Repositório RCAAP
Asteraceae Dumort nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: Barnadesieae e Mutisieae
O estudo das tribos Barnadesieae e Mutisieae é parte do levantamento florístico das espécies de Asteraceae nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi (PEI) em Minas Gerais, realizado através de coletas mensais no período de agosto de 2005 a agosto de 2007. Para as duas tribos foram identificadas 21 espécies pertencentes a seis gêneros: Dasyphyllum Kunth com quatro espécies e uma variedade; Chaptalia Vent.(quatro spp.), Gochnatia Kunth. (três spp.), Mutisia L.f. (uma spp.), Richterago Kuntze (seis spp.) e Trixis P. Br. (três spp.). Destas espécies, a maioria é restrita aos Campos Rupestres da Cadeia do Espinhaço ou áreas próximas com vegetação de transição, sendo quatro endêmicas de Minas Gerais. São apresentadas chaves de gêneros e espécies, descrições morfológicas, comentários taxonômicos, informações sobre a distribuição geográfica das espécies e ilustrações.
2014
Almeida,Gracineide Selma Santos de Carvalho-Okano,Rita Maria de Nakajima,Jimi Naoki Garcia,Flavia Cristina Pinto
Leguminosae em savanas do estuário amazônico brasileiro
As savanas do estuário amazônico são formações ainda pouco estudadas e se estendem do estado do Pará ao do Amapá. Estas áreas são consideradas de extrema importância biológica para a conservação, haja vista sua grande diversidade florística, tendo as Leguminosae como um dos componentes dominantes. Com o objetivo de identificar a diversidade da família nestas áreas, foram realizadas coletas entre maio e junho/2010 e junho e julho/2011, sendo a lista de espécies complementada com dados das coleções dos herbários MG e IAN. As Leguminosae foram representadas por 19 gêneros e 33 espécies. A subfamília Papilionoideae apresentou maior número de gêneros e espécies (16 e 26, respectivamente), seguida de Caesalpinioideae (um gênero e seis espécies) e Mimosoideae (uma espécie). Entre as espécies estudadas na área, houve predomínio de herbáceas, trepadeiras lenhosas (lianas) e herbáceas e arbustos ou subarbustos, ocorrendo apenas dois representantes arbóreos. Os gêneros com maior diversidade de espécies nas áreas foram: Chamaecrista (seis), Aeschynomene, Clitoria e Stylosanthes (três cada um). Tephrosia sessiliflora representa uma nova ocorrência para o estado do Amapá.
2014
Silva,Wanderson Luis da Silva e Rocha,Antônio Elielson da Santos,João Ubiratan Moreira dos
Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Poaceae
O presente estudo tem como objetivo realizar o levantamento da família Poaceae em fragmentos de Floresta Atlântica em Pernambuco. Foram conduzidas coletas entre 2005 e 2009, com intensificação dos esforços entre fevereiro de 2007 e maio de 2008. A identificação das espécies seguiu os métodos usuais em taxonomia e informações sobre distribuição foram obtidas de fontes diversas. Como resultados foram identificadas 54 espécies classificadas em 31 gêneros. Neste trabalho são apresentados chaves de identificação, material testemunho e comentários sobre a distribuição de espécies e habitats onde cada uma foi encontrada.
2014
Maciel,Jefferson Rodrigues Alves,Marccus
Flora fanerogâmica da Serra do Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil: Cyperaceae
Foi realizado o levantamento das espécies de Cyperaceae na Serra do Ouro Branco da Cadeia do Espinhaço, no estado de Minas Gerais, Brasil, com base em coletas realizadas no local e revisão de herbários. Foi confirmada a ocorrência dos seguintes gêneros por ordem de riqueza específica: Rhynchospora (20 espécies), Bulbostylis (11), Eleocharis e Scleria (três espécies cada), Cyperus e Lagenocarpus (duas espécies cada), Cryptangium, Fimbristylis, Lipocarpha, Machaerina e Trilepis (uma espécie cada), totalizando 46 espécies. Este trabalho apresenta chaves para a identificação dos gêneros e espécies, descrições e ilustrações das mesmas, além de dados sobre sua distribuição geográfica geral e habitats preferenciais na área estudada, bem como um glossário da terminologia morfológica usada em Cyperaceae.
2014
Longhi-Wagner,Hilda Maria Araújo,Ana Claudia
Phyllanthus (Phyllanthaceae) no estado do Rio de Janeiro
Phyllanthus ocorre em quase todas as regiões do planeta. No Brasil são registradas cerca de 100 espécies, que ocorrem em florestas, cerrados, campos e nas caatingas. O objetivo do presente trabalho foi estudar as espécies de Phyllanthus ocorrentes no estado do Rio de Janeiro, contribuindo para o Projeto "Flora Fanerogâmica do Estado do Rio de Janeiro". Para cada uma das espécies é indicada a obra original, coleções-tipo, distribuição geográfica, período de floração e frutificação, além de comentários sobre caracteres morfológicos diagnósticos. Além disso, foram propostos alguns novos sinônimos e apresentadas ilustrações originais de algumas espécies, bem com uma chave de identificação para as 20 espécies do gênero encontradas no estado.
2014
Martins,Erika Ramos Lima,Letícia Ribes de Cordeiro,Inês
Convolvulaceae do Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil
Convolvulaceae é constituída por 58 gêneros e ca. 1880 espécies com distribuição cosmopolita, sendo mais frequente nos trópicos. No Brasil é representada por 19 gêneros e aproximadamente 370 espécies. Em levantamentos florísticos na Caatinga, Convolvulaceae aparece como uma das famílias com maior riqueza de espécies. Esse estudo tem como objetivo realizar o tratamento taxonômico das Convolvulaceae do Parque Nacional do Catimbau-PE. Foram encontradas 30 espécies e cinco gêneros: Ipomoea, Jacquemontia, Evolvulus, Merremia e Turbina. São apresentados chave de identificação, descrições e comentários sobre as espécies, além de ilustrações de caracteres diagnósticos.
2014
Delgado Júnior,Geadelande Carolino Buril,Maria Teresa Alves,Marccus
Cactaceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil
Apresenta-se o estudo taxonômico de Cactaceae na Serra Negra, Minas Gerais. A família está representada na área por cinco gêneros e nove espécies, listados a seguir: Arthrocereus melanurus subsp. magnus, Hatiora salicornioides, Lepismium houlletianum, Opuntia monacantha, Rhipsalis elliptica, R. floccosa subsp. pulvinigera, R. juengeri, R. lindbergiana e R. pilocarpa, sendo a primeira e a última consideradas ameaçadas de extinção na flora de Minas Gerais. Ainda deve ser destacado o fato de que Arthrocereus melanurus subsp. magnus teve o conhecimento de sua área de distribuição ampliada, pois era considerada endêmica do Parque Estadual do Ibitipoca. Os dados apresentados demonstram que a conservação de áreas como a Serra Negra, uma área atualmente não protegida, é de suma importância. Esta região vem sofrendo distúrbios devido a frequente visitação desorganizada, acompanhada de coleta ilegal de plantas, assim como transformação de remanescentes florestais e áreas de campo em áreas de pastagem aumentando o status de ameaça que já atinge algumas das espécies ali encontradas. São apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações, comentários taxonômicos e ecológicos para as espécies.
2014
Gonzaga,Diego Rafael Zappi,Daniela Furtado,Samyra Gomes Menini Neto,Luiz
Piperaceae do Parque Nacional do Viruá, Caracaraí, Roraima, Brasil
Piperaceae possui cinco gêneros, aproximadamente 3.600 espécies com distribuição pantropical, e no Brasil a família está representada por cerca de 450 táxons. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi realizar o estudo taxonômico das espécies que ocorrem no Parque Nacional do Viruá, estado de Roraima. As coletas foram realizadas entre setembro de 2011 e agosto de 2012, além de levantamento nos herbários. Foram encontrados 16 táxons, sendo 12 do gênero Piper L. e quatro de Peperomia Ruiz & Pav. Onze táxons são novos registros para o estado, além de um novo registro para o Brasil. A maioria das espécies foi coletada em áreas de Floresta de Terras Baixas, além de Florestas de Várzea.
2014
Melo,Aline Guimarães,Elsie Franklin Alves,Marccus
Rubiaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil
O presente trabalho é parte dos estudos florísticos da Serra Negra, incluída no Complexo da Mantiqueira, situada no sul da Zona da Mata de Minas Gerais, Brasil. Rubiaceae está representada nesta região por 26 gêneros e 48 espécies. Psychotria é o gênero mais representativo com 12 espécies, seguido por Borreria (5), Coccocypselum (4), Manettia (3), Margaritopsis (2) e Palicourea (2), enquanto Alseis, Amaioua, Bathysa, Chomelia, Cordiera, Coussarea, Coutarea, Diodia, Emmeorhiza, Faramea, Galianthe, Galium, Guettarda, Hillia, Hindsia, Ladenbergia, Posoqueria, Remijia, Rudgea e Schizocalyx estão representados por uma espécie cada. É apresentado um novo registro para a flora de Minas Gerais, Psychotria pallens, e uma nova localidade para Hindsia ibitipocensis, espécie ameaçada de extinção e conhecida até este trabalho apenas para o Parque Estadual do Ibitipoca. São incluídos chave de identificação, descrições, ilustrações, comentários taxonômicos, ecológicos e distribuição geográfica para as espécies.
2014
Oliveira,Juliana Amaral de Salimena,Fátima Regina G. Zappi,Daniela
Morfologia de frutos e sementes de Fabaceae ocorrentes em uma área prioritária para a conservação da Caatinga em Pernambuco, Brasil
A família Fabaceae é a mais representativa da Caatinga, compreendendo cerca de um terço da riqueza de espécies catalogadas. Estudos existentes sobre a biodiversidade deste bioma revelam diversas espécies vegetais endêmicas e ameaçadas. Neste sentido, procuramos estabelecer padrões morfológicos para os tipos de frutos, sementes e embriões, com especial enfoque na plúmula, visando possibilitar a identificação de algumas das espécies típicas ou endêmicas da Caatinga. Foram realizadas excursões no período de março de 2006 a março de 2008 para coleta de material botânico em Mirandiba, área prioritária para investigação científica, devido a informações insuficientes sobre sua flora e fauna. Foram selecionadas 16 espécies representando 25% do total de espécies coletadas na área. Catalogaram-se seis tipos de fruto, onde o tipo padrão foi o legume. As sementes sem pleurograma predominaram da mesma forma que o funículo filiforme e o embrião invaginado com eixo hipocótilo-radícula reto foram os padrões encontrados para estas estruturas. O padrão de plúmula diferenciada em eófilos foi o mais comum. A síndrome de dispersão predominante foi a autocórica seguida pela zoocórica. Os principais diásporos são as sementes, entretanto, os frutos dos tipos legume bacóide, legume nucóide, legume samaróide e sâmara ou ainda o artículo monospérmico do craspédio, podem assumir esta função. Assim como o sucesso na germinação e no estabelecimento de plântulas está associado ao tamanho e quantidade de reservas da semente é bastante provável que o grau de diferenciação da plúmula seja mais um aspecto a ser investigado em relação ao seu papel no êxito do estabelecimento de plântulas.
2014
Córdula,Elisabeth Morim,Marli Pires Alves,Marccus
Características adaptativas da associação simbiótica e da fixação biológica do nitrogênio molecular em plantas jovens de Lonchocarpus muehlbergianus Hassl., uma leguminosa arbórea nativa do Cerrado
O nitrogênio mineral afeta negativamente a simbiose e a fixação biológica do nitrogênio em plantas cultivadas. Entretanto, este efeito não é verificado em algumas espécies arbóreas, pouco estudadas até o momento. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de Lonchocarpus muehlbergianus, espécie arbórea nativa do Cerrado, em utilizar o nitrogênio molecular, na presença do nitrogênio mineral (nitrato), característica desejável para plantas fixadoras crescendo em solos com nitrato como principal forma de nitrogênio disponível. Foram determinados o número e a massa seca dos nódulos, da parte aérea e das raízes, bem como o conteúdo de nitrato, aminoácidos e ureídeos, transportados pelo xilema e a atividade da redutase do nitrato. Foi observado que o número e a massa seca dos nódulos não foram negativamente afetados pelo nitrato. Ocorreu pequeno aumento na massa seca da parte aérea e do sistema radicular de plantas noduladas tratadas com nitrato, resultado verificado também para os teores de aminoácidos, ureídeos e atividade da redutase do nitrato. Os resultados obtidos sugerem que a espécie tem capacidade de utilizar tanto nitrogênio mineral quanto molecular, uma vez que o transporte de ureídeos, do sistema radicular para a parte aérea, não foi reduzido em plantas noduladas tratadas com nitrato.
2014
Moreira,Vitor Justino,Gilberto Costa Camargos,Liliane Santos Aguiar,Leandro Ferreira
Fungos conidiais associados a substratos vegetais submersos em algumas áreas do bioma Caatinga
Os fungos conidiais desempenham importante papel em ecossistemas dulcícolas, sendo responsáveis pela decomposição de matéria orgânica. No bioma Caatinga, contudo, estudos abordando estes fungos ainda são incipientes. Neste estudo realizou-se um levantamento de fungos conidiais aquáticos associados a substratos vegetais submersos em ambientes lóticos, em um período de dois anos, em cinco áreas inseridas neste bioma (Brejo Paraibano-PB, APA da Chapada do Araripe e PARNA de Ubajara-CE, PARNA da Serra das Confusões-PI, Serra da Jibóia-BA). Foram identificadas 90 espécies distribuídas em 62 gêneros. Duas foram classificadas como ingoldianas, duas como aero-aquáticas, e 86 como aquático-facultativas. A área que apresentou o maior número de espécies foi o Brejo Paraibano com 34 espécies, e com o menor número foi a APA da Chapada do Araripe com 20. Quanto aos substratos vegetais, a lâmina foliar apresentou o maior número de espécies, com 63. A similaridade entre as áreas, segundo índice de Sørensen, foi considerada baixa, com valores inferiores a 50%. Os dados contribuem para o conhecimento da biodiversidade de fungos aquáticos no bioma Caatinga.
2014
Silva,Silvana Santos da Izabel,Tasciano dos Santos Santa Gusmão,Luís Fernando Pascholati
Etnobotânica de Leguminosae entre agricultores agroecológicos na Floresta Atlântica, Araponga, Minas Gerais, Brasil
O trabalho apresenta a riqueza de Leguminosae utilizada por 21 agricultores tradicionais em sistemas agroflorestais (SAFs) cafeeiros e fragmentos florestais na Floresta Atlântica, município de Araponga, Minas Gerais, Brasil, e as categorias de uso, importância relativa e similaridade das espécies entre os SAFs. Os dados foram obtidos através de entrevistas semiestruturadas e observação participante, entre agosto de 2005 e novembro de 2006, durante caminhadas direcionadas em sete SAFs e fragmentos florestais no entorno do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. Os agricultores citaram 59 espécies de Leguminosae; 86% são nativas da Floresta Atlântica, utilizadas em práticas culturais antigas, como para fazer carro de boi. Foram estabelecidas 12 categorias de uso, das quais as mais importantes foram adubo e lenha (21 spp cada). Nos SAFs, as espécies que adubam o solo (18 spp) são as mais utilizadas, e na floresta, para lenha e tecnologia (17 spp). O índice de importância relativa mostrou que na floresta, Piptadenia gonoacantha apresentou 83% de concordância quanto ao uso da madeira para cercar pastagem, enquanto nos SAFs, Inga edulis obteve 100% como alimento. Os SAFs estudados apresentam pouca similaridade em espécies (0,42 da escala Sorensen), devido à capacidade de seleção dos agricultores, proporcionando então, espaços para a conservação de espécies úteis de Leguminosae.
2014
Fernandes,José Martins Garcia,Flávia Cristina Pinto Amorozo,Maria Christina de Mello Siqueira,Lívia Constancio de Marotta,Carolina Pellucci Barreto Cardoso,Irene Maria
Influência das características do ar na cinética de secagem de pimenta variedade bico
ResumoA pimenta bico, pertencente à espécie Capsicum chinense, é muito utilizada na culinária brasileira no preparo de diversos pratos e também em conservas. Por se tratar de um alimento altamente perecível, faz-se necessária a utilização de métodos para a sua conservação, destacando-se o processo de secagem. O presente trabalho teve como objetivo determinar e analisar a cinética de secagem da pimenta bico em diferentes condições de temperatura e velocidade do ar de secagem. A pimenta foi submetida ao processo de secagem por meio de um secador de bandejas em camada delgada, com velocidade do ar de secagem controlada a 1,0; 1,5 e 2,0 m/s e temperatura de 40, 50 e 60 °C. As pimentas foram colocadas no interior do equipamento em bandejas removíveis de aço inoxidável e as amostras, pesadas periodicamente até o equilíbrio ser atingindo. Os modelos matemáticos de Page, Henderson e Pabis, Midilli e Kucuk, Thompson e Aproximação da difusão foram ajustados aos dados experimentais. O melhor ajuste foi determinado em função dos maiores valores do coeficiente de determinação (R2), menores valores de desvio médio relativo (P) e do erro médio estimado (SE). Os resultados obtidos mostraram que a secagem da pimenta é influenciada pela velocidade e temperatura do ar de secagem, visto que quanto maior a temperatura do ar de secagem, mais rapidamente obtém-se o equilíbrio de umidade das amostras. O modelo de Midilli e Kucuk foi o que se ajustou melhor aos dados experimentais. Os valores de difusividade efetiva encontrados variam de 1,65 × 10–10 a 5,01 × 10–10 m2/s e a energia de ativação varia de 98,42 a 108,13 kJ/mol.
2015
Reis,Douglas Rodrigues dos Santos,Philipe dos Silva,Fabrício Schawanz da Porto,Alexandre Gonçalves
Influence of temperature and homogenization on honey crystallization
SummaryThis work aimed to verify the influence of prior homogenization and storage temperature on the crystallization of honey. Honeys from Campos Gerais, PR Brazil, were used for the experiments. The samples were subjected to homogenization at 0, 180, 360 and 540 rpm for 15 minutes and stored at 15 °C or 25 °C. Crystallization was monitored by the colour, absorbance at 660 nm and moisture analysis. At the end of the experiment, the crystal sizes were determined by optical microscopy and laser diffraction. It could be observed that the samples kept at 15 °C and homogenized by agitation at 360 or 540 rpm showed crystal formation after 7 days of storage, while all the samples stored at 25 °C showed crystal formation after 20 days. It was also observed that the effect of temperature was much more pronounced than that of mechanical agitation during homogenization. All the samples stored at 15 °C developed crystals that were smaller than 20 μm.
2015
Costa,Lucília Carolina Vardenski Kaspchak,Elaine Queiroz,Marise Bonifácio Almeida,Mareci Mendes de Quast,Ernesto Quast,Leda Battestin
Influência do estresse causado pelo transporte e método de abate sobre o rigor mortis do tambaqui (Colossoma macropomum)
ResumoO presente trabalho avaliou a influência do estresse pré-abate e do método de abate sobre o rigor mortis do tambaqui durante armazenamento em gelo. Foram estudadas respostas fisiológicas do tambaqui ao estresse durante o pré-abate, que foi dividido em quatro etapas: despesca, transporte, recuperação por 24 h e por 48 h. Ao final de cada etapa, os peixes foram amostrados para caracterização do estresse pré-abate por meio de análises dos parâmetros plasmáticos de glicose, lactato e amônia e, em seguida, os peixes foram abatidos por hipotermia ou por asfixia com gás carbônico para o estudo do rigor mortis. Verificou-se que o estado fisiológico de estresse dos peixes foi mais agudo logo após o transporte, implicando numa entrada em rigor mortis mais rápida: 60 minutos para tambaquis abatidos por hipotermia e 120 minutos para tambaquis abatidos por asfixia com gás carbônico. Nos viveiros, os peixes abatidos logo após a despesca apresentaram estado de estresse intermediário, sem diferença no tempo de entrada em rigor mortis em relação ao método de abate (135 minutos). Os peixes que passaram por recuperação ao estresse causado pelo transporte em condições simuladas de indústria apresentaram entrada em rigor mortis mais tardia: 225 minutos (com 24 h de recuperação) e 255 minutos (com 48 h de recuperação), igualmente sem diferença em relação aos métodos de abate testados. A resolução do rigor mortis foi mais rápida nos peixes abatidos após o transporte, que foi de 12 dias. Nos peixes abatidos logo após a despesca, a resolução ocorreu com 16 dias e, nos peixes abatidos após recuperação, com 20 dias para 24 h de recuperação ao estresse pré-abate e 24 dias para 48 h de recuperação, sem influência do método de abate na resolução do rigor mortis. Assim, é desejável que o abate do tambaqui destinado à indústria seja feito após período de recuperação ao estresse, com vistas a aumentar sua passagem em rigor mortis.
2015
Mendes,Joana Maia Inoue,Luis Antonio Kioshi Aoki Jesus,Rogério Souza
Efeito da incorporação de folhas de oliveira (Olea europaea L.) no desenvolvimento e qualidade da carne de frangos
Resumo Foi realizada suplementação de folhas de oliveira na ração de frangos na quantidade de 5 e 10 g de folhas/kg de ração e acompanhou-se o desempenho dos animais durante seu crescimento. Depois do abate, as coxas e sobrecoxas foram coletadas e armazenadas a 4 °C (± 1 °C) por 12 dias. Os resultados mostraram melhor conversão alimentar dos frangos que receberam dieta suplementada com 5g/kg. As coxas e sobrecoxas dos frangos que receberam folhas de oliveira apresentaram melhor estabilidade microbiológica que o controle, em que 5 g/kg inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus, aeróbios psicrotróficos e mesófilos e 10 g/kg inibiu o crescimento de Enterococcus spp., bactérias ácido láticas, coliformes termotolerantes e totais, Pseudomonas, Clostridium perfringens e Escherichia coli (p < 0,05). Os resultados indicam a possibilidade de uso de folhas de oliveira, como suplemento alimentar, com vistas à melhoria da qualidade microbiológica da carne de frango.
2015
MARANGONI,Cristiane CICHOSKI,Alexandre José BARIN,Juliano Smanioto MENEZES,Cristiano Ragagnin
Digestibilidade do amido in vitro e valor calórico dos grupos de farinhas de mandioca brasileiras
Resumo A preferência cultural do brasileiro originou grupos e subclassificações da farinha de mandioca em função dos processos adotados. Diferenças de processamento das farinhas de mandioca podem afetar a digestibilidade do amido, assim seu teor calórico foi investigado. Foram selecionadas cinco amostras dos três grupos de farinha de mandioca: Seca, Bijusada e D’água. O teste de digestibilidade do amido foi realizado in vitro, incubando a suspensão de farinha com amilase (alfa-1,4-glucano-4-glucanohidrolase) em condições de temperatura e pH que simulam a digestão humana. Alíquotas foram coletadas a cada 15 minutos, durante 1 hora e o teor de glicose liberado foi expresso em calorias rapidamente disponíveis. Os resultados mostraram que o valor calórico de todas as amostras de farinha de mandioca permaneceu ao redor de 300 kcal. 100 g–1. Considerando a cinética de liberação em função do tempo e do grupo, as amostras de farinha de mandioca diferiram. As farinhas de mandioca com menor granulometria, Biju Fina e Furnas (Grupo Bijusada e Seca), apresentaram rápida liberação de açúcares aos 15 minutos, variando de 110 a 215 kcal. 100 g–1, respectivamente. A farinha de mandioca Fina (Grupo Seca) teve liberação uniforme de glicose durante a avaliação. O açúcar liberado pelas farinhas de mandioca com maior granulometria, Biju Grossa e D’água (Grupo Bijusada e D’água), apresentaram dois picos de liberação: o primeiro aos 15 minutos de incubação (liberando 84,2 e 120,48 kcal. 100 g–1, respectivamente); enquanto o segundo pico para a amostra Biju Grossa ocorreu aos 45 minutos (112 kcal. 100 g–1), para a farinha D’água foi após 60 minutos (67,88 kcal. 100 g–1). Pela avaliação microscópica foi observada a presença de grânulos de amido residuais não hidrolisados, variando de 2,42 a 17,85%. Os resultados mostraram que o valor calórico das farinhas de mandioca variou em função do processamento, que afetou a granulometria da farinha, que por sua vez influenciou a gelatinização do amido, fatores esses que determinaram a intensidade da ação das enzimas na liberação de glicose.
2015
BRITO,Vitor Hugo dos Santos SILVA,Erica Caroline da CEREDA,Marney Pascoli
Chemical characterization of the pulp, peel and seeds of cocona (Solanum sessiliflorum Dunal)
Summary The chemical characterization of the pulp, peel and seeds of cocona (Solanum sessiliflorum Dunal) was determined. In artisanal fruit processing, 26.3% of peel and 9.7% of seeds were obtained. The seeds showed a high potential for the development of value-added products because of their dry matter contents (23.46%) as follows: carbohydrate (69.37% dry basis (d.b.)), nitrogen (3.18 g/100 g of seed d.b.), K (0.023 g/100 g of seed d.b.), Fe (0.0185 g/100 g of seed d.b.) and dietary fiber (21.27 g/100 g of seed d.b.). The carbohydrate, dietary fibre and mineral contents of the pulp, peel and seeds also highlighted the agroindustrial potential of the fruit in that these constituents could be used to develop functional foods, food additives, preparations for functional diets and dietary supplements.
2015
SERNA-COCK,Liliana VARGAS-MUÑOZ,Diana Patricia RENGIFO-GUERRERO,Carlos Andrés
Utilização de enzimas proteolíticas para produção de hidrolisados proteicos a partir de carcaças de frango desossadas manualmente
Resumo O emprego de hidrolisados proteicos, oriundos de fontes animais e vegetais, em formulações específicas, é uma área de crescente interesse. O objetivo deste trabalho foi desenvolver diferentes hidrolisados liofilizados com alto valor proteico, obtidos a partir da hidrólise enzimática de carcaças de frango manualmente desossadas (CMD), um subproduto da indústria avícola, que normalmente é utilizado para a fabricação de carne mecanicamente separada (CMS). A matéria-prima utilizada foram carcaças de frango desossadas manualmente e congeladas (CMD), provenientes de animais abatidos com aproximadamente 42 dias de vida e com peso médio de 2,5 kg, adquiridas em um abatedouro da região sul do Brasil. Antes de serem processadas, foram descongeladas sob temperatura de refrigeração e cortadas em pedaços menores com faca de aço inox para facilitar sua homogeneização durante o tempo de hidrólise. Foram utilizadas três enzimas comerciais, Papaína®, Flavourzyme® e Protamex®. A hidrólise ocorreu em banho termostatizado com temperatura, tempo e pH controlados. Foi realizada a composição proximal da matéria-prima e dos hidrolisados liofilizados, atividade de água dos hidrolisados liofilizados e foram feitas as seguintes análises de controle da hidrólise: grau de hidrólise, teores de proteínas, sólidos totais, cinzas, caracterização de aminoácidos dos hidrolisados, rendimento, percentual de hidrólise e cor dos hidrolisados. Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey para comparação de médias. O grau de hidrólise maior foi com a Protamex, seguido da Papaína e da Flavourzyme. O teor de proteínas após os 120 minutos de hidrólise não variou estatisticamente (p>0,05) entre a Papaína e a Flavourzyme. A composição de aminoácido demonstra que o hidrolisado obtido da Papaína possui uma composição mais próxima da recomendada pelos órgãos de controle. Concluiu-se que os hidrolisados proteicos obtidos da carcaça manualmente desossada (CMD) de frango apresentaram alto conteúdo proteico, caracterizando-se como matéria-prima promissora na formulação de dietas especiais.
2015
OLIVEIRA,Mari Silvia Rodrigues de FRANZEN,Felipe de Lima TERRA,Nelcindo Nascimento KUBOTA,Ernesto Hashime