Repositório RCAAP
Características físico-químicas e sensoriais de batata frita da cultivar BRS Ana branqueada e revestida com metilcelulose
Resumo O estudo propôs avaliar o efeito do branqueamento combinado ao uso de sais e de revestimentos à base de metilcelulose (MC) na absorção de gordura e nas características físico-químicas e sensoriais de batatas da cultivar BRS Ana, submetidas à fritura na forma de batata chips. O experimento foi realizado com a cultivar BRS Ana e a cultivar Asterix, sendo a batata Asterix adequada para produtos fritos. Para o estudo foram definidos controles para as batatas das cultivares BRS Ana (T0’) e Asterix (T0”), batatas que não foram submetidas ao branqueamento nem a qualquer tipo de revestimento. Foram testados três tratamentos para cada cultivar; para a cultivar BRS Ana: T1: com branqueamento e sem revestimento; T2: com branqueamento e com revestimento de 1% de MC; T3: com branqueamento e com revestimento de 2% de MC; para a cultivar Asterix: T4: com branqueamento e sem revestimento; T5: com branqueamento e com revestimento de 1% de MC; T6 com branqueamento e com revestimento de 2% de MC. Para os tratamentos que receberam o branqueamento (T1, T2, T3, T4, T5 e T6), foi realizada uma imersão das fatias de batata em água a 85 ºC por 3 minutos, com adição de 0,5% de CaCl2 e 2,5% de NaCl, seguida de resfriamento e centrifugação. As batatas dos tratamentos T2, T3, T5 e T6 que receberam revestimento de MC foram imersas em solução de MC 1 ou 2% (p/v), por 1 min e, em seguida, drenadas. As batatas foram submetidas à fritura em gordura vegetal a 180 ºC. A maior redução de absorção de gordura (13%) durante a fritura foi para batata da cultivar BRS Ana submetida ao branqueamento e revestimento com 1% MC, obtendo-se no produto final 29,37% de gordura. Além disso, o revestimento com 1% MC não modificou significativamente a cor e a textura das batatas chips; nos resultados sensoriais esse tratamento não influenciou na preferência para os atributos testados (aparência, cor, sabor e textura) e o índice de aceitação sensorial desse tratamento foi de 85,9%. A batata da cultivar BRS Ana submetida ao branqueamento adicionado de NaCl e CaCl2 e revestimento com 1% de MC apresenta potencial de utilização na forma de batata chips.
2015
LUVIELMO,Márcia de Mello BORGES,Caroline Dellinghausen SCHIAVON,Marina Vighi ARMAS,Daniela Silva de PAIVA,Flávia Fernandes KROLOW,Ana Cristina Richter FERRI,Núbia Marilin Lettinin
Clarification of purple cactus pear juice using microfiltration membranes to obtain a solution of betalain pigments
Summary Betalains are fruit pigments possessing health-giving properties. To isolate the pigments, the juice must be separated from the fruit matrix, which contains biopolymers. The aim of this study was to clarify cactus pear juice by microfiltration to obtain a clarified juice containing betalains. For this purpose, two 0.2 µm pore size microfiltration membranes (ceramic and polymeric) were tested. The permeates were clear, free of turbidity and high in betalains (20%), also containing polyphenols and antioxidant activity, whereas the retained fractions were high in mucilage. The best separation was obtained using the ceramic membrane.
2015
VERGARA,Cristina CANCINO-MADARIAGA,Beatriz RAMÍREZ-SALVO,Andrés SÁENZ,Carmen ROBERT,Paz LUTZ,Mariane
Efeito do tratamento enzimático sobre a viscosidade e os teores de fibra e pectina em suco de pitanga (Eugenia uniflora L.)
Resumo O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do tratamento enzimático, utilizando enzimas comerciais, sobre o comportamento reológico e o teor de fibras e pectina do suco de pitanga. Foram avaliadas diferentes combinações de pectinase (Pectinex Ultra SP-L) e celulase (Cellubrix-L), totalizando 0,1%, em massa, de enzima. Os resultados encontrados indicaram baixo valor de pectina (<0,003%) e significativa redução no teor de fibras após tratamento enzimático, sendo que a aplicação combinada de 0,025% de pectinase com 0,075% de celulase provocou a maior redução no teor de fibras e, consequentemente, menor viscosidade do suco. Ao mesmo tempo, uma aplicação igual ou superior a 0,05% de Pectinex Ultra SP-L foi necessária para resultar nas menores concentrações de pectina. A aplicação combinada de celulase e pectinase resultou em suco com menor viscosidade, cujo comportamento reológico foi próximo ao Newtoniano. No entanto, o modelo Lei da Potência seria o mais indicado para uso em modelagens matemáticas.
2015
ONGARATTO,Ricardo Schmitz VIOTTO,Luiz Antonio
Vida-de-prateleira de sucos clarificados de pêssegos das variedades jubileu e eldorado
Resumo O consumo de frutas e derivados vem aumentando consideravelmente nos últimos anos fazendo com que, atualmente, a demanda de sucos e néctares cresça a taxas constantes, criando novos nichos de mercado para estes produtos, como o dos sucos clarificados. O Pêssego (Prunus persica (L.) Bastch) representa uma importante fonte de nutrientes, embora altamente perecível, tornando desejável a sua disponibilização em outros produtos como o suco clarificado. O objetivo do presente trabalho foi verificar a estabilidade física, química, microbiológica e sensorial dos sucos clarificados de pêssego, permitindo a construção de um modelo matemático do comportamento desses sucos durante o período de armazenamento. Foram selecionados pêssegos das variedades Eldorado e Jubileu, totalmente maduros. Os frutos foram processados na Unidade Especial de Alimentos do CaVG – IFSul (Pelotas – RS), obtendo-se o suco por despolpagem sendo imediatamente clarificado, pasteurizado e armazenado em garrafas de vidro de capacidade para 340 mL. Os sucos foram armazenados em ambiente controlado a 20 °C e analisados com a periodicidade de 0, 7, 15, 30, 60, 90, 120 e 150 dias. Foram realizadas determinações de pH, sólidos solúveis totais (SST), acidez titulável (AT), relação entre SST/AT, teores de fenóis e ácido ascórbico e análise sensorial para determinar se houve alterações significativas durante o armazenamento. Os sucos clarificados das variedades Eldorado e Jubileu mantiveram-se estáveis e em condições apropriadas ao consumo após 150 dias de armazenamento a 20 °C e foi possível construir modelos matemáticos para estimativa do comportamento de parâmetros físicos e químicos.
2015
SAINZ,Ricardo Lemos FERRI,Valdecir Carlos
Perfil microbiológico del queso de aro consumido en la Cañada Oaxaqueña
Resumen Se determinó la composición de la microbiota del queso de Aro que se comercializa en el municipio de Teotitlán de Flores Magón, Oaxaca, México. Se cuantificó el contenido de: mesófilos aerobios, psicrófilos, coliformes totales, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Salmonella, Enterococcus, Streptococcus, bacterias ácido lácticas, mohos y levaduras. Los resultados muestran que el queso de Aro contiene microorganismos alterantes, patógenos y de importancia industrial. Ninguna muestra analizada cumple con la NOM-243-SSA1-2010. Por lo tanto, este queso pueden ser un vehículo de transmisión de enfermedades alimentarias, por su elevado contenido de: E. coli, Staphylococcus aureus y Salmonella. La vida de anaquel del queso puede verse afectada provocando pérdidas económicas a los productores. Por otro lado, se pueden obtener microorganismos de importancia industrial (Lactobacillus y Streptococcus). Es necesario implementar sistemas se aseguramiento de la calidad que garanticen la producción de quesos inocuos.
2015
GONZÁLEZ-MONTIEL,Lucio FRANCO-FERNÁNDEZ,Melitón Jesús
Revisão: Aspectos gerais das bacteriocinas
Resumo Bacteriocinas são peptídeos antimicrobianos sintetizados nos ribossomos, tendo sido descrita uma grande diversidade de bacteriocinas, as quais diferem entre si quanto a composição de aminoácidos, biossíntese, transporte e modo de ação. Nos alimentos, as bacteriocinas podem ser encontradas naturalmente como produtos da microbiota normal ou introduzida (cultura starter ou probióticos). Devido às suas aplicabilidades frente a organismos patogênicos contaminantes em alimentos, vários estudos têm sido publicados, tornando o uso destes peptídeos uma alternativa aos conservantes químicos tradicionais. Considerando-se as propriedades das bacteriocinas e sua potencial aplicação como bioconservadores de alimentos e alternativa aos antibióticos, o presente estudo busca acercar-se de uma visão geral das bacteriocinas quanto aos aspectos históricos, sistemas de classificação, biossíntese e transporte, modo de ação, abordando também algumas de suas aplicações na indústria de alimentos.
2015
OGAKI,Mayara Baptistucci FURLANETO,Márcia Cristina MAIA,Luciana Furlaneto
Qualidade microbiológica e composição de farinhas de resíduos da produção de suco de frutas em diferentes granulometrias
Resumo Os resíduos gerados na indústria de sucos têm sido subaproveitados, desperdiçando um produto que pode apresentar potencial para ser incluído na alimentação humana. Assim, o objetivo do estudo foi realizar análise microbiológica e da composição nutricional das farinhas do resíduo de suco de uva, maçã, laranja e acerola, com diferentes granulometrias. Os resíduos da produção de suco foram obtidos através de doação de uma indústria do município de Bento Gonçalves-RS, sendo então secos e moídos para obter a farinha em diferentes granulometrias (>0,600 mm; 0,600 mm; 0,425 mm; 0,300 mm; ≤0,250 mm). As amostras de farinha foram submetidas à análise de composição centesimal, acidez, pH, Brix e polifenóis totais. As análises microbiológicas incluíram contagem de coliformes termotolerantes e pesquisa de Salmonella spp. Os resultados indicaram qualidade microbiológica satisfatória. Quanto à composição centesimal, os resultados mostraram que a granulometria influenciou o valor nutricional das farinhas e que os valores energéticos das farinhas do resíduo de acerola, laranja e uva foram inversamente proporcionais ao tamanho da partícula. Todas as farinhas analisadas podem ser consideradas ricas em fibras, cujos valores variaram de 11,2% a 54,5%. As farinhas de uva e acerola apresentaram maiores teores de proteínas, 8,2% a 15,6% e 8,3% a 12,1%, respectivamente. As farinhas do resíduo de laranja e uva apresentaram elevados teores de polifenóis totais. Portanto, o uso destes resíduos na alimentação humana pode ser recomendado, melhorando o valor nutricional de preparações.
2015
STORCK,Cátia Regina BASSO,Cristiana FAVARIN,Fernanda Reis RODRIGUES,Alessandra Cristina
Efeito da substituição da farinha de trigo no desenvolvimento de biscoitos sem glúten
Resumo O glúten pode determinar a qualidade da farinha de trigo, conferindo às massas características como elasticidade e capacidade de absorver água, o que torna a elaboração de produtos de panificação isentos de glúten um desafio. Desse modo, o presente estudo buscou avaliar as características físico-químicas e sensoriais de biscoitos elaborados com ingredientes sucedâneos ao trigo, como fécula de mandioca, farinha de soja, de quinoa e de amaranto. Para a caracterização física foram determinados: peso, diâmetro, espessura, fator de expansão e volume específico. Quanto à composição química foram determinados: umidade, cinzas, proteínas, lipídios, fibras alimentares, carboidratos totais, energia, além de pH e acidez. A aceitabilidade foi determinada por meio de uma escala hedônica de nove pontos. As formulações contendo farinhas sucedâneas ao trigo apresentaram bom rendimento, maior teor de cinzas, de proteínas, de lipídios e de fibras alimentares. Também, essas apresentaram percentuais de aceitabilidade superiores a 70%, exceto para a avaliação do sabor da amostra com maior teor de soja (40 g/100g). Conclui-se que as formulações contendo farinhas sucedâneas ao trigo podem ser consideradas promissoras, disponibilizando alternativas alimentares àqueles que almejam produtos com valor nutricional superior e posicionamento único no mercado, visto que os produtos disponíveis muitas vezes possuem baixo valor nutritivo ao serem elaborados com farinhas amiláceas.
2015
VIEIRA,Tamires dos Santos FREITAS,Flávia Vitorino SILVA,Laiz Aparecida Azevedo BARBOSA,Wagner Miranda SILVA,Erika Madeira Moreira da
Características físico-químicas de cebolinhas comum e europeia
Resumo A cebolinha é uma folhosa bastante utilizada como condimento no Brasil, onde as espécies popularmente conhecidas como comum e europeia são as mais utilizadas. Objetivou-se com este trabalho avaliar a qualidade físico-química de cebolinhasAllium fistulosum (comum) e Allium schoenoprasum (europeia). As amostras das diferentes espécies foram analisadas quanto a: coloração (luminosidade, ângulo hue e cromaticidade); sólidos solúveis (SS); acidez titulável (AT); relação SS/AT; pH; umidade; clorofila a; clorofila b; clorofila total e carotenoides totais. Com relação aos parâmetros de cor, as espécies mostraram resultados muito próximos, evidenciando coloração característica de cebolinha, expressa pela cor verde com tendência ao amarelo. Também em relação ao pH observou-se semelhanças, enquadrando-se na faixa de baixa acidez. Já para SS e acidez, a variedade europeia apresentou maiores teores. Encontrou-se também proximidade de valores para os pigmentos avaliados, sendo a proporção de clorofila a em relação à b em média de 2,3:1. Os resultados físico-químicos mostraram semelhanças entre as espécies, sendo observados baixa acidez, elevado conteúdo de umidade e de clorofila, além de razoáveis teores de sólidos solúveis e carotenoides. Essas informações sobre cebolinhas verdes cultivadas no Brasil, ainda escassas na literatura, vêm a contribuir com a produção de dados sobre essa hortaliça, podendo motivar seu consumo e a expansão de sua comercialização em formas diversificadas.
2015
SILVA,Aline Priscilla Gomes da BORGES,Caroline Dellinghausen MIGUEL,Ana Carolina Almeida JACOMINO,Angelo Pedro MENDONÇA,Carla Rosane Barboza
Clarificação de caldo de cana-de-açúcar por peróxido de hidrogênio: efeito da presença de dextrana
Resumo A qualidade do açúcar cristal está diretamente associada à qualidade da cana-de-açúcar (Saccharum sp.) entregue nas usinas e à eficiência do processo industrial. A dextrana é considerada um parâmetro de qualidade de matéria-prima, uma vez que sua presença indica que a cana-de-açúcar sofreu deterioração entre as etapas de corte e seu processamento. Durante o processamento do caldo, a dextrana pode interferir na eficiência do processo. Na etapa de clarificação, a sulfitação tem como principal objetivo promover a redução de cor ICUMSA do caldo de cana-de-açúcar. A cor ICUMSA é o parâmetro mais importante para a classificação comercial do açúcar no Brasil e quanto mais baixo o seu valor, mais claro é o açúcar. O peróxido de hidrogênio (H2O2) tem sido estudado na clarificação do caldo de cana-de-açúcar como possível agente clarificante em substituição ao sulfito, que apresenta contra-indicações à saúde respiratória humana. Teve-se como objetivo determinar o impacto da presença de dextrana na eficiência da redução de cor ICUMSA do caldo de cana-de-açúcar por peroxidação. Durante a peroxidação, a temperatura e o pH influenciaram significativamente na redução da cor ICUMSA do caldo, sendo que o aumento da temperatura, aumento da dose de peróxido de hidrogênio e diminuição do pH levaram à diminuição da cor ICUMSA. Os valores de dextrana utilizados (até 1.000 ppm) não mostraram influência significativa na redução da cor do caldo de cana-de-açúcar, mas apresentaram interações significativas com os demais parâmetros.
2015
SARTORI,Juliana Aparecida de Souza MAGRI,Nathália Torres Corrêa AGUIAR,Claudio Lima de
Capacidade antioxidante em resíduos da indústria cafeeira
Resumo Este trabalho teve como objetivo a recuperação de compostos fenólicos a partir de resíduos da indústria cafeeira e a avaliação de sua capacidade antioxidante. Os resíduos (casca, polpa e borra de café) foram obtidos de diferentes etapas do processamento industrial do café. Os extratos fenólicos foram obtidos usando-se uma mistura de acetona e água. O teor de compostos fenólicos variou entre 72,88 e 159,50 mg AG g–1 resíduo. Mediante cromatografia líquida de alta eficiência foi detectado e quantificado o ácido clorogênico na casca e na polpa de café. Foi avaliada a capacidade antioxidante dos extratos fenólicos, verificando-se sua capacidade sequestrante de radicais DPPH e sua ação redutora sobre radicais peroxila. O resíduo com maior capacidade antioxidante foi a casca de café. Esses resultados sugerem a possibilidade de reutilização dos resíduos da indústria do café para a obtenção de compostos antioxidantes, pois tais compostos têm inúmeras aplicações nas áreas de alimentos, cosméticos e farmacêutica.
2015
PALOMINO GARCÍA,Lady Rossana DEL BIANCHI,Vanildo Luiz
Modelagem e propriedades termodinâmicas na secagem de morangos
Resumo A secagem de produtos agrícolas é largamente utilizada no mundo para diminuir o teor de água do produto, dificultando o crescimento microbiano e a ocorrência de reações químicas e bioquímicas e possibilitando a armazenagem segura por períodos longos, além de reduzir o volume e a massa a ser transportada. O objetivo do presente trabalho foi avaliar e modelar a etapa de secagem de morangos (Fragaria L.), bem como obter parâmetros termodinâmicos em três diferentes temperaturas (40 °C, 50 °C e 60 °C). Foram utilizados frutos obtidos na CEASA-DF, com teor de água inicial de 93,0% (b.u.). Os dados experimentais foram ajustados a seis modelos matemáticos usualmente utilizados para a representação da etapa de secagem. A energia de ativação para a secagem dos morangos, a entropia, a entalpia e a energia livre de Gibbs foram obtidas. O modelo Logaritmo foi o que melhor representou a secagem de frutos de morangueiro, apresentando valores de erro médio relativo entre 7,59% e 8,48%, desvio-padrão da estimativa entre 0,03 e 0,06 e coeficiente de determinação entre 99,93% e 99,95%. A entalpia do processo de secagem diminuiu com o aumento da temperatura de secagem, com valores de –481,21, –564,35 e –647,49 J mol–1 para as temperaturas 40, 50 e 60 °C, respectivamente. O mesmo comportamento ocorreu com a entropia, com valores -238,35, -238,61 e –238,86 J mol–1 K–1, para temperaturas 40, 50 e 60 °C, respectivamente. A energia livre de Gibbs aumentou com o aumento da temperatura, atingindo valores de 74.159,75, 76.544,54 e 78.931,90 J mol–1 para as temperaturas 40, 50 e 60 °C, respectivamente.
2015
OLIVEIRA,Gabriel Henrique Horta de ARAGÃO,Dayane Mayara Santos OLIVEIRA,Ana Paula Lelis Rodrigues de SILVA,Marley Garcia GUSMÃO,Anne Caroline Araújo
Aplicação de vitamina C livre e encapsulada por spray chilling em salsicha de carne de frango: características físico-químicas, estabilidade e aceitação sensorial
Resumo O aumento da conscientização do consumidor sobre a relação nutrição e saúde tem elevado os esforços para o desenvolvimento de alimentos contendo compostos bioativos capazes de promover benefícios adicionais à saúde além da nutrição básica, entre os quais a vitamina C. Entretanto, muitas vezes a adição desses compostos pode ser prejudicada por sua baixa estabilidade, bem como pela possibilidade de alterar as características do produto ao qual são aplicados. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação de vitamina C livre ou encapsulada nas características físico-químicas e sensoriais de salsicha de carne frango, além de avaliar sua estabilidade durante armazenamento refrigerado. Três tratamentos foram avaliados: salsicha com vitamina C livre, salsicha com vitamina C encapsulada por spray chilling e salsicha sem adição de vitamina C. As salsichas foram caracterizadas quanto aos seguintes parâmetros: estabilidade da emulsão, atividade de água, teor de umidade e teste de aceitação sensorial, com 60 provadores não treinados, em relação aos atributos de sabor, textura, cor, aroma e aceitabilidade global. As salsichas também foram avaliadas quanto à estabilidade durante armazenamento a 4°C, por meio das análises de cor objetiva (L*, a* e b*), valor de pH, textura instrumental (dureza) e oxidação lipídica (TBARS). A aplicação da vitamina C, independentemente da forma aplicada, livre ou encapsulada, não alterou (p > 0,05) as características físico-químicas e sensoriais das salsichas, e promoveu estabilidade oxidativa satisfatória, mantendo os níveis de malonaldeído abaixo de 0,06 mg/kg de amostra durante 42 dias. Embora a encapsulação da vitamina C não tenha demonstrado vantagens em relação à sua aplicação na forma livre, a utilização da vitamina C livre nas concentrações estudadas neste trabalho, em salsicha produzida com carne de frango, como antioxidante, pode ser considerada promissora, tanto do ponto de vista tecnológico como para aumentar a saudabilidade deste produto.
2015
MATOS JUNIOR,Fernando Eustáquio de THOMAZINI,Marcelo TRINDADE,Marco Antonio FÁVARO-TRINDADE,Carmen Sílvia
Relato de caso: Caracterização físico-química e aceitabilidade de paçoca produzida com amêndoa de castanha-de-caju e sua comparação com produtos comerciais
Resumo Este trabalho teve como objetivo comparar as características físico-químicas e a aceitabilidade de um doce tipo paçoca, elaborado a partir de torta de amêndoa de castanha-de-caju com dois produtos similares comerciais de amendoim. A paçoca foi preparada com 59,5% de torta, 25,0% de açúcar, 0,5% de sal, 5,0% de farinha de mandioca e 10,0% de óleo de milho, sendo moídos juntos e moldados em forma de paralelepípedo. Os produtos foram analisados para determinação de características físico-químicas (umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, carboidratos, atividade de água), cor instrumental (L*a*b*) e aceitação sensorial (escala hedônica de 9 pontos). Os resultados foram comparados por ANOVA e Teste de Tukey (α=0,05). Pequenas diferenças físico-químicas foram observadas: a umidade variou de 1,01 a 2,79%; cinzas, de 1,23 a 2,75%; lipídeos, de 30,28 a 31,27%; proteínas, de 14,19 a 16,90%; carboidratos, de 50,21 a 54,07%, e atividade de água, de 0,295 a 0,429. Apesar de a paçoca de amêndoa de castanha-de-caju ser mais clara e menos vermelha (L*=74,48, a*=1,38) que as comerciais de amendoim (valores médios L*=54,33, a*=8,08), apresentou aceitação semelhante à desses produtos, que variaram entre 7,0 e 7,8 (“gostei” a “gostei muito” da escala hedônica). Considerando-se a atividade de água inferior a 0,6, a paçoca de torta de amêndoa de castanha-de-caju pode ser considerada microbiologicamente estável à temperatura ambiente, sendo uma boa alternativa para a utilização do subproduto da extração do óleo de amêndoas quebradas.
2015
LIMA,Janice Ribeiro GARRUTI,Deborah dos Santos ARAÚJO,Ídila Maria da Silva GARCIA,Lana Glerieide Silva
Recent advances in food allergy
Summary Food allergy is a public health issue that has significantly increased worldwide in the past decade, affecting consumers’ quality of life and making increasing demands on health service resources. Despite recent advances in many areas of diagnosis and treatment, our general knowledge of the basic mechanisms of the disease remain limited i.e., not at pace with the exponential number of new cases and the explosion of new technologies. Many important key questions remain: What defines a major allergen? Why do some individuals develop food allergies and others do not? Which are the environmental factors? Could the environmental factors be monitored through epigenetics or modified by changes in the microbiome? Can tolerance to food be induced? Why are some foods more likely to trigger allergies than others? Does the route and timing of exposure have any role on sensitization? These and many other related questions remain unanswered. In this short review some of these topics are addressed in the light of recent advances in the area.
2016
Alcocer,Marcos Julio Caruso Ares,Silvia de la Cruz López-Calleja,Inés
Conservation of minimally processed apples using edible coatings made of turnip extract and xanthan gum
Summary The objective of this study was to evaluate the potential of turnip extract and xanthan gum in the conservation of minimally processed apples. The apples were washed, sanitized with sodium hypochlorite (200 ppm) for 15 minutes, peeled, and cut into eight pieces prior to being subjected to one of the following treatments in aqueous solution: A – water (control); B – turnip extract; C – turnip extract and CaCl2; D – xanthan gum, CaCl2 and glycerol; E – turnip extract, xanthan gum, CaCl2, and glycerol. Subsequently, the freshly cut apples were dried under ventilation on nylon screens to ensure drying of the coatings, and then packed in polystyrene trays, covered with polyvinylchloride films and stored at 4 ± 1 ° C for 13 days. The following parameters were evaluated: mass loss, firmness, colouration, pH value, soluble solids, and peroxidase/polyphenoloxidase activities. The edible coatings were found to be ineffective with respect to controlling mass loss, but the minimally processed apples coated with turnip extract maintained their initial levels of colouration, firmness and pH value. A considerable increase in peroxidase activity was registered for apples treated with turnip extract, suggesting that this effect may also be responsible for the reduction in browning. No advantage could be observed for the simultaneous presence of turnip extract and xanthan gum or calcium chloride. The turnip extract may represent an interesting alternative for applications to minimally processed apples, especially as it is a natural product, easily obtained, cost effective and contributes to the nutritional quality (e.g. as a source of calcium ions).
2016
Borges,Caroline Dellinghausen Mendonça,Carla Rosane Barboza Nogueira,Daiane Hartwig,Ederson Schwenske Rutz,Josiane Kuhn
Enzyme optimization to reduce the viscosity of pitanga (Eugenia uniflora L.) juice
Summary The aim of this work was to separately evaluate the effects of pectinase and cellulase on the viscosity of pitanga juice, and determine the optimum conditions for their use employing response surface methodology. The independent variables were pectinase concentration (0-2.0 mg.g–1) and cellulase concentration (0-1.0 mg.g–1), activity time (10-110 min) and incubation temperature (23.2-56.8 °C). The use of pectinase and cellulase reduced the viscosity by about 15% and 25%, respectively. The results showed that enzyme concentration was the most important factor followed by activity time, and for the application of cellulase the incubation temperature had a significant effect too. The regression models showed correlation coefficients (R2) near to 0.90. The pectinase application conditions that led to the lowest viscosity were: concentration of 1.7 mg.g–1, incubation temperature of 37.6 °C and incubation time of 80 minutes, while for cellulase the values were: concentration of 1.0 mg.g-1, temperature range of 25 °C to 35 °C and incubation time of 110 minutes.
2016
Ongaratto,Ricardo Schmitz Viotto,Luiz Antonio
Determinação e verificação de como a gordura trans é notificada nos rótulos de alimentos, em especial naqueles expressos “0% gordura trans”
Resumo Neste trabalho, foram analisadas 251 amostras de alimentos quanto aos teores de gordura total, ácidos graxos TRANS, saturados, monoinsaturados e poli-insaturados de produtos amplamente consumidos pela população, principalmente aqueles com alegação “zero TRANS”. De acordo com a Resolução RDC 360/2003 da ANVISA, é obrigatória a declaração dos níveis de ácidos graxos TRANS na rotulagem dos alimentos embalados quando os teores forem superiores a 0,2 g na porção do alimento. Produtos com valores inferiores a 0,2 g podem ser notificados na rotulagem como “zero TRANS”. O objetivo deste estudo foi avaliar a quantidade de gorduras saturadas e TRANS em diversos grupos de alimentos industrializados, e a adequação, frente à legislação brasileira, da declaração dessas gorduras nos respectivos rótulos. Para as análises, foram utilizados os métodos oficiais de análise de gorduras AOAC 996.01 (modificado) e de ésteres metílicos de ácidos graxos AOAC 996.06. Conforme os resultados obtidos, alguns produtos apresentaram, em 100 g, teores de ácidos graxos TRANS superiores aos recomendados para ingestão total diária em diversos países (2 g/dia). Vários produtos estão conforme a legislação (0,2 g de gordura TRANS por porção), o que não implica necessariamente em zero absoluto, dando a falsa ideia ao consumidor de não estar ingerindo gordura TRANS, independentemente da quantidade consumida. Em apenas 12 amostras, não se detectou gordura TRANS em 100 g de produto analisado. Ressalte-se, ainda, que, muitas vezes, a quantidade consumida é maior do que a porção sugerida, acarretando uma ingestão significativa de ácidos graxos TRANS. Os resultados obtidos nesta avaliação oferecem subsídios para modificações na legislação em vigor, exigindo a declaração de ácidos graxos TRANS na rotulagem.
2016
Pinto,Ana Luisa Daibert Miranda,Tânia Lucia Santos Ferraz,Vany Perpétua Athayde,Daniel Dornellas Salum,Adriane
Nota taxonômica em Aechmea Ruiz & Pav. (Bromeliaceae, Bromelioideae) e primeiro registro de Aechmea triangularis L.B.Sm. no estado do Paraná, Brasil
Durante o estudo taxonômico do gênero Aechmea Ruiz & Pav. no estado do Paraná, Brasil, Aechmea guaratubensis E. Pereira não foi encontrada em campo ou herbários, com exceção do holotypus. Este nome é proposto aqui como nova sinonímia de Aechmea recurvata (Klotzsch) L.B.Sm. Por outro lado, Aechmea triangularis L.B.Sm., conhecida até então como endêmica do estado do Espírito Santo, é registrada pela primeira vez no estado do Paraná.
2014
Miyamoto,Shyguek Nagazak Alves Tardivo,Rosângela Capuano
Ampliação da distribuição geográfica de três espécies de Utricularia (Lentibulariaceae) para o bioma Mata Atlântica
O presente estudo ressalta a ocorrência de Utricularia costata P.Taylor, U. lloydii Merl. ex F. Lloyd e U. resupinata B.D.Greene ex Bigelow na Região Nordeste do Brasil, ampliando a sua distribuição para o bioma da Mata Atlântica.
2014
Carregosa,Tamires Costa,Suzana Maria