Repositório RCAAP
A análise de um ano da Revista na plataforma RCAAP
Completámos um ano em que a Revista da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (RSPA) está integrada no Serviço de Alojamento de Revistas Científicas Institucionais do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP). A análise sumária dos dados através do Google Analytics, ao longo de um ano (outubro de 2013-14), permitiu observar um movimento em crescendo da atividade na página eletrónica onde a RSPA está alojada e numa distribuição geográfica que ultrapassou fronteiras. Os países em maior destaque foram o Brasil e a Espanha. Visualizações pontuais encontraram-se na África lusófona, Estados Unidos da América, Europa e América Latina (Fig. 1). Estas e outras ferramentas de monitorização, atualmente disponíveis, permitem gerar métricas alternativas que valorizam uma publicação pelo número de vezes que determinado artigo foi visualizado e partilhado em redes sociais ou outras – pelo que são designados por “Altmetrics”.1 Esta é uma forma de aferição que contabiliza as vezes que determinado artigo foi consultado e descarregado, mas não será substitutiva da tradicional valorização em publicação em revista com fator de impacto ou pelo número de citações que obteve.2 Neste sentido, ponderar colocar a RSPA em sistemas tipo Linkedin ou Facebook pode representar uma mais-valia para a sua divulgação e com isto despertar interesse acrescido a mais autores publicarem. Ao final de mais um ano de publicação regular da RSPA quero expressar o meu agradecimento a todos os autores que colaboraram com a RSPA. Esta mensagem é, igualmente, dirigida aos colegas que pertencem à Equipa Editorial pelo contributo prestado na revisão de textos e na discussão de outros assuntos relacionados com a Revista. Igual reconhecimento é dirigido ao conjunto de revisores que não estando em evidência na composição orgânica da RSPA, mas que altruisticamente se disponibilizaram, em 2014, a colaborar no trabalho de peer review dos manuscritos submetidos e cuja prestação contribuiu para alcançar os níveis de qualidade que ambicionamos: Ana Bernardino Cláudia Alves Cristina Amaral Filipa Duarte Filipa Lança João Tomé João Viterbo Manuel Vico Margarida Pereira Paula Gomes Sara Gomes
Segurança: um longo caminho a percorrer
A Anestesiologia é frequentemente apontada como uma das especialidades médicas mais seguras. De facto, a cultura de segurança está muito enraizada na nossa prática e muito temos evoluído e contribuído para a segurança dos doentes. No entanto, muito há ainda a fazer neste domínio. É certo, e motivo de orgulho, que em 20 anos a taxa de mortalidade de causa anestésica diminuiu 10 vezes, sendo essa taxa aproximadamente de 1 para 100 000 casos.1 Mas atualmente, este índice não é um bom indicador de segurança. A morbilidade não melhorou assim tanto, e as complicações de causa anestésica continuam a ser frequentes. Apresentam-se incidências de 18 a 22% de complicações minor relacionados com a anestesia, 0,45% a 1,4% de complicações severas e, 0,2 a 0,6% de complicações com dano permanente.2 O trabalho inédito baseado nos dados do sistema de notificação de incidentes da sociedade de anestesiologia e cuidados intensivos alemã, revelou uma incidência de morte ou complicação séria com envolvimento direto da anestesia, de 7,3 por milhão, em cirurgia eletiva de doentes ASA I e II.3 É na morbilidade de causa anestésica que temos de nos focar e baixar estas taxas deverá ser agora a próxima meta. Encaremos a realidade: ocorrem ainda muitos erros e danos evitáveis. O ensino tradicional não tem transmitido de forma eficaz aos futuros médicos e internos da especialidade, as questões de segurança. “Errar é humano”, é um facto, mas na hora de nos julgarem por erros cometidos, este argumento não será válido. O ser humano tem limitações e dificilmente poderemos alterar essa condição, mas podemos alterar as condições onde o homem (médico) trabalha. Podemos equipar (médico e ambiente) com ferramentas e estratégias que evitem o erro e tornem a sua atividade mais segura.4 Os ambientes em que o Anestesiologista se move são, frequentemente, complexos dinâmicos e exigentes, tornando-se um terreno fértil para a ocorrência de erros. Temos noção, que muitas vezes circulamos em terrenos armadilhados, onde não cometermos erros é meramente uma questão de sorte. Nos últimos anos, vários instrumentos têm sido desenvolvidos para promover a segurança e diminuir a ocorrência do erro. Os sistemas de notificação de incidentes são uma destas ferramentas. A nível dos serviços, das instituições ou a nível nacional são, em qualquer destas modalidades, um meio poderosíssimo para conhecer fatores de risco latentes. A Direção Geral de Saúde criou recentemente a plataforma SNNIEA – Sistema nacional de notificação de incidentes e eventos adversos.5 Esta plataforma é transversal a todos os cuidados de saúde referindo que a notificação é voluntária e anónima, como o deverá ser sempre, na nossa opinião, para garantir a adesão dos profissionais de saúde. Sendo, sem dúvida, um passo muito importante no caminho da segurança do doente, os ganhos para a Anestesiologia estão, obviamente, longínquos. Sistemas de notificação restritos à nossa especialidade seriam muitíssimo benéficos. É fundamental perceber o contexto em que ocorreu um erro, para delinear estratégias para que esse mesmo erro não volte a acontecer, tornando a nossa atuação mais segura. As lições provenientes dos sistemas de notificação dão-nos inúmeras oportunidades de aprendizagem orientando a elaboração de planos de segurança, que, surpreendentemente na maioria das vezes, são medidas simples. A Simulação é outra metodologia que em várias áreas de alto risco (como a aviação) tem sido utilizada, para promover a segurança, com sucesso. Várias investigações, em várias especialidades médicas, têm identificado sistematicamente falhas na comunicação e no trabalho de equipa, como responsáveis por resultados desfavoráveis.5 A performance do médico depende de 3 fatores: conhecimento, competências técnicas e atitude. Esta última vertente também designada por aptidões não técnicas ou comportamentais, engloba, entre muitas outras, a capacidade de liderança, de comunicação eficaz e de trabalhar em equipa.1,2 Classicamente, a formação médica apresenta lacunas no treino de competências não técnicas, que têm sido apontadas como responsáveis por morbilidade e mortalidade acrescidas.4,6 A simulação médica permite a aquisição e o desenvolvimento destas competências num ambiente seguro. Permite também o treino simultâneo de competências técnicas e não técnicas, em situações complexas e raras. Com esta metodologia os erros desaparecem ao clicar de um botão, mas entretanto, as experiências vividas tornam os profissionais mais alerta para a importância dos erros comportamentais na prática clínica. Nos últimos anos tem surgido alguma evidência científica sobre a Simulação na área Obstétrica, demonstrando uma evolução muito positiva das equipas multidisciplinares com melhoria do outcome perinatal, após treino de simulação.7,8 Fatores organizacionais foram também identificados como responsáveis de morbilidade e mortalidade associadas à anestesia. Isto sugere que os esforços no sentido de promoção da segurança do doente não devem ser exclusivamente direcionados para a melhoria de competências individuais, mas também para a otimização do trabalho das equipas interdisciplinares, e melhoria da organização dos sistemas de saúde.9 A elaboração e aplicação de checklists é um método que visa a diminuição do erro em cuidados de saúde. Existem atualmente diversas checklists quer para processos lineares como a preparação do carro de emergência, quer para processos complexos com envolvimento de vários profissionais, em vários locais do hospital, como é o caso do projeto “Cirurgia segura, Salva vidas”. Briefings antes de procedimentos de rotina e debriefings, sobretudo se houve complicações, são essenciais para que os erros cometidos não se repitam, constituindo um meio de aprendizagem contínua e elevando o nível organizacional.9 A standartização do equipamento e do ambiente de trabalho; a implementação de protocolos e algoritmos de atuação e a divulgação e adoção de guidelines de sociedades científicas internacionais, são ferramentas que comprovadamente têm diminuido a incidência de erros. A Declaração de Helsínquia, cujo objetivo foi tornar a Anestesiologia uma especialidade mais segura tem já 4 anos.10 Quantas das suas orientações estão implementadas nos nossos serviços? Quantas recomendações estão efetivamente presentes na nossa prática diária? O que mudou desde então? A promoção de uma cultura de segurança é da responsabilidade de cada um e de todos os anestesiologistas e é também da responsabilidade de todos nós, incutir ativa e continuamente estes princípios aos que iniciam o percurso na anestesiologia. A Segurança deve estar subjacente em cada gesto, deve ser uma atitude permanente, um estado de espírito.
2022-11-18T13:07:28Z
Carvalhas, Joana Marques, Sofia Castanheira
Avaliação da Satisfação com os Cuidados Anestésicos pela aplicação do questionário de Heidelberg numa população cirúrgica Portuguesa
Introdução: O nosso objetivo é aplicar o questionário “Heidelberg Peri-Anesthetic Questionnaire”, em pacientes que receberam procedimentos eletivos em Cirurgia Geral, Vascular e Plástica, e confirmar as suas qualidades psicométricas, assim como estudar as influências das suas características sociodemográficas e clínicas na satisfação. Materiais e Métodos: Os 192 pacientes receberam o questionário de 32 itens por um membro do estudo, que não participou na equipa de anestesiologia que cuidou do paciente. Este mesmo questionário consistia em 4 dimensões (D1 – Equipa, D2- Medo/Ansiedade, D3- Solidão, D4- Desconforto). A entrega do questionário decorreu entre Julho e Outubro de 2013. Resultados: Os resultados revelaram que todos os itens contribuíam para a consistência interna (Cronbach’s α 0.614-0.826). O nível mais alto de satisfação verificou-se na Dimensão Equipa (D1) e o mais baixo na dimensão Desconforto (D4). Após uma análise de regressão linear múltipla, o género mostrou influência no Desconforto (D4) e Medo/Ansiedade (D2), com os homens a mostrar menor medo e ansiedade e menos desconforto. Também, pacientes com menos escolaridade mostraram-se mais satisfeitos com D1 assim como pacientes com consulta pré-anestésica. Discussão: Estabelecemos uma correlação entre a consulta pré-anestésica e D1, evidenciando que estes pacientes se mostraram mais satisfeitos, provavelmente, devido a melhor comunicação e relação médico-doente. Não encontrámos uma correlação estatisticamente significativa no tipo e duração da anestesia, serviço cirúrgico, risco cirúrgico e estado físico ASA. Conclusões: Globalmente podemos determinar que os pacientes estavam satisfeitos com os seus cuidados anestésicos e este questionário poderia facilmente ser aplicado na rotina diária e fornecer um feedback da prática anestésica durante o período peri-operatório.
2022-11-18T13:07:28Z
Cunha, Ana Barbosa, Joselina Costa, Catarina Ferreira, Maria Mourão, Joana
Anestesia e Recidiva Oncológica – Será tempo de agir? –
Introdução: Um número crescente de artigos alerta para a influência da técnica anestésica sobre a função imune do indivíduo no perioperatório, e surgem indicadores que apontam para a possibilidade de a própria técnica escolhida poder ter influência na recidiva oncológica anos após a cirurgia. Material e Métodos: Foi feita uma revisão da literatura com vista à objetivação da influência da técnica anestésica utilizada na cirurgia oncológica sobre a função imune no perioperatório e na recidiva de cancro. Resultados: Os estudos realizados estão pouco padronizados, apresentando resultados muito díspares e nem sempre comparáveis. Discussão: Embora sejam necessários estudos adicionais devidamente controlados para os vários fatores de enviesamento potencialmente presentes, poderá haver uma tendência para a diminuição da taxa de recidiva oncológica em determinados subtipos de neoplasias quando se utilizam técnicas loco-regionais (isoladas ou em associação) no intraoperatório. Conclusão: É necessária investigação adicional sobre o assunto para obter resultados sólidos que suportem recomendações alargadas. Reunindo a evidência disponível, elaborámos três grupos de recomendações possíveis para anestesia para cirurgia oncológica à luz do conhecimento atual.
2022-11-18T13:07:28Z
Alves, Daniel Rodrigues Faria, Manuela
Bloqueio de ramo esquerdo transitório no intraoperatório em doente sob anestesia geral
O aparecimento de bloqueio de ramo esquerdo transitório, durante a anestesia, é raro, podendo estar mais frequentemente relacionado com hipertensão ou taquicardia. Apesar de ser geralmente uma condição benigna, o seu aparecimento pode evidenciar uma fase precoce de Doença Isquémica Cardíaca ou ser indicativo de Síndrome Coronário Agudo. Apresentamos um caso clínico de bloqueio de ramo esquerdo transitório de aparecimento no intraoperatório, sem relação com hipertensão ou taquicardia, em mulher de 72 anos submetida a correção de fraturas múltiplas da face em contexto de urgência, sob anestesia geral balanceada. Salientamos a importância da deteção de provável doença aterosclerótica numa doente assintomática, que permitirá investigação complementar e intervenção atempadas.
2022-11-18T13:07:28Z
Carneiro, Ana Pinto Pires, Rafael Ferreira, José Luís
Cuidados Intermédios- Um posto de trabalho para o anestesiologista?
Os anestesiologistas são um grupo profissional que nos últimos anos têm perdido influência e notoriedade em Portugal a nível da Medicina Intensiva, nomeadamente a nível das UCI e unidades intermédias sendo este posicionamento gradualmente ocupado pela Medicina Interna, ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus. As unidades intermédias terão um incremento na maioria dos hospitais em virtude dos doentes apresentarem co morbilidades associadas ao envelhecimento da população e num sentido de concentrar recursos num objetivo de otimização de gastos. O recente despacho nº 10319/2014 do Gabinete do Secretario de Estado Adjunto da Saúde, de 11 de Agosto de 2014, referente à estruturação do Sistema Integrado de Emergência Médica ao impor que todas as urgências médico-cirúrgicas devem dispor “de uma área de cuidados intermédios para os doentes que necessitem de vigilância organizada e sistemática “ vem reforçar a ideia da criação destas unidades, até 30 Junho de 2015, a nível destes hospitais. Pressupõe-se que estas unidades (cerca de 30) serão polivalentes e devem internar doentes médicos, cirúrgicos e, eventualmente, pós cirúrgicos e trauma.1,2 Esta exigência deve alertar a especialidade de Anestesiologia para a importância da formação a este nível durante o internato, para uma ocupação futura de um posto de trabalho a nível das unidades intermédias. Para este objetivo ser cumprido deve ser incrementado nos últimos anos do internato a formação nas unidades intermédias, para colmatar deficiências de formação durante o internato, principalmente a nível dos doentes médicos e nas principais patologias que geram internamentos nestas unidades [doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC),1,2 enfarte agudo miocárdio (EAM), insuficiência cardíaca congestiva (ICC), acidente vascular cerebral (AVC) e via verde de AVC, hemorragias digestivas, patologia endócrina e obstétrica] e utilização de técnicas e procedimentos usados principalmente nestas unidades, nomeadamente a ventilação não invasiva (VNI), trombólises no AVC, tromboembolismo pulmonar e eventualmente EAM e vigilância de politraumatrizados que não necessitam de ventilação invasiva, otimização de terapêuticas e vigilância na ICC, hemorragia digestiva e patologia obstétrica.3 Esta formação é primordial para dotar o anestesiologista, após o internato, com as competências para ocupar um posto de trabalho nestas unidades e no futuro a anestesia ter um papel determinante na área de cuidados intensivos/intermédios. Na atualidade a realidade do país a nível das unidades intermédias é díspar- integradas em UCI, independentes de UCI, polivalentes ou não, pelo que a escolha de unidades para realização de estágios devem obedecer a determinados critérios que possibilitam dotar o interno no fim do estágio de competências para tratar e otimizar as patologias referidas anteriormente.
A Anestesiologia no Hospital de S. João - Porto
O percurso do Serviço de Anestesiologia do Hospital S. João, hoje Centro Hospitalar S. João, EPE, foi publicado em livro em 2011.1 Nele se encontram analisadas em pormenor as etapas pelas quais passou o seu desenvolvimento, bem como os nomes dos que nelas participaram de forma relevante. O texto que se segue não pretende ser o resumo desse percurso, mas uma interpretação pessoal dos fundamentos identitários do Serviço e da intervenção dos seus atores na evolução da medicina em geral e da especialidade em particular. Nesta perspetiva, considera-se que a individualidade do crescimento do serviço assentou em 4 marcos: a criação de um serviço num hospital escolar que não tinha nenhum professor da Faculdade nessa área; a preparação de novos especialistas e a educação médica contínua; a implementação e o desenvolvimento das novas áreas em que os anestesiologistas se foram tornando competentes; e o acolhimento e desenvolvimento da Anestesiologia enquanto disciplina académica com a primeira unidade curricular nuclear do Mestrado Integrado em Medicina e o primeiro professor catedrático do país. O Hospital de S. João, bem como o de Santa Maria em Lisboa, ao mesmo tempo centrais e escolares, foram planeados para incluir todas as especialidades médicas e cirúrgicas, com particular atenção às emergentes, como instituições privilegiadas para a inclusão da inovação, vocacionadas para os doentes com problemas médicos de difícil solução e destinados a introduzir as ciências básicas na formação dos futuros médicos. Os médicos que ao longo dos anos pertenceram ao Serviço de Anestesia e Reanimação (a partir de certa altura Departamento de Anestesiologia e Cuidados Intensivos, hoje Serviço de Anestesiologia) souberam incorporar os objetivos do Hospital e responder de forma afirmativa, competente e empenhada aos múltiplos desafios que a evolução da medicina suscitou. A partir de 1989, o Serviço passou a contar com instalações amplas, nomeadamente de gabinetes e sala de reuniões com capacidade para todos os elementos do serviço. Esta autonomia em espaço revelou-se fundamental para a prossecução dos objetivos de formação especializada, pós-graduada e pré-graduada, assumidos pelo serviço.
Subdural Analgesia - Is there a role for that kind of analgesia?
Subdural injections remain a less well recognized complication of neuraxial anaesthesia. We performed a thoracic epidural block for analgesia after multiple rib fractures. A loading dose of ropivacaine 0.2% was given and an infusion started at 5 ml/h. Twenty minutes after, the patient presented symptoms of high sensory block, with no evidence of motor weakness. Subdural catheter position was radiologically confirmed by a thoracic x-ray. The catheter was left in subdural space and the infusion was changed to ropivacaine 0.1% at 2 ml/h and the patient remained hemodynamically stable, maintaining controlled pain, with no need for supplemental analgesia, and without any sedative effects or respiratory depression. There is evidence to support the use of inadvertently inserted subdural catheters to provide continued analgesia, since the attempt of an additional epidural placement may be unsuccessful and the subdural placement may recur. However, the anaesthetist must be aware of possible complications.
2022-11-18T13:07:28Z
Bezerra, Claudia Santos, Ângela Lages, Neusa Correia, Carlos
Postoperative pulmonary complications and strategies to prevent them in the perioperative period: a review
Postoperative pulmonary complications are common events and are the most frequent postoperative complications following thoracic and upper abdominal surgery, playing an important role in the risk for patients undergoing noncardiothoracic surgery. Postoperative pulmonary complications are as prevalent as cardiac complications and contribute similarly to adverse outcomes. Postoperative pulmonary complications are defined as any pulmonary abnormality occurring in the postoperative period, adversely influencing outcomes after surgery, and they can range from self-limited alterations in respiratory function, such as mild atelectasis or bronchospasm, to severe conditions, such as severe atelectasis, postoperative pneumonia or acute respiratory failure. Given the high clinical and economical impact of postoperative pulmonary complications, prevention and treatment are issues of major importance for the healthcare team. In the present manuscript a review was performed focusing the literature of the last 5 years using the PubMed database. We aim to review the most recent literature about postoperative pulmonary complications, focusing on understanding their pathophysiology and suggesting perioperative strategies to prevent them.
2022-11-18T13:07:28Z
Queirós, Catarina Soares Abelha, Fernando
Orgulho de ser Anestesiologista
A Anestesiologia é uma especialidade com história, princípios e valores com uma matriz humanista e personalista. Baseada numa grande capacidade técnica e científica dos seus profissionais e tem toda a sua atividade centrada nos doentes que confiam em nós. Atravessamos uma época difícil com pressões de vários lados para produzirmos mais, sem a correspondente criação de condições para isso, sem o reconhecimento do esforço exercido, despersonalizados, transformados em máquinas produtoras. Ocorrem, ainda, tentativas de usurpação dos campos da Anestesiologia em nome de uma poupança aparente. É importante, por isso, demonstrar a importância dos Anestesiologistas. A nossa força advém da formação sólida, da atualização permanente, da manutenção de skills e da mobilização em estruturas que nos representem como a Sociedade, a Ordem dos Médicos e o Colégio de especialidade. Desde a tomada de posse, em Junho de 2014, a atual Direção desenvolveu várias atividades para reforçar o papel da Anestesiologia. Divulgação da especialidade Como consideramos importante educar, desde cedo, os nossos pares sobre as diferentes áreas e a importância da nossa atividade. Estabelecemos uma parceria com a ANEM (Associação Nacional de Estudantes de Medicina) realizando várias atividades de divulgação da Anestesiologia com cursos ministrados aos estudantes de Medicina, desenvolvidas em parceria com os Centros de Simulação Biomédica do CHUC (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - Hospital de São João e da Faculdade de Medicina de Lisboa - Hospital de Santa Maria. Nestas atividades colaboraram elementos da Direção e da Secção de Medicina Intensiva - o Fernando Abelha, o Paulo Sá e o Pais Martins - bem como a Inês Mesquita, interna coordenadora, do Grupo Resident network. Sem a colaboração imprescindível dos colegas Anestesiologistas dos vários centros envolvidos, estas atividades não teriam sido possíveis. A exposição “Como a Anestesiologia mudou o mundo” que percorre os hospitais do país e muito contribuirá, também, para dar a conhecer o que somos. Formação Contínua Divulgamos e incentivamos a criação de Centros OLA (On-Line Assessment) no nosso país para tornar mais acessível a todos, internos e especialistas, esta ferramenta europeia de auto avaliação. Criámos o regulamento de Patrocínio Científico da SPA. Demos patrocínio científico e divulgámos várias iniciativas. Convidamos todos os colegas a participar no Congresso Nacional que, por certo, proporcionará uma ótima atualização em várias áreas particularmente na Hemoterapia e Via Aérea. A qualidade dos convidados faz prever um excelente nível. A lição magistral sobre ventilação por um expert internacional, os cursos e worshops bem como o Blood Alive serão também momentos altos do congresso. Criámos três prémios/Bolsa para frequentar curso ou Congresso creditado, a atribuir aos melhores trabalhos apresentados no Congresso deste ano que, sejam publicados na revista da SPA até Dezembro de 2015. A Revista tem também sido alvo de alterações para a tornar mais apelativa, coordenadas pelo seu editor membro dos corpos sociais da SPA, o António Augusto Martins. São muito bem-vindos artigos de qualidade. Dignificação da especialidade e manutenção das suas áreas Práticas de sedação por não médicos sob pseudo supervisão médica, ou por colegas sem formação para isso com acontecimentos imediatos que suscitam uma chamada da urgência anestesiológica, não são aceites. A SPA não irá sancionar protocolos de atuação para sedação por não médicos ou colegas sem a necessária formação. Tal como afirmado nas normas da DGS de 31/03/2014 deve ser obtido um consentimento informado escrito para a realização de sedação/anestesia, integrado no processo clínico do utente e a sedação/anestesia tem de ser realizada por médico anestesiologista. Lutar pela Medicina Peri-operatória, Medicina da Dor, Emergência e Cuidados Intensivos é defender a razão porque somos anestesiologistas e não meros “intubadores” de Bloco Operatório. Demos continuidade ao estabelecimento de Consensos como o de “Manuseio Peri-operatório dos doentes medicados com Anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários” e o das “Recomendações Peri-operatórias para Profilaxia do Tromboembolismo Venoso” criando uma App que proporcionará a todos os colegas anestesiologistas, cardiologistas, da medicina geral e familiar, cirurgiões das várias especialidades e aos próprios doentes, uma fácil orientação terapêutica minorando os riscos, os tempos de espera, cancelamentos, etc. Fomos pioneiros e protagonistas neste tipo de projeto coordenando consensos em grupos de trabalho multidisciplinares, consensos adotados posteriormente, pelas sociedades científicas das outras especialidades. Não aceitamos anestesiar um doente porque um internista ou um cardiologista nos diz que o podemos fazer - nós é que coordenamos a elaboração das normas seguidas por todos. Assumimo-nos como o médico especializado no doente e não numa doença. Proporcionar um espaço de Discussão sobre temas estruturantes da especialidade - Reuniões sobre Gestão, Liderança & Estratégia Pretendemos criar momentos de reflexão e discussão interativa sobre temas relevantes que nos preocupam a todos nós anestesiologistas que lidamos com questões no dia a dia, vivenciando as mais diversas situações. O nosso objetivo é que, dessa reflexão, saiam ideias e propostas. O Anestesiologista trabalha em equipa, assumindo frequentemente a liderança nos cuidados prestados ao doente, nomeadamente em situações de crise, tendo por isso, capacidades especiais para poder criar soluções de gestão dos recursos humanos, de aproveitamento e otimização de recursos. Em Outubro, nas Tertúlias, com organização do Rui Guimarães e Vitor Oliveira da Direção e corpos sociais da SPA, já existiram alguns momentos em que, de uma forma despretensiosa se abordaram questões deste foro nomeadamente, na sessão inaugural sobre Liderança. Em Dezembro decorreu a primeira das Reuniões sobre Gestão Liderança & Estratégia, desta vez incidindo sobre Recursos Humanos, Produção e Anestesiologia. Foram convidados todos os diretores de Serviço, além de a reunião ser aberta a todos os anestesiologistas. Pretendeu-se possibilitar uma perspetiva do que se passava no país de Norte a Sul, sem esquecer as ilhas. Participaram colegas desde o Minho e Trás-os-Montes até ao Alentejo e Funchal. Como oradores convidados estiveram: um representante do ACSS, o presidente dos SPMS, um anestesiologista presidente de um conselho de administração de um centro hospitalar, diretores de serviço de anestesiologia de grandes hospitais e o presidente do Colégio de Anestesiologia. Procurou-se criar um fórum de discussão sobre a Avaliação da Produção do serviço de anestesiologia independente da dos serviços cirúrgicos e avaliação da produtividade do anestesista independente da do cirurgião. É nossa intenção dedicar um número da revista a esta reunião para que todos possam partilhar desta reflexão. Em 2015 teremos outra reunião de Gestão, Liderança & Estratégia. No programa do Congresso Nacional inclui-se uma sessão pro / con sobre a falta de Anestesiologistas e o número considerado necessário para garantir cuidados de qualidade e segurança a todos os cidadãos. Intervenção na Sociedade Civil É também preocupação nossa divulgar a Anestesiologia ao cidadão comum, mais que isso, tornar acessível informação sobre a especialidade, estabelecer comunicação com os cidadãos promovendo a divulgação mas também a Qualidade e Segurança, mostrando simultaneamente a importância da Anestesiologia, o tipo de formação do médico anestesiologista perito em várias áreas que não devem ser usurpadas por outros por isso colocar em risco a segurança do cidadão. É um projeto de Medicina centrada no doente, focado na participação ativa e responsável dos cidadãos nos seus cuidados de saúde, nas tomadas de decisão, aproximando o cidadão do seu médico anestesiologista, projeto de grandes implicações sócio culturais. A avaliação pré-anestésica é um passo crítico na redução do risco associado aos procedimentos anestésico-cirúrgicos. O questionário VOU SER ANESTESIADO (VSA), apresentado pela SPA, em Outubro nas Tertúlias é um documento muito simples que convida a população em geral a participar ativamente na sua avaliação pré-anestésica, permitindo a redução do risco. Desde a sua apresentação recebemos vários mails de doentes anónimos a pedir o documento do VSA o que significa que o nosso primeiro objetivo foi alcançado: conseguimos chegar à população. No site que, iremos reestruturar, existirá uma área para o cidadão. Relações Interpares Desde a primeira hora integramos o Fórum das Sociedades Científicas Portuguesas participando nas reuniões bem como, mais recentemente, o Conselho Superior das Sociedades Científicas onde seremos dos primeiros a apresentar projetos de colaboração específica. - Relações Internacionais Participamos ativamente na NASC/ESA. Portugal é um país com muitos sócios associados o que é notório quando das votações em que temos quase o mesmo número de votos que países de maiores dimensões. Todos os Sócios da SPA que o pretendam poderão ser sócios associados da ESA bastando para isso, informar a SPA. Intervenção com a Tutela Entregamos na DGS os consensos de Manuseamento Peri-operatório dos doentes medicados com Anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários e o de Profilaxia do Tromboembolismo Venoso, dando continuidade à Direção anterior. Aguardamos resposta ao projeto do Grupo de Estudo para a Medição da Atividade Produtiva na Área da Anestesiologia, iniciativa conjunta da ACSS e SPA. Como SPA, queremos continuar a ser um espaço onde ir buscar energias para o futuro que apresenta muitos desafios e algumas incertezas. Temos mais ideias novas e projetos que a seu tempo iremos divulgando mas, pretendemos acima de tudo, ser uma SPA forte representante dos anestesiologistas portugueses, interlocutor respeitado no país e fora dele, aglutinadora de todos os anestesiologistas do país com atividade nas várias áreas que, tenham orgulho em ser anestesiologistas Quero continuar a construir uma anestesiologia técnica e científica robusta, que lidere orgulhosamente, novos modelos de organização, mais eficaz, capaz de conciliar a aquisição de conhecimentos científicos de nível cada vez mais exigente com a aquisição de competências em gestão e organização. Acredito que é nos momentos difíceis que se revelam os melhores, e que surgem oportunidades. Tudo farei para que a SPA constitua um pilar para a Anestesiologia se impor como especialidade charneira, como pilar dos novos modelos de gestão do hospital dando aos Anestesiologias motivos para se sentirem orgulhosos de serem anestesiologistas. . Coimbra, Fevereiro de 2015
Hemorragia peri-operatória massiva: esforços para reduzir a morte evitável e a morbilidade
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Cirurgia da Anca e Bloqueio do Plexo Lombar
Introdução: O bloqueio do plexo lombar é uma técnica loco-regional, útil para anestesia/analgesia seletiva de cirurgias da região anca e faces anterolateral e medial da coxa. Este trabalho tem como objetivos verificar da eficácia analgésica fundamentalmente da fase pós-operatória, bem como a incidência de efeitos secundários e complicações em comparação com outras técnicas analgésicas. Material e Métodos: Estudo retrospetivo sobre a casuística desta técnica, eficácia e complicações. Procedeu-se à colheita de dados da Unidade de Dor Aguda da totalidade de 93 doentes submetidos a bloqueio do plexo lombar por técnica dual guidance, neuroestimulação e ecografia por abordagem posterior durante os anos de 2011 e 2012. Resultados: Em 66,7% dos doentes a avaliação da dor segundo a escala numérica (de 0 a 10) foi de 0 para dor em repouso e 61,3% em movimento, tendo sido necessário administrar doses de resgate em 22,7% dos doentes. Verificaram-se 3 casos de náuseas e vómitos e 2 casos de sedação/depressão respiratória, 2 casos de bloqueio motor (grau 2) e 19 casos de bloqueio sensitivo (grau 2). O acompanhamento pela Unidade de Dor Aguda situou-se entre as 48 e as 96h na quase totalidade dos doentes. Conclusões: O bloqueio do plexo lombar para analgesia pós-operatória de cirurgia da anca, enquadrado num esquema de analgesia multimodal, incluindo inibidores da Cox2 e paracetamol em regime fixo, proporciona uma diminuição da necessidade de analgesia complementar com opióides. É uma técnica analgésica com reduzidas complicações e uma alternativa eficaz em doentes que apresentam dificuldades técnicas nos bloqueios analgésicos do neuroeixo.
2022-11-18T13:07:28Z
Carvalho, Inês Costa, Gabriela Lages, Neusa Correia, Carlos
Hemorragia massiva em Obstetrícia: princípios chave
INTRODUÇÃO: A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade maternas em todo o mundo. A sua abordagem requer o rápido reconhecimento da gravidade e avaliação das perdas hemorrágicas, bem como a ressuscitação volémica e hemostática com a respetiva monitorização, e o tratamento etiológico atempados. Surgem atualmente novos conceitos na abordagem da hemorragia pós-parto com a administração de fatores de coagulação, e a utilização de novas técnicas, antes não aplicados em contexto obstétrico. Este artigo tem por objetivo a revisão e sumarização dos principais princípios chave na gestão da hemorragia massiva em contexto obstétrico, com ênfase numa abordagem coordenada e interdisciplinar. MATERIAL E MÉTODOS: Revisão da literatura, utilizando a PubMed com os seguintes termos : [hemorragia massiva] e obstetrícia; [protocolo clínico] e obstetrícia; [testes de monitorização da coagulação] e obstetrícia; [testes point of care] e obstetrícia; [fatores de coagulação] e [hemorragia massiva em obstetrícia]. Seleção dos artigos publicados a partir de 2010 com inclusão de artigos de revisão, estudos experimentais, casos clínicos e artigos de investigação prospectivos ou retrospectivos. RESULTADOS: Os estudos realizados apresentam resultados semelhantes com a utilização eficaz e segura de novas técnicas em contexto obstétrico. DISCUSSÃO e CONCLUSÕES: A hemorragia massiva em obstetrícia é um evento crítico que exige uma abordagem interdisciplinar agressiva. A antecipação desta situação clínica, o trabalho em equipa e comunicação eficazes são ferramentas indispensáveis na melhoria do outcome e diminuição da morbilidade e mortalidade. Não menos importante é a avaliação rápida e in loco da hemóstase com monitorização point of care e terapêutica dirigida (goal directed coagulation management). São de primordial importância os protocolos e algoritmos de atuação, que devem ser treinados regularmente pelas equipas perinatais.
2022-11-18T13:07:28Z
Marques, Sofia Cabral, Raquel Fonseca, João Pereira, Margarida Alves, Cláudia Carvalhas, Joana
Bloqueio TAP subcostal contínuo bilateral como técnica anestésica no doente crítico
Este caso descreve a realização de um bloqueio do plano transverso abdominal (TAP) subcostal contínuo bilateral associado a sedação leve numa paciente de alto risco proposta para encerramento de laparostomia, proporcionando relaxamento adequado da parede abdominal, manutenção da ventilação espontânea e analgesia pós-operatória eficaz. A técnica permitiu evitar a utilização de bloqueadores neuromusculares e doses elevadas de opióides sistémicos, contribuindo para uma dinâmica ventilatória favorável.
2022-11-18T13:07:28Z
Faria, Joana Tarroso, Maria Lages, Neusa Correia, Carlos
Síndrome de Burnout em Internos de Anestesiologia
Introdução: A Síndrome de Burnout (SB) é um problema social que prejudica a qualidade de vida do profissional de saúde e a qualidade do seu trabalho assistencial. O objetivo deste estudo foi avaliar a SB entre internos de anestesiologia e determinar as características sócio-demográficas que podem conduzir ao seu desenvolvimento. Material e Métodos: Um questionário foi enviado a uma amostra de conveniência de internos de anestesiologia durante 2 meses. O questionário utilizado foi o Copenhagen Burnout Inventory (CBI) validado para português. Testes paramétricos e não paramétricos foram utilizados na análise das comparações. Um p<0.05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados: Foram obtidos 42 questionários (proporção de participação de 40.0%). Dos 42 inquiridos 35.7% eram internos do 2ºano, 69.0% eram do sexo feminino, 90.5% não tinham filhos e 69.0% eram solteiros. Dos inquiridos, 30.0% apresentaram níveis elevados de BT e 32.5% níveis elevados de BP. As mulheres e os inquiridos que responderam “Muitas vezes” à questão “Já pensou em mudar de especialidade?”, apresentaram níveis elevados de BT e BP (p<0.05). Discussão: Uma percentagem considerável de inquiridos apresentou níveis elevados de BT e BP, especialmente as mulheres. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre níveis elevados de burnout e idade, estado civil, existência de filhos e ano de internato. Conclusões: Este estudo contribuiu de alguma forma para a divulgação da SB na anestesiologia, constituindo a base para futuros trabalhos com objetivo de melhor caracterização do fenómeno na nossa realidade.
2022-11-18T13:07:28Z
Freitas, Joana Rodrigues Pereira, Luís Alberto Pinho, Cristiana Valente Zenha, Sérgio Miguel Vieira, Mara Isabel
Rocurónio ou Succinilcolina na Intubação de Sequência Rápida: resultados de um questionário entre os anestesiologistas portugueses
Introdução: A succinilcolina tem sido o pilar da Intubação de Sequência Rápida (ISR) há mais de 50 anos, mas o rocurónio tem surgido como uma alternativa válida. Este estudo teve como objectivo avaliar o uso de relaxantes musculares (RM) na ISR entre os anestesiologistas portugueses. Material e Métodos: Um questionário electrónico anónimo com 16 questões foi enviado para 596 anestesiologistas portugueses por email. O questionário foi desenhado para encaminhar os inquiridos para diferentes perguntas de acordo com a escolha de RM. Resultados: Dos 258 participantes (taxa de resposta de 43,3%), 20,9% são residentes, 47,3% são especialistas em anestesiologia há menos de 10 anos, 20,0% entre 10 e 20 anos e 11,8% há mais de 20 anos. A succinilcolina foi o RM mais frequentemente utilizado (67,8%) devido a um início rápido de acção (62,7%) e melhor grau de relaxamento (22,9%). O rocurónio é o RM de eleição para 30,2% dos anestesiologistas portugueses. As duas principais razões para a sua escolha incluem, a possibilidade de reversão rápida do bloqueio neuromuscular com sugamadex (46,0%) e os efeitos laterais de succinilcolina (39,7%). Discussão e Conclusões: Os RM são fármacos imprescindíveis na ISR. A succinilcolina é o RM de primeira linha na ISR para a maioria dos anestesiologistas portugueses inquiridos, porque apresenta maior rapidez de acção. A escolha do rocurónio parece estar baseada na segurança, devido à possibilidade de reverter o bloqueio neuromuscular com sugamadex.
2022-11-18T13:07:28Z
Pereira, Luciano Matias, Francisco Paiva, Miguel Valentim, Ana Loureiro, Clarinda
Anesthesia in the Elderly
There is a growing expansion of elderly population, associated with an increased demand for surgical treatments by older patients. There is an age-related decline in physiological reserve, which may be compounded by illness, cognitive decline, frailty and polypharmacy. The elderly are at relatively higher risk of mortality and morbidity after elective and emergency surgery. The aims of peri-operative care are to treat adequately the elderly patients in a timely, dignified manner avoiding postoperative complications. An effective peri-operative care improves the likelihood of very elderly surgical patients returning to their pre-morbid place of residence, and maintains the continuity of their community care when in hospital. This manuscript approach the singular geriatric physiology and the perioperative assessment of the elderly patient to help guide the care of elderly patients hoping to improve the care of these patients.
2022-11-18T13:07:28Z
Guerra, Diogo Abelha, Fernando José
Sumário dos Resumos submetidos ao Congresso anual da SPA 2015
No summary/description provided
2022-11-18T13:07:28Z
2015, Comissão Científica do Congresso
Congresso da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia 2015 - Comunicações Científicas
No summary/description provided
2022-11-18T13:07:28Z
Amorim, Pedro Sá, Paulo Martins, António Augusto Órfão, Rosário
Comunicações Orais - Congresso SPA 2015
Seleção das dez melhores comunicações científicas em submissão ao Congresso Anual da SPA com base na análise dos Resumos realizada pelo Grupo dos Revisores das Comunicações.
2022-11-18T13:07:28Z
do Congresso SPA 2015, Comissão Científica