Repositório RCAAP
Fatty acid and sodium contents of commercial milk chocolate – analytical aspects and nutritional information
SummaryChocolate consumption is usually associated with enjoyment, milk chocolate desserts being a very popular choice. Besides, the literature provides data suggesting health benefits for chocolate products as compared to non-chocolate candies. However, the lipid composition of cocoa and its commercial products has yet to be completely elucidated and understood, although much research has been carried out with this objective. Contributions to this objective frequently face difficulties in the field of Analytical Chemistry due to the complexity of the composition of such a food. On the other hand, the sodium content of foods is currently a major concern. Thus, this work aims to provide information concerning the composition of commercial milk chocolate in terms of its fatty acid profile and sodium content. To achieve this purpose, analytical adjustments and improvements to the methodology were made and described in this paper. Sodium (FAAS) and a total of 50 fatty acids (GC-FID) were determined in eight samples of milk chocolate bars from different manufacturers. The samples were purchased from retailers in Porto Alegre – Brazil. In the determination of the fatty acids, possible losses during methylation deserved special attention and were studied. Nevertheless, large differences were not found in comparison with the nutritional facts declared on the label. However, the results obtained for sodium demonstrated the importance of food inspection, considering the discrepancies found.
2015
Susin,Renato Cesar Mior,Renata Dias,Vera Maria da Costa
Características tecnológicas de pães elaborados com farelo de arroz desengordurado
ResumoO objetivo deste trabalho foi avaliar a substituição, em diferentes níveis (5, 10 e 15%), da farinha de trigo por farelo de arroz desengordurado, sobre as características: capacidade de absorção de água, perda de massa ao fornear, volume específico, perfil texturométrico e cor da casca e do miolo dos pães. Os resultados demonstram que o farelo de arroz desengordurado não apresentou influência em relação à capacidade de absorção de água, em contrapartida, teve forte influência na perda do peso ao fornear, mesmo para substituições de 5%. No entanto, tal substituição não afetou o volume específico (p>0,05). Resultado semelhante foi observado para o perfil de textura, onde substituições de 10 e 15% demonstraram afetar, principalmente, a dureza dos pães analisados. Para a cor, a adição do farelo de arroz desengordurado apresentou efeito negativo para a luminosidade do miolo e da casca, principalmente em substituições superiores a 5% para casca e 10% para o miolo. Entretanto, a substituição da farinha de trigo por 5% de farelo de arroz desengordurado demonstrou uso potencial para aplicação em produtos panificáveis.
2015
Paz,Matheus Francisco da Marques,Roger Vasques Schumann,Cauana Corrêa,Luciara Bilhalva Corrêa,Érico Kunde
Isotermas de dessorção de pimentão verde e energia envolvida no processo
ResumoEste trabalho teve como objetivos a obtenção das isotermas de dessorção do pimentão verde e a avaliação das propriedades termodinâmicas de sorção do fruto. As isotermas foram obtidas em função da temperatura (30°C, 40°C, 50°C e 60°C) em umidades relativas entre 4,0-90,0%. Os dados experimentais foram ajustados aos modelos matemáticos GAB, BET, Halsey, Henderson e Oswin para se descrever seu comportamento. Os resultados demonstram que o modelo de GAB descreveu com maior precisão as isotermas de dessorção do pimentão verde entre as faixas de atividade de água (aw) selecionadas, em uma temperatura fixa. O calor isostérico de sorção (qst) pôde ser determinado a partir de dados de sorção de umidade utilizando-se a derivada da equação de Clasius-Clapeyron, obtendo-se então o calor envolvido no processo de dessorção de umidade do pimentão verde fresco. A teoria da compensação entalpia-entropia ou isocinética foi aplicada aos dados experimentais, sugerindo que o processo de dessorção é conduzido pela entalpia.
2015
Alves,Tales Prado Fóz,Hequel Donizete Nicoleti,Joel Fernando
Composição e estrutura de uma restinga arbustiva aberta no norte do Espírito Santo e relações florísticas com formações similares no sudeste do Brasil
Foram analisadas a estrutura e a composição florística de uma formação de restinga arbustiva aberta no Parque Estadual de Itaúnas, ES, e verificada a similaridade entre a flora das formações de restinga arbustiva da Região Sudeste do Brasil. Para o levantamento, foi utilizado o método de intercepto de linha, contemplando indivíduos com altura igual ou superior a 50 cm. Os parâmetros fitossociológicos de frequência e valor de importância (VI) foram calculados. A similaridade da flora das restingas arbustivas da Região Sudeste foi verificada utilizando o índice de Sørensen. Foram encontradas 42 espécies em 28 famílias, sendo Fabaceae e Bromeliaceae as mais ricas (quatro espécies cada). As 10 espécies mais importantes representaram 65,6% do VI total, evidenciando forte estrutura oligárquica, principalmente no estrato herbáceo. Assim, puderam ser apontadas espécies que caracterizam esta formação, a qual é associada com fatores ambientais que condicionam a composição e abundância florística. A análise de similaridade evidenciou que as restingas do sudeste formam dois blocos florísticos distintos, um ao norte (litoral do Espírito Santo) e outro mais ao sul (litoral do Rio de Janeiro). Foram comuns a todas as restingas analisadas Manilkara subsericea,Pilosocereus arrabidae e Byrsonima sericea, podendo ser consideradas de ampla distribuição na costa sudeste.
2014
Monteiro,Mariana Maciel Giaretta,Augusto Pereira,Oberdan José Menezes,Luis Fernando Tavares de
Variações na riqueza e na diversidade de espécies arbustivas e arbóreas no período de 14 anos em uma Floresta de Vale, Mato Grosso, Brasil
O presente trabalho teve como objetivo descrever variações na riqueza, na diversidade e na contribuição dos grupos ecológicos para a composição florística da vegetação arbustiva e arbórea (DAP > 5 cm) na Floresta de Vale no Véu de Noiva (FVVN), localizada no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil, num período de 14 anos, com base em cinco inventários (1996, 1999, 2003, 2006 e 2010). Todas as espécies arbustivas e arbóreas (DAP > 5 cm) foram amostradas sistematicamente em 18 parcelas de 600 m² distribuídas em três transecções no vale. As mudanças na riqueza de espécies resultaram em aumento, porém não significativos, nos intervalos menores (1996-1999, 1999-2003, 2003-2006 e 2006-2010) enquanto no intervalo maior (1996 a 2010) o aumento foi significativo (comparações entre contagens de Poisson, p < 0,05) e caracterizado por acréscimo líquido de 20 espécies. Apesar disso, a manutenção da equabilidade determinou ausência de alterações significativas na diversidade de espécies ao longo do período estudado (teste t de Hutcheson, p > 0,05). A contribuição dos grupos ecológicos para a composição florística também não apresentou mudanças significativamente durante os 14 anos de monitoramento. Estes resultados sugerem uma comunidade com dinâmica acelerada na composição florística, porém com manutenção temporal da diversidade e da distribuição das espécies entre os grupos ecológicos.
2014
Abreu,Thiago Ayres Lazzarotti Pinto,José Roberto Rodrigues Mews,Henrique Augusto
Morphological study of fruits, seeds and embryo in the tropical tribe Dipterygeae (Leguminosae-Papilionoideae)
This work analyses and describes fruit, seed and embryo morphology of 12 Dipterygeae species. The fruit is quite distinct among genera, being a legume in Taralea, a drupoid legume in Dipteryx and a cryptosamara in Pterodon. It was observed that the three genera present distinct morphological characteristics in the epicarp, mesocarp and endocarp. These structures are strongly associated with the dispersal syndromes presented by the genera. Embryonic descriptions are provided for the first time in this manuscript for the three genera presented here and the main diagnostic characteristics are: (1) a gradual extent of development of the hypocotyl-radicle axis from Taralea (undeveloped) to Dipteryx (the most developed); (2) the plumules are entire in Taralea and pinnate in Dipteryx and Pterodon; (3) a cleft below the hypocotyl-radicle axis in Taralea, absent in the other genera, because of the strongly cordate base of the cotyledonar leaves; (4) differences in the degree of development of the hypocotyl-radicle axis between D.alata, D.rosea and D.micrantha. Dipterygeae presents a noticeable diversity of fruit, seed and embryo, Taralea being the most distinct of all. The results of this morphological analysis suggest an evolutive path for the diaspores in the clade, based on phylogenetic studies which show Taralea as sister to the clade constituted by Dipteryx and Pterodon.
2014
Pinto,Rafael Barbosa Francisco,Vanessa Maria da Costa Rodrigues Mansano,Vidal de Freitas
Leguminosae-Caesalpinioideae do Parque Estadual Paulo César Vinha, Espírito Santo, Brasil
Leguminosae é uma das famílias de maior riqueza específica nas restingas do Espírito Santo e Caesalpinioideae a segunda maior subfamília. O Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV) representa um dos remanescentes de restinga mais preservados do estado e uma das áreas protegidas mais bem estudadas, porém estudos taxonômicos ainda são escassos. Este estudo consiste no levantamento florístico-taxonômico de Caesalpinioideae do PEPCV. Foram realizadas coletas quinzenais entre agosto/2008 a junho/2009 para obtenção de materiais férteis. Caesalpinioideae está representada por 13 táxons, reunidos em três gêneros: Chamaecrista, Hymenaea e Senna. O gênero mais representativo em número de espécies foi Chamaecrista. Três táxons são novas citações para o estado do Espírito Santo. Foram elaboradas chave de identificação dos táxons, descrições, ilustrações, comentários sobre a morfologia e a fenologia, bem como a distribuição geográfica das mesmas.
2014
Chagas,Aline Pitol Peterle,Pollyana Lima Thomaz,Luciana Dias Dutra,Valquíria Ferreira Valadares,Rodrigo Theófilo
Palmeiras (Arecaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil
O presente trabalho consiste no levantamento das espécies da família Arecaceae no Rio Grande do Sul. Foram reconhecidas 15 espécies nativas no estado (Bactris setosa, Butia catarinensis, B. eriospatha, B. exilata, B. lallemantii, B. odorata, B. paraguayensis, B. witeckii, B. yatay, Euterpe edulis, Geonoma gamiova, G. schottiana, Syagrus romanzoffiana, Trithrinax acanthocoma e T. brasiliensis), três espécies foram excluídas da flora gaúcha (Acrocomia aculeata, A. totai e Butia microspadix); três binômios foram considerados sinônimos (Butia missionera, B. pulposa e B. quaraimana); Butia stolonifera foi considerada espécie dúbia; além disso, são apresentados dois híbridos naturais, sendo um deles descrito no presente trabalho (× Butyagrus alegretensis e × Butyagrus nabonnandii).
2014
Soares,Kelen Pureza Longhi,Solon Jonas Witeck Neto,Leopoldo Assis,Lucas Coelho de
O gênero Chaptalia (Asteraceae, Mutisieae) no Rio Grande do Sul, Brasil
O gênero Chaptalia compreende cerca de 70 espécies, distribuídas desde o norte dos Estados Unidos até o centro da Argentina, sendo que no Brasil ocorrem 17 espécies. Dentre os caracteres diagnósticos do gênero podem ser citados as flores trimórficas, o hábito herbáceo e a ausência de estaminódios nas flores. O trabalho teve como objetivo o levantamento das espécies de Chaptalia no estado do Rio Grande do Sul. Foi possível confirmar a ocorrência de 10 espécies: C. arechavaletae, C. cordifolia, C. exscapa, C. graminifolia, C. ignota, C. integerrima, C. mandonii, C. nutans, C. piloselloides e C. runcinata. Chaptalia sinuata é colocada em sinonímia de C. integerrima. O trabalho apresenta descrições das espécies, chaves de identificação, ilustrações, dados sobre conservação e informações gerais.
2014
Pasini,Eduardo Katinas,Liliana Ritter,Mara Rejane
Richterago (Asteraceae, Gochnatieae) na porção central da Cadeia do Espinhaço em Minas Gerais, Brasil
As espécies do gênero Richterago Kuntze são endêmicas dos campos rupestres do Brasil, ocorrendo em solos areno-pedregosos. O presente estudo teve por objetivo realizar o tratamento taxonômico das espécies de Richterago que ocorrem na porção central da Cadeia do Espinhaço em Minas Gerais, situada entre os municípios de Congonhas do Norte (sul) e Olhos d'Água e Bocaiúva (norte), incluindo a Serra do Cabral (oeste) e o Planalto de Diamantina (leste). Os espécimes estudados foram coletados entre novembro de 2009 e junho de 2012. Todo o material foi incorporado ao herbário DIAM. Duplicatas foram enviadas aos herbários ALCB, HUFU e SPF. Além disso, foram examinados espécimes dos herbários HUFU e SPF. Os estudos morfológicos e as identificações foram feitas com base na literatura disponível e consulta a especialista. No total foram registradas as ocorrências de oito espécies: Richterago amplexifolia (Gardner) Kuntze, R. angustifolia (Gardner) Roque, R. arenaria (Baker) Roque, R. conduplicata Roque, R. discoidea (Less.) Kuntze, R. elegans Roque, R. polyphylla (Baker) Ferreyra e R. radiata (Vell.) Roque. São apresentadas chaves de identificação, descrição e ilustração das espécies, assim como comentários sobre distribuição geográfica e status de conservação.
2014
Franco,Izabela Moreira Costa,Fabiane Nepomuceno Nakajima,Jimi Naoki
Novidades taxonômicas em Aldama (Asteraceae-Heliantheae)
Estudos recentes de dados moleculares evidenciaram que as espécies sul-americanas tradicionalmente tratadas em Viguiera Kunth deveriam ser transferidas para Aldama La Llave. Seguindo essa nova circunscrição, o estudo taxonômico das 35 espécies de Aldama do Brasil demonstra que são ainda necessárias três novas combinações de nomes de espécies e duas de nomes de variedades, além do reconhecimento de uma nova variedade, 20 sinonimizações e 25 lectotipificações.
2014
Magenta,Mara Angelina Galvão Pirani,José Rubens
Notas sobre a distribuição e registro de ampliação de áreas de ocorrência de quatro espécies de Begonia da floresta atlântica brasileira
Durante trabalhos de campo nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, quatro espécies de Begonia foram coletadas e consistam em novos registros. Foram encontrados novos registros de Begoniadietrichiana, B. glabra e B. platanifolia para o estado do Espírito Santo e Begoniaadmirabilis para os estados da Bahia e Minas Gerais. São apresentados descrições, ilustrações, distribuição geográfica, mapas, habitat, fenologia, seções e diferenças vegetativas.
2014
Kollmann,Ludovic Jean Charles Peixoto,Ariane Luna
Cactaceae no estado do Paraná, Brasil
Este trabalho apresenta o estudo taxonômico de Cactaceae no estado do Paraná. A metodologia inclui a análise de coleções de herbário e realização de coletas em todos os biomas do estado. Doze gêneros e 26 espécies nativas foram inventariados para o estado. Os gêneros mais ricos são Rhipsalis, representado por 11 espécies, Lepismium (4) e Schlumbergera (2). Os outros nove gêneros estão representados por apenas uma espécie cada: Brasiliopuntia brasiliensis, Cereus hildmannianus, Epiphyllum phyllanthus, Hatiora salicornioides, Hylocereus setaceus, Opuntia monacantha, Parodia carambeiensis, Pereskia aculeata e Praecereus euchlorus. O Paraná representa o limite norte de ocorrência no Brasil de S. rosea e S. gaertneri e limite sul de ocorrência de B. brasiliensis, H. salicornioides e R. pilocarpa . Parodia carambeiensis é a única Cactaceae endêmica do estado. São apresentadas descrições, chaves para identificação de gêneros e espécies, ilustrações e comentários taxonômicos.
2014
Soller,André Soffiatti,Patrícia Calvente,Alice Goldenberg,Renato
Croton L. (Euphorbiaceae) no Parque Estadual da Serra Dourada, Goiás, Brasil
O Parque Estadual da Serra Dourada é uma das áreas serranas mais preservadas do estado de Goiás, porém sua flora é pouco conhecida. Visando contribuir com o conhecimento da diversidade de Euphorbiaceae no bioma cerrado, efetuou-se o estudo taxonômico do gênero Croton neste Parque. Foram registradas 10 espécies: Croton antisyphiliticus, C. campestris, C. chaetocalyx, C. didrichsenii, C. glandulosus, C. gracilescens, C. heliotropiifolius, C. sclerocalyx, C. urucurana e Croton sp. Destas, a última é uma provável espécie nova, enquanto C. gracilescens e C. sclerocalyx estão sendo primeiramente ilustradas. É apresentada uma chave para identificação das espécies, bem como descrições, ilustrações e dados relativos à fenologia e distribuição geográfica.
2014
Sodré,Rodolfo Carneiro Silva,Marcos José da Sales,Margareth Ferreira de
O gênero Stylosanthes (Leguminosae) em Roraima, Brasil
Stylosanthes faz parte do clado Pterocarpus, tribo Dalbergiae. Possui 50 espécies distribuídas mundialmente e é principalmente diverso em áreas savânicas do Brasil. Este trabalho apresenta o estudo taxonômico do gênero Stylosanthes para o Estado de Roraima. Foram analisados materiais provenientes de trabalho de campo e de materiais depositados em herbário. Sete espécies foram encontradas em todas as fitofisionomias de savanas do estado: S.capitata, S.angustifolia, S. gracilis, S. viscosa, S. humilis, S. guianensis e S. scabra. São apresentadas chave de identificação, descrições e ilustrações, bem como informações sobre distribuição geográfica, ambientes preferenciais e usos econômicos das espécies.
2014
Medeiros,Elayne Cristina da Silva de Flores,Andréia Silva
Contribuição à taxonomia de Marlierea (Myrciinae; Myrtaceae) no Brasil
Apresenta-se uma circunscrição taxonômica de Marlierea e três novos registros de ocorrência para o gênero na Amazônia brasileira, sendo dois para o Brasil, três para o estado do Pará e um para o estado do Amazonas. Comentários sobre características diagnósticas e afinidades taxonômicas de cada espécie, bem como os respectivos dados de distribuição geográfica e ambientes típicos de ocorrência são também fornecidos. Recomendações para atualização da lista de espécies de Myrtaceae da flora do Brasil também são apresentadas.
2014
Rosário,Alessandro S. do Baumgratz,José Fernando A. Secco,Ricardo de S.
O gênero Phymatidium (Orchidaceae: Oncidiinae) no estado do Paraná
A partir de consultas a herbários nacionais e estrangeiros, cinco espécies e duas variedades de Phymatidium Lindl. foram encontradas no Paraná: Phymatidium aquinoi, P. delicatulum, P. delicatulum var. curvisepalum, P. falcifolium, P. hysteranthum, P. microphyllum e P. microphyllum var. herteri. O gênero é registrado em 35 dos 399 municípios paranaenses, principalmente na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Mista, localizadas na Serra do Mar, Primeiro e Segundo Planaltos. Segundo os critérios da IUCN, a maioria dos táxons encontra-se classificada na categoria vulnerável para o estado. Phymatidium delicatulum é a espécie mais comum, com ampla distribuição, e P. hysteranthum a espécie mais restrita, registrada pela primeira vez no estado. Chave de identificação dos táxons, descrições, ilustrações, dados sobre distribuição geográfica e conservação, além de uma lista de materiais representativos, são apresentados.
2014
Royer,Carla Adriane Brito,Antonio Luiz Vieira Toscano de Smidt,Eric de Camargo
Avaliação do risco de extinção das Urticineae das restingas do estado do Rio de Janeiro
Foram realizados o georreferenciamento e as análises de avaliação de risco de extinção seguindo os critérios e categorias da IUCN para 32 espécies de Urticineae (Cannabaceae, Ulmaceae, Urticaceae e Moraceae) ocorrentes nas restingas do estado do Rio de Janeiro. Materiais correspondentes a essas espécies foram examinados nos principais herbários brasileiros, sendo selecionados 2524 registros para a avaliação. Dentre as 32 espécies, Ampelocera glabra, Celtis spinosa, Ficus cyclophylla, F.nevesiae, Maclura brasiliensis e Phyllostylon brasiliense encontraram-se ameaçadas de extinção, já Brosimum guianense, Dorstenia arifolia, Ficus castellviana, F.pulchella, Sorocea guilleminiana e S. hilarii deixaram de ser consideradas ameaçadas de extinção pelo recente estudo. Os resultados apontaram, como localidades de importância conservacionista, os municípios de Armação de Búzios, Cabo Frio, Rio de Janeiro e Saquarema.
2014
Pederneiras,Leandro Cardoso Costa,Andrea Ferreira da Carauta,Jorge Pedro Pereira Romaniuc Neto,Sergio
Flora vascular da Reserva Biológica da Represa do Grama, Minas Gerais, e sua relação florística com outras florestas do sudeste brasileiro
Este trabalho apresenta o levantamento florístico das plantas vasculares da Reserva Biológica da Represa do Grama, um remanescente de floresta estacional semidecidual do Domínio Atlântico, situado no município de Descoberto, Minas Gerais. Foram realizadas coletas quinzenais de material fértil entre agosto de 1999 e dezembro de 2004. Além do levantamento, fez-se a comparação da composição florística através de análises multivariadas de agrupamento com outras nove áreas (3 de floresta estacional e 6 de ombrófila), cujos levantamentos florísticos de angiospermas tiveram abordagem semelhante. Cada análise foi processada para o conjunto total das espécies e para oito hábitos: árvores (incluindo arvoretas), arbustos, trepadeiras (lenhosas e herbáceas), ervas terrícolas, ervas saxícolas, epífitas, hemiepífitas e parasitas. Na ReBio do Grama foram registradas 644 espécies de angiospermas, distribuídas em 370 gêneros e 100 famílias. Licófitas e samambaias estão representadas por 64 espécies, distribuídas em 37 gêneros e 16 famílias. Seis espécies de angiospermas foram descritas como novas para a ciência. Fabaceae (55 spp.) foi a família com maior riqueza específica, seguida de Rubiaceae (50 spp.), Melastomataceae (28 spp.), Bignoniaceae e Orchidaceae (27 spp. cada) e Myrtaceae (25 spp.). As análises multivariadas sugeriram que os gradientes longitudinais, latitudinais e altitudinais interferem de formas distintas sobre os padrões de riqueza dos diferentes hábitos. O número reduzido de espécies compartilhadas entre as áreas, associado com alta riqueza regionalizada de alguns hábitos demonstra a importância da conservação de fragmentos nas diferentes regiões geográficas da Floresta Atlântica como estratégia para maximizar a conservação da diversidade existente neste domínio fitogeográfico.
2014
Forzza,Rafaela Campostrini Pifano,Daniel Salgado Oliveira-Filho,Ary Teixeira de Meireles,Leonardo Dias Faria,Patrícia Lobo Salimena,Fátima Regina Mynssen,Claudine M. Prado,Jefferson
Lycopodiaceae in Brazil. Conspectus of the family I. The genera Lycopodium, Austrolycopodium, Diphasium, and Diphasiastrum
A conspectus of the Lycopodiaceae in Brazil is presented, following a generic classification based on anatomy, chromosome numbers, spores and gametophytes, as well as recent molecular studies. The species of Lycopodiaceae occurring in Brazil, traditionally treated conservatively, were grouped in three genera: Lycopodium, Lycopodiella, and Huperzia. Within each genus, the diversity (treated under various subgenera, sections, and subsections) has been discussed. In our new approach, these three genera are treated as subfamilies Lycopodiodeae (four genera in Brazil), Lycopodielloideae (three genera in Brazil), and Huperzioideae (two genera in Brazil). Branching patterns and morphological diversity of vegetative leaves and sporophylls, as well as morphology of sporangia and spores in the different groups, are discussed in a brief review. We provide keys to identification of subfamilies and genera represented in Brazil. The species of Lycopodioideae, genera Lycopodium (s.str.), Austrolycopodium, Diphasium, and Diphasiastrum (one species in the first three genera, two in Diphasiastrum - one of them new) are treated in detail, with descriptions, illustrations (or references to illustrations), and comments on habitat and distribution.
2014
Øllgaard,Benjamin Windisch,Paulo G.