Repositório RCAAP
EQUIDADE NO USO DE SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS ENTRE ADOLESCENTES BRASILEIROS: UMA ANÁLISE MULTINÍVEL
O estudo teve por objetivoavaliar se o uso dos serviços odontológicos no SUS entre adolescentes brasileiros favorece a equidade. Foram utilizados dados de 4654 adolescentes (15-19 anos) participantes do levantamento SB Brasil 2010 e dados contextuais relativos à municípios. A variável dependente foi o tipo de serviço odontológico utilizado (SUS/ Outros serviços). Regressão logística multinível foi realizada. A prevalência do uso dos serviços odontológicos no SUS foi de 46,8%. O uso do SUS mostrou-se associado aos determinantes contextuais IDHM e média de escovação dental, e aos fatores individuais anos de estudo, renda, cor da pele, tempo e motivo do uso, presença de dentes cariados, presença de dentes perdidos, satisfação com dentes e boca e avaliação da consulta. Condições mais vulneráveis foram associadas ao maior uso no SUS. Assim, a equidade vem sendo alcançada no uso de serviços odontológicos no SUS.
2022-12-06T14:18:40Z
Oliveira, Renata Francine Haikal, Desirée Sant´Ana Carreiro, Danilo Lima Silveira, Marise Fagundes Lima Martins, Andréa Maria Eleutério de Barros
ANÁLISE E ESPACIALIZAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE DENGUE NA MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA DE ANÃPOLIS-GO, PERÍODO DE 2010-2016
A dengue é concebida como um dos principais desafios da saúde pública mundial. Objetivou-se analisar a incidência da dengue na microrregião geográfica de Anápolis, Estado de Goiás, Brasil; para o período que compreende os anos entre 2010 e 2016. Realizou-se uma pesquisa observacional, quantitativa, descritiva e exploratória. Foram obtidos dados junto à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Estado de Goiás - SES-GO, ligada também ao Banco de Dados do Sistema Único de Saúde - DATASUS. Os dados compreendem as manifestações clínicas da dengue registradas no CID-10, sendo elas: Dengue Clássica, Febre Hemorrágica de Dengue e Dengue com Complicações. O coeficiente de incidência de dengue para os municípios foi calculado, permitindo a estratificação em classes de frequência, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde - OMS, adicionando-se uma categoria, relativa às "altíssimas incidências". A Microrregião de Anápolis chegou a apresentar 17.400 casos no ano de 2016. Os resultados demonstraram que a dengue se comportou de maneiras distintas entre os anos de 2010 e 2016. Durante todo o período analisado, os dados acusam situação epidêmica, isto é, com coeficientes muito acima dos limites considerados dentro do padrão de controle e/ou normalidade da OMS. A análise da situação da dengue na Microrregião de Anápolis revela um grave problema de saúde pública para a grande maioria dos municípios presentes na área de estudo, o que demonstra a importância da observação pelos gestores de saúde de que os altíssimos índices registrados endossam a necessidade de reavaliar políticas e métodos de controle da doença e do vetor.
2022-12-06T14:18:40Z
Nascimento, Fernando Honorato Pedroso, Leonardo Batista
CARACTERIZAÇÃO DA ESQUITOSSOMOSE MANSÔNICA E SEUS VETORES EM ÁREAS DE FOCO NO ESTADO DE SERGIPE, NORDESTE DO BRASIL
A esquistossomose é uma enfermidade parasitária causada por platelmintos do gênero Schistosoma que estão presentes nas veias mesentéricas dos hospedeiros definitivos. Trata-se de uma doença de distribuição mundial considerada um grande problema de saúde pública. Devido à importância da doença, objetivou-se caracterizar os casos de esquistossomose e seus vetores em áreas de foco no estado de Sergipe, Nordeste do Brasil. Para tanto, coletou-se dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde de seis municípios do estado de Sergipe entre Janeiro de 2001 e Fevereiro de 2015, confirmando os casos através de exame coproparasitológico. Dos 1.366.903 exames realizados, 10,29 % foram positivos para presença de ovos de S. mansoni. Sendo, 80,71% eram dos municípios localizados no Leste e 19,29% no Agreste Sergipano, apresentando uma média de 9.380 casos/ano. Com base nos resultados, conclui-se que houve um aumento no número de ocorrências no estado de Sergipe nos últimos 10 anos, sendo a esquistossomose mansônica e seus vetores um grande problema atual de saúde pública, principalmente nos municípios localizados em áreas que circundam a faixa litorânea do estado. Além disso, demonstra que as medidas profiláticas adotadas no Estado não estão sendo eficazes para o controle desta enfermidade parasitária.
2022-12-06T14:18:40Z
Lima, Victor Fernando Santana López, Irma Yaneth Torres Bezerra, Taynar Lima Lima, Bruno Natan Santana Santos, Joanna Kayone Santana dos Ramos, Ingrid Carla do Nascimento Cruz, Nadine Louise Nicolau da
LEVANTAMENTO DE RATOS, MORCEGOS, POMBOS E COBRAS PELO SETOR DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS - MG
Alterações no ambiente provocadas pela urbanização podem favorecer o estabelecimento e proliferação de animais sinantrópicos. Estes podem ocasionar uma série de problemas sociais, econômicos e de saúde pública. Este estudo teve como objetivo analisar as notificações recebidas pelo Setor de Vigilância Ambiental no município de Divinópolis - MG, nos anos de 2011 a 2013, no que se refere a ratos, morcegos, pombos e cobras. No período avaliado foram registradas 1.261 notificações, sendo 1.107 (87,7%) relacionadas à ocorrência de ratos, 69 (5,5%) de morcegos, 64 (5,1%) de pombos e 21 (1,7%) de cobras. De modo geral, verificou-se um maior número de registros para as áreas centrais do município, com exceção dos morcegos e cobras. Os resultados evidenciam a relevância do problema especialmente no que se refere aos riscos à saúde da população, principalmente em função das doenças que podem ser transmitidas por ratos, pombos e morcegos.
2022-12-06T14:18:40Z
Fonseca, Alysson Rodrigo Rocha, Bruna Fonseca Pereira, Márcio Henrique Silva, Daniel Almeida Sousa, Fabrízio Furtado
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DOS CASOS DE DENGUE E SUA RELAÇÃO COM AS CONDIÇÕES SOCIOAMBIENTAIS EM ESPAÇOS URBANOS: OS CASOS DE JOÃO PESSOA, CABEDELO E BAYEUX, NO ESTADO DA PARAÍBA - BRASIL
Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição espacial dos casos de dengue nos espaços urbanos dos municípios de João Pessoa, Cabedelo e Bayeux, associando os ambientes urbanos com as áreas de maior ocorrência dessa doença. Os casos confirmados de dengue foram obtidos nas Secretarias Municipais de Saúde de João Pessoa, Cabedelo e Bayeux, através do Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN), referente aos casos registrados entre 2011 e 2014. Os resultados da análise de ocorrência dos casos foram produzidos a partir de técnicas de geoprocessamento e interpolação espacial (Kernel), além de trabalhos de campo nos locais de maior concentração de dengue. Os bairros com maiores quantidades de casos em João Pessoa foram: São José, Mandacarú, Jaguaribe e Grotão. Os bairros com mais notificações em Cabedelo foram: Centro, Recanto do Poço, Renascer e Parque Esperança. No município de Bayeux, a área com a maior ocorrência de dengue foi no bairro Imaculada. Em todos esses bairros foi percebida uma grande quantidade de resíduos sólidos expostos, que servem de criadouros para o mosquito Aedes Aegypti, além da baixa atuação dos serviços de limpeza urbana. Esses fatos tornaram-se as principais evidências do problema de saúde pública, na área de estudo, relacionado à dengue.
2022-12-06T14:18:40Z
Américo Pereira de Almeida, Caio Marques da Silva, Richarde
FATORES ASSOCIADOS À INCAPACIDADE FÍSICA DE CASOS NOVOS DE HANSENÃASE EM PAÇO DO LUMIAR-MA, 2006-2015
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa importante, principalmente pelo seu alto poder incapacitante. Se não diagnosticada e tratada oportunamente, o paciente pode evoluir com diferentes tipos e graus de incapacidades físicas. O objetivo desse estudo foi analisar os fatores associados a incapacidade física em casos novos de hanseníase notificados em Paço do Lumiar-MA, no período de 2006-2015. Foram analisados 189 casos registrados no banco do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A análise estatística foi realizada no software R 3.3.1. Na análise bivariada, observou-se associação estatisticamente significativa entre escolaridade (p=0,024) e classificação operacional (p=0,026) com incapacidade física no diagnóstico. O modelo de regressão logística múltipla mostra que o risco do indivíduo ter incapacidade física no diagnóstico está relacionado com faixa etária de 15 anos ou mais (OR: 4,84; IC95%: 1,26-25,62), raça/cor branca (OR: 3,08; IC95%: 1,36-7,32) e preta (OR: 2,87; IC95%: 1,04-8,01), analfabeto (OR: 7,39; IC95%: 1,75-39,09), procedência urbana (OR: 4,76; IC95%: 1,28-19,59) e classificação operacional multibacilar (OR: 4,38; IC95%: 2,02-10,08) têm maior probabilidade de apresentarem algum grau de incapacidade física no diagnóstico. Os resultados contribuem para dar subsídio aos projetos dos gestores e formuladores de políticas de saúde para inovação e reorganização dos sistemas de saúde no enfretamento desse agravo.
2022-12-06T14:18:40Z
Cardoso Portela, Nytale Lindsay Leal de Sousa, Paulo Henrique Leite de Melo, Lúcia Nayara
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CASOS DE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ, ENTRE OS ANOS DE 2011 E 2014
A leishmaniose visceral (LV) é a mais grave forma clínica na apresentação entre as leishmanioses e na América do Sul, o cão (Canis familiaris) apresenta-se como a principal fonte de infecção em um ciclo antropozoonótico. Seu perfil epidemiológico apresentou modificação a partir da década de 80, alterando-se de rural para urbano. No ano de 2011, pode ser evidenciada a emergência urbana da doença na região central da cidade do Rio de Janeiro, com aglomerados de casos caninos, especificamente no bairro do Caju, além de o município apresentar áreas de endemismo histórico na zona oeste. Dessa forma, essa pesquisa visou caracterizar o panorama da leishmaniose visceral canina (LVC) no território, a partir do georreferenciamento dos casos positivos entre os anos de 2011 a 2014, referentes aos resultados laboratoriais dos inquéritos sorológicos caninos realizados pela Unidade Paulo Darcoso Filho (UPDF). O bairro de Campo Grande apresentou o maior número de animais reagentes (n=121) seguido do bairro do Caju (n=95). Considerando-se o número de coletas realizadas, o Caju obteve a maior frequência de animais positivos, com 27,7% (95/374), seguido por Campo Grande com 25.5% (121/1076). Quanto ao uso do solo, o bairro do Caju possui uso predominantemente urbano enquanto que as regiões de transmissão histórica são áreas de floresta e floresta alterada. Os resultados apontam para o alto grau de positividade em um bairro com circulação recente do parasita. Com os dados obtidos, este estudo propõe uma maior sistematização nas coletas pela vigilância epidemiológica do município, priorizando bairros onde há maior número de animais positivos assim como aqueles que apresentem características ambientais semelhantes, de forma a serem áreas de transmissão em potencial.
2022-12-06T14:18:40Z
de Castro, Carla Oliveira Bello de Vasconcelos, Tassia Cristina Caldas dos Santos, Jefferson Pereira Figueiredo, Fabiano Borges
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DE PRÁTICAS DE ENFERMAGEM NA PERSPECTIVA DE ESTUDANTES DE UM CURSO TÉCNICO
O presente estudo aborda o sistema de avaliação utilizado para checar a aprendizagem de alunos ingressantes em um Curso Técnico em Enfermagem, da rede pública federal de ensino, referente a técnicas básicas na subfunção de práticas integradas I. O interesse por pesquisar este tema teve sua origem em frequentes queixas de estudantes deste curso quanto à insegurança e ao estresse gerado pela ansiedade, provocada pelo medo de errar e de fracassar, levando-os a uma possível reprovação. Diante disso, este estudo teve como objetivos analisar as influências do processo de avaliação dessa subfunção, realizada no ambiente de laboratório, sobre os estudantes do referido curso e quais as implicações dessa modalidade de avaliação em sua formação e motivação para aprender. Contextualizado no âmbito da pesquisa qualitativa, utilizou-se como referencial teórico a análise de conteúdo de Bardin. A amostra foi constituída por 17 estudantes do segundo período do curso, cujo número de participantes foi definido pela saturação nas respostas a um roteiro de entrevista semiestruturado. Os resultados apontam, entre outras questões, a necessidade de formação continuada dos educadores, que possibilite o diálogo permanente e a ressignificação do que seja avaliar.
2022-12-06T14:18:40Z
Lemos Stutz, Beatriz Cafer de Oliveira, Clélia Regina de Sousa Martins, Rosa Maria Fabricio dos Santos, Rosemeire
A ESTIAGEM E AS INTERNAÇÕES POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM PORTO VELHO (RO) - PERÍODO 2010 - 2015
As doenças respiratórias representam hoje uma das maiores causas de mortalidade por doenças no Brasil e no mundo. Localizado na porção meridional da Amazônia, o município de Porto Velho fica em uma região com alto índice de pluviosidade, sobretudo durante os meses de novembro a abril, já em junho, julho e agosto ocorre o período mais seco do ano. A baixa umidade relativa do ar e as altas temperaturas dessa época podem provocar consequências sobre a saúde e o bem estar da população. Este trabalho busca compreender a relação entre as internações por doenças respiratórias e o comportamento da temperatura e a umidade relativa do ar em Porto Velho (RO) no período de 2010 a 2015. Os dados meteorológicos utilizados pertencem à rede de observações meteorológicas da Aeronáutica - REDEMET. Já os dados epidemiológicos foram coletados junto ao banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As análises demonstraram que o maior número de internações quase sempre ocorre em março e abril. Esse dado rejeita a hipótese de que o período da estiagem se destacaria no registro de doenças respiratórias na região.
OS CASOS DE HANSENÍASE E A VULNERABILIDADE SOCIAL NO MUNICÍPIO DE NATAL, RN, BRASIL: ANÁLISE DAS OCORRÊNCIAS E DAS ÁREAS DE RISCO À SAÚDE PÚBLICA
O presente trabalho aborda a relação entre os casos registrados de Hanseníase e o cenário social do município de Natal, Estado do Rio Grande do Norte - RN, Brasil destacando as áreas mais vulneráveis e que podem apresentar riscos à saúde pública. Foi feito um recorte temporal de 2010 a 2015 e as ocorrências foram georeferenciadas com a ferramenta Street View, do programa Google Earth, tomando como base o local de moradia do paciente. Foi também analisado o perfil dos pacientes, buscando avaliar qual o maior grupo afetado. Para analisar o cenário social do município foi elaborado um índice de Vulnerabilidade Social, classificando a vulnerabilidade em muito baixa, baixa, média, alta e muito alta. Posteriormente, as ocorrências da doença foram sobrepostas ao cenário social do município e realizou-se uma correlação espacial, com auxílio do SIG ArcGis. Como resultado, foi constatado que o número de casos é mais elevado em setores censitários que apresentam vulnerabilidade social alta ou muito alta, assim como em bairros que possuem maiores quantidades de setores censitários com vulnerabilidade social, igualmente, alta ou muito alta. Logo, em Natal/RN, é possível afirmar que a Hanseníase é uma doença infectocontagiosa que possui íntima relação com a vulnerabilidade social e com as condições de vida da população.
2022-12-06T14:18:40Z
Cruz da Silva, Letícia Queiroz de Almeida, Lutiane
O FENÔMENO DE EXPANSÃO DAS CLÍNICAS MÉDICAS POPULARES: RESSIGNIFICAÇÃO DO BAIRRO CENTRO EM FORTALEZA - CEARÁ
As pesquisas na área da Geografia da Saúde são de ampla relevância para a análise das transformações socioespaciais, motivadas pela dispersão e concentração dos serviços e equipamentos de saúde. Portanto, o presente artigo tem o propósito de analisar as transformações ocorridas no bairro Centro em Fortaleza - Ceará, após a inserção das clínicas médicas populares na década de 1990. Para um melhor entendimento da dinâmica do bairro e das clínicas médicas, foram realizados trabalhos de campo com a aplicação de questionários direcionados aos responsáveis pelas 32 clínicas existentes no local. Foi constatado que a presença das clínicas médicas populares foi responsável por mudanças significativas no Centro. O bairro, que era predominantemente comercial, transformou-se em um polo prestador de serviços da saúde de cunho popular. A permanência das clínicas médicas populares está diretamente vinculada ao interior do Ceará, pois é justamente a população dos municípios do interior do estado a base de sustentação dos estabelecimentos de saúde. De modo geral, observou-se que as clínicas direcionadas à população menos privilegiada economicamente impulsionaram de forma simultânea a ressignificação da Praça do Passeio Público e a valorização da área do entorno, através das novas formas de ação e das mudanças de função do local.
2022-12-06T14:18:40Z
Godoy, Claudiana Viana da Silva, José Borzacchiello
A ALOPECIA AREATA E SUA RELAÇÃO COM A GEOGRAFIA E A PROMOÇÃO DA SAÚDE
A Alopecia Areata (AA) caracteriza-se pela perda súbita dos pelos do corpo, em especial da cabeça, essa falta de pelos se apresentam em formas arredondadas ou ovais. Esta doença é considerada como auto-imune pelos médicos, portanto, mais relacionada à genética, poderia ser associada à Geografia e à Promoção da Saúde? A partir desses questionamentos este trabalho tem como objetivo discutir a relação da Alopecia Areata com a Geografia e a Promoção da Saúde. Os procedimentos metodológicos foram: a) levantamento bibliográfico; b) estabelecimento de relações entre a morbidade e conceitos relacionados à Geografia e; c) associação do entendimento do campo da saúde e geográfico em busca da Promoção da Saúde. Os principais resultados foram: a) A Teoria da História Natural das Doenças e o entendimento da multiescalaridade foram de grande importância para entender de forma mais ampla a AA; b) O estresse é o elemento-chave desta morbidade, devido ser tanto o fator que faz a doença se instalar quanto uma das principais morbidades consequentes; c) O nível do lugar é o que mais interfere na AA. Enfim, este estudo trouxe apenas algumas conexões e sugestões gerais para enfrentamento desta morbidade, havendo muito a ser estudado.
2022-12-06T14:18:40Z
Bezerra Pereira, Martha Priscila
A GEOGRAFIA DO CÂNCER DE MAMA NO NORTE DE MINAS GERAIS: DO DIREITO AO ACESSO À SAÚDE
O câncer de mama é a principal causa de morte em mulheres por câncer, provavelmente porque o diagnóstico ainda é realizado tardiamente. Fato que se agrava quando se trata de regiões onde os baixos indicadores sociais e as iniquidades em saúde se constituem como barreiras no acesso dos usuários aos serviços desse setor, como ocorre no Norte de Minas Gerais. Nesse contexto, esta pesquisa objetivou analisar a dinâmica do câncer de mama na Região Ampliada de Saúde Norte de Minas Gerais, verificando as condições de acesso da população afetada pela doença aos serviços de saúde. Os procedimentos metodológicos utilizados consistiram em pesquisa bibliográfica e documental, mapeamentos, registros iconográficos, visitas técnicas nas unidades de assistência oncológica da região para coleta de dados, observação in loco, aplicação de questionários à mulheres em tratamento para o câncer de mama e entrevistas com profissionais de saúde que atuam no setor oncológico. Em relação ao acesso aos serviços de saúde, percebe-se que os baixos indicadores sociais e as grandes distâncias percorridas pelos doentes em busca de tratamento, aliados à falta de informação, tem contribuído para agravar o quadro da doença na região. Apesar da existência de políticas públicas de saúde para o controle, prevenção e diagnóstico precoce da doença no Brasil, estas não são totalmente eficazes, havendo a necessidade de ampliação das ações e programas de prevenção e rastreamento precoce e de divulgação das informações sobre a importância destas práticas.
2022-12-06T14:18:40Z
Oliveira Alves, Mônica Muniz Magalhães, Sandra Célia
A INSERÇÃO DAS REGIÕES DE SAÚDE NA REDE URBANA: UM ESTUDO DA DINÂMICA SOCIOECONÔMICA PAULISTA (2002 e 2012)
Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo apresentar a dinâmica socioeconômica das Regiões de Saúde do estado de São Paulo segundo sua inserção na rede urbana paulista. Método: Para isso foram analisadas as distribuições do Produto Interno Bruto (PIB) e da população, nos anos de 2002 e 2012, segundo as 63 Regiões de Saúde paulistas, classificadas em quatro categorias de condição de urbanização (Baixa urbanização, Média urbanização, Alta urbanização e Metropolitana) e a inserção dos municípios na Rede Urbana, sem considerar a capital do estado. Resultado: A análise dos dois anos, 2002 e 2012, permite inferir que não está ocorrendo uma desconcentração, nem produtiva nem populacional, no território estadual, mas sim, em alguma medida, um deslocamento da população e da atividade econômica para alguns centros urbanos circunscritos às regiões. Esse fato corrobora a ideia do comportamento inercial no desenho da rede urbana, que faz com que alguns lugares sejam privilegiados, ao longo do tempo, como espaços de atração de investimentos, sobretudo daqueles relacionados com atividades estratégicas e de maior valor agregado. Conclusão: O reconhecimento dessas dinâmicas socioeconômicas nas Regiões de Saúde, que são recortes regionais construídos intencionalmente pela política de saúde pública nacional para promover a regionalização do SUS, pode contribuir para que o planejamento das ações e serviços de saúde pública se contraponha à lógica de concentração territorial que, no processo histórico brasileiro, gerou desequilíbrios regionais e centros urbanos de crescimento desordenado.
A TRAJETÓRIA DA EPIDEMIA DE AIDS NAS MULHERES RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, DE 1983 A 2012
Objetivo: O presente trabalho pretende, por meio de técnicas de geoprocessamento e de análise espacial, descrever a trajetória da epidemia de Aids nas mulheres com 13 anos de idade ou mais residentes no município de São Paulo (MSP), no período de janeiro de 1983 a junho de 2012. Método: Inicialmente foi realizada a geocodificação dos casos de Aids em mulheres, notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), com 95,2% de taxa de geocodificação (20.566 do total de 21.599 casos). A seguir, os casos foram distribuídos segundo as unidades de agregação "áreas de Ponderação". Foi empregado o programa SaTScan para a detecção dos aglomerados geográficos de taxas elevadas de Aids em mulheres, por meio das técnicas de análise de varredura espacial, espaço-temporal e de variação espacial nas tendências temporais, utilizando um modelo discreto baseado na distribuição de Poisson. Resultados: Na análise de varredura espacial, observou-se maior concentração de taxas elevadas da doença na região Norte do município de São Paulo; na análise espaço-temporal, diversos aglomerados foram encontrados, não poupando nenhuma região do município. A técnica de variação espacial das tendências temporais denotou uma tendência de periferização da epidemia no município de São Paulo. Conclusão: Cabe ao SUS o papel de promover políticas públicas de saúde específicas para as mulheres, com priorização daquelas que vivem em áreas com maior exclusão social. A redução das desigualdades sociais e o incentivo à equidade entre os gêneros poderão refletir no fortalecimento da autonomia econômica, cultural, emocional e social da mulher.
2022-12-06T14:18:40Z
Guedes Pellini, Alessandra Cristina Figueiredo Cavalin, Roberta Amorozo Francisco, Marcela Chiaravalloti Neto, Francisco Trevisan Zanetta, Dirce Maria
A (IN)ACESSIBILIDADE AOS SERVIÇOS DE SAÚDE EM DOURADOS - MS: O CASO DOS MORADORES DO LOTEAMENTO DIOCLÉCIO ARTUZI I E II
Aquiescer-se com a realidade socioespacial das cidades na atualidade tem se tornado um exercício cada vez mais inverossímil, devido a banalização da pobreza e das desigualdades alentadas por políticas públicas reversas, cuja implementação visaria equiparar as desigualdades, mas resulta em profundas contradições que agudizam os processos excludentes nas cidades brasileiras. Duas das maiores preocupações da população brasileira habitante da antítese do meio urbano é o "sonho" - que na verdade é um direito - à casa própria e o acesso aos serviços de saúde. Buscando compreender as contradições das políticas públicas setoriais, habitacionais e de saúde, este artigo faz um recorte dessa realidade, ao enfocar o acesso aos serviços de saúde pública na cidade de Dourados pelos moradores dos loteamentos Dioclécio Artuzi I e II, implementados a partir do Programa Minha Casa Minha Vida, na borda urbana sul da cidade, desprovida das infraestruturas sociais e urbanas. Para tal estudo foram realizadas pesquisas bibliográficas em torno das políticas públicas brasileiras e também a aplicação de questionários em Trabalho de Campo no loteamento. Sabe- se que a situação de acesso aos serviços de saúde pública no país é complexa e enfrenta diversos desafios. Localmente, pode-se afirmar que os moradores dos loteamentos analisados não fogem dessa mesma realidade, concluindo-se a percepção de diversos caminhos para a melhora coletiva do uso de recursos públicos, da administração correta das políticas efetivadas e também a necessidade de mudança na forma de se pensar e viver a Cidade, com políticas públicas integradas e efetivas e não isoladas.
2022-12-06T14:18:40Z
Martins de Araújo Irabi, Matheus Maluf Lemes Ferreira, Nágela Bergamin Vieira, Alexandre
ANÁLISE GEOESPACIAL DOS CASOS DE DENGUE E SUA RELAÇÃO COM FATORES SOCIOAMBIENTAIS EM BAYEUX - PB
O estudo teve como objetivo analisar a relação entre a ocorrência de casos de dengue e fatores socioambientais, além disso, buscou-se analisar o comportamento espacial da dengue entre 2011 e 2014 no espaço urbano de Bayeux. Como base metodológica, foi utilizado o coeficiente de Pearso (r) para analisar a correlação entre casos de dengue e fatores socioambientais, e o estimador Kernel para análise geoespacial dos casos de dengue. Também utilizou-se técnicas de SIG para representação cartográfica e como instrumento de gestão em saúde pública. Para efetivação do estudo foram obtidos dados de variáveis climatológicas no ICEA, socioeconômicas no IBGE e epidemiológicas na Secretaria Municipal de Saúde de Bayeux, registradas no Sinan. Os fatores socioambientais que mais se correlacionaram com os casos de dengue foram: umidade do ar, precipitação, moradores em domicílios particular permanente e pessoas responsáveis com rendimento nominal mensal até 3 salários mínimos. Os meses entre abril e agosto apresentaram 348 (76%) casos de dengue e os maiores valores de precipitação e umidade do ar. O bairro Imaculada apresentou a maior densidade Kernel e a maior quantidade de casos de dengue (17,5%), esse bairro também apresentou seu ambiente urbano vulnerável à dengue devido ao descarte inadequado de resíduos sólidos. Ambientes urbanos fragilizados devido ao descarte inadequado de lixo, bairros desassistidos pelos órgãos públicos, com maior adensamento populacional e com elevado número de pessoas vivendo na faixa de renda mais baixa, aliados às circunstâncias climáticas, tornaram-se os principais responsáveis à ocorrência da dengue em Bayeux.
2022-12-06T14:18:40Z
Américo Pereira de Almeida, Caio
APLICAÇÃO DA ANÁLISE MULTICRITÉRIO PARA ESPACIALIZAÇÃO DE CONDICIONANTES DE FOCOS DE AEDES AEGYPTI EM CURITIBA/PR
Entendendo as características ambientais como condicionantes ou limitantes a proliferação de determinadas patologias, entre elas a dengue, esse trabalho, inserido dentro do projeto "Clima Urbano e Dengue nas cidades brasileiras", teve como objetivo especializar as condições socioespaciais favoráveis a ocorrência de focos de dengue em Curitiba-PR. Apesar da cidade não apresentar comportamento epidêmico, casos autóctones foram registrados nos últimos anos. Alguns cenários de mudanças climáticas apontam que a ampliação da faixa de temperatura tropical levaria  a ampliação da área de habitat do Aedes Aegypti, atingindo cidades como Curitiba. Para a construção do mapa, foi utilizado o método da análise multicritério e síntese cartográfica (SAMPAIO, 2012). Com base em dados retirados do Censo de 2010, foi produzido um índice de vulnerabilidade a ocorrência de focos de dengue na escala espacial do setor censitário. Com isso pode-se identificar quais áreas dentro do recorte municipal carecem de mais atenção quanto a dengue, ainda se situações com maior risco climático se efetuarem futuramente.
2022-12-06T14:18:40Z
Arthur Fonseca Lunardon, Kauan
AVALIAÇÃO GEOQUÃMICA AMBIENTAL DO GARIMPO AREINHA: ESTUDO DA CONCENTRAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE METAIS PESADOS NOS SEDIMENTOS E OS DANOS À SAÚDE HUMANA
O garimpo denominado Areinha está inserido na bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha, cujas águas drenam áreas de garimpos que influenciam diretamente na qualidade do recurso hídrico. A área de pesquisa possui uma extensão de aproximadamente 9 km, área que está sob os cuidados da COOPERGADI. A pesquisa analisa os parâmetros para os metais Cu, Ni, Pb e Zn, analisando a concentração e a posterior comparação com a legislação do CONAMA 344/2004, visando inferir um alerta sob os riscos à saúde que da exposição direta a esses metais pode causar na população. Foram coletados 13 pontos, analisados sobre a técnica da espectrometria de absorção atômica por chama (FAAS). Para o Cu, o Ponto 3 Extra, ultrapassa o Nível 1, e o Ponto 1 Extra, excede do Nível 2. Para o Ni, o Ponto 3 Extra, ultrapassa o Nível 1. Para o Pb, seis pontos estão entre o Nível 1 (35,0 mg/kg) e o Nível 2 (91,3 mg/kg), e um ponto ultrapassa o Nível 2. Para o Zn nenhum dos treze pontos violou a legislação vigente. A modificação nas atividades de garimpo, de manuais para mecanizadas, intensificou o impacto ambiental negativo nessa região, devido a necessidade de removerem grandes quantidades de sedimentos para a extração do ouro e diamante.
2022-12-06T14:18:40Z
Dias Araújo, Amanda de Oliveira Freitas, Mariana do Carmo Moura, Lúcio Baggio Filho, Hernando Passos Cambraia, Rosana
CONSIDERAÇÕES SOBRE INTOXICAÇÃO HUMANA POR AGROTÓXICOS NO CENTRO-OESTE BRASILEIRO, NO PERÍODO DE 2008 A 2013
A produção agrícola brasileira, de forma geral, após a Revolução Verde, passou a inserir com maior frequência o uso de agrotóxicos no processo produtivo, tendo como justificativas o controle bioquímico de pragas e o aumento da produtividade. Nesse contexto, a população residente nos espaços rurais e periurbanos passou a ter contato com maiores volumes dessas substâncias químicas. A manipulação inadequada dessas substâncias causa intoxicação em diferentes escalas e pode levar a óbito. Assim, o objetivo desta pesquisa é analisar a espacialidade da intoxicação por agrotóxicos na região Centro-Oeste brasileira, região característica de produção agrícola. Foram coletados dados secundários em bases governamentais para os triênios 2008-2010 e 2011-2013. Esses dados foram tabulados, cartografados e analisados, ou seja, além da revisão de literatura, foi realizada uma análise comparativa espaço-temporal. Também foi utilizada a correlação de Pearson para as variáveis áreas produtivas e número de intoxicados. Os resultados indicam que a intoxicação por agrotóxico ocorre principalmente no bioma Cerrado, em regiões específicas dos respectivos nos estados da federação.
2022-12-06T14:18:40Z
Jorge Ulisses Saraiva Farinha, Maycon Mario Bernardo, Luciana Virginia Archanjo da Mota, Adeir