Repositório RCAAP

Dexmedetomidina em Craniotomia com Doente Acordado

A craniotomia com o “doente acordado” está indicada em situações de excisão de lesões situadas em áreas eloquentes do córtex cerebral, para tratamento de doenças neoplásicas, distúrbios do movimento, terapêutica da dor e na cirurgia da epilepsia. Descreve-se o caso de um doente do sexo masculino, 25 anos, com lesão infiltrativa parieto-temporal esquerda proposto para craniotomia acordado, tendo sido realizada uma sedoanalgesia com recurso a dexmedetomidina, que revelou ser uma alternativa segura e eficaz neste tipo de procedimentos.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Silva, Ana Carvalheiro, Ana André, Ana Mira, Fernanda Palmira Ferreira, Cristina

Editorial - Resumos do Congresso Anual SPA 2014

O presente número da Revista contem os resumos das comunicações científicas selecionadas para apresentação no Congresso da SPA em 2014. Este ano registou-se um número recorde de submissões, 223 e um número também recorde de comunicações aceites na forma de poster, 134. Tal não é resultado de maior benevolência por parte dos avaliadores, mas sim de mais quantidade e melhor qualidade, já que os revisores são sensivelmente os mesmos dos anos anteriores e os critérios de avaliação foram semelhantes, atingindo-se também este ano um recorde de 60% de comunicações aceites. Assim, a primeira reflexão que partilhamos é a de que a Anestesiologia portuguesa está mais ativa no que respeita á atividade científica, algo que nos parece merecer um aplauso muito forte, dado o facto de se continuar a viver uma situação de crise económica e social que todos reconhecem ter fortes implicações no sistema de saúde, nos apoios á investigação e nos recursos disponíveis. Aliás parece-nos ser notório que também ao nível da aceitação de comunicações científicas por parte de autores portugueses em congressos internacionais se assiste também a um crescimento significativo, pese embora não dispormos de uma análise objetiva. A natureza das comunicações aceites merece também uma análise, sendo importante referir a crescente percentagem de estudos clínicos. Este ano os estudos prospetivos representam 23%, os retrospetivos 29% e os estudos baseados em questionários 6%. Os casos clínicos representam 38% e as “séries de casos” 2%, o que globalmente constitui uma percentagem de casos clínicos mais baixa do que habitualmente. Pela negativa merece destaque o facto de apenas existir um estudo experimental, a atestar a baixa produção neste domínio. As comunicações aceites provêm dos mais distintos pontos do país e de hospitais de dimensões muito diversas, representando um interesse generalizado pela atividade científica. Esta atividade é muito positiva e certamente será um dos fatores que contribuem para a elevação da qualidade da Anestesiologia e elevação dos standards e da qualidade assistencial. Este interesse é provavelmente resultado de vários fatores, entre os quais a maior importância dada nos curricula e nos exames à produção científica, mas também ao empenhamento de muitos serviços na procura de políticas ativas de fomento da investigação e, ainda, das iniciativas da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia na promoção da investigação e das boas práticas associadas à sua condução. A atenção prestada nos congressos anuais às comunicações científicas, o cuidadoso processo de regulação, submissão e revisão, e a publicação num suplemento da revista da sociedade são importantes. As sessões de apresentação e discussão das comunicações durante os congressos têm sido objeto de uma organização e atenção cuidadas, resultando em sessões com elevado valor científico e pedagógico que certamente contribuem para motivar os autores e honrar os sues esforços. A Comissão Científica da SPA, constituída atualmente por 18 elementos, tem procurado, com grande apoio da direção da Sociedade, estruturar a sua atividade e produzir ajustamentos no processo de submissão, seleção e apresentação/discussão das comunicações que motivem os autores, exerçam pedagogia e resultem numa melhoria da qualidade. Neste processo estamos abertos a sugestões e a inovação, numa procura constante de aproximação a padrões internacionais e de inovação. Numa análise crítica das comunicações apresentadas este ano, nota-se claramente que são melhor escritas e melhor apresentadas e mais bem discutidas. Há muitos estudos bem desenhados e bem executados. Um outro fator notório é o cuidado com a análise estatística, muitas vezes sofisticada. Um aspeto que nos parece muito importante e merecedor de uma reflexão coletiva, é o facto de apesar de bem desenhados, muitos estudos serem pouco originais ou terem reduzidas implicações clínicas ou sobre a nossa prática. Agora que existe um melhor domínio das técnicas e metodologias de investigação e mais experiência, há que ser mais ousado e mais criativo na procura de originalidade e novidade. Uma das inovações deste ano é a nova categoria de “mini-posters”. A criação desta categoria resultou de um debate amplo e prolongado e resultou na aceitação de 55 comunicações nesta categoria. Os “mini-posters” destinam-se a proporcionar a oportunidade a colegas ou a serviços de apresentarem casos ou novos procedimentos ou técnicas que apesar de não serem originais ou inovadores, constituem, no domínio do serviço, ou do hospital ou mesmo do nosso país, casos ou procedimentos que são raros ou novos ou diferentes da prática usual. Abre-se assim uma nova oportunidade para a partilha de experiências e um melhor conhecimento da nossa prática. Não se tratando de investigação propriamente dita, estas comunicações serão apresentadas em posters de formato mais pequeno e não serão objeto de uma apresentação e discussão formal perante moderadores. Os “mini-posters” terão, no entanto, relevante destaque sendo exibidos na área dos “coffee-breaks”, mantendo-se expostos durante todo o congresso. Os seus autores devem procurar estar junto dos seus trabalhos durante os intervalos de café e os congressistas são encorajados a visitar e discutir estes “mini-posters”. A sua publicação no suplemento da Revista da SPA também terá lugar. Ao longo deste Suplemento da Revista o leitor irá encontrar inúmeros motivos de interesse nas mais diversas áreas da nossa especialidade. Há casos clínicos muito interessantes, que muito valorizamos, e por certo que haverá muitos mais na nossa prática ao longo do ano que não são relatados. Há várias análises da prática dos serviços, auditorias, avaliação do grau de satisfação dos doentes e da eficácia dos serviços. Discutem-se novas técnicas e apresenta-se nova tecnologia. Há vários estudos muito interessantes nas áreas da dor e da anestesia loco-regional, traduzindo o carinho especial por estas áreas. Há vários estudos que refletem bem a preocupação atual com o bem-estar dos doentes, com a qualidade e segurança dos nossos cuidados e com o “outcome” dos doentes. Outros estudos debruçam-se sobre o grau de satisfação e motivação dos profissionais de saúde – o que pode traduzir um conjunto de preocupações cada vez mais presente. Tal como é habitual, foram selecionadas para apresentação oral as comunicações científicas melhor pontuadas, num total de cinco e ainda os dois melhores casos clínicos. Estão devidamente identificadas na Revista. Haverá uma sessão de sessenta minutos para apresentação e discussão destas sete comunicações, este ano numa sessão do congresso que não tem outras sessões a decorrer em paralelo. Tal cria condições para uma sessão muito participada e dinâmica para a qual esperamos uma ampla participação. Nada disto seria possível sem algumas colaborações dedicadas, Assim, uma palavra muito especial de reconhecimento pelo trabalho da empresa SKYROS - Congressos. Fruto de uma colaboração de vários anos e de um excelente entendimento, mas sobretudo de um elevado profissionalismo, o seu o trabalho competente e dedicado na gestão de todos os passos relacionados com as comunicações científicas resultou num processo muito eficaz. Também a qualidade do trabalho de produção da Revista, a cargo da Letra Zen, e a grande motivação com que acolhem as nossas solicitações, merecem um agradecimento muito especial. Queremos também agradecer publicamente o trabalho dos colegas que integram a Comissão Científica da SPA, cujos nomes são indicados abaixo e que não só reviram as comunicações submetidas como conduziram um longo processo de reflexão e de decisões no sentido de introduzir melhorias em todo o processo. Como sempre realizaram o seu trabalho nos seus tempos livres, sob pressão de datas limite e, claro, com sacrifícios pessoais. Mas fizeram-no motivados pela valorização da atividade científica e pela preocupação com a formação dos mais jovens. A sua colaboração, que se estenderá á moderação da apresentação dos posters e das comunicações orais, tem subjacente um importante sentido pedagógico. As últimas palavras vão para os autores das comunicações. Congratulamo-nos com a participação recorde numa das vertentes mais importantes do nosso congresso e endereçamos aos autores um agradecimento pelo interesse na vida da Sociedade e felicitações pela qualidade dos seus trabalhos. Sabemos que a maioria dos primeiros autores das comunicações são jovens internos: é para eles que vai grande parte da nossa atenção, e é a pensar na sua formação que os revisores avaliam as comunicações e que todo este processo é conduzido. A Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, o seu Congresso Anual e a sua Revista, mantêm o compromisso de dedicar espaço e atenção à atividade científica dos seus membros. Quanto mais e melhor estudarmos e refletirmos e analisarmos a nossa prática, melhores os cuidados prestados, maior a segurança, melhor o “outcome” para o doente.     Pedro Amorim (Responsável pela Comissão Científica) Paulo Sá Rodrigues (Responsável pelas Comunicações Científicas) António Augusto Martins (Editor da Revista da SPA) Lucindo Ormonde (Presidente da SPA)   A SPA agradece a colaboração dos colegas que reviram as Comunicações Científicas:   António Augusto Martins - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Cristina Ramos - Hospital Santa Marta, CHLC, Lisboa Daniela Figueiredo - Hospital de Santo António, CHP, Porto   Fernando Abelha - Centro Hospitalar S. João, Porto Filipa Lança - Hospital Santa Maria, CHLN, Lisboa Francisco Lobo - Hospital Santo António, CHP, Porto Joana Estilista - Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE   João Viterbo - Centro Hospitalar S. João, Porto Jorge Reis - Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia - Espinho José Miguel Pego - Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga Mara Vieira - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Funchal Manuel Vico Avalos - Centro Hospitalar Tondela - Viseu Patrícia O'Neill - Hospital Beatriz Ângelo, Loures   Paulo Sá Rodrigues - Hospital Fernando da Fonseca, Lisboa   Pedro Amorim - Hospital de Santo António, CHP, Porto   Rosário Órfão - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra   Suzana Parente - Hospital S. Francisco Xavier, Lisboa    

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Amorim, Pedro Sá, Paulo Martins, António Augusto Ormonde, Lucindo

Sumário dos Resumos submetidos ao Congresso anual da SPA 2014

Sumário     Editorial | Pág. 5   Comunicações Orais | Pág. 7   Informação geral sobre os Pósters | Pág.. 8     PO01–A1492 | Hipotermia – é necessário mudar de estratégia | Pág. 9   PO02–A1497 | A baixa reserva funcional como fator de risco para delirium pós- operatório (DPO) | Pág. 9 e 10   PO03–A1506 | Infecção nosocomial em cirurgia ortopédica: um estudo coorte prospectivo | Pág. 10   PO04–A1514 | Infusão contínua da ferida cirúrgica: a (r)evolução na analgesia pós- operatória? - a propósito de 22 casos clínicos | Pág. 10 e 11   PO05–A1522 | Hipotermia pós-operatória – como prevenir? | Pág. 11 e 12   PO06–A1534 | Anestesia total intravenosa para cirurgia de urgência em doente com citopatia mitocondrial em estudo | Pág. 12   PO07–A1546 | Indução e intubação sequencial rápida (IISR): A Nossa controvérsia | Pág. 12 e 13   PO08–A1557 | Anestesia regional: avaliação do desconforto | Pág. 13   PO09–A1558 | Dor crónica pós-operatória e sua relação com a qualidade de vida e recobro após colecistectomia laparoscópica | Pág. 13 e 14   PO10–A1559 | Bloqueio neuromuscular residual em cirurgia bariátrica | Pág. 14   PO11–A1574 | Abordagem anestésica para rmn cardíaca em pediatria | Pág. 14 e 15   PO12–A1577 | Dor crónica pós-cirúrgica e a sua relação com a qualidade de vida e recobro após herniorrafia | Pág. 15   PO13–A1585 | Morfina epidural - náuseas e vómitos no pós-operatório | Pág. 15 e 16   PO14–A1587 | Eventos respiratórios adversos após cirurgia bariátrica laparoscópica | Pág. 16 e 17   PO15–A1590 | Nefrolitotomia percutânea e anemia pós-operatória - a experiência em centro hospitalar | Pág. 17   PO16–A1591 | Qualidade de vida 3 meses  após cirurgia | Pág. 17 e 18   PO17–A1592 | Qualidade de vida após diferentes cirurgias | Pág. 18   PO18–A1593 | Anestesia para cirurgia emergente: tamponamento cardíaco iatrogénico | Pág. 18 e 19 PO19–A1602 | Lesão ner vosa periférica perioperatória: proposta de algo- ritmo de diagnóstico e orientação terapêutica  | Pág. 19 e 20   PO20–A1603 | Impacto da dor crónica pós-cirúrgica na qualidade de vida e de recobro após histerectomia | Pág. 20   PO21–A1604 | Doença renal e infecção nosocomial em cirurgia ortopédica: um estudo prospectivo observacional | Pág. 20 e 21 PO22–A1605 | Don't wait till seizure happens to think in reversible posterior leukoencephalopathy syndrome in pregnancy | Pág. 21   PO23–A1612 | Dor, náuseas  e vómitos após cirurgia bariátrica | Pág. 21 e 22   PO24–A1613 | Nefrectomia de dador vivo: estratégias de analgesia pós- operatória | Pág. 22 e 23   PO25–A1615 | Impacto da dor crónica pós-cirúrgica na qualidade de vida e na qualidade de recobro após cirurgia da mama | Pág. 23   PO26–A1622 | Dor crónica pós-cirúrgica e a sua relação com a qualidade de vida e de recobro | Pág. 23 e 24   PO27–A1629 | P-POSSUM: preditor de risco de morbilidade e mortalidade em cistectomia radical - um estudo prospetivo | Pág. 24   PO28–A1653 | Transplante renal com rim de cadáver: auditoria clínica | Pág. 25   PO29–A1655 | Tamponamento cardíaco - uma complicação rara da cateteri- zação venosa central | Pág. 25 e 26   PO30–A1657 | Tomografia axial computorizada-método adicional de confir- mação do posicionamento de tubos duplo lúmen | Pág. 26   PO31–A1668 | Epidural blood patch – a nossa experiência | Pág. 26 e 27   PO32–A1675 | Anestesia para implantação valvular aórtica transcateter | Pág. 27 e 28   PO33–A1679 | Impacto económico da administração de paracetamol  por via endovenosa versus via oral | Pág. 28   PO34–A1686 | Tradução, adaptação cultural, exequibilidade e validação da “Amsterdam Preoperative Anxiety Information Scale” (APAIS) | Pág. 28 e 29   PO35–A1687 | Avaliação do nível de satisfação dos doentes submetidos a cirurgia vitreoretiniana sob bloqueio peribulbar, em regime de ambulatório | Pág. 29   PO36–A1696 | Dor crónica pós-operatória e o seu impacto na qualidade de vida e qualidade de recobro pós-tiroidectomia | Pág. 30   PO37–A1699 | Estudo restrospectivo da actividade anestésica numa missão humanitária | Pág. 30 e 31   PO38–A1701 | stop-bang elevado na cirurgia bariátrica | Pág. 31   PO39–A1704 | Epidural torácica por abordagem  caudal para piloromiotomia: uma nova abordagem! | Pág. 31 e 32   PO40–A1713 | Síndrome da apneia obstrutiva do sono na obesidade mórbida | Pág. 32   PO41–A1714 | Bloqueio subaracnoideu versus anestesia geral em apendicec- tomia aberta. avaliação do “outcome” peri-operatório | Pág. 33   PO42–A1719 | Thoracic endovascular aortic aneurism repair (tevar) – anaes- thetic management | Pág. 33 e 34   PO43–A1735 | Bloqueio espinhal contínuo para transplantectomia num doente em lista de espera para transplante  cardíaco | Pág. 34   PO44–A1738 | Qualidade de recobro após anestesia e cirurgia: validação da versão portuguesa do questionário quality of recovery 15 | Pág. 35   PO45–A1739 | As diferenças de estado civil e autonomia dos doentes oncológicos podem interferir nos estados  de depressão  e ansiedade quando considerados níveis de dor equivalentes? – Estudo prospetivo durante um ano | Pág. 35 e 36   PO46–A1743 | QOR-15 na previsão da qualidade de vida após cirurgia | Pág. 36   PO47-B1489 | Porque se adiam e cancelam as cirurgias? uma nova unidade de cirurgia de ambulatório | Pág. 36 e 37   PO48-B1556 | Auditoria prospectiva ao uso de máscara  laríngea em decúbito ventral em cirurgia de ambulatório | Pág. 37   PO49-B1566 | Níveis de ansiedade relativos à prestação de cuidados numa uni- dade de cirurgia de ambulatório – o que pensam os nossos doentes? | Pág. 38   PO50-B1583 | Cirurgia de ambulatório – 1 ano de atividade num hospital pediátrico de referência | Pág. 39 PO51-C1715  | Desafio anestésico: cirurgia cardíaca em doente com endocardite infeciosa aguda e complicações cerebrovasculares  | Pág. 39 e 40   PO52-C1729  | E se um cateter se torna um corpo estranho intra-arterial? | Pág. 40   PO53-C1733  | Abordagem de Yoffa revisitado | Pág. 40 e 41   PO54-D1524  | Abordagem emergente de doente com fistula ventriculo-cutânea | Pág. 41 e 42   PO55-D1644  | Anestesia geral dissociativa em doente com síndrome de eisen- menger | Pág. 42   PO56-F1495 | Fibrinogen in aortic surgery: a summary of a publication | Pág. 43   PO57-F1499 | Anemia hemolítica auto-imune – abordagem anestésica em con- texto de cirurgia urgente e programada | Pág. 43 e 44   PO58-F1538 | Anestesia para ortopedia: análise da utilização intra-oper- atória de cell salvage | Pág. 44   PO59-F1540 | Cell salvage intra-operatório: será sempre custo-efectivo? | Pág 44 e 45   PO60-F1552 | Hemoglobina pré-operatória enquanto predictor das necessi- dades transfusionais intra e pós-operatórias | Pág. 45   PO61-F1635 | Cirurgia abdominal  urgente: dabigatrano um desafio multidis- ciplinar | Pág. 46   PO62-F1673 | Traumatismo crânio-encefálico: quando transfundir? estudo ret- rospetivo numa unidade de cuidados intensivos de neurocríticos | Pág 46 e 47   PO63-g1596 | Anestesia para cirurgia de revascularização cerebral em doente com Moyamoya | Pág. 47   PO64-g1598 | Avaliação da impulsividade num modelo animal de exposição a quetamina | Pág. 48   PO65-g1639 | Craniotomia em paciente acordado: quais os benefícios da anestesia geral combinada | Pág. 48 e 49   PO66-g1645 | Três anos de anestesia para cirurgia de epilepsia | Pág. 66   PO67-H1528  | Toxicidade sistémica por anestésico local em doente pediátrico – caso clínico | Pág. 50   PO68-H1579  | Subdural analgesia - is there a role for that kind of analgesia? | Pág. 50 e 51   PO69-H1586  | Bloqueio subaracnoideu contínuo para cirurgia urgente em doente com patologia cardiorrespiratória grave | Pág. 51   PO70-H1595  | blood patch epidural – follow-up de 3 anos | Pág. 51 e 52   PO71-H1614  | Polineuropatia inflamatória crónica desmielinizante e anestesia loco-regional - caso clínico | Pág. 72   PO72-H1681  | acupuncture as an effective rescue therapy for intraoperative nausea and vomiting | Pág. 52 e 53   PO73-H1689  | Priapismo e bloqueio subaracnoideu: implicações e abordagem terapêutica na cirurgia transuretral  | Pág. 53 e 54   PO74-H1693  | Anestesia regional para fratura da clavícula: a dúvida persiste | Pág. 54   PO75-H1717  | Quando o erro ocorre por via epidural – a propósito de um caso clínico | Pág. 54 e 55   PO76-H1732  | Bloqueio tap subcostal contínuo bilateral como técnica anes- tésica no doente crítico | Pág. 55   PO77-I1599 | anesthesia vs liver. a seven year review on pharmacologic hepato- toxicity cases | Pág. 55 e 56   PO78-I1694 | Cardiomiopatia de stress após taquicárdia supraventricular des- encadeada pela reversão do bloqueio neuromuscular | Pág. 56 e 57   PO79-I1724 | Verapamil em suspeita de hipertermia maligna – caso clínico | Pág. 57   PO80-j1547 | Cateteres venosos centrais colocados por anestesiologistas - complicações registadas num ano num hospital pediátrico | Pág. 58   PO81-j1563 | Epidural torácica no lactente sindromático | Pág. 58 e 59   PO82-j1582 | Prematuridade – casuística de um ano num hospital pediátrico de referência | Pág. 59   PO83-j1594 | Craniossinostose – caracterização da população pediátrica submetida a cranioplastia e complicações peri-operatórias | Pág. 59 e 60 PO84-j1597 | Intubação esofágica assegura  ventilação | Pág. 60   PO85-j1664 | Relato de 24 meses de experiência de uma unidade de trans- plantação hepática pediátrica | Pág. 61   PO86-j1684 | Bloqueio subaracnoideu em recém-nascidos pré-termo - ex- periência de 3 anos de um hospital pediátrico | Pág. 61 e 62   PO87-k1529 | Anestesia para cesariana em parturiente com cardiomiopatia periparto | Pág. 62   PO88-k1535 | Anestesia geral para cesariana em doente com distonia miotónica de steinert | Pág. 62 e 63   PO89-k1536 | Púrpura trombocitopénica trombótica: qual a melhor abord- agem | Pág. 63   PO90-k1630 | Obstetric anesthesia for a patient with brown-séquard syn- drome and epilepsy | Pág 64   PO91-k1659 | Encefalopatia de wernicke, gravidez e anestesia, uma tríade invulgar | Pág. 64 e 65   PO92-k1661 | Manuseio anestésico de grávida com telangiectasia hemor- rágica hereditária: um desafio | Pág. 65   PO93-k1669 | Quando o bloqueio epidural não é possível: estudo retrospe- tivo numa maternidade terciária | Pág. 65 e 66   PO94-k1680 | Falência do bloqueio do neuro-eixo em anestesia para cesari- ana: um estudo retrospetivo sobre a incidência e os fatores de risco | Pág. 66 e 67   PO95-k1688 | blood-patch: amigo ou inimigo? | Pág. 67   PO96-k1736 | Prática transfusional em obstetrícia - estudo retrospetivo de dois anos | Pág. 67 e 68   PO97-l1537 | Cuidados críticos em obstetrícia: estudo retrospetivo de 4 anos | Pág. 68   PO98-l1678 | Craniectomia descompressiva - a propósito de um caso clínico! | Pág. 68 e 69   PO99-l1685 | Infeção em doentes queimados: quais os agentes  mais culpa- dos? | Pág. 69   PO100-m1502 | Edema pulmonar induzido por naloxona - descomplicando uma complicação | Pág. 70   PO101-m1646 | Cumprimento de guidelines de suporte avançado de vida em medicina pré-hospitalar | Pág. 70 e 71   PO102-m1705 | Casuística de trauma do veículo de emergência médica e reanimação | Pág. 71   PO103-m1721 | Edema pulmonar de pressão negativa por epiglotite aguda | Pág. 71 e 72   PO104-m1725 | Emergência intraoperatória por iatrogenia | Pág. 72   PO105-n1515 | Dor no pós-operatório de prótese total do joelho: com- paração entre três técnicas | Pág. 73   PO106-n1652 | Síndrome do nervo cluneal: diagnóstico e tratamento com radiofrequência pulsada | Pág. 73 e 74   PO107-n1672 | Patient-controlled analgesia (pca): que parâmetros  se cor- relacionam com bólus não administrados? | Pág. 74   PO108-n1683 | A presença de ansiedade e depressão  em doentes com dor crónica oncológica estarão  associadas à taxa de mortalidade? – Estudo prospetivo de 120 doentes durante um ano | Pág. 74 e 75   PO109-n1692 | Alternativas terapêuticas na nevralgia do trigémeo – a propósito de um caso clínico | Pág. 75   PO110-n1708 | Bloqueio do gânglio estrelado guiado por ecografia num doente com síndrome de dor regional complexa tipo ii | Pág. 76   PO111-n1716 | Dor aguda no pós-operatório de tiroidectomia total – ne- cessidade de opióide? | Pág. 76 e 77   PO112-n1741 | Bpi como preditor de ansiedade e depressão. Estudo prospe- tivo de 120 doentes oncológicos com dor crónica | Pág. 77   PO113-n1745 | Dor crónica pós-operatória: um outcome após cirurgia | Pág. 77 e 78   PO114-O1649 | Simulação de alta-fidelidade em emergências em obstetrícia – impacto na autoavaliação de competências | Pág. 78 e 79 PO115-O1651 | Avaliação da falibilidade humana e competências não técni- cas em eventos críticos | Pág. 79   PO116-O1663 | O anestesiologista: a visão do doente | Pág. 79 e 80   PO117-O1666 | O que preocupa os doentes na anestesia? | Pág. 80   PO118-O1674 | Síndrome de burnout em internos de anestesiologia | Pág. 80 e 81   PO119-q1505 | Ten years review of the anesthetic management and intraop- erative outcomes of patients with brugada syndrome | Pág. 81   PO120-q1532 | prolonged paralysis after succinylcholine | Pág. 82   PO121-q1533 | anesthetic management of an adult with arthrogryposis multiplex congenita | Pág. 82 e 83   PO122-q1539 | Cateterização venosa central: avaliação e caracterização de práticas | Pág. 83 e 84   PO123-q1554 | Susceptibilidade aumentada para a hipertermia maligna: o que fazer? | Pág. 84   PO124-q1562 | Vigilância: um compromisso "life saving" | Pág. 84 e 85   PO125-q1572 | Estarão os doentes satisfeitos com os cuidados perioper- atórios? | Pág. 85 e 86   PO126-q1625 | Injecção intra-arterial acidental | Pág. 86   PO127-q1682 | Cardioversão eléctrica sincronizada num caso de embolia de co₂ | Pág. 86 e 87   PO128-q1710 | Quando a culpa não é da mitocôndria | Pág. 87   PO129-r1606 | Embolia paradoxal após implantação de cimento ósseo | Pág. 87 e 88   PO130-s1660 | Avaliação da dificuldade de intubação em doentes obesos propostos para cirurgia bariátrica | Pág. 88   PO131-s1676 | Anestesia do doente super super obeso: relato de um caso | Pág. 89 PO132-s1698 | Abordagem da via aérea em doente com síndrome de hallervorden-spatz  | Pág. 89 e 90   PO133-s1707 | Síndrome de treacher collins é sinónimo de via aérea difícil? | Pág. 90   PO134-s1709 | Rutura traqueal e intubação orotraqueal ou síndrome de hamann? | Pág. 91   mInI-PÓsTers | Pág 92   mP01 – A 1525  | anesthetic management of carotid body paragangliomas – a case report | Pág. 92 mP02 – A 1569 | Paraparésia espástica tropical - abordagem anestésica | Pág. 92 mP03 – A 1571  | Monitorização cerebral em endarterectomia carotídea: caso clínico | Pág. 92 e 93   mP04 – A 1607  | Pregnancy and addison´s disease: the advantage of an epidural catheter | Pág. 93   mP05 – A 1611  | Transplante renal de dador vivo: descrição de uma série de casos num centro de referência | Pág. 93   mP06 – A 1626  | Caraterização do conhecimento dos anestesistas acerca do preço dos fármacos mais frequentemente usados na sua prática clínica | Pág. 94 mP07 – A 1667  | Síndrome de brugada e anestesia – série de 6 casos | Pág 95 mP08 – A 1691  | Aneurisma da aorta abdominal: um estudo retrospectivo | Pág.95 e 96   mP09 – A 1697  | Hipercalcémia no doente urológico com neoplasia maligna do rim – quando e porquê adiar a cirurgia? | Pág. 96   mP10 – A 1731  | Audito interno: avaliação da qualidade e segurança na utilização de pca na unidade de dor aguda da nossa instituição | Pág. 96 e 97   mP11-B1542 | Reação anafilática ao corante azul patente v durante tumorectomia mamária | Pág 97 mP12-B1711 | Cirurgia de ambulatório.. pode-se realizar na urgência? | Pág 97 mP13-C1551 | Monitorização hemodinâmica com lidcorapid em cirurgia aórtica – a propósito de dois casos clínicos | PAg 97 e 98   mP14-C1728 | Leiomioma uterino com extensão para as câmaras cardíacas direitas: abordagem anestésica | Pág 98 e 99   mP15-D1521 | Anestesia para ressecção de paraganglioma retroperitoneal em 2 tempos: 2 desafios anestésicos | Pág 99   mP16-e1560 | Edema pulmonar de pressão negativa e seu tratamento com válvula de boussignac | Pág 99 e 100   mP17-e1647 | Esofagectomia por toracoscopia e laparoscopia: complicação não usual | Pág 100   mP18-g1531 | Craniotomia com o doente acordado e dexmedetomidina – a nossa experiência | Pág 100   mP18-g1531 | Craniotomia com o doente acordado e dexmedetomidina – a nossa experiência | Pág. 100   mP19-H1504 | Síndrome de proteus e anestesia locorregional: um caso de sucesso | Pág. 100 e 101   mP20-H1544 | Abordagem cirúrgica de tatuagem lombar para analgesia epidural | Pág 101 e 102   mP21-H1581 | Traumatologia e anestesia loco-regional na população idosa.. a propósito de caso clínico | Pág 102   mP22-H1723 | Bloqueio de nervos periféricos na cirurgia da fratura do colo do fémur – a propósito de um caso clínico | Pág. 102   mP23-H1726 | Anestesia regional na doença de charcot-marie-tooth e na sín- droma de dandy-walker | Pág 102 e 103   mP24-I1573 | Esmolol na anestesia para craniotomia no doente acordado | Pág 103 mP25-I1637 | Administração inadvertida de labetalol por via epidural | 103 e 104 mP26-I1677 | Utilização de sugamadex num doente com síndrome de brugada | Pág. 104   mP27-I1702 | Angioedema pós-operatório – uma oportunidade de atualizar o conhecimento farmacológico | Pág 104 e 105   mP28-j1555 | Adrenalectomia bilateral numa criança com complexo de carney | Pág. 105   mP29-j1600 |Anestesia geral em doente pediátrico com síndrome de wolf- hirschhorn | Pág. 105   mP30-j1656 | Sedação com hidrato de cloral para procedimentos radiológi- cos não invasivos em crianças | Pág. 105 e 106   mP31-j1720 | Anafilaxia à ropivacaína – caso clínico | Pág. 106   mP32-j1737 | Abordagem anestésica de correção cirúrgica de fenda ester- nal em lactente - caso clínico | Pág. 106 e 107   mP33-j1742 | Hemorragia por pressão negativa pós extubação: um caso raro | Pág. 107   mP34-k1507 | Papel da dose teste em analgesia para trabalho de parto | Pág. 107 e 108   mP35-k1530 | Bloqueio subdural acidental - uma complicação rara da anes- tesia/analgesia epidural em obstétricia | Pág. 108   mP36-k1575 | Coagulação intravascular disseminada na grávida: caso clínico | Pág 108   mP37-k1619 | Síndrome de horner após dose teste epidural | Pág. 108 e 109   mP38-k1722 | Anestesia para cesariana em grávida com cordoma do clivus | Pág 109   mP39-m1508 | Small airways, big problems | Pág. 109 e 110   mP40-m1550 | Pneumotórax hipertensivo – uma apresentação invulgar | Pág. 110   mP41-m1706 | Laceração da traqueia após entubação traqueal em grávida com pré-eclâmpsia | Pág. 110   mP42-n1568 | Radiofrequência pulsada guiada por ecografia no tratamento de dor crónica do tornozelo | Pág. 111   mP43-n1588 | Dor do pós-operatório de cirurgia do joelho e perna – eficácia analgésica | Pág. 111 mP44-n1620 | Diagnóstico e tratamento do síndrome do nervo cluneal, a propósito de um caso clínico | PÀg 111 e 112   mP45-n1718 | Dor crónica ciática em obstetrícia – caso clínico | Pág. 112   mP47-q1501 | Síndrome de implantação do cimento ósseo: a propósito de um caso clínico | Pág. 112 e  113   mP49-q1584 | Hiperckémia e implicações anestésicas | Pág 113   mP50-q1690 | Choque séptico após ureterorrenoscopia com litotrícia | Pág. 113   mP51-s1561 | Luxação da articulação temporo-mandibular durante a aval- iação da via aérea  | Pág. 114   mP52-s1564 | Epiglotite aguda no adulto: uma vad emergente  | Pág. 114 e 115   mP53-s1648 | Síndrome Ehlers-Danlos tipo iv: abordagem  anestésica | Pág 115   mP54-s1671 | Intubação por fibroscopia em situação de emergência | Pág. 115 e 116   mP55-s1734 | Abordagem da via aérea difícil na criança com síndrome de Subowitz: um desafio | Pág. 116

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

SPA, Comissão Científica

Comunicações Orais

Conjunto de comunicações melhor classificadas e seleccionadas para apresentação oral. As comunicações estão ordenadas de acordo com a pontuação obtida. Estas comunicações, para além da apresentação na forma de poster, serão apresentadas de forma oral, em sessão do Programa Principal, que terá lugar no domingo, dia 30 de Março, entre as 12:00 e as 13:00 na Sala Apollo do Hotel Sheraton - Porto.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

SPA, Comissão Científica

Resumos dos Posters e Mini-posters submetidos e avaliados ao Congresso anual da SPA 2014

Resumos dos Posters e Mini-posters submetidos e avaliados ao Congresso anual da SPA 2014.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

SPA, Comissão Científica

Mensagem da Presidente da SPA

Mensagem da Presidente da SPA Suceder a um presidente com o grau de excelência do Lucindo Ormonde é um desafio. Em 10 anos, ele conseguiu para a SPA, aliás para a Anestesiologia um lugar de destaque na Medicina Portuguesa e Europeia. A nossa especialidade é ouvida e respeitada entre os pares, os futuros colegas e os órgãos de decisão. Tudo isto graças a uma geração de anestesiologistas liderada pelo Lucindo. Numa época tão adversa é extraordinária a força que a nossa especialidade conseguiu. Sentimos orgulho em ser anestesiologistas portugueses, em pertencer à Sociedade Portuguesa de Anestesiologia. O último congresso em Março onde se reuniu a "família anestesiológica", foi disso demonstrativo. A adesão foi expressiva e a participação superou as melhores expectativas. Obrigada Lucindo.   Assim, a fasquia está alta mas, sempre gostei de desafios e, quando o Lucindo, me incentivou a candidatar para lhe suceder, procurei rodear-me de uma boa equipa, mantendo algumas pessoas, introduzindo outras novas e aceitei o desafio. Acredito que parte da força da nossa especialidade provém da riqueza que a diversidade lhe confere. A nova direção e demais corpos sociais integram anestesiologistas de várias regiões do país, com vivência, anos de experiência e áreas de trabalho diversas. Para além disso, esperamos continuar a contar com o contributo de todos os que nos últimos anos sem integrar a direção da SPA, com ela colaboraram e, de todos os que no futuro o pretendam fazer.   A direção que lidero tem um projeto de continuidade no que respeita a dignificar a Anestesiologia Portuguesa nas suas diversas áreas de atividade: Anestesia, Medicina Perioperatória, Emergência, Medicina Intensiva e Medicina da Dor. Iremos privilegiar atividades que promovam a Qualidade e Segurança, Gestão e Liderança, Formação no Internato, Formação contínua, Investigação, Avaliação e Recertificação, reforçando a importância da Anestesiologia.   Os anestesiologistas contactam no seu dia-a-dia, fazendo interface, com colegas de quase todas as especialidades, com enfermeiros, farmacêuticos, gestores, engenheiros, informáticos, psicólogos, assistentes sociais, etc. Tudo isto tem em si um potencial enorme, obrigando a que, além da aquisição de conhecimentos técnicos e científicos de nível cada vez mais exigente, a anestesiologia tenha que adquirir competências em organização e gestão assumindo um papel de liderança. Todas as atividades nesta área serão continuadas e fomentadas. Neste âmbito daremos continuidade ao projecto do Grupo de Estudo para a Medição da Atividade Produtiva na Área da Anestesiologia, iniciativa conjunta da ACSS e SPA. Integramos, também, grupo de trabalho para a Criação do Conselho Superior das Sociedades Científicas Médicas Portuguesas (CSSCMP).   A formação de internos e a formação contínua são áreas de importância crucial na Anestesiologia às quais dediquei parte importante da minha vida profissional, bem como alguns dos colegas que integram a nova Direção. A promoção da Formação e da Investigação para desenvolvimento de competências será uma das nossas prioridades, respondendo aos atuais desafios nacionais e europeus. Por iniciativa nossa, está já a ser criado um grupo de trabalho constituído por internos de todo o país para organização de atividades relacionadas com o internato e dinamização do site, como meio de comunicação. Dele fará parte o representante dos internos no council da ESA que é português. Respondemos positivamente ao pedido de parceria entre a SPA e a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), pois acreditamos que a divulgação do âmbito e importância da Anestesiologia deve começar no ensino universitário. A SPA como membro da National Anaesthesiologists Societies Committee (NASC), irá recomendar quatro anestesiologistas portugueses orientadores de formação de quatro centros hospitalares de regiões geográficas diferentes para frequentar o curso europeu Teach the Teachers, já este ano. O grupo de trabalho envolvido na formação científica onde se incluem vários elementos da nova direção, irá alargar a sua atividade pedagógica, integrando o seu líder Pedro Amorim os novos corpos sociais da SPA, o que traduz a importância que damos a esta área. Tendo a SPA importância institucional nomeadamente no patrocínio de várias organizações científicas, está já na fase final de elaboração o Regulamento para Patrocínio Cientifico pela SPA. A revista que tem melhorado a sua qualidade com o editor-chefe António Augusto Martins, novo elemento eleito do conselho geral da SPA, irá manter a periodicidade atual, e é nosso objetivo a indexação. O site, meio privilegiado de comunicação, está a ser atualizado e a médio prazo será reformulado.   Sendo a SPA um dos signatários da Declaração de Helsínquia, a Segurança será uma das nossas áreas estratégicas estando programada a criação de um grupo de trabalho para coordenar e desenvolver atividades nessa área. Em continuidade com a direção cessante que integrei, estamos a assegurar iniciativas que visam a melhoria do processo clínico criando uma aplicação dirigida a Recomendações sobre Anticoagulação e Anestesia Loco Regional, fruto do trabalho do grupo de consensos coordenado pela Cristiana Fonseca. A produção de consensos científicos, obrigação das sociedades científicas será incentivada.   As Secções de Pediatria, Obstetrícia e Medicina Intensiva bem como os Grupos de Trabalho de Medicina da Dor e de Via Aérea Difícil, recentemente reorganizado, receberão todo o apoio da direção nas atividades que desenvolverem nas respetivas áreas. Novas propostas de criação de secções e grupos de trabalho, enquanto dinamizadoras da nossa especialidade, serão bem-vindas.   No fim de Outubro deste ano de 2014, mantendo o espírito livre do modelo que tanto sucesso teve nas iniciativas anteriores irão realizar-se no Funchal as Tertúlias de Anestesiologia, coordenadas pelo Rui Guimarães. Manteremos o Congresso anual em Março; em 2015 será em Lisboa nos dias 12, 13 e 14. O programa está a ser elaborado pela Comissão Científica. Apresentamos já candidatura a congressos internacionais. O Dia Mundial de Anestesiologia será este ano comemorado em Lisboa no Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar de Lisboa Norte. Planeamos outros eventos de que, oportunamente, daremos notícia.   Consideramos importante manter o excelente relacionamento interpares a nível nacional e internacional com todas as associações representativas dos Anestesiologistas. Integramos grupo de trabalho com as demais sociedades científicas médicas nacionais, participamos nas reuniões da NASC e mantemos relacionamento privilegiado com sociedade internacionais como a SEDAR e a ESA. Pretendemos manter o bom relacionamento com o colégio de Anestesiologia representado no seu presidente Paulo Lemos.   O Entusiasmo da equipe que lidero faz -me antever com otimismo um futuro trabalhoso, um mandato muito exigente e cheio de desafios mas, bem-sucedido. Estou certa de que com a colaboração de todos os colegas dos corpos sociais da SPA, dos grupos de trabalho, secções e demais anestesiologistas que pretendam colaborar com a SPA, conseguiremos manter o elevado nível reforçando o papel relevante da anestesiologia nacional, constituindo um espaço para os anestesiologistas virem buscar energias para enfrentar os desafios e incertezas do dia-a-dia.     Maria do Rosário Órfão   Presidente da SPA

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Órfão, Maria do Rosário

Ecografia Abdominal e Pleuro-pulmonar na Urgência - Protocolo E-FAST ( Focused Assessment with Sonography for Trauma)

O protocolo Focused Assessment with Sonography for Trauma é definido como a detecção por ultrassonografia de líquido livre no espaço pericárdico, intraperitoneal e pleural em doentes com traumatismo abdominal fechado e em 2004 foi ampliado incluindo o diagnóstico adicional de pneumotórax. O objetivo deste trabalho é sistematizar a metodologia deste protocolo e incentivar a utilização da ecografia à cabeceira do doente nos serviços de urgência. Segundo as guidelines atuais, a ecografia deve estar integrada no plano de formação dos médicos de urgência pelo que se tornam necessários programas de formação adequados que garantam segurança e eficácia.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Segura-Grau, Elena Segura, Ana Alba, Margarita Oviedo, Alberto

Despertar intraoperatório (awareness) – Abordando o paciente de forma sistemática

Introdução: Apesar de todos os avanços da Anestesiologia nas últimas décadas, o facto é que o awareness (ou despertar intraoperatório) se mantém uma complicação rara mas importante na prática clínica moderna. Muitos foram os factores predisponentes já sugeridos na literatura mas a investigação é dificultada pela baixa incidência do fenómeno – que impõe a necessidade de estudos de grandes dimensões para produzirem dados com significado estatístico. Material e Métodos: Foi feita uma revisão da literatura com vista à objectivação de factores de risco para awareness e consequentes estratégias preventivas. Resultados: Investigações realizadas nos últimos anos elucidam alguns factores de risco para o despertar intraoperatório, ao mesmo tempo que alertam para a participação de erro humano e/ou disfunção dos equipamentos numa percentagem importante dos casos. Discussão: Embora sejam necessários estudos adicionais, mais abrangentes, parece claro que não devemos simplesmente aguardar por novos desenvolvimentos da ciência relativamente a esta entidade. Algo pode e deve ser feito à luz dos conhecimentos actuais, e cada Anestesiologista deverá ser progressivamente mais proactivo na prevenção desta complicação. Conclusão: Seguindo tal linha de pensamento, o presente artigo baseia-se na literatura disponível para sugerir um protocolo de abordagem sistemática e estruturada aos pacientes em maior risco, numa óptica de melhoria contínua dos cuidados prestados.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Alves, Daniel Rodrigues Carvalho, Cláudia

O Síndrome de Moyamoya na criança e sua abordagem anestésica

  O Síndrome de Moyamoya é uma doença cerebrovascular, que predispõe os doentes a episódios cerebrais isquémicos/hemorrágicos em associação com a estenose progressiva das artérias carótidas internas intracranianas e seus ramos proximais. Os autores descrevem o caso clínico de uma criança do sexo masculino, raça negra, de 10 anos de idade, ao qual foi diagnosticado Síndrome de Moyamoya em angiografia de subtração digital, realizada para esclarecimento de hemiparesia espástica e paresia facial central. O doente foi submetido a uma técnica cirúrgica de revascularização indireta, encefaloduroarteriosinangiose, sob anestesia geral. A abordagem anestésica destes doentes deve priorizar a manutenção da perfusão cerebral, a fim de evitar complicações cerebrovasculares. Com este caso, os autores descrevem a abordagem peri-operatória da doença cerebrovascular na criança.  

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Carvalheiro, Filipa Mira, Fernanda Palma André, Ana Isabel Ferreira, Cristina

Anafilaxia causada por azul patente: um caso clínico

O azul patente é um dos corantes sintéticos utilizados para identificação do gânglio sentinela nos tumores da mama. É cada vez mais frequente a administração de corantes sintéticos em certas cirurgias e sob anestesia geral os sinais precoces de uma reação anafilática podem passar despercebidos. Apresenta-se o caso de uma doente de 56 anos com neoplasia da mama, submetida a anestesia geral para mastectomia. Após a indução anestésica administrou-se o corante, tendo-se verificado o aparecimento de pápulas urticariformes no tronco, membros e face e hipotensão arterial grave. Foi admitido o diagnóstico de choque anafilático. A doente foi tratada segundo protocolo, com recuperação parcial, tendo a cirurgia sido adiada. Dada a premência da cirurgia, esta realizou-se dias depois, tendo sido substituídos alguns fármacos, não utilizado o corante azul patente e realizado protocolo de prevenção das reações alérgicas. A cirurgia decorreu sem incidentes; posteriormente foi confirmada alergia ao corante.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Marcelino, Margarida Ferreira, Rita Costa, Paula

História da Anestesiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra

Os primeiros passos para a autonomização do Serviço de Anestesiologia nos Hospitais da Universidade de Coimbra como serviço independente datam do ano de 1961. Em fevereiro de 1972, Fernando de Oliveira (professor de cirurgia) foi indigitado como diretor interino do Serviço de Anestesiologia dos HUC, considerando-se esta a data fundacional do serviço, e Anselmo Carvalhas (anestesiologista) é eleito para adjunto da direção do serviço. Em 11 de outubro de 1977 cessa funções e, Carlos Tenreiro (anestesiologista), nesta data, foi nomeado para Diretor do Serviço de Anestesiologia. O Serviço acompanhou as evoluções científico-tecnológicas das décadas seguintes. Em 1987, a transferência para o “Novo Hospital” constituiu um passo essencial para o desenvolvimento do Serviço e para a expressão da especialidade nas suas diversas vertentes (Medicina da Dor, Emergência, Cuidados pós-anestésicos, Transplantação, Ensino, Centro de Simulação Biomédica). Foram sucessivamente seus Diretores, Anselmo Carvalhas, António Mesquita, António Craveiro e Martins Nunes. Em 12 de Dezembro de 2011 o Diretor do Serviço de Anestesiologia dos HUC foi nomeado Presidente do Conselho de Administração do novo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, iniciando-se uma profunda reforma hospitalar. Em 3 de Julho 2013 os Serviços de Anestesiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra e do Centro Hospitalar de Coimbra foram fundidos no novo Serviço de Anestesiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, dirigido por Clarinda Loureiro.  

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Nunes, José Martins Sousa, Margarete Mesquita, António

Sumário do Suplemento dos Resumos do Congresso Anual da SPA 2013

Sumário dos conteúdos do Suplemento da Revista para o Congresso Anual da SPA 2013

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

SPA, SPA

Comunicações orais ao Congresso da SPA 2013

No summary/description provided

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

SPA, SPA

Editorial do Suplemento da Revista da SPA ao Congresso Anual da SPA 2013

O presente número da Revista contém os resumos das comunicações científicas seleccionadas para apresentação no Congresso da SPA em 2013. São 96 as comunicações aceites, um número apenas ligeiramente inferior ao dos anos anteriores, mas um número de que nos devemos orgulhar já que representa um esforço assinalável de actividade científica num ambiente que se mantém difícil. Antes do mais queremos dirigir um cumprimento e agradecimento a todos os que enviaram os seus trabalhos para o Congresso, reconhecendo que tal representa nos dias de hoje um esforço louvável e uma capacidade assinalável para manter a motivação e o gosto por uma área, actividade científica, que no nosso meio depende quase exclusivamente de trabalho desenvolvido nas horas vagas e nos escassos tempos livres.   A sociedade Portuguesa passa por uma grande crise, cujos efeitos se agravaram ainda mais ao longo do último ano. Trata-se de uma crise que todos sentimos no dia a dia e que se manifesta também ao nível do sistema de saúde. Perante este cenário é fundamental preservar a qualidade da Anestesiologia, nomeadamente ao nível da formação dos internos e da manutenção de elevados standards clínicos. Felizmente que a formação tem visto a sua qualidade melhorar, resultado de múltiplos esforços e da enorme dedicação e entusiasmo dos jovens internos. A passagem do internato da especialidade a 5 anos, a elevação do nível das avaliações anuais e final, a valorização do currículo académico e da investigação, a generalização e valorização do Diploma Europeu de Anestesiologia, os múltiplos cursos e acções de formação organizados por diferentes serviços e por todos acarinhados, o desenvolvimento do uso de simuladores, tudo tem contribuído para a melhoria da formação dos internos de Anestesiologia. A Sociedade Portuguesa de Anestesiologia empenha-se em contribuir para este esforço, promovendo anualmente vários eventos científicos que culminam no congresso anual no qual as comunicações científicas merecem cada vez mais atenção e destaque. Para o Congresso deste ano, o grupo encarregado da revisão e selecção das comunicações, bem como da moderação da sua apresentação, teve o cuidado de tentar melhorar o seu desempenho. Assim, assumiu uma constituição mais formal, na forma de Comissão Científica da SPA e, com o apoio da Direcção, promoveu uma reunião dos seus membros, numa reflexão de dois dias que se revelou muito produtiva. Desta reunião resultaram novas regras e por isso um novo regulamento para a submissão de comunicações científicas, o qual foi atempadamente publicado. Também se definiram novos prazos para o processo de submissão e selecção que permitiram que os autores conhecessem mais cedo o resultado das suas submissões. A Comissão Científica é constituída por 16 elementos e procura ter uma representatividade geográfica, geracional e científica. Os seus elementos trabalharam com grande entusiasmo e dedicação, mas sobretudo com um elevado empenho em tentar contribuir para a melhoria da qualidade das comunicações científicas e para a dignidade de todo o processo. Os debates no seio deste grupo foram intensos, traduzindo a paixão com que todos encaram a actividade científica. Quanto aos resultados, competirá ao leitor e aos autores de comunicações avaliar. Os elementos da Comissão Científica vão estar empenhados, durante o congresso, na interacção com os autores e com os participantes no congresso e nas sessões de comunicações, auscultando também opiniões e colhendo sugestões. No seguimento do congresso reunirão de novo num esforço de procura contínua de obter melhorias indo ao encontro dos desejos da direcção e dos interesses dos sócios da SPA e da Anestesiologia Portuguesa. No que respeita às comunicações científicas ao congresso, importa fazer uma breve análise aos números mais recentes. Em 2011 houve 215 comunicações submetidas, tendo sido aceites 122 (taxa de aceitação 57%) com 54% de casos clínicos. Em 2012 houve 185 comunicações submetidas, tendo sido aceites 115 (taxa de aceitação 62%) com 44% de casos clínicos. Este ano de 2013 houve 195 comunicações submetidas, tendo sido aceites 96 (taxa de aceitação 49%), com 32% de casos clínicos. Constata-se que o número de submissões se tem mantido estável em redor das duas centenas e que a taxa de aceitação baixou consideravelmente este ano. Tal deve-se possivelmente ao facto de o processo de selecção ter sido mais exigente, algo já indicado no regulamento de 2013, resultado da decisão da Comissão Científica de promover qualidade em detrimento de quantidade. Esta preocupação pode ser discutível. No presente, a actividade científica é mais valorizada do que nunca na avaliação curricular dos internos, existindo naturalmente uma pressão grande para “publicar”. Tal representa um perigo, pois pode resultar num ambiente de tolerância excessiva que facilite a aceitação e publicação de trabalhos científicos. A SPA, através da sua direcção e da Comissão Científica, entende que é importante resistir a essas pressões e assegurar a manutenção de níveis elevados de qualidade. Esta atitude terá resultado numa redução do número de comunicações aceites este ano, mas resulta também no que nos parece ser uma clara melhoria de qualidade. Claro que tal se deve essencialmente aos esforços e ao trabalho de quem investiga e estuda e analisa e partilha os resultados dessa actividade, os autores das comunicações que aqui apresentamos. A melhoria da qualidade das comunicações é também reflectida no facto de o número de casos clínicos aceites ter vindo a diminuir de modo assinalável: 54% em 2011, 44% em 2012 e 32% em 2013. Não é tanto pela redução dos casos clínicos que concluímos pela melhoria da qualidade, mas sim pelo facto de esta redução representar um aumento do número de estudos, sejam análises retrospectivas, estudos clínicos prospectivos ou mesmo estudos laboratoriais. Ao longo desta Revista o leitor irá encontrar inúmeros motivos de interesse nas mais diversas áreas da nossa especialidade. Há casos clínicos muito interessantes, que muito valorizamos, e por certo que haverá muitos mais na nossa prática ao longo do ano que não são relatados. Há várias análises da prática dos serviços, auditorias, avaliação do grau de satisfação dos doentes e da eficácia dos serviços. Discutem-se novas técnicas e apresenta-se nova tecnologia. Há vários estudos muito interessantes nas áreas da dor e da anestesia loco-regional, traduzindo o carinho especial por estas áreas. Há vários estudos que reflectem bem a preocupação actual com o bem-estar dos doentes, com a qualidade e segurança dos nossos cuidados e com o outcome dos doentes. Para além da melhoria da qualidade é de assinalar o facto de termos comunicações oriundas de todo o país, do Minho e Trás-os-Montes ao Alentejo, das Beiras à ilha da Madeira e aos Açores. O Congresso e, nomeadamente, as sessões de apresentação e discussão dos posters serão por certo muito participadas, variadas e animadas. Para além do agradecimento aos autores pelo seu trabalho e pela sua presença, queremos sugerir a todos, autores e congressistas, que participem nas sessões de discussão de posters, já que é essa presença que enriquece a nossa formação e dá vida aos debates. É já uma tradição que as sessões de posters do Congresso da SPA sejam muito participadas e queremos lembrar a todos a importância de estarem presentes. Trata-se de uma das actividades mais importantes na vida da sociedade e tudo faremos para que mantenha visibilidade e dignidade. Tal como é habitual, foram seleccionadas para apresentação oral as comunicações científicas melhor pontuadas. Todas as comunicações aceites na avaliação inicial por dois revisores sem qualquer reserva, várias dezenas, foram depois classificadas pelos 16 revisores. As dez que obtiveram pontuação mais elevada nesta avaliação pela totalidade dos revisores foram seleccionadas para apresentação oral e estão devidamente identificadas na Revista. Haverá uma sessão de noventa minutos para apresentação e discussão destas dez comunicações o que garante a possibilidade de troca de ideias e de debate. Nada disto seria possível sem algumas colaborações dedicadas, Assim, uma palavra muito especial de reconhecimento pelo trabalho da empresa SKYROS - Congressos. Foi impecável o seu o trabalho competente e dedicado na gestão de todos os passos relacionados com as comunicações científicas. Também a qualidade do trabalho de produção da Revista, a cargo da Letra Zen, e o empenho com que foi realizado, merecem um agradecimento especial. Queremos também agradecer publicamente o trabalho dos colegas que integram a Comissão Científica da SPA, cujos nomes são indicados abaixo e que não só reviram as comunicações submetidas como conduziram um longo processo de reflexão e de decisões no sentido de introduzir melhorias em todo o processo. Como sempre realizaram o seu trabalho nos seus tempos livres, sob pressão de datas limite e, claro, com sacrifícios pessoais. Mas fizeram-no motivados pela valorização da actividade científica e pela preocupação com a formação dos mais jovens. A sua colaboração, que se estenderá á moderação da apresentação dos posters e das comunicações orais, tem subjacente um importante sentido pedagógico. As últimas palavras vão para os autores das comunicações. Congratulamo-nos com a forte participação numa das vertentes mais importantes do nosso congresso e endereçamos aos autores um agradecimento pelo interesse na vida da Sociedade e felicitações pela qualidade dos seus trabalhos. Sabemos que a maioria dos primeiros autores das comunicações são jovens internos: é para eles que vai grande parte da nossa atenção, é a pensar na sua formação que os revisores avaliam as comunicações e que todo este processo é conduzido. A Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, o seu Congresso e a sua Revista, mantêm o compromisso de dedicar espaço e atenção à atividade científica dos seus membros. Nestes tempos difíceis é ainda mais importante investir em formação e em qualidade, melhorar o nível científico da especialidade e com isso os níveis de exigência. Quanto mais e melhor estudarmos e reflectirmos e analisarmos a nossa prática, melhores os cuidados prestados, maior a segurança, melhor o “outcome”.     Pedro Amorim (Comissão Científica da SPA) Paulo Sá Rodrigues (Comissão Científica da SPA) António Augusto Martins (Editor da Revista da SPA) Lucindo Ormonde (Presidente da SPA)   A SPA agradece a colaboração dos colegas que reviram as Comunicações Científicas:   António Augusto Martins – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Cristina Ramos – Hospital Santa Marta, CHLC, Lisboa Daniela Figueiredo - Hospital de Santo António, CHP, Porto   Fernando Abelha – Centro Hospitalar S. João, Porto Filipa Lança – Hospital Santa Maria, CHLN, Lisboa Francisco Lobo - Hospital Santo António, CHP, Porto Hugo Vilela - Hospital Santa Maria, CHLN, Lisboa   João Viterbo – Centro Hospitalar S. João, Porto Jorge Reis - Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia - Espinho José Miguel Pêgo – Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga   Manuel Vico Avalos – Centro Hospitalar Tondela - Viseu Patrícia O'Neill - Hospital Beatriz Ângelo, Loures   Paulo Sá – Hospital Amadora Sintra, CVP e Clínica de Santo António, Lisboa   Pedro Amorim - Hospital de Santo António, CHP, Porto   Rosário Órfão - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra   Suzana Parente - Hospital S. Francisco Xavier, Lisboa  

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Amorim, Pedro Sá, Paulo Martins, António Augusto Ormonde, Lucindo

Resumos dos posters submetidos, seleccionados e avaliados no Congresso Anual da SPA 2013

APresentação dos Resumos dos trabalhos apresentados ao Congresso anual da SPA 2013.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Vários, Vários

Da relevância dos Consensos

A Anestesiologia através das suas sociedades científicas nacionais, europeias, americanas ou internacionais ou através da sua participação em reuniões multidisciplinares elabora de forma regular guidelines ou recomendações. Ao procurarmos os consensos publicados nos últimos cinco anos (2009-2014) na Medline, dentro do âmbito da Anestesiologia, e utilizando os termos guidelines, recommendations, standards, anaesthesiology / anesthesiology e society, obtemos cerca de 34 publicações. A maioria tem origem em sociedades nacionais europeias (quinze) e na European Society of Anesthesiology (quatro). Os restantes distribuem-se por entidades com origem nos Estados Unidos da América (nove), outras associações internacionais (cinco) e Sociedade Brasileira de Anestesiologia (uma). Poderemos, talvez, concluir ser este um assunto que tem merecido atenção por parte da comunidade científica da especialidade e constituir uma ferramenta clínica relevante.   A Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA) tem patrocinado a elaboração de “Recomendações” sobre diversas áreas. O presente número da RSPA edita os textos que resultaram dos grupos de trabalho envolvidos na recente elaboração dos seguintes consensos:   1. Recomendações Perioperatórias para Profilaxia do Tromboembolismo Venoso no Doente Adulto. Consenso Nacional Multidisciplinar, 2014 2. Manuseio Peri-operatório dos Doentes Medicados com Anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários: resultado da 3ª Reunião de Consenso Sociedade Portuguesa de Anestesiologia Estes documentos foram apresentados no Congresso Nacional da SPA (março, 2014) nas respetivas reuniões de consensos e estiveram sob consulta pública na página oficial da SPA.   A Revista da SPA (RSPA) tem sido um dos veículos de divulgação dos consensos. Reportando-nos a um passado recente encontramos diversos documentos elaborados por grupos de trabalho dedicados à anestesia regional e hemóstase,1,2 ao doente diabético,3 à anestesia para obstetrícia4 ou para cirurgia de ambulatório.5,6 A importância do desenvolvimento de recomendações nacionais já foi abordada em editoriais anteriores.7,8   A política de apoio e incentivo à construção destes documentos tem sido conduzida por agências governamentais, ordens profissionais ou sociedades científicas. As Recomendações, Normas de Orientação Clínica ou Guidelines diferem nos métodos de elaboração e nos objetivos. Mas, no essencial pretendem estruturar o que de mais relevante a medicina baseada na evidência produziu até determinado momento sobre um aspeto clínico em particular. Consideram-se particularmente úteis quando permitem esclarecer a dúvida sobre a adequação de determinada prática num contexto clínico bem definido.9   Para além da correta formulação da questão (ou questões) para a qual se pretende obter uma resposta, o painel de profissionais envolvidos, a sua multidisciplinaridade, a transparência dos processos de análise na construção e na evidência da força das recomendações (quando adequado) e a declaração de conflitos de interesse são os componentes de um processo que valorizam todo o trabalho desenvolvido. São estes os fatores que o Institute of Medicine of the National Academies considera como determinantes na qualificação de guidelines.10   Alguns aspetos são apontados como potenciais limitações nas recomendações, tais como a possibilidade inerente do erro e de uma única medida não poder servir para todos os doentes.9 Na primeira situação, a capacidade em identificar e a valorização crítica dos estudos que sustentam determinada evidência são considerados os fatores fundamentais para sustentar a melhor evidência.11 Os autores das presentes Recomendações foram particularmente cuidadosos ao discutir as áreas de consenso ou divergência das orientações das diferentes entidades, nacionais ou internacionais, ou a força da evidência clínica quando ela existia. Na segunda situação, a avaliação risco-benefício numa base individual deverá ser implementada,12 de acordo com as recomendações estabelecidas e as preferências do doente, quando adequado, ou quando este não se enquadrar na população-alvo para a qual a recomendação foi especificamente desenhada.13 O conceito intrínseco subjacente será de que as recomendações não se substituem à decisão clínica, mas devem ajudar à sua conceção e, por essa via, otimizar a escolha realizada.   Será importante ressalvar da necessidade de implementar, de forma regular, as sempre necessárias atualizações. De salientar que um dos consensos se apresenta na sua 3ª edição/reunião -o que espelha a exigência dos autores em manter a adequação dos conteúdos ao estado da arte. Outro aspeto implícito a um consenso está relacionado com a capacidade de este ser atual e poder adaptar-se a diversos contextos clínicos. Se o primeiro ponto está contemplado na revisão da mais recente bibliografia, o segundo aspeto pode relacionar-se com as implicações que a introdução e a implementação de novas terapêuticas, nomeadamente na área dos anticoagulantes orais diretos, vêm trazer à prática anestesiológica. Esta é uma realidade ainda relativamente incipiente, mas que no futuro tenderá a ser mais prevalente e com novos desafios, em especial na anestesia para cirurgia de urgência. Nesta, como em outras matérias, penso que os objetivos dos trabalhos agora apresentados, conseguiram os seus objetivos.     Uma nota final para o artigo “In Memoriam // Pedro José Ruela Torres (1922-2014) ”. A importância da personalidade, o que representou para a Anestesiologia e para as sucessivas gerações de anestesiologistas em Portugal.   Os meus melhores cumprimentos.   António Augusto Martins Editor da RSPA     Referências   1. Correia C, Fonseca F, Lages N, Lobo C. Guia prático de doentes medicados com fármacos que interferem na hemóstase propostos para anestesia do neuroeixo ou de plexo/nervos periféricos. Rev Soc Port Anestesiol. 2007; 16 (3): 21-41. 2. Fonseca C, Neusa L, Correia C. 2ª Reunião de consenso de doentes medicados com fármacos inibidores da hemóstase propostos para anestesia locorregional. Rev Soc Port Anestesiol. 2010; 19 (2): 12-29. 3. Pereira MJ, Ferreira a, Vilaverde J. Recomendações de boas práticas clínicas no controlo perioperatório de doentes diabéticos. Rev Soc  Port Anestesiol. 2008; 17 (4):9-27. 4. Viterbo J, Azenha M, Ormonde L, Bismark JA, Crisóstomo MR, Centeno MJ, et al. Recomendações – Anestesia em Obstetrícia. Rev Soc Port Anestesiol. 2010; 19 (4):9-10. 5. Vieira V, Marcos A, Patuleia D, Pinto J, Lança F. Recomendações portuguesas para a profilaxia e tratamento das náuseas e vómitos no pós-operatório em cirurgia de ambulatório. Rev Soc Port Anestesiol. 2011; 20 (2):10-21. 6. Sarmento P, Fonseca C, Marcos A, Marques M, Lemos P, Vieira V. Rev Soc Port Anestesiol. 2013; 22:35-43. 7. Ormonde L. Editorial. Rev Soc Port Anestesiol. 2010; 19 (4):4. 8. Ormonde L. Editorial. Rev Soc Port Anestesiol. 2011; 20 (2):4. 9. Woolf SH, Grol R, Hutchinson A, Eccles M, Grimshaw J. Potential benefits, limitations, and harms of clinical guidelines. BMJ.1999; 318:527-30. 10. Institute of Medicine. Graham R, Mancher M, Wolman DM, Greenfield S, Steinberg E, editors. Clinical practice guidelines we can trust. Washington : National Academies Press; 2011. 11. Petrisor BA, Keating J, Schemitsch E. Grading the evidence: Levels of evidence and grades of recommendation. Injury. 2006;37:321-7. 12. Peterson PN, RumsfeldJS. The evolving story of guidelines and health care: does being NICE help? Ann Intern Med. 2011;155:269-71. 13. Jaeschker R, Jankowski M, Broz J, Antonelli M. How to develop guidelines for clinical practice. Minerva Anestesiol. 2009;75:504-8.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Martins, António Augusto

Recomendações Perioperatórias para Profilaxia do Tromboembolismo Venoso no Doente Adulto. Consenso Nacional Multidisciplinar 2014

O propósito destas recomendações é fornecer uma ferramenta fundamentada na evidência científica atual, centrada no doente, que possa ser útil na prática clínica e que contribua para a implementação adequada, sistemática e transversal da profilaxia do tromboembolismo venoso no doente adulto. Foram aprovadas, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, por Consenso Nacional Multidisciplinar entre as especialidades de: Anestesiologia, Cardiologia; Cirurgia Cardiotorácica; Cirurgia Geral - Cirurgia da Obesidade; Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética; Cirurgia Vascular; Ginecologia e Obstetrícia; Imuno-Hemoterapia; Neurocirurgia; Oncologia; Ortopedia e Urologia. O tromboembolismo venoso constitui um grave problema de saúde pública. No período peri-operatório o risco de tromboembolismo está relacionado com fatores individuais do doente, tipo de cirurgia e de anestesia e tempo de internamento. Trombose venosa prévia, doença oncológica, idade avançada, cirurgia major ortopédica, cirurgia bariátrica e imobilização no leito, constituem alguns dos principais fatores de risco de eventos tromboembólicos. O bloqueio do neuro-eixo está associado a redução destes eventos. O estudo ENDORSE que avaliou o cumprimento internacional das recomendações do 7º Consenso do American College of Chest Physicians sobre profilaxia do tromboembolismo venoso, revelou que em Portugal a taxa de profilaxia adequada no doente cirúrgico em risco era inferior à de outros países europeus. Neste estudo, alguns dos doentes a quem foi prescrita tromboprofilaxia não preenchiam critérios de indicação, ficando expostos a riscos desnecessários. Os hiatos identificados na profilaxia do TEV relacionam-se com a falta de comunicação interdisciplinar efetiva, desconhecimento das recomendações e da farmacologia dos agentes e o receio de complicações hemorrágicas. A falta de modelos de avaliação de risco validados e fáceis de aplicar tem dificultado a uniformização de critérios. Estas recomendações consideram o modelo de avaliação de risco de Caprini. A avaliação do risco de tromboembolismo venoso está indicada em todos os doentes propostos para cirurgia, devendo ser registada no processo clínico. A tromboprofilaxia é uma responsabilidade multidisciplinar, deve basear-se na ponderação dos riscos de tromboembolismo venoso e de hemorragia e ter em conta os valores e preferências do doente. A tromboprofilaxia deve iniciar-se 6-12 horas após a cirurgia (com exceções).

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Amaral, Cristina Reis, Jorge Guimarães, Luís Sá, Ana Caronia Moreto, Ana Araújo, Fernando Guimarães, Mariana Felicíssimo, Paulo Teixeira, José Fonseca, Cristiana Miranda, Lina

Manuseio Peri-operatório dos doentes medicados com Anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários: Resultado da 3ª Reunião de Consenso Sociedade Portuguesa de Anestesiologia

O manuseio peri-operatório do doente medicado cronicamente com anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, comum na prática clínica, não deixa de ser um problema, como também um desafio para todas as especialidades que lidam com o doente no peri-operatório. As recomendações das várias sociedades científicas com vários níveis de evidência e artigos de revisão, fornecem indicações sobre a sua abordagem. Contudo, a falta de evidência de estudos randomizados e controlados nesta área determina que muitas das recomendações e orientações sejam o resultado de reuniões multidisciplinares, onde a revisão da literatura e experiência dos centros clínicos são fatores determinantes para a elaboração de propostas de atuação no manuseio peri-operatório destes doentes. Assim, esta reunião de consenso, envolvendo peritos nacionais e internacionais de várias especialidades nomeadam Manuseio peri-operatório dos doentes medicados com anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários ente de Anestesiologia, Imuno-Hemoterapia, Cardiologia, Medicina Interna, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular e Cardiotorácica, teve por objetivo a elaboração de recomendações para o manuseio peri-operatório do doente medicado com anticoagulantes e antiagregantes plaquetários. Com a introdução dos anticoagulantes orais diretos na prática clínica, novas questões foram avaliadas no que se refere ao seu manuseio. Apesar de serem fármacos com uma farmacocinética previsível, a falta de experiência e dados na literatura dificultam o manuseio peri-operatório destes doentes, sendo determinantes o equilíbrio entre os fatores de risco tromboembólico associado ao doente e os fatores de risco hemorrágico associado ao procedimento cirúrgico. Pretende-se, desta forma, divulgar, em relação a estes fármacos, não só os tempos de suspensão que ditam o peri-operatório, como a necessidade ou não de bridging, bem como as características da monitorização laboratorial e atuação em caso de hemorragia. Nesta reunião foram também abordados, igualmente, em contexto peri-operatório e hemorrágico, outros fármacos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Fonseca, Cristiana Alves, Joana Araújo, Fernando

Anestesia para um doente sem dor

A insensibilidade congénita à dor e anidrose ou neuropatia hereditária sensorial e autonómica tipo IV é uma doença autossómica recessiva rara caracterizada pela inexistência de aferentes nociceptivos não mielinizados e de inervação das glândulas sudoríparas. A insensibilidade dos indivíduos portadores desta patologia aos estímulos dolorosos condiciona o desenvolvimento de lesões corporais recorrentes que resultam na realização de inúmeras intervenções cirúrgicas ao longo da vida. Devido à sua raridade, existem poucas descrições sobre a abordagem anestésica destes doentes. Assim, o objetivo deste relato é apresentar o caso de uma criança com insensibilidade congénita à dor e anidrose submetida a desbridamento cirúrgico de uma ferida e discutir as características da doença com relevância anestésica, estabelecendo um paralelo entre as nossas escolhas e as descrições existentes na literatura internacional.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Carvalho, Joana Chaves Neves, Inês Moreno, Carlos Vargas, Susana

In Memoriam // Pedro José Ruela Torres (1922-2014)

Pedro José Ruela Torres, nascido no Porto a 16 de julho de 1922, foi um dos primeiros médicos portugueses que, após a realização de um estágio no estrangeiro, passou a dedicar-se exclusivamente ao exercício da Anestesiologia. Contribuíu de forma notável para o reconhecimento e para a instalação da especialidade em Portugal. Pedro Ruela Torres iniciou o seu contacto com a anestesia através do anestesista Victor Hugo Magalhães, recém-regressado do estrangeiro, durante um estágio que realizou nos Hospitais Civis de Lisboa após a sua licenciatura e com vista a ser ortopedista. Após regressar ao Hospital Geral de Santo António encontrou um ambiente favorável à introdução da Anestesia Moderna no Hospital, sobretudo da parte do cirurgião Araújo Teixeira. Durante as conversações neste sentido com a Mesa da Santa Casa da Misericórdia do Porto, proprietária do Hospital, deixou claro que não aceitava ser o assistente de um cirurgião (como era então habitual com quem administrava anestesias) mas que queria ver criado um Serviço de Anestesia, independente dos de Cirurgia, que congregasse todos anestesistas do Hospital, fosse a sede da formação de futuros especialistas e assumisse a responsabilidade pelo equipamento próprio e de que fosse contratado como diretor antes de partir para um estágio no estrangeiro. Assinou este contrato a 3 de março de 1948, antes de seguir para Londres, com o compromisso de organizar, quando regressasse, o referido serviço e de nele provar o aproveitamento do estágio. Este, realizado a expensas próprias, durou 4 meses, um período de tempo então considerado como longo. Após o regresso, iniciou funções como diretor de serviço a 15 de julho desse mesmo ano. Este serviço de Anestesia foi, em simultâneo com o do Hospital da Marinha em Lisboa, um dos primeiros criados em Portugal. De acordo com a entrevista que deu a Joana Mourão em 2011  por ocasião das comemorações dos 50 anos do Serviço de Anestesiologia do Hospital S. João, Pedro Ruela Torres considerou que o que aprendeu em Londres foi decisivo para a possibilidade “de realização de novas técnicas cirúrgicas, com destaque para a cirurgia pediátrica, neurocirurgia, cirurgia cardio-torácica, microcirurgia em otorrinolaringologia, mercê dos novos anestésicos, dos relaxantes musculares, da reabilitação da raquianestesia, dos métodos de hipotensão induzida, bem como de material muito diversificado que fui obrigado a adquirir por não existir no nosso país”. Pedro Ruela Torres rapidamente alargou a sua atividade a outros hospitais, como ao Hospital de Crianças Maria Pia, ao Hospital Rodrigues Semide (Ortopedia) e ao Hospital de Matosinhos, bem como às casas de saúde da cidade do Porto onde acompanhava cirurgiões de diversas especialidades na sua atividade privada. O regímen de funcionamento dos hospitais permitiu-lhe ser o anestesista das primeiras cirurgias cardíacas realizadas no Hospital de S. João ainda antes de com este ter qualquer contrato (o respetivo livro de registos é aberto em 10 de setembro de 1959 por uma comissurotomia mitral com Pedro Ruela Torres como anestesista, tal como sucede em todos os registos seguintes). Na referida entrevista, Joana Mourão, lançou-lhe o desafio de que, perante esta intervenção pessoal tão afirmativa, era natural que se tivesse rapidamente transformado no “anestesista do Porto”. Pedro Ruela Torres comentou: “É possível que o reconhecimento, tanto por cirurgiões como por pacientes, dos benefícios desta nova especialidade e a publicação dos primeiros artigos na imprensa médica, tenham contribuído para a divulgação do meu nome, a par de outros colegas, meus assistentes no Hospital de Santo António, o Dr Ribeiro dos Santos e a Drª Leonor Ribeiro”. A lista de publicações de Pedro Tuela Torres, referente a esses anos (ver adiante), revela a sua influência na implantação da anestesia moderna em Portugal. O Hospital Escolar de S. João entrou em funcionamento em 1959, com o objetivo de alavancar a inovação e a educação médicas tendo em vista a melhoria da qualidade da Medicina exercida em Portugal de um modo geral e no Norte de um modo particular, o que passava pelo desenvolvimento de especialidades emergentes e pela introdução de novas tecnologias de diagnóstico e terapêutica. Mas o Hospital foi criado sem Serviço de Anestesia. A insustentabilidade desta situação levou ao convite dirigido a Pedro Ruela Torres para que fosse criar e organizar o Serviço de Anestesia do novo Hospital. O Serviço foi reconhecido em 3 de Dezembro de 1961. Pedro Ruela Torres tomou posse como seu diretor em 15 de Dezembro de 1964. Exerceu estas funções até à aposentação (29 de Janeiro de 1987), com a relevante particularidade de ter sido o primeiro não professor da Faculdade de Medicina a ser nomeado diretor de um serviço clínico de um Hospital Escolar. O facto de o diretor ser um especialista e não um professor não-anestesiologista foi relevante para a implementação da Anestesia no Hospital, ao permitir-lhe tomar assento no Conselho Médico em igualdade de circunstâncias com os diretores dos restantes serviços clínicos, nomeadamente dos cirúrgicos. Em 1954-1955 foi mobilizado para a realização de uma Comissão Militar em Goa, Estado Português da Índia. Esta interrupção da atividade profissional e este deslocamento para paragens tão longínquas, bem como as circunstâncias em que se processou a mobilização, foram-lhe muito penosas. Do tempo passado em Goa há registos do interesse que sempre revelou pela formação de outros anestesistas. Os médicos licenciados na Escola Médico-Cirúrgica de Goa só podiam exercer em Portugal depois de obterem a equiparação numa das Faculdades de Medicina Portuguesas. Desta constava a elaboração de uma dissertação. Em duas dessas dissertações apresentadas à Faculdade de Medicina do Porto sobre temas de Anestesia (Um esteróide em anestesia, de Francisco Avelar Barreto em 1959 e Contribuição para o estudo duma técnica de descurarização em anestesia, de Pedro António de Sousa Monteiro em 1960) há palavras de homenagem e de gratidão a Pedro Ruela Torres pela forma como, no Hospital de Ribandar, em Goa, incutiu nos seus autores o interesse pela prática da Anestesia bem como pelo seu papel na elaboração destes trabalhos (equivalente ao orientador dos dias de hoje). Pedro Ruela Torres assumiu em simultâneo a direção dos serviços de Anestesia dos Hospitais Geral de Santo António e Escolar de S. João até meados de 1967, quando decidiu fixar-se neste último. Em 4 de Maio de 1963, as diligências de Pedro Ruela Torres resultantes da sua leitura do papel das unidades de ventilação mecânica que surgiam por todo o mundo civilizado na sequência da epidemia de poliomielite de 1947-1953, levaram à criação de uma Unidade de Reanimação Respiratória como parte integrante do Serviço de Anestesia. Este passou então a adotar a designação de Serviço de Anestesia e Reanimação. A unidade ficou constituída por 8 camas equipadas com ventilador mecânico e monitor cardíaco e servida por um corpo de enfermagem exclusivo e permanente e por um Laboratório próprio. A formação de novos especialistas constituiu outra das preocupações dominantes de Pedro Ruela Torres enquanto diretor do Serviço de Anestesia e Reanimação do Hospital S. João. Os primeiros internos chegaram ao Serviço em 1970. Pedro Ruela Torres criou no Serviço um inovador Conselho de Internato. As reuniões deste Conselho (que funcionou até 1974) estão documentadas em Livro de Atas de cuja leitura é possível inferir do estilo de gestão que identificava Pedro Ruela Torres: auscultação de outras opiniões e assunção de que todos assumiam as responsabilidades que lhes cabiam ou ele lhes atribuía. A partir de 1974, o Serviço passou, durante cerca de um ano, a ter uma direção colegial, a que presidia. As atas dessas reuniões revelam que as suas grandes preocupações na direção do serviço continuaram a ser a formação dos internos, a integração dos anestesistas no novo mapa do pessoal hospitalar e a melhoria das condições de trabalho, nomeadamente na Unidade de Reanimação Respiratória. Em 1984, patrocinou a elaboração e a aplicação prática de um documento sobre a Função Pedagógica do Serviço, precursor em Portugal na adoção e promoção das primeiras indicações europeias de programação sistematizada da formação dos futuros especialistas em Anestesiologia. A concretização do conteúdo deste documento constituiu um dos alicerces para o desenvolvimento da vertente académica do serviço. Pedro Ruela Torres foi igualmente o promotor de reuniões internacionais de Anestesia e Reanimação destinadas à formação contínua dos anestesiologistas e que, pela qualidade de um corpo docente que incluía individualidades de relevo na anestesia nacional e mundial e pela atualidade dos temas abordados, se tornaram uma imagem de marca do Serviço. As duas primeiras, em 1969 e em 1972, tomaram a forma de cursos, que além de incluírem demonstrações práticas nas salas de operações, revelaram a sua preocupação com a formação dos anestesiologistas em ciências básicas. Pedro Ruela Torres foi um dos anestesistas que participou das diligências que levaram à criação da especialidade de Anestesiologia na Ordem dos Médicos (o que sucedeu em 1955) e à da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia como secção da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa. Presidiu à direção da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia em 2 mandatos consecutivos (1960-64). Em conclusão, Pedro José Ruela Torres integrou a geração dos pioneiros da Anestesiologia. Demonstrou desde sempre que sabia o que queria da especialidade e contribuiu para a sua implementação em Portugal. A independência em relação aos cirurgiões e direções hospitalares permitiu-lhe grande liberdade na prossecução dos objetivos traçados. A sua atuação mereceu-lhe a atribuição pelo Presidente da República da Comenda da Ordem de Mérito e pelo Ministério da Saúde da Medalha de Prata dos Serviços Distintos, ambas em 1989. Foi uma das 50 figuras (ou factos) da história do Hospital S. João escolhidas para figurarem com um estandarte na exposição do seu cinquentenário que esteve patente nas ruas envolventes do Hospital (2008-9). Quando em 2011 lhe foi perguntado como via o futuro da Anestesiologia, Pedro Ruela Torres respondeu: “Com alguma preocupação. Perante certas situações, revejo condições obtidas à custa de muita e persistente luta, e que infelizmente as gerações mais recentes parecem não terem sido capazes de manterem. Mas tenho esperança que esta pequena entrevista sirva para que tomem consciência do árduo trabalho desenvolvido pelos seus antecessores na prossecução de objetivos bem definidos e continuem a manter com firmeza uma postura que dignifique a Anestesiologia” Pedro José Ruela Torres faleceu no dia 3 de maio de 2014.

Ano

2022-11-18T13:07:28Z

Creators

Machado, Humberto Pina, Maria de Fátima Tavares, Jorge