Repositório RCAAP
Níveis de concentrado na fase de terminação em confinamento para novilhos previamente mantidos em pastagem nativa ou cultivada
O estudo foi conduzido no Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria-RS de junho a outubro de 1995. O objetivo foi avaliar o desempenho de novilhos que iniciaram o confinamento com 270kg (mantidos em pastagem nativa durante o período de crescimento dos doze aos vinte meses) ou 340kg (mantidos em pastagem cultivada), submetidos a dois níveis de concentrado, 45% (alto) ou 30% (baixo) da dieta (MS). Os tratamentos foram: T1, novilhos do campo nativo, relação volumoso:concentrado 70:30 (baixo); T2, novilhos do campo nativo, relação volumoso:concentrado 55:45 (alto); T3, novilhos da pastagem cultivada, relação volumoso:concentrado 70:30 (baixo); e T4, novilhos da pastagem cultivada, relação volumoso:concentrado 55:45 (alto). O volumoso foi a silagem de milho. O concentrado incluiu milho grão triturado, farelo de soja, sal comum e calcário calcítico. A dieta dos quatro tratamentos continham 14% de proteína bruta. Foram usados 34 novilhos com idade média de 20 meses. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com quatro tratamentos em um esquema fatorial de 2x2 (dois pesos iniciais x dois níveis de concentrado). Foram avaliados o consumo de matéria seca médio diário (CMS), ganho de peso médio diário (GMD) e conversão alimentar (CA). O CMS expresso em percentagem de peso vivo foi maior nos novilhos provenientes do campo nativo (2,48%) do que nos de pastagem cultivada (2,17%). Novilhos provenientes do campo nativo tiveram um GMD 20% superior ao daqueles da pastagem cultivada (1,30 vs 1,08kg). GMD também foi maior para os novilhos com maior nível de concentrado (1,30kg) que para aqueles com baixo nível (1,08kg). A CA dos novilhos do campo nativo e da pastagem cultivada foram respectivamente de 6,57 e 7,98, enquanto para os níveis baixo e alto de concentrado os valores foram de 7,8 e 6,75, respectivamente.
2000
Bail,Carlos Alberto Torrel de Brondani,Ivan Luiz Restle,João
Diferentes intervalos de arraçoamento de matrizes avícolas tipo corte na fase de recria e seus efeitos na fase produtiva
Matrizes avícolas, tipo corte (linhagem Ross), foram submetidas a três intervalos de arraçoamento: T1=48/48h, T2=programa 5/2 e T3=48/57/63h. O período de recria foi da 5ª até a 20ª semana. As variáveis estudadas neste ensaio foram: uniformidade de peso corporal, viabilidade criatória, ganho de peso e conversão alimentar. Na fase de produção (29ª a 44ª semana de idade), avaliou-se o efeito residual das aves submetidas aos tratamentos da fase de recria sobre os parâmetros produtivos. As variáveis estudadas foram: produção de ovos, peso médio de ovos, ovos incubáveis e conversão alimentar por dúzia de ovos. Os dados foram submetidos à análise de variância e as diferenças comparadas pelo teste de Tukey. Durante o período de recria, o aumento do intervalo de arraçoamento (T3) apresentou melhor uniformidade de peso corporal, bem como melhor conversão alimentar (P<0,05). O consumo de ração foi preestabelecido, não sendo, portanto, analisado estatisticamente. A viabilidade criatória não diferiu significativamente (P>0,05) nos períodos estudados. Os parâmetros ganho de peso e a conversão alimentar apresentaram piores resultados para as aves que receberam o menor intervalo de arraçoamento (P<0,05). Na fase de produção, os tratamentos não proporcionaram diferenças (P>0,05) quanto aos parâmetros estudados, pois os dados de produção mostraram-se homogêneos para os diferentes tratamentos.
2000
Zanella,Irineo Costa,Paulo Tabajara Chaves Oliveira,Jaime Maiorka,Alex Santin,Elizabeth Magon,Leandro
Florescimento de gramíneas forrageiras cultivadas sob luminosidade reduzida
Foram feitas observações relativas ao florescimento de seis espécies de gramíneas forrageiras tropicais cultivadas sob condições de luminosidade reduzida. Os resultados indicam efeito negativo do sombreamento sobre a floração da maioria das espécies estudadas, sendo recomendados novos ensaios visando à quantificação das sementes produzidas e à avaliação da qualidade fisiológica dessas.
2000
Castro,Carlos Renato Tavares de Carvalho,Margarida Mesquita
Utilização da enrofloxacina (Baytril®) no tratamento da mastite bovina estafilocócica
A ação da enrofloxacina pela administração via intramamária e sistêmica na mastite bovina subclínica por Staphylococcus aureus foi avaliada. Como tratamento local, infundiram-se, após as ordenhas da manhã e da tarde, 250mg do produto, diluídos em água estéril, a um volume final de 10ml, durante três dias. O tratamento sistêmico constituiu na aplicação de 5mg/kg do produto, pela via intramuscular, uma vez ao dia, durante o mesmo período. A estimativa de cura deu-se através da realização do California Mastitis Test (CMT) e do cultivo bacteriano em agar sangue e MacConkey, três semanas após o término do tratamento. Dos 184 quartos acometidos por Staphylococcus aureus, a droga mostrou-se eficiente em 72,0% e 75,0%, pelas vias intramamária e sistêmica, respectivamente. A análise dos resultados mostrou não haver diferença estatística significante, com p<0,50 para as duas formas de tratamento.
2000
Langoni,Helio Cabral,Kenio de Gouvêa Domingues,Paulo Francisco Pulga,Mario Eduardo Marinho,Marcia Pardo,Renata Bonini
Cúrcuma: planta medicinal, condimentar e de outros usos potenciais
A cúrcuma (Curcuma longa L.), espécie originária do sudeste asiático, é considerada uma preciosa especiaria. Com a proibição do uso de pigmentos sintéticos nos principais países da América do Norte e Europa, têm sido procuradas alternativas naturais. A cúrcuma, além de sua principal utilização como condimento, possui substâncias antioxidantes, antimicrobianas e corantes (curcumina) que lhe conferem possibilidade de emprego nas áreas de cosméticos, têxtil, medicinal e alimentício. Até o presente momento, poucos estudos foram realizados com a cúrcuma no Brasil, fato que determina baixa produtividade. Entretanto, recentes resultados de pesquisa mostram a possibilidade de obtenção de produtividades semelhantes às de seu país de origem, ainda que maiores estudos sejam necessários para definição de estande, adubação e outras práticas culturais. Os objetivos do presente trabalho são apresentar a versatilidade mercadológica da cúrcuma, caracterizar a espécie quanto a aspectos botânicos, nutricionais e químicos, bem como reunir e discutir informações técnicas para melhoria da produtividade e qualidade dos rizomas.
2000
Cecilio Filho,Arthur Bernardes Souza,Rovilson José de Braz,Leila Trevizan Tavares,Marcelo
Biologia do jundiá Rhamdia quelen (Teleostei, Pimelodidae)
O jundiá, Rhamdia quelen, é encontrado desde o centro da Argentina até o sul do México, e seu cultivo está aumentando no sul do Brasil. Portanto, o objetivo desta revisão é apresentar os dados existentes até o momento sobre a biologia dessa espécie. R. quelen pode atingir 50cm de comprimento e 3kg de peso, possui hábito noturno e habita locais calmos e profundos dos rios. Os alevinos suportam água do mar a 10%o, até 9,0g/l de sal comum e pH na faixa de 4,0 a 8,5, com melhor crescimento das larvas na faixa de pH de 8,0 a 8,5. É uma espécie euritérmica. Esse peixe é omnívoro, com tendência piscívora. A maturidade sexual é atingida no primeiro ano de vida. É uma espécie ovulípara e, na natureza, os cardumes desovam em locais com água limpa, calma e de fundo pedregoso. Não apresenta cuidado parental. Possui dois picos reprodutivos por ano (um no verão e outro na primavera) e desova múltipla. A indução da desova apresentou bons resultados com gonadotrofina coriônica humana (HCG) ou extrato hipofisário. O desenvolvimento embrionário de R. quelen é rápido e se dá entre 3 a 5 dias. O melhor alimento artificial para larvas de R. quelen é baseado em lecitina de soja, fígado bovino e levedura. Várias bactérias patogênicas e trematódeos digenéticos já foram identificados em R. quelen. Para um melhor aproveitamento dessa espécie na piscicultura, são necessários mais estudos relacionados ao efeito de parâmetros físicoquímicos da água, alimentação artificial e crescimento em cativeiro.
2000
Gomes,Levy de Carvalho Golombieski,Jaqueline Ineu Gomes,Adriana Regina Chippari Baldisserotto,Bernardo
Epidemiologia e controle da tristeza parasitária bovina na região sudeste do Brasil
A babesiose bovina e a anaplasmose (Tristeza Parasitária Bovina) são enfermidades transmitidas pelo carrapato Boophilus microplus e por moscas hematófagas, respectivamente, ocorrendo em caráter endêmico no Brasil, acarretando elevadas perdas econômicas na pecuária. Nesse país, observa-se uma grande variedade de fatores epidemiológicos influenciando sua ocorrência, tais como: variação climática, práticas de manejo, controle de carrapato e introdução de bovinos susceptíveis. Assim, esta revisão aborda aspectos epidemiológicos do controle da anaplasmose e da babesiose bovina do Brasil, com ênfase na região sudeste. Fatores que influenciam a instabilidade e a estabilidade enzoótica de ambas as espécies também são discutidos. As medidas de controle empregadas atualmente são: quimioprofilaxia, o uso de acaricidas para o controle do carrapato vetor B. microplus, a premunição e a vacinação.
2000
Gonçalves,Patrícia Macêdo
Ocorrência de insetos na cultura do milho em sistema de plantio direto, coletados com armadilhas-de-solo
O conhecimento da diversidade de insetos associados às culturas agrícolas é fundamental para estudos ecológicos e de manejo. Para tanto, foram realizadas coletas em cultura de milho, em sistema de plantio direto, utilizando-se ar-madilhas-de-solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presen-ça de insetos ativos na camada epiedáfica durante o desenvolvi-mento fenológico da cultura do milho. As coletas foram efetuadas de outubro de 1996 a fevereiro de 1997, em uma área de 3ha, na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, em Eldorado do Sul (RS), na qual não foi aplicado inseticida. Foram instaladas 32 armadilhas, distribuídas na área experimental e realizadas 14 amostragens durante o ciclo da cultura. Foram coletados 2.840 insetos, com espécies incluídas em 8 ordens, predominando Coleoptera e Orthoptera.
2000
Silva,Ricardo Adaime da Carvalho,Gervásio Silva
Incidência de danos de Diabrotica speciosa em cultivares e linhagens de batata
A cultura da batata é atacada por diversas pragas subterrâneas, sendo que a principal é a vaquinha, Diabrotica speciosa (Col. Chrysomelidae). O objetivo deste trabalho foi o de estudar a incidência de larvas de D. speciosa em tubérculos de cultivares e linhagens de batata para consumo de mesa e de indústria. Foram conduzidos dois experimentos: um com a exclusão total de qualquer outra praga que não a vaquinha e outro em condições naturais de lavoura. No primeiro, as cultivares de batata foram plantadas em solo intensamente hortado e sob gaiolas teladas (confinamento). O segundo, foi desenvolvido em condições normais de plantio de batata. Os experimentos foram desenvolvidos na EMBRAPA-CPACT, em Pelotas, RS, durante a safra de primavera. Foram estudadas cultivares de mesa Baronesa, Cristal, Macaca, Monte Bonito, Trapeira e as linhagens C-1485687, C-12263580, CR-1290582 e de indústria, Atlantic, Asterix, Baraka, Bintje, Catucha, Cicklamen, Panda e a linhagem C-15822590. No experimento de confinamento, não houve diferença significativa entre as cultivares para indústria. Nas cultivares Panda, Asterix e Atlantic, a média geral de furos por tubérculo foi muito maior do que nas demais cinco cultivares, sugerindo que essas três cultivares teriam maior suscetibilidade à incidência e dano de larvas de vaquinha. Nesse mesmo tipo de experimento, entre as cultivares de mesa, ocorreu diferença significativa na cultivar Baronesa e na linhagem C-12261580, sendo as duas com maiores médias de furos por tubérculo, indicando a possibilidade de serem mais suscetíveis à incidência e dano de larvas de vaquinha. As demais cultivares e linhagens constituíram um grupo em que não foi possível detectar diferenças entre si. A cultivar Baronesa foi a que teve maior número médio de furos por tubérculo. As cultivares para indústria podem ser separadas em dois grupos extremos quanto à incidência de larvas e danos causados pela vaquinha em condições naturais. As cultivares que tiveram menor incidência, independentemente do tamanho do tubérculo, foram Catucha, Baraka e Atlantic. As que tiveram maior incidência foram Asterix e Bintje. Nas cultivares de mesa, a linhagem C-1485687 e a cultivar Cristal foram as que tiveram maior quantidade de tubérculos enquadrados na categoria sem furo, diferindo das demais. A linhagem C-1485687 foi a menos atacada pelas larvas de vaquinha, sugerindo a menor suscetibilidade à incidência dessa praga. Conclui-se que existem diferenças quanto à incidência de larvas de vaquinha entre as cultivares e linhagens de batata, tanto para indústria como para mesa.
2000
Salles,Luiz Antonio
Qualidade fisiológica de sementes de milho em função da forma e do tratamento químico das sementes
As sementes de milho apresentam forma e tamanho diferenciados na espiga. No beneficiamento, as sementes são separadas em função dessas características, sendo que elas determinam as regulagens de semeadoras, afetam o tipo e a quantidade de danos mecânicos e o tratamento químico das sementes. Este trabalho teve por objetivo estudar os efeitos da forma e do tratamento químico, na qualidade fisiológica de sementes do milho híbrido, super precoce PIONEER-32R21, produzidas na safra 1997/98. As sementes foram separadas em peneiras de crivos circulares, de 8,73mm e 7,93mm de diâmetro. Sementes retidas na segunda peneira sofreram uma nova classificação na peneira de crivos oblongos de 5,1mm x 20mm. Dessa maneira, obtiveram-se sementes selecionadas quanto à forma, em sementes esféricas e achatadas. Metade das sementes receberam tratamento químico com a mistura dos seguintes produtos na suas formas comerciais: Captam 75%, Deltamethrina 2.5% e Pirimiphos metil 50%, na dose de 1,0g, 0,08ml e 0,03ml por kg de semente, respectivamente, constituindo assim os seguintes lotes: sementes esféricas tratadas, sementes esféricas não tratadas, sementes achatadas tratadas e sementes achatadas não tratadas. Os lotes foram avaliados pelo teste padrão de germinação e pelos seguintes testes de vigor: teste de envelhecimento acelerado, teste de frio e teste de condutividade elétrica. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com arranjo bifatorial 2x2, com duas formas das sementes e sementes com e sem tratamento químico, com quatro repetições. Os resultados indicaram que as sementes achatadas apresentam maior qualidade fisiológica do que as sementes esféricas, e que as sementes achatadas tratadas tem melhor desempenho no teste de frio, do que as sementes esféricas tratadas. O tratamento químico permite a obtenção de maior percentagem de germinação de sementes de milho.
2000
Aguilera,Líder Ayala Caron,Braulio Otomar Cella,Willyans Luiz Lersch Junior,Ivo
Crescimento de plântulas de Adesmia spp. submetidas a doses de alumínio em solução nutritiva
O gênero Adesmia DC. possui várias espécies de leguminosas nativas do Sul do Brasil, algumas dessas apresentando um grande potencial forrageiro. Dentre os vários fatores a serem avaliados nessas espécies, está a tolerância ao alumínio, uma vez que grande parte dos solos dessa região são ácidos, possuindo altos teores desse elemento. Neste trabalho, uma população de A. latifolia e uma população de A. tristis foram submetidas a cinco doses de alumínio (0; 0,15; 0,45; 0,75 e 1,5mg l), em solução nutritiva contendo apenas cálcio (25mg l) e foram avaliadas quanto à massa e ao comprimento de raízes. Ao final de 13 dias de cultivo, foi observado que ambas as espécies sofreram inibição na emissão de raízes secundárias, sendo que A. tristis evidenciou sintomas de toxidez do alumínio, demonstrando engrossamento e tortuosidade da raiz principal em relação a A. latifolia. Houve efeito significativo para o fator espécie, para o comprimento e massa de raiz, e interação significativa de espécie-alumínio para a taxa de crescimento relativo da raiz (TCR), indicando resposta diferencial das duas espécies às doses de alumínio. A. latifolia não apresentou decréscimo significativo na TCR, sugerindo tolerância para as doses testadas, enquanto A. tristis foi sensível, diminuindo o alongamento radicular.
2000
Scheffer-Basso,Simone Meredith Dall' Agnol,Miguel Caetano,João Henrique Silva Jacques,Aino Victor Ávila
A aplicação de nitrogênio ao solo em diferentes estádios não afetou o rendimento de frutos de cultivares de macieira
Tanto o excesso quanto a deficiência de N causam efeitos negativos na produtividade e na qualidade dos frutos de macieira. Como a taxa de absorção de N pelas árvores de macieira é afetada pela demanda das mesmas, dentro da estação de crescimento, e pelo N disponível no solo, é importante conhecer a necessidade da adição suplementar desse nutriente e a melhor época para aplicá-lo. O presente trabalho objetivou avaliar o efeito da época de aplicação de N ao solo na produtividade de frutos de duas cultivares de macieira. Os experimentos, um para a Gala e outro para a Fuji, foram conduzidos de 1990 a 1996, em Vacaria, RS, num pomar plantado em 1988, na densidade de1481 árvores ha-1, sobre um Latossolo bruno com 4,0% de matéria orgânica, 60% de argila e pH 6,9. Os tratamentos constaram de 50kg de N ha-1 nos três primeiros anos, e 60kg de N ha-1 nas outras três safras, aplicados no inchamento das gemas (IG), ou na queda de pétalas (QP), ou dividido 2/3 no IG + 1/3 na QP, ou 2/3 na QP + 1/3 trinta dias após. O N foi sempre aplicado sobre a superfície do solo, sem incorporação, numa faixa de 2,0m ao longo da fila de plantio. Houve também um tratamento sem a aplicação de N. A produtividade média anual de frutos variou de 40 a 112t ha-1 para a cultivar Gala e de 38 a 76t ha-1 para a Fuji, e a produtividade média da Gala, no período, foi 35% superior à da Fuji. A aplicação de N ao solo, independentemente da época, não teve efeito na produtividade de frutos, no tamanho das brotações, na concentração de N nas folhas e no diâmetro do tronco das duas cultivares. Presume-se, portanto, que a quantidade de N liberada a partir da decomposição da matéria orgânica do solo foi suficiente para atender à demanda das plantas e permitir uma alta produtividade de frutos de macieira.
2000
Ernani,Paulo Roberto Dias,Jaques Borges,Mário
Conservação da maçã (Malus domestica Borkh.) cv. Braeburn
O experimento foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o efeito da temperatura e de diferentes regimes de armazenamento em atmosfera controlada (AC) sobre as qualidades físico-químicas e ocorrência de distúrbios fisiológicos da maçã cv. Braeburn. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com duas repetições e a unidade experimental composta por 40 frutos. Os frutos foram armazenados nas seguintes condições de AC: na temperatura de 1ºC com 1,5kPaO2/ 4,0kPaCO2, 1,5kPaO2/3,0kPaCO2, 1,0kPaO2/1,0kPaCO2, 1,0kPaO2/2,0kPaCO2, 1,0kPaO2/3,0kPaCO2 e em armazenamento refrigerado (AR) e na temperatura de 0ºC com 1,0kPaO2/3,0kPaCO2 e em AR. A umidade relativa foi mantida a 96%. As análises laboratoriais foram realizadas aos oito meses de armazenamento, na abertura das câmaras e após sete dias de exposição à temperatura ambiente (±31ºC). Logo após a retirada dos frutos da câmara, não se observaram diferenças significativas na firmeza de polpa, acidez titulável e teor de sólidos solúveis totais (SST) entre as condições de AC. Contudo, após sete dias de exposição à temperatura ambiente, o tratamento com 1,0kPaO2/3,0kPaCO2, na temperatura de 0ºC, manteve a firmeza de polpa, acidez titulável e o teor de SST mais elevados, além de não exibir degenerescência senescente. O armazenamento em AC com 4,0kPa de CO2 e o armazenamento refrigerado causaram degenerescência senescente. Já a degenerescência com cortiça foi induzida pelo uso de 3,0 e 4,0kPa de CO2, associado com 1,5kPa de O2. As podridões foram significativamente maiores em AR do que em AC, sendo mais freqüente em baixa concentração de CO2 (1kPa). A incidência de rachaduras e escaldadura foi insignificante e não foi associada a nenhuma condição de armazenamento. No armazenamento refrigerado, os frutos apresentaram qualidade insatisfatória para a comercialização e consumo após oito meses de armazenamento.
2000
Brackmann,Auri Waclawovsky,Alessandro Jaquiel
Posição dos frutos e seu efeito na repartição da matéria seca da planta do tomateiro
Plantas de tomateiro foram cultivadas no interior de estufas de polietileno no decorrer da primavera e do outono com o objetivo de determinar o efeito da posição dos frutos sobre a distribuição da matéria seca entre as partes vegetativas e os frutos. Os tratamentos foram constituídos por plantas conduzidas com uma haste (controle) ou duas hastes por planta, com frutos localizados somente sobre a haste principal ou distribuídos sobre as duas hastes. Em cada época, o número de inflorescências por planta foi mantido idêntico em todos os tratamentos, igual a oito na primavera e dez no outono, enquanto o número de folhas por planta foi, respectivamente, 27 e 37 nas plantas-controle e 52 e 65, em média, nas plantas com duas hastes. Na primavera, as plantas com duas hastes acumularam uma média de 155g de matéria seca de frutos, e aquelas com uma haste apenas 95g. No outono, esse parâmetro não mostrou diferença significativa entre os tratamentos: valores de 99g nas plantas com uma haste e uma média de 78 g naquelas com duas hastes. Nos dois experimentos, não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos com duas hastes por planta, independentemente da posição dos frutos sobre a planta. No outono, a fração da matéria seca total alocada para os frutos foi de 0,40 nas plantas com uma haste e em média de 0,24 nas plantas com duas hastes, indicando uma possível redução na força de dreno dos frutos. Concluiu-se que a posição dos frutos não modificou a distribuição da matéria seca da planta e que os resultados suportaram a hipótese de um "pool" único de assimilados circulando livremente no interior da planta do tomateiro.
2000
Andriolo,Jerônimo Luiz Ludke,Loeni Duarte,Tatiana da Silva Skrebsky,Etiana Caldeira
Qualidade de sementes de marcela (Achyrocline satureioides) provenientes de duas populações do Rio Grande do Sul
Marcela é uma planta medicinal de largo uso popular, cujas propriedades despertam interesse da indústria farmacêutica. Com o objetivo de avaliar sementes de diferentes procedências e épocas de coleta, aquênios de marcela foram coletados em Eldorado do Sul e Viamão/RS, em 11 de março; 24 de março e 11 de abril. Os aquênios foram classificados em cheios, intermediários e chochos, conforme seu tamanho, coloração e rugosidade do pericarpo. A umidade foi determinada pelo método da estufa a 105ºC (± 3ºC/24h), o vigor foi avaliado pelo teste de condutividade elétrica e velocidade de germinação. A germinação foi testada a 20ºC e iluminação constante. Os lotes de 24 de março reuniram melhores características, pois aliaram maior quantidade de sementes cheias (58%), com vigor e germinação (64%) satisfatórios. Sementes de 11 de abril, embora tenham atingido maior germinação (82%), apresentaram grande quantidade de sementes chochas (49%), baixando a qualidade do lote. Em 11 de março, as sementes apresentaram significativamente maior umidade, caracterizando sua imaturidade. Os lotes coletados em Eldorado do Sul/RS apresentaram qualidade superior àqueles provenientes de Viamão/RS, evidenciando diferenças populacionais. A melhor época de coleta foi em 24 de março; a maturação das sementes parece estar relacionada à senescência da planta mãe.
2000
Marques,Flávia Charão Barros,Ingrid Bergman Inchausti de
Desenvolvimento Vegetativo e morfologia radicular de citrange carrizo afetado por ácido indolbutírico e micorrizas arbusculares
Este estudo foi realizado na localidade de Alcanar (Tarragona, Espanha) e objetivou avaliar o efeito de cinco concentrações do ácido indolbutírico (AIB) (0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0 g/L) e da inoculação com micorrizas arbusculares (MA) (Glomus intraradices Schenck & Smith) sobre o desenvolvimento vegetativo, conteúdo foliar de P e K e morfologia radicular de plântulas de citrange Carrizo (Citrus sinensis (L.) X Poncirus trifoliata (L.) Raf.). Utilizou-se o delineamento experimental de blocos completos casualisados em esquema fatorial, com 4 repetições e 10 plantas por parcela. A aplicação de AIB não alterou o desenvolvimento vegetativo das plântulas cultivadas em ausência de MA, apesar de haver incrementado a quantidade de P e K e a espessura dos feixes vasculares. As MA incrementaram o conteúdo de P foliar. Encontrou-se uma interação positiva entre o AIB e as MA, pois as plântulas micorrizadas apresentaram um incremento no desenvolvimento vegetativo, nos conteúdos foliares de P e K e na espessura dos feixes vasculares com o aumento das concentrações de AIB.
2000
Souza,Paulo Vitor Dutra de Abad,Manuel Agustí Manuel Almela,Vicente
Correção da acidez do solo em função de modos de incorporação de calcário
A solubilização do calcário no solo, sem o que não ocorre neutralização da acidez, demanda tempo e exige incorporação para aumentar o contato entre o corretivo e os colóides do solo. Com o objetivo de avaliar a correção da acidez do solo em função de diferentes modos de incorporação de calcário, foi conduzido um experimento, no ano agrícola 1993/94, em um Latossolo vermelho-escuro, distrófico, de campo nativo, do município de Ponta Grossa (PR). O delineamento experimental empregado foi o de blocos ao acaso, em parcelas subdivididas, com três repetições. Os tratamentos foram constituídos por cinco modos de incorporação: arado de discos mais duas gradagens, grade aradora mais duas gradagens, enxada rotativa, arado escarificador mais duas gradagens e distribuição na superfície sem incorporação, e por quatro doses de calcário dolomítico: 0, 2,8, 6,6 e 10,3 t ha-1, visando a elevar a saturação por bases do solo a 30, 60 e 90%. A planta teste utilizada foi o milho. Verificou-se que o modo de incorporação do corretivo no solo afeta a sua eficiência em relação à profundidade no perfil, na qual há neutralização da acidez. Houve elevação da saturação por bases do solo até a camada de 20cm, 15cm e 10cm, respectivamente, para os seguintes modos de incorporação: enxada rotativa, arado de discos ou grade aradora e arado escarificador ou calcário distribuído na superfície sem incorporação. Os valores de saturação por bases desejados não foram alcançados, três meses após a calagem, independente do modo de incorporação de calcário.
2000
Weirich Neto,Pedro Henrique Caires,Eduardo Fávero Justino,Altair Dias,Jeferson
Aplicação superficial de calcário no sistema plantio direto consolidado em solo arenoso
A aplicação superficial de calcário no sistema plantio direto (SPD) consolidado pode ser uma alternativa para a correção da acidez do solo. Este trabalho avaliou as produtividades das culturas e os atributos químicos do solo afetados pela reaplicação de calcário no SPD. O Experimento foi conduzido na área Experimental do Departamento de Solos na Universidade Federal de Santa Maria (RS), sobre um Argisolo vermelho distrófico avênico, textura arenosa/argilosa sob SPD estabelecido há cinco anos, com pH 5,0 e 13, 140 e 610g kg-1 de MO, argila e areia, respectivamente. Aplicaram-se zero, 1,2, 1,8 e 3,6t ha-1 de calcário, sobre a superfície sem incorporação, e cultivaram-se milho em 1994, aveia preta em 1995 e 96 e soja em 1996 e 97. Avaliou-se o rendimento de grãos de milho e soja e a massa seca de aveia preta. Coletaram-se amostras de solo aos 6, 12 e 18 meses após a aplicação do calcário, em 4 profundidades (0-2,5, 2,5-5, 5-10 e 10-15cm) nas quais se determinaram os atributos químicos relacionados à acidez do solo. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com 4 repetições. A reaplicação superficial de calcário não afetou o rendimento das culturas, mas diminuiu os teores de alumínio trocável, e aumentou o pH e os teores de cálcio e magnésio até a profundidade de 5cm.
2000
Rheinheimer,Danilo dos Santos Santos,Edilceu João da Silva Kaminski,João Xavier,Flávio Moreira
Variabilidade isoenzimática entre linhagens de amendoim resistentes à seca
O uso da técnica de eletroforese para separar múltiplas formas moleculares de enzimas tem sido bastante explorada na área biológica, cujas diferenças detectadas nos tecidos podem ser eficientemente usadas para diferenciação de cultivares em qualquer fase de seu desenvolvimento fenológico. Nesse trabalho, procedeu-se ao estudo da variabilidade isoenzimática em seis linhagens de amendoim resistentes à seca, com o objetivo de se verificar as possíveis relações da variação encontrada na base desses descritores com essa aptidão no amendoim. Estudaram-se folíolos da parte apical com 5 dias após a germinação, utilizando-se a técnica de eletroforese em gel de poliacrilamida (7%) sistema horizontal e contínuo de tampão. Os sistemas estudados foram fosfatase ácida (ACP), malato desidrogenase (MDH), leucina aminopeptidase (LAP), peroxidase (PO), e esterase (EST). A caracterização fenotípica dos genótipos permitiu a separação de quatro grupos para ACP, três para LAP, dois para MDH e seis para PO e EST. A partir da análise dos componentes principais dos grupos obtidos, observou-se que a cultivar IAC Tupã (sensível à seca) foi separada das demais, especialmente da cultivar resistente Senegal 55437.
2000
Santos,Roseane Cavalcanti dos Moreira,José de Alencar Nunes Duarte,Jair Moura
Aspectos macro e microscópicos da fáscia lata utilizada como substituto autógeno do ligamento cruzado cranial: estudo experimental em cães
A fáscia lata utilizada como auto-enxerto na reparação do ligamento cruzado cranial rompido experimentalmente em cães, macroscopicamente, apresentou-se, aos 90 dias pós-operatórios, espessa na porção intra-articular, com diâmetro superior ao do ligamento normal e com aspecto de tendão. Microscopicamente, o colágeno presente estava envolvido por tecido conjuntivo frouxo, foi mais intenso na porção intra-articular e, ao longo do tempo, apresentou-se em feixes paralelos, com fibras onduladas e organizando-se. As fibras elásticas estavam presentes em pequena quantidade, esparsas e ao redor do colágeno, predominando nas extremidades do enxerto.
2000
Silva,Alessandra Maria da Del Carlo,Ricardo Junqueira Fonseca,Cláudio César Galvão,Simone Rezende Maia Filho,Alfredo