Repositório RCAAP
A teoria, a prática, o professor e a educação ambiental: algumas reflexões - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0001
A aceleração dos desenvolvimentos econômico e científi co causada pelo sistema de produção e pela ciência mecanicista fez surgir novas estruturações de poder e novos problemas políticos e sociais, inclusive os ambientais, consolidando-se, assim, um período de crises disseminadas nos vários âmbitos da sociedade. Em tal conjuntura, a refl exão sobre as principais causas da problemática ambiental apresenta- se como necessidade para o campo da educação ambiental. Considerando, portanto, que a atual crise ambiental está diretamente relacionada ao modo e aos meios de produção do sistema capitalista, entende-se que as iniciativas no âmbito da educação ambiental devem refl etir, a partir de um processo histórico e dialético, sobre o que preconiza a sociedade do capital. Diante das diversas concepções e abordagens teórico-práticas existentes na educação ambiental, os princípios da educação ambiental crítica podem criar condições para o enfrentamento da crise estrutural que estamos vivenciando, a partir do processo educativo. Entendida como um processo político de apropriação crítica e refl exiva de conhecimentos, atitudes, valores e comportamentos, que tem como objetivo contribuir para a construção de uma sociedade sustentável do ponto de vista ambiental e social, pretendemos articulá-la às formulações teóricas da Pedagogia Histórico-Crítica , com vistas a apresentar uma refl exão que contribua para o enfrentamento pedagógico da questão ambiental, especialmente no que diz respeito à formação dos professores que desenvolvem projetos no âmbito escolar. Assim, o presente estudo objetiva evidenciar as contribuições da fi losofi a da práxis na formação do educador ambiental, tendo como fundamentação os pressupostos teóricos inseridos na vertente da educação ambiental crítica.
2022-12-06T14:13:55Z
Teixeira, Lucas André Tozoni-Reis, Marília Freitas de Campos Talamoni, Jandira Líria Biscalquini
Análise das pesquisas recentes (2000 a 2010): da relação entre educação ambiental e livro didático - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0002
A educação ambiental apresenta-se atualmente como um vasto campo de pesquisa. Existem revistas especializadas, eventos, linhas e grupos de pesquisas que desenvolvem diversas investigações sobre esse assunto. E, no contexto escolar, o livro didático se apresenta como uma fonte de informações bastante utilizada por professores e estudantes, além de receber grande investimento pelo governo. Frente a esse cenário, este artigo teve como objetivo mapear as investigações recentes, como artigos publicados em revistas especializadas, dissertações e teses defendidas entre os anos de 2000 a 2010 que relacionam os temas “educação ambiental” e “livro didático”. Por meio de uma pesquisa bibliográfi ca foram localizados 13 artigos, 32 dissertações e uma tese com tal relação temática. Diante dos dados, observou-se que a maior parte das pesquisas apresenta-se desarticulada e se mantém restrita à análise dos livros didáticos, e poucas buscam relacionar o livro didático com o seu uso e concepções por parte dos professores, alunos e acadêmicos. Isso demonstra que as pesquisas que envolvem a educação ambiental e os livros didáticos ainda possuem muitas questões a serem investigadas, como o uso dos livros didáticos pelos professores e alunos; ou, ainda, podem relacionar disciplinas diferentes, séries, modalidades de ensino, momentos históricos, correntes de educação ambiental, metodologias de pesquisas variadas, inclusive os processos de transposição didática e adaptação do conhecimento que estão nos livros didáticos até o trabalho em sala de aula.
2022-12-06T14:13:55Z
Voichicoski, Marcia Silvana Rodrigues Morales, Angélica Góis
Educação ambiental e estudo da paisagem: a percepção para a responsabilidade socioambiental - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0003
O presente artigo delineia as intervenções pedagógicas realizadas ao longo do Estágio Supervisionado – Pesquisa da Prática Pedagógica, Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura Plena, Universidade do Vale do Itajaí, desenvolvido no Programa de Cidadania Socioambiental – SocioAmbientar: Multiplicando Sonhos, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social no Município de Itajaí/SC. As ações tiveram como objetivo instrumentalizar o grupo para que, frente à análise de problemáticas socioambientais, tenham autonomia para atuar como agentes transformadores do contexto em que vivem a partir da compreensão das relações de interdependência e complementaridade que existe entre a paisagem natural e a paisagem cultural, abordando o ensino das Ciências Naturais, em sua interdisciplinaridade, como protagonista no processo de formação do sujeito. Nesse contexto, a Educação Ambiental surge como ferramenta para desenvolver a problemática socioambiental de maneira a contribuir para uma refl exão sobre o padrão de comportamento ético e ecológico, recorrente em nosso cotidiano, em busca de uma prática em defesa da qualidade de vida. A Leitura de Paisagem, utilizada como instrumento didático, pauta a criticidade, tendo em vista que sua metodologia pesquisa- ação-participante é desencadeada pelo sujeito efetivamente emergido na construção do processo. Assim, preza-se uma educação que valoriza o diálogo na explicitação dos conhecimentos, em busca de alternativas que considerem o conhecimento científi co, o conhecimento popular, as manifestações culturais e uma nova ética nas relações sociedade – natureza. As ofi cinas geraram resultados efetivos referentes à apreensão dos conceitos e convertidos em atitudes fundamentadas na informação séria e coerente com a realidade local/global.
2022-12-06T14:13:55Z
Demmer, Bárbara Cadore Pereira, Yára Christina Cesário
A educação socioambiental e o princípio da responsabilidade para estudantes privados de liberdade - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0004
Pensar a educação para estudantes privados de liberdade nos dias atuais só faz sentido se for dotada de signifi cado enquanto processo de reinserção social e conectada com as transformações socioambientais e responsabilidade frente à sustentabilidade do planeta. Este artigo retrata, em essência, uma refl exão sobre a prática pedagógica no contexto prisional, a partir da educação socioambiental. Evidenciado pelo consumismo e individualismo, o momento nos leva a pensar o princípio da responsabilidade como necessidade de transformação, pela educação, na privação de liberdade, e a encarar as práticas relativas ao agir humano como desafi os possíveis. A educação no Sistema Penitenciário exige postura crítica e inovadora, de forma a propiciar, por meio de atitudes e prática pedagógica, a transformação social. Mesmo privado/a de liberdade, o/a estudante deve buscar o relacionamento harmonioso entre todas as formas de vida existentes no planeta, percebendo-se como parte desse processo. A retomada da capacidade humana em articular as ideias e ações que poderão transformar as degradações atuais em medidas práticas sustentáveis, permitindo a continuidade da vida no planeta e, principalmente, a própria existência humana, faz parte da metodologia do ensino de Biologia vivenciado no CEEBJA Mario Faraco, no estado do Paraná. Fazer esta refl exão junto aos/ as estudantes privados/as de liberdade mobiliza a tomada de postura diferente frente a si próprio, ao planeta e à sociedade como um todo.
2022-12-06T14:13:55Z
Falcade-Pereira, Ires Aparecida Asinelli-Luz, Araci
Educação ambiental na perspectiva da educação inclusiva - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0005
O presente trabalho aborda a articulação da Política Nacional de Educação Ambiental com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, a partir de experiência do Laboratório de Educação Ambiental Inclusiva (LEAI), proposto pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Defi ciência e Pessoas com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (FADERS), órgão responsável por coordenar e articular projetos e ações direcionadas a essa parcela da população. De acordo com os dados do Censo Demográfi co de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE, 2010), aproximadamente 45 milhões de brasileiros declararam possuir alguma defi ciência, o que signifi cou um salto de 1,41% em 1991 para 14,5% da população em 2000, chegando a 23,9% em 2010. Objetivamente, nossos trabalhos buscaram primeiro refl etir sobre a necessidade de diálogo entre inclusão, acessibilidade, sustentabilidade e direitos humanos, e atuar na construção de mecanismos que possibilitassem ações práticas, tendo atendimento, capacitação e pesquisa como eixos centrais. A partir disso, procuraram analisar a relação acessibilidade – sustentabilidade no contexto da garantia de direitos humanos, como ferramentas de construção de políticas públicas inclusivas e também sustentáveis.
2022-12-06T14:13:55Z
Borges, Jorge Amaro de Souza
Educação e sustentabilidade: relações possíveis - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0006
A partir da defi nição da educação ambiental como um processo de formação humana para a transformação das relações entre a sociedade e o ambiente, este artigo explicita os referenciais teóricos de nossos estudos, compreendendo-os não como “camisas de força” que nos obrigam a repetir e reproduzir análises pré-estabelecidas, mas como um caminho, como um método de interpretação da realidade, de busca na essência dos fenômenos estudados, o mundo real. O referencial teórico apresentado nos ajuda, portanto, a superar o caráter fragmentado da elaboração do conhecimento proposto pelas metodologias em cujo eixo epistemológico estão abrigados o empirismo, o positivismo e o idealismo, e a descobrir as leis dos fenômenos de cujo estudo nos ocupamos. Auxilia-nos, também, a captar detalhadamente as articulações dos problemas, analisar as evoluções, rastrear as conexões entre os fenômenos que os envolvem. Trata-se do método materialista histórico-dialético formulado por Marx e aqueles que se seguiram a ele, conhecido também como a fi losofi a da práxis. A partir desse referencial, problematizamos no texto a relação entre educação ambiental e sustentabilidade, trazendo os conceitos de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade para a discussão, concluindo que na perspectiva crítica que aqui explicitamos a educação ambiental para a sustentabilidade é um processo que articula teoria e prática para a transformação das relações das sociedades com o ambiente. Essa é a dimensão crítica da educação ambiental que compreendemos.
2022-12-06T14:13:55Z
Tozoni-Reis, Marília Freitas de Campos
Complexidade, interdisciplinaridade e saber ambiental - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0007
O artigo se propõe a realizar uma refl exão crítica sobre os marcos conceituais e as bases epistemológicas da questão ambiental, os quais podem impulsionar uma prática da interdisciplinaridade mais aprofundada e bem fundamentada em seus princípios teóricos e metodológicos, orientada ao manejo, gestão e apropriação dos recursos ambientais.
O teatro como forma de atuação da educação ambiental para a emancipação política no quilombo de Mata Cavalo - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0008
O presente texto busca demonstrar a luta política de um quilombo em Mato Grosso na reinvenção do teatro do Oprimido. Oferece algumas pistas sobre o racismo ambiental e as condições históricas dos negros, abarcando a arte-educação-ambiental como mediadora pedagógica para a interpretação dos fenômenos. Por meio da sociopoética, o grupo pesquisador constrói sentidos comunitários, permitindo que a leveza da arte teatral consiga expurgar as dores que incidem naquele lugar. A pesquisa é coordenada pelo Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sob o fi nanciamento da Fundação de Amparo às Pesquisas de Mato Grosso (FAPEMAT) e também do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPq).
2022-12-06T14:13:55Z
Manfrinate, Rosana Sato, Michèle Belém, Ivan
Programa de Educação Ambiental de Itaipu: avanços e desafios de uma experiência de enraizamento da educação ambiental na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0009
A educação ambiental tem papel fundamental no contexto atual da problemática socioambiental que vive o mundo, como processo potencialmente promotor de mudanças em busca da sustentabilidade. Tais mudanças devem acontecer a partir da participação dos atores sociais que interferem no ambiente, para que eles assumam uma postura atuante na busca por soluções a partir da compreensão da realidade à sua volta, como instrumento de aprendizado e despertando para a ação coletiva. Na Bacia do Paraná 3, desde 2003 vem sendo implementado o Programa de Educação Ambiental do Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional, que, juntamente com diversos parceiros e programas realiza uma educação ambiental participativa e transformadora, em processos de refl exão-ação-refl exão, sensibilizando e formando pessoas e grupos sociais na construção de sociedades sustentáveis. O processo é de mudança de paradigma particularmente para a comunidade acadêmica, uma vez que são incorporadas ao processo de formação de educadores ambientais pessoas até então excluídas do processo formal, fato que possibilita alcançar a capilaridade através da articulação com outros atores sociais, com maior poder de percolação no tecido social, e do encontro dos diversos saberes. Atua além dos bancos da escola, da educação formal, e se amplia para a educação não formal e informal, buscando o seu enraizamento na vida cotidiana das comunidades, num esforço coletivo para a construção de uma nova cultura socioambiental entre aqueles que exercem infl uência sobre a região. Este trabalho relata essa experiência, trazendo seus aspectos metodológicos, seus avanços e desafi os, com a intenção de contribuir para outros programas de educação ambiental.
2022-12-06T14:13:55Z
Vitorassi, Silvana Trobat, Miquel F. Oliver Sorrentino, Marcos
Descentralização os discursos e as práticas: uma concepção polissêmica - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0011
Este ensaio teórico se desenvolve a partir do conceito de descentralização e de seu significado para a reconstrução das relações democráticas de poder. Analisa as interpretações e os usos do termo na perspectiva histórica das propostas de rearranjos estruturais do Estado como resposta à crise fiscal. Mas, também, como resposta às expectativas dos diferentes atores sociais quanto à importância da descentralização para o aprofundamento da Democracia no país.
2022-12-06T14:13:55Z
Ribeiro, Maria Rosa Dória
BOURGUIGNON, Jussara Ayres (Org.) Pesquisa social: reflexões teóricas e metodológicas. Ponta Grossa: Todapalavra, 2009. - DOI: 10.5212/OlharProfr.v.14i2.0012
No summary/description provided
2022-12-06T14:13:55Z
Vidal, Maria Inês
Educação no campo e extensão universitária: um relato sobre projetos de iniciação científica. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.15i1.0005
Relata o processo de construção e realização de três projetos de iniciação científica (PIBIC-Jr) protagonizados por alunos de ensino médio de uma EFA, no município de Pedro II (PI), em parceria com a Universidade Estadual do Piauí. Formação cidadã, construção de saberes e sistematização de aprendizados foram experiências vividas pelos estudantes provocadas pela iniciativa das pesquisas. Para a universidade, uma oportunidade de integração entre pesquisa e extensão e demonstração de seu papel na democratização de nossa sociedade. Para a escola, um exercício de parceria e leitura de sua função de educar. Durante um ano, dezenove estudantes e um professor universitário, com o apoio da escola, desenvolveram três pesquisas que refletiram sobre dimensões do cotidiano do campo e os desafios para seu desenvolvimento.
2022-12-06T14:13:55Z
Melo Sousa, Luciano
Educação Sexual no ensino fundamental: o trabalho com alunos do 9º ano. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.15i1.0012
A sexualidade faz parte da vida de todas as pessoas e especificamente na adolescência acontece de maneira muito diferenciada e peculiar. Este trabalho objetivou promover a adolescentes, discentes do 9º ano do ensino fundamental de uma escola pública de Anápolis, a aquisição de conhecimentos sobre sexualidade, através da educação sexual. O estudo pautou sua revisão bibliográfica a partir dos autores: Abramovay et al. (2004); Biscoli (2005); Brandão e Heilborn (2006); Brêtas (2009); Junqueira (2009); Torres et al. (2008), dentre outros. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, que utilizou para coleta de informação, um questionário semiestruturado, aplicado em dois momentos, antes e após o trabalho com os adolescentes. Foram minitradas11 aulas, totalizando 15 horas de atividade. O grupo de estudo foi formado por adolescentes com idade entre 13 e 17 anos. A maioria dos adolescentes (83,3%) conversa sobre assuntos relacionados à sexualidade com amigos e obtêm informações na mídia (55,5%). 17% adolescentes afirmaram que já tiveram a primeira relação sexual, destes apenas 5,5% usou preservativo. Os métodos contraceptivos mais citados no pré-teste foram camisinha (72,2%) e a pílula anticoncepcional (33,3%). No pós-teste houve uma variedade na citação de métodos. Verificou-se com o pré-teste que as únicas doenças sexualmente transmissíveis citadas foram AIDS, Sífilis e Gonorreia. O trabalho comprovou a necessidade de atividades de educação sexual com turmas de 9º ano, em especial, de forma contínua, contribui para um desenvolvimento sexual saudável e a utilização do conhecimento para proteção pelos adolescentes.
2022-12-06T14:13:55Z
Figueiredo, Adda Daniela Lima Silva, Rayane Priscila
Retratos e desafios da educação do/no campo no Brasil e na Amazônia
Este artigo tem como principal objetivo refletir sobre o cenário e os desafios da educação do campo no Brasil e na Amazônia, situando os conceitos de campo e educação do campo, os principais autores, sujeitos, desafios e perspectivas dessa modalidade educativa. Nossas reflexões enfocam as duas importantes bandeiras de luta do Movimento por uma Educação do Campo: 1) a inclusão das demandas do campo na agenda política do país; 2) a construção do conceito de educação do campo. Posteriormente situamos o desenho das políticas públicas educacionais que têm sido ofertadas historicamente para o campo e refletimos acerca dos desafios da educação do/no campo na Amazônia. As análises realizadas destacam a existência de grandes desafios a serem vencidos para a oferta de uma educação de qualidade no/do campo, uma educação que contemple a heterogeneidade e a diversidade dos sujeitos, que valorize o homem do campo e seus direitos. O artigo destaca que apesar de haver avanços significativos no âmbito da legislação brasileira, estes não têm sido suficientes para a afirmação da educação no/do campo. As análises apontam as contradições que ainda se materializam na qualidade da educação ofertada e finalizam apontando importantes elementos para o debate teórico acerca da educação para os povos do campo do Brasil e da Amazônia.
2022-12-06T14:13:55Z
Prazeres, Maria Sueli Carmo, Eraldo Souza
Apresentação
Organizadora do Caderno Temático “Educação Ambiental”
2022-12-06T14:13:55Z
Morales, Angélica Góis
Progresso, modernização e sustentabilidade: desafios para as políticas agrícolas. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.15i1.0009
O presente texto é resultado de pesquisas bibliográficas já realizadas e discute como o discurso da modernização e do progresso, de modo mais acentuado nas últimas duas décadas, vem conquistando cada vez mais uma posição hegemônica também em relação à agricultura. Nesse movimento, predomina uma perspectiva determinista, segundo a qual não existe qualquer possibilidade alternativa ao modelo dominante que se acha em implantação desde a década de 1950 no contexto da revolução verde, baseado no uso intensivo de produtos químicos. As experiências de produção da subsistência tradicionalmente construídas são desprezadas em nome da modernização e do progresso. Nesse contexto, ganha destaque a exploração intensiva do solo, a destruição de recursos naturais e o uso em larga escala de insumos químicos. Até onde esse modelo sustenta-se? Como ficam as experiências historicamente construídas, desqualificadas como inviáveis? Quais são os riscos desse modelo para as pessoas e para o planeta, ou seja, para o futuro da humanidade? Palavras-chave: Políticas agrícolas. Modernização. Progresso. Sociedade de riscos.
A relação entre universidade e movimentos sociais como princípio da construção crítica da educação do campo. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.15i1.0004
O artigo apresenta resultados de pesquisa realizada com egressos e graduandos do Curso de Pedagogia para Educadores do Campo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campi de Francisco Beltrão e Cascavel, com o objetivo de analisar “O que move o MST na busca do ensino superior para os seus militantes?”. Aborda a relação entre universidade e movimentos sociais, analisando a formação superior universitária dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Discutem-se o direito da população do campo ao acesso ao ensino superior, a responsabilidade da universidade e seu compromisso com a sociedade civil, e o papel do Estado na garantia dos direitos fundamentais dos indivíduos e grupos. Os resultados evidenciam que as ações dos movimentos sociais refletem-se nas suas conquistas no âmbito social, político e cultural, e que a formação superior universitária é concebida como uma perspectiva fundamental na luta dos militantes do MST, sob o ponto de vista do acesso ao conhecimento prático-teórico aplicável no trabalho, objetivo que inclui a formação política de sua base.
2022-12-06T14:13:55Z
Ghon, Maria da Glória Zancanella, Yolanda
Educação do Campo: contexto e desafios desta política pública. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.15i1.0006
Este texto busca refletir o contexto do campo e das Políticas de Educação do Campo de Santa Catarina. A reflexão se inspira em pesquisa conjunta realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade do Planalto Catarinense. A expressão “Educação do Campo”, recente no Brasil, tem uma conotação político-pedagógica engendrada no Movimento Nacional de Educação do Campo para se distinguir do conceito “educação rural” prevalecente na educação brasileira. A educação rural desconsidera a diversidade, especificidade e complexidade dos sujeitos que vivem e trabalham no campo. O Movimento de Educação do Campo procura reconhecer e fortalecer o processo de resistência e emancipação dos povos do campo na luta pelo direito a uma educação que lhes valorize as identidades. Contudo, quando se trata da operacionalização local das conquistas formais do Movimento dadas no âmbito da União, emergem muitos desafios. Neste trabalho, priorizamos a análise sobre duas grandes ordens de desafios: o contexto cultural do campo e a operacionalização de uma política de Estado para garantir o direito à educação dos povos do campo. Em essência, no primeiro caso observa-se que existe um ethos cultural onde pode-se identificar diferentes valores e princípios que orientam escolhas, projetos de vida, concepções de espaço campo/cidade, que impactam profundamente, por exemplo, na sucessão das gerações nas unidades familiares. No segundo caso, além de limitações técnicas na gestão da coisa pública, a conformação político-jurídica do Estado brasileiro joga ao contrário da realização do direito social à educação.
2022-12-06T14:13:55Z
Munarim, Antonio Locks, Geraldo Augusto