Repositório RCAAP
Verbo-visualidade no gênero jornalístico televisivo: leituras para a construção de estratégias de interpretação da língua de sinais
Neste artigo, apresentamos uma análise das marcas verbo-visuais constitutivas do gênero jornalístico televisivo e suas contribuições para a prática de interpretação da libras (língua brasileira de sinais) nesse gênero. A partir da análise da composição verbo-visual das produções telejornalísticas "Jornal Hoje", "Jornal Nacional" e da revista eletrônica televisiva "Fantástico", todas exibidas pela Rede Globo de Televisão, será discutido como o tradutor intérprete de libras/português (TILSP) pode, em seu ato enunciativo-discursivo de mediação entre sujeitos falantes e não falantes da língua de sinais, construir um discurso de natureza verbo-visual coerente com o pressuposto fundante da televisão: a relação entre texto (independente da sua dimensão material verbal) e imagem.
2022-12-06T14:16:24Z
Harrison,Kathryn Marie Pacheco Nascimento,Vinícius
A arquitetônica de Luna Clara e Apolo Onze: uma reflexão metalinguística
Este artigo propõe uma reflexão metalinguística acerca do percurso metodológico de que resultou a pesquisa de mestrado intitulada Luna Clara e Apolo Onze: uma organização criativa de vozes, que descreve a arquitetônica autoral da obra. Mais especificamente, pretende-se mostrar como, a partir dos princípios da análise dialógica do discurso, e de um exame preliminar do corpus - o livro de Adriana Falcão, Luna Clara e Apolo Onze, a pesquisadora desenvolveu uma maneira específica de descrever a arquitetônica deste que é um texto verbal que integra recursos visuais. Pretende ainda refletir acerca de como, no âmbito da concepção dialógica, se pode construir um objeto de estudo, e uma maneira de estudá-lo, partindo da observação de um fenômeno como um livro e de seu exame mediante conceitos compatíveis com esse objeto, em vez de aplicar categorias prontas.
2022-12-06T14:16:24Z
Sobral,Adail Geletkanicz,Marice Fiuza
Texto ou discurso?
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2022-12-06T14:16:24Z
Banks-Leite,Luci
Petit traité de la bêtise contemporaine: suivi de comment (re)devenir inteligente
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2022-12-06T14:16:24Z
Flores,Valdir do Nascimento
Discurso, argumentação e cenografia em "iconotextos"
Este artigo, alinhado com a tendência enunciativa dos estudos discursivos, recorre à noção tricotômica de cenas de enunciação, com ênfase na cenografia (MAINGUENEAU, 1998; 2006; 2008; 2013), para ler um conjunto de três "iconotextos"¹, dados a circular no suporte outdoors em 2009, na cidade de Cuiabá. Expostos nas principais avenidas cuiabanas, os "iconotextos" evocam o legado político de Dante de Oliveira. Realizando uma análise cenográfica, baseada no exame da materialidade verbal e icônica dos textos, o estudo identifica uma sobreposição de enunciadores - o Instituto Dante de Oliveira, o político Dante de Oliveira e o PSDB, esse último simbolizado cromaticamente. Além dos enunciadores, o exame cenográfico dos três iconotextos indicia também a topografia e a cronografia ativadas na narrativa do acontecimento discursivo Dante de Oliveira. O estudo mostra, ainda, a pertinência e a produtividade epistemológica de se colocar a cenografia como ferramenta discursiva que busca dar conta de aspectos importantes da análise da comunicação política.
2022-12-06T14:16:24Z
Baronas,Roberto Leiser Cox,Maria Inês Pagliarini
O conceito de justiça: argumentação e dialogismo
Este trabalho apresenta uma reflexão procurando situar os conceitos de justiça e de argumentação na abordagem de Perelman em diálogo com as teorias do Círculo de Bakhtin. Para tanto, aborda o conceito de justiça; trata do conceito de argumentação procurando situar o seu campo e destacar como esse conceito respalda o de justiça; destaca o caráter ético e dialógico da argumentação jurídica estabelecendo conexões entre as ideias de Perelman e os princípios dialógicos da linguagem; e, finalmente, procura mostrar como diferentes vozes se interseccionam no embate argumentativo por meio da análise de dois fragmentos de discurso jurídico.
2022-12-06T14:16:24Z
Cabral,Ana Lúcia Tinoco Guaranha,Manoel Francisco
Elementos argumentativos da carnavalização bakhtiniana na iconografia do heavy metal
O chamado rock pesado, sobretudo o gênero heavy metal utiliza, em larga escala, uma iconografia considerada hostil, abusiva, infesta e agressiva na apresentação visual de seus produtos. A presença do grotesco no vasto universo ilustrativo de capas de LPs, CDs e DVDs disponíveis no mercado fonográfico funciona como argumento para evidenciar a quebra de regras e a provocação, atributos naturais do inconformismo e da rebeldia próprios de seu discurso. Este estudo tem o objetivo buscar uma compreensão mais profunda do uso dessa iconografia forte e agressora ao examinar o grotesco, elemento de substancial importância no conceito bakhtiniano de carnavalização, juntamente com o processo polifônico-dialógico, aqui transportados de seu caráter originalmente literário para o semântico-argumentativo da leitura de imagens.
2022-12-06T14:16:24Z
Fiore,Adriano Alves Contani,Miguel Luiz
Argumentação e discurso
Depois de mostrar que os estudos de argumentação que se difundiram na linguística moderna a partir da pragmática de Ducrot e Anscombre não se integram nos estudos de discurso, pois a argumentação nesses autores é um fato de língua e não de discurso, este text¹ pretende mostrar como podem as teorias do discurso trabalhar com a questão da argumentação. Elas não se podem limitar à microanálise linguística proposta pela pragmática integrada, embora, eventualmente, possam servir-se dela. Elas devem revisitar a tradição clássica. Se a retórica estudou, de um lado, a construção discursiva dos argumentos e, de outro, a dimensão antifônica dos discursos, as teorias do discurso devem herdar a retórica, ou seja, lê-la à luz dos problemas teóricos enunciados na atualidade. Herdar a retórica significa, pois, de uma parte, levando em consideração séculos de estudos já realizados, descrever, com as bases dos estudos discursivos atuais, os procedimentos discursivos que possibilitam ao enunciador produzir efeitos de sentido que permitem fazer o enunciatário crer naquilo que foi dito; de outra, analisar o modo de funcionamento real da argumentatividade, ou seja, o dialogismo presente na argumentação.
2022-12-06T14:16:24Z
Fiorin,José Luiz
Argumentação e discurso sobre Lei Maria da Penha em acórdãos do STJ
Neste artigo, usamos a Análise de Discurso Crítica (ADC) como abordagem teórico-metodológica para analisar argumentos de ministros e ministras do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em um acórdão que afetou o entendimento jurisprudencial brasileiro sobre a Lei Maria da Penha. O principal objetivo neste trabalho é analisar como a Justiça constrói argumentos relativos à violência contra as mulheres em um órgão público notório, como o STJ, que é popularmente conhecido como "Tribunal da Cidadania" por, supostamente, garantir o exercício de vários direitos para a população brasileira. Também buscamos trazer a público diálogos conflitantes, ideologias e jogos de poder inerentes à decisão em análise.
2022-12-06T14:16:24Z
Freitas,Lúcia Gonçalves
O encadeamento argumentativo como doador de sentido na análise dialógica do discurso e na semântica argumentativa
Este trabalho tem por objetivo comparar a construção dos sentidos dos enunciados com base em ideias de Discourse in Life and Discourse in Art de Voloshinov (2012), e na teoria da Argumentação na Língua de Ducrot e Anscombre (1983), mais especificamente, na sua versão técnica atual - a Teoria dos Blocos Semânticos - proposta por Carel (1995) e desenvolvida hoje juntamente com Ducrot. Trata-se, na análise dialógica, de buscar a senha necessária para a compreensão do enunciado e, na análise argumentativa, de seguir a orientação argumentativa das entidades linguísticas, que indicam continuações possíveis, interditando outras. Nos dois casos, o enunciado pode ser respondido, quando constitui um encadeamento argumentativo, comparado por Voloshinov a um entimema cuja premissa principal foi explicitada, e entendido por Ducrot e Carel como dois predicados unidos por donc ou por pourtant, entre os quais se estabelece uma interdependência semântica que cria um sentido único, representação discursiva da realidade.
2022-12-06T14:16:24Z
Graeff,Telisa Furlanetto Timmermann,Rafael de Souza
A ironia como estratégia comunicativa e argumentativa
Neste artigo, tomando por base dados vindos da teoria polifônica de Bakhtin (1970a, 1970b) e também alguns conceitos que Ducrot (1984) elaborou a partir desta, procuramos mostrar no âmbito de uma teoria de análise do discurso - no caso, a Semiolinguística de Charaudeau (1983, 1992, 2008) - alguns dos procedimentos que levam à construção da ironia, tendo em vista que, para nós, este fenômeno linguageiro aparece como um meio de comunicação suscetível de criar estratégias argumentativas, ainda que estas se apresentem de forma não-convencional. Para ilustrar o que foi dito, tomamos como base de reflexão excertos do livro de memórias ou da narrativa de vida de um artista francês cujo modo de escrever poderia se enquadrar na categoria dos escritos carnavalescos, segundo Bakhtin (1970b).
2022-12-06T14:16:24Z
Machado,Ida Lucia
A dinâmica discursiva na formação de professores: discurso autoritário ou internamente persuasivo?
Este artigo, apoiado na perspectiva teórica sócio-histórico-cultural, discute a atividade na qual sujeitos se envolvem como constitutiva dos papeis sociais que exercem. Objetiva desencadear discussão acerca da dinâmica discursiva em contextos de formação crítico-colaborativa de professores, focalizando os discursos de autoridade e internamente persuasivo (BAKHTIN, 2010) e sua coocorrência nas situações de negociação de significados. Tal distinção constitui-se relevante por permitir compreender diferentes enunciados argumentativos ou não, proferidos por educadores em formação, que se proximam ou se distanciam daqueles proferidos por seus formadores ou por vozes teóricas isoladas da prática, indicando possibilidades de criação ou diminuição da expansão dialógica. A partir da ênfase no discurso internamente persuasivo, procura-se destacar o papel crítico-colaborativo da argumentação na formação de educadores. Exemplos selecionados de um corpus de pesquisa coletado em escola pública de São Paulo subsidiará a discussão, por sua vez, apoiada em Bakhtin (2010) e Vygotsky (1998; 2001).
2022-12-06T14:16:24Z
Magalhães,Maria Cecília Camargo Ninin,Maria Otilia Guimarães Lessa,Ângela Brambilla Cavenaghi Themudo
Dialogia na persuasão "publicitária"
Este artigo analisa duas publicidades da mesma marca, produzidas em mídias locais diferentes: França e Brasil. Seu objetivo é a busca da inter-relação e do nexo necessários entre o verbal, o visual e o extraverbal na produção e compreensão dos efeitos de sentido persuasivos. Como fundamentação teórico-metodológica são utilizados conceitos da antiga e da nova Retórica, aliados a noções e categorias advindas da análise dialógica do discurso, de inspiração na obra de Bakhtin e do Círculo. Nas publicidades selecionadas, observamos o modo como refletem e refratam a realidade de forma tensa e como isso se expressa nos enunciados concretos, a partir das coerções do gênero. Na análise dos efeitos de sentidos neles produzidos, destacamos, especialmente, a presença da persuasão nas diferentes relações dialógicas que os textos permitem, a importância do auditório na construção dos efeitos de sentido persuasivos dos textos e a proximidade do gênero com o gênero epidítico da antiga retórica. A construção persuasiva expressa-se nas relações dialógicas entre amplas e diferentes esferas da atividade humana, em conexão com a organização da vida social, o espaço e o tempo, e dirige-se não propriamente à aquisição de um produto, mas à adesão a um modo de vida próprio, ligado aos valores ideológicos do privilégio.
2022-12-06T14:16:24Z
Pistori,Maria Helena Cruz
Língua, texto, sujeito e (inter) discurso
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2022-12-06T14:16:24Z
Machado,Ida Lucia
Vocabulário crítico de argumentação
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2022-12-06T14:16:24Z
Mosca,Lineide do Lago Salvador
Figuras de retórica
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2022-12-06T14:16:24Z
Pistori,Maria Helena Cruz
Saussure: a invenção da Linguística
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2022-12-06T14:16:24Z
Silva,Adriana Pucci Penteado de Faria e
Entre adquirir e aprender uma língua: subjetividade e polifonia
Pretende-se discutir e desconstruir as dicotomias aprendizagem/aquisição, língua materna/língua estrangeira, a partir de um corpus extraído de relatos de dez falantes de língua(s) estrangeira(s). Em geral, eles apre(e)deram a(s) língua(s) em situações informais ou, como dizem eles, em situações autodidatas. A análise efetuada tomou por base a perspectiva discursivo-desconstrutivista, que inclui pensadores como Bakhtin, Foucault, Derrida e Lacan. Todos eles partilham concepções como língua(gem), sujeito e cultura. A análise empreendida permitiu perceber que, ao falarem de como aprenderam a(s) língua(s) estrangeira(s), a maioria dos participantes da pesquisa só consideram as estratégias, as metodologias (formais e informais), os meios utilizados para terem acesso à língua-cultura do outro, esquecendo que adentrar a língua do outro pressupõe o desejo que se manifesta no amor da(s) língua(s) e do outro.
2022-12-06T14:16:24Z
Coracini,Maria José
A produção dos diferentes letramentos
Neste texto questionamos o conceito de letramento, da "modernidade", observando-o como se fosse a nova teoria que vem para substituir o conceito de "alfabetização" e suas práticas, de modo a construir modos efetivos de inserção do sujeito no mundo da escrita. Utilizando-nos especialmente dos conceitos bakhtinianos de gêneros do discurso e também de ato responsável, a partir de enunciados concretos que exemplificam a prática docente atual, buscamos mostrar que o problema fundamental no ensino não está na mudança de nome de uma prática de ensino, mas tanto na mistura de duas realidades distintas quando se fala em diferentes níveis de letramento ou de diferentes letramentos, quanto na distribuição desigual dos bens culturais na sociedade.
2022-12-06T14:16:24Z
Geraldi,João Wanderley
O conceito de letramento em questão: por uma perspectiva discursiva da alfabetização
O objetivo do artigo é analisar relações político-pedagógicas entre os conceitos de alfabetização e de letramento. O conceito de letramento é considerado como uma estratégia de compensação, enquanto o processo de alfabetização é compreendido em perspectiva discursiva. O Brasil tem apresentado historicamente dificuldades para universalizar a aprendizagem da leitura e da escrita de maneira socialmente significativa. Na direção da formação do cidadão crítico, discutimos modos de funcionamento da escola, no movimento de aprender-ensinar, com base na teoria da enunciação de Bakhtin.
2022-12-06T14:16:24Z
Goulart,Cecília M. A.