Repositório RCAAP
Padronização do teste ELISA baseado em antígeno capsular purificado dos sorotipos 3, 5 e 7 de Actinobacillus pleuropneumoniae
Foram padronizados testes de ELISA (Enzyme-linked immunosorbent assay) baseados em antígeno capsular purificado de Actinobacillus pleuropneumoniae sorotipos 3, 5 e 7, prevalentes no Brasil. Para a padronização foram utilizadas amostras de soro provenientes de leitões inoculados com os três sorotipos do agente em estudo, dos quais se colheram amostras de sangue semanais, durante 15 semanas para estudo da dinâmica da síntese de anticorpos. O controle negativo dos testes constituiu-se de um mistura de 130 soros de animais livres de Actinobacillus pleuropneumoniae (App). Os antígenos também foram testados com amostras de soro de animais infectados com outros agentes causadores de doenças respiratórias e vacinados contra rinite atrófica. Os antígenos produzidos foram eficientes na detecção de animais infectados com App, permitindo determinar densidades óticas superiores à média dos soros controles negativos acrescida de quatro desvios-padrões. Os testes de ELISA para os sorotipos 3, 5 e 7 apresentaram especificidade de 100% e sensibilidade de 92, 88 e 90%, respectivamente. Não ocorreram reações cruzadas com outros sorotipos, assim como com soros de animais inoculados com outros agentes causadores de problemas respiratórios. Os resultados foram analisados através da análise discriminante de ANDERSON (1958), utilizando-se o programa Statistical Analysis System. Concluiu-se que os antígenos testados são adequados para sorotipar animais que tenham sido submetidos ao screening através de um teste de ELISA polivalente baseado em LPS-LC.
2000
Dutra,Valéria Piffer,Itamar Vargas,Agueda Castagna de Guidoni,Antônio Klein,Cátia
Brucelose em bovinos com bursite cervical diagnosticada em abatedouro sob inspeção federal
Estudo epidemiológico tipo caso-controle realizado em Uberlândia, Minas Gerais (MG), Brasil, pesquisou a ocorrência de brucelose em bovinos com bursite cervical, abatidos no período de agosto de 1993 a julho de 1994. O diagnóstico sorológico de brucelose foi realizado mediante a prova de soroaglutinação rápida em placa. Os casos de bursite foram identificados por técnico do Serviço de Inspeção Federal (SIF), com base em características morfológicas, previamente padronizadas. Para a determinação da "Razão de Odds" e do risco atribuível entre bursite e brucelose, utilizaram-se 30 animais com o quadro e, como controle, 90 bovinos sem a patologia. Dos animais com bursite, 13,3% eram brucélicos, contra 5,6% do grupo controle (P=0,115). Dentre aqueles com brucelose e bursite, as bolsas continham fibrina (40,0%) e projeções digitiformes (33,3%); apenas nas bursites dos sorologicamente negativos encontraram-se presença de pus, de nódulos e de líquido viscoso. A "Razão de Odds" encontrada entre brucelose e bursite foi da ordem de 2,61, não sendo demonstrado associação entre bursite cervical e sorologia positiva para brucelose (P>0,05). No âmbito da Saúde Pública e ocupacional, sugere-se a atenção de técnicos e profissionais, visando diminuir o risco de infecção e evitar contaminação de carcaças, equipamentos e instalações.
2000
Almeida,Laerte Pereira de Reis,Dênio Oliveira Germano,Pedro Manuel Leal
Bactérias com potencial patogênico nos rins e lesões externas de jundiás (Rhamdia quelen) cultivados em sistema semi-intensivo
Os objetivos do presente trabalho foram o de realizar o levantamento e a identificação dos gêneros bacterianos presentes nos rins e lesões externas de jundiás (Rhamdia quelen) criados em tanques, e investigar a existência de correlação entre comprimento, peso e sexo dos peixes e temperatura da água, em relação às bactérias isoladas. Para tanto, foram necropsiados 100 jundiás colhidos durante o período de dezembro de 1995 a outubro de 1996. Para exame bacteriológico, foram utilizadas amostras dos rins de todos os peixes e amostras de lesões externas, quando presentes. Em 35 dos 100 peixes necropsiados, foram isolados e identificados 11 diferentes gêneros bacterianos descritos como patogênicos para peixes: Plesiomonas shigelloides(15%), Aeromonas sp. (6%), Flavobacterium sp. (5%), Acinetobacter sp. (4%), Vibrio sp. (4%), Pseudomonas sp. (4%), Micrococcus sp. (3%), Staphylococcus sp. (3%), Edwardsiella tarda (3%), Yersinia ruckeri (2%) e Pasteurella sp. (1%). Não foi evidenciada correlação entre as características dos animais amostrados e temperatura da água em relação ao índice de isolados bacterianos. A bactéria Yersinia ruckeri é pela primeira vez encontrada em peixes no Brasil.
2000
Shama,Sabha Brandão,Deodoro Atlante Vargas,Agueda Castagna de Costa,Mateus Matiuzzi da Pedrozo,Andreia Foletto
Relationship between passive immunity and morbidity and weight gain in dairy cattle
Serum samples from 87 calves from a dairy herd in Southern Brazil were collected to determine the levels of passive transfer and its relationship to morbidity and mean daily weight gain (MDG). Serum immunoglobulin (Ig) levels were measured by the zinc sulfate turbidity test at 24 hours of age in the calves. The average serum Ig level was 11.40g/l. Fourteen out of 87 calves (16.1%) showed serum Ig levels one standard deviation below the mean (4.59g/l) and were considered as having failure of passive immunity transfer (FPT). The occurrence of diarrhea from birth to weaning was higher in the FPT group (100%) than the normal group (90.7%) but the difference was not significant. The occurrence of signs of respiratory disease was similar in both groups (35.7% for FPT and 36.9% for the normal group). The mean daily gain from birth to 13-16 months of age in the FPT group was significantly (P>0.05) lower than in the group with normal serum Ig levels. The difference in MDG from birth to weaning between the groups was not significant. These results demonstrate the importance of passive immunity in cattle, and also provide regional parameters for the evaluation of FPT in cattle.
2000
Moraes,Mauro Pires Weiblen,Rudi Rebelatto,Marlon Cesar Silva,Adriana Moraes da
Controle do carrapato Boophilus microplus (Acari: Ixodidae) em sistemas de produção de leite da microrregião fisiográfica fluminense do grande Rio - Rio de Janeiro
O objetivo do trabalho foi analisar os métodos de controle do carrapato Boophilus microplus realizados em três fazendas representativas dos sistemas de produção de leite da Microrregião Fisiográfica Fluminense do Grande Rio, Rio de Janeiro, levando-se em consideração o manejo das fazendas, o grau de sangue Bos taurus e Bos indicus dos rebanhos, os fatores climáticos e a prevalência estacional do carrapato. Para efeito de avaliação, foi utilizada a contagem periódica de fêmeas ingurgitadas medindo entre 4,5 e 8mm, no antímero direito de 20% das vacas em lactação de cada fazenda, durante um ano. A diferença no manejo das pastagens, a composição genética dos rebanhos e as condições climáticas influenciaram a prevalência estacional de B. microplus. A maior lotação animal por hectare, o elevado "stand" vegetativo das pastagens e o maior grau de sangue B. taurus contribuíram para as maiores infestações de carrapatos nas fazendas. O controle de B. microplus realizado pelos proprietários teve importância secundária em relação as outras atitudes de manejo dos rebanhos. Ficou evidenciado o uso excessivo e ineficiente de produtos químicos para o controle de B. microplus nas fazendas. Para implantação de medidas de controle estratégico do B. Microplus, fazem-se necessários esforços para a transferência e adoção dos resultados de pesquisas disponíveis aos produtores rurais.
2000
Santos Júnior,Juracy de Castro Borba Furlong,John Daemon,Erik
Motilidade espermática e integridade acrossomal em doses de sêmen suíno refrigeradas e inoculadas com Esecherichia coli e Staphylococcus aureus
Foram utilizados 12 ejaculados, coletados de maneira asséptica, distribuídos em sete tratamentos, sendo um grupo controle e os demais inoculados com três diferentes concentrações de S. aureus ou E. coli (5 x 10(5), 5 x 10(6) e 5 x 10(7) UFC/ml). Durante 96 horas, foram avaliados a motilidade espermática, o percentual de acrossomas intactos (NAR), o pH e o número de unidades formadoras de colônia (UFC/ml) das bactérias inoculadas. O desenvolvimento bacteriano foi decrescente ao longo das 96 horas de armazenamento. Com exceção do tratamento com a inoculação de 5 x 10(7) UFC de E. coli/ml, não foi observado efeito significativo das bactérias sobre a motilidade espermática (p>0,05). Da mesma forma, não houve efeito significativo (p>0,05) do S. aureus ou da E. coli sobre o percentual de NAR e pH nas 96 horas. Quando comparado ao controle, somente a inoculação de 5 x 10(7) UFC/ml de E. coli diferiu, às 96 horas, em relação ao percentual de NAR (p<=0,05). Não foi observada correlação entre as variáveis motilidade, NAR, pH e UFC.
2000
Bennemann,Paulo Eduardo Bortolozzo,Fernando Pandolfo Wentz,Ivo Cardoso,Marisa Ribeiro de Itapema
Palha de soja (Glycine max) como substituto parcial da silagem de sorgo forrageiro (Sorghum bicolor ( L.) Moench) na alimentação de terneiros de corte confinados
O experimento teve como objetivo avaliar a utilização da palha de soja como substituto parcial da silagem de sorgo forrageiro na fração volumosa da dieta de terneiros confinados, sendo testados os seguintes tratamentos: T0 constituído por 100% de silagem de sorgo; T33 constituído por 66,67% de silagem de sorgo, mais 33,33% de feno de palha de soja; T66 constituído por 33,33% de silagem de sorgo, mais 66,67% de feno de palha de soja. As dietas foram fornecidas durante 77 dias para terneiros cruzas Charolês-Nelore com peso e idade média inicial de 165,6kg e 11 meses, respectivamente. A dieta alimentar foi isonitrogenada com 14% de proteína bruta (PB) na matéria seca (MS), sendo 20% suprida na forma de uréia. A relação volumoso:concentrado com base na MS, foi de 70:30. Os dados foram submetidos à análise de regressão sendo obtidas as seguintes equações de regressão: para ganho de peso médio diário em kg (GMD) = 1,166273 - 0,00186 PI (peso inicial) - 0,00351 NS (nível de substituição); consumo médio diário de MS em kg/100 kg peso vivo/dia (CMSPPV) = 2,284983 + 0,002679 PI - 0,002303 NS; consumo médio diário de energia digestível Mcal/100kg peso vivo/dia (CEDPPV) = 5,709589 + 0,010964 PI - 0,018736 NS; conversão alimentar (CA) = - 4,426857 + 0,064579 PI + 0,023165 NS. Verificou-se que a cada aumento de 1% na substituição da silagem de sorgo por feno de palha de soja, ocorreu um decréscimo de 3,51g no GMD e 2,3g no CMSPPV, enquanto que a conversão alimentar piorou em 0,023 unidades. O aumento na proporção de palha de soja na dieta em substituição à silagem de sorgo resultou em um decréscimo linear no desempenho dos animais. No entanto, mesmo no maior nível de substituição, o ganho de peso médio diário foi satisfatório.
2000
Restle,João Alves Filho,Dari Celestino Brondani,Ivan Luiz Flores,Jorge Luis Carvalho
Palha de trevo vesiculoso (Trifolium vesiculosum Savi cv. Yuchi) como substituto da silagem de milho na alimentação de novilhos confinados
O experimento teve como objetivo avaliar a utilização da palha de trevo vesiculoso como substituto parcial da silagem de milho, na fração volumosa da dieta fornecida para novilhos confinados, sendo testados os seguintes níveis de substituição: T0 constituído por 100% de silagem de milho; T25 constituído por 75% de silagem de milho mais 25% de palha de trevo vesiculoso; T50 por 50% de silagem de milho mais 50% de palha de trevo vesiculoso e T75 constituído por 25% de silagem de milho mais 75% de palha de trevo vesiculoso. O teor de concentrado na dieta oferecida foi de 32,5%. As dietas foram fornecidas durante 112 dias para novilhos com peso e idade inicial de 265 ± 1,65kg e 18 meses, respectivamente. Os dados foram submetidos à análise de regressão para nível de substituição (NS) de silagem de milho por palha de trevo vesiculoso na fração volumosa da dieta. O consumo voluntário de matéria seca (CMS) em kg de MS/100kg PV (CMSP) ou em g/kg PV0,75 (CMSUTM) decresce linearmente à medida que aumentou o nível de palha de trevo. O consumo de energia digestível diário expresso em Mcal/100kg PV (CEDPV) também decresceu linearmente conforme a equação: CEDPV = 7,22905 - 0,025941 NS. O ganho de peso médio diário (GMD) observado foi de 1,25; 1,18; 1,07 e 1,01, respectivamente. A análise de regressão mostrou que o aumento de uma unidade percentual de substituição de silagem de milho por palha de trevo provocou um decréscimo de 3,47g no GMD e piorou a conversão alimentar em 0,017 unidades. Apesar de causar uma redução no desempenho animal, a inclusão de palha de trevo vesiculoso na fração volumosa da dieta de bovinos é viável, tendo em vista que, mesmo no nível de substituição mais elevado, o GMD dos animais foi de um quilograma, o que demonstra o seu potencial de utilização na produção de bovinos.
2000
Restle,João Nucci,Estevão Pascoalini Dias Flores,Jorge Luis Carvalho
Ganho de peso e componentes do peso vivo em borregos Ile de France inteiros ou castrados e Hampshire Down castrados abatidos aos doze meses de idade
O principal objetivo deste trabalho foi o de avaliar o ganho de peso e os componentes do peso vivo em ovinos inteiros ou castrados abatidos aos 12 meses de idade. Foram usados 16 borregos Ile de France, sendo metade inteiros e metade castrados, e oito Hampshire Down castrados. Os borregos foram mantidos em pastagem de grama Coast-Cross e foram pesados dos três aos 12 meses de idade, quando abatidos. Não houve diferenças entre as raças para peso, ganhos de peso e para os componentes do peso vivo. Porém, os machos inteiros da raça Ile de France ganharam mais peso dos três aos 12 meses do que os castrados, com médias, respectivamente, de 0,078 e 0,063kg por dia; o ganho de peso médio diário para os borregos Hampshire Down foi de 0,064kg. As médias para os pesos vivos no abate e para os rendimentos de carcaça quente (entre parenteses) foram: 38,54 (47,51%); 36,08 (47,82%) e 36,44 (46,38%)kg, respectivamente, para os borregos Ile de France inteiros, Ile de France castrados e Hampshire Down castrados. Os resultados indicam que, quando o abate for realizado aos 12 meses de idade, o uso de machos inteiros é recomendado devido ao seu maior ganho de peso.
2000
Ribeiro,Edson Luis De Azambuja Rocha,Marco Antônio Da Mizubuti,Ivone Yurika Mori,Rinaldo Masato
Composição de carcaça de frangos de corte alimentados com farelo de canola
Avaliou-se o efeito da utilização de farelo de canola sobre a composição de carcaça de frangos de corte da linhagem Ross. As aves foram alimentadas com dietas contendo farelo de canola em substituição parcial (0, 10, 20, 30 ou 40%) ao farelo de soja. Mil e duzentos pintos foram distribuídos em unidades experimentais de 30 animais, de acordo com o sexo e peso inicial. As dietas continham 22, 20 e 18% de proteína bruta e 3000, 3100 e 3150kcal de energia metabolizável/kg de ração, respectivamente nos períodos entre 0 e 21, 22 e 35, e 36 e 42 dias de idade. No 42º dia, um frango de cada unidade experimental foi abatido e a composição de sua carcaça foi determinada. Níveis crescentes de farelo de canola nas dietas elevaram o teor de proteína bruta na carcaça e reduziram o teor de extrato etéreo na carcaça. O rendimento de carcaça não foi alterado, nem os teores de energia bruta e de cinzas na carcaça. O uso de farelo de canola nas dietas melhorou a qualidade das carcaças sem prejudicar seu peso ou rendimento, logo seu uso é recomendado.
2000
Franzoi,Elena Elisabete Siewerdt,Frank Rutz,Fernando Brum,Paulo Antônio Rabenschlag de Gomes,Paulo Cezar
Ensaio imunoenzimático comercial no diagnóstico sorológico das infecções por herpesvírus bovino 1
Avaliou-se o desempenho de um ensaio imunoenzimático, obtido de fonte comercial, na identificação de anticorpos contra herpesvírus bovino tipo 1 (BHV-1), induzidos tanto por infecção natural quanto por vacinação, em 1000 amostras de soros sangüíneos de bovinos. A análise comparativa dos resultados obtidos no sistema avaliado e na técnica padrão de soroneutralização mostrou uma concordância de 97,05% (K=0,94) entre as duas metodologias de diagnóstico sorológico.
2000
Médici,Kerlei Cristina Alfieri,Amauri Alcindo Alfieri,Alice Fernandes
Prevalência de anticorpos neutralizantes contra o herpesvírus bovino tipo 1, decorrente de infecção natural, em rebanhos com distúrbios reprodutivos
A detecção de anticorpos anti-Herpesvírus Bovino tipo 1 (BHV-1) foi realizada, através da técnica de soroneutralização, em 1235 amostras de soro de bovinos adultos, não-vacinados contra Rinotraqueíte Infecciosa Bovina. As amostras de soro analisadas foram colhidas em 81 rebanhos, com histórico de problemas reprodutivos, incluindo animais com aptidão para carne e leite, provenientes de 30 municípios do Estado do Paraná. Na amostragem proveniente de rebanhos leiteiros, 41,9% (409/977) das amostras de soro e 90,5% (57/63) dos rebanhos foram considerados positivos. Em bovinos de corte, o índice de soropositividade foi de 50,8% (131/258) e 100% (18/18) para amostras de soro e rebanhos, respectivamente. As freqüências de 43,7% (540/1235) de animais e 92,6% (75/81) de rebanhos soropositivos demonstram que as infecções por BHV-1 apresentam-se amplamente disseminadas nas regiões estudadas.
2000
Médici,Kerlei Cristina Alfieri,Amauri Alcindo Alfieri,Alice Fernandes
Atividades hidrolíticas de amostras de conteúdo do intestino delgado de bovinos adultos, infectados ou não por Eurytrema sp, determinadas por difusão radial enzimática
Empregando-se difusão radial enzimática em ágar gel, atividades hidrolíticas de amostras de conteúdo do intestino delgado de 38 bovinos adultos de matadouro foram mensuradas em animais agrupados como possuidores de pâncreas hígidos (controle) e parasitados por Eurytrema sp, estes, segundo dois graus de infecção reconhecidos. Para tal, foram empregados quatro substratos, dos quais caseinato de cálcio e óleo de milho tiveram de ser desconsiderados porque, no caso deles, não houve formação de halos ou estes apresentaram limites imprecisos. Apesar desses problemas não terem ocorrido quando o substrato era leite em pó desnatado ou amido, as atividades hidrolíticas encontradas foram equivalentes, independentemente da condição de parasitismo e grau de infecção verificados (P>0,05). Concluiu-se, então, que a técnica de difusão radial enzimática, pelo menos com os substratos empregados, foi incapaz de acusar disfunções pancreáticas exócrinas em bovinos infectados por Eurytrema sp.
2000
Belém,Pacífico Antônio Diniz Assis,Carlos Batista de Santana,Marcelo Lopes de
Cardiomiopatia dilatada em cão: relato de caso
Um canino macho, sem raça definida, com três anos, pesando 36kg, foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais, apresentando tosse noturna, intolerância ao exercício, cansaço freqüente, emagrecimento e episódios de síncope. O exame clínico revelou mucosas discretamente cianóticas, tempo de perfusão capilar aumentado, presença de sopro sistólico no ápice cardíaco esquerdo e sinais de insuficiência cardíaca congestiva. Foram realizados exames radiográficos, eletrocardiográficos e ecocardiográficos, sendo diagnosticada cardiomiopatia dilatada canina.
2000
Muzzi,Ruthnéa Aparecida Lázaro Muzzi,Leonardo Augusto Lopes Pena,José Luiz Barros Nogueira,Rodrigo Bernardes
Aplicação de técnicas de biotecnologia à cultura e melhoramento do maracujazeiro
A tecnologia da cultura de protoplastos, células e tecidos de plantas in vitro constitui-se em uma das áreas de maior êxito na biotecnologia. No gênero Passiflora, poucas espécies têm sido utilizadas com fins biotecnológicos nos estudos de cultura de tecido. Do pouco já realizado, obteve-se sucesso na regeneração de brotos, por via indireta, a partir de calos, ou por via direta, a partir dos explantes cotiledonares, hipocotiledonares ou foliares. A regeneração in vitro é facilmente induzida em entrenós e segmentos de gavinha, com a adição de citocinina ao meio de cultivo. Recentes avanços na regeneração de protoplastos de outras frutíferas permitiram a aplicação da hibridização somática no maracujá. O uso da engenharia genética, aproveitando-se a habilidade de regeneração das plantas de P. edulis f. flavicarpa, torna-se relevante na tentativa de reduzir a devastação imposta por certas doenças e pragas, e também na adição de outras características de importância agronômica.
2000
Lima,Daniela Macedo de Golombieski,Evelise Rejane Ayub,Ricardo Antonio
Regulação da absorção e assimilação do nitrogênio nas plantas
A presente revisão tem por objetivo discutir os mecanismos de regulação da absorção e assimilação do nitrogênio nas plantas, de modo que a eficiência de uso desse nutriente seja aumentada. O nitrogênio é absorvido nas raízes sob a forma de NO3- ou NH4+, sendo então incorporado em aminoácidos na própria raiz ou na parte aérea. A taxa e a quantidade de nitrogênio absorvido e assimilado durante o ciclo da planta dependem da presença de carregadores específicos na membrana plasmática, da atividade das enzimas envolvidas no seu ciclo, da disponibilidade de energia necessária para os processos de absorção e assimilação e do estádio de desenvolvimento da planta. Inúmeros grupos de pesquisa têm centrado esforços na identificação dos pontos mais limitantes do metabolismo do nitrogênio nas plantas. Os limitadores têm sido relacionados com: a) a afinidade dos carregadores pelo nitrato e amônio; b) o suprimento de carboidratos às raízes; c) o nível de aminoácidos no floema radicular; d) a atividade das enzimas redutase do nitrato (RN), sintetase da glutamina (GS) e sintase do glutamato (GOGAT); e) a fonte de N suprida às plantas (NO3- ou NH4+); f) o local de assimilação do N (raiz ou parte aérea). Esses estudos têm mostrado que o metabolismo do N é multiregulado e integrado ao metabolismo geral da planta. A identificação de pontos metabólicos específicos que são mais limitantes para o incremento da produtividade é complexa. A perspectiva é que a clonagem dos transportadores de N poderá auxiliar os programas de melhoramento genético na obtenção de plantas mais eficientes na absorção do nitrogênio.
2000
Bredemeier,Christian Mundstock,Claudio Mario
Uveíte recorrente eqüina (cegueira da lua)
Conhecida como uma das mais importantes causas de cegueira nos eqüinos, a uveíte recorrente eqüina (URE) caracteriza-se por repetidos episódios de inflamação ocular interrompidos por períodos variáveis de quiescência clínica. Muito embora diversos fatores tenham sido relacionados à ocorrência de URE, acredita-se que a doença se desenvolva pela ação de agentes como Leptospira interrogans e a microfilária do nematóide Onchocerca cervicalis, em conseqüência de reações imunomediadas intra-oculares. Os sinais clínicos da fase aguda, como epífora, blefarospasmo, fotofobia, hiperemia conjuntival, miose, opacidade corneana e do humor aquoso, hifema e hipópio, podem ser encontrados em diferentes graus. Os sinais da fase crônica podem incluir sinéquias, alterações na forma e pigmentação normais da íris, luxação ou subluxação do cristalino e catarata, entre outros. O tratamento tem como principais objetivos a redução da inflamação uveal, a preservação da motilidade da pupila e a prevenção de seqüelas que levem à cegueira, e consiste, fundamentalmente, no uso de drogas antiinflamatórias e midriáticos e cicloplégicos. O prognóstico, quanto à conservação da visão, está na dependência da intensidade e freqüência dos episódios recorrentes e do sucesso do tratamento.
2000
Dearo,Antonio Cezar de Oliveira Souza,Mírian Siliane Batista de
Qualidade dos ensaios de competição de cultivares de milho no Estado do Rio Grande do Sul
O objetivo deste trabalho foi estimar a proporção de ensaios com significância para efeito de blocos, cultivares e do atendimento às pressuposições de normalidade e aleatoriedade do erro, homogeneidade das variâncias do erro entre cultivares e a aditividade do modelo necessárias para os testes de hipótese. Também foi objetivo a quantificação do efeito do não atendimento das pressuposições sobre a diferença mínima significativa (DMS), obtida pelo teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade. Foram analisados 307 ensaios da rede estadual de competição de cultivares de milho do Estado do Rio Grande do Sul no período de 1993 e 1996. Dos ensaios de competição de cultivares de milho, 85,67% apresentaram efeito significativo para cultivares e, nestes, a média da DMS era igual a 30,28%. O não atendimento às pressuposições para os testes de hipótese ocorreu em baixa freqüência e aumentou a DMS. A falta de aditividade no modelo ocorreu em 8,75% dos ensaios e não modificou a DMS, sendo a transformação indicada ineficiente para a redução da DMS. A causa da falta de aleatoriedade dos erros em 9,88% dos ensaios foi a variabilidade entre as unidades experimentais e/ou o bloqueamento em posição inadequada à variabilidade espacial da fertilidade no local do ensaio.
2000
Marques,Daniela Giffoni Storck,Lindolfo Lopes,Sidinei José Martin,Thomas Newton
Curvas de altura-diâmetro de acácia negra (Acacia Mearnsii de Wild)
No presente estudo, a relação altura-diâmetro de Acacia mearnsii foi analisada em três diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Brasil, em povoamentos com idades de oito, nove e dez anos, plantados com espaçamentos de 3 x 1,33m. Entre os modelos de regressão utilizados, foi selecionado o modelo de PRODAN, que apresentou um coeficiente de determinação (R²) de 0,98 e um erro padrão da média (Sxy%) menor que 9%. Foi aplicada a análise de covariância para testar o paralelismo das curvas de altura-diâmetro dos diferentes povoamentos, nas respectivas regiões. As relações das curvas de altura-diâmetro mostraram mesma inclinação nos diferentes povoamentos para toda a região, permitindo o uso de uma curva única para reestimar o coeficiente de intercepto para cada novo ponto de observação na respectiva região.
2000
Finger,César Augusto Guimarães Spathelf,Peter Schneider,Paulo Renato Coelho,Lísias
Alterações nas concentrações séricas de glicose, sódio, potássio, uréia e creatinina, em eqüinos submetidos a provas de enduro de 30km com velocidade controlada
Foram estudadas as alterações dos parâmetros de alguns constituintes da bioquímica sérica em eqüinos submetidos a provas de enduro de 30km de percurso, com velocidade controlada de 12 a 14km/h, realizadas no Estado de São Paulo. Para tanto, foram utilizados 45 eqüinos adultos (de 4 a 10 anos de idade), divididos em três grupos, de acordo com as características raciais, da seguinte forma: grupo I constituído por 15 eqüinos da raça Árabe, grupo II, por 15 eqüinos da raça Mangalarga e grupo III, por 15 eqüinos mestiços, sendo que, nos três grupos, 11 dos animais eram machos e 4 fêmeas. As amostras de sangue foram obtidas em três tempos, a saber: antes do início da prova, 20 a 30 minutos após o seu término e 80 a 90 minutos após a realização da prova, com os animais já em repouso. As variações observadas nos valores séricos de potássio, glicose e creatinina foram semelhantes nos três grupos e apresentaram diferenças estatisticamente significativas quanto ao tempo; com relação à variação do sódio sérico, o grupo composto por animais da raça Árabe não se comportou de maneira semelhante aos demais, porém, para os três grupos, foi observada significância estatística.Todos os grupos apresentaram o mesmo padrão de variação para uréia, porém, só se comprovou diferença significante nos teores de uréia para os animais da raça Mangalarga e para os Mestiços.
2000
Fernandes,Wilson Roberto Larsson,Maria Helena Matiko Akao