Repositório RCAAP
Apresentação
Apresentação A presente edição da revista Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios da Universidade Federal de Juiz de Fora reúne contribuições de diversas naturezas. Ao total publicamos onze artigos, seis traduções e uma resenha.No que diz respeito aos artigos, a área de Estudos Clássicos conta com cinco deles. O primeiro, de autoria de Bruna Fernanda Abreu, tem como título “Referências ao teatro nas Filípicas de Cícero e suas implicações para o ethos de Marco Antônio: a atriz de mimo Volumnia Cytheris”. Esse estudo trata da estratégia difamatória de Cícero, nas Filípicas, contra Marco Antônio. Ao analisar trechos dos quatorze discursos que compõem essa obra de Cícero, a autora buscou verificar como as referências à atriz de mimo Volumnia Cytheris aparecem nos discursos e de que modo colaboram para a construção da imagem de Marco Antônio como um personagem cômico ele próprio.Em “Retrospectiva do mito: o Minotauro de ontem e de hoje”, Amanda Naves Berchez e Wellington Ferreira Lima, apresentam, embasados em conceitos benjaminianos, uma reflexão pontual sobre as reescritas do mito do Minotauro em suas variantes antigas. Para observar essas reescritas em autores antigos, como Plutarco e Apolodoro, e em autores modernos, como Jorge L. Borges e Verônica Stigger, os autores buscaram refletir sobre os fenômenos da transmissibilidade e da citação e, ainda, acerca das novas leituras do mito do Minotauro e possíveis significações em novos contextos.Em seguida, apresentamos o artigo “O drama Epeu, de Eurípides”, de Wilson Alves Ribeiro Junior. Nesse texto faz-se uma avaliação dos elementos do mito de Epeu que Eurípides pode ter utilizado para o enredo do drama homônimo. Além disso, o autor apresenta uma tradução, acompanhada de breve comentário, da única possível fonte desse misterioso drama, perdido possivelmente antes de ser preservado na Biblioteca de Alexandria. E, por fim, discute-se a possibilidade de Epeu se tratar de um dos poucos dramas satíricos criados por Eurípides durante a segunda metade do século V a.C.O quarto artigo deste volume é o texto “Tradução do Texto Grego do Horário como Unidade Autônoma do Testamento de Adão”, de autoria de Milton Luiz Torres, Ana Maria Moura Schäffer e Deleon Ferreira de Lima.. Nele, os autores apresentam uma proposta de tradução do texto grego do Horário para o português, que serviu como base para discutir sua autoria. Além da tradução, comentou-se o gnosticismo de Nag Hammadi e fez-se uma comparação breve com a literatura apocalíptica judaica do século I A.D.Em seguida, apresentamos o texto de Matheus Trevizam, intitulado “Os desafios da tradução de textos ‘agronômicos’ latinos”. Neste trabalho, o autor discute alguns dos desafios envolvidos na tradução de textos agrários romanos, relacionados à dificuldade de transpor, para a língua de chegada, as especificidades da linguagem, léxico e estilo dos “agrônomos”. O modo de análise envolveu exame do léxico e do estilo em obras como o De agri cultura, de Catão, e o De re rustica, de Varrão, por vezes em cotejo com os mesmos aspectos encontrados nas Geórgicas.No que diz respeito à área de tradução, os artigos selecionados para o presente número refletem em ampla medida a diversidade das pesquisas e produções em termos de estudos e práticas tradutórias no Brasil. Revela-se aqui não só a fertilidade e amplitude do campo tradutório, mas também – e mais profundamente – a sua configuração enquanto espaço de interação e movimento. A tradução se mostra como um locus privilegiado de estabelecimento de contatos interculturais e transposições de fronteiras.Dentre esses contatos e transposições, alguns foram particularmente contemplados por nossos autores. Primeiramente, vemos sobretudo um profundo questionamento das interações entre teoria e prática. Não por acaso a obra de Henri Meschonnic foi contemplada de maneira mais detida em dois artigos que dialogam em profundidade com a ideia de uma poética do traduzir (enquanto série de princípios e enquanto tendências práticas). O texto de Mateus Roman Pamboukian, “Amanhãs entrelaçados: três traduções de Henri Meschonnic”, inscreve-se de maneira clara nessa encruzilhada, abordando diferentes aspectos da obra literária, tradutória e teórica do autor para propor, por sua vez uma discussão de práticas tradutórias próprias.De maneira similar, o artigo-ensaio de Maria Sílvia Cintra Martins, intitulado “A tradução como procedimento poético de repetição”, parte de uma pesquisa que entrelaça a perspectiva de Meschonnic com a tradução de Lavoura Arcaica, para construir uma perspectiva sui generis do ato de traduzir. Teoria produtora de expressividade e fértil, portanto: aberta a novas contribuições e desenvolvimentos, em constante contato com a poesia, a narrativa e o ensaio.Outra barreira transposta nos estudos aqui reunidos diz respeito às barreiras temporais. Nesse sentido três artigos se destacam. Primeiramente, a análise de Gabriel Contatori e Érico Nogueira (“A recepção e reelaboração de alguns preceitos das poéticas clássicas no Arte nuevo de hacer comedias en este tiempo, de Lope de Vega”) acerca da recepção/transposição/reelaboração de preceitos clássicos na obra de Lope de Vega. Tal perspectiva mostra que a ideia de trazer e deslocar, presentes no verbo traduzir, possuem diversas configurações e se aplicam a processos de recepção complexos.Ponto de vista similar, ainda que mais pontualmente ligado ao estudo de traduções no sentido restrito do termo, é apresentado em duas contribuições ligadas ao século XIX brasileiro. Num estudo acerca dos manuscritos da “A tradução em prosa de Dom Pedro II da tragédia Prometeu acorrentado de Ésquilo”, Ricardo dos Santos traz à tona um momento importante da história da tradução no Brasil, cujo interesse tem sido crescente.Já Juliana Aparecida Gimenes aborda, em seu texto “Olhos nos olhos: Capitu e Conceição, mulheres machadianas em tradução para o espanhol”, importantes temas como reescrita e reimaginação no que toca às personagens femininas machadianas e aos complexos procedimentos de enigma e insinuação que evocam.Por fim, cabe ressaltar a fronteira espacial que se dissolve em nossas duas últimas contribuições. João Paulo Ribeiro, além de propor um texto que entrelaça objetividade e subjetividade, relata, em “Tradução e Xamanismo: Em busca de Vidas Secas pelos caminhos de Ñapirikuli e as Amarunai”, um interessante percurso teórico-mitológico de tradução inspirado em sua tentativa de estabelecer laços entre Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e o nheengatu. Seu texto evoca, em linguagem ritualística e ensaística, por vezes enigmática, os ecos do xamanismo no ato de tradução.Quanto às contribuições na seção de tradução, contamos, primeiramente, com “Pítica 1 de Píndaro”. Nesta submissão, os autores Ricardo Tieri de Brito e Christian Werner apresentam uma tradução para o português da Pítica 1 de Píndaro, acompanhada de uma pequena introdução e notas.Na sequência, em “A história de Egialeu (Efesíacas, V.1): tradução e comentário”, Adriane da Silva Duarte apresenta a tradução dessa narrativa intercalada em Efesíacas ou Ântia e Habrócomes, romance de Xenofonte de Éfeso (II. d.C.). A tradução da passagem é antecedida por uma breve exposição sobre autor e obra e sua discussão.Em meio às traduções de textos antigos, temos uma contribuição que versa sobre um texto em língua moderna sobre o ensino da língua latina. De autoria de Leni Ribeiro Leite e Ariane Ribeiro Santana, a tradução de “Latim ativo: falando, escrevendo, ouvindo a língua” apresenta o artigo, originalmente publicado em 2012, de Milena Minkova e Terence Tunberg. Ali os autores apresentam brevemente sua compreensão sobre a razão do uso do latim na prática pedagógica desta língua clássica não apenas de forma escrita e lida, mas também no que diz respeito à produção oral da língua.O texto a seguir, cujo título é “Proposta de tradução do Discurso em agradecimento ao povo romano, de Cícero”, é de autoria de Gilson Charles dos Santos. Nele, o autor apresenta uma tradução do Discurso em agradecimento ao povo romano, de Cícero e, ainda, breve introdução ao tema tratado pelo orador romano em tal texto.De autoria de Paulo Eduardo de Barros Veiga, o texto “O mito de Orfeu e Eurídice no Livro IV das Geórgicas de Virgílio: tradução e notas” traz uma tradução em prosa dos versos de número 453 a 527 do Livro IV das Geórgicas de Virgílio, em que o mito de Orfeu e Eurídice é narrrado.Livia Lakomi fecha a seção de tradução deste número com “Uma tradução de ‘Nada de não ficção: Pl2658.E8’, de Emily Goedde”, fazendo-nos transitar entre China, Estados Unidos e Brasil – ao mesmo tempo que aborda o gênero híbrido da não-ficção – numa contribuição acompanhada de comentário e entrevista com a autora do texto-fonte.Por fim, apresentamos a resenha, em língua inglesa, de Rodrigo Pinto de Brito ao livro Arcesilao di Pitane: l’origine del platonismo neoaccademico. Analisi e fonti. Philosophie hellénistique et romaine de Simone Vezzoli, lançado em 2016.O conjunto de textos desta edição alia, dessa forma, perspectiva acadêmica e ensaística, bem como práticas de tradução e de crítica. Esperamos que os leitores possam também desfrutar da multiplicidade aqui proposta. Os editoresCarol Martins da RochaYuri Cerqueira dos Anjos
2022-12-06T14:11:54Z
Martins da Rocha, Carol
Skólia: recitation and contest in Greek symposia
This article introduces, transcribes and translates into Portuguese the Greek skolia (a genre of convivial songs executed in the symposia) preserved by Athenaeus of Naucratis in the fifteenth book of his The Learned Banqueters.
2022-12-06T14:11:54Z
Buzelli, José Leonardo Sousa
Vida de Ésquilo: Life of Aeschylus
Apresenta-se a tradução do texto anônimo Vida de Ésquilo, que se encontra nos manuscritos medievais que nos transmitiram a obra restante de Ésquilo. Fruto da colagem de diversas fontes como Aristófanes e as próprias tragédias de Ésquilo, Vida de Ésquilo contribui tanto para reforçar alguns estereótipos da dramaturgia de Ésquilo, quanto para fornecer informações sobre o dramaturgo e seus contextos histórico e cênico.
Os jogos de palavras na tradução: Wordplay in translation
Este trabalho de Jeroen Vandaele, embasado na conceituação teórica de Dirk Delabastita acerca do fenômeno dos jogos de palavras, traz um breve estudo acerca da problemática em que este recurso textual suscita na tarefa tradutória, e como os tradutores podem ser criativos em retextualizar determinada passagem humorística no texto-fonte para a língua-alvo.
2022-12-06T14:11:54Z
Luiz, Tiago Marques
Ars Amatoria, I, 89-134: o rapto das sabinas (tradução): Ars Amatoria, I, 89-134: the rape of the Sabine women (translation)
Tradução poética dos versos 89 a 134 do Livro I da Ars Amatoria de Ovídio, baseada na edição de E. J. Kenney (1995). Meu objetivo foi recriar em versos de 12 e de 10 sílabas efeitos sonoros e poéticos do texto fonte. O excerto traz uma versão do mito do rapto das mulheres Sabinas liderado por Rômulo enfatizando uma atmosfera erótica.
2022-12-06T14:11:54Z
Duque, Guilherme Horst
Tradução do discurso Contra os Sofistas de Isócrates: Translation of Isocrates' "Against the Sophists"
Esta é a tradução do discurso Contra os Sofistas (390 a.C.) do ateniense Isócrates (436 - 338 a.C.), segundo a edição de Engelbert Drerup (Isocratis. Opera Omnia. Hildesheim & Leipzig: Georg Olms Verlag, 1906). Ela é precedida por um breve comentário introdutório a respeito do discurso, bem como de notas sobre a tradução. Ademais, também traduzo, previamente ao Contra os Sofistas, o "argumento de um gramático anônimo" a respeito do discurso, presente na edição de Mathieu & Brémond (Isocrate: Discours. Paris: Les Belles Lettres, 1929).
2022-12-06T14:11:54Z
Lacerda, Ticiano Curvelo Estrela de
Review: OVÍDIO. Arte de Amar. Tradução livre de Foed Castro Chamma. Rio de Janeiro: Calibán, 2009.
O presente trabalho faz breve resenha da tradução da Arte de Amar do poeta latino Ovídio pelo poeta neomodernista brasileiro Foed Castro Chamma, publicada em 2009 pela editora Calibán.
2022-12-06T14:11:54Z
Gonçalves, Willamy Fernandes
Cartas de Plínio o Jovem – seleção temática: Letters from Pliny the Younger - a thematic approach
Dos 10 livros que compõem a correspondência de Gaio Plínio Cecílio Segundo, ou Plínio, o Jovem (61-114), 9, publicados entre 97 e 109, caracterizam-se pela variedade genérica, temática, elocutiva e de destinatário. Nessas 247 epistulae curatius scriptae, como o próprio Plínio as denomina (Ep. 1.1), encontramos testemunhos sobre a vida social, política e financeira da Roma Imperial, bem como o posicionamento do autor acerca de temas como a infância, filosofia, poesia, ensino e tradução. Êmulo de Cícero, cuja admiração atesta em diversas passagens, contemporâneo e interlocutor de Marcial (38-104), Tácito (56-117) e Suetônio (56-117), seguidor de Quintiliano, de quem fora discipulus, Plínio nos convida a observar e admirar sua interação com seu círculo de familiares, letrados, eruditos, escritores, senadores, entre outros. Como amostragem desse universo eclético tratado pelo autor, elaboramos traduções de cartas selecionadas ao longo desses 9 livros, cujos assuntos recorrentes, quando tomados em conjunto, dialogam intertextualmente entre si, complementando-se e contrapondo-se, produzindo novos significados.
2022-12-06T14:11:54Z
Matos, Marly de Bari Scatolin, Adriano
Sexto Empírico e os animais: tradução espelhada do primeiro tropo de Enesidemo (Esboços Pirrônicos I, 36-79.1): Sextus Empiricus and the animals: Greek-Portuguese translation of the first mode of Aenesidemus (Pyrrhonian Discourses I, 36-79.1)
O texto que se segue é uma tradução bilíngue e espelhada de Esboços Pirrônicos I, 36-79.1, do médico e filósofo cético pirrônico Sexto Empírico (II-III d.C.) Os passos traduzidos dizem respeito ao primeiro tropo de Enesidemo, em que são comentadas e comparadas as idiossincrasias dos animais quanto aos seus órgãos dos sentidos, de modo a levar à conclusão de que não há critérios para preferir entre determinadas percepções em detrimento de outras, seguindo-se a suspensão de juízo.
2022-12-06T14:11:54Z
Brito, Rodrigo Pinto de
The proposal of a glossary of Latin toponyms in Brazil
We aim to present the process of elaborating a glossary of Latin toponyms in Brazil, based on data collected in “Historia navigationis in Brasiliam” (LÉRY, 1586). The construction of a specific glossary (BORBA, 2003) aims to make easier the work of those who deal with rare works, researchers and historians who deal with the works or subjects covered in the lexicon presented with the glossary. We will present the preliminary studies that are necessary and relevant in the process of elaboration of the proposed glossary with the data researched in the mentioned work.
2022-12-06T14:11:54Z
Pestana Silva, Lucia Frohwein de Salles Moniz, Fábio
Reflexões sobre a recepção da medicina na obra de Plínio o velho: Reflections on the reception of medicine in the work of Pliny the Elder
Romans, since their origins, had subsidies of a domestic medicine. Medicine, however, had for years evolved into science in Greece – according to Canali (2001), we can establish the “birth of science” in the 6th century B.C. –, and, when it came to Rome, it encountered some resistance to establish itself there. We intend to show how the reception of medicine occurred since its arrival at Rome, around the 3rd century B.C., until Pliny’s time and how it linked itself with ancient domestic treatments, by using Pliny’s Natural History, which is the most complete source for the studies of Romans’ history of medicine. In addition, the works of Doody (2011), Miglioni (1997), and Van der Eijk (1999) deepen Pliny’s relationship with medicine.
2022-12-06T14:11:54Z
Vieira, Ana Thereza
Terentianus Maurus’ Ars grammatica
This paper comments the treatise Terentianus de littera, de syllaba, de pedibus, by Terentianus Maurus. The old grammarian wrote his work in verse form and varyed it. By means of John Langshaw Austin (1990) studies about performance, this paper discusses main features of the treatise and aims to present through examples its distinctvinesses.
2022-12-06T14:11:54Z
Maia Pereira de Jesus, Isabela
Eroticism in Nonnus of Panopolis’ Dionysiaca
The Bucolic Hellenistic poetry, present in the Idylls of Theocritus, narrates the romantic failures in a rustic environment, and Nonnus imitates the characteristics of this type of poetry in Dionysiaca’s XV book. The present article aims to establish the emulated passages of the Idylls I, III, VII, XI and XXX in the Dionysiaca, and to analyze the themes, structures and formulas that Nonnus uses from the Hellenistic poet to compose his work. In this way, it was possible to determine how Bucolic poetry influences love in Nonnus’ epic poetry and is one of the elements assimilated to form the ποικιλία represented in Dionysiaca.
2022-12-06T14:11:54Z
de Lima, Paulo Henrique Oliveira
Intertextuality and metapoetry in Petronius’ Satyrica
Intertextuality is widely utilized by Petronium as an extra resource for the construction of an image of a decadent society, once the configuration and characterization of each character are made in such way as to lead the reader to confusion and reflection. Based on these precepts, which are raised by Bakhitin's contributions on intertextuality, we will make a reading of Petronium's work under the influence of intertextuality to verify its metapoetic construction process and its contributions to the literary criticism.
2022-12-06T14:11:54Z
Marasco Franco, Simone Sales
A memory example taken from Latin inscriptions in Rio de Janeiro: the Chafariz das Marrecas
This article intends to examine a practical example about the construction of memory in Rio de Janeiro's Latin inscriptions. In order to reach this purpose, we made use of Le Goff (1990), Assmann (2008) and D’Encarnação’s (1996) articles, which contribute to think about memory in the cities’ history. As an example, we will analyze the role of the Latin inscription at the ancient Chafariz das Marrecas, besides presenting some linguistic, historical and cultural comments.
2022-12-06T14:11:54Z
Oliveira Nascimento Julião, Danilo
The Latin nominal system in the Rudimenta Grammatices, by Niccolò Perotti
This article aims to explore the Latin nominal system in the Rudimenta Grammatices, by Niccolò Perotti (Rome, 1475), in order to reflect on Latin teaching in Italian Renaissance, and to restore linguistic ideas included in this compendium. For this purpose, we compare Perotti’s nomenclature with that one employed by Servius, Priscianus and Donatus, authors who wrote at Late Antiquity and whose works were used to teach Latin during Middle Ages. Then, we will propose a short discussion about points of rupture and continuity between the Latin taught in the Middle Ages and in the Renaissance.
2022-12-06T14:11:54Z
Ribeiro da Silva, Marcelle Mayne Moniz, Fábio Frohwein de Salles
University extension programs and the educational formation: a rich interchange of knowledge between school and university
The objective of this paper is to discuss the importance of universities’ extension programs and its contribution to educational formation. We seek to demonstrate in which ways how extension promotes possibilities for teachers in training to stay in touch with the school environment, as it approachs the university and the community and provide transformative experiences for everyone involved in the process. In order to prove these results, we will present some of the activities performed by the classical studies extension program “Contos de Mitologia”, in FALE/UFJF.
2022-12-06T14:11:54Z
Souza Veiga, Mariana Azevedo, Bárbara Belli, Isadora Sousa, Fernanda
Dialetic and tékhnē in Plato’s Cratylus: Dialetic and tékhnē in Plato’s Cratylus
In this article, we evaluated the notion of tékhnē in three contexts of the Cratylus, which allows us to identify three nuances associated with the term: 1. as a “know how” intermediated by an instrument (388e-389a); 2. as the possession of a noetic knowledge, in the moment of the etymological analysis of this word (414b-c) and 3. as the art of representing things through their names (428a-440e). Our point is to show these meanings not as something disconnected and fragmentary, but that they are developed within the dialectical movement of this dialog itself.
2022-12-06T14:11:54Z
Brinati Furtado, Daniela da Silva Fortes, Fábio
Consciousness and decision in Iliad: a discussion on Julian Jaynes’ hypothesis
Through the analysis of the Iliad characters decision-making scenes, this paper aims to discuss Julian Jaynes’ hypothesis, according to which, in the Homeric period, there were not words or expressions for modern concepts as subjective consciousness, volition or for the body as a whole, since such concepts would only emerge much later in the history of human nature. In light of the above, this paper intends to discuss Jaynes’ hypothesis.
2022-12-06T14:11:54Z
Pereira de Almeida, Christiano
Apresentação
Apresentação Neste segundo número do ano de 2018, a revista Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios da Universidade Federal de Juiz de Fora apresenta a seus leitores 12 contribuições. Seguindo a tradição e a preocupação editorial da revista em articular estudo e práticas no que diz respeito às àreas de Estudos Clássicos e Tradutório, a revista se divide em duas seções: artigos e traduções.Na seção de artigos, a área de Estudos Clássicos conta com o texto “O aidós de Clitemnestra: política e poder no Agamêmnon de Ésquilo”, de autoria de Tiago Irigaray. Nele o estudioso discute, com ênfase na questão do gênero, o modo como a relação de Clitemnestra e o poder político é representada ao longo da trilogia Oresteia, com especial atenção à peça Agamêmnon, que retrata uma cultura que nega à mulher tal aspecto.Os estudos tradutórios contribuem para o número com dois artigos voltados para realidades linguísticas e percursos teóricos bastante distintos, trazendo à tona a tradução como lugar de diversidade e alteridade. Em “A pál utcai fiúk: um olhar discursivo sobre as modalidades tradutórias nas traduções da obra em inglês e português”, Evandro Oliveira Monteiro se debruça sobre as traduções brasileira e norte-americana da obra do autor húngaro Ferenc Molnár. O estudo traz um olhar discursivo e comparativo para entender os aspectos de domesticação e imaginários envolvidos no trabalho de tradução e no texto que dele resulta. Já o artigo de Jacquelin Ceballos Galvis, intitulado “La traducción de un testimonio imposible”, aborda, sob um olhar múltiplo – unindo filosofia, psicologia e história –, a ambiciosa associação entre o trabalho tradutório e aspectos do testemunho, aproximando os dois conceitos no intuito de trazer nova luz sobre ambos e mostrar como eles são capazes de se se ressignificarem mutuamente.Na seção de traduções, foram cinco contribuições da área de Estudos Clássicos. Na primeira delas, “Cartas de Plínio o Jovem – seleção temática”, Adriano Scatolin e Marly de Bari Matos apresentam uma antologia de 21 cartas selecionadas dos 10 livros de epístolas de Plínio, o Jovem dedicadas a diferentes destinatários. A organização de tal antologia é baseada no intertexto que se estabelece entre as epístolas a partir de temas variados, como, por exemplo, a questão do ócio ou da morte prematura ou imerecida.Já a tradução de “Vida de Ésquilo”, feita por Marcus Mota, traz outra contribuição relacionada ao tema do teatro neste número da revista. O estudioso propõe uma tradução do texto anônimo, que se encontra nos manuscritos medievais que nos transmitiram a obra de Ésquilo. Tal texto é fruto da colagem de diversas fontes como Aristófanes e as próprias tragédias de Ésquilo e foi importante não só para construção de certo éthos desse dramaturgo, como para fornecer informações sobre o contexto histórico e cênico em que ele produziu sua obra.Guilherme Horst Duque, em “Ars Amatoria, I, 89-134: o rapto das sabinas (tradução)”, oferece uma tradução poética, em versos de 12 e de 10 sílabas, que busca recriar efeitos sonoros e poéticos do mencionado texto de Ovídio, em que se narra uma das versões do mito do rapto das mulheres Sabinas liderado por Rômulo.Duas traduções dizem respeito a textos escritos em grego antigo, mas de diferentes épocas. O primeiro deles, de autoria de Ticiano Curvelo Estrela de Lacerda, intitulado “Tradução do discurso Contra os Sofistas de Isócrates”, apresenta não só a tradução do mencionado discurso do autor grego, que é dividido em três partes principais, como também o argumento de um gramático anônimo (sem data), que antecede o texto do discurso Contra os Sofistas propriamente dito, preservado por parte de seus manuscritos.Já em “Sexto Empírico e os Animais: tradução espelhada do primeiro tropo de Enesidemo (Esboços Pirrônicos I, 36-79.1)”, Rodrigo Pinto de Brito oferece uma tradução bilíngue e espelhada de Esboços Pirrônicos I, 36-79.1, do médico e filósofo Sexto Empírico (II-III d.C.) No excerto, que corresponde ao primeiro tropo de Enesidemo, são discutidas idiossincrasias dos animais quanto aos seus órgãos dos sentidos, de maneira tal que se conclui que não há critérios para preferir entre determinadas percepções em detrimento de outras, o que levaria à suspensão de juízo sobre o tema.As traduções de textos modernos trazem também um amplo campo de atuação, dando acesso ao leitor lusófono tanto a textos do mundo da teoria da tradução, quanto a textos literários, depoimentos e textos ligados ao mundo da sociologia/antropologia. As línguas abordadas também variam significativamente passando pelo alemão, inglês e francês.Em “Uma tradução de Décoloniser l’esprit de Ngugi wa Thiong’o”, Yéo N’gana apresenta ao leitor lusófono um depoimento com cores de manifesto por parte do autor africano. O tom forte e assertivo do texto ressalta não só a importância das questões tratadas, mas a necessidade de difusão desse tipo de discurso. A tradução de N’gana assume nesse sentido o aspecto engajado do trabalho tradutório, seu impacto direto nas formas de diálogo no mundo contemporâneo.Tiago Marques Luiz contribui com este número trazendo ao português uma importante, e pouco discutida, questão teórica e metodológica no campo dos estudos da tradução: o jogo de palavras. “Os jogos de palavras na tradução”, de autoria de Jeroen Vandaele, é um texto fundamental neste sentido, por fazer um balanço informado e sintético da questão, tendo sido originalmente publicado como capítulo do importante livro Handbook of Translation Studies editado por Yves Gambier e Luc van Doorslaer e publicado pela John Benjamins em 2011. Os editores da revista agradecem, portanto, a confiança que os editores estrangeiros e o tradutor depositam em nossa publicação.Ingressando nas contribuições de teor mais literário, temos a importante contribuição de Beatriz Furlan Toledo, intitulada “Tradução dos contos Cacoethes scribendi e A razão por trás da razão, de Charles Bukowski”. Nessa tradução, a estudiosa apresenta não só grande força linguística e soluções de tradução criativas e coerentes, mas também aponta para possíveis novos caminhos para a tradução de Bukowski em português. Do mesmo modo, são suscitadas importantes reflexões mais gerais sobre os problemas tradutórios sobre os quais ela se debruça, notadamente questões de estilo e vocabulares.Por fim, o escritor e tradutor Clélio Kramer de Mesquita nos apresenta um primoroso trabalho de tradução em “Tradução dos capítulos da obra Vom Roroima zum Orinoco, de Theodor Koch-Grünberg (1924), em que são narradas lendas do mito indígena Makunaima”. Não se trata somente de uma contribuição para os estudos tradutórios mas para os mais diversos campos das humanidades por ser um texto fundamental na cultura brasileira. Além de ter sido uma das fontes de Mário de Andrade para criação de Macunaíma, esta obra traz um relato de alto valor histórico e antropológico com o qual, agora, o leitor lusófono poderá ter contato. O conjunto de textos desta edição vai portanto além de seus campos de atuação específicos, lançando-se em assuntos e assumindo posturas que transcendem os limites das discussões internas tanto no quesito dos Estudos Clássicos quanto Tradutórios. Esperamos que os leitores possam também desfrutar da abertura aqui proposta e dos desdobramentos interpretativos, teóricos e práticos que este número pretende proporcionar. Os editoresCarol Martins da RochaYuri Cerqueira dos Anjos
2022-12-06T14:11:54Z
Martins da Rocha, Carol