Repositório RCAAP
Identidades e conflitos antilusitanos
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2022-12-06T14:11:41Z
Neves,Lúcia Maria Bastos P.
Novos quilombos Metamorfoses étnicas e a difícil memória da escravidão no Brasil
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2022-12-06T14:11:41Z
Mattos,Hebe Maria
O Pasquim e Madame Satã, a "rainha" negra da boemia brasileira
Este artigo analisa como e por que, no início da década de 1970, os editores deO Pasquim ressuscitaram Madame Satã da obscuridade e o promoveram como uma representação exótica e nostálgica da boemia carioca dos anos 30. As declarações francas de Madame Satã sobre sua homossexualidade e sua personalidade de malandro capturaram a imaginação dos boêmios modernos da Zona Sul que podiam aceitar suas bravatas viris ao mesmo tempo que os editores faziam piada e rejeitavam os movimentos emergentes gay e feminista que começavam a se implantar no Brasil.
2022-12-06T14:11:41Z
Green,James N.
A população no passado colonial brasileiro: mobilidade versus estabilidade
O artigo apresenta diretrizes teóricas da história da população da América lusa colonial tendo como eixo narrativo - sem resvalar numa história regional - os habitantes dos campos paranaenses, no quadro cronológico do século XVIII.
2022-12-06T14:11:41Z
Nadalin,Sérgio Odilon
A produção política da economia: formas não-mercantis de acumulação e transmissão de riqueza numa sociedade colonial (Rio de Janeiro, 1650-1750)
Este artigo procura analisar as formas não-mercantis de acumulação existentes na sociedade colonial fluminense entre 1650 e 1750. Nosso objetivo é tanto o de conhecer as formas concretas assumidas por esse tipo de acumulação quanto aquilatar sua importância relativa, em comparação com a acumulação de capital em sentido estrito. Esse período é marcado por intensas transformações econômico-sociais na capitania, fruto tanto de sua evolução interna quanto de fenômenos que podemos considerar até certo ponto externos, como a descoberta de ouro e a conseqüente colonização do interior da América portuguesa. Assim, buscamos perceber igualmente como tão importantes transformações influenciaram nas estratégias de acumulação dos diversos grupos sociais locais no período.
2022-12-06T14:11:41Z
Sampaio,Antônio Carlos Jucá de
Fundando a nação: a representação de um Brasil barroco, moderno e civilizado
O artigo aborda as concepções que fundamentaram as práticas brasileiras de preservação cultural, especialmente relacionadas ao pertencimento à civilização ocidental, consagrado pela associação inédita entre as formas e princípios renovadores dobarroco e a produção arquitetônicamoderna. Essa associação será fundamentada pela noção de universalidade da arte e da cultura brasileiras, partilhada por modernistas como Rodrigo Melo Franco de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Lucio Costa, como funcionários do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
2022-12-06T14:11:41Z
Chuva,Márcia
A língua brasileira e os sentidos de nacionalidade e mestiçagem no Império do Brasil
No contexto da formação do Estado Imperial no Brasil, a problemática da língua foi incorporada pelas reflexões sobre a nacionalidade, e pode ser considerada como um dos campos produtores de sentidos em torno da mestiçagem. Especificamente, o artigo pretende discutir aspectos da polêmica sobre a "língua brasileira" em meados do século XIX, tendo como eixo três artigos - "Uma resposta", de Fernandes Pinheiro, "A língua brasileira", de Joaquim Norberto, e "Poesia brasileira", de Juan Valera - publicados na revistaGuanabara (Rio de Janeiro, 1849-1856), e procuraremos, simultaneamente, outros indícios capazes de revelar as tensões políticas, sociais e culturais envolvidas no processo de formação da língua nacional.
2022-12-06T14:11:41Z
Lima,Ivana Stolze
A guerra literária da Independência
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2022-12-06T14:11:41Z
Basile,Marcello
Uma princesa solitária
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2022-12-06T14:11:41Z
Hermann,Jacqueline
No quilombo, uma flor?
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2022-12-06T14:11:41Z
Daibert Junior,Robert
Inquisição, pacto com o demônio e "magia" africana em Lisboa no século XVIII
No início do século XVIII a escravidão chegou ao seu apogeu em Portugal, especialmente em Lisboa. Até 1761, um milhar de cativos africanos, ou mais talvez, por ano, desembarca no cais da capital. Vêm diretamente da África ou do Brasil onde residiram alguns anos. Começa para eles um longo processo de adaptação, de reconstrução da identidade e do imaginário. Por detrás da fachada das sete confrarias negras, entre as quais duas eram de nações, que apresenta a versão oficial e enquadrada no catolicismo barroco e procura produzir e apresentar negros à alma branca, se esconde uma outra realidade: a persistência das crenças africanas tradicionais, articuladas ou misturadas às tradições populares portuguesas, às quais, respondendo à sua procura de poderes mágicos diferenciais e cumulativos, as populações brancas mostram-se sensíveis. Os processos da Inquisição revelam assim que feiticeiros, mágicos, mandingueiros e curandeiros negros inserem-se, cada um à sua maneira, na cadeia complexa dos agentes legítimos e ilegítimos do sagrado.
2022-12-06T14:11:41Z
Lahon,Didier
A cura do corpo e a conversão da alma - conhecimento da natureza e conquista da América, séculos XVI e XVII
O artigo privilegiará a análise do manuscrito apócrifo Curiosidad un libro de medicina escrito por los jesuítas en las misiones del Paraguay, 1580, recentemente encontrado na Biblioteca Nacional. O objetivo deste trabalho é demonstrar como havia uma relação orgânica entre a produção de conhecimento sobre a natureza e o processo de conquista da América durante os séculos XVI e XVII. A "botânica médica" aparece como um campo de saber privilegiado, pois esse conhecimento era realizado de forma sistematizada e, no caso específico da América portuguesa, controlado sobretudo por agentes sociais interessados na edificação de uma sociedade no Novo Mundo, destacando-se os missionários da Companhia de Jesus. Num primeiro momento elucidaremos o papel da cura no projeto jesuítico de conquista da América. Finalmente, analisaremos as concepções médicas compartilhadas pelos jesuítas. O registro das informações sobre as virtudes das plantas e de algumas partes de animais para uso medicinal foi feito de maneira sistemática, o que levou os jesuítas a acumularem um saber importante para a manutenção da sociedade colonial.
2022-12-06T14:11:41Z
Gesteira,Heloisa Meireles
Redes de poder e conhecimento na governação do Império Português, 1688-1735
Nos últimos anos, a historiografia tem chamado a atenção para a complexidade dos mecanismos que possibilitaram a consolidação do império português. O estudo aqui apresentado pretende contribuir em favor dessa tendência, destacando, para isso, o papel fundamental dos oficiais régios na governação portuguesa no ultramar. Destaca-se o fato de estes oficiais estarem engajados em redes de poder, que lhes possibilitaram defender seus interesses pessoais, mas não só. Ao destacar-se a amplitude dessas redes, que chegavam mesmo a atingir membros da Igreja, pode-se perceber como foi se formando uma memória administrativa. Isso possibilita a identificação destes homens enquanto instrumentos de poder e de produção de conhecimento, bem como possibilita vê-los enquanto um dos pilares que garantiam sustentação do império português.
2022-12-06T14:11:41Z
Gouvêa,Maria de Fátima Silva Frazão,Gabriel Almeida Santos,Marília Nogueira dos
A prisão dos ébrios, capoeiras e vagabundos no início da Era Republicana
O artigo tem como objetivo investigar duas tentativas de implementação da Colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, durante os primeiros anos da era republicana. Apesar de propostas correcionais e práticas disciplinares de encarceramento serem implementadas em conformidade com práticas que se difundiam em países europeus e nos Estados Unidos, elas tomaram no Brasil aspectos organizacionais bem mais mundanos, em conformidade com objetivos, valores e crenças presentes entre as autoridades responsáveis pelo funcionamento das prisões e entre os próprios internos. Os documentos utilizados foram decretos do legislativo e do executivo, e diversos relatórios ministeriais, de chefes de polícia e diretores do presídio.
2022-12-06T14:11:41Z
Santos,Myrian Sepúlveda dos
O pós-abolição como problema histórico: balanços e perspectivas
O artigo discute as variáveis mais importantes nos processos de pós-abolição nas Américas, dando destaque as expectativas alimentadas pela última geração de escravos e suas atitudes nas primeiras décadas após o fim da escravidão. Procura inserir o caso brasileiro e sua especificidade e se detém na análise das atitudes dos libertos do sudeste no sentido de proteger a família, estabelecer uma "boa reputação", exercer o pátrio poder e valorizar aspectos importantes da cidadania. Utiliza diversas fontes, principalmente o registro civil, jornais e depoimentos de netos de escravos.
2022-12-06T14:11:41Z
Rios,Ana Maria Mattos,Hebe Maria
Micro-história e tráfico transatlântico de escravos
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2022-12-06T14:11:41Z
Eltis,David
Ao sol carta é farol
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2022-12-06T14:11:41Z
Azevedo,Francisca Nogueira de
Sujeitos sem história, prática calada e marcas apagadas: a sodomia imperfeita ante o Santo Ofício do México
Resumo:Entre 1576 e 1662, a Inquisição mexicana recebeu apenas quatro acusações contra sodomitas imperfeitos (homens que praticavam sexo anal com mulheres). Como a Inquisição espanhola não considerava tal prática crime contra a fé, com exceção no tribunal de Aragão, restavam apenas testemunhos coletados pelos comissários da inquisição, e o julgamento não teve prosseguimento. Por meio destes poucos testemunhos, tenta-se mostrar como práticas íntimas tornaram-se, por diversos meios, públicas e como as idéias de sexualidade permitida e proibida encontravam-se em permanente tensão sob o sacramento do matrimônio, e como os mecanismos de controle social eram moralizados através da verbalização do inominável e do nefando.
2022-12-06T14:11:41Z
Saldarriaga,Gregório
África no Brasil: mapa de uma área em expansão
Resumo:Este artigo traça os contornos de uma nova área da historiografia brasileira, dedicada ao estudo da diáspora africana no Brasil. Nascida nos debates e pesquisas sobre o tráfico de escravos e a escravidão, a área hoje guarda suas próprias questões teórico-metodológicas, na busca dos historiadores por apreender a experiência própria dos africanos através do Atlântico e na sociedade escravista brasileira. O artigo discute as soluções dadas pelos historiadores para o desafio de definir a identidade africana no Brasil e apresenta algumas publicações recentes sobre os temas de trabalho, práticas culturais, resistência, religião e trajetórias individuais na diáspora.
2022-12-06T14:11:41Z
Mamigonian,Beatriz Gallotti