Repositório RCAAP
Influência da superabundância por Aulonemia aristulata (Bambuseae) sobre o banco de sementes transitório em um fragmento de Floresta Atlântica
Resumo Este estudo avaliou a estrutura e composição de espécies no banco de sementes transitório em duas áreas de mata atlântica do Parque Estadual Fontes do Ipiranga: uma área onde o bambu nativo Aulonemia aristulata é superabundante e outra área sem bambus, ambas localizadas em um fragmento de floresta secundária do Domínio da Mata Atlântica. Nossa hipótese foi a de que o banco de sementes transitório da área onde o bambu é superabundante possui menor número de sementes e diminuição da riqueza de espécies comparada á área sem bambu. Se confirmada a hipótese, sugerimos que isso deve limitar o processo de regeneração florestal por meio do banco de sementes transitório, o que deve contribuir para a perpetuação do bambu e para a manutenção do estado de distúrbio. Coletamos, em cada área, 45 amostras de serapilheira e separamos, quantificamos e identificamos as sementes no menor nível taxonômico possível. Na área de superabundância de bambu encontramos menor riqueza de espécies e maior proporção de espécies exclusivas. Entretanto, não encontramos diferenças na abundância de sementes no banco transitório entre as duas áreas. Nossos resultados mostraram que a distribuição espacial de sementes na área onde o bambu é superabundante foi mais limitada que na área sem bambu uma vez que cerca de 50% das amostras coletadas na área com bambu não apresentaram nenhuma semente. Não foi possível comprovar se a redução na riqueza de espécies foi consequência da menor densidade de espécies arbóreas na área ou efeito da superabundância de bambus. A diminuição da riqueza de espécies e a limitação espacial no banco de sementes transitório encontrada na área onde o bambu é dominante sugerem a diminuição da contribuição desta via de regeneração da vegetação.
2022-12-06T13:14:42Z
Vinha,Daniella Alves,Luciana Ferreira Zaidan,Lilian Beatriz Penteado Grombone-Guaratini,Maria Tereza
Polimorfismo floral e suas implicações em sistemas sexuais: o caso de Solanum melongena (Solanaceae)
Resumo O sucesso reprodutivo das plantas pode estar relacionado a diversos fatores. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo analisar os diferentes morfos florais apresentados por Solanum melongena (híbrido Nápoli) no contexto da biologia reprodutiva e da polinização. O estudo foi realizado em Estiva Gerbi, São Paulo. Os dados de morfometria floral foram coletados com auxílio de paquímetro manual e estereomicroscópio. Para determinar o sistema reprodutivo, verificou-se a formação de tubos polínicos em diferentes horários após a polinização manual ser efetuada. Realizou-se a caracterização dos visitantes florais através de observações de campo e calculou-se a frequência dos mesmos. Constatou-se diferença significativa entre o tamanho das corolas e dos estiletes dos diferentes morfos, não diferindo entre si apenas as anteras. Quanto aos sistemas reprodutivo e sexual, detectou-se que S. melongena é uma espécie xenógama facultativa, assim como apresenta o fenômeno da andromonoicia, no qual as flores de estilete curto apresentam apenas a função masculina funcional. Conclui-se para S. melongena que ambos os morfos contribuem para seu sucesso reprodutivo, assim como a ação dos polinizadores, pois embora apresente certo grau de autocompatibilidade, a autopolinização não mostrou-se suficiente para uma efetiva fecundação de seus óvulos como quando na ocorrência da polinização cruzada.
2022-12-06T13:14:42Z
Zambon,Vivian Agostini,Kayna
Stipular buds in a natural population of Danaea nodosa (Marattiaceae) in gallery forest from Brazilian Savanna
Abstract The occurrence of stipular buds is commonly observed in Marattiaceae under controlled conditions. In this study, is described the development of stipular buds in a population of Danaea nodosa located into a gallery forest of the Brazilian savanna. From June 2006 to July 2007 40 individuals were monitored and 13 of them presented stipular buds. The formation of stipular buds was observed in August and September 2006, a time corresponding to the end of the dry season. In only two individuals, the stipular buds evolved to ramets. An additional survey conducted in April 2008, revealed that the ramets continued to product new leaves. This study provides an important information about the reproductive strategy of the species under natural conditions, which can guide future researches with conservationist purposes to native ferns.
2022-12-06T13:14:42Z
Lehn,Carlos Rodrigo Lopes,Frederico Santos
The odd roots of Campylocentrum (Angraeciinae-Orchidaceae): an anatomical study of its morphologically variable roots
Abstract Although some anatomical studies have been performed in Angraecinae, knowledge about the anatomy of the genus Campylocentrum is as yet incipient. The aim of this study is to anatomically characterize the structure of the different kinds of roots in the genus. Roots from 12 species were analyzed, including all the morphological variation in the genus (smooth and granulose surface). The leafless species are characterized by endovelamen, exodermal and endodermal cell walls thicker than in the leafy species. The species with terete leaves can be split in two groups: one constituting C. poeppigii, whose roots have a granulose surface produced by numerous unicellular, absorbent hairs; the second formed by six species from the Atlantic Forest. In this second group, the same granulose root appearance is produced by tufts of epivelamen in addition to the unicellular, absorbent root hairs. The other species in the genus, with conduplicate leaves, do not present a pattern for grouping. Some of them, such as C. serranum and C. micranthum, share a similar structure with the leafless species, but with thinner exodermal and endodermal cell walls. Other species, such as C. crassirhizum and C. jamaicense, are the only ones in the genus with ○-thickened cells in the exodermis.
2022-12-06T13:14:42Z
Pessoa,Edlley Arruda,Emília Pereira,Fillype Fernando da Silva Domingos Alves,Marccus
Relationships among wood anatomy, hydraulic conductivity, density and shear parallel to the grain in the wood of 24-year-old Handroanthus vellosoi (Bignoniaceae)
Abstract We studied the relationships among wood anatomy, hydraulic conductivity, density and shear parallel to the grain in the stem of Handroanthus vellosoi trees with the goal to identify possible trade-offs between hydraulic conductivity and mechanical properties. For this study we felled 12 trees with 24-year-old and cut 10-cm-thick disks at three heights: base of the trunk, one meter in height, and two meters in height. We propose that the relationship between hydraulic conductivity and mechanical resistance found along the H. vellosoi trunk indicates greater mechanical investment in the wood at the base of the trunk compared with the other two heights (1 and 2 meters). Anatomically, this would be represented by smaller diameter vessels and fibers with thicker walls. Consequently, strength investment implies lower water conductivity at the stem base. However, more studies are needed to determine whether this lower value with respect to 1 and 2 meters represents a significant effect on water transport along the stem.
2022-12-06T13:14:42Z
Longui,Eduardo Luiz Oliveira,Ivanka Rosada de Graebner,Ryan Combs Freitas,Miguel Luiz Menezes Florsheim,Sandra Monteiro Borges Garcia,José Nivaldo
Where are the Brazilian ethnobotanical studies in the Atlantic Forest and Caatinga?
Abstract The Atlantic Forest and Caatinga ecosystems differ in terms of biodiversity and geoclimatic conditions but are similar in their rich socio-diversity and heterogeneity of vegetation types that comprise their floras. The objectives of this work were to map the ethnobotanical studies that have been conducted in these ecosystems and record the most investigated communities, regions, and vegetation formations related to this research. A literature review was made of ethnobotanical articles related to the use and knowledge of medicinal and food plants employed by local populations within the original territories of the Caatinga and Atlantic Forest. The areas with the highest concentrations of studies (Southeast and South regions in the Atlantic Forest and the states of Pernambuco and Paraíba in the Caatinga) reflect the presence of research groups in these regions. Until now, it was thought that ethnobotanical studies had been conducted throughout the Atlantic Forest and Caatinga; however, the results of this work show that both ecosystems contain areas that still need to be studied.
2022-12-06T13:14:42Z
Liporacci,Heitor S.N. Hanazaki,Natalia Ritter,Mara Rejane Araújo,Elcida de Lima
Madeiras históricas na carpintaria naval de canoas baleeiras da costa catarinense
Resumo Embarcações tradicionais são consideradas uma rica herança cultural sobre o uso dos recursos florestais, sendo os açorianos os responsáveis pela cultura de construção das canoas baleeiras no Brasil. Este estudo objetivou conhecer as madeiras utilizadas na construção de canoas baleeiras, gerando subsídios para melhor compreender as relações de uso de recursos florestais destinados à carpintaria naval tradicional em Santa Catarina. Foram estudadas cinco baleeiras pertencentes ao acervo museológico do Museu Nacional do Mar, São Francisco do Sul, Santa Catarina. A coleta das madeiras históricas foi realizada com auxílio de trado de incremento para posterior produção de lâminas histológicas e descrição anatômica. A identificação das madeiras foi realizada por comparação em coleção de referência. Foram identificados cinco táxons de madeiras usadas de forma combinada na construção dos componentes das canoas. São eles: Araucaria angustifolia (Araucariaceae), Aspidosperma sp. (Apocynaceae), Ocotea/Nectandra (Lauraceae), Enterolobium contortisiliquum (Fabaceae) e Cedrela fissilis (Meliaceae). As madeiras empregadas na construção das canoas baleeiras revelaram não somente os saberes tradicionais sobre as técnicas da carpintaria naval trazida pelos açorianos, mas também, o conhecimento tecnológico sobre o uso dos recursos florestais no domínio da Floresta Atlântica associado à sua disponibilidade nos ambientes naturais em tempos passados.
2022-12-06T13:14:42Z
Melo Júnior,João Carlos Ferreira de Barros,Cláudia Franca
A new species of Muellera (Leguminosae, Papilionoideae, Millettieae) with a revised identification key to the genus in Venezuela
Abstract Muellera fragiliflora, a new species from the states of Bolívar and Cojedes, in Venezuela, is here described and illustrated. Information on its distribution, conservation status, flowering and fruiting as well as their morphological relationships with its closest relatives, M. sanctaemarthae and M. tubicalyx, is provided. This new species is distinguished by its flowers, bracts, and bracteoles without glandular pellucid dots, flowers with pedicel 5-6 mm long, bracteoles opposite and situated on the upper third part of the pedicel, as well as in having fragile flowers and turgid fruits. A dichotomous key is provided to the recognition of the Venezuelan species of Muellera.
2022-12-06T13:14:42Z
Silva,Marcos José da Tozzi,Ana Maria Goulart de Azevedo
Análisis del cariotipo del híbrido natural Aloe x spinosissima y de sus parentales Aloe arborescens y Aloe humilis, mediante bandeo cromosómico C, CMA y DAPI
Resumen Se estudia el cariotipo de tres especies de Aloe con bandeo cromosómico C-Giemsa, CMA (Cromomicina A3) y DAPI (4'-6-diamino-2.fenildol), con la finalidad de realizar aportes en su cariomorfometría, ubicación, tamaño de bandas, y discutir evidencias citogenéticas sobre el origen híbrido reportado en A. x spinossisima. Las entidades estudiadas presentan un 2n = 2x = 14 con dos pares de NORs (regiones organizadoras del nucléolo) con satélites asociados y heterocromatina constitutiva CMA + DAPI- (zonas ricas en G-C). La cantidad de heterocromatina, expresada en % de la longitud total del cariotipo (LTC), varía entre las especies: 1,92% en A. arborescens, 1,69% en A. humilis y 1,41% en A. x spinossisima. Se observan bandas en los brazos largos de L2 y L4 de A. arborescens, en L3 y L4 de A. humilis y en A. x spinosissima en el par L4 y en uno de los complementos de L2 y uno de L3. A. x spinossisima presenta valores de la LTC haploide y cantidad de heterocromatina constitutiva, intermedios entre las especies señaladas como progenitoras. Estos resultados y la notoria heteromorfía entre los diferentes pares cromosómicos, refuerzan la hipótesis del origen de A. x spinosissima, como especie híbrida proveniente del cruce natural de A. arborescens x A. humilis.
2022-12-06T13:14:42Z
Ysbelia,Sánchez García María-B,Raymúndez
Os gêneros Apuleia, Dimorphandra, Tachigali (Caesalpinioideae), Bauhinia, Schnella (Cercidoideae), Copaifera, Hymenaea e Peltogyne (Detarioideae) (Leguminosae) no Parque Estadual da Serra Dourada, Goiás, Brasil
Resumo Com o intuito de contribuir com o conhecimento das Leguminosae presentes na região Centro-Oeste do Brasil, onde trabalhos sobre a mesma são escassos, foi elaborado o levantamento taxonômico dos gêneros Apuleia, Bauhinia, Copaifera, Dimorphandra, Hymenaea, Peltogyne, Schnella e Tachigali no Parque Estadual da Serra Dourada (PESD). Foram reconhecidas 15 espécies. Bauhinia foi o gênero mais numeroso com seis espécies, seguido por Hymenaea e Tachigali com duas espécies cada. Apuleia, Copaifera, Dimorphandra, Schnella e Peltogyne mostraram-se monoespecíficos. É apresentada uma chave para identificação dos táxons, descrições com comentários sobre suas distribuições geográficas e ilustrações.
2022-12-06T13:14:42Z
Souza,Alessandro Oliveira de Silva,Marcos José da Dantas,Murilo Melo
Microlicieae (Melastomataceae) no município de Mucugê, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil
Resumo O presente estudo fornece o tratamento taxonômico das espécies de Microlicieae para o município de Mucugê, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Foram catalogadas 27 espécies distribuídas nos gêneros Microlicia (24 espécies), Lavoisiera (L. harleyi e L. nervulosa) e Trembleya (T. parviflora). Com exceção de M. fasciculata, M. viminalis e T. parviflora, as demais espécies encontradas em Mucugê são endêmicas da Chapada Diamantina. Entre as espécies de Microlicia, quatro foram recentemente descritas e outras quatro ainda necessitam de estudos complementares para sua identificação. Anteras poliesporangiadas foram descritas pela primeira vez para 11 espécies de Microlicia. As espécies de Microlicieae ocupam áreas de campo rupestre em altitudes entre 900-1.500 m, em solos arenosos ou pedregosos, às vezes associadas a cursos d'água.
2022-12-06T13:14:42Z
Pataro,Luciano Romero,Rosana Roque,Nádia
Flora do Ceará, Brasil: Bixaceae
Resumo O estudo consistiu no levantamento florístico de Bixaceae no estado do Ceará, como parte do projeto "Flora do Ceará". Baseou-se na análise dos caracteres morfológicos de espécimes depositados nos herbários ALCB, ASE, EAC, HUEFS, HUVA, MOSS, TEPB e UFRN, bibliografias especializadas, fotos de materiais-tipo, além de coletas e observações de campo. Foram registradas três espécies em dois gêneros: Bixa (B. orellana) e Cochlospermum (C. regium e C. vitifolium). No estado, as espécies estão associadas a ambientes úmidos e secos: floresta ombrófila densa, floresta estacional semidecidual de terras baixas, savana estépica e floresta estacional decidual, inclusive em Unidades de Conservação cearenses.
2022-12-06T13:14:42Z
Ribeiro,Rayane de Tasso Moreira Loiola,Maria Iracema Bezerra
Revisitando a flora de Macaé de Cima, Rio de Janeiro, Brasil: o gênero Psidium (Myrtaceae)
Resumo As espécies de Psidium de Macaé de Cima, Rio de Janeiro, Brasil foram revisitadas após pouco mais de 20 anos da publicação do estudo de Myrtaceae para este trecho de Floresta Atlântica, a qual atualmente se constitui em uma Área de Proteção Ambiental. A identificação das espécies foi realizada com base em análise de coleções depositadas em herbário e observação dos indivíduos a campo. Os resultados incluem o tratamento taxonômico, chave de identificação, comentários e registro fotográfico das espécies. O número de espécies de Psidium na área de estudo foi ampliado de três para seis espécies, uma das quais P. ovale representando uma nova ocorrência para o estado do Rio de Janeiro. Os resultados revelaram a necessidade de estudos continuados de flora, especialmente em áreas de alta diversidade, e a sua importância para conservação das espécies e gestão de áreas protegidas.
2022-12-06T13:14:42Z
Tuler,Amélia C. Carrijo,Tatiana T. Peixoto,Ariane L.
Flora do Ceará: Hydrocharitaceae e as fanerógamas marinhas: Cymodoceaceae, Ruppiaceae
Resumo As áreas inundadas continentais e a região costeira do estado do Ceará apresentam comunidades vegetais aquáticas constituídas por Angiospermas. Espécies pertencentes às famílias Hydrocharitaceae, Cymodoceaceae e Ruppiaceae são comumente encontrados nestes ambientes, constituindo relvados marinhos ou de água doce, submersos ou emersos. Este trabalho apresenta o estudo florístico destas famílias, descrevendo representantes dos gêneros Apalanthe, Egeria, Najas, Limnobium, Halophila, Halodule e Ruppia, estes três últimos também reconhecidos pela denominação de "fanerógamas marinhas". Um total de nove táxons pertencentes à Hydrocharitaceae foram registrados para o Ceará: Apalanthe granatensis, Egeria densa, E. najas, Limnobium laevigatum, Najas arguta var. arguta, Najas arguta var. podostemon, N. conferta, N. marina e Halophila decipiens. Além destas, a ocorrência de Halodule wrightii (Cymodoceaceae ) foi registrada em toda a extensão litorânea, enquanto Ruppia maritima (Ruppiaceae) em áreas estuarinas. A maioria das espécies continentais registradas foi encontrada na região central semiárida do Estado do Ceará. Neste trabalho são apresentadas descrições, comentários taxonômicos, chaves de identificação, ilustrações e dados de distribuição geográfica das espécies.
2022-12-06T13:14:42Z
Matias,Lígia Queiroz Gonzalez,Hortência Helena e Silva Oliveira,Willer Rocha de
Lentibulariaceae from Serra dos Pireneus, Goiás, Brazil
Abstract This study provides a floristic survey of Lentibulariaceae occurring in Serra dos Pireneus (SDP), state of Goiás, Brazil. The phytogeographic domain in which SDP is located is the Cerrado, with different vegetation, including floodplain grasslands (campos úmidos) where Lentibulariaceae usually occur. Samples were collected from 2007 to 2010 and herbarium samples were consulted as well. We recorded nine species of Lentibulariaceae: the genera Genlisea (2 spp.) and Utricularia (7 spp.). Descriptions, illustrations, photographs and identification keys are presented in this study.
2022-12-06T13:14:42Z
Coelho,Nuiawa Gomes-Klein,Vera Lúcia Dantas-Queiroz,Marcos Vinicius
Loganiaceae no estado do Rio de Janeiro: chave para os gêneros e taxonomia de Spigelia
Resumo Loganiaceae engloba cerca de 350 espécies em 13 gêneros com distribuição pantropical. Spigelia é um dos maiores gêneros da família, com cerca de 90 espécies e distribuição neotropical. No Brasil ocorrem 54 espécies, o que torna o país o centro de diversidade do gênero. A morfologia dos frutos de Spigelia já foi anteriormente abordada, entretanto, pouca ênfase foi dada à morfologia da porção basal diferenciada do fruto, o carpoatlas. O presente trabalho apresenta a chave para os gêneros da flora fluminense, e o tratamento taxonômico de Spigelia no estado do Rio de Janeiro, dando ênfase ao carpoatlas. Nove espécies são aceitas para o estado do Rio de Janeiro, sendo S. reflexicalyx reestabelecida no presente trabalho. Estas, são descritas, ilustradas e são apresentados comentários, mapa de distribuição e chaves de identificação. Tanto os carpoatlas quanto os forames e os estigmas, mostraram-se com formas e medidas diferenciadas entre as espécies.
2022-12-06T13:14:42Z
Manoel,Evelin Andrade Siqueira,Carlos Eduardo de Pellegrini,Marco Octávio de Oliveira Guimarães,Elsie Franklin
Monsteroideae (Araceae) no estado do Paraná, Brasil
Resumo O trabalho apresenta o tratamento taxonômico das Monsteroideae (Araceae) nativas do Brasil encontradas no estado do Paraná, com uma chave de identificação, descrições e ilustrações das espécies. As coletas foram realizadas de julho de 2013 a setembro de 2014 e os espécimes coletados foram identificados e depositados no UPCB e UNOP. Também foram analisados 61 exsicatas que se encontram distribuídas nos herbários do estado. Foram encontradas quatro espécies nativas do Brasil: Heteropsis rigidifolia, H. salicifolia, Monstera adansonii e M. praetermissa. Além dessas, foram encontradas em áreas antropizadas de Unidades de Conservação as espécies exóticas do Brasil: E. pinnatum e M. deliciosa, para as quais são apresentadas fotos ilustrativas para seu reconhecimento em campo. Com relação às espécies nativas do Brasil, M. adansonii é neotropical com distribuição em vários estados do país, enquanto Heteropsis rigidifolia, H. salicifolia e M. praetermissa são endêmicas do Brasil e apresentam distribuição restrita à Mata Atlântica. Para as duas últimas o estado do Paraná é o limite sul de distribuição geográfica. No Paraná todas as espécies nativas de Monsteroideae ocorrem exclusivamente em áreas de Floresta Ombrófila Densa.
2022-12-06T13:14:42Z
Pereira,Stephanie de Fatima Temponi,Lívia Godinho
Eriocaulaceae no Parque Nacional do Itatiaia, Brasil
Resumo Os trabalhos florísticos em Eriocaulaceae estão concentrados na Cadeia do Espinhaço, o principal centro de diversidade da família. O presente trabalho teve como objetivo realizar o tratamento florístico de Eriocaulaceae no Parque Nacional do Itatiaia, contribuindo com o conhecimento da família na Serra da Mantiqueira, um importante centro de diversidade do grupo no Brasil. Com base em expedições de campo e análise de espécimes de herbário, foram encontrados quatro gêneros e nove espécies, das quais sete são endêmicas da Serra da Mantiqueira. Todas as espécies são terrestres e restritas às áreas mais secas das formações campestres da parte alta do parque, exceto Eriocaulon majusculum, que ocorre nos brejos de altitude. Fazem parte do manuscrito: uma chave de identificação para as espécies, além de descrições, comentários e documentação fotográfica.
2022-12-06T13:14:42Z
Freitas,Sânia Nayara dos Santos Trovó,Marcelo
Cactaceae no Parque Nacional do Itatiaia, Serra da Mantiqueira, Brasil
Resumo Apresenta-se a flora de Cactaceae no Parque Nacional do Itatiaia, Serra da Mantiqueira, Brasil. A família está representada na área por cinco gêneros e 14 espécies, listadas a seguir: Hatiora salicornioides, Lepismium houlletianum, Pereskia aculeata, Rhipsalis agudoensis, R. campos-portoana, R. elliptica, R. floccosa subsp. pulvinigera, R. juengeri, R. neves-armondii, R. pilocarpa, R. pulchra, Schlumbergera lutea subsp. lutea, S. microsphaerica e S. opuntioides. Cinco espécies estão classificadas em diferentes categorias de ameaça. Os dados apresentados demonstram que a conservação e manutenção desta Unidade de Conservação de proteção integral é de suma importância para fornecer subsídios para o conhecimento das Cactaceae para a flora do Brasil. São apresentadas chave de identificação, descrições morfológicas, ilustrações, comentários taxonômicos e ecológicos para as espécies.
2022-12-06T13:14:42Z
Gonzaga,Diego Rafael Menini Neto,Luiz Peixoto,Ariane Luna
Rubiaceae no Município de Camanducaia, Serra da Mantiqueira, Minas Gerais: sinópse e chave interativa
Resumo Este estudo teve como objetivos realizar o levantamento florístico da família no município de Camanducaia, Serra da Mantiqueira, extremo sul de Minas Gerais, onde extensos remanescentes de Mata Atlântica são encontrados, e elaborar uma Chave Interativa de Entradas Múltiplas (CIEM) para a identificação das espécies. O levantamento florístico foi realizado através de viagens de coleta e análise dos seguintes herbários: BHCB, ESA, HRCB, IAC, ICN, MBM, SP e UEC. Rubiaceae está representada em Camanducaia por 35 espécies, duas subespécies e duas variedades, classificadas em 17 gêneros. Borreria, Manettia e Psychotria foram os gêneros mais diversos (cinco espécies cada). Nove espécies, uma subespécie e uma variedade são endêmicas da Mata Atlântica. Duas espécies (Galianthe vaginata e Psychotria beyrichiana) são endêmicas da Serra da Mantiqueira e Serra do Mar. Psychotria beyrichiana é registrada pela primeira vez em Minas Gerais. Através da utilização da CIEM aqui proposta, a maioria dos táxons puderam ser identificados utilizando-se somente caracteres vegetativos.
2022-12-06T13:14:42Z
Carmo,João Afonso Martins do Simões,André Olmos