Repositório RCAAP
O ingresso de crianças de 6 anos no Ensino Fundamental de 9 anos: o olhar de professores da rede municipal de São Carlos-SP. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0007
Este artigo é parte de uma pesquisa de doutorado que buscou compreender de que maneiras os/as professores/as do primeiro ano do ensino fundamental em escolas da rede municipal de São Carlos, concebem, desenvolvem e implementam a política de ampliação do ensino obrigatório, tendo em vista suas demandas e sua influência direta sobre a escola e seus alunos. Para este trabalho, nosso foco é apresentar e analisar o que as coordenadoras e professores, participantes da pesquisa mais ampla, dizem, pensam e entendem sobre o ensino fundamental de nove anos, tendo em vista suas experiências junto aos alunos do primeiro ano deste nível de ensino. Participaram do estudo cinco coordenadoras e dezoito professores de cinco unidades escolares diferentes. Para a coleta de dados foram aplicados questionários contendo questões abertas com todos os participantes. Pode-se concluir, a partir dos depoimentos dos participantes, que a maioria concorda com a ampliação do ensino fundamental para nove anos evidenciando como aspectos positivos da política, a antecipação do ingresso das crianças ao referido nível de ensino e consequente antecipação do processo de alfabetização, pois a partir da ampliação as crianças terão mais tempo para se alfabetizar, maiores oportunidades de aprendizagem e terão o ensino voltado aos seus interesses e necessidades.
2022-12-06T14:13:55Z
Moraes, Alessandra Cardoso de Oliveira, Rosa Maria Moraes Anunciato de
Os significados e os sentidos do mal-estar docente na voz de uma professora em início de carreira
A temática deste artigo tem sua gênese nas vivências e nos estudos sobre a profissão docente, sobretudo a relação entre o mal-estar docente e a identidade do professor. Essas reflexões originaram a pesquisa que teve como objetivo investigar os significados e os sentidos do mal-estar docente produzidos por professores em início de carreira e suas relações com a identidade docente que está se constituindo. A opção teórico-metodológica da pesquisa foi pelas ideias de Leontiev (1978), Luria (1991), Vigotsky (1998), Ciampa (1994, 2005) e Wallon (1995), dentre outras. Os procedimentos metodológicos utilizados foram entrevista estruturada (TRIVIÑOS, 2009); entrevista narrativa (FLICK, 2009); e observação sistemática (GIL, 1999). A análise dos dados foi feita seguindo a lógica do procedimento metodológico denominado Núcleos de Significação (AGUIAR; OZELLA, 2006). Os resultados apontam que a professora inicialmente sentiu temor e medo, mas foi superando, e passou a se sentir satisfeita e realizada, embora a convivência com as professoras que expressam mal-estar docente lhe cause insatisfação. As expectativas indicam sua identificação com a profissão docente, pois deseja que os alunos aprendam e se desenvolvam; que os pais se envolvam cada vez mais; aspira que os conflitos entre as professoras findem; e que haja valorização profissional do professor e de seu trabalho. Sobre sua convivência com as professoras com mal-estar docente, a professora declarou viver conflitos na escola, apesar de ter sido bem recebida nos primeiros meses, porém mostra-se resiliente. A análise das zonas de sentidos do mal-estar docente revela que o estar sendo professora dá continuidade à constituição da sua identidade docente. Palavras-chave: Significados e Sentidos. Mal-Estar Docente. Identidade do Professor.
2022-12-06T14:13:55Z
Lima, Isana Cristina dos Santos Carvalho, Maria Vilani Cosme de
Ensino Fundamental de 9 anos: um novo caminho em velha estrada? Um velho caminho em nova estrada? DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0006
Este artigo discute alguns resultados de uma pesquisa de doutorado em Educação: Psicologia da Educação, realizada em 2011, cujo objetivo foi analisar o processo de ampliação do ensino fundamental para nove anos, segundo a lei 11.274/2006 e seus instrumentos decorrentes, no sentido de verificar como essa mudança foi vivenciada por professores e gestores desse segmento, em termos do atendimento pedagógico da criança, da sua aprendizagem, da estrutura física das salas de aula, da discussão da própria legislação; quem são os professores que estão à frente do primeiro ano, do ponto de vista da sua identidade profissional e quais são os encaminhamentos sugeridos para o trabalho com esse primeiro ano. Este trabalho ocorreu em um município que dista 100 km da cidade de São Paulo, em uma escola particular e em quatro municipais, com quatro professores e três gestores. Os achados da pesquisa, neste município, revelaram que a implantação do ensino fundamental de nove anos, ocorreu de maneira aligeirada, não dando prioridade à formação e à participação efetiva dos professores e gestores tanto nas discussões prévias, quanto nas tomadas de decisões, gerando desconhecimento e insegurança do professorado quanto à proposta de ampliação do ensino obrigatório. Os espaços escolares continuam inadequados para receber a criança de seis anos. A prática pedagógica tem sido organizada sem o conhecimento das orientações do MEC e de um referencial teórico que balize o desenvolvimento infantil nessa faixa etária, como também sem orientações e reflexões sobre quais conteúdos devem ser trabalhados no primeiro ano do ensino fundamental. Nossa pesquisa revela um impasse quanto à indefinição do professor que deva assumir este primeiro ano, em termos de sua constituição identitária.
2022-12-06T14:13:55Z
Hashimoto, Cecília Iacoponi Placco, Vera
Critérios de acesso à Educação Infantil no Brasil: estigmatização da pobreza, privilégio corporativo ou discriminação positiva? DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0003
Por meio das políticas municipais de educação, o acesso à educação infantil tem se expandido no país nos últimos anos. Buscando estabelecer prioridades nas matrículas, observa-se a existência de procedimentos e critérios, no âmbito dessas políticas, para definir o público-alvo das instituições de educação infantil públicas. O que se problematiza, a partir de aportes históricos e da observação de políticas municipais atuais, é se a definição de critérios de elegibilidade para o acesso à oferta pública de educação infantil significou e significa estigmatização da pobreza, privilégio de grupos ou setores profissionais/ocupacionais ou política de discriminação positiva para setores historicamente excluídos. A legislação educacional de âmbito federal e estadual se constituiu na fonte privilegiada para este estudo. Foram analisadas as Constituições Federais, as leis nacionais da educação do período de 1937 a 1996, e a legislação do ensino do estado de Minas Gerais (1908 a 2000).
2022-12-06T14:13:55Z
Vieira, Livia Maria Fraga
Quem são os professores da Educação Infantil? Um estudo a partir do Programa PROINFANTIL. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0002
O objetivo deste estudo é traçar o perfil dos professores cursistas participantes do PROINFANTIL, um programa do MEC em parceria com universidades federais, estados e municípios, que habilita no Ensino Médio, modalidade normal, o profissional de Educação Infantil em exercício. Também analisa as contribuições do programa para seu público alvo. A coleta de dados teve como base um instrumento adaptado do “Questionário do Professor” construído pela Fundação Carlos Chagas. O tratamento dos dados valeu-se do programa Statistical Package for the Social Sciences – SPSS. A análise dos dados teve como referencial teórico os estudos atuais sobre a formação docente. Como resultados, traçamos um perfil socioeconômico, profissional e cultural dos sujeitos envolvidos. Levantamos seus vínculos trabalhistas, identificamos as concepções de Educação Infantil subjacentes às práticas exercidas nos diversos municípios. Assim, observamos que a identidade do professor de Educação Infantil ainda se encontra permeada por um caráter assistencialista, especialmente para o atendimento das crianças de 0 a 3 anos. As evidências apontam uma compreensão dessa profissão como ofício, ou seja, própria de um profissional do sexo feminino, pautada pelos saberes da experiência – fortemente relacionados ao cunho doméstico e centrados no cuidado (Campos, 2002). Entretanto, observamos que a participação no PROINFANTIL alterou o trabalho dos participantes, que buscaram, com a elaboração de planejamentos e de registros das atividades, uma forma de ultrapassar a prática centrada apenas no cuidado. Com essa inovação, os professores cursistas iniciaram uma mudança no contexto institucional, introduzindo conhecimentos e competências que anteriormente não se faziam presentes.
2022-12-06T14:13:55Z
Goulart, Maria Inês Mafra Guimarães, Marilia Barcellos Medrado, Juliana Basílio Pierangeli, Thays
Ensino Fundamental de 9 anos: processos de implantação. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0005
O artigo tem como proposta retomar os principais conceitos e processos de implantação da Escola Fundamental de Nove Anos. Uma ampla mirada no conjunto de estudos sobre a implantação do EFNA não trazem evidências sobre a qualidade do processo pedagógico que se desenvolve nas classes do primeiro ano do ensino fundamental, o que remete a novas reflexões para ampliar os conhecimentos sobre a ampliação do Ensino Fundamental de Nove Anos, como possibilidade se contribuir para a qualidade do sistema educacional brasileiro.
2022-12-06T14:13:55Z
Duran, Marilia Claret Geraes
Exigência conceptual do trabalho prático nos exames nacionais: uma abordagem metodológica. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0008
O artigo foca-se no nível de complexidade do trabalho prático na avaliação externa em ciências (i.e. exames) do ensino secundário. Analisa ainda a relação entre o currículo e os exames, para estudar processos de recontextualização ocorridos na construção dos exames. O nível de complexidade foi avaliado através do nível de exigência conceptual, que incluiu a complexidade dos conhecimentos científicos e das capacidades cognitivas e o grau de relação entre teoria e prática. O estudo está fundamentado psicológica e sociologicamente, em particular na teoria do discurso pedagógico de Bernstein. Usou-se uma metodologia mista. Os resultados mostram que o trabalho prático está deficientemente representado nos exames, quer em quantidade quer no nível de exigência conceptual, evidenciando uma recontextualização do currículo no sentido de baixar o seu já baixo nível. Os conhecimentos a serem avaliados são o único aspeto que é deixado explícito aos professores. Exploram-se as consequências destes resultados em termos de aprendizagem científica.
2022-12-06T14:13:55Z
Ferreira, Sílvia Morais, Ana Maria
O absenteísmo escolar na classe de repetentes: um estudo de caso etnográfico
Este estudo apresenta o absenteísmo escolar e sua regulamentação, além de observar estas questões a partir da perspectiva dos sujeitos de uma escola pública do Estado do Rio de Janeiro. Este artigo foi elaborado a partir da dissertação de mestrado, na qual, objetivava observar o processo de escolarização de alunos e alunas de uma classe constituída apenas por repetentes e multi repetentes. Este estudo foi fundamentado na abordagem etnográfica, no qual utilizou recursos etnográficos tais como: observação participante, entrevista, análise documental que mediante uma análise indutiva resultou em reflexões e discussões sobre o processo de escolarização dos alunos da classe de repetentes. Dentre estas reflexões e discussões o absenteísmo está presente como parte deste processo. Este artigo tem intuito de contribuir para discussões e pesquisas sobre o absenteísmo escolar, repetência e fracasso escolar.
2022-12-06T14:13:55Z
Vasconcellos, Suziane de Santana
Refletindo sobre a formação de professores aos 10 anos de implantação da Licenciatura de Artes Visuais: relato de uma experiência.
O trabalho relata a experiência de uma oficina de criação a partir de estudos, apreciações e reflexões sobre arte contemporânea envolvendo alunos da Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR). Objetivou-se levantar as possibilidades de intervenção nas concepções e práticas dos alunos sobre arte e ensino de arte. A proposta foi desencadeada por uma pesquisa dos antecedentes escolares dos licenciandos que revelou práticas reducionistas em Artes visuais como: desenho livre, preenchimento de mimeografados e trabalhos manuais associados às datas comemorativas. Contatou-se que essas vivências resultaram numa concepção estética que privilegia o figurativismo e o realismo como únicas formas de representação da realidade. A 26ª Bienal Internacional de São Paulo (2004) foi o evento catalizador da experiência teórico/pratica da oficina de criação. Como referencial teórico-metodológico geral foram utilizados prioritariamente autores e conceitos embasados no materialismo histórico e dialético quanto a historia da arte e sua função sociedade e na compreensão das relações entre as concepções de arte e estética e praticas artísticas escolares. A pesquisa-ação usada como estratégia metodológica deduziu possibilidades educativas na formação de professores de artes visuais através das práticas e estudos experienciados na oficina.
2022-12-06T14:13:55Z
Subtil, Maria José Vittet, Luizana Pellizzari
FORMAÇÃO DOCENTE PARA USAR O COMPUTADOR EM SALA DE AULA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS
RESUMO: A integração do trabalho escolar com as novas tecnologias no currículo como ferramentas exige uma reflexão sistemática acerca de seus objetivos, de suas técnicas, dos conteúdos escolhidos, das possibilidades e dos desafios. Todavia, a formação tecnológica do professor é um fator determinante para que esse processo se efetive. Neste contexto, o objetivo deste artigo é discutir sobre a formação do professor para usar o computador em sala de aula. Para tanto, realizou-se um estudo de caso com uma representatividade de 5 (cinco) professores de uma escola pública municipal da cidade de Esperança-PB. Os dados foram coletados através do instrumento questionário. O estudo foi apoiado em teorias de autores como Moran (2004), Valente (1993), Moita (2011), Libâneo (2003), entre outros. Os dados obtidos com a pesquisa apontam que inúmeros educadores não utilizam o computador nas suas atividades diárias em sala de aula, pois ainda consideram-no uma ferramenta complexa e difícil de manipular, reflexo da falta de formação e preparação dos mesmos para saberem utilizar esta ferramenta como instrumento pedagógico.
2022-12-06T14:13:55Z
Silva, Marilda Coelho Moita, Filomena Ma. Gonçalves da Silva Cordeiro
CONHECENDO OS/AS PROFISSIONAIS DE CRECHE DO MUNICÍPIO DE DESCALVADO
Este texto decorre de uma pesquisa de iniciação científica concluída e realizada a partir de uma ação de formação continuada de professores e gestores de educação infantil no município de Descalvado/SP, realizado por meio de uma Atividade de Extensão intitulada: Formação de Professores de Educação Básica: uma parceria colaborativa entre escola e universidade. A questão de pesquisa foi: Quem são os/as profissionais docentes das Creches municipais de Descalvado/SP? O objetivo foi levantar e conhecer a trajetória profissional e características de um grupo de profissionais docentes de Creches do município de Descalvado/SP, participantes de uma Atividade de Extensão de Formação Continuada. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e os dados foram coletados por meio de aplicação de questionário em 29 profissionais de educação infantil, que atuam em creches deste município. Os resultados evidenciaram, dentre outros pontos, que o grupo em questão em sua maioria é mulher (28 profissionais), possui experiência consolidada de docência, em vários níveis de ensino, incluindo a etapa da educação infantil e a grande maioria possui formação superior em Pedagogia. O estudo evidenciou ainda que a maioria das/dos colaboradoras/res desta pesquisa participou de cursos de formação contínua nos últimos cinco anos e para muitos/as a escolha pela atuação em creches decorreu de necessidade de trabalhar e falta de oportunidade profissional.
2022-12-06T14:13:55Z
Jacomini, Maria Beatriz Sommerhalder, Aline
Apresentação
Apresentação do caderno temático Políticas e Práticas na Educação Infantil e no Ensino Fundamental de 9 anos
2022-12-06T14:13:55Z
Saveli, Esméria de Lourdes Tenreiro, Maria Odete Vieira
(Re)visitando conceitos de infância e educação. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0001
O presente texto discute o conceito de infância, criança e educação em uma dimensão histórico-cultural. Reconhece que o conceito de infância e criança é um constructo social, fruto de um processo histórico atrelado às diferentes formas de organização da sociedade. Dessa maneira, não há como desvencilhar o conceito de criança e infância do âmbito social, uma vez que tais conceitos são coletivos e interconectados com seus contextos, com sua cultura, com sua história. Historicamente, a alteração desse conceito significou a alteração das instituições escolares. As discussões teóricas estão fundamentadas nos estudos de Heywood (2004), Philippe Ariès (1973), Postman (1999) e Rousseau (1973). O artigo resgata as concepções rousseaunianas que permearam o pensamento de Pestalozzi e de Fröbel, que criou o Kindergarten, uma espécie de jardim de infância que primava pela liberdade das crianças no processo de aprendizagem. Reconhece a importância dos trabalhos de Decroly, Montessori e Freinet como contribuições para a consolidação de novos conceitos sobre infância, criança e escola.
2022-12-06T14:13:55Z
Saveli, Esméria de Lourdes Tenreiro, Maria Odete Vieira Pires, Marta Maria Gonçalves Balbé
Professores iniciantes: um panorama das investigações brasileiras. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0010
Segundo Marcelo (1999), o período de entrada na profissão, quando o professor é considerado iniciante, é um período relevante para a docência. Os desafios – e, muitas vezes, as dificuldades – que o professor vivencia nessa etapa são tema de muitos estudos, que destacam, ainda, o impacto desse período na aprendizagem profissional. As investigações sobre professores iniciantes têm sido intensificadas no Brasil, e tais constatações têm suscitado novas reflexões e demandas. Este estudo buscou analisar quais são as tendências das pesquisas brasileiras sobre professores iniciantes apresentadas em um Congresso Internacional cuja proposta voltou-se à divulgação das investigações sobre essa temática. O estudo foi desenvolvido na perspectiva de um estado do conhecimento tal como proposto por Romanowski e Ens (2006), e buscou analisar os focos de estudo, resultados e metodologias das diferentes pesquisas. Concluiu-se que a maioria das pesquisas analisadas é voltada à investigação do professor iniciante na Educação Básica, mas também se observaram pesquisas sobre o iniciante na Educação Superior. As análises demonstram que aspectos relacionados às dificuldades ou dilemas enfrentados por esses professores encontram-se em evidência tanto nos focos de estudo quanto nos resultados apresentados pelas pesquisas, sobrepondo-se a estudos interventivos em relação a esse período (ainda que os estudos interventivos estejam em ascensão no Brasil). Esse aspecto indicar um avanço em relação à formação de professores nessa etapa profissional inicial.
2022-12-06T14:13:55Z
Papi, Silmara de Oliveira Gomes Carvalho, Camila Boczkoski
Ações docente em aulas de Física do Ensino Médio: um olhar sob a perspectiva argumentativa
É fundamental que professores criem ambientes favoráveis à prática da argumentação em sala de aula, uma vez que esta colabora na aquisição da linguagem científica e possibilita desenvolver nos estudantes a capacidade de raciocinar e discutir problemas científicos. Nesta pesquisa analisamos as estratégias utilizadas por uma professora de Física do primeiro ano do Ensino Médio buscando identificar como as interações ocorridas em aula podem favorecer ou não a argumentação. As aulas foram gravadas em áudio e vídeo em uma escola pública do Estado de São Paulo e analisada usando o modelo de Toulmin (2006) (identificação de elementos presentes nos argumentos); o padrão de Erduran et al. (2004) (identificação da complexidade dos argumentos produzidos) e o modelo de Sá (2010) (identificação das interações ocorridas em aula). Também realizamos uma entrevista com a docente com o intuito de complementar os dados para a compreensão do problema investigado e propiciar um feedback para a mesma. Obtivemos que os argumentos produzidos em aula em sua maioria eram formados apenas de Dados e Conclusão e que, a postura da professora influenciou significativamente a maneira como esta ocorreu. Encontramos ainda que a professora interpreta o fato dos argumentos serem constituídos apenas por dois elementos do modelo de Toulmin como consequência da pouca habilidade e vontade dos alunos em se exporem, e não como sendo o resultado de diferentes fatores que envolvem o tipo de abordagem de ensino realizada, os fatores intrínsecos aos sujeitos envolvidos e a postura da mesma como promotora da argumentação em aula.
2022-12-06T14:13:55Z
Lourenço, Ariane Baffa Colombo Júnior, Pedro Donizete Gomes Costa, Gláucia Grüninger
Pós-graduação lato-sensu: um espaço privilegiado para a formação docente no ensino superior
este trabalho tem como objetivo contribuir com as reflexões acerca da necessidade de um espaço para a formação pedagógica do professor do ensino superior e indica a pós-graduação, especialização, também chamada de lato sensu, como um espaço privilegiado para esta formação. A discussão se desenvolve baseada em dois pilares: pesquisas bibliográficas sobre formação do professor do ensino superior e a analise de duas experiências diferenciadas e exitosas de cursos de lato sensu, descritas em duas teses de doutoramento. Nas pesquisas realizadas observou-se que currículos inovadores, metodologias ativas, aproximação com a realidade da prática cotidiana, possibilidade de expressão em diversas linguagens, abertura para o diálogo, e integração entre a teoria e prática são elementos, dentre outros, importantes nos cursos e favorecem a transformação da prática docente. Considerou-se também ao final do texto que os cursos de lato sensu apresentam características que podem torna-los uma opção para o desenvolvimento de professores do ensino superior desde que fundamentados em uma proposta educacional consistente, em currículo desenhado criteriosamente e com corpo docente adequadamente preparado.
2022-12-06T14:13:55Z
Gaeta, Cecília Prata-Linhares, Martha
UMA PROPOSTA DE UNIDADE DIDÁTICA NO ENSINO DE BIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO NOTURNO
O estágio supervisionado deve possibilitar o contato do licenciando com oportunidades reais no desenvolvimento de suas potencialidades, numa oportunidade de articular teoria e prática, elaborar conhecimentos e analisar a realidade. Este estudo teve por objetivos descrever, analisar e comparar a prática educativa de dois licenciandos durante a regência no estágio em Biologia e a prática educativa de uma professora do ensino médio. Foram averiguadas as concepções destes licenciandos sobre a própria prática educativa. Os resultados revelam os inúmeros problemas a serem enfrentados pelos docentes iniciantes, além do desafio de desenvolver um espaço de transição para atividades inovadoras no ensino de biologia.
2022-12-06T14:13:55Z
Gomes, Paulo César Domingues, Rodolfo Borges Cruz, Aline Mendes da Alves de Moura, Tiago Fernando
COMPREENSÕES DE PROFESSORES ACERCA DAS CONTRIBUIÇÕES DA ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
No sentido de refletir sobre a arte nos contextos da Educação Infantil no âmbito da formação continuada buscamos por meio desta pesquisa compreender as contribuições da arte na Educação Infantil, no entendimento de professores que participam de um programa de formação continuada. A metodologia da pesquisa delineou-se por uma perspectiva qualitativa. Foi realizado um questionário semiaberto, com 20 professores da Educação Infantil que participavam do Projeto de Formação Continuada do Programa Institucional Arte na Escola. Diante das aproximações entre as compreensões dos professores delineamos, a posteriori, três categorias de análise: a arte como possibilidade de ampliar o repertório cultural das crianças; as vivências com a arte como meio de proporcionar prazer e sensibilidade e por fim a arte como impulsionadora de um estranhamento diante do que está posto no cotidiano educativo. Aportamo-nos nas compreensões de Nóvoa (2002) acerca da formação continuada de professores. Nos estudos de Duarte Junior (2000) nas reflexões sobre o sensível na educação. E Pillotto (2009) e Vigotski (2009) acerca das concepções da arte na infância. Podemos inferir por meio desta pesquisa que as reflexões suscitadas por estes professores revelam compreensões amplas e coerentes com a literatura referente a arte na Educação Infantil. Apontamos como considerações a importância de possibilitar, com os professores, ampliação de conhecimentos nas formações continuadas e mobilizar saberes que permitem potencializar aprendizagens acerca das linguagens da arte na infância. Palavras-chave: Formação continuada de professores; Educação Infantil; Arte.
2022-12-06T14:13:55Z
de Oliveira Iten, Ana Paula Buzzi Rausch, Rita