Repositório RCAAP

Efeitos do aquecimento muscular ativo sobre o desempenho de sprints repetidos em cicloergômetro em diferentes períodos do dia

As variações diurnas das temperaturas corporais juntamente com as alterações promovidas pelo aquecimento muscular ativo podem influenciar o desempenho de exercícios de curta duração. O presente estudo teve como objetivo investigar o efeito da TMUSC e do horário do dia sobre o desempenho (potência máxima, potência média, número de giros e índice de redução de potência) e sobre as variáveis fisiológicas durante sprints repetidos (SRs). Doze voluntários realizaram 4 procotolos de SRs, 2 no horário da manhã (7:00 09:00) e dois a tarde (17:00 19:00) em ordem aleatória, separados por 72 h. Durante a situação experimental cada voluntário realizou um aquecimento muscular ativo com duração de 10 min (50% da PMÁX) seguido de 10 sprints de 6 segundos, com recuperação de 30 s entre o sprints, e um período de recuperação igual a 60 min. Os resultados indicam que o desempenho de PMÁX, PMÉD e NGIROS durante o primeiro sprint, foi maior com aquecimento em relação ao repouso (5,8% 6,1% e 4,9% respectivamente) e maior no horário da tarde comparado com o horário da manhã (3,0%, 2,4% 3,2% respectivamente). Não foram observadas diferenças no índice de redução de potência. Foi observado um efeito positivo do aquecimento sobre os 10 SRs, sendo que o desempenho de PMÁX, PMÉD e NGIROS foi maior com aquecimento em relação ao repouso (5,5% 2,2% e 2,8% respectivamente) sem diferenças no Índice de redução de potência. O aquecimento muscular ativo gerou aumentos na TMUSC (2,5°C), TINT (0,1°C), frequência cardíaca (FC) e percepção subjetiva do esforço (PSE), diminuição da TPELE e não afetou a concentração de lactato [Lac]. Esses fatores em conjunto contribuíram para a melhora do desempenho nos diferentes horários do dia. Os SRS também diminuíram a TPELE e elevaram a TMUSC, TINT, FC, PSE e [Lac]. Apesar da TMUSC e da TINT já estarem mais elevadas no horário da tarde, a elevação destas temperaturas após o aquecimento muscular ativo foi semelhante nos horários avaliados, mostrando assim que o protocolo de aquecimento adotado foi capaz de promover alterações semelhantes na TMUSC e TINT e melhorou o desempenho no primeiro sprint, além de ter sido eficiente em manter o desempenho elevado ao longo dos 10 SRs. Isso sugere o aquecimento muscular ativo induz efeitos que vão além dos obtidos ao longo do dia, através do aquecimento passivo que a musculatura é submetida.

Ano

2019-08-10T16:52:27Z

Creators

Adriano Araujo Lobo do Carmo

Comparação dos efeitos da vibração de corpo inteiro e vibração localizada sobre o desempenho nos testes de IRM e CVM

Diversos estudos indicam que a aplicação de vibrações mecânicas pode contribuir para o aumento da força muscular máxima. O objetivo deste trabalho foi verificar os efeitos agudos da aplicação da vibração de corpo inteiro e da vibração localizada sobre o desempenho nos testes de 1RM no exercício rosca direta e de CVM de flexores do cotovelo. A amostra foi composta por 15 voluntários do sexo masculino, com média de idade de 25.6 + 3.96 anos. Todos os voluntários estavam inseridos regularmente em um programa de treinamento de força para membros superiores há pelo menos seis meses ininterruptos. Todos os voluntários compareceram em pelo menos sete sessões, sendo uma sessão de familiarização e seis sessões de testes. Cada uma das condições [testes sem vibração (SV), testes com vibração de corpo inteiro (VCI) e testes com vibração localizada (VL)] foi realizada em duas sessões subsequentes, separadas por um intervalo de 48 horas. A ordem das sessões de testes foi aleatorizada a partir do procedimento de quadrados latinos. Na familiarização os voluntários realizaram uma série do exercício rosca direta, sem aplicação de vibração, para estimativa do valor de 1RM. Após uma pausa de cinco minutos os voluntários realizaram duas séries de duas repetições, com 95% da 1RM estimada, em cada uma das três condições, com intervalos de três minutos entre as séries. Nas sessões de testes os voluntários realizaram inicialmente o teste de CVM, para normalização dos dados de eletromiografia (CVMn), composto por três séries de seis segundos e intervalo de cinco minutos entre as séries. Após um intervalo de 10 minutos foi realizado o teste de 1RM em uma das condições do estudo, composto por no máximo cinco tentativas, com intervalo de cinco minutos entre elas. Ao final do teste de 1RM, respeitando um intervalo de 30 minutos, foi realizado o teste de CVM em uma das condições do estudo (SV, VCI ou VL), para verificação do efeito da vibração mecânica sobre a atividade eletromiográfica e sobre o pico de força máxima durante a CVM. Foi respeitado um intervalo de pelo menos 120 horas entre os pares de sessões de uma mesma condição experimental. A EMGrms normalizada do bíceps braquial e do braquiorradial durante os testes de 1RM e de CVM apresentou valores significativamente maiores (p<0,05) na condição VL em relação às condições VCI e SV, tendo a condição VCI apresentado valores significativamente maiores (p<0,05) em relação à condição SV. O peso deslocado no teste de 1RM na condição VL foi significativamente maior (p<0,05) em relação à condição SV. Não houve diferença entre as condições VCI e SV e VCI e VL. Os valores de força encontrados no teste de CVM na condição VL foram significativamente maiores em relação às condições SV e VCI, tendo a condição VCI apresentado valores de força significativamente maiores em relação à condição SV. Foi possível concluir que a aplicação de VL aumentou o desempenho no teste de 1RM e de CVM, enquanto a aplicação de VCI aumentou apenas o desempenho no teste de CVM.

Ano

2019-08-12T08:42:10Z

Creators

Aler Ribeiro de Almeida

Comparação do efeito agudo do alongamento dos músculos posteriores da coxa nas variáveis biomecânicas e na primeira sensação de alongamento em adultos jovens treinados e não-treinados em flexibilidade

Estudos que compararam a resposta da unidade músculo-tendão (UMT) quando submetida ao exercício de alongamento associadas a indivíduos mais e menos flexíveis encontraram comportamentos distintos. Desta forma, é possível questionar se indivíduos treinados e não-treinados em flexibilidade responderiam de maneira semelhante a um mesmo protocolo de exercício de alongamento. O objetivo deste estudo foi comparar o efeito agudo de um protocolo de alongamento em variáveis biomecânicas e na primeira sensação de alongamento (PSDA) entre indivíduos treinados e não-treinados em flexibilidade envolvendo os músculos posteriores da coxa por meio da análise das variáveis amplitude de movimento máxima (ADMMáx), torque relativo a mesma ADM nas curvas pré e pós treinamento (torqueADM), valor de ADM e torque no momento em que o voluntário relatou a PSDA (ADMPSDA e torquePSDA respectivamente). Participaram deste estudo 23 voluntários (21,5 ± 0,60 anos) no grupo treinados (GT) e 23 (27,5 ± 0,98 anos) no grupo não-treinados (GNT). Todos os voluntários passaram por uma sessão de familiarização e ambos os membros passaram pelas situações controle e protocolo de treinamento aleatoriamente em dias alternados, respeitando um intervalo de 24 a 48 horas entre as sessões. Uma maca adaptada para a realização do Teste de Extensão de joelhos (TEJ) foi utilizada. A ADMMáx foi obtida no momento em que o avaliador percebeu o aumento significativo da resistência ao alongamento na musculatura posterior da coxa, a partir desse valor o torque correspondente (toqueMáx) foi utilizado para a manutenção do alongamento mantendo o torque constante (TC). Foram realizadas seis séries de 30s de alongamento a 100% do torqueMáx. Os dados foram analisados como a diferença entre o pós em relação ao pré-teste (delta). Uma ANOVA two way em esquema fatorial com post hoc de Tukey foi utilizada para comparar a diferença entre os grupos e o nível de significância adotado foi de =0,05. Ambos os grupos apresentaram aumento da ADMMáx, e redução do torqueADM, porém, a magnitude do ganho da ADMMáx foi maior no GT. Os grupos tiveram comportamento distinto analisado por meio das variáveis ADMPSDA e torquePSDA. A ADMPSDA aumentou para o GNT e não modificou para o GT enquanto que a torquePSDA não modificou para o GNT e reduziu para o GT. Os resultados demonstraram que o ganho de ADMMáx após o treinamento parece ser decorrente de mecanismos biomecânicos e sensoriais. Esse resultado corrobora a expectativa de que indivíduos diferentes respondem de maneira distinta a um determinado estímulo. Desta forma, indivíduos treinados em flexibilidade podem necessitar de protocolos de treinamento dessa capacidade desenvolvidos de acordo com as especificidades da população.

Ano

2019-08-10T15:20:36Z

Creators

Barbara Pessali Marques

Avaliação da síndrome de Burnout em atletas de futebol da categoria sub-20 durante uma temporada esportiva

A categoria sub-20 do futebol brasileiro representa para os jovens atletas um momento de decisão uma vez que esta antecede a categoria adulta do futebol profissional. Dentro dos clubes de futebol existe a pressão por vitórias e títulos por parte dos dirigentes e a até mesmo a cobrança interna entre os próprios atletas, além disso as cobranças externas da torcida e da mídia, o que pode levar à síndrome de burnout. Neste contexto, para melhor compreender a síndrome de burnout em atletas do futebol da categoria sub-20 são objetivos deste estudo: (a) propor uma tabela normativa para a frequência de sentimentos relativos às dimensões da síndrome de burnout e o burnout total para atletas de futebol da categoria sub-20; (b) identificar individualmente atletas de futebol da categoria sub- 20 que manifestem altos, moderados e baixos sintomas para as dimensões da síndrome de burnout e o burnout total nos três períodos (treinamento, competição e férias) da temporada esportiva. (c) comparar a incidência das dimensões da síndrome de burnout e o burnout total entre atletas de futebol da categoria sub-20 com baixo tempo de jogo e alto tempo de jogo durante uma competição. (d) Comparar o comportamento das dimensões da síndrome de burnout e o burnout total em atletas de futebol da categoria sub-20 nos três períodos (treinamento, férias, competição) da temporada esportiva. A amostra do estudo foi composta por 53 atletas de futebol da categoria sub-20 com idade média de 19,20 anos (±0,96) de quatro clubes, sendo dois clubes de futebol dos estados de Minas Gerais e dois do Paraná. Foram utilizados como instrumentos (a) o questionário de dados demográficos e (b) o QBA. A aplicação do QBA foi realizada em locais reservados nos centros de treinamento ou em salas/hotéis onde os atletas estavam hospedados durante a competição. A coleta de dados foi realizada nos períodos de férias, treinamento e competição (Campeonato Brasileiro de Futebol Sub-20) durante a temporada esportiva de 2014. Para análise de grupo os atletas foram divididos em baixo tempo de jogo (tempo de jogo 90 minutos), intermediário tempo de jogo (tempo de jogo entre >90 e <180 minutos), alto tempo de jogo (tempo de jogo 180minutos). O grupo intermediário tempo de jogo não foi considerado para a análise. Para as análises estatísticas foram utilizadas a estatística descritiva, mediana, mínimo, máximo e análise de frequência, confiabilidade ( de Cronbach), estatística inferencial teste de Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis, teste T, Friedman e Mann Whitney. Os procedimentos estatísticos foram calculados pelo pacote SPSS® (Statistical Package for Social Science) versão 18.0, Gpower® 3.1.9.2 e o Prisma ®, versão 6, sendo adotado o nível de significância de p<0,05 e p0,001. Os resultados mostraram que os valores do de Cronbach foram satisfatórios para as dimensões exaustão física e emocional e reduzido senso de realização esportiva e inconsistentes para a dimensão desvalorização esportiva. Sendo assim, a dimensão desvalorização esportiva não foi avaliada neste estudo. Foram identificados em relação aos níveis de frequência de sentimentos para a dimensão exaustão física e emociona 6 atletas com altos, 5 atletas com moderados e 6 atletas com baixos níveis. Para os níveis de frequência de sentimentos da dimensão reduzido senso de realização esportiva foram identificados 6 atletas com alto, 5 atletas com moderados e 8 atletas com baixos níveis durante toda a temporada esportiva de 2014. Na medida tempo de jogo, não houve diferença entre os grupos de atletas baixo tempo de jogo e alto tempo de jogo para a percepção das dimensões exaustão física e emocional e reduzido senso de realização esportiva de 2014. As dimensões exaustão física e emocional e reduzido senso de realização esportiva na análise geral dos atletas não apresentaram diferenças significativas durante os três períodos em que foram avaliadas na temporada esportiva de 2014. Conclui-se que o QBA apresentou problemas de confiabilidade do instrumento para a dimensão desvalorização esportiva, cabendo novas análises para verificar se o problema se mantém para amostras de atletas de futebol. O estudo mostrou que existem atletas da categoria sub-20 do futebol brasileiro que estão muito propensos a contraírem a síndrome do burnout, devido ao fato dos mesmos terem apresentados altos valores para as duas dimensões avaliadas. O tempo de jogo neste estudo não influenciou na percepção dos sentimentos de burnout nos atletas sub-20, sendo necessário monitorar várias competições dentro de uma temporada esportiva. Numa análise geral não houve diferenças significativas entre as dimensões exaustão física e emocional e reduzido senso de realização esportiva durante a temporada, demonstrando que as análises de grupo podem mascarar altas percepções individuais da síndrome de burnout em atletas, pois no estudo foram identificados casos de atletas que apresentaram altos níveis de frequência de sentimentos para ambas as dimensões. Em síntese, para o grupo de atletas de futebol de categorias de base sub-20 a síndrome de burnout pode ser melhor identificada individualmente do que em grupo.

Ano

2019-08-14T11:04:46Z

Creators

Camila Cristina Fonseca Bicalho

Estrutura de prática e nível de desenvolvimento motor na aprendizagem da habilidade especializada

O objetivo do presente estudo foi investigar as relações entre nível de desenvolvimento motor e estrutura da prática na aprendizagem de uma habilidade motora especializada. A amostra foi composta de 38 crianças, com idades de 9 e 10 anos. Para avaliar o nível de desenvolvimento motor dos participantes foram analisadas as habilidades de arremesso por cima do ombro e voleio. A classificação do padrão das habilidades fundamentais foi realizada seguindo o Modelo de Avaliação Instrumental dos Movimentos Fundamentais de McClenaghan e Gallahue, (1985) a partir da filmagem dos sujeitos executando as habilidades. A habilidade esportiva utilizada no experimento foi o saque tipo tênis do voleibol, e o protocolo para avaliação do desempenho em relação à precisão ao alvo foi adaptado de Ugrinowitsch e Manoel (1999). Foram formados quatro grupos experimentais, (Grupo Maduro Constante-Aleatória GMCA; Grupo não maduro constante-aleatória GNMCA; Grupo maduro aleatória GMA; e Grupo não maduro aleatória GNMA). O estudo foi composto por duas etapas, sendo a primeira delas a fase de seleção dos participantes a partir de critérios relacionados ao nível de desenvolvimento motor e posteriormente a intervenção, composta por pré-teste, aquisição, teste intermediário e de retenção. Os testes tiveram 12 tentativas e a fase de aquisição 210, divididas em 10 sessões de prática. As variações da tarefa na prática aleatória ocorreram em relação às diferentes regiões de saque e o desempenho foi analisado através do padrão de movimento do saque e no escore de precisão ao alvo. A análise inferencial se deu com a ANOVA three-way com medidas repetidas e o post hoc LSD para análise dos desdobramentos, além do teste de correlação de Spearman. As crianças com padrões maduros em habilidades motoras fundamentais apresentaram ganhos significativos no padrão de movimento após o experimento, sendo este desempenho superior ao das crianças sem padrões maduros no teste de retenção. Em relação ao desempenho da precisão ao alvo, apenas o GMCA demonstrou melhoras significativas. Os componentes das habilidades motoras fundamentais e o desempenho do saque apresentaram correlações significativas no teste de retenção. A similaridade nos níveis de desenvolvimento motor nos grupos GMCA e GMA garantiu uma igualdade da efetividade das estruturas de práticas apenas na análise do padrão de movimento, demonstrando ser preciso considerar o nível de desenvolvimento motor com o intuito de maximizar o efeito da estrutura de prática. Aliado a este resultado, a ausência de melhora no desempenho dos grupos não maduros suporta a hipótese da barreira de proficiência levantada por Seefeldt (1979), a qual destaca a importância dos padrões maduros em habilidades motoras fundamentais para o desenvolvimento das habilidades especializadas.

Ano

2019-08-13T06:12:00Z

Creators

Cicero Luciano Alves Costa

Efeitos da prática sistematizada de modalidades esportivas coletivas e individuais na função cognitiva e fatores neurotróficos em adolescentes

O objetivo principal do presente estudo foi avaliar se adolescentes que treinam, de forma sistematizada, diferentes modalidades esportivas de alto rendimento, no caso futsal e natação, apresentam diferentes desempenhos em testes de funções executivas. Os participantes foram divididos em três grupos: grupo futsal (GF) n=14, grupo natação (GN) n=14 e adolescentes não atletas (GC) n=8. O procedimento experimental foi conduzido em duas etapas: no primeiro, houve um encontro com os técnicos dos clubes, professores de escolas e voluntários e seus respectivos responsáveis para assinatura do um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). No segundo dia, os participantes foram avaliados em suas medidas antropométricas massa corporal (kg), estatura (cm) e dobras cutâneas (mm) para estimativa do percentual de gordura. Em seguida foi realizada punção venosa periférica para análise das concentrações sérias de BDNF. Em seguida, foram aplicados os testes para avaliar os parâmetros envolvidos nas funções executivas como o controle inibitório, flexibilidade cognitiva e a memória operacional, através dos testes de 5 (cinco) dígitos e NBACK respectivamente. Após esta etapa, os voluntários foram submetidos ao protocolo de exercício progressivo máximo em cicloergômetro (Balke & Ware 1959) para a estimativa do consumo máximo de oxigênio (VO2max) e imediatamente após o protocolo de esforço, foi realizada uma nova punção venosa e aplicado novamente os testes cognitivos para análise das concentrações séricas de BDNF e desempenho cognitivo nos testes pós-exercício. Os resultados para o tempo de resposta em segundos (seg) do teste de controle inibitório não apresentaram diferenças significativas entre grupos pré (34,07 ± 8,96, 30,29 ± 3,43, 35,50 ± 4,66) e pós-exercício (27,93 ± 6,16, 25,50 ± 2,56, 30,88 ± 6,13) para os grupos GN, GF e GC, respectivamente. Ainda, não houve diferença significativa no número de erros para esta etapa. A flexibilidade cognitiva não apresentou diferenças significativas entre grupos pré (34,07 ± 8,96, 30,29 ± 3,43, 35,50 ± 4,66) e pós-exercício (27,93 ± 6,16, 25,50 ± 2,56, 30,88 ± 6,13), para o os grupos GN, GF e GC, respectivamente. Também não houve diferença significativa para número de erros para a flexibilidade. Para a memória operacional, avaliada pelo 2Back, não houve diferenças significativas no tempo de resposta em milissegundos entre grupos: para GN (349,46 ± 156,77) e (401,09 ± 24,16), para GF (329,65 ± 82,39) e (399,13 ± 26,43) e para o GC (387,57 ± 108,19) e (427,75 ± 27,62) pré e pós-exercício, respectivamente. Para o número de acertos também não houve diferença significativa entre grupos: GN (59,86 ± 20,82) e (68,79 ± 4,28), GF (66,79 ± 12,00) e (69,43 ± 2,71) e GC (49,88 ± 19,19) e (67,75 ± 3,37) pré e pós-exercício, respectivamente. Não houve diferenças entre grupos nas concentrações séricas de BDNF em repouso. As concentrações de BDNF pós-exercício foram significativamente menores para CG em relação ao GN. E ainda os níveis de BDNF pós- exercício foram significativamente menores em relação ao repouso para todos os grupos. Conclusão: As funções executivas não apresentaram diferenças significativas entre grupos pré e pós-exercício. O níveis de BDNF pós-exercício são menores em relação ao pré-exercício.

Ano

2019-08-12T06:23:35Z

Creators

Davidson Alves da Silva

Efeitos das alterações da temperatura muscular induzidas pela exposição aos ambientes quente e frio em relação ao desempenho dos sprints repetidos em cicloergômetro

A presente pesquisa investigou os efeitos das alterações da temperatura muscular (TMUSC) induzidas pela exposição a ambientes quente e frio sobre o desempenho em sprints repetidos (SRs) em cicloergômetro. Treze participantes fisicamente ativos (24,4 ± 2,1 anos; 80,6 ± 9,0 kg; 175,7 ± 3,9 cm) foram expostos, em dias diferentes, às temperaturas ambiente de 10, 26 e 42° C durante 80 minutos. Na sequência, os sujeitos realizaram 10 sprints de 6 s, com recuperação de 30 s entre o sprints. Conforme esperado, a exposição ao ambiente modificou as temperaturas corporais e a frequência cardíaca (FC). Ao final dos 80 min de exposição, a TMUSC foi maior a 42° C em relação a 26° C (37,3 ± 0,3° C vs. 36,3 ± 0,3° C) e a 10° C (33,1 ± 1,6° C), e significativamente menor a 10° C em relação a 26° C (p < 0,001). Resposta semelhante foi observada para a temperatura média da pele. A TRETAL foi significativamente maior a 42° C em relação a 26° C e a 10° C (p < 0,001), mas não foi diferente entre 10° C e 26° C (p = 0,388). A FC foi significativamente maior a 42° C em relação a 26° C e a 10° C, e significativamente menor a 10° C em relação a 26° C. Em relação ao desempenho físico, as potências pico e média apresentadas pelos sujeitos foram reduzindo ao longo dos SRs para os três ambientes. Os valores médios das potências pico e média medidas ao longo dos 10 SRs foram menores a 10° C em comparação a 26° C e a 42° C. Além disso, quando os sprints foram avaliados isoladamente, diferenças nas potências pico e média dos voluntários foram observadas, sendo que os com maiores valores foram atingidos a 42 C em comparação com as outras duas temperaturas ambientes. Observou-se uma correlação positiva, significativa e de grau moderado entre as alterações da temperatura muscular e as alterações da potência pico induzidas pelas diferentes temperaturas ambientes para o sprint 1 (r = 0,530; p = 0,005), mas não para o sprints 2 e 10. Em conclusão, a exposição a 42° C induziu o aumento da TMUSC, enquanto a exposição a 10° C reduziu esta temperatura, contribuindo para que o desempenho físico no primeiro sprint fosse maior a 42º C em relação aos demais ambientes e para que o desempenho ao longo dos 10 SRs fosse menor a 10º C em relação aos demais ambientes. Portanto, os resultados indicam que os efeitos do aquecimento muscular sobre o desempenho físico são transitórios, afetando o desempenho apenas no primeiro sprint. Por outro lado, os efeitos do resfriamento muscular sobre o desempenho físico são mais duradouros e foram observados ao longo dos 10 SRs.

Ano

2019-08-14T19:24:51Z

Creators

Gustavo Guimarães Aguiar de Oliveira

A umidade relativa do ar reduz o desempenho físico e aumenta o estresse térmico durante a corrida em intensidade autorregulada realizada em ambiente quente

Em competições de longa duração, como as provas de corrida de rua, o ambiente tem um papel importante sobre desempenho físico dos atletas. Diversos estudos avaliaram os efeitos da temperatura ambiente sobre o desempenho físico em diferentes modalidade e tipos de exercício, entretanto, os efeitos isolados da umidade relativa do ar (URA) em um exercício de corrida autorregulada ainda são desconhecidos. O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da umidade relativa do ar sobre o desempenho físico e as variáveis termorregulatórias em exercícios de corrida de 10 km, realizados de forma autorregulada. Nove homens (29,1 ± 3,6 anos; 80,1 ± 8,4 kg; 176,9 ± 6,0 cm; 58,4 ± 7,2 mLO2.kg-1.min-1) foram submetidos à três situações experimentais. Em todas elas, os voluntários deveriam correr 10 km o mais rápido possível. Os exercícios foram realizados sob uma mesma temperatura ambiental (33ºC), mas com três diferentes URA: 39%, 56% ou 78%. O tempo total de exercício foi maior na situação 78% quando comparado às situações 39% e 56%, que não foram diferentes entre si (78%: 54,60 ± 6,10 min; 39%: 49,93 ± 5,70 min; 56%: 50,05 ± 6,18 min). A estratégia de corrida adotada pelos voluntários também foi diferente na situação 78%, em comparação às situações 39% e 56%. A partir do km 6 até o final do exercício, foi observada uma queda na velocidade de corrida em comparação ao km 1 e em comparação às situações 39% e 56%. Por outro lado, a velocidade de corrida no km 1 não foi diferente de nenhum outro momento nas situações 39% e 56%. Nossos resultados apontam um efeito negativo da alta URA sobre o desempenho físico em uma corrida de 10 km realizada de forma autorregulada. Esses resultados corroboram os achados de estudos anteriores, que observaram um menor tempo até a fadiga em um exercício de ciclismo de intensidade fixa, realizado em ambiente quente e úmido. No presente estudo os voluntários não foram capazes de realizar um sprint final na situação 78%. As variáveis termorregulatórias, cardiovasculares e perceptivas também foram afetadas pela alta URA. A temperatura retal foi maior na situação 78% a partir do km 5, o que coincide com a redução na velocidade de corrida. A conclusão é que em um ambiente quente (33ºC) a URA elevada (78%) reduziu o desempenho físico, aumentou o estresse fisiológico e modificou a estratégia de corrida de corredores em um exercício de corrida de 10 km realizado de forma autorregulada.

Ano

2019-08-10T00:21:04Z

Creators

Matheus Mascarenhas Sacchetto Nunes Leite

Associação entre a variabilidade da frequência cardíaca e o desempenho físico durante o exercício realizado em diferentes condições ambientais

As repostas cardiovasculares induzidas pelo exercício físico são acompanhadas por modificações na atividade do sistema nervoso autônomo. Esta regulação autonômica do sistema cardiovascular pode ser determinada de forma indireta e não invasiva por meio da análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre a VFC e o desempenho físico durante uma única sessão de exercício realizada em diferentes condições ambientais e verificar se as alterações no desempenho causadas pelos ambientes quente e frio estão associadas às modificações nos parâmetros da VFC. Os voluntários (n = 9) foram inicialmente familiarizados às situações experimentais. Todos os exercícios foram realizados em um cicloergômetro posicionado dentro de uma câmara ambiental ajustada para manter as seguintes temperaturas ambientais: 26ºC (temperado), 12ºC (frio) e 40ºC (quente), sempre com 50% de umidade relativa do ar. Os voluntários realizaram três testes de Balke modificados para determinar a potência máxima (Pmáx) em cada condição ambiental. Posteriormente, os voluntários realizaram os exercícios prolongados até a fadiga (iniciaram a 40% da Pmáx, com aumentos de 2% da Pmáx a cada 8 minutos) nos três ambientes. O desempenho físico durante os exercícios prolongados foi prejudicado no ambiente quente e favorecido no ambiente frio. O parâmetro variância da VFC calculado em repouso apresentou uma correlação positiva e significativa com o tempo total de exercício a 12ºC. No primeiro estágio do exercício prolongado, o intervalo de pulso (média) da FC esteve positiva e significativamente correlacionado com o desempenho físico a 40ºC. Já no segundo estágio do exercício, o índice de muito baixa frequência (VLF) e o índice de baixa frequência (LF) apresentaram, respectivamente, correlações negativas (a 26ºC) e positivas (40ºC) com o desempenho físico. Na sequência, nós tentamos correlacionar as alterações percentuais nos parâmetros da VFC e as alterações percentuais no desempenho físico induzidas pela exposição ao ambiente quente ou frio; no entanto, nenhuma correlação significativa foi observada. Neste estudo, a análise da VFC realizada em repouso e nos dois primeiros estágios do exercício prolongado de ciclismo não foi uma ferramenta adequada para predizer o desempenho físico agudo, uma vez que poucos parâmetros da VFC correlacionaram significativamente com o tempo total de exercício durante as três situações estudadas.

Ano

2019-08-14T12:06:02Z

Creators

Weslley Henrique de Moura Santos

Influência do contexto de prática esportiva orientada no desenvolvimento motor global de crianças

A prática de atividades motoras orientadas, especialmente o envolvimento com habilidades esportivas tem sido considerada de importância para a aquisição e refinamento das habilidades motoras fundamentais. No entanto, poucos estudos investigaram a influência da prática de modalidades esportivas com diferentes especificidades no desenvolvimento motor global de crianças. Assim, o presente estudo investigou a influência do contexto de prática esportiva orientada no desenvolvimento motor global de crianças. Para tal foram conduzidos dois estudos. O primeiro buscou verificar a influência da carga horária semanal de prática em atividades motoras orientadas no desenvolvimento motor global de crianças; e o segundo estudo visou verificar se há diferença no desenvolvimento motor global de crianças conforme os tipos de atividade esportiva orientada. Para avaliar o desenvolvimento motor global foi utilizado o Test of Gross Motor Development (TGMD-2) e para análise do cotidiano das crianças os pais responderam uma anamnese. Participaram do primeiro estudo quarenta e oito crianças de oito e nove anos de idade, praticantes e não praticantes de modalidades esportivas. No segundo estudo participaram trinta e nove crianças com idade entre sete e nove anos, praticantes de modalidades esportivas com características distintas. Os resultados do primeiro estudo apresentaram desenvolvimento motor global superior de crianças envolvidas com prática esportiva orientada, e consequentemente, que tinham maior carga horária semanal de prática em relação às crianças que participavam apenas de uma atividade motora orientada. Entretanto, o resultado deve ser visto com cautela, pois os achados não mostraram diferenças entre crianças que praticavam duas atividades motoras orientadas e aquelas que praticavam três atividades motoras orientadas. Além disso, crianças engajadas em prática esportiva tinham hábito de frequentar instalações desportivas em seus momentos de tempo livre, e consequentemente, possuíam menor carga horária semanal de utilização de jogos e aparelhos eletrônicos do que crianças que não praticavam esportes e que costumavam ficar em casa nos horários de tempo livre. Os resultados do segundo estudo mostraram que as características da modalidade esportiva podem influenciar no desenvolvimento motor de crianças. Isto é, crianças que praticavam modalidades esportivas com habilidades motoras que envolvem controle de objetos apresentaram desenvolvimento motor superior nesta categoria de habilidades que as crianças que praticavam modalidades esportivas que não tinham a prática desse tipo de habilidade. Concluiu-se que o contexto de prática esportiva orientada influencia no desenvolvimento motor global de crianças enquanto prática adicional às aulas de educação física. Contudo, os diferentes tipos de prática esportiva parecem influenciar de forma distinta no desenvolvimento motor global de crianças.

Ano

2019-08-13T05:48:17Z

Creators

Patrick Costa Ribeiro Silva

Utilização do desempenho nos testes de salto vertical e de corrida de velocidade para monitorar as respostas sub-agudas ao treinamento de sprint repetido

O objetivo do presente estudo foi verificar se os desempenhos nos testes de salto vertical e de corrida de velocidade poderiam ser utilizados para monitorar os efeitos sub-agudos do treinamento de sprint repetido. Doze indivíduos do gênero masculino foram submetidos a 4sessões de treinamento de sprints repetidos, realizadas com intervalos entre sessões de 72, 48 e 24 horas respectivamente. O desempenho obtido durante as sessões de treinamento foi registrado e comparado com o desempenho obtido nos testes de salto com contramovimento e de corrida de velocidade nas distâncias de 10m, 20m, 30m e 40m realizados no início de cada sessão de treinamento. A ANOVA de Friedmann foi utilizada para comparar o desempenho do grupo de sujeitos e o desempenho de cada sujeito da amostra entre as sessões de treinamento. Quando a ANOVA de Friedmann indicava diferença de desempenho entre as sessões, o teste de Wilcoxon era utilizado para verificar onde essas diferenças se encontravam. A correlação de Spearmann demonstrou que o estado do sujeito (fadiga ou ausência de fadiga) indicado pelo teste de salto com contramovimento realizado no início de cada sessão de treinamento não teve correlação significativa com o estado do sujeito (fadiga ou ausência de fadiga) indicado pelos desempenhos registrados durante as próprias sessões de treinamento (r = -0,180; p>0,05). As maiores correlações entre o estado do indivíduo indicado pelo desempenho no teste de corrida de velocidade e o estado do indivíduo indicado pelo desempenho nas próprias sessões de treinamento ocorreram para as distâncias de 30m e 40m do teste de corrida de velocidade (r = 0,898, p < 0,01; r = 0,558, p < 0,01, respectivamente). Logo, a menor distância da corrida de velocidade para monitorar as respostas individuais e sub-agudas ao protocolo de treinamento de sprints repetidos proposto foi a de 30m.

Ano

2019-08-10T14:13:17Z

Creators

Sylvia Boaventura Diniz Maldonado

Efeito agudo da Contração Voluntária Isométrica Máxima (CVIM) com adição de vibração mecânica sobre o desempenho em corrida de velocidade

Diversos estudos verificaram os efeitos agudos de diferentes atividades condicionantes no desempenho em testes de velocidade. O objetivo deste estudo foi verificar o efeito agudo da Contração Isométrica Voluntária Máxima (CVIM) com adição de vibração mecânica no desempenho em corrida de velocidade. Participaram do estudo 8 jovens atletas velocistas do sexo masculino, idade 20,23 ± 2,46 anos, massa corporal 69,9 ± 4,2 kg, estatura 1,77 ± 0,05 m e melhor resultado nos 100 m 11.14 ± 0,32 s. Os atletas foram submetidos a três condições experimentais: Contração voluntária isométrica máxima (CVIM), CVIM com adição de vibração mecânica (CVIM+VIB) e Controle (CON), em dias não consecutivos, de maneira aleatória. Na Condição CVIM, os atletas realizaram uma contração Isométrica máxima de membros inferiores de 5s como atividade condicionante, enquanto na condição CVIM+VIB realizaram a mesma contração com a adição de vibração mecânica (26 Hz, 6mm). Em todas as condições, a variável dependente para comparação das diferentes atividades condicionantes foi o tempo no teste de 40m, incluindo os tempos parciais aos 10, 20, 30 e final aos 40m, mensurados imediatamente após a contração (0 min) e após 8 minutos de descanso ativo (8 min). A análise dos resultados não demonstrou diferenças significativas nos tempos parciais aos 10 e 20 m entre as condições. No tempo parcial aos 30m, houve diferença significativa entre as condições CVIM 0 min e CVIM+VIB 8 min (3.94 ± 0.12 s Vs. 3.85 ± 0.13 s). No tempo final aos 40m, diferenças significativas foram encontradas entre as condições CVIM 0 min e CVIM 8 min (5.01 ± 0.17 s Vs. 4.91 ± 0,15 s) e entre as condições CVIM 0 min e CVIM+VIB 8 min (5.01 ± 0.17 s Vs. 4.89 ± 0,16 s). A CVIM com e sem a adição de vibração mecânica parece não melhorar o tempo no teste de 40m após 0 e 8 min de descanso.

Ano

2019-08-12T12:03:11Z

Creators

Roberto de Santis

Análise dos níveis de ativídade física e burnoutem policiais militares

A profissão de policial militar é uma atividade de alto risco, uma vez que esses profissionais lidam, no seu cotidiano, com situações de grande tensão que incluem conflitos humanos. A literatura aponta que os policiais estão entre os profissionais vulneráveisasíndrome deBurnoute quehá poucos estudos que investigam estasíndrome e a associam a uma estratégia de enfrentamento. A hipótese deste estudo é de que o exercício físico pode ter associação significativa em relação ao Burnoutfuncionando como elemento de proteção.Opresente estudo descritivo transversal, de abordagem quantitativa, avaliouos níveis de atividade física e a percepção das dimensões da síndrome de Burnoutemuma amostra de policiais militares nacidade de Belo Horizonte. A amostra foi constituída de 195 policiais de ambos os sexos e sem limitação de idade. Foram utilizados três instrumentos para coleta de dados, cada qual com um objetivo específico. Para identificar a prevalência de Burnoutnos policiais, foi utilizado o Inventário de Burnoutde Maslach (MBI-HSS), o nível de atividade física foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e um questionário sociodemográfico foi utilizado para coleta das informações demográficas e de perfil dos participantes. Os resultados mostraram elevado percentual de prevalência da síndrome de Burnout(64%), principalmente entre os classificados com baixo nível de atividade física eque executam a atividade de trabalho operacional.Conclui-se que variáveis que se referem a aspectossócio afetivos influenciam a percepção desta síndrome, tendo sido, através das variáveis que apresentaram significância estatística, traçado um perfil do policial sedentário e vulneral ao Burnoute constatado que os níveis de atividade física apresentam associação com os indicadores de Burnout.

Ano

2019-08-14T01:29:50Z

Creators

Deiveskan Serra Soares

Análise do comportamento visual e da tomada de decisão no voleibol

No esporte o sistema visual aporta ao indivíduo informações do ambiente que se relacionam entre si e confluem para a tomada de decisão (TD). O presente estudo objetiva (1) verificar o comportamento visual utilizando-se do rastreamento ocular (via Eye Tracking fixo); (2) verificar a qualidade da tomada de decisão (TD); e (3) verificar a quantidade de opções geradas nos momentos com e sem oclusão visual em cenas de vídeos reais de jogo de atletas e não atletas de voleibol. A amostra constituiu-se de 48 voluntários do sexo masculino divididos em atletas (n=25; idade média de 16,9±1 anos) e não atletas (n=23; idade média de 17,6±1,7 anos). Para análise do comportamento visual (número e duração das fixações visuais) foi utilizado o Eye Tracking SMI RED500® durante o Teste de Conhecimento Tático Declarativo no Voleibol Geral - TCTD:VbG. Para avaliação da qualidade da TD e quantidade de opções geradas, foi utilizado o relato verbal dos participantes. Nas análises do número de fixações visuais, para três variáveis com distribuição normal (Ataque de Extremidade-AE, Bloqueio-BL e Levantamento-LE) utilizou-se o teste t independente para comparação entre os dois grupos. Já para a variável com desvio significativo à normalidade (Ataque de Central-AC) recorreu-se ao teste Mann-Whitney U. Nas análises da duração das fixações visuais utilizou-se o teste Mann-Whitney U para comparação entre os grupos. Nas análises da qualidade da TD utilizou-se do teste Qui-Quadrado de proporções. Nas análises do número de opções geradas nos momentos com e sem oclusão visual, realizou-se a ANOVA two-way para os fatores grupo (atletas e não atletas) e momento (com e sem oclusão). Para as variáveis nas quais detectou-se interação entre fatores principais, realizou-se ainda análise de desdobramentos. Para a duração das fixações visuais, encontra-se uma diferença significativa na situação de AC, sendo as fixações mais rápidas realizadas pelos atletas. Para a qualidade da TD, revelam-se diferenças significativas nas situações de AE e AC quando comparados atletas e não atletas, sendo que o grupo de atletas acertou mais respostas do que o grupo de não atletas. Para a quantidade de opções geradas, em relação aos momentos (com e sem oclusão visual), observa-se uma diferença significativa sendo maior para o grupo de atletas quando comparados com o grupo de não atletas no momento com oclusão visual em todas as situações de jogo. Além disso, no momento sem oclusão gerou-se mais opções do que no momento com oclusão nos dois grupos. Diante dos resultados encontrados considera-se que jovens atletas de voleibol realizam fixações mais rápidas em situações de AC e ainda tomam decisões mais corretas em situação de ataque (AE e AC) quando comparados com não atletas. As diferentes estratégias de busca visual nos momentos com e sem oclusão evidenciaram-se como um importante fator que comprova as diferenças encontradas nos resultados deste estudo, afirmando a hipótese proposta por Johnson e Raab (2003), que a diferença entre o número e os tipos de opções geradas depende das estratégias utilizadas para a resolução de uma determinada ação.

Ano

2019-08-14T21:47:14Z

Creators

Henrique de Oliveira Castro

Validade, confiabilidade e acurácia do Microsoft Kinect para registro de sessão de treinamento de taekwondo

O presente trabalho tem como objetivo verificar a validade e confiabilidade na obtenção do tempo de execução de uma técnica de chute do Taekwondo, bem como verificar a acurácia em reconhecer automaticamente movimentos inerentes a uma sessão de treinamento de Taekwondo de um sistema composto pelo sensor Microsoft Kinect e algoritmos desenvolvidos especificamente para estas tarefas. O estudo foi composto por 2 etapas. Na primeira etapa os voluntários realizaram 15 repetições do chute frontal do Taekwondo (ap chagui) em duas velocidades de execução diferentes. Para verificar a validade concorrente foi calculado o coeficiente de correlação de Pearson, a equação de regressão linear simples e erro padrão de estimativa (EPE), verificando a validade entre o Microsoft Kinect e o Optitrack (padrão ouro). Para verificar a confiabilidade foram calculados o Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI2,1) e o Erro Padrão de Medida (EPM). Na segunda fase os voluntários realizaram 4 diferentes movimentos típicos de uma sessão de treinamento de Taekwondo durante 20 segundos cada um e foi verificada a capacidade do sistema em reconhecer e classificar automaticamente os movimentos que foram realizados com elevada acurácia. O sistema de obtenção de tempo de execução do chute composto pelo Microsoft Kinect apresentou uma alta confiabilidade (CCI2,1=0,971 para velocidade de chute de 3 m.s-1 e 0,912 para velocidade de chute de 8 m.s-1). Além disso, apresentou uma alta validade para velocidade de chute de 3 m.s-1, com um r=0,982 (p=0,001), com um percentual de 96,5% do modelo explicado, coeficiente linear a=0,0174, coeficiente angular b=0,984 e EPE=0,064 segundos; e também para velocidade de chute de 8 m.s-1, com um r=0,920 (p=0,001), com um percentual de 84,7% do modelo explicado, coeficiente linear a=0,336, coeficiente angular b=0,866 e EPE=0,011 segundos. No reconhecimento de movimentos a acurácia média foi 89,91%, sendo o soco de direita o movimento com maior acurácia de reconhecimento (93,81%) e o soco de esquerda com a menor acurácia de reconhecimento (85,23%). O sistema avaliado se apresenta como um caminho viável para desenvolvimento de uma ferramenta de registro automático de sessões de treinamento de Taekwondo.

Ano

2019-08-14T22:03:50Z

Creators

Cristiano Arruda Gomes Flor

Efeito da posição inicial do salto agachado no desempenho em jogadores de voleibol

Saltos verticais são amplamente utilizados na análise biomecânica dos movimentos esportivos como uma ferramenta de avaliação da força muscular de membros inferiores. Na literatura, diferentes ângulos de flexão de joelhos foram utilizados pelos sujeitos no início do salto agachado (SA) e é possível que posicionamentos distintos resultem em desempenhos específicos. Alguns estudos buscaram esclarecer o efeito de diferentes angulações iniciais de flexão de joelhos no comportamento de variáveis dinâmicase sua relação com a altura do salto, no entanto, os resultados são controversos. O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito de três posições iniciais sobre o desempenho no SA e sobre assimetria de força de reação do solo de membros inferiores (MMII). A amostra foi composta por 15 atletas de voleibol (15anos) que foram familiarizados ao SA. Os atletas realizaram três SA máximos nas posições SA90° (90° de flexão dos joelhos), SA120° (120° de flexão dos joelhos) e SAAuto (posição definida pelo voluntário autosselecionada 99,06°). Em relação ao desempenho, foram analisadas as variáveis: altura do salto, força máxima, impulso e velocidade de saída. Para a identificação da assimetria de força de MMII, foi calculado o Índice de Simetria para as variáveis força máxima e Impulso. Os resultados mostraram que a variável altura do salto apresentou valor semelhante para as posições SA90° e SAAuto (0,30 m) e este foi significativamente superior em relação ao obtido para a posição SA120°. Ainda, à medida que o ângulo de flexão de joelhosdiminuiu, o impulso aumentou (SA90°= SAAuto> SA120°), enquanto a força máxima reduziu significativamente (SA90°< SAAuto< SA120°). Em relação à identificação de assimetrias de força, foi verificado que a posição SAAuto apresenta menor diferença entre os MMII direito e esquerdo para as variáveis força máxima e Impulso do que as posições SA120° e SA90°. Conclui-se que, o controle da posição inicial do SA é fundamental, visto que posicionamentos inicias distintos na execução do salto agachado foram capazes de alterar o desempenho e a presença de assimetrias de força em MMII.

Ano

2019-08-12T06:55:11Z

Creators

Júlia Sanna Borges de Lima

Elaboração e validação de conteúdo de um catálogo de meios de treinamento para o judô

Muitos treinadores são guiados pela evidência empírica da especificidade dos meios de treinamento no momento de selecionar os estímulos que serão executados pelos atletas durante a rotina de treinamento. A utilização de um instrumento cientificamente elaborado que permite ao treinador identificar a especificidade de um estímulo e que ao mesmo tempo, contribua para o registro da carga, pode ser de fato um diferencial na evolução do processo de treinamento. O objetivo desse trabalho foi elaborar, codificar e validar por conteúdo um catálogo dos meios de treinamento para o judô. Inicialmente, cinco treinadores experts em judô relataram em uma entrevista semi-estruturada quais são os exercícios utilizados no treinamento do judô. Os exercícios foram transcritos numa planilha, agrupados pela similaridade e combinados a métodos de treinamento o que gerou setenta e seis grupos de meios de treinamento. A planilha com os grupos de meios foi enviada para nove Juízes (experts em judô com conhecimentos teóricos sobre treinamento esportivo). Esses Juízes avaliaram por meio de uma escala tipo Likert de 1-5 pontos, três indicadores de validade de conteúdo: a clareza de linguagem, a pertinência pratica e a relevância teórica de cada um dos grupos de meios de treinamento. Além disso, os Juízes escolheram a dimensão pertencente à de cada um dos grupos de meios. O coeficiente de validade de conteúdo foi utilizado como ferramentas para verificar estatisticamente os valores atribuídos pelos Juízes aos três indicadores. O coeficiente de Kappa de Cohen foi utilizado para verificar a intensidade da concordância entre os Juízes na escolha da dimensão. Os resultados estatísticos encontrados para os três indicadores e para a dimensão dos grupos de meios, estão de acordo com os parâmetros estabelecidos pela literatura científica que assegura a validação de conteúdo do catálogo. De acordo com esses resultados a validade de conteúdo desse catálogo foi estabelecida, e esse instrumento está teoricamente pronto para ser utilizado por treinadores de judô como referencial teórico tanto no planejamento quanto no registro do treinamento.

Ano

2019-08-12T23:00:09Z

Creators

Gustavo Ferreira Pedrosa

Papel do córtex parietal posterior na geração de drift proprioceptivo em tarefa de apontamento na privação visual

Drift proprioceptivo é o fenômeno relacionado com maior magnitude de erro espacial, sendo considerado como a degradação da representação central na ausência da visão. Há relação entre área cortical de integração sensorial, córtex parietal posterior (CPP), e sustentação limitada de memória de trabalho. Porém, pouco se sabe sobre a associação entre drift proprioceptivo e tarefa de apontamento na privação visual. Hipotetizou-se que a inibição do CPP via estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) aumenta os erros espaciais em apontamentos na privação visual e alteraria o controle online. O objetivo deste estudo foi verificar o papel do CPP na geração de drift proprioceptivo em tarefa de apontamento na privação visual. A amostra foi composta por 24 voluntários, destros, com idade entre 18 a 35 anos. Foi utilizada uma tarefa de apontamento manual, em duas condições, com e sem visão. Para cada condição foram executadas 30 tentativas. Os indivíduos foram distribuídos em dois grupos, grupo que recebeu inibição do CPP via ETCC catódica (GC), e grupo placebo (GP). A aplicação da ETCC ocorreu durante as condições com e sem visão. Anovas two-way com medidas repetidas no segundo fator (2 grupos x 2 condições) foram usadas para as variáveis dependentes: tempo de reação (TR), tempo de movimento (TM), erro radial (ER), amplitude (AMP), pico de velocidade (PV), tempo relativo para pico de velocidade (TRPV) e número de correções no 2° submovimento (NC). Os resultados indicaram ER maior para o GC comparado ao GP na condição sem visão. Foram encontrados menor PV e NC inalterado para o GC comparados ao GP na condição sem visão. As hipóteses da associação entre CPP e drift proprioceptivo e do aumento da magnitude de drift pela inibição do CPP se confirmaram pela diferença significante encontrada em ER. A hipótese sobre inibição de CPP afetando o controle online não foi confirmada, indicada por menor PV e NC inalterado para GC. Duas hipóteses explicativas complementares podem relacionar as alterações nos mecanismos de controle à participação do CPP no surgimento do drift, sendo o enfraquecimento proprioceptivo na privação visual, impactando na qualidade da representação formada, e acúmulo de erros de movimento, pela inserção de informações incorretas na privação visual.

Ano

2019-08-14T06:49:01Z

Creators

Joao Roberto Ventura de Oliveira

Validação das escalas ordinais pareadas de classificação subjetiva da intensidade de treino e do estado físico para controle do treinamento em jogadores profissionais de futebol

O objetivo do presente estudo foi validar as escalas ordinais pareadas de percepção do estado físico (EF) e classificação da intensidade do treino (CT) desenvolvidas neste projeto em jogadores de futebol profissional. Participaram deste estudo 22 (27,01 ± 4,38 anos) atletas profissionais de um clube de futebol da primeira divisão para a confiabilidade das escalas e destes, 15 para a validação. Para caracterização da amostra foi realizado o Yoyo Endurance Test e o limiar de lactato (OBLA). Após a familiarização com as escalas. Para confiabilidade, cinco sessões de treinos (campo reduzido 64m x 68m) idênticas foram realizadas (duração de 60 minutos) configuradas por cinco jogos (10min) com recuperação passiva (3min) e hidratação ad libitum. Para validade, nove sessões de treinos foram monitoradas (jogo treino, situacional ofensivo e defensivo, coletivo, campo reduzido, treinamento tático e técnico) com hidratação ad libitum. Todas as sessões ocorreram no período da tarde (16:00) entre os meses de janeiro e fevereiro. Para monitoramento dos treinamentos, monitores de frequência cardíaca (FC) e de posicionamento por satélite eram entregues aos atletas. Trinta minutos após o término da sessão, os mesmo eram recolhidos e a classificação subjetiva de intensidade do treino (PSE) era realizada na CT. Na manhã seguinte (09:00), a classificação subjetiva de estado físico era mensurada na EF. Para confiabilidade, foi calculado o coeficiente de correlação intraclasse (ICC3,1) e o erro padrão da medida (EPM). Em seguida foi realizada a verificação da normalidade dos dados pelo teste de Shpiro-Wilk. Para validade, realizou-se a correlação de Spearman e regressão linear múltipla (stepwise) entre as escalas CT e EF com FC média, %FCmax, %FClimiar, impulso de treino de Banister et al. (1991) (TRIMPB) e Stagno et al. (2007) (TRIMPMOD), PSE da sessão, kcal, minutos, distância total percorrida e velocidade média. Para verificação de associação entre os escores da EF e CT, um teste de qui quadrado foi realizado e uma análise fatorial exploratória. As escalas CT e EF foram confiáveis (CCI3,1 de 0,74 e 0,77 e EPM de 0,30 e 0,30, respectivamente) e válidas, sendo a CT explicada pelo TRIMPB (R2 ajustado = 0,57; F2,133 = 174,80, p < 0,001) e a EF pelo TRIMPMOD (R2 ajustado = 0,58; F2,133 = 184,97, p< 0,001). Dessa forma, as escalas CT e EF são confiáveis e válidas para o monitoramento dos treinamentos em jogadores de futebol profissionais brasileiros.

Ano

2019-08-14T21:56:47Z

Creators

Rodrigo Figueiredo Morandi

Monitoramento de respostas subagudas ao treinamento de força na musculação

O objetivo do presente estudo foi monitorar as respostas subagudas a uma sessão de treinamento de força na musculação e correlacioná-las com a variação de desempenho entre sessões. Participaram do estudo 14 homens treinados em musculação que inicialmente foram submetidos a um período de pré-monitoramento, durante quatro semanas (sessões de 1 a 7), com o objetivo de familiarização ao protocolo de treino e aos testes que seriam utilizados nas situações experimentais. Após, os voluntários iniciaram as situações experimentais, ao longo de três semanas (sessões de 8 a 13) com duas sessões por semana e intervalo aleatorizado de 24, 48 ou 72 horas entre as sessões em cada semana. Foram comparados os dados obtidos entre as duas sessões de cada semana sobre a dor muscular, a percepção subjetiva de esforço (PSE) da sessão, a concentração sanguínea de creatina quinase (CK), o desempenho no salto com contramovimento (SCM), o desempenho na contração isométrica voluntária máxima (CIVM) e o desempenho na sessão avaliado por meio do volume total de treinamento. O volume total não foi significativamente diferente entre as primeiras sessões (8, 10 e 12) de cada semana do período de monitoramento e a última sessão do período de pré-monitoramento (sessão 7). Foi encontrada uma redução no volume total e na CK da sessão realizada com 24 horas de recuperação. O SCM e a CIVM foram significativamente maiores 72 horas após a sessão. A dor muscular foi maior 24 e 48 horas após as sessões de treino. Não foram encontradas diferenças significativas para a PSE da sessão. Apenas o SCM (r=0,439, p<0,001), a CIVM (r=0,389, p<0,001) e a dor muscular (r=-0,327, p=0,005) apresentaram correlação significativa com o volume total do treinamento. O período de familiarização se mostrou crucial para equilibrar as respostas de adaptação e contribuir para uma similaridade entre as sessões pré-intervalos de recuperação do período de monitoramento. As variáveis investigadas no presente estudo não se mostraram eficientes para monitorar a fadiga muscular gerada pelo treinamento de força, uma vez que suas alterações subagudas não apresentaram valores elevados de correlação com as variações de desempenho.

Ano

2019-08-12T04:18:11Z

Creators

Karine Naves de Oliveira Goulart