrendo à variável volatilidade condicionada. Com este objetivo, foram analisados vinte mercados, no período compreendido entre maio de 2002 e dezembro de 2013. Para estimar a volatilidade dos mercados, recorreu-se ao modelo exponencial de heterocedasticidade condicionada (EGARCH). Partindo da variável volatilidade condicionada, foi aplicado o teste de valores extremos e a análise de componentes principais, de modo a perceber a influência da crise financeira no comportamento da volatilidade, no curto prazo e no longo prazo, respetivamente. Os resultados permitem concluir que, em consequência da emergência da crise, os mercados bolsistas passaram a reportar comportamentos mais próximos, para os dois horizontes temporais, o que limitou as possibilidades de diversificação à disposição dos investidores.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Gabriel, Vítor Manuel de Sousa Saraiva, Helena Isabel Barroso

A Representação do Cenário no Novo Romance Histórico Brasileiro ‒ Uma Leitura dos Romances A República dos Bugres e Conspiração Barroca, de Ruy Reis Tapioca

A representação do cenário no Novo Romance Histórico brasileiro tem despertado pouco interesse na crítica literária. A morfologia urbana composta por casas, casarões, palácios, castelos, igrejas, pontes, logradouros, meios de transporte e cidades é caracterizada e descrita conforme o contexto de época. Muitos escritores analisam compêndios históricos, documentos de época, arquivos, museus, numa tentativa de representar ou (re)criar o pano de fundo dos enredos históricos formulados. Os romances A República dos Bugres (1999) e Conspiração Barroca (2008) do escritor baiano Ruy Reis Tapioca conjugam-se como obras literárias que remontam o passado histórico, recuperando os pressupostos vigentes nos séculos XVIII e XIX, nomeadamente a chegada da Família Real Portuguesa e a Inconfidência Mineira. O presente artigo averigua como o cenário histórico é representado nesses romances, identificando a forma e o conteúdo trabalhado, por meio do recorte das descrições narrativas. De modo a fundamentar a nossa reflexão recorremos aos contributos de: Lowenthal (1998), Bury (2006), Pons, (1996), White, (1992), entre outros. Por último, a contribuição deste artigo visa expandir o olhar estético para esse assunto tão instigante e ainda não devidamente explorado pelo meio acadêmico.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Oliveira, Cristiano Mello

O Turista Aprendiz e a Máquina Fotográfica como Estratégia de Aproximação Social

Este artigo analisa a posição do intelectual Mário de Andrade ao se referir à obra O turista aprendiz, no que concerne à sua representação etnográfica e fotográfica, numa tentativa de compreender os problemas sociais, durante sua estada nos estados do Norte e do Nordeste brasileiro. A obra O turista aprendiz foi escrita entre os anos de 1928 e 1930, em forma de diários, de anotações e crônicas de viagens. Em um primeiro momento, o escritor paulista publicou originalmente esses escritos no jornal Diário Nacional, nas mesmas datas. No entanto, a publicação oficial do livro saiu após os textos serem publicados no jornal, em edição organizada por Telê Ancona Lopez, quase cinquenta anos depois, em 1976. O centro das visitas etnográficas embutido na obra consiste na atenção que o autor dedica ao público proletário, na busca pela formulação de uma cultura popular nacional. O escritor modernista assume uma postura de intelectual comprometido com a sociedade, pretendendo representá-la em seus escritos e crônicas de viagens. Como lastro teórico, baseamo-nos na interpretação de alguns teóricos que mais ajudaram a compreender o panorama dessa dualidade investigativa (Literatura e Fotografia), a saber: Ancona Lopez (1976); Sussekind (2008); Barthes (1981), entre outros, necessários para contemplação do tema proposto.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Oliveira, Cristiano Mello

Análise das relações sociais entre Falstaff e os personagens femininos em peças teatrais de William Shakespeare

Este artigo pretende analisar e discutir a natureza do personagem Sir John Falstaff, de William Shakespeare, e de como ele dirige seus relacionamentos com as representações do feminino que o circundam, sua atitude em relação às mulheres e à honra, assim como suas preocupações com seu corpo.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Silva, Daniele Gallindo Gonçalves Giacomolli, Dóris Helena da Silva

Reflexões sobre Falstaff e suas relações com as representações dos masculinos

Este trabalho pretende analisar e discutir a natureza do personagem Sir John Falstaff de William Shakespeare, nomeadamente, como ele orienta seus relacionamentos com as representações do masculino que o rodeiam, sua complexa personalidade, seus diálogos, suas ironias, ambiguidades, suas atitudes face à morte, às guerras, à honra e á sua preocupação com seu corpo.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Giacomolli, Dóris Helena Soares da Silva

A Dialógica como Princípio Metodológico Transdisciplinar na Pesquisa em Educação

O presente trabalho apresenta a dialógica enquanto perspectiva de pesquisa transdiciplinar. O texto começa por referir o percurso seguido por Mikhail Bakthin, Paulo Freire, Edgar Morin e Basarab Nicolescu ao trabalharem a metodologia dialógica em suas obras. Além disso, discute a transdiciplinaridade compreendida em seu aspecto metodológico, como processo que ocorre em três etapas simultâneas: análise de diferentes níveis de realidade, a lógica do terceiro incluído e a complexidade. Buscou-se, através da pesquisa bibliográfica, levantar pontos teóricos sobre a dialogia e pesquisa transdisciplinas entre os autores supracitados. Na dialógica não se rejeita nenhuma flecha do conhecimento, o processo de conhecimento disciplinar, multidisciplinar, pluridisciplinar, interdisciplinar fazem parte da unidade na diversidade que compõe a transdiciplinaridade. Nesta perspectiva, Nicolescu (2000) diz que não há superação de um nível anterior de conhecimento, mas que os opostos coexistem e que, portanto, o princípio retroativo e de autorregulação ocorrem simultaneamente. Por isso, é um importante caminho metodológico para as ciências sociais.

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2022-11-18T13:11:37Z

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Lucena, Ana Maria S. Saraiva, Saraiva S. Silva Almeida, Luís Sérgio C.