Repositório RCAAP

Fermentação etanólica conjunta da batata-doce (Ipomoea batatas (L.) Lam), Mandioca (Manihot esculenta) e Milho (Zea mays)

Como continuamente se vê aumentada a demanda por energia, principalmente em face do rápido crescimento da população e do desenvolvimento industrial, faz-se necessário incrementar fontes de energia alternativas. Com esse intuito, desenvolveu-se um processo de produção de etanol utilizando conjuntamente, e em várias combinações, a batata-doce, o milho e a mandioca, otimizando-se esse processo em três ensaios. O primeiro ensaio foi realizado para se avaliar o efeito das concentrações das enzimas α-amilase (Liquozyme® SC) e glicoamilase (Spirizyme® Fuel), no processo de hidrólise do amido sobre o teor de glicose. O segundo ensaio avaliou o efeito do tempo de fermentação e da concentração da levedura Sacharomyces cerevisiae, sobre o teor de etanol. Na última etapa explorou-se a fermentação das três matérias-primas (batata-doce industrial, mandioca e milho) em diferentes combinações, utilizando-se as melhores condições encontradas nos 1° e 2° ensaios. As matérias-primas batata-doce, mandioca e milho apresentaram teores médios de umidade iguais a 66,77%, 66,52% e 13,77%, respectivamente. O teor de açucares solúveis foi de 3,41% na Batata-doce industrial (BDI), 1,73% na Mandioca (Ma) e de 1,65% no Milho (Mi). Quanto ao teor de amido, a matéria-prima in natura apresentou 22,11% e 20,22% para a batata-doce industrial e mandioca, respectivamente. Os grãos de milho, triturados, possuíam 41,72%. Os resultados dos ensaios mostraram que a faixa ótima para máximo rendimento de açucares redutores ocorreu quando 0,36 ml (0,45 g/Kgamido) de α-amilase (Liquizyme® SC) e 10,18 ml (11,71 g/Kgamido) de glicoamilase (Spirizyme® Fuel) foram utilizados por kg de amido (base seca), e que a condição otimizada para fermentação da mistura (BDI, Ma e Mi) foi de 2,25 % de levedura e 24 horas de fermentação, sob a qual obteve-se o maior rendimento de etanol. Quando se compararam as diferentes combinações das matérias-primas, verificou-se que a mistura das amiláceas (BDI, Ma e Mi), com teor de amido proporcional, produziu o maior volume de etanol, com valor médio igual a 13301,62 L/ha.

Ano

2017

Creators

Silva, Fernanda Aparecida Lima

Avaliação do potencial do ácido tânico e do líquido extraído da castanha do caju (Anacardium occidentale L) como antioxidante para biodiesel

A estabilidade oxidativa é uma das mais relevantes propriedades que atestam a qualidade de um biodiesel. Esse fato pode comprometer a armazenagem e a sua utilização como combustível e para prevenir esta oxidação, faz-se necessário o uso de compostos que demonstrem eficiência frente ao processo oxidativo em biodiesel. Assim sendo, o presente trabalho teve como objetivo geral avaliar o efeito do Ácido Tânico (AT) e do Líquido extraído da Castanha do Caju (Anacardium occidentale L.) (LCC) como antioxidante para biodiesel, analisando as características gerais da oxidação. Para tanto, foi utilizada uma metodologia onde o estudo da estabilidade do biodiesel foi realizado por meio do Rancimat, termogravimetria, espectrofotometria e análises de acidez. Por meio da análise no Rancimat, constatou-se que todos os biodieseis aditivados apresentaram um aumento do PI (período de indução), ou seja, um aumento da estabilidade oxidativa, de forma progressiva com o aumento da adição do antioxidante. A avaliação termogravimétrica (TGA) empregada demonstrou que o LCC técnico apresentou uma maior temperatura inicial e menor temperatura final de decomposição quando comparado com os demais antioxidantes testados. Os resultados dos testes de acidez e espectrofotometria na armazenagem em estufa e prolongado, com todos os antioxidantes testados, não mostraram aumento significativo da oxidação devido ao tipo de teste empregado, que buscou reproduzir as condições reais de armazenagem. Vale ressaltar que os resultados encontrados nesta pesquisa atendem aos parâmetros de qualidade exigidos pelo órgão regulador dos biocombustíveis, a ANP.

Ano

2017

Creators

Mendes, Danylo Bezerra

Os jogos escolares brasileiros chegam ao século XXI: reprodução ou modernização na política de esporte escolar?

Os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) são um evento esportivo competitivo de esporte escolar que são realizados desde 1969. No decorrer de sua história, os JEBs foram sendo reformulados e gerenciados por diferentes agentes e instituições governamentais. A partir de 2005, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) passou a ser o principal organizador, contando ainda com o apoio do Ministério do Esporte (ME) e das Organizações Globo (OG). Esse novo cenário apontou para uma possível modernização desses eventos. Considerando esse nova fase, estabelecemos como objetivo central desse estudo: analisar o desenvolvimento dos Jogos Escolares Brasileiros no período entre 2005 e 2014, sob o ponto de vista do seu modelo de organização e das dinâmicas de agentes, instituições e estruturas envolvidas. Visando atender ao objetivo proposto, o presente estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa, com dados advindos de documentos (Regulamentos Gerais dos JEBs; Boletins oficiais de resultados finais; revista publicada pelo COB) e entrevistas (dois agentes do ME e um do COB). Para análise dos dados apropriamo-nos de estudos que discutem o campo esportivo na contemporaneidade, bem como, os pressupostos teórico-metodológicos de Pierre Bourdieu e sua Teoria dos Campos. A partir dos resultados dessa pesquisa, nota-se que os JEBs no período de 2005 a 2014 apresentaram diversos sintomas de modernização, como a garantia de financiamento; a ampliação do número de alunos e escolas atendidos; o aumento no número de modalidades; a modernização das instalações, tanto em termos de competição esportiva, quanto em termos de alojamento das delegações; a projeção internacional do evento, de alunos e professores envolvidos; a exigência técnica e padronizada, atendendo às instituições reguladoras; a inserção de atividades que abordam temas globais mais amplos como a sustentabilidade; e a presença da mídia na veiculação dos JEBs e a consequente abertura para a entrada de patrocinadores. No entanto, notamos que o rendimento esportivo permaneceu como pano de fundo legitimador, sustentando a antiga crença do esporte escolar como o “redentor” do esporte brasileiro. No discurso dos agentes há uma forte tendência à ideia de talento esportivo e da formação de uma base para o topo do alto rendimento, fato que aponta para um subcampo dominado pelo campo do esporte. Desse modo, esses eventos tem se configurado pela reprodução de modelos do esporte de rendimento, demonstrando uma reprodução de estruturas de poder. Assim, o trabalho avança no sentido de que os JEBs no período de 2005 a 2014 transitam entre a modernização e a reprodução, uma “modernização conservadora” ou uma “reprodução modernizada”.

Ano

2017

Creators

Kiouranis, Taiza Daniela Seron

Níveis de adubação N-P-K sobre o manejo da desfolhação do capim-marandu orientado pela interceptação da radiação

O conhecimento das respostas morfofisiológicas da planta sobre as condições edafoclimáticas específicas de cada região é fundamental para determinação de recomendações de manejo da desfolhação e adubação mais eficientes que favoreçam a interface solo-planta. Assim, objetivou-se avaliar o melhor momento de corte do capim-Marandu (Urochloa Brizantha cv. Marandu) submetido a diferentes níveis de adubação (zero-00:00:00, baixa-100:32:100, média-170:55:170 e alta-240:78:240 de N-P2O5-K2O) associado a diferentes momentos de desfolhação (90, 95 e 100% de interceptação da luminosidade) para distintas estações do ano (transição seca/água – S/A, período das águas – A e água/seca – A/S). Para tanto foram conduzidos dois trabalhos, sendo o primeiro para determinar o efeito dos níveis de adubação e o segundo para avaliar o efeito da interceptação da radiação fotossinteticamente ativa – IRFA sobre o desempenho do capim-Marandu nas épocas do ano. O trabalho foi composto por parcelas de 4x3 m² com três repetições por tratamento, as quais foram distribuídas em delineamento inteiramente casualizado (DIC). O primeiro trabalho foi avaliado em medidas repetidas no tempo e o segundo em arranjo fatorial 4x3. A densidade populacional de perfilhos (DPP perfilho-1 m2), altura (cm) e o índice de área foliar (IAF m2 m2) foram fortemente influenciados pelas estratégias de adubação, mas foram estáveis após a primeira época de avaliação. A taxa de senescência (TSF) demostrou ser bastante variável com as épocas do ano, em que a menor adubação teve um incremento na TSF diária de 30,2% em comparação com a maior adubação. As taxas de alongamento foliar (TAlF mm perfilho-1 dia-1), taxa de alongamento de colmo (TAlC mm perfilho-1 dia-1) e Filocrono (FILOR dias-1 folha-1) foram influenciadas pelas épocas do ano, as quais proporcionaram as maiores TAlF e TAlC na época S/A, o FILOR tendeu a diminuir com a elevação da fertilidade do solo sendo em média o menor valor de 9,6 dias-1 folha-1 obtido para a adubação alta e dentre as épocas o menor valor obtido para FILOR foi na estação S/A com média de 9,1 dias-1 folha-1. A duração de vida das folhas (DVF dias) não se mostrou flexível aos tratamentos, o comprimento de bainha (CB mm perfilho-1) e o número de folhas vivas (NFV folhas-1 perfilho-1) mostraram-se bastante influenciados pelos tratamentos e principalmente pela época do ano, onde o maior CB foi obtido na estação S/A com média de 359,6 mm-1 perfilho-1, proporcionado principalmente pelo baixo número de perfilhos que resultou em maior CB para atingir a meta alvo de 95% de IRFA, bem como para a mesma época foram obtidos os maiores NFV com média de 4,9 folhas-1 perfilho-1. As massa seca total (MST kg ha-1), de lâmina foliar (MSLF kg ha-1), colmo (MSC kg ha-1) e material morto (MSMM kg ha-1) foram influenciadas pelos tratamentos, onde tanto a elevação da fertilidade quanto a interceptação da luminosidade elevaram a produção de matéria seca (MS), entretanto, o incremento proporcionado após o IAFcrítico foi principalmente pelo aumento de colmo e material morto, e essa resposta promoveu a redução da relação F/C, o que resultou também na diminuição do índice SPAD, que passou de 18,3 na IRFA de 90% para 11,2 na IRFA de 100%, essa queda, demostra redução no estado nutricional da planta. A taxa de acumulo de forragem (TAF kg ha-1 dia-1) foi influenciada pelas estratégias de adubação, onde a maior adubação proporcionou um incremento de 204,6% na TAF em comparação a dose zero. Assim, é possível concluir que as características morfogênicas e estruturais do capim-Marandu, bem como sua produção forrageira são fortemente influenciadas pelas estações de crescimento e pelo manejo da adubação, sendo fundamental a realização da adubação associada as condições ambientais favoráveis para uma boa produção forrageira tanto quantitativa quanto qualitativa. Por fim, a altura do dossel próxima os 40 cm coincide com o IAFcrítico, sendo esse o momento ótimo para a desfolhação da planta sob os fatores edafoclimáticos de condições tropicais.

Ano

2017

Creators

Silva, André Augusto Marinho

Terminação de novilhas em semiconfinamento com grão milho ou sorgo, inteiro ou moído

Com este trabalho objetivou-se avaliar as formas de processamento do milho e sorgo (inteiro ou moído) na suplementação em pastagem de capim mombaça (Panicum maximum) sobre o desempenho produtivo, perfil bioquímico sanguíneo e, características da carcaça e da carne de novilhas cruzadas, Angus x Nelore, terminadas em sistema de semiconfinamento na época seca do ano. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado em arranjo fatorial 2 x 2, (dois tipo de grão e duas formas de processamento dos grãos) com três repetições (cada repetição representada por um piquete com três novilhas) para as variáveis de desempenho e, nove repetições (cada repetição representada por uma novilha) para as característica da carcaça e da carne e, variáveis sanguíneas. Os concentrados foram formulados com milho ou sorgo, inteiro ou moído e um núcleo protéico-mineral-vitamínico (pellet) (Engordim®) em uma relação grão:pellet de 850:150 g/kg na matéria seca (MS). Foram utilizadas 36 novilhas, com idade média inicial de 13 meses e peso inicial de 277 kg. Os animais foram alimentados durante 77 dias, sendo 14 dias para adaptação e, mais três períodos de 21 dias para coleta de dados. Ao início do período experimental foi fornecido 220 g/kg de concentrado em relação ao peso vivo dos animais, e ajustado de acordo com as sobras. Os animais foram mantidos em piquetes, com disponibilidade média de 5.586 kg de MS/ha no momento da entrada no piquete. Com exceção do escore de condição corporal e luminosidade (L*), não houve interação (P>0,05) do tipo de grão e processamento para as variáveis, consumo, parâmetros sanguíneos e, características da carcaça e da carne. Maior consumo de nutrientes (P<0,05) foi observado para os animais que receberam sorgo no concentrado, com exceção do extrato etéreo (EE), que foi maior (P=0,001) para o milho. Em relação à forma de processamento, animais alimentados com grão na forma inteira tiveram maior consumo (P<0,05) de MS, FDN, CNF e, EE em g/kgPC, porém, essa diferença não promoveu melhor desempenho, com maior ganho médio diário (GMD) (P=0,004), eficiência alimentar (EA) (P=0,022), peso de carcaça quente (PCQ) (P=0,029) e rendimento de carcaça quente (RCQ) (0,010) para os animais que consumiram o grão na forma moída (1,70 contra 1,22 kg/dia), (0,23 contra 0,16 kg/kg), (198,17 contra 180,47 kg) e (52,03 contra 50,57 kg/100kgPC), respectivamente. O processamento do grão proporcionou maior produção por área (P=0,041), com média de 1488,8 kg/há. O escore de musculosidade (EM) e de condição corporal final (ECCf), seguiu o mesmo comportamento do GMD. Não houve influencia dos tratamentos sobre os parâmetros sanguíneos (P>0,05) apesar dos níveis de glicose e fosfatase alcalina estarem acima dos valores considerados normais para espécie bovina. As variáveis quantitativas da carcaça diferiram (P<0,05) em função do processamento dos grãos, sendo observado maior valor para os animais que consumiram concentrado com grão moído, exceto para espessura de gordura subcutânea (EGS) que se mostrou maior (P=0,048) na carcaça dos animais que consumiram grão inteiro. Não houve influência do tipo de grão e processamento (P>0,05) sobre o peso relativo a 100 kg de carcaça fria (CF) para os cortes primários. Os tratamentos não alteraram (P>0,05) as características que expressam desenvolvimento ósseo. Para a composição da carcaça houve influência do tipo de grão (P<0,05) no percentual de osso da carcaça dos animais que consumiram o grão inteiro, refletindo menor relação da porção comestível:osso (PC/O) e músculo:osso (M/O), independentemente da forma de processamento do grão. A luminosidade (L*) e cor avaliada de forma objetiva apresentaram interação significativa (P<0,05), porém as demais características avaliadas na carne não foram afetadas pelos tratamentos. Quando se utiliza concentrados com alta participação de grãos, o milho promove maior desempenho em relação ao sorgo. No entanto, para as características da carne e da carcaça o sorgo pode ser utilizado, pois não há alteração de suas características (P>0,05), exceto para EGS que foi maior quando se utilizou milho no concentrado. Os grãos devem ser fornecidos moídos por proporcionar melhor eficiência alimentar, desempenho e, características da carcaça e da carne.

Ano

2017

Creators

Souza, André Teles de

Avaliação nutricional do milho e do sorgo cultivados com diferentes adubos orgânicos para frangos de crescimento lento

Quatro experimentos foram conduzidos no Setor de Avicultura da Universidade Federal do Tocantins, Araguaína – TO, com objetivo de avaliar o milho e o sorgo cultivados com diferentes adubos orgânicos sobre a composição química, valores energéticos, coeficientes de metabolizabilidade da matéria seca (CMAMS), proteína bruta (CMAPB) e energia bruta (CMAEB) e suas utilizações na alimentação de frangos de crescimento lento. No experimento I, foi realizado um ensaio para determinar a energia metabolizável aparente (EMA), energia metabolizável aparente corrigida pelo balanço de nitrogênio (EMAn), os coeficientes de metabolizabilidade da matéria seca (CMAMS), proteína bruta (CMAPB) e energia bruta (CMAEB) dos milhos (adubado com crotalária, adubado com milheto, adubado com húmus e sem adubação), utilizando o método de coleta total de excretas. O II experimento, avaliou a utilização dos milhos (ração referência com milho comercial, ração com milho sem adubação, ração com milho adubado com húmus, ração com milho adubado com milheto e ração com milho adubado com crotalária) na alimentação de aves de crescimento lento no período de um a 20 dias de idade, sobre as variáveis de desempenho (ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar). No experimento III, foi realizado um ensaio para determinar a EMA, EMAn, CMAMS, CMAPB e CMAEB dos sorgos (adubado com crotalária, adubado com milheto, adubado com húmus e sem adubação), utilizando o método coleta total de excretas. O IV experimento, avaliou a utilização dos sorgos (ração referência com milho comercial, ração com sorgo adubado com crotalária, ração com sorgo adubado com milheto, ração com sorgo adubado com húmus e ração com sorgo sem adubação) na alimentação de aves de crescimento lento no período de um a 28 dias de idade, sobre as variáveis de desempenho (ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar). No experimento I, os valores de EMA e EMAn dos milhos adubados com crotalária, milheto, húmus e sem adubação foram: 3246 Kcal/kg e 3239 Kcal/kg; 2965 Kcal/kg e 2954 Kcal/kg; 2909 Kcal/kg e 2877 Kcal/kg; 3265 Kcal/kg e 3201 Kcal/kg, respectivamente e os coeficientes de metabolizabilidade aparente foram: 89,75 % para MS, 66,88% para PB, 88,5 % para EB; 84,38% para MS, 58,73% para PB, 81,4% para EB; 80,38% para MS, 53,45% para PB, 78,95% para EB; 89,48% para MS, 68,95% para PB e 87,85% para EB, respectivamente. No experimento II, observou-se que a utilização dos milhos cultivados com diferentes adubações e sem adubação afetou (P<0,05) as características de desempenho. Os tratamentos que fizeram uso do milho com diferentes adubações e o milho comercial não diferiram e apresentaram os melhores resultados em relação ao tratamento com milho sem adubação. No experimento III, os valores determinados de EMA e EMAn dos sorgos adubados com crotalária, milheto, húmus e o sorgo sem adubação foram: 2894 Kcal/kg e 2881 Kcal/kg; 2736 Kcal/kg e 2675 Kcal/kg; 2727 Kcal/kg e 2694 Kcal/kg; 2994 Kcal/kg e 2959 Kcal/kg, respectivamente e os coeficientes de metabolizabilidade aparente foram: 76,04% para MS, 42,01% para PB, 75,25% para EB, 77,50% para MS, 50,77% para PB, 75,95% para EB; 77,62% para MS, 46,39% para PB, 75,54% para EB; 75,83% para MS, 39,53% para PB e 74,71% para EB, respectivamente. No experimento IV, observou-se que a utilização dos sorgos cultivados com diferentes adubações e sem adubação não afetou (P>0,05) as características de desempenho. A adubação verde com crotalaria e milheto, seguido do uso de húmus de esterco bovino são alternativas que podem ser utilizadas no cultivo do milho e sorgo, pois propiciaram grãos com composição nutricional, valores energéticos e coeficientes de metabolizabilidade adequados ao desempenho de frangos de crescimento lento de 1 a 20 dias de idade alimentados com milho e de 1 a 28 dias de idade alimentados com sorgo.

Ano

2017

Creators

Campos, Carla Fonseca Alves

Capim Massai manejado em sistemas de produção com doses de nitrogênio e potássio

Objetivou-se avaliar aspectos morfológicos, estruturais e agronômicos do capim Massai sob adubação com formulado 20:0:20. O ensaio foi conduzido na Universidade Federal do Tocantins, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia de agosto de 2014 a junho de 2015. Foram avaliadas as doses 0; 25; 50; 75 kg/ha de N e K2O realizada sempre após desfolhação do capim Massai, as quais foram arranjados em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições de 9 m2 (3x3), totalizando-se 16 unidades experimentais. A desfolhação do capim Massai foi realizada ao nível de 10 cm de altura do solo, sempre após ao momento de recuperação de três folhas totalmente expandidas por perfilho cortado. Para as características morfogênicas a resposta foi significativa para os níveis de adubação onde a TApF variou de 4,95 quando não adubada para 10,98 quando utilizada a dose e 75 kg de NK/ha. Observou redução do filocrono, de 23 para 8 dias quando comparadas as doses zero e 75 kg de NK. As taxas de alongamento de lâminas foliar, colmo e senescência foliar foram incrementados em função da elevação das doses de adubo, em 33,29 e 23% saindo de 11,086 a 32,8135, 0,3311 a 1,1411 e 0,0499 a 7,0485 mm/perf/dia, respectivamente para as doses 0 e 75. O NFV não foi alterado em função das doses de adubo e atingiu valores médios de 3,81 folhas/perfilhos. A adubação reduziu o DVF de 71 e 40 dias/ folhas para a menor e maior dose de adubo, respectivamente.A DVF respondeu linear e negativamente à adubação nitrogenada. A densidade populacional de perfilhos apresentou efeito linear com ao aumento nas doses de nitrogênio, com estimativa de 1807 e 2339 perfilhos/m2 nas doses 0 e 75 kg/ha de NK2O, respectivamente. Em resposta as variações morfogênicas e estruturais a TPBF foi incrementada com a elevação da adubação, atingindo valores máximo de 236,49 kgMS/ha/dia para a dose de 50 kg/ha/ciclo de NK2O, sendo 56% superior ao da dose 0. A taxa de acumulo (TAcF), próximo a 50 kg/ NK2O, onde obteve uma produção de 173,94 kg/ha/dia superior 42% a dose 0. Produção de colmo de 43,43 kg/há/dia, sendo 78% superior quando não adubado. Sua máxima taxa produção de lamina foliar ocorreu com a dose de 50 kg/ NK2O com produção de 194,39 kg/ha/dia sendo 51% superior a dose 0. A taxa de acumulo de lâmina foliar obteve seu máximo com 49,37 kg/ NK2O e uma produção de 131,74 kg/ha/dia sendo 40% superior aquando não adubado. Com base nos resultados da adubação NK2O realizada com o formulado 20:0:20 conclui-se melhoria nas características morfogênicas e estruturais, que resultaram incrementos no crescimento do capim Massai. No entanto, mais estudos devem ser conduzidos, principalmente avaliando o melhor momento para realização da desfolhação.

Ano

2017

Creators

Silva, Francianne Costa

Fatores de virulência de escherichia coli isoladas de aves abatidas no estado do Tocantins

O setor avícola desempenha importante papel na economia brasileira. Com a intensificação da produção de aves surge a necessidade de ferramentas que auxiliem na detecção correta dos microrganismos responsáveis por perdas produtivas. O Tocantins por possuir território disponível e condições climáticas, tais como calor e umidade que aperfeiçoam a produção desta espécie, propicia também a proliferação de patógenos, necessitando de diagnósticos precoces. A Escherichia coli (E. coli) é uma bactéria Gram-negativa encontrada na microbiota normal de animais de produção. No entanto, existem espécies patogênicas que são responsáveis por perdas produtivas na avicultura devido a problemas como as condenações durante o abate. Atualmente, estas cepas estão separadas em categorias de acordo com seus fatores de virulência, responsáveis pelos mecanismos de fisiopatogenia, tanto animal quanto em humano. Os fatores de virulência vão desde a liberação de toxinas, até a presença de genes específicos que estabelecem a patogenia no hospedeiro. A correta identificação de cada categoria desta bactéria por meio da detecção da presença de fatores de virulência com o auxílio da biologia molecular assume papel fundamental para possíveis decisões em profilaxia e aprimoramento do manejo, com intuito de minimizar perdas produtivas. Atualmente, são escassos trabalhos que identifiquem lesões extras intestinais em aves ocasionadas por E. coli diarreinogênicas, assim o objetivo do presente trabalho foi demonstrar a associação de lesões em aves com patotipos de E. coli comumente detectadas em mamíferos.

Ano

2017

Creators

Maciel, Karina Almeida

Capim Marandu submetido a doses de nitrogênio sob estratégias de manejo do pastejo

Objetivou-se avaliar os efeitos do uso de duas estratégias de manejo do pastejo com adubação nitrogenada no capim Marandu, buscando possíveis vantagens na adoção de tais práticas no ecótono Cerrado-Amazônia. O experimento avaliou características morfogênicas, estruturais, agronômicas e produtivas do capim Marandu. Este fora conduzido em delineamento em blocos casualizados em arranjo com parcelas subdivididas 4x2 com 4 blocos. Os tratamentos consistiram de combinações entre dois períodos de descanso e quatro doses de nitrogênio, sendo os períodos de descanso de 28 dias (PD28dias) e altura de 40 cm (PD40cm) e as doses de nitrogênio de 0, 150, 300 e 450 kg de N.ha-1.ano-1, aplicadas na forma de sulfato de amônio. Permitiu-se verificar através das variáveis morfogênicas e estruturais que os melhores índices para o PD40cm foram obtidos quando houve aplicação na faixa de 280 a 333 kg de N.ha-1, enquanto a dose de 450 kg de N.ha- 1 foi a que obteve mais resultados desejados para PD28dias. Também se verificou que a estratégia de uso com PD40cm promoveu a redução de respostas em decorrência da senescência, impulsionado pelo aumento da adubação nitrogenada, demonstrados pela redução da TSF, NFM e aumento da DVF. O uso de altura para definir o período de descanso possibilitou a redução do intervalo de dia para a entrada dos animais para alimentação quando houve uma aplicação maior de nitrogênio. A altura de 40 cm mostrou-se que pode ser acima do ponto ideal para coleta do capim Marandu, sendo recomendado avaliações com alturas menores para ecótono Cerrado-Amazônia.

Ano

2017

Creators

Rodrigues, Luan Fernandes

Terminação de machos de origem leiteira com dietas de milho ou milheto, inteiro ou moído

Objetivou-se avaliar o efeito da substituição dos grãos de milho por milheto, fornecidos moídos ou inteiros, sobre o consumo, digestibilidade, desempenho, parâmetros sanguíneos, avaliação econômica e comportamento ingestivo de machos de origem leiteira terminados em confinamento. Utilizou-se 28 tourinhos com peso médio inicial de 262,70 ± 26,04 kg, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com arranjo fatorial 2 x 2, com sete repetições por tratamento. Foram avaliadas quatro dietas experimentais contendo dois tipos de grãos (milho x milheto) e duas formas de processamentos dos grãos (moído x inteiro). Os consumos de matéria seca (CMS), de proteína bruta (CPB) (P=0,059), de extrato etéreo (CEE) e de carboidratos não fibrosos (CCNF) apresentaram interação (P<0,05) entre os fatores avaliados. O fornecimento da dieta de milheto inteiro aumentou o CMS (%PV), CEE e CCNF em comparação ao milheto moído, assim como aumentou o CMS, CPB, CEE e CCNF em comparação a dieta de milho inteiro. A substituição do grão de milho por milheto reduz os coeficientes de digestibilidade aparente do extrato etéreo (CDAEE), dos carboidratos não fibrosos (CDACNF) e os valores de nutrientes digestíveis totais (NDT) (P<0,05). A moagem dos grãos aumenta os coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca e dos nutrientes (P<0,05), com exceção da FDN (P>0,05). A concentração de fosfatase alcalina apresentou interação (P<0,05) entre os fatores estudados, a qual foi menor para a dieta milheto inteiro em comparação as demais dietas avaliadas. O peso final, ganho de peso total e o ganho médio diário foram semelhantes independentemente dos tipos (P>0,05) e das formas de processamento dos grãos (P>0,05). Os fatores avaliados não alteraram a receita bruta (P>0,05), mas modificaram a receita líquida (P<0,05), a qual foi menor para a dieta de milheto inteiro em comparação as demais dietas avaliadas. Os tempos de alimentação e ruminação não foram alterados pelos tipos (P>0,05) nem pelo processamento dos grãos (P>0,05). Por outro lado, o tempo de ócio foi maior para os animais que consumiram dietas de milho (P<0,05) e o tempo de outras atividades foi maior para os animais que consumiram as dietas de milheto (P<0,05). Houve interação (P<0,05) entre os fatores avaliados sobre o número e a duração das mastigações merícicas por bolo ruminal, os quais foram mais elevados para a dieta de milheto inteiro. Dessa forma, o grão de milheto pode substituir o grão de milho na dieta de machos de origem leiteira em confinamento por promover desempenho semelhantes. Porém, os grãos de milheto devem ser fornecidos moídos, em função do aumento na disponibilidade de energia promovida pela moagem desse grão, resultando em aumento na eficiência alimentar e no retorno econômico da atividade.

Ano

2017

Creators

Cunha, Maryanne Silva

Produção de bovinos de corte em pastagem de capim Mombaça sob diferentes níveis de adubação

Objetivou-se com esse trabalho avaliar o efeito das doses de nitrogênio sobre as características morfogênicas, estruturais, crescimento da cultura e no desempenho de novilhos de corte em pastagem de Panicum maximum cv. Mombaça no norte de Tocantins. Os tratamentos consistiram nas aplicações de: 114,2, 228,3 e 342,5 kg/ha de nitrogênio aplicado na forma de sulfato de amônio no período das águas, nos meses de dezembro a abril de 2016. A pastagem foi adubada ainda com 50 kg/ha de P2O5 na forma de superfosfato simples previamente ao experimento, e K2O na forma de KCl, aplicado juntamente com o nitrogênio na proporção 1:0,5. Utilizou-se 24 novilhos Nelore com nove meses de idade e 173 kg de peso vivo médio inicial para avaliação de desempenho e 36 animais reguladores para manter a altura de saída da forragem. A pastagem foi manejada em pastejo rotacionado, com sete dias de pastejo e 21 dias de descanso. Para as medidas relacionadas a morfogênese, estrutura e composição química, foi utilizado o delineamento em blocos casualizados, com medidas repetida no tempo, três tratamentos, dois blocos por tratamento com quatro ciclos e quatro repetições (piquetes) por bloco, avaliando-se a interação entre tratamentos e ciclos. Para avaliação do desempenho animal utilizou-se delineamento inteiramente casualizado, com medidas repetidas no tempo, com três tratamentos, quatro ciclos de pastejo e oito repetições (animais) por tratamento, avaliando a interação entre tratamentos e ciclos. As variáveis foram submetidas a análise de variância a 5% de significância pelo teste t de Student. As maiores doses de nitrogênio não influenciaram a taxa de alongamento foliar, taxa de aparecimento foliar, taxa de alongamento de haste, filocrono e densidade populacional de perfilhos (p>0,05), no entanto, sofreram influência dos ciclos de pastejo (p<0,05), com exceção do filocrono. Com o aumento da dose de N de 114,2 para 342,5 kg o índice de área foliar pré-pastejo aumentou de 8,86 para 13,84 m2. O comprimento final das folhas expandidas sofreu incrementos de 9,6% com a maior dose (p<0,05). A maior dose de nitrogênio aumentou a taxa de crescimento cultural (p<0,05) com valores de 254,74 e 188,41 kg/ha/dia na maior e menor dose, respectivamente. A massa seca de forragem total, das lâminas foliares e de colmo verde prépastejo foram afetadas com a dose de 342,5 kg/ha de N (p<0,05), aumentando em 19,2; 20,7 e 32,6%, respectivamente, em relação a menor dose. Houve redução dos teores de FDN e FDA e aumento da PB (p<0,05) com a elevação das doses de 114,2 para 342,5 kg. O ganho médio diário dos animais não foi influenciado pelos tratamentos (p>0,05), com valor médio de 0,470 kg/animal/dia, no entanto, o ganho por área e a taxa de lotação foram incrementados pela maior dose, sobretudo nos dois ciclos intermediários (2º e 3º), apresentando valores médios de 5,51 e 6,38 kg/ha/dia e taxa de lotação de 5,5 e 7,0 UA/ha nas doses de 114,2 e 342,5kg de nitrogênio, respectivamente. Os parâmetros sanguíneos não foram afetados pelas doses de nitrogênio (p>0,05). Conclui-se que em pastagem de capim-Mombaça as características morfoestruturais relacionadas ao índice de área foliar, comprimento final das folhas e taxa de crescimento cultural aumentam com a elevação das doses de nitrogênio de 114,2 para 342,5 kg/ha/ano de nitrogênio. A massa seca de forragem total e de seus componentes morfológicos é incrementada com doses de 342,5 kg/ha de nitrogênio. A utilização da maior dose nitrogênio melhora a qualidade nutricional do Mombaça, reduzindo os teores de FDN e FDA e elevando a fração de proteína bruta na matéria seca. O aumento das doses de 114,2 para 342,5 kg/ha de nitrogênio não melhora o desempenho individual dos animais, no entanto, aumenta a produtividade por área.

Ano

2017

Creators

Silva, Rafael de Oliveira da

Desenvolvimento regional do território do estado do Tocantins: implicações e alternativas

Esta pesquisa analisou a transição do antigo norte de Goiás para criação do território Estado do Tocantins e a sua conjuntura do desenvolvimento regional entre 1990 e 2010. Partiu-se do aporte teórico de Raffestin sobre o conceito de desenvolvimento territorial. Na primeira parte recuperam-se alguns elementos históricos da antiga região norte de Goiás, mormente sobre as condições precárias dos indicadores sociais e econômicos, buscando captar no tempo e no espaço a criação do Estado do Tocantins e sua inserção na economia regional e nacional. Na segunda parte, tratou-se da problemática do desenvolvimento regional o aporte teórico partiu das concepções de Douglass North e complementando a discussão sobre econômica regional, foram trazidos autores como Christaller, Myrdal, Perroux e Hirschman. A metodologia aplicada foi a análise de observação e percepção. Na parte quantitativa, o instrumental utilizado foi a estimativa do Índice de Desenvolvimento Regional (IDR) e o método de análise regional. Permeados por dados secundários do Ipeadata, RAIS, IBGE e PNUD. Na parte qualitativa, utilizou-se a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), por meio de questionários e entrevista dos atores-chaves. Na estimativa do IDR, chegou-se a um resultado que permite ordenar os municípios conforme o grau de dinamicidade. Conclui-se que em todos os períodos analisados, há grandes desigualdades sociais e econômicas entre os municípios do Tocantins. No entanto, vem reduzindo moderadamente a quantidade de municípios de base econômica retardatários. Constatou-se que o grande empregador está vinculado ao poder público estadual e municipal. Todavia, a economia do território Tocantins tem aumentando sua participação na geração de emprego nos setores do comércio, do serviço, da indústria de transformação, da construção civil e do ramo de atividade da agropecuária. Estimando o multiplicador de emprego para o Estado do Tocantins, passou de 4, 76 em 2000, para 5, 11, em 2010, ou seja, o estado vem aumento sua capacidade de gerar emprego no setor básico para o setor não básico da economia do Tocantins. Constatou-se, também, que a rodovia Belém-Brasília (BR-153) se constitui num corredor de desenvolvimento regional. Contudo há grandes disparidades e desigualdades entre os municípios do Tocantins, onde 117 estão abaixo da base de polo de manutenção, dos 22 municípios, 19 têm base de polo de manutenção, de especialização, e apenas 3 (Palmas , Araguaína e Gurupi) apresenta polo de base de diversificação, ou seja, possui mais base de diversificação e difusão.

Ano

2017

Creators

Oliveira, Nilton Marques de

Estado, luta de classes e políticas públicas de educação para o campo no Tocantins : territórios em disputa

Esta tese analisa as políticas de Educação Básica para o campo no Estado do Tocantins, implementadas especialmente a partir dos anos de 1990. Situada no contexto das reformas educacionais orientadas pelas agências internacionais comprometidas com o modo de produção capitalista – com o objetivo de forjar um ensino capaz de assegurar a dominação ideológica e atender às necessidades impostas pelo mercado de trabalho – a política educacional direcionada à classe trabalhadora no campo é analisada a partir de uma leitura crítica sobre o Estado e as políticas públicas no contexto do capitalismo e de suas crises cíclicas. Evidencia-se no trabalho o papel desempenhado pelo Estado no processo de expansão do capital no campo, bem como suas consequências para a classe trabalhadora, que se expressam, por um lado, no avanço do agronegócio e, por outro, na precarização das condições de trabalho e no retorno de relações produtivas já consideradas extirpadas na sociedade, como o trabalho escravo na sua configuração contemporânea. Na análise efetivada, são tomados como referências concretas os chamados Territórios da Cidadania – elementos do processo contemporâneo de territorialização das políticas públicas para o campo – permitindo as reflexões sobre as políticas de educação para o campo no Tocantins. Privilegia-se, ainda, a análise da produção teórica elaborada pelo “Movimento por Uma Educação do Campo”, destacando as contradições presentes em tais propostas, seus limites, alcances e possibilidades. A simultânea recorrência à teoria marxista e à adoção do materialismo histórico dialético permite que ao longo do trabalho se empreenda a crítica às formas de sustentação da sociedade capitalista, ao mesmo tempo em que se buscam as possibilidades de sua ultrapassagem. Nesse sentido, tais reflexões desenvolvidas partem do princípio de que a educação não é uma ação isolada, que não se compreende nem se explica por si. A análise sobre suas possibilidades, limites, qualidade e extensão, não pode, pois, prescindir da consideração da base material da sociedade, de sua forma de organização e funcionamento, de suas contradições e dos antagonismos de classes nela presentes. As considerações finais do trabalho vão afirmar a inexistência de políticas de educação para o campo no Tocantins, que atendam, de fato, aos interesses da classe trabalhadora no campo, bem como afirmar a importância da dialetização dos componentes imediatos presentes nas concepções teórico-práticas das atuais políticas educacionais, a fim de que seja potencializada a dimensão transformadora das práticas educativas escolares, na perspectiva da emancipação humana e da superação da sociedade de classes.

Ano

2017

Creators

Reis, Cleivane Peres dos

Brilham estrelas de São João: gênero, raça, e sexualidade em performance nas festas juninas de Belém – PA

Esta pesquisa objetiva analisar a expressão da diversidade sexual e de gênero, interpelada por concepções de raça, no contexto das festas juninas de Belém. A partir de etnografia produzida em concursos juninos realizados em bairros periféricos da cidade e também em certames promovidos pela Prefeitura Municipal de Belém e pelo Governo do Estado do Pará, propõe-se abordar as festas juninas como um momento de congregação social ritualizado. Pressupõe-se que a participação de certos sujeitos nesse contexto festivo (especialmente as mulheres cisgênero, os homens homossexuais, as travestis e pessoas transgênero) pode render importantes reflexões acerca de processos nos quais gênero, raça e sexualidade são articulados em performance. Numa abordagem que privilegia a análise do contexto etnográfico a partir da problematização de marcadores sociais da diferença articulados, esta pesquisa dedica-se ao entendimento de como as festas juninas produzem sujeitos generificados, racializados e sexualizados. A intenção é dar inteligibilidade a um tenso processo de reconhecimento de certos sujeitos no contexto de realização de um ciclo festivo popular produzido pelo Estado, mas também por produtores culturais das periferias de Belém.

Ano

2017

Creators

Noleto, Rafael da Silva

Ingestão de proteína para cordeiros da Raça Santa Inês: digestibilidade e desempenho

Foram conduzidos dois experimentos para avaliar se o atendimento ou não da demanda de proteína degradável no rúmen (PDR), em condições de atendimento ou superávit de proteína metabolizável (PM), afetam a ingestão de matéria seca, a digestibilidade dos nutrientes e o desempenho de ovinos alimentados com gramínea tropical (Cynodon) em estágios diferentes de maturação, de acordo com as recomendações do sistema AFRC. Nos ensaios de digestibilidade e balanço nitrogenado, o delineamento foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x2x2, sendo dois Planos Nutricionais (PN- A = atendendo PDR e PNB = restringindo PDR), gramínea tropical (Cynodon) com alto FDA e baixo FDA e sexo (machos: 32,4 kg ± 1,67 e fêmeas: 34,1kg ± 3,6). Para o ensaio de desempenho foram utilizados 24 cordeiros (12 machos e 12 fêmeas) com peso médio inicial de 23,9 kg ± 4,86 para machos e 24,5 kg ± 3,75 para fêmeas, seguindo um delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x2x2 semelhante ao ensaio de digestibilidade. Os tratamentos promoveram diferenças (P<0,05) na ingestão de matéria seca em ambos os ensaios, em favor dos fatores: plano nutricional que atendia a exigência de PDR, machos e gramínea tropical baixo FDA. Entretanto, não foram observadas diferenças (P>0,05) para ganho de peso e conversão alimentar entre os planos nutricionais (PN- A: 232,41 g/dia e PN- B: 201,25 g/dia). Os ganhos de peso e conversão alimentar entre machos e fêmeas foram de 239 e 194 g/dia; 4,34 e 5,14 kg MS/kg ganho para machos e fêmeas, respectivamente. A digestibilidade da matéria seca e da fração fibrosa das dietas foram influenciadas pelo atendimento da PDR. Não foram observadas diferenças (P>0,05) quanto ao N retido/N absorvido entre os Planos Nutricionais. Porém, houve redução da excreção nitrogenada urinária quando a PDR não foi atendida, sendo observada interação entre Plano nutricional e Volumoso para as variáveis N retido/N ingerido e N retido/N absorvido evidenciando o efeito que a digestibilidade da fração fibrosa dietética teve sobre o balanço nitrogenado. A restrição da proteína degradável no rúmen (PDR) em dietas de cordeiros e cordeiras em crescimento não alterou o ganho de peso e diminuiu a excreção nitrogenada urinária.

Ano

2017

Creators

Siqueira, Guilherme Benko de

Variabilidade genética em cultivares de soja e eficiência do potássio sobre os teores de óleo e proteína visando à produção de biocombustível

A soja (Glycine max (L.) Merril) é a principal fonte de óleo para a produção de biodiesel e de proteína para ração animal. Contudo, a composição química das sementes e a produtividade de grãos pode ser afetada pela disponibilidade de nutrientes à planta, principalmente de potássio. Diante disto, objetivou-se estudar a divergência genética e a eficiência do uso do potássio em cultivares de soja, quanto aos teores de óleo e proteína, visando à produção de biocombustível. Assim, no ano agrícola 2013/14, foram realizados quatro ensaios de competição de cultivares de soja em Palmas -TO, os quais foram distribuídos em duas épocas de plantio, cujas cultivares foram conduzidas sob alto e baixo potássio (40kg de K2O ha-1 e 200 kg de K2O.ha-1, respectivamente). O delineamento experimental utilizado nos ensaios foi de blocos casualizados com sete tratamentos e três repetições. Os tratamentos foram constituídos pelas cultivares M9144RR, BRS33871RR (Sambaiba), TMG1288RR, BRS333RR, P98Y70RR, TMG 1180RR e M8766RR. A eficiência do uso de potássio pelas cultivares foi realizada através da metodologia adaptada de Fischer (1983) e a divergência genética por meio de procedimentos multivariados: distância generalizada de Mahalanobis e método de agrupamento de otimização de Tocher. No estudo da divergência genética, cada ensaio representou uma variável distinta no modelo multivariado. As cultivares M8766RR e BRS333RR são promissoras para produção de biodiesel e eficientes no uso do potássio. A cultivar P98Y70 é indicada para produção de proteína e eficiente quanto ao uso de potássio. As hibridações M8766RR x TMG1180RR e M8766RR x TMG1180RR, são promissoras para teor de óleo, e P98Y70 x TMG1180RR, para teor de proteína.

Ano

2017

Creators

Hackenhaar, Neusa Maria

Efeito de ambientes e densidades de semeadura em soja, visando à produção de biodiesel

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes ambientes e densidades de semeadura em três cultivares de soja. Foram realizados cinco ensaios de competição no ano agrícola 2012/2013, sendo três no Campus Universitário de Gurupi - TO (Gurupi I - 05/12/2012, Gurupi II - 20/12/2012 e Gurupi III - 07/01/2013) (280 m de altitude, 11°43’ S, e 49°04’ W) e dois no Campus Universitário de Palmas - TO (Palmas I - 28/11/2012 e Palmas II - 15/12/2012) (220m de altitude, 10o45' S e 47o14' W). O delineamento experimental utilizado em cada ensaio foi o de blocos casualizados, com nove tratamentos e três repetições. Os tratamentos foram dispostos em um esquema fatorial 3x3, constituído por três cultivares (P98Y70, M8766RR e M9144RR) e três densidades de semeaduras (6, 10 e 14 plantas por metro linear). Foram avaliadas as seguintes características: produtividade de grãos (kg ha-1), teor de óleo (%) e rendimento de óleo (kg ha-1). As análises estatísticas foram realizadas com o auxílio do programa SISVAR. Com base nos resultados observa-se que os plantios fora da época tradicional de cultivo afetam negativamente todas as características estudadas. As maiores densidades são as mais favoráveis para rendimento de óleo, mas com nenhum efeito na produtividade de grãos e teor de óleo. As cultivares M9144RR e M8766RR apresentam características favoráveis para a produção de Biodiesel.

Ano

2017

Creators

Almeida, Bernardo Coutinho

Efeito das mudanças climáticas no zoneamento agroclimático para cultura do eucalipto (Eucalyptus Urograndis) no estado do Tocantins

O aumento do cultivo do eucalipto na região Norte do país, causado pela maior procura dessa espécie florestal que é utilizada em diversos setores da economia. No Tocantins tem-se observado um crescente aumento da área plantada em especial do Eucaliptus urograndis. Nesse contexto torna-se pertinente a elaboração do zoneamento de aptidão agroclimática para a cultura da espécie Eucalyptus urograndis para o estado do Tocantins. Com base na análise dos dados climáticos, auxiliam na identificação de áreas com maior aptidão ao desenvolvimento da espécie. Contudo, com o advento das mudanças climáticas, essas regiões poderão sofrer variações de temperatura do ar e do volume de precipitação, de acordo com o apresentado pelo IPCC (2013). O referido trabalho buscou simular os efeitos das mudanças climáticas, elaborando zoneamentos agroclimáticos para a espécie E. urograndis no estado do Tocantins, levando em consideração os dados apresentados pelos modelos GFDL-CM3 e HadGEM2-ES/INPE e cenários de emissão otimista (RCP 2.6), intermediário (RCP 4.5) e pessimista (RCP 8.5), para o intervalo de anos de 2041 a 2060. Além disso, realizou-se um comparativo dos zoneamentos agroclimáticos dos cenários futuros por modelo com o do clima atual. Os resultados apontaram, que em todos cenários, existem uma baixa restrição com relação a precipitação, apresentando como maior problemática para o plantio a grande resistência térmica que a cultura apresenta no Estado, fazendo com que o déficit hídrico seja na maioria dos casos impróprio (inapto) ao plantio também. Dessa forma, nos três cenários apresentados, constatou-se a predominância da classe de aptidão “restrita”, mesmo em regiões onde historicamente tem crescido a potencialidade do plantio. Ao comparar com as condições atuais, pode-se observar que o estado do Tocantins passará por intensas restrições hídricas, com diminuição para quase zero de áreas “aptas” e “marginais”, e crescimento da classe “restrita” (para aproximadamente toda área do Estado) ao desenvolvimento do Eucalyptus urograndis no Tocantins.

Ano

2017

Creators

Marcolini, Murilo de Pádua

Obtenção de materiais compósitos a partir de resíduo agroenergético: caso do aproveitamento da palha da cana-de-açúcar

Uma das alternativas para aumentar a participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira é a utilização do etanol. Este pode ser obtido a partir de diversas matérias primas, que no Brasil destaca-se a produção a partir da cana de açúcar. No processo de produção de etanol há vários resíduos que já vem sendo utilizados como co-produtos. De acordo com a literatura é reduzido o volume de estudos acerca do aproveitamento da palha da cana de açúcar como elemento de viabilização para cadeia produtiva. Uma das alternativas para sua utilização seria a fabricação de novos materiais compósitos. Esses materiais são uma alternativa interessante para a substituição dos materiais sintéticos amplamente utilizados pela sociedade atual, pois, além de apresentarem menor custo de produção pode reduzir a poluição causada pelos materiais sintéticos. Diante do exposto, este trabalho propõe a produção de materiais compósitos confeccionados a partir de um resíduo agroenergético da produção de etanol, a palha da cana-de-açúcar, juntamente com resina. Foram produzidos materiais com diferentes proporções de palha/resina (50/50, 30/70 e 10/90). Para a caracterização do novo material obtido foram realizados testes de densidade, umidade, absorção de água e inchamento, ensaios de compressão e flexão estática. Os resultados mostraram que os materiais obtidos apresentam propriedades físicas satisfatórias. Quanto às propriedades mecânicas, a tensão de ruptura atingiu valores entre 0,21 e 1,3 MPa, o módulo de elasticidade variou entre 760,77 e 2.500,20 MPa e o módulo de ruptura entre 1,19 a 4,17 MPa

Ano

2017

Creators

Takada, Camila Rosa da Silva

Uso de indicadores biológicos para avaliação da qualidade do solo sob cultivo de culturas agroenergéticas em Pedro Afonso, Tocantins

O solo é um recurso natural imprescindível para a manutenção da vida, mas seu uso intensivo e incorreto tem acelerado o seu processo de degradação, o que compromete a sustentabilidade dos sistemas agrícolas e do ambiente. Entretanto, práticas de manejo que incluem o preparo de solo com baixo ou nenhum grau de revolvimento, e sistemas de culturas com alta adição de carbono (C) ao solo, parecem estar entre as mais importantes para restabelecer a qualidade do solo. Desse modo, os atributos que têm íntima relação com a MOS (matéria orgânica do solo), como os microorganismos do solo, têm maior potencial de serem adotados como indicadores de qualidade do solo. A partir disso, esse trabalho teve como objetivo avaliar a dinâmica da microbiota do solo cultivado com diferentes culturas com potencial agroenergético (cana-de-açúcar a soja e o milho) sob diferentes formas de manejo, a partir da quantificação de indicadores biológicos de qualidade do solo, tomando-se como referência o solo sob condições de Cerrado nativo adjacente. Amostras de solo foram coletadas de lavouras comerciais da Fazenda Brejinho (Pedro Afonso-TO), nas profundidades de 0 a 5 cm e 5 a 10 cm. Foram determinados o carbono da biomassa microbiana, o carbono orgânico total, a respiração microbiana e foram calculados os quocientes metabólico e microbiano. O carbono da biomassa microbiana e a respiração microbiana sofreram alterações em função do manejo adotado nas diferentes culturas, sendo que, o solo sob cultivo de cana-de-açúcar, sob preparo convencional e sem rotação de culturas, sofreu maior redução da atividade microbiana quando comparado aos solos sob demais culturas e formas de manejo. Por outro lado, para manter e melhorar a qualidade do solo, é necessário adotar técnicas de manejo mais conservacionistas que propiciem menor revolvimento do solo, possibilitando maior retenção de água e a manutenção da umidade do solo, e tendo a rotação de culturas como fonte adição de C ao solo e de diversidade microbiana.

Ano

2017

Creators

Alves, Mariana Saragiotto da Silva