Repositório RCAAP
Lipoproteínas de alta densidade: aspectos metabólicos, clínicos, epidemiológicos e de intervenção terapêutica. Atualização para os clínicos
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2022-12-06T14:00:36Z
Forti,Neusa Diament,Jayme
Evolução hospitalar e tardia pós-implante de stent coronariano em paciente com angina instável e síndrome mielodisplásica
Homem de 61 anos de idade, com diagnóstico de síndrome mielodisplásica e angina instável foi submetido a angiografia coronariana e implante de stent. O hemograma revelou 40.000/mm³ plaquetas. A angiografia coronariana, precedida por transfusão de plaquetas, revelou obstrução de 80% no óstio da artéria coronariana direita (ACD). Após o uso de clopidogrel 75mg, o paciente foi submetido à nova transfusão de plaquetas e a implante de stent LEKTON 3,0x10mm na lesão da ACD. Não ocorreram sangramentos após as retiradas dos introdutores. Após seis meses, o teste de esforço foi positivo e nova angiografia, sob as mesmas condições anteriores, mostrou reestenose intra-stent. Esse relato sugere que o implante de stent coronariano em pacientes com plaquetopenia é seguro, contanto que se realize a transfusão profilática de plaquetas, embora em longo prazo possa haver reestenose.
2022-12-06T14:00:36Z
Wercules,Oliveira Meireles,George César Ximenes Longhi,Allan Beltrão,Pedro Pimenta,João
Correção cirúrgica de drenagem venosa pulmonar anômala total em adulto
A drenagem venosa pulmonar anômala total (DVPAT) é raramente detectada na vida adulta pois quase sempre essa cardiopatia congênita requer tratamento cirúrgico no período neonatal, muitas vezes, em caráter de emergência. Relatamos um paciente que, embora tivesse a anomalia diagnosticada na infância, submeteu-se à correção cirúrgica apenas aos 25 anos de idade, cerca de um ano após o agravamento do quadro clínico.
2022-12-06T14:00:36Z
Vicente,Walter Villela de Andrade Dias-da-Silva,Paulo Savoia Vicente,Luciana de Morais Bassetto,Solange Romano,Mina Moreira Dias Ferreira,César Antonio Dessote,Lycio Umeda Manso,Paulo Henrique Évora,Paulo Roberto Barbosa Rodrigues,Alfredo José
Angina pectoris em paciente com hipertireoidismo e coronárias angiograficamente normais
A presença de angina pectoris em mulher pré-menopausa sem outros fatores de risco para doença arterial coronariana, obriga-nos a descartar outras causas de lesão coronariana não aterosclerótica. A relação entre o hipertireoidismo e as alterações no sistema cardiovascular está bem estabelecida, contudo o hipertireoidismo responde por menos de 5% dos casos de dor torácica. Apresenta-se um caso de uma mulher, 47 anos, com sintomas de precordialgia típica e eletrocardiograma (ECG) sugestivo de isquemia coronariana, mas sem alteração laboratorial sugestiva de lesão miocárdica. Anamnese, exame físico e resultados laboratoriais permitiram firmar o diagnóstico de hipertireoidismo. Investigação subseqüente com o cateterismo cardíaco não demonstrou lesões obstrutivas. Após tratamento com iodo radioativo e retorno ao eutireoidismo, a paciente manteve-se assintomática e o ECG e a cintilografia miocárdica foram negativos para isquemia. Esses resultados sugerem uma interação entre hiperatividade tireoidiana e isquemia miocárdica, tendo o hipertireoidismo como provável etiologia dos achados clínicos e eletrocardiográficos.
2022-12-06T14:00:36Z
Casini,Alessandra Ferri Gottieb,Ilan Neto,Leonardo V. Almeida,Carla A. Fonseca,Regina H. A. Vaisman,Mario
Infarto do miocárdio em atleta jovem associado ao uso de suplemento dietético rico em efedrina
Suplementos dietéticos que contêm efedrina e outros alcalóides relacionados à efedrina são largamente consumidos em vários países, com propósito de estímulo energético e perda de peso. Mesmo sendo proibida a sua comercialização no Brasil, esses produtos podem ser comprados ilegalmente pela Internet ou em academias. Relatamos a seguir o caso de um jovem atleta, sem fatores de risco para doença cardiovascular, que apresentou infarto do miocárdio no período em que fez uso de suplemento rico em efedrina.
2022-12-06T14:00:36Z
Forte,Rafael Yared Precoma-Neto,Daniel Chiminacio Neto,Nelson Maia,Francisco Faria-Neto,José Rocha
Tratamento percutâneo multivaso da Arterite de Takayasu
Reportamos o caso de uma paciente com lesões obstrutivas nas artérias carótidas direita e esquerda, renal direita, subclávia esquerda, e ilíaca comum esquerda, tratadas percutaneamente.
2022-12-06T14:00:36Z
Tumelero,Rogério Tadeu Teixeira,Júlio César Canfield Duda,Norberto Toazza Tognon,Alexandre Pereira Rossato,Mateus
Síncope cardíaca reflexa por "nevralgia" do glossofaríngeo: rara apresentação dessa doença
A primeira descrição de dor severa no trajeto do nervo glossofaríngeo foi realizada por Weisenberg, em 1910¹, em um paciente com tumor do ângulo ponto cerebelar. Entretanto, coube a Harris, em 1926², nomear como nevralgia do nervo glossofaríngeo esse raro quadro clínico, caracterizado por paroxismos de dor intensa, unilaterais, na região posterior da língua, no palato mole, na garganta e na região lateral e posterior da faringe, irradiando para o ouvido. A dor pode ser desencadeada por deglutição, tosse, bocejo ou mastigação e normalmente dura de segundos a minutos. A associação de nevralgia do glossofaríngeo e síncope é muito rara e se deve a breves períodos de bradicardia, assistolia ou hipotensão, sendo a primeira descrição dessa associação, com essa fisiopatologia, realizada por Riley e cols., em 1942³.
2022-12-06T14:00:36Z
Korkes,Helio Oliveira,Eduardo Mesquita de Brollo,Luigi Hachul,Denise Tessariol Andrade,José Carlos da Silva Peres,Mario Fernando Prieto Schubsky,Victor
Tilt teste no diagnóstico diferencial da "epilepsia" resistente ao tratamento
A epilepsia é uma das causas mais freqüentes de distúrbios neurológicos em adultos jovens. Relatamos um caso em que uma paciente conviveu durante doze anos com o diagnóstico de epilepsia resistente ao tratamento, quando, na verdade, a causa de seus sintomas pôde ser encontrada com a realização do teste de inclinação (tilt teste). O cardiologista deve estar alerta para o possível diagnóstico de síncope neurocardiogênica em pacientes previamente diagnosticados como portadores de epilepsia, especialmente naqueles com difícil controle terapêutico.
2022-12-06T14:00:36Z
Castro,Renata Rodrigues Teixeira de Nóbrega,Antonio Claudio Lucas da
Tadalafil para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar idiopática
O uso de inibidores de fosfodiesterase, mais especificamente o sildenafil, no tratamento da hipertensão arterial pulmonar mostrou bons resultados, indicados por melhora dos parâmetros hemodinâmicos e da capacidade funcional. Poucos estudos existem a respeito dos efeitos de seus análogos como o tadalafil. O presente caso refere-se a uma paciente com hipertensão arterial pulmonar idiopática em classe funcional IV (NYHA) com resposta significativa ao uso de tadalafil.
2022-12-06T14:00:36Z
Carvalho,Adriana Castro de Hovnanian,André Luiz Fernandes,Caio Julio César dos Santos Lapa,Mônica Jardim,Carlos Souza,Rogério
Ruptura da valva aórtica por trauma torácico fechado
Relatamos o caso de paciente internado em nossa instituição com ruptura da válvula coronariana direita da valva aórtica, secundária a trauma torácico fechado. O ecocardiograma transesofágico identificou o local da ruptura, permitindo melhor planejamento cirúrgico.
2022-12-06T14:00:36Z
Theodoro,José Eduardo Oliveira,Maria do Socorro Alves Abensur,Henry Chiarello,Gustavo Barreto,Raphael Azevedo Souza,Januário Manuel de Oliveira,Sérgio Almeida de
Esternotomia mediana como via preferencial na anastomose de Blalock-Taussig modificada
A abordagem usual para a realização da anastomose de Blalock-Taussig modificada (ABTM) tem sido a toracotomia lateral. Esta via acarreta necessariamente trauma ao parênquima pulmonar e acesso difícil por ocasião da operação definitiva. A esternotomia mediana (EM) apresenta-se como uma alternativa com certas vantagens. Este trabalho visa avaliar a viabilidade técnica e os resultados da realização da ABTM por EM. Dez pacientes foram submetidos a esta técnica, interpondo-se enxertos de PTFE. A mortalidade imediata foi de 30%, e a tardia de 10%. Complicação imediata ocorreu em 10%. O tempo médio de internação foi 7,0 ± 0,5 dias. A variação da saturação da hemoglobina pré e pós-operatória foi 27,5 ± 11,7% (p<0,001). A ABTM é factível por EM com vantagens de acesso fácil e rápido, evita dano pulmonar, possibilita alternativas para anastomose ao tronco ou artéria pulmonar esquerda, viabiliza a canulação e perfusão, se necessário, e talvez facilitar a dissecção na reoperação.
2022-12-06T14:00:36Z
ABRAHÃO,Rogério Kalil,Renato Abdala K. Boustany,Sharbel M. SANT'ANNA,João Ricardo M. Prates,Paulo R. TEIXEIRA FILHO,Guaracy F. WENDER,Orlando C. B. Oliveira,Flávio P. NESRALLA,Ivo A.
Cardioplegia retrógrada atrial: estudo clínico
Os autores apresentam uma série de 15 pacientes submetidos a cirurgia cardíaca cuja proteção miocárdica foi obtida por infusão de solução cardioplégica sangüínea isotérmica por via retrógrada atrial. As operações consistiram em 11 revascularizações do miocárdio e 4 cirurgias orovalvares. Após instalação da circulação extracorpórea, iniciou-se a infusão da solução cardioplégica de indução na porção inicial da aorta, exceto nos casos de insuficiência aórtica. A solução de indução foi infundida por cinco minutos, passando-se, então, à solução de manutenção. No início da infusão da solução de manutenção, através de cateter de 4,0 mm no átrio direito, as veias cavas e o tronco pulmonar foram pinçados e passou-se a aspirar a aorta. Todos os pacientes saíram de circulação extracorpórea sem qualquer dificuldade ou suporte inotrópico. Não houve registro de infarto agudo do miocárdio. Dois pacientes com fibrilação atrial apresentaram ritmo sinusal já no centro cirúrgico.
2022-12-06T14:00:36Z
PAES LEME,Mauro JAZBIK,Antônio MURAD,Henrique BASTOS,Eduardo BRITO,João de Deus e GIAMBRONI,Rubens AZEVEDO,José Augusto FEITOSA,Leoncio
Pericárdio bovino utilizado como remendo no sistema cardiovascular
O comportamento do pericárdio bovino, preservado em glutaraldeído, na confecção de próteses valvulares é bem conhecido. Embora amplamente empregado na forma de retalho, foi pouco estudado neste sentido. Com esta finalidade, 21 cães foram submetidos ao implante cirúrgico de um retalho padronizado de pericárdio bovino substituindo, parcialmente, as paredes da aorta, do átrio esquerdo e do pericárdio. Os cães foram, casualmente, separados em três grupos, segundo o tempo de reoperação. O Grupo 1 com 6 cães reoperados entre 33 e 43 dias; o Grupo 2 com 7 cães reoperados entre 120 e 165 dias e Grupo 3 com 8 cães reoperados entre 225 e 305 dias. Os exames micro e macroscópico evidenciaram: 1) a superfície rugosa do retalho do pericárdio bovino aderiu às estruturas vizinhas, enquanto a superfície lisa pouco aderiu ao epicárdio; 2) o retalho de pericárdio bovino não sofreu alteração estrutural, independentemente da localização de implante; 3) a área final de remendo atrial esquerdo foi significantemente menor do que a dos remendos aórtico e pericárdico, para os cães dos Grupos 2 e 3; 4) a área do remendo atrial diminuiu significantemente, enquanto da aorta e do pericárdio não sofreram alteração com o tempo; 5) a espessura do remendo do pericárdio foi significantemente menor do que a dos remendos da aorta e átrio esquerdo, para cães do Grupo 3; 6) ocorreu a formação de uma camada de tecido conjuntivo fibroso na superfície lisa dos retalhos implantados no átrio esquerdo e na aorta. A espessura do tecido de aposição interna foi significantemente maior no átrio esquerdo do que na aorta, nos Grupos 1 e 2; 7) o tecido de aposição interna dos remendos atrial e aórtico sofreu calcificação nos cães dos Grupos 2 e 3; 8) o tecido de aposição interna dos remendos atrial e aórtico sofreu neoformação de fibras elásticas que aumentou nitidamente com o tempo de implante. Diante do achado, concluímos que o comportamento do pericárdio bovino preservado em glutaraldeído, na forma de retalho, para a confecção de remendo, em cirurgia cardiovascular depende: 1) da superfície de contato; 2) da tensão a que é submetido; 3) do contato com a corrente sangüínea.
2022-12-06T14:00:36Z
PIRES,Adilson Casemiro SAPORITO,Wladimir Faustino LEÃO,Luís Eduardo Villaça FORTE,Vicente CARDOSO,Sigmar Horst RAMACIOTTI,Osiris
Fluxo coronário desregulado durante reperfusão pós cardioplegia
Estudaram-se a demanda metabólica e a distribuição do fluxo coronariano na presença de fibrilação ventricular (FV), durante a reperfusão pós-cardioplegia. Foram colocados 15 suínos em circulação extracorpórea e submetidos a parada cardíaca cardioplégica sangüínea anterógrada hipotérmica intermitente, durante uma hora, seguida por reperfusão miocárdica controlada. Os animais foram divididos em três grupos (n=5), conforme estivessem em assistolia (Grupo 1) ou em FV de curta (Grupo 2) ou longa duração (Grupo 3), durante os dez primeiros minutos de reperfusão. Os valores do consumo miocárdico de oxigênio (MVO2), em ml O2/min/g (média ± erro padrão) durante a reperfusão foram de 1,325 ± 0,144 (Grupo 1); 2,472 ± 0,208 (Grupo 2) e 2,469 ± 0,228 (Grupo 3). A diferença entre o MVO2 dos corações em assistolia e o dos corações em FV, quer de curta ou longa duração, foi significante (p<0,001). A relação entre os fluxos sangüíneos endo e epicárdico, bem como o fluxo sangüíneo coronário global (ml/mim/100g) foram semelhentes nos 3 grupos. Os valores dessa última variável, em ml/mim/100g, corresponderam a, respectivamente, 169,3 ± 11,7; 185,0 ± 15,7 e 179,9 ± 13,2. Os resultados demonstram que a auto-regulação coronária está alterada durante a fase inicial de reperfusão pós criocardioplegia, pois a perfusão miocárdica não aumentou em resposta à elevação do consumo de oxigênio imposta pela FV. Essa constatação, de grande interesse clínico, sugere que a ocorrência de FV durante a fase inicial da reperfusão possa contribuir para o desenvolvimento de lesões teciduais em corações cujo fluxo coronário já esteja previamente comprometido, por obstrução coronária, distensão ou hipertrofia ventricular.
2022-12-06T14:00:36Z
VICENTE,Walter V. A HOLMAN,William L. Ferguson,Edward R. Spruell,Russell D. Murrah,Charles P. PACIFICO,Albert D.
Proteção cerebral durante parada circulatória total a 28°C
As operações de aneurismas do arco aórtico dependem do tempo de parada circulatória hipotérmica total (PCH). Diversas técnicas têm sido propostas para melhorar a proteção do cérebro e estender o tempo seguro de isquemia (45 minutos em hipotermia profunda). A proteção cerebral durante duas horas de parada circulatória hipotérmica foi estudada em 23 suínos, divididos em quatro grupos. Nos grupos de controle, 8 animais foram submetidos a anestesia (Grupo 1) e a circulação extracorpórea (Grupo 2). Os outros dois grupos foram à PCH associada à perfusão cerebral anterógrada a 28°C (Grupo 3) e a PCH associada a perfusão retrógrada do cérebro a 28°C (Grupo 4). A proteção cerebral foi avaliada pelo estudo histológico e pelo metabolismo celular cerebral estudado pela espectroscopia por ressonância nuclear magnética (RNM). Durante a PCH associada à perfusão cerebral anterógrada a 28°C, o metabolismo cerebral manteve-se normal durante todo o experimento e houve preservação das estruturas cerebrais no estudo histológico. Na PCH com a perfusão cerebral retrógrada a 28°C, o pH intracelular, a fosfocreatina (PCr) e o trifosfato de adenosina (ATP) diminuíram durante o período de parada circulatória e não retornaram aos seus níveis normais durante a reperfusão, permanecendo o cérebro em grave acidose intracelular. Concluímos que, durante duas horas de PCH, a perfusão anterógrada a 28°C proporcionou uma adequada proteção ao cérebro. A PCH associada à perfusão retrógrada em hipotermia moderada a 28°C não proporcionou proteção cerebral, no estudo metabólico e histológico.
2022-12-06T14:00:36Z
FILGUEIRAS,Carlos Luiz EDE,Maurício Ryner,Lowrence YE,Jian ARONOV,Alex KOZLOWSKI,Piotr SUN,Jiankang YANG,Loujia Saunders,John K. DESLAURIERS,Roxane SALERNO,Tomas A
Transplante cardíaco em Campo Grande - MS. Redução significativa de lesão coronária pós transplante: relato de caso
No Serviço de Cirurgia Cardíaca da Santa Casa de Campo Grande/MS - foi realizado, em 23 de setembro de 1994, um transplante cardíaco ortotópico no paciente C.A.D., 27 anos, portador de miocardiopatia dilatada idiopática, o qual transcorreu sem anormalidades. O paciente recebeu alta da UTI com 7 dias e alta hospitalar no 40º dia de pós-operatório, recebendo ciclosporina, azatioprina e prednisona para manutenção do enxerto, captopril, furosemida e aspirina. Apresentou no 1º ano de seguimento 2 episódios de rejeição, leve e moderada, sendo modificada a posologia dos imunossupressores. Em setembro de 1995, nos exames de seguimento, foi detectada, na coronariografia, lesão obstrutiva de 50% em artéria coronária direita. Decidiu-se modificar a terapêutica do paciente, iniciando diltiazen substituindo o captopril, e associando-se complexo vitamínico (betacaroteno, C e E) mais selênio, na tentativa de evitar progressão da lesão obstrutiva. Foi também realizada orientação dietética por nutricionista. Após 12 meses com a nova terapêutica, a coronariografia mostrou redução significativa da lesão obstrutiva em artéria coronária direita. Durante todo o período de seguimento o paciente apresentou níveis normais no lipidograma. Hoje o paciente encontra-se no terceiro ano de seguimento, assintomático e tendo suas atividades habituais sem intercorrências.
2022-12-06T14:00:36Z
CALDAS,Marcos Vinícius R. P. SANTOS,René André B. FERREIRA JÚNIOR,Wilson BARBOSA,Carlos Ildemar C. COUTO,Gustavo José Ventura JAZBIK NETO,João
Ventriculectomia parcial esquerda: ponte para transplante em pacientes com insuficiência cardíaca refratária e hipertensão pulmonar
A insuficiência cardíaca congestiva refratária a tratamento clínico tem no transplante cardíaco ortotópico a sua melhor opção cirúrgica. Escassez de doadores, morbidade significativa associada com a terapêutica anti-rejeição, aterosclerose coronária e custos consideráveis associados com o transplante são fatores responsáveis pela sua limitada aplicação. Para os que se encontram na lista para transplante, o período de espera de 6 meses a 1 ano pode levar à deterioração hemodinâmica e expressivo número de mortes. A sobrevida, na lista de espera, pode ser de 46% em 1 ano (1). Afora isso, um significativo número de pacientes tem contra-indicação para transplante, por apresentar hipertensão e resitência pulmonar elevadas. A ventriculectomia parcial esquerda (VPE) (2, 3), restaurando o raio do ventrículo esquerdo e melhorando, assim, a relação massa-volume e o desempenho sistólico, pode propiciar diminuição da pressão e da resistência arterial pulmonar, em alguns pacientes.
2022-12-06T14:00:36Z
LUCCHESE,Fernando A. FROTA FILHO,José Dario BLACHER,Celso PEREIRA,Wagner M. LEÃES,Paulo E. Lúcio,Eraldo A. SODRÉ,Carlos NOGUEIRA,Silvio JUNG,Luiz A.
Revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea com uso de shunt intracardíaco: 12 anos de experiência
Os autores apresentam a experiência com a técnica desenvolvida em 1983, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que consiste em substituir a circulação extracorpórea nas operações de revascularização do miocárdio, por uma derivação (shunt), introduzida na luz da coronária. Este shunt consiste em um pequeno tubo de silicone, flexível, transparente, com diâmetros variando de 1 a 3 mm, que permanece na luz do vaso durante a feitura da anastomose entre o enxerto e a coronária. Esta técnica oferece mais segurança ao paciente, por dispensar o uso da circulação extracorpórea e, conseqüentemente, os seus malefícios, além de evitar isquemia do miocárdio durante a anastomose e mantendo um campo cirúrgico sem sangue, facilitando, assim, a realização da anastomose. De 1983 a 1995, foram operados 419 pacientes, tendo sido realizados 671 enxertos, dos quais 153 com a artéria torácica interna para as coronárias das faces anterior e inferior do coração. A mortalidade hospitalar foi de 1,43%, com 1,67% de incidência de infarto do miocárdio no intra-operatório. A técnica mostrou ser segura, sem complicações graves durante o seu emprego. Os pacientes evoluíram bem no pós-operatório imediato, necessitando menor tempo de intubação, menor permanência na UTI ou internação. Em um grupo inicial estudou-se a qualidade das anastomoses, através da cinecoronariografia pós-operatória em um período médio de 24 meses, mostrando uma taxa de enxertos pérvios de 84%. A técnica mostrou ser simples, segura e econômica, além dos benefícios ao paciente, por ser menos agressiva. Com o advento da cirurgia minimamente invasiva, esta técnica traz a contribuição definitiva para maior segurança dos pacientes.
2022-12-06T14:00:36Z
RIVETTI,Luiz Antônio GANDRA,Sylvio M. A. SILVA,Ana Maria R. Pinto e CAMPAGNUCCI,Valquíria P.
Cirurgia de revascularização do miocárdio minimamente invasiva: resultados com o uso da videotoracoscopia e do estabilizador de sutura
Objetivo: No sentido de associar os maiores benefícios da operação de revascularização do miocárdio tradicional com a utilização da anastomose da artéria interventricular anterior, com vários dos benefícios da angioplastia, alguns grupos têm começado a realizar a cirurgia de revascularização do miocárdio minimamente invasiva. O objetivo deste trabalho é o relato de nossa experiência inicial com essa abordagem técnica, especialmente com a utilização de videotoracoscopia (VDT) e do estabilizador de sutura (ES). Métodos: Foram operados 73 pacientes, sendo 51 do sexo masculino, com idades variando de 37 a 83 anos, com média de 61,2 anos, portadores de lesão isolada do ramo interventricular anterior acima de 80%. Foi utilizada intubação orotraqueal com sonda de duplo lume. O paciente foi colocado em decúbito lateral direito com 30 graus de rotação. A minitoracotomia anterior, com 8 a 10 cm de extensão, foi realizada no quarto espaço intercostal. Através dessa incisão foram colocados a ótica da videotoracoscopia e os instrumentos cirúrgicos. O pericárdio foi aberto longitudinalmente e reparado para facilitar a exposição do RIA. Não foi utilizada circulação extracorpórea e a freqüência cardíaca foi diminuída no momento da anastomose com o uso de betabloqueador endovenoso. Para a realização da anastomose ATI-RIA, foi utilizado torniquete proximal e distal, além de uso de CO2 para manter o campo operatório livre de sangue. Previamente ao fechamento dos torniquetes, foi feita a administração de 1,5 mg/kg de peso de heparina endovenosa. A anastomose da ATI com o RIA foi realizada com fio de Polipropilene 7-0. O ES, dispositivo metálico acoplado ao afastador foi utilizado na parede anterior do coração, nos últimos 15 casos, para reduzir a movimentação cardíaca, criando condições para uma anastomose mais segura. Resultados: Todos os pacientes apresentaram boa evolução pós-operatória, sem complicações isquêmicas, estando em condições de alta hospitalar entre 2 e 13 dias após reavaliação da operação (média de 4 dias). Cineangiocoronariografia pós-operatória foi realizada em 48 (65,7%) pacientes, sendo que 2 (4,2%) mostraram oclusão na anastomose e 1 (2,1%) oclusão pós anastomose. Os pacientes estão assintomáticos, com seguimento médio de um ano após a cirurgia. No pós-operatório tardio, ocorreram duas mortes: uma devido a pneumonia e a outra a provável tromboembolismo. Conclusões: A cirurgia de revascularização do miocárdio minimamente invasiva mostrou ser uma boa alternativa para determinado grupo de pacientes com insuficiência coronária. Torna possível a operação com melhor estética, menor custo e possibilita uma recuperação mais rápida do que a operação convencional. O uso da VDT e do ES constitui avanço que busca trazer maior apoio técnico ao procedimento.
2022-12-06T14:00:36Z
JATENE,Fabio B. PÊGO-FERNANDES,Paulo M. ASSAD,Renato S. DALLAN,Luís Alberto HUEB,Wady ARBULU,Hector Edward Van Dyck HAYATA,André Luis Shinji STOLF,Noedir A. G. OLIVEIRA,Sérgio Almeida de JATENE,Adib D.
Revascularização do miocárdio com enxerto livre de artéria radial: experiência inicial
Foram estudados os resultados precoces do uso do enxerto livre de artéria radial (AR) para a revascularização do miocárdio em 20 pacientes operados no período de maio a novembro de 1996. Pertenciam ao sexo masculino 16 (80%) com média de idades de 57,1 anos (35 a 69). Foi utilizada a esternotomia mediana com o auxílio da circulação extracorpórea e a cardioplegia sangüínea intermitente em todos os casos. A AR foi retirada do membro superior não dominante e utilizada como parte aorto-coronária em 100% dos casos. Foi realizado um total de 64 enxertos, com média de 3,2 por pacientes (2 a 5). A AR foi anastomosada ao ramo diagonal 9 (45%) vezes, ao ramo marginal esquerdo da artéria circunflexa 6 (30%), à coronária direita 4 (20%) e ao ramo interventricular anterior 1 (5%). A artéria torácica interna esquerda (ATIE) foi utilizada em 100% dos pacientes, a artéria torácica interna direita (ATID) em 7 (35%), e a veia safena em 13 (65%). O diltiazen oral foi utilizado no período per-operatório para a prevenção do espasmo arterial. Não houve mortalidade hospitalar ou durante o seguimento de até 10 meses. Foi realizado estudo cineangiocoronáriográfico no período pós-operatório imediato em 17 (85%) pacientes, que mostrou fluxo normal na AR em 16 (94,1%). Não houve seqüelas no membro superior do doador. Os resultados observados são semelhantes aos obtidos com a revascularização do miocárdio pelas técnicas usuais no Serviço, sem incremento na morbimortalidade precoce. A normalidade precoce do enxerto de artéria radial mostrou-se comparável ao da artéria torácica interna esquerda, coincidindo com os recentes relatos da técnica.
2022-12-06T14:00:36Z
PIERACCIANI,Giorgio CORSO,Ricardo Barros MATA,José Alberto Martins da BRITO,José Carlos Raimundo GODINHO,Antônio Gilson Lapa ESTEVES,José Péricles