Repositório RCAAP
Acesso e uso dos livros eletrônicos do Portal CAPES: um estudo exploratório na Universidade Federal de Minas Gerais
A utilização de livros eletrônicos tem suscitado muitas discussões e preocupado profissionais e cientistas de diversas áreas do conhecimento. Porém, o uso efetivo, o impacto e a aceitação dos livros eletrônicos pela comunidade acadêmica e científica brasileira têm sido pouco estudados. O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) disponibiliza milhares de e-books para as instituições federais de ensino superior (IFES), mas, a escassez de estudos de usuários sobre o uso desta coleção levantou questões como: os usuários conhecem a existência desta fonte e estão usando estes recursos? Existem barreiras ao acesso a esta coleção? Assim, realizou-se um estudo de cunho exploratório e descritivo com uma abordagem quantitativa para fazer um diagnóstico em relação ao uso e a satisfação dos usuários com o serviço de e-books do Portal CAPES. O estudo foi feito no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo geral de verificar se a comunidade de usuários tem acesso e usa a coleção de e-books do Portal CAPES. O referencial teórico norteador do estudo engloba os estudos de usuários da informação, os estudos de uso do Portal CAPES e os estudos de uso de livros eletrônicos feitos no Brasil e no exterior. O instrumento de coleta de dados foi construído com base no modelo para avaliação do sucesso de sistemas de informação de DeLone e McLean, no Technology Acceptance Model (TAM) e na Teoria Unificada de Aceitação e Uso da Tecnologia (UTAUT). Com base nestes modelos foi criado um modelo para avaliação do sucesso do serviço de ebooks do Portal CAPES. O questionário online foi aplicado aos professores e alunos de graduação e pós-graduação da UFMG. A análise dos resultados foi realizada por meio de técnicas de estatística descritiva. Houve retorno de 683 respostas ao questionário online aplicado na UFMG. A maioria dos respondentes (73%) não usa a coleção de e-books do Portal de Periódicos da CAPES. Apenas 27% dos alunos e professores conhecem e usam, de um modo em geral, o serviço de e-books do Portal CAPES. Os resultados serviram para avaliar a satisfação dos usuários com a qualidade do sistema de busca, da coleção e do serviço de e-books e para verificar aos pontos fortes e fracos da coleção disponível no Portal CAPES. Os resultados também mostram que a maioria dos que conhecem e usam os e-books está apenas parcialmente satisfeita com a qualidade do sistema de busca por livros e com a qualidade ou conteúdo da coleção. Quanto à qualidade do serviço de e-books oferecido pelo Portal CAPES, os usuários em geral estão insatisfeitos. Quanto à intenção em usar a coleção de e-books do Portal CAPES, a maioria dos usuários concorda que tem intenção e planeja continuar usando o serviço nos próximos meses e reconhece que usando mais os e-books poderia melhorar seu desempenho, produtividade e também aumentar a eficácia de sua aprendizagem. Os resultados também mostram as percepções dos não usuários do serviço em relação às principais barreiras individuais e institucionais que impedem o acesso e a plena utilização desses recursos no ambiente acadêmico. Os principais motivos apontados pelos usuários para o não uso da coleção de e-books são: falta de uma divulgação mais expressiva do serviço de e-books na instituição como um todo; por não conhecerem o serviço de e-books do Portal de Periódicos da CAPES; porque ocorrem muitas falhas ou por faltarem opções de conexão à rede WiFi para acessar os ebooks; o design da interface de busca pelos e-books do Portal CAPES é muito confuso; nãoestão disponíveis versões eletrônicas de livros realmente importantes para as atividades acadêmicas dos usuários.
2019-08-14T05:06:05Z
Sergio Ferreira da Silva
Leitura e letramento informacional: uma revisão de literatura
A inquietude empírica vivenciada a partir do contato com discussões acaloradas em sala de aula durante o Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), discussões estas fruto do evidente desconforto e resistência à leitura, da dificuldade de assimilação, análise e interpretação, aliado ao déficit na produção de trabalhos acadêmicos compatíveis e harmônicos com o status quo acadêmico, motivaram o presente trabalho de revisão bibliográfica. A pesquisa revela de forma peremptória que o problema da leitura acomete o indivíduo desde os níveis elementares de formação, alfabetização, até a universidade, onde sua carência é resultante de um processo educacional fragmentado e irremediavelmente comprometido. A indissociabilidade entre conceitos de alfabetização e letramento deveria possibilitar um estender de significações que garantisse a consecução do letramento informacional. Entretanto, descortina-se que a carência de leitura é a parte faltante na equação que o letramento informacional não comporta. O desenvolvimento do trabalho teve como norte o artigo cientifico da autora Shirley Behrens (1994) que discorre sobre as origens e evolução do conceito de letramento informacional. Seguindo a metodologia utilizada pela autora, buscamos trabalhar os conceitos aqui analisados concatenando a revisão bibliográfica em períodos, ultimando expandir significados e significações.
Plano museológico: um marco na gestão de museus à luz da gestão da informação e do conhecimento
Os museus têm um importante papel perante a sociedade, dentro dessas instituições são desenvolvidas várias atividades para que nossos bens culturais musealizados sejam preservados e comunicados ao público, acarretando em uma gestão eficiente de suas funções. Para tanto, o desempenho das funções básicas dos museus necessitam de suportes teóricos e de procedimentos metodológicos adequados aos desafios que lhe são impostos. A sociedade atual exige cada vez mais do museu um desempenho qualificado de sua missão. Sua criação e permanência devem ocorrer como um processo planejado, sempre reavaliado e em conexão com o campo científico da área, a Museologia. O plano museológico, como fruto desse processo, é um documento museológico informacional e institucionalizado, o qual contribui com os gestores nas tomadas de decisões. Trata-se de um procedimento metodológico para dar suporte a gestão do museu. A pesquisa busca responder em que medida o plano museológico contribui com a gestão museológica. Este trabalho tem o intuito de contribuir com as instituições museológicas no que tange à aplicabilidade do plano museológico institucional, demonstrando que este, quando elaborado de forma participativa, ou seja, no uso da informação como recurso estratégico e determinante, através do compartilhamento de informações entre os funcionários da instituição, torna-se um importante documento para o museu. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, cujo método para a coleta de dados foi realizada mediante a aplicação de um questionário semiestruturado, enviado por mala direta para quatro museus: um museu diretamente administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus; um museu pertencente à Superintendência de Museus em Minas Gerais; um museu que pertencente à Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte; e, por fim, um museu privado, seguido da análise documental do plano museológico de cada instituição. O resultado obtido demonstrou que para a elaboração do plano museológico são necessárias reuniões e discussões com a participação de todos os setores da instituição para discutirem conjuntamente o fazer museológico e assim atingir a eficiência esperada na gestão do museu.
2019-08-10T05:06:57Z
Claudia Maria Alves Vilhena
O papel dos grupos de apoio no compartilhamento da informação e do conhecimento nas avaliações das instituições de ensino superior privadas
O objetivo desta tese é analisar as práticas de compartilhamento da informação e do conhecimento em estruturas de Grupos de Apoio de Instituições de Ensino Superior Privadas, em seus processos de avaliações institucionais, de forma a perceber a existência de um comportamento preponderante. O trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica, tendo como foco o levantamento e a apresentação dos estudos relativos aos canais de compartilhamento da informação e do conhecimento, procurando identificar seus correlatos na área da administração. Na pesquisa utilizou-se metodologia mista qualitativa e quantitativa de estudo de casos múltiplos. O contexto da pesquisa foi o ensino superior privado, desenvolvendo-se estudos de caso em sete instituições do Estado de Minas Gerias e Distrito Federal.A pesquisa indicou considerações relevantes quanto ao entendimento das diversas abordagens utilizadas no que tange aos canais de compartilhamento, assim como as características comuns e diferenciadas destes meios e os impactos em suas dinâmicas que, analisadas em diferentes contextos, permitem avaliar e promoverserviços de informação mais adequados para atender demandas específicas. Os resultados da coleta de dados com os sete Gestores dos Grupos de Apoio das instituições analisadas, e quarenta e quatro participantes desses grupos, demonstraram fortes evidências que, de fato, o compartilhamento do conhecimento gerado no Grupo de Apoio contribui para a melhoria dos processos de avaliações institucionais.
2019-08-12T03:55:44Z
Armando Sérgio de Aguiar Filho
Uma história do conceito de divertimento na São Paulo do século XIX (1828-1889)
Este trabalho reconstitui o percurso histórico do conceito de divertimento na idade de São Paulo do século XIX, mais especificamente entre os anos 1828 e 1889. Seu objetivo é discutir os usos que foram feitos desse conceito pelos atores de tal contexto, a partir da reconstituição de uma mostra desses usos. O que nos permitirá conhecer o significado do conceito no contexto focalizado. Para tanto, se constituíram como principais fontes os jornais A Aurora Paulistana, A Phenix, Correio Paulistano, Diário de S. Paulo, Ensaios Literários, O Acayaba, O Farol Paulistano, e O Novo Farol Paulistano, além da literatura produzida por viajantes estrangeiros que estiveram na capital paulista no período estudado. Foi possível verificar que várias palavras eram usadas pelos paulistanos para designar o conceito de divertimento. Havia uma disputa entre os vocábulos passatempo, diversão, recreação, lazer e divertimento, em que este último saiu vitorioso, se constituindo, portanto, no significante do conceito. O significado, ou o conteúdo do conceito de divertimento dizia respeito a atividades que tinham em comum sentimentos e expectativas. Elas provocavam alegria, prazer, regozijo. Estavam em oposição ao que era sério e sisudo. Mas apesar de possuírem essa natureza comum, eram atividades muito variadas que incluíam desde a música e o teatro, às zombarias e ao mais novo divertimento da cidade, os esportes. Foi possível também, melhor compreender a dinâmica da cidade de São Paulo, que não era tão pobre, pacata e tediosa como se costuma afirmar, bem como foi possível perceber a indissociabilidade entre os divertimentos e a cidade. Os divertimentos eram a cidade, e por isso dela diziam.
Os espaços e equipamentos públicos de lazer da cidade de Araguaína (TO) sob a ótica de seus moradores
Além de ser um direito legal, espaços e equipamentos de lazer são propícios para o convívio social, o desenvolvimento intelectual, emocional e motor, proporcionando qualidade de vida para cidadãos de todas as idades. Mas, para isso, é preciso que haja espaços e equipamentos de lazer em número suficiente, em bom estado de uso e que todos tenham as mesmas oportunidades de acesso para usufruí-los. Na presente tese foram desenvolvidos dois estudos. O primeiro estudo teve por objetivo identificar e caracterizar os espaços e equipamentos públicos de lazer da cidade de Araguaína e suas condições de uso e de acesso. Seu delineamento foi descritivo-exploratório. O segundo estudo objetivou acessar a percepção dos residentes sobre lazer em seu tempo livre e o uso dos espaços públicos de lazer disponíveis no município. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de questionário a 241 estudantes universitários. As respostas foram analisadas qualitativa e quantitativamente, tendo como base a Análise de Conteúdo e foram realizadas estatísticas descritivas simples, contagem de frequência e testes de associação de variáveis. Os resultados demonstram que a oferta de espaços e equipamentos públicos de lazer, aos araguainenses, é insuficiente em qualidade, quantidade e acesso. A compreensão de tempo livre, dos moradores, é a de um tempo sem obrigações e a de um tempo para práticas de lazer. Suas práticas de lazer estão relacionadas a atividades físicas, ir à chácara e passear. Entre os espaços públicos de lazer mais frequentados estão o Parque Cimba e as praças. Os moradores gostariam que a cidade oferecesse espaços e atividades culturais como teatro, museu, livraria, biblioteca, eventos culturais e musicais. A sugestão dos moradores, em relação aos espaços de lazer disponíveis, é a de que é preciso melhorar suas condições de uso, que haja mais segurança e que sejam disponibilizados mais espaços de lazer à comunidade.
A gente precisa ter tempo pra gente: as narrativas dos(as) jovens do Poço da Draga sobre o aprender a ser e o aprender a viver juntos no tempo-espaço do lazer
Este estudo objetiva estabelecer as possíveis relações (aproximações ou distanciamentos) entre a fruição do lazer dos(as) jovens da comunidade Poço da Draga com os pilares da educação/ do conhecimento, especificamente, o aprender a ser e o aprender a viver juntos. O segmento juvenil apresenta interseção com os elementos compositores da realidade social, situando-se no terreno histórico, social, cultural e político do cenário brasileiro. Nesse contexto, assinala-se as características dos(as) jovens do Poço da Draga. Acerca da metodologia, realizou-se uma pesquisa de natureza qualitativa, bibliográfica e de campo. Aplicaram-se entrevistas semiestruturadas com dez jovens (cinco meninas e cinco meninos) e com dois moradores do Poço da Draga. A análise/interpretação dos dados foi guiada pela dialética marxista. Conforme a pesquisa, em meio a um conjunto de violações de direitos e do esquecimento do poder público com aquele lugar, o Poço da Draga (sobre) vive, protagoniza a sua história; não é refém e sujeito passivo diante das problemáticas que o cerca, enfrentando-as a cada dia. Segundo os(as) jovens, narra-se que são diversas as suas formas de relacionamento com o tempo-espaço de lazer. As especificidades residem no fator gênero (meninas e meninos) e ocupação (estuda; trabalha; estuda e trabalha; estuda ou não/trabalha ou não e tenha filho). Os jovens apresentam contato com o esporte em termos de prática de lazer e se mostram distanciados das obrigações domésticas e familiares na descrição de suas rotinas. As jovens apresentam como práticas de lazer: assistir filmes, séries, espetáculos e shows; leitura; passeios; nadar na praia; ver o pôr do sol etc. Em suas rotinas, relatam sobre as obrigações domésticas e familiares que impactam na vivência do lazer. Para os jovens, o aprender a ser no tempo-espaço do lazer materializa-se nas conquistas pessoais; na confiança em si e na ampliação da sua autoestima, distanciando-se deste quando não há experiências semelhantes. Alguns dos entrevistados apontaram ser fácil serem como são por acreditarem em si; outros disseram que é difícil, pela atual condição vivida. Para eles, o lazer é propício ao conhecimento do corpo, da mente, do seu modo de ser; à reflexão sobre a vida; à liberdade; ao contato com a natureza. Para as jovens, o aprender a ser é um momento de introspecção; de reflexão; do conhecimento novo; de ponderação sobre atitudes e em como portar-se diante de informações; de reconhecer o outro e a realidade social; de problematizar o mundo; do contato com outras culturas; da confiança em si e no seu potencial etc. Algumas jovens relatam ser fácil serem quem são como resultado da realização pessoal vivida. As dificuldades residem da incompatibilidade de valores pessoais portados (compreensão; tolerância) e os do mundo (imediatismo) e pelo fato de serem mulheres, pelo equilíbrio das tarefas de casa/filho/estudo/trabalho/família. Para os(as) jovens, o aprender a viver juntos (fruto do lazer) nasce na convivência coletiva; no encontro e no reconhecimento do outro; na centralidade dos grupos sociais, dos amigos e da família. Assim, o aprender a ser e a viver juntos são propícios ao lazer dos(as) jovens do Poço da Draga.
2019-08-13T08:32:17Z
Tereza Nair de Paula Pachêco
Um modelo de interface extensível para sistemas de registro eletrônico de saúde baseados na norma ISO 13606
Coletar e armazenar, de forma organizada e segura, dados sobre a saúde das pessoas é hoje um desafio para os sistemas de informação em saúde. Os dados, resultantes da assistência nos vários níveis de atenção e nas diferentes especialidades médicas, são de natureza bastante diversa. Além disso, em geral, ficam armazenados nos estabelecimentos em que o indivíduo recebe atendimento ao longo da vida. Em um cenário ideal, os dados de saúde, respeitado o sigilo, deveriam poder ser compartilhados em diferentes ambientes. O Registro Eletrônico de Saúde (RES) é uma forma de coletar, disponibilizar e integrar esses dados. Os sistemas de Registro Eletrônico de Saúde (SRES) armazenam dados de eventos ocorridos nos locais de atendimento, disponibilizando-os de forma integrada. São inúmeras as vantagens de um SRES, maiores porém são os desafios para desenvolvê-los. Um caminho para o desenvolvimento desses sistemas, já conhecido na área da informática médica, é adotar a modelagem denominada em dois níveis, proposta na ISO 13606. O objetivo é desvincular dois níveis de abstração diferentes: o nível de informação e o nível de conhecimento. No nível de conhecimento (ou conceitual) tem-se os conceitos clínicos e no nível de informação (ou lógico) tem-se a representação dos dados, feita através de um esquema de dados fixo e primitivo. Tal separação de níveis de abstração permite criar sistemas mais dinâmicos e robustos, de manutenção e evolução mais simples. O objetivo desse desacoplamento dos níveis é permitir que a modelagem conceitual seja realizada por especialistas do domínio do conhecimento de forma independente da modelagem lógica. Entretanto, atualmente, para que os profissionais da saúde consigam atuar ativamente na modelagem dos conceitos clínicos, eles precisam dispor de ferramentas computacionais específicas, que normalmente exigem conhecimento avançado em informática e no padrão adotado. Assim, pressupõe-se, neste trabalho, ser possível criar um modelo de interação com usuários finais (profissionais de saúde) que seja capaz de permitir a personalização da interface de SRES sem com isso perder a estrutura e a padronização dos dados em conformidade com a norma ISO 13606. Investiga-se, nesta pesquisa, como criar tal modelo. Do ponto de vista metodológico, conforme o método Design Science Research, foi criado, desenvolvido e avaliado uma proposta de modelo de interface extensível baseado na norma ISO 13606 para orientar o desenvolvimento de SRES. O modelo tem por objetivo proporcionar três propriedades essenciais desses sistemas: flexibilidade na modelagem conceitual, facilidade de interação e padronização e estruturação dos dados. O modelo criado se fundamenta na teoria da engenharia semiótica, que considera a interação usuário-sistema como um processo de comunicação entre o projetista do sistema e o usuário final. O modelo apresenta elementos em sua arquitetura que consideram esse aspecto e que permitem que os especialistas se tornem co-autores do sistema. Avaliações iniciais do protótipo foram realizadas, visando analisar sua viabilidade e utilidade. Os indicadores obtidos nas avaliações foram positivos, trazendo como benefício a possibilidade de o profissional de saúde personalizar a interface do sistema, mantendo os dados armazenados de forma padronizada e estruturada.
2019-08-11T07:14:02Z
Elisa Tuler de Albergaria
Os desafios do uso qualificado da informação em turismo: o caso da pesquisa de demanda turística real de Diamantina/MG
O turismo é uma atividade resultante da atração de pessoas por determinados locais para os quais são transportadas, onde se alojam e tem suas necessidades e desejos satisfeitos. Como tal, necessita de um conjunto de informações a informação turística que apoie a utilização das atividades dos turistas para fins comerciais, bem como de informações que possibilitem o alcance de tal meta ao prover dados que descrevam a atividade dos atores em turismo: a informação em turismo, a qual inclui dados sobre os turistas, dados estes que dão suporte estatístico a pesquisas sobre demanda turística. Diamantina/MG é uma cidade colonial com o título de Patrimônio da Humanidade e singular potencial turístico. A pesquisa intitulada Pesquisa de Demanda Turística Real em Diamantina e Região (PDTD), sobre demanda turística, foi realizada na dita cidade por pesquisadores do curso de Turismo da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) entre 2009 e 2014 e resultou em um estoque informacional acerca dos turistas. Este banco de dados pode indicar caminhos para o desenvolvimento do turismo local. A disponibilização dessas informações não garante sua apropriação pelos (potenciais) usuários, ou atores em turismo, logo o objetivo geral do presente estudo é explorar os fundamentos da organização da informação no sentido de promover o uso por parte dos atores em turismo dos dados sobredemanda turística real em Diamantina e região, como forma de apoiar o desenvolvimento turístico local. Metodologicamente, a união entre duas áreas das Ciências Sociais Aplicadas, a Ciência da Informação e o Turismo, durante a condução da presente pesquisa só foi viávelatravés do estudo de caso. Parti de um estudo exploratório para caracterizar uma pesquisa descritiva. A tese foi dividida em cinco capítulos: Introdução, a qual apresenta os elementos que desenham, justificam e abordam metodologicamente a tese; O estudo do fenômenoturístico, o qual destaca a demanda turística e a informação em turismo; Organização da Informação na perspectiva da mediação, o qual mostra a linguagem como elemento fundamental na produção de sentido para o público; A pesquisa sobre a demanda turística real em Diamantina e região, o qual aborda contextos, usuários e possibilidades, incluindouma pesquisa qualitativa que envolveu os atores em turismo de Diamantina; e, por fim, Considerações finais, o qual afirma que os atores em turismo não foram devidamente identificados como público-alvo da PDTD durante sua realização. Tal fato foi evidenciado pela linguagem técnica usada nos relatórios e pela falta de proximidade ainda presente entre universidade e comunidade. Tais limitações não geraram um contexto favorável ao uso da PDTD por parte dos atores em questão, logo a pesquisa não produziu o efeito inicialmente esperado nos potenciais usuários dos dados coletados.
2019-08-14T02:41:58Z
Juliana Medaglia Silveira
Flores e pinturas na paisagem: análise espacial e intra-sítio em Campo das Flores
Campo das Flores se localiza na bacia do rio Araçuaí, entre os municípios de Senador Modestino Gonçalves e Itamarandiba-MG, no Alto Jequitinhonha. Esta pesquisa teve como preocupação investigar quais as relações que podem ser tecidas entre os sítios com registro rupestre; entre os suportes pintados e não pintados. Buscou-se observar se houve escolhas ou padrão (es) de inserção desses sítios na paisagem e se eles foram ocupados diacronicamente ou sincronicamente no espaço. Para atender o objetivo proposto, embarcou-se na corrente Arqueologia da paisagem, abordou-se a área de forma espacial (inter-sítio) e ao mesmo tempo intra-sítio, observou-se as particularidades de cada sítio e também dos lugares potenciais que aparentemente não apresentou registros rupestres visíveis hoje, mas que podem ter sido ocupados ou participado de processos seletivos de qual lugar pintar. A metodologia utilizada, se respalda em intensivos trabalhos de campo, aplicação de fichas de análise, calque em plástico, consulta a literatura, processamentos de imagens no CorelDraw®, processamento de dados no SPSS® e levantamentos cartográficos por meio do ArcGis®.Os resultados obtidos nesta dissertação destinam-se a oferecer informações da Arqueologia local, para as próprias comunidades que ali estão e somar forças, com outras pesquisas que têm sido desenvolvidas nesta área pelo LAEP/UFVJM e com o Setor de Arqueologia da UFMG na região de Diamantina-MG.
Estudo das manifestações clínicas e hematológicas da doença falciforme subtipos SC e SD em crianças do Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais
Introdução e Objetivos: As hemoglobina SC e SD são variantes da doença falciforme (DF). A hemoglobinopatia SC é a segunda variante mais comum da DF no mundo, logo depois da hemoglobinopatia SS. Entre as variantes SD, a SD-Punjab (HBB:c.364G>C; p.Glu121Gln) parece ser o subtipo mais comum descrito na literatura mundial, com prevalência mais elevada no norte da Índia. Outra variante é a HbSD-Korle-Bu (HBB:c.220G>A; p.Asp73Asn), descrita originalmente em Gana e cuja gravidade clínica parece ser leve. Os objetivos do presente estudo foram conhecer a prevalência e a história natural da hemoglobinopatia SC, e caracterizar os subtipos moleculares, estimar a prevalência em MG e traçar a história natural da doença SD em recém-nascidos (RN) diagnosticados pelo Programa de Triagem Neonatal MG e encaminhados para a Fundação Hemominas.Metodologia: Coorte de 21 RN com hemoglobinopatia SD e 461 com SC nascidos entre janeiro de 1999 e dezembro de 2012. Foram avaliadasmanifestações clínicas, laboratoriais e genéticas das duas entidades. Resultados: a) Hemoglobinopatia SC: 47,5% das 461 crianças eram dogênero feminino; mediana de idade de 9,2 anos. As médias dos valores dos exames hematológicos foram: hemoglobina 10,5 g/dL; reticulócitos 3,4%; leucometria 11.236/mm3; plaquetometria 337.098/mm3 e Hb fetal 6,3%. Eventos clínicos: SEA em 14,8%, crises dolorosas 74,6%, hemotransfusão 23,4%, AVC isquêmico 0,2%. Doppler transcraniano foi feito em apenas 15,4% das crianças, todos normais se utilizados os mesmos valores de referência de pacientes SS. Dez pacientes usaram hidroxiureia, todos com melhora das crises dolorosas. Retinopatia foi observada em 20,3% das 59 crianças que realizaram fundoscopia. Necrose avascular foi detectada em 7 de 12 pacientes avaliados, com predomínio em fêmur esquerdo. Ecocardiograma compatível com hipertensão pulmonar foi registrado em 4,6% de 130 crianças, com média estimada de 33,5 mm Hg de PSAP. Pesquisa de co-herança de alfa talassemia: 78 de 387 crianças (20,2%) apresentaram deleção do tipo -3.7. O risco das crianças sem alfa talassemia para apresentarem CVO, infecções, transfusões de concentrado de hemácias e SEA foi 1,7 , 1,3, 2,9 e 15 vezes maior do que no grupo com co-herança de alfa talassemia, respectivamente. Foi observada associação estatisticamente significativa entre a co-herança de alfa talassemia e níveis mais baixos de VCM, HCM, contagem de reticulócitos e leucometria. A taxa de mortalidade por todas as causas foi de 4,3%; b) Hemoglobinopatia SD: Identificaram-se 11 crianças com a variante SD-Punjab (1:420.000), 8 S-Korle-Bu (1:480.000) e nenhuma outra variante D. Em 4 casos não se obteve amostra para análise. Dados basais médios de SD-Punjab e S-KorleBu: hemoglobina 8,1 e 12,1 g/dL (p<0,001), leucometria 13.970 e 10.850/mm3 (p=0,02), plaquetometria 361.000 e 330.000/mm3 (p=0,4), reticulócitos 7,7 e 1,0% (p=0,002), Hb fetal 14,8 e 6,0% (p=0,02), Hb S 45,1 e 50% (p=0,28), Hb D 36,3 e 41% (p=0,08); saturimetria de O2 91,9 e 97% (p=0,002). Eventos clínicos, na mesma ordem: sequestro esplênico agudo 2 vs 0; crises dolorosas 8 vs 2; hemotransfusão 5 vs 0; hidroxiureia por crises repetidas de dor 3 vs 0. Nenhum Doppler transcraniano (14 crianças) foi anormal. Conclusões: A gravidade das manifestações clínicas na doença SC parece ser realmente menos intensa do que na forma SS. Contudo as complicações agudas e lesões de órgãos-alvo podem também ocorrer com intensidade variada. A triagem neonatal precoce e o estudo genético sistemático da coherança de alfa talassemia podem ser úteis para o seguimento desses pacientes e orientação familiar sobre o prognóstico da doença. O curso clínico e exames hematológicos das crianças com hemoglobina S/D-Punjab foram muito semelhantes àqueles com hemoglobinopatia SS. Em contraste, crianças com hemoglobina S-Korle Bu tiveram curso clínico e laboratorial semelhante àqueles com traço falciforme.
Importância da gestão no uso das marcas, como estratégia de empresas de pequeno e médio porte: estudo de caso em uma organização de Belo Horizonte - MG
A presente dissertação se dirige a verificar como a gestão da propriedade intelectual, mais especificamente das marcas, tem sido realizada pelas empresas de pequeno e médio porte. Assim, visa analisar as possíveis vantagens e dificuldades que empresários encontram no mercado, quando o assunto é gestão de seus intangíveis. Este trabalho apresenta um estudo sobre o instituto das marcas (seus conceitos, tipos, classes, procedimento de registro, legislação, litígios e outros), sobre a gestão de propriedade intelectual em geral e sobre noções de estratégia empresarial. O estudo insere-se na área de concentração da Propriedade Intelectual, especificamente, no Direito Marcário e busca ressaltar as boas práticas para a gestão de tal direito, considerando o desafio que as empresas de pequeno porte, no Brasil, possuem no gerenciamento dos seus ativos de propriedade intelectual. Tal estudo se faz importante diante do alcance que o tema vem assumindo no desenvolvimento dos países, em um cenário de globalização dos mercados, no qual as marcas podem contribuir sobremaneira para as vantagens competitivas e o desenvolvimento econômico advindo de inovações. Além disso, se mostra útil para que empresas menores, que vem lidando com ativos de propriedade intelectual, para que possam se basear no presente e adotarem melhores práticas de gestão de seus intangíveis na busca por maior competitividade. Por fim, a dissertação trabalhou um estudo de caso de uma empresa mineira do segmento de papel e celulose. Verificou-se que a empresa realiza uma razoável articulação de seus ativos diantedos recursos de que dispõe, das dificuldades relativas ao seu porte, do ambiente em que está inserida e dos padrões concorrenciais do setor de embalagens de papel. O caso descreve pontos positivos e negativos da gestão utilizada por tal Organização, para uma de suas marcas, visando a defesa desta, inclusive em Juízo. A conclusão traz a importância do trabalho para proteção marcária, seja no cenário administrativo ou judicial, para as empresas de menor porte.
2019-08-13T02:17:39Z
Camilla Baggio de Santa Anna
Monitoramento de baixo custo aplicado a processos biotecnológicos: estudo de caso da produção de cerveja artesanal
É comum que universidades e pequenas empresas encontrem dificuldades na aquisição de equipamentos de uso laboratorial devido ao alto custo de compra e manutenção dos mesmos. Isto acarreta atraso nas pesquisas e no desenvolvimento de novos produtos. Recursos financeiros que poderiam ser utilizados no desenvolvimento da pesquisa são alocados somente para aquisição e manutenção de equipamentos. Por outro lado, avanços na área de eletrônica e informática, estão trazendo ao mercado equipamentos e sensores mais potentes e a custos cada vez mais acessíveis, como por exemplo os microcontroladores Arduino e Raspberry-Pi e os sensores de gás de estado sólido. A utilização destes avanços da microeletrônica na automação e monitoramento de processos biotecnológicos permitirá que as inovações desenvolvidas na universidade cheguem técnica e economicamente viáveis ao mercado. Este trabalho estuda o caso da aplicação de sensores de baixo custo para monitorar o processo de fermentação da cerveja, analisando a viabilidade e praticidade de seu uso em outros processos biotecnológicos.
2019-08-10T09:09:00Z
Luciano Murta Gaspar Cardoso
Empreendedorismo académico: um desafio para transferência de biotecnologia na Universidade Federal de Minas Gerais
A biotecnologia é considerada um fator chave na luta contra doenças e fome no mundo. Devido a regulamentos rigorosos, investimentos elevados e pesquisas extensas, a maior parte da pesquisa e desenvolvimento que leva a produtos e serviços de biotecnologia é realizada nas universidades e, em seguida, transferida para empresas já consolidadas ou para uma nova empresa criada pelos próprios acadêmicos. No entanto, o processo de transferência de tecnologia da pesquisa universitária para a comercialização da indústria apresenta desafios. O presente trabalho busca compreender por que biotecnologias desenvolvidas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) frequentemente não alcançam a fase de mercado. Para investigar esta questão, o principal objetivo do presente trabalho foi compreender a interação universidade-indústria e seus desafios na perspectiva de professores pesquisadores na área de biotecnologia. Um modelo de pesquisa quantitativa é usado para explorar o cenário da biotecnologia na UFMG e coletar informações sobre a interação universidade-indústria, obstáculos à P&D, apoio financeiro, colaboração em P&D, experiência de gestão e atividade empresarial. Uma contribuição do presente trabalho é apresentar de forma descritiva o cenário da pesquisa da biotecnologia na UFMG de acordo com a perspectiva dos professores que pesquisam nesta área, seus principais obstáculos, forma e intensidade de interações e desafios relativos à transferência de tecnologia no Sistema Nacional de Inovação brasileiro. A principal contribuição é a identificação de pouco interesse em transferência tecnológica e da baixa atividade empresarial acadêmica na área de biotecnologia na UFMG. Os resultados deste trabalho sugerem que o baixo interesse pela atividade empresarial acadêmica (relacionados a transferência tecnológica moderada) não estão, necessariamente, relacionados a uma questão setorial da biotecnologia, mas uma consequência do sistema de inovação imaturo do Brasil.
2019-08-13T18:01:05Z
Victor Nikolaus Bistritzki
Inovação de processo no setor ferroviário: o caso da MRS Logística
O presente trabalho tem como objetivo identificar oportunidades de melhoria no processo de preenchimento e visualização dos dados técnicos obtidos durante a recuperação de componentes de locomotivas da MRS Logística. Para tal, foi identificada uma célula piloto, cujo processo foi mapeado, e foram realizadas análises dos desperdícios. A partir destes estudos, buscou-se identificar uma solução que reduzisse ou eliminasse tais atividades que não agregam valor. Por fim, após estruturar uma proposta de redesenho de processo, que se tornou possível através da utilização da e-maintenance para otimizar as tarefas mapeadas, foram realizados testes para validar a eficácia da inovação sugerida e análise de viabilidade financeira.
Empreendedorismo e inovação: um estudo junto aos servidores do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG
O objetivo geral desta dissertação foi o de realizar estudo aplicado sobre as bases de uma prática empreendedora e inovativa em uma Unidade Acadêmica da UFMG situada na cidade de Montes Claros, Minas Gerais, de forma a permitir a assimilação e a incorporação de preceitos associados ao empreendedorismo em sua vertente inovativa, contribuir para o estabelecimento e fortalecimento de parcerias entre Universidade e o Setor Empresarial da Região, promover a articulação de projetos inovadores capazes de contribuir para o desenvolvimento Regional e estabelecer mecanismos que possibilitem aos vários níveis organizacionais exercerem um comportamento mais empreendedor. Adotou-se como estratégia metodológica uma pesquisa qualitativa descritiva em uma Unidade da UFMG e teve como grupo de referência Técnicos Administrativos em Educação e Docentes atuando e alocados no Campus no período da pesquisa. A coleta de dados levou em consideração evidências primárias, cuja principal fonte foram os questionários aplicados para os servidores do ICA. O principal resultado deste trabalho foi o estabelecimento de 14 (quatorze) ações escolhidas para compor um possível Plano de Inovação para o contexto e que se relacionam diretamente com as características do perfil da amostra estudada, com as ações consideradas efetivas e geradoras de resultados pelos próprios servidores e também com as características do ambiente organizacional na visão dos respondentes da pesquisa. Desta forma, essa dissertação gera subsídio que poderá ser utilizado pelas lideranças e interessados pelas temáticas e poderá permitir a estruturação de ações locais, fazendo com que o Campus Montes Claros contribua com o objetivo organizacional Macro da UFMG vinculado à Inovação e ao Empreendedorismo, além de subsidiar também estudos posteriores que visem acrescentar informações aos esforços e instrumentos de investigação deste trabalho, numa tentativa de melhorar a capacidade interpretativa e explicativa daqueles que estudam e praticam a inovação e o empreendedorismo nas empresas públicas.
A arbitragem como meio alternativo de resolução de litígios e controvérsias em contratos de transferência de tecnologia celebrados com instituições científicas e tecnológicas públicas
A presente dissertação trata da possibilidade de aplicação da arbitragem como meio alternativo de resolução de litígios e controvérsias em contratos de transferência de tecnologia celebrados com instituições científicas e tecnológicas públicas. Foram analisados o Novo Marco Legal de Inovação e os Contratos de Transferência e Licenciamento de Tecnologia, levando em consideração o incentivo a parcerias envolvendo Instituições Científicas e Tecnológicas Públicas. Foram apresentados os aspectos gerais da nova Lei de Inovação, dos Contratos de Licenciamento e Transferência de Tecnologia, bem como a aplicação da arbitragem, demonstrando a importância de cada ponto e destacando aspectos fundamentais que possibilitam as ICTs públicas a aplicarem a arbitragem como meio alternativo de resolução de conflitos nos Contratos de Transferência e Licenciamento de Tecnologia.
2019-08-14T09:26:40Z
Nathalia Pereira dos Reis Santos
Políticas públicas de incentivo ao inventor independente e sua importância no cenário da propriedade intelectual em universidades brasileiras
Nesta dissertação serão analisadas as políticas públicas de incentivo aos inventores independentes, sua importância no cenário da propriedade intelectual nacional e a sua interação com universidades brasileiras. Serão apresentados os incentivos públicos para os inventores independentes como forma de melhorar o índice de inovação no país, a adoção das invenções em universidades brasileiras e as consequências posteriores desta inserção, as vantagens ou desvantagens deste procedimento presente na lei de inovação bem como os impactos causados pela atividade dos inventores independentes no sistema de inovação brasileiro.
2019-08-13T03:12:14Z
Bruno de Souza Leite Thiebaut
O contrato de opção de compra nas sociedades limitadas: incentivo à inovação e alocação de mão de obra qualificada
O estudo que ora se apresenta objetiva investigar a partir da Lei 10.402/2002 (Código Civil Brasileiro), Lei 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações) e da Constituição da República Federativa do Brasil a possibilidade de instituição pelas sociedades limitadas de planos de opção de compra para colaboradores (employee stock option plan), como incentivo à inovação e alocação de mão de obra qualificada. A ideia central é que a firma inovadora - apesar e em razão da escassez de recursos - seja juridicamente capaz de ceder a si própria (seu capital social) aos seus colaboradores a fim de aumentar sua capacidade de absorção e, consequentemente, gerar inovação e desenvolvimento. Para confirmar ou refutar a hipótese proposta, analisou-se a regulamentação do instituto da opção de compra na Lei das Sociedades por Ações e a forma de organização empresarial das sociedades limitadas, prevista no Código Civil Brasileiro, bem como as inter-faces respectivas no âmbito do Direito Constitucional, Empresarial, Trabalhista, Previdenciário, Administrativo e Econômico. A pesquisa realizada foi exploratória, descritiva e explicativa, fundada em legislação, doutrina e jurisprudência. Duas vertentes teóricas-metodológicas balizaram o trabalho. Primeira, a vertente social-científica ungida à transformação do pensamento jurídico em tecnologia, notadamente para proporcionar alternativa econômica e socialmente útil à alocação de mão de obra qualificada para firmas inovadoras constituídas como sociedades limitadas. Segunda, a vertente jurídico-dogmática, que estudou o tema sob o enfoque estritamente normativo quer dizer: interpretou o ordenamento jurídico brasileiro para determinar as consequências e vantagens competitivas no uso de plano de opção de compra de quotas sociais para colaboradores das firmas inovadoras, organizadas como sociedades limitadas. Em conclusão, a hipótese é verificada. Extrai-se, ainda, do ordenamento jurídico brasileiro não apenas a legalidade no manejo do instituto para sociedades limitadas, mas o seu incentivo constitucional.
2019-08-13T10:01:38Z
Jesse Barbosa Antunes de Morais
Aprendizados para o Brasil do desenvolvimento de pilhas a combustível de óxido sólido com base na experiência dos Estados Unidos e Japão: uma análise a partir de patentes e dos Sistemas Nacionais de Inovação
As crescentes discussões relativas ao desenvolvimento sustentável evidenciam a dificuldade de se utilizar fontes de energia renováveis numa escala global. As Pilhas a Combustível de Óxido-Sólido são uma das tecnologias mais eficientes e promissoras para geração sustentável de energia. Essas pilhas geram energia a partir de hidrogênio, obtido através tanto combustíveis fósseis (tais como gás natural) quanto de fontes renováveis (como o bioetanol). Independentemente do combustível utilizado, a eficiência dessas pilhas permite um maior aproveitamento energético do combustível. O presente trabalho propõe-se discutir a trajetória tecnológica das Pilhas a Combustível de Óxido Sólido a luz do conceito dos Sistemas Nacionais Inovação, complementando esta análise com questões do desenvolvimento sustentável e os marcos históricos relativos a trajetória da pilha. Para isso, foram escolhidos, além do Brasil, os dois países que mais somam à participação de patentes na área (cerca de 70%), Japão e Estados Unidos. Para a argumentação deste presente trabalho são usadas 5250 patentes publicadas entre os anos de 1995 e 2015 e uma análise de 66 empresas e institutos de pesquisa relacionados às Pilhas a Combustível de Óxido Sólido. O presente trabalho apresenta as principais características dos Sistemas Nacionais de Inovação japonês e americano que favoreceram o desenvolvimento das pilhas, e a principal contribuição deste trabalho é identificar os principais aprendizados do desenvolvimento dessa tecnologia no Japão e Estados Unidos para sugerir um modelo para a produção brasileira de pilhas a combustível de óxido sólido.
2019-08-10T19:14:22Z
Marina Domingues Fernandes