Repositório RCAAP
A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA E CANINA PARA AS AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Leishmaniose visceral (VL) é uma zoonose emergente e o Brasil abriga 90% dos infectados na América Latina. LV vem se disseminando pelo oeste do Estado de São Paulo e tem apresentado diferentes padrões e situações epidemiológicas. O objetivo deste trabalho foi discutir a importância da análise da distribuição espacial da LV para as ações de vigilância em saúde. Para isso foi caracterizada e analisada a distribuição espacial da LV humana (LVH) e canina (LVC) na área urbana nos municípios de Dracena e Tupi Paulista-SP, entre 2006 e 2015. Utilizou-se a estatística descritiva e a análise geoespacial com a plataforma ArcGIS 10.2. Houve ocorrência de casos de LVH em todos os anos, com 145 casos e 5 óbitos em Dracena, 36 casos e 3 óbitos em Tupi Paulista. A prevalência canina e humana de LV foi alta, porém houve diminuição, demonstrando que as ações de vigilância e controle foram efetivas, embora prevaleceu a classificação de transmissão intensa em Dracena-SP e moderada em Tupi Paulista-SP-Brasil em seis dos oito triênios avaliados. São de extrema importância a continuidade e a intensificação das ações de vigilância e controle da LV com base na análise espacial, principalmente identificando áreas prioritárias para auxiliar na gestão na escala local e buscar a quebra na cadeia de transmissão da doença.
2022-12-06T14:18:40Z
Zampieri D' Andrea, Lourdes Aparecida Guimarães, Raul Borges
CARACTERIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS A RECLAMAÇÕES SOBRE MORCEGOS EFETUADAS AO CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES DE NITERÓI, RJ (2014-2015)
Introdução: A presença de morcegos nas áreas urbanas é cada vez mais comum, gerando reclamações aos órgãos de controle de zoonoses. Método: foi efetuado levantamento das reclamações ao Centro de Controle de Zoonoses de Niterói, RJ, no período 2014-2015. Resultados: houve aumento na quantidade de reclamações entre 2014 e 2015. A região Praias da Baía teve o maior número de reclamações. Houve melhora no prazo entre a reclamação e a primeira tentativa de visita zoossanitária e entre a reclamação e a efetivação da primeira visita, mas esses ainda são excessivamente longos. Nas regiões mais próximas a visita zoossanitária foi mais rápida e na região mais distante, mais demorada. Apesar do relato de um caso em humano, a espoliação predominou nos animais. O principal motivo para reclamação foi a utilização do forro dos telhados como abrigo. Conclusão: A situação encontrada é preocupante pois acidentes envolvendo morcegos são graves e passíveis de transmissão de zoonoses.
2022-12-06T14:18:40Z
Batista Moutinho, Flavio Fernando Correa, Dylan Mendonça da Silva Serra, Cathia Maria Barrientos Valente, Luiza Carneiro Mareti Borges, Fábio Villas Boas de Faria Neto, Francisco
A REGIONALIZAÇÃO DA SAÚDE NO ESTADO DE MINAS GERAIS E OS PARÂMETROS DO PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO DA SAÚDE INTERPRETADOS SOB A ÓTICA DA GEOGRAFIA
O presente estudo buscou analisar o processo de regionalização de saúde do Estado de Minas Gerais em microrregiões com um enfoque na geografia. As microrregiões de saúde são estruturas organizacionais criadas com base na interação dos municípios promovida pela Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais com o intuito de organizar os fluxos de encaminhamentos de pacientes da atenção básica. Usando de fluxos preexistentes a regionalização da saúde em Minas Gerais cometeu equívocos ao negligenciar a geografia e não cumprir os parâmetros definidos no Plano Diretor de Regionalização da Saúde. O presente estudo objetivou analisar os parâmetros definidos no PDRS-MG com enfoque nas variáveis geográficas de deslocamento - tempo e distância - dos pacientes entre o local de moradia e de atendimento. Propôs-se também o acréscimo de duas novas variáveis de suma importância para a caracterização regional da saúde, sendo elas a Taxa de Mortalidade Infantil e Indicador de Pobreza medido pela proporção de beneficiados pelo Programa Bolsa Família. Os resultados obtidos apontam para a necessidade na revisão do PDRS-MG, principalmente dos parâmetros nele propostos e não cumpridos, bem como para a necessidade de um embasamento mais geográfico para a configuração das regiões de saúde.
2022-12-06T14:18:40Z
Faria, Erick de Oliveira Costa, Kercia Zimmerer Vieira Queiroz Alvim, Ana Marcia Moreira Diniz, Alexandre Magno Alves
SAÚDE E SANEAMENTO NAS POSTURAS LEGAIS DE JUIZ DE FORA/MG DO SÉCULO XIX
Este artigo apresenta alguns resultados de várias pesquisas que temos desenvolvido sobre a Geografia Histórica de Juiz de Fora, especialmente sobre sua formação e organização territorial. O recorte temporal adotado refere-se à década de 1850, quando o município conquista sua autonomia político-administrativa e tem início seu efetivo processo de urbanização. Em meio aos grandes recursos disponibilizados pela crescente cultura cafeeira, a nova localidade se desenvolve, mas convivendo com vários problemas ligados à salubridade e à higiene, comuns às cidades brasileiras desse período. Aqui são destacadas as ações desenvolvidas pela Câmara Municipal com vistas à melhoria das condições gerais de saúde pública, avaliando-se especificamente o conteúdo dos primeiros Códigos de Posturas do município (o de 1853, quando Vila e o de 1858, quando Cidade), que se constituíram nos principais instrumentos legais utilizados para disciplinar a questão. Essas primeiras posturas municipais se caracterizaram pela busca da melhoria das condições de saúde da população, pela intervenção direta nos seus hábitos e costumes, e por seu caráter extremamente punitivo.
2022-12-06T14:18:40Z
Oliveira Machado, Pedro José de
FATORES DETERMINANTES E CONDICIONANTES PARA A OCORRÊNCIA DE RAIVA EM NITERÓI, RJ, BRASIL
A raiva é uma antropozoonose viral que cursa com encefalite aguda, transmitida por mamíferos e com letalidade próxima de 100%. Um programa de controle da raiva deve ter como pilares prioritários, em sequência de prioridade, a vigilância epidemiológica, a imunização e o controle da população canina. O objetivo geral do presente trabalho é descrever a cobertura vacinal contra a raiva animal no período 2012-2016 e os fatores de risco para raiva humana no município de Niterói, RJ. Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva desenvolvida com base em análise documental e dados secundários. Os resultados encontrados permitem concluir que há uma série de fatores condicionantes e determinantes que podem propiciar o aparecimento de casos de raiva animal e humana no município de Niterói. Dentre esses fatores pode-se destacar a cobertura vacinal animal frequentemente aquém da meta proposta pelo Ministério da Saúde; a existência de casos de atendimento antirrábico humano quando nem sempre há soro e vacina disponível para que se tomem as medidas preventivas preconizadas; um número considerável de reclamações da população em relação a morcegos, o que evidencia a proximidade que os morcegoss vêm tendo com a população humana; a existência de grupos de primatas não humanos interagindo com a população humana e a reconhecida circulação do vírus da raiva em morcegos no município. Nesse contexto, acredita-se que esforços devem ser envidados pelo poder público no sentido de atuar sobre os referidos fatores de risco visando reverter a situação descrita, priorizar os pilares defendidos pela Organização Mundial de Saúde para o controle da raiva, que são a vigilância epidemiológica, a imunização e o controle da população animal, além de investir substancialmente em ações de educação em saúde que, de maneira transversal, vai atuar sinergicamente na desconstrução da situação de risco encontrada.
2022-12-06T14:18:40Z
Batista Moutinho, Flavio Fernando Borges, Fabio Villas Boas de Faria Neto, Francisco Alves, Cláudia Beltri
CARTOGRAFIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA) EM MARINGÁ - PARANÁ: 2010 a 2016
O presente estudo objetiva analisar os casos de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) na cidade de Maringá-PR no período de 2010 a 2016, a partir da análise geográfica dos casos. A coleta de dados foi obtida através das notificações compulsórias dos casos positivos do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que possibilita a análise inicial via perfil epidemiológico dos casos e a geração de produtos cartográficos para a análise dos casos via mapa de casos no período, mapa de concentração de casos e mapa-síntese. A geração dos produtos cartográficos partiu das proposições da Semiologia Gráfica e da Modelização Gráfica linhas essas utilizadas para que o mapa-síntese tenha múltiplas informações sobre a LTA. A análise desses dados permitiu conhecer a dinâmica dos casos no período evidenciando que os casosestão dispostos na maioria em homens, com idade entre 20 e 64 anos, com mais de 50% dos casos não autóctones a cidade e com local de provável infecção fora do município de Maringá, além de que, os casos em sua maioria não estão atrelados às áreas verdes urbanas e aos locais em que há disposição inadequada de resíduos sólidos próximos as residências dos acometidos, fatores esses que poderiam ser determinantes no caso da cidade de Maringá pelas várias áreas verdes urbanas, como de locais de disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos próximos a essas áreas.
2022-12-06T14:18:40Z
de Oliveira, Antonio Santil, Fernando Luiz de Paula Fonzar, Udelysses Janete Veltrini
PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO E POLÍTICAS PÚBLICAS: A OPERACIONALIZAÇÃO DO OBSERVATÓRIO DO AEDES AEGYPTI NO RIO GRANDE DO NORTE/RN
A produção do espaço urbano, resultado das relações sociais, configura-se emblemático no Rio Grande do Norte - Brasil, principalmente a partir da década de 1970, quando a população se tornou predominantemente urbana, conforme foi evidenciado no Censo de 1980. Esse fenômeno desencadeou problemas ambientais e urbanos, como exemplo saneamento básico precário em áreas ocupadas por população de baixa renda, os quais estão associados a desigualdade socioespacial evidenciada na urbanização. Neste contexto, Â houve a proliferação das arboviroses dengue, zika e chikungunya requisitando o desenvolvimento do aplicativo do Observatório do Aedes aegypti como uma estratégia de política pública de saúde no Rio Grande do Norte. Este artigo analisa a relação entre produção do espaço urbano, a ocorrência de arboviroses e a operacionalização do aplicativo Observatório do Aedes aegypti. Os procedimentos metodológicos utilizados foram pesquisa bibliográfica e documental com base no banco de dados do observatório e mapeamento no software Arc Gis, Versão 10.3. O referido aplicativo confere maior celeridade na notificação de casos prováveis de arboviroses. Sua operacionalização por meio de equipamentos de sistema operacional Android, ainda que demande um conhecimento técnico, favorece as condições de acesso pela população, contribuindo para a mitigação ou erradicação de focos dos transmissores de arboviroses.
2022-12-06T14:18:40Z
Diniz Morais, Ione Rodrigues De Medeiros Valentim, Ricardo Alexsandro da Costa, Soneide Moura
ANÁLISE MULTINÍVEL E DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO DE SAÚDE PARA AVALIAÇÃO DE RISCO E VULNERABILIDADE SOCIAL
Diagnósticos de situação de saúde que podem ser uteis para diagnosticar e intervir sobre os riscos representam mais que uma lista de doenças e agravos de maior ocorrência na população de um determinado lugar. A situação de saúde dos indivíduos e da população não é resultado de fatores biológicos apenas, muito ao contrário, é predominantemente relacionado aos determinantes sociais. O objetivo deste estudo é apresentar uma metodologia de análise multinpivel para avaliar riscos e vulnerabilidade social. Atualmente, fala-se muito que o estilo de vida do indivíduo afeta sua saúde e estes são culpabilizados por não serem capazes de mudar o seu estilo de vida para evitar o risco e para promover a própria saúde. Neste caso, também, há que se entender que o estilo de vida dos indivíduos não é uma escolha deliberada e consciente. Isso nos faz a pensar que o modelo da determinação social da saúde nos leva do indivíduo ao território, passando pela população, e para isso, necessitamos de uma metodologia de análise multinível (DIEZ ROUX, 2001, PROIETTI ET AL. 2008, DIEZ ROUX; MAIR, 2010, LIMA, 2016). Os dados individuais e de composição são obtidos dos relatórios de Cadastro Domiciliar e Territorial e Cadastro Individual do E-SUS e inquéritos populacionais na Área da Unidades de Saúde. Os dados integrais são obtidos por meio de Observação Social Sistemática do território (PROIETI, 2008). Para prevenir é preciso identificar as causas, os fatores de risco e sua exposição, e ainda, mais que isso. Sabendo que o risco a que os indivíduos estão submetidos é o resultado não só da exposição, nem só dos comportamentos individuais, o diagnóstico de situação de saúde deve nos informar também a vulnerabilidade social, que não é resultado da exposição ao risco, mas de um contexto de vida e trabalho, que pode atenuar ou intensificar o risco (LIMA, 2016). A situação de saúde pode ajudar a identificar os risco à saúde, para os quais se deve estabelecer prevenção, mas também identificar a vulnerabilidade social, para a promoção da saúde.
2022-12-06T14:18:40Z
Ferreira da Silva, Angelita Lima, Samuel do Carmo Antunes Lima, Filipe
PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS EM IDOSOS
Este artigo objetivou identificar o perfil epidemiológico da aids em idosos no Brasil. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo, com utilização de dados secundários realizado por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, considerando o intervalo de anos de 2000 a 2015. Constatou-se um total de 23.101 casos notificados, que sugerem uma tendência de crescimento linear no número de registros da doença no Brasil nos últimos 16 anos, estando mais prevalente no sexo masculino, com idade entre 60 a 69 anos, de raça/cor autodeclarada branca, heterossexuais, com baixa escolaridade e provenientes da Região Sudeste do país. O número elevado de casos revela a inclinação da epidemia da doença para a população idosa, já descrita na literatura e evidencia a necessidade de desenvolver ações que promovam a saúde do idoso, pautadas no empoderamento desta população acerca do HIV/aids.
2022-12-06T14:18:40Z
Silva, Bruno Neves da Sarmento, Wagner Maciel Silva, Fabrícia Cristina Vidal Pereira, Maísa Galdino Silva, Cícera Renata Diniz Vieira Véras, Gerlane Cristinne Bertino
O OLHAR DOS ADOLESCENTES SOBRE A VIOLÊNCIA E O LAZER NOS TERRITÓRIOS PELAS LENTES DO PHOTOVOICE
A violência noticiada sob a forma de espetáculo favorece a produção de julgamentos apressados que ocultam seus determinantes sociais e engendram intervenções que reforçam a lógica ostensiva e a reclusão dos segmentos populacionais historicamente vulnerados, dentre estes, os adolescentes. Considerando-os como sujeitos de direitos e produtores de uma linguagem própria, as fotografias permitem desvelar os discursos que criminalizam a pobreza. A pesquisa objetivou analisar a apreensão de 77 adolescentes frequentadores de um programa de fortalecimento de vínculos e convivência comunitária denominado ProJovem Adolescente, funcionamento nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), sobre seus territórios durante o ano de 2015 e 2016. Adotou-se o “photovoice”, seguido da audiogravação, transcrição das narrativas, categorização e análise de conteúdo temática. As imagens e as narrativas categorizadas retratam a violência e os limites para o lazer nos territórios: as pichações nas praças, as depredações de equipamentos de uso público; a presença de terrenos baldios e, fundamentalmente, o medo promovido pelo tráfico de drogas. As vulnerabilidades territoriais, como a ausência de equipamento públicos, evidenciam a violência estrutural que fragiliza e reduz a proteção aos riscos da violência, a qual colabora para a estigmatização das comunidades. A linguagem fotográfica e as narrativas estimulam o engajamento dos adolescentes e colabora para o empoderamento dos mesmos.
2022-12-06T14:18:40Z
Souza Aragão, Ailton Alves Querino, Rosimár Silveira Gomes, Luana Cristina Trajano da Silva, Luciana Bizinoto Caetano, Maria Carolina Loyola Martins, Otávio Amatângelo Oliveira, Ana Angelina Graner Araújo Oliveira, Ana Carolina Lopes Santos, Maria Oliveira Sabino, Fabiano Henrique
REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE BUCAL NOS SETORES PÚBLICO E PRIVADO: DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MUNICÍPIO DE PELOTAS /RS
Este artigo trata da coleta e organização de dados referentes aos serviços de saúde bucal nos setores público e privado no município de Pelotas/RS. Objetivou analisar a distribuição geográfica da Rede de Atenção à Saúde Bucal local. Foi gerado com dados secundários dos serviços públicos que contemplam cirurgiões-dentistas, fornecidos pela Supervisão de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Pelotas (SMSPel), e lista dos serviços odontológicos privados cadastrados no Serviço de Estabelecimento de Saúde da Vigilância Sanitária da SMSPel. Os dados (fim, razão/nome, logradouro, Código de Endereçamento Postal, ramo) foram transferidos para planilhas do programa Microsoft Office Excel® versão 2010. Para o posicionamento geográfico foi utlizado o programa Batch Geocoding Doogal® e para checagem dos endereços fora de sede não encontrados foi utilizado Google Earth®/Street View. Com o programa QGIS® versão 2.18 foram criadas, editadas, visualizadas e analisadas as informações geográficas. No setor público, os serviços que se apresentaram em maior número foram Unidades Básicas de Saúde com Estratégia de Saúde da Família com cirurgiões-dentistas, atuando de forma isolada. No setor privado foram consultórios com aparelhos de raios-X. Em relação à distribuição geográfica destacou-se a concentração na sede do município e, principalmente na região central. Os serviços do setor público estão melhor distribuídos no município e na cidade, também em relação aos que tem menor renda. As constatações podem auxiliar a Supervisão de Saúde Bucal da SMSPel no planejamento de novos serviços de forma a se obter progressos na perspectiva de gestão, melhorando assim aspectos de equidade e acessibilidade para população.
2022-12-06T14:18:40Z
Collischonn, Erika Siqueira, Kátia Cristina Dorneles Castilhos, Eduardo Dickie de Bighetti, Tania Izabel
TECOBÉ NO MARAJÓ - TAXA DE DETECÇÃO DA HANSENÍASE E O PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA BOLSA FAMÍLIA
Este estudo faz uma análise da distribuição geográfica da hanseníase e a cobertura do Programa Bolsa Família, no período de 2012 a 2014. Estudo descritivo e ecológico. e , envolvendo as taxas de detecção da hanseníase e a cobertura do Programa Bolsa Família, com a utilização do software ArqGIS 10.2. O total de 652 casos novos foram registrados nos 16 municípios. Em 2012, taxa de detecção hiperendêmica em (4) municípios, muito alta (5), alta (4), média (1) e baixa (2). Cobertura do PBF em 2012, Alta (5), intermediária (9) e baixa (2). Em 2013, taxa de detecção, hiperendêmica (6), muito alta (5), média (2) e alta (3). Cobertura do PBF, alta (12), intermediária (2) e baixa (2). Em 2014, taxa de detecção, hiperendêmica (5), muito alta (5), alta (3), média (3), enquanto a cobertura do PBF, alta (12), intermediária (3) e baixa (1). Os municípios apresentam altos índices da endemia, evidenciou-se que os municípios com altas taxas possuem uma alta cobertura do PBF. A meta de 1 caso para 10 mil hab. encontra-se longe de ser alcançada na região do Marajó, visto que as influências sociais, econômicas e políticas restringem o combate e a eliminação da hanseníase.
2022-12-06T14:18:40Z
Melo Matos, Everson Vando Ramos, Edson Marcos Leal Soares Gonçalves, Nelson Veiga Júnior, Alcinês da Silva Souza de Oliveira Bastos, Maria do Socorro Castelo Branco
A TERRITORIALIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÃRIA À SAÚDE DO SUS: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS PRÃTICOS IMPLEMENTADOS NUMA CIDADE DA REGIÃO SUL DO BRASIL
A territorialização é uma diretriz para a organização dos serviços da atenção primária à saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Podemos defini-la como um processo social e político de convergência do modelo assistencial hospitalocêntrico para um sistema de atenção organizado em redes de atenção coordenadas territorialmente pela APS. A territorialização define o próprio desenho das redes e os nós de convergência de todos os fluxos. Poucos estudos, todavia, realizaram uma avaliação prática desse processo. O objetivo deste trabalho é avaliar a territorialização realizada numa cidade média da Região Sul do Brasil. Operacionalmente propõe-se desenhar a porta de entrada do SUS e entender como ela foi modelada em relação aos modelos de atenção e as condições sociais do território. A metodologia é baseada no levantamento de dados em fontes secundárias oficiais e inquérito nas Unidades Básicas de Saúde; modelagem dos dados em Sistema de Informação Geográfica e análise com recurso da estatística espacial. Os resultados mostraram uma atenção primária fragmentada em modelos de atenção que se sobrepõe e não convivem, há vazios assistenciais nas áreas mais carenciadas e a porta de entrada foi anarquicamente desenhada.
ASSOCIAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE CALOR E INTERNAÇÕES POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM MANAUS–AM
Nas últimas décadas, um crescente número de estudos epidemiológicos encontrou os efeitos de condições atmosféricas em doenças cardiovasculares, incluindo o infarto agudo no miocárdio (IAM). No Brasil, a expansão de grandes centros urbanos vem trazendo efeitos negativos à saúde da população, principalmente aos grupos de risco. Diante desse cenário, esse trabalho tem como objetivo verificar associação entre internações por IAM e condições meteorológicas em Manaus, capital do estado do Amazonas. Para isso, foram utilizados dados de temperatura e umidade relativa do ar registrados pela estação meteorológica nº82331 do INMET/2ºDISME, disponibilizados pelo Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa (BDMEP), e de internações por IAM em idosos (60 anos ou mais), por local de residência do banco de dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) no período de 2000 a 2017. As técnicas estatísticas utilizadas foram: correlação cruzada (CC), que avalia a relação e a defasagem entre as variáveis e o teste não paramétrico seasonal Mann–Kendall, que verifica a ocorrência de tendência, ambas tiveram auxílio do software estatístico R. Para verificar a sinergia da temperatura e a umidade relativa do ar foi calculado o índice de calor. Os resultados apontam, por meio da CC, associação significativa no Lag 2 e ocorrência de tendência de crescimento com significância estatística, tanto na série das internações por IAM como na dos valores do índice de calor. Conclui-se que a relação entre clima e saúde testada é significativa (p-valor ≤ 0,005) e que condições térmicas influenciam nas internações, com dois meses de defasagem, ou seja, ao ocorrer o aumento no índice de calor, após dois meses pode-se aguardar um aumento no número de internações por IAM em Manaus. Espera-se que os resultados desse estudo possam auxiliar na formulação de políticas públicas ambientais e de saúde.
2022-12-06T14:18:40Z
Mandú, Tiago Bentes Dos Santos Gomes, Ana Carla Do Vale, Roseilson Souza dos Santos, Marconio Silva
EPIDEMIOLOGIA DOS ACIDENTES CAUSADOS POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NO MUNICÍPIO DE PATROCÍNIO (MG), BRASIL (2015-2017)
Acidentes por animais peçonhentos são um importante problema de saúde pública e estão incluídos pela Organização Mundial da Saúde na lista de doenças tropicais negligenciadas. O estudo objetivou descrever o perfil epidemiológico do agravo em Patrocínio, Estado de Minas Gerais, Brasil, entre janeiro de 2015 a dezembro de 2017. O estudo é retrospectivo, baseado em dados secundários de vítimas acometidas por acidente com animais peçonhentos, extraídos das fichas de Notificação Compulsória do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Neste período foram registrados 390 casos, a maioria causada por escorpiões (56.9%), seguida por serpentes (15.9%), aranhas (12.8%), abelhas (12,1%), e outros (2,3%). Com relação às vítimas, constatou-se o predomínio de homens (63,8%), em faixa etária economicamente ativa (65,4%), principalmente de zona rural (72,0%). As regiões anatômicas mais acometidas variaram conforme o animal agressor, sendo 98,2% de manifestações locais e 7,4% sistêmicas. A maioria dos acidentes não apresentou relação com trabalho. A maior parte dos acidentes foi considerada leve (92,1%), poucos pacientes necessitaram de soroterapia (15,6%) e 99,5% evoluiu para cura; um caso evoluiu para óbito devido a picadas de abelhas. Este estudo fornece importantes informações regionais atualizadas que são fundamentais para o desenvolvimento de ações de vigilância e controle epidemiológico, além de contribuir para a disseminação de informação a população e adoção de medidas preventivas.
2022-12-06T14:18:40Z
Santos, Arisnágela Vieira Nunes, Ana Luiza Borges de Paula Nunes, Débora Cristina de Oliveira Silva
APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE BEM ESTAR URBANO NOS ÓBITOS POR ASMA EM MANAUS (2006-2015)
A asma é um distúrbio marcado pela hipersensibilidade das vias aéreas  acompanhado por estreitamento e  broncoespasmo.  Considerando-se a importância de desenvolver estudos e obter  informações acerca desta doença, realizou-se um estudo de série  temporal dos óbitos  entre os anos de 2006 a 2015 na cidade de Manaus. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e tabulados, em planilha do Excel®, Posteriormente, os mesmos foram transferidos para o Sistema Informação Geográfica (SIG)  ,gerando mapa de densidade de óbitos. Quanto aos resultados, , ocorreram 137 óbitos  entre 2006 a 2015 com  média anual de 13,7 casos. A frequência de óbitos foi maior em indivíduos  do sexo feminino, com 62% do total de casos analisados. A idade média foi de 55 anos. Do total de casos, 19,2% (n=27) indivíduos apresentavam 75 anos. A análise do  índice de Bem-Estar Urbano (IBEU) apontou  falhas na infraestrutura urbana de Manaus, onde 93% das áreas de ponderação revelaram aumento da densidade de pessoas por dormitório, sendo um fator condicionante no agravamento  da asma. A identificação deste problema desperta a necessidade do planejamento de políticas de saúde pública no contexto dos estudos de Geografia da Saúde em áreas urbanas.
2022-12-06T14:18:40Z
Brito Garganta da Silva, Rafael Esdras Pádua Quirino Ramalho, Antônio de Cardoso dos Anjos, Larissa Cristina Rebello da Cunha Albuquerque, Adorea
EPIDEMIOLOGIA DA DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYIA, ENTRE 2014 A 2016, EM UBERLÂNDIA (MG)
A dengue, a Febre chikungunya e o Zika vírus são importantes arboviroses no Brasil. A ocorrência de Aedes aegypti no município de Uberlândia (MG) foi registrada inicialmente em 1986 e os primeiros casos de Dengue foram notificados no ano de 1993. Nos anos de 2015 e 2016 a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a transmissão de duas novas doenças pelo Aedes aegypti: a febre Chikungunya e o Zika vírus, respectivamente. O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar a situação epidemiológica da dengue, chikungunya e do Zika vírus, dando a conhecer a distribuição espacial e sazonal, a faixa etária e sexo dos pacientes, no período de 2014 a 2016, no município de Uberlândia, Minas Gerais. A pesquisa foi feita por meio do levantamento de casos das três doenças no banco de dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No período de 2014 a 2016, foram confirmados 30.584 casos de dengue, 13 casos de cchikungunya e 75 casos de Zika vírus. Os bairros com maior incidência de dengue e chikungunya estão localizados no Setor Leste e os casos de Zika no Setor Norte. O mês de abril apresentou a maior taxa de incidência de casos/ 100 mil habitantes nas três doenças. Considerando o perfil epidemiológico, mais de 50% da população afetada pelas três arboviroses foram do sexo feminino com  faixa etária entre 22 a 59 anos de idade.A análise da situação epidemiológica da dengue, Zika e chikungunya em Uberlândia revela um grave problema de saúde pública para grande parte dos municípios do país.A alternativa adotada pelo Município de Uberlândia foi a criação do Observatório da Saúde, cujo objetivo principal foi de apoiar a Vigilância Epidemiológica, com o desenvolvimento de relatórios técnicos e assessoria direta para a tomada de decisão nas ações do Controle Vetorial e da Assistência.
2022-12-06T14:18:40Z
Rodrigues, Elisângela de Azevedo Silva Costa, Iram Martins Lima, Samuel do Carmo
CONTRIBUIÇÃO DO SISTEMA AMBIENTAL URBANO AO ESTUDO DA DENGUE EM IRANDUBA
O presente texto objetivou identificar e analisar a formação de áreas vulneráveis ao risco de dengue produzido no espaço urbano de Iranduba a partir do Sistema Ambiental Urbano (SAU). As alterações na paisagem em decorrência da dinâmica espacial têm sido mais aceleradas, principalmente após a construção da ponte Rio Negro, impactando na valorização e desvalorização de solos urbanos, onde as enfermidades são identificadas, sobretudo nos moradores de baixa renda que moram, em sua grande parte, em áreas vulneráveis. Neste estudo foram realizados levantamentos bibliográficos, trabalho de campo e mapeamento das áreas. A problemática foi fundamentada no SAU, por se caracterizar pela abordagem sistêmica aos problemas socioambientais urbanos. Os resultados mostraram que as áreas vulneráveis ao risco de dengue são formadas em decorrência da constituição de moradias em áreas expostas as transformações ambientais, como a enchente; e em áreas com precariedades de estruturas urbanas, como a ineficácia e/ou ausência de saneamento básico (abastecimento de água, coleta de lixo, rede de esgoto) e serviços básicos como a saúde e educação ambiental, construindo particularidades de riscos e vulnerabilidades socioambientais à dengue no contexto urbano de Iranduba.
2022-12-06T14:18:40Z
Almeida, Rayane Brito de Castro, Marcela Beleza de
MOBILIZAÇÃO SOCIAL E MONITORAMENTO DE VETORES EM MICROTERRITÓRIOS, POR MEIO DE OVITRAMPAS: Conquistas e desafios
Este trabalho resulta de um Projeto "Mobilização comunitária e contribuições de agentes ambientais, enquanto estratégias de Promoção da Saúde com Escolas Municipais Rurais, Uberlândia (MG)", que propôs a mobilização social no monitoramento de vetores, por meio de ovitrampas, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTM) e Escolas Rurais do Município de Uberlândia/MG, dentro de práticas de Vigilância Ambiental, sob a coordenação dos Cursos Técnicos Controle Ambiental e Meio Ambiente, Escola Técnica de Saúde (ESTES), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Sabe-se que há uma degradação ambiental que proporciona a disseminação arbovírus e seus patógenos, transmitidos ao homem e a outros animais, intensificando problemas de saúde pública, de uma área restrita para um problema regional, em especial, Dengue, Febre Chikungunya, Febre Amarela, Mayaro, Roccio e Febre Zika. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir resultados da mobilização social e monitoramento de vetores em microterritórios, por meio de ovitrampas. A metodologia adotada para monitoramento dos vetores se deu a partir da instalação de ovitrampas, análise das palhetas em lupas no laboratório, quantificando dos ovos em viáveis, eclodidos e danificados. Realização de atividades como mobilização social, por meio de desenhos e/ou escritas, como percepção e representação ambiental, sobre vetores e seus ciclos, as doenças e os cuidados ambientais, enquanto estratégias da Promoção da Saúde. No IFTM (2014/2015) as palhetas detectaram 13.505, 10.132 viáveis, 1.811 eclodidos e 1.567 danificados. A relevância deste trabalho se dá no monitoramento de vetores por meio da mobilização social e ovitrampas. As ovitrampas foram eficientes, detectaram em diferentes períodos sazonais a presença dos arbovírus e possibilitaram a todos um maior entendimento e diálogo da importância do monitoramento dos vetores e dos diálogos nos cuidados ambientais. Precisamos acreditar na Promoção da Saúde para que possamos modificar estilos e modos de vida de determinados grupos sociais que, no contexto dos territórios, são e estão mais vulneráveis aos impactos das doenças transmitidas por arbovírus.
2022-12-06T14:18:40Z
Oliveira, João Carlos de Silva, Arcênio Meneses da Santos, Douglas Queiroz Coutinho, Ednaldo Gonçalves Fernandes, Paulo Irineu Barreto Lima, Samuel do Carmo
RESENHA DO LIVRO AS DUAS FACES DO GUETO
O livro As duas faces do gueto, de Loïc Wacquant, editado pela Boitempo e publicado em 2008, apresenta ao leitor uma análise aprofundada sobre o termo gueto na medida em que trata sobre as novas formas de marginalidade urbana, da divisão étnica e da ação do Estado, tendo como recorte para suas análises algumas metrópoles do primeiro mundo. O livro é composto por nove textos que foram escritos entre os anos de 1992 e 2001, em diferentes situações, e revisados para sua entrada no livro.
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Morimitsu, João Carlos Batista