Repositório RCAAP
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E PENETRABILIDADE CERVICAL VISANDO A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM OVINOS
A forma de abertura, o comprimento, o diâmetro e o número de dobras de 272 cérvices, provenientes de ovelhas abatidas, foram examinados, sendo 134 da raça Ideal e 138 da Corriedale. Adicionalmente, a forma de abertura de 136 ovelhas Corriedale, em serviço de inseminação artificial, foi examinada. A forma de flap foi a mais freqüente em ambas as raças, com uma média de 52,2%, confirmado também nos animais inseminados. O comprimento cervical médio foi de 5,9cm para a raça Ideal e 5,7cm para a raça Corriedale (p<0,05). O diâmetro médio do cérvix foi de 0,8cm, em ambas as raças. O número de dobras cervicais foi maior para a raça Ideal (4,9) em relação à Corriedale (4,6; p<0,01).Com a finalidade de verificar a penetrabilidade de um cateter de inseminação no cérvix, 136 ovelhas Corriedale, em cio natural, foram submetidas à tentativas de penetração cervical, com (60) e sem (76) tração do tecido adjacente ao orifício cervical. O grau de profundidade alcançado pelo cateter foi classificado numa escala crescente de 0 a 3. Os graus 1 e 3 de penetração foram, respectivamente, o mais e o menos frequente (p<0,0001). Uma maior profundidade de penetração foi alcançada com o uso da tração cervical.
1994
Souza,Maria Inês Lenz Luz,Sérgio Luís Nadal da Gonçalves,Paulo Bayard Dias Neves,Jairo Pereira
INSEMINAÇÃO TRANSCERVICAL COM SÊMEN CONGELADO EM OVINOS
O presente experimento teve por finalidade verificar o efeito na prenhez de diferentes técnicas de inseminação cervical com sêmen congelado, em 234 ovelhas Corriedale, em cio natural. Utilizou-se sêmen congelado em peletes de três carneiros Suffolk e um Corriedale. Cento e trinta e seis ovelhas foram inseminadas por via cervical, com (60) e sem (76) tração cervical. Como grupo controle, noventa e oito ovelhas foram submetidas à inseminação laparoscópica. Para a análise do índice de prenhez, verificado através da ecografia, os graus de penetração foram classificados em cervical superficial e profundo. Considerando-se todas as ovelhas submetidas à inseminação cervical, obteve-se resultados de prenhez de 44,19% e 32,26%, respectivamente para maior e menor profundidade de deposição. A inseminação cervical sem tração resultou em 28,95% de prenhez, o que é estatisticamente inferior aos resultados observados por laparoscopia (57,14%; p < 0,001) e similares aos obtidos com tração cervical (45,00%). No entanto, a percentagem de prenhez foi semelhante entre a inseminação por tração cervical e laparoscópica. Os resultados são indicativos de que a inseminação com tração cervical proporciona resultados de prenhez análogos aos obtidos com a laparoscopia.
1994
Souza,Maria Inês Lenz Luz,Sérgio Luis Nadal da Gonçalves,Paulo Bayard Dias Neves,Jairo Pereira
PUERPÉRIO DA VACA PELA ULTRA-SONOGRAFIA
Para caracterização Geográfica da involução uterina e reinício da atividade ovariana, o puerpério de 15 vacas da raça charolesa foi acompanhado pela ultra-sonografia a partir do 8° dia, com intervalo de 3 dias, até o 40° dia pós-parto. Utilizou-se um aparelho de ultra-som Pie Medical Inc., mod. 450 com transdutor de 5MHz, arranjo linear e uma impressora. A involução completa do útero foi detectada aos 28,12±1,55 dias nas vacas com parto eutócico e aos 32,57±1,13 dias nas vacas com parto distócico, e o conteúdo uterino não foi mais visualizado aos 18,87±1,12 dias e 25,28±1,38 dias, respectivamente, após o parto. O curso do puerpério foi testado por regressão linear e quadrática, quando observou-se uma diferença altamente significativa entre partos eutócico e distócico, na involução dos cornos uterinos (p < 0,0001) e do cérvix (p < 0,01). No 10° dia foram detectados folículos grandes nos ovários e no 13° dia pós-parto, já ocorreu ovulação, porém, sem manifestação estral. O monitoramento da involução uterina e do conteúdo uterino durante o puerpério, assim como do reinício da atividade ovariana é viável através da ultra-sonografia.
1994
Santos,Ivo Walter dos Neves,Jairo Pereira
DESEMPENHO EM CONFINAMENTO E COMPONENTES DO PESO VIVO DE DIFERENTES GENÓTIPOS DE OVINOS ABATIDOS AOS DOZE MESES DE IDADE
Foram avaliados o desempenho e componentes do peso vivo e da carcaça de ovinos machos castrados, em confinamento por um período de 80 dias, antes do abate aos 12 meses de idade, alimentados com uma dieta composta por silagem de milho (60,50% da MS) + concentrado (39,50% da MS), contendo 17,13% de PB. Foram comparados os seguintes genótipos: Hampshire Down (H D), Téxel (T), Corriedale (C), cruza Suffolk x Corriedale (SC) e cruza lle de France x Corriedale (IC). O H D apresentou consumo de MS (g/an/dia) similar ao SC e superior ao IC, C e T (P < 0,0013), que foram similares entre si (P ≥ 0,05). Quando o consumo de MS foi expresso em kg/100 kg de PV, o T foi similar ao HD e C e inferior (P < 0,0093) ao SC e IC, que foram similares (P ≥ 0,05) entre si. Quando este foi expresso em g/UTM/dia não houve diferença (P ≥ 0,05) entre os genótipos. Os ganhos de peso médio diário apresentados pelo SC e HD foram similares (P ≥ 0,05) ao IC e superiores (P < 0,0022) ao T e C que foram similares (P ≥ 0,05) entre si. Com relação a conversão de MS em ganho de peso, não houve diferença estatística (P ≥ 0,05) entre os genótipos. O rendimento de carcaça quente foi maior (P < 0,0001) no H D enquanto nos demais genótipos foram similares (P ≥ 0,05) entre si. Os genótipos C e CS apresentaram maior (P < 0,0174) percentual de cabeça enquanto o menor percentual foi apresentado pelo H D, sendo que nos demais foi similar (P ≥ 0,05). Por outro lado, o maior (P < 0,0004) percentual de patas foi apresentado pelo IC e o menor pelo HD, enquanto nos demais genótipos foi similar (P ≥ 0,05). Já o percentual de pele foi superior (P < 0,0004) no C, inferior no H D e similar (P ≥ 0,05) nos demais genótipos. No percentual de trato digestivo + vísceras + perda de sangue não houve diferença estatística (P ≥ 0,05) entre os genótipos.
1994
Pilar,Rui de Castro Pires,Cleber Cassol Restle,João Silveira,Stela da Silva e Gonçalves,Jorge Machado Fernandes,Fernando
ESTUDO DA QUALIDADE DAS CARCAÇAS E DA CARNE DE VACAS DE DESCARTE DE DOIS GRUPOS GENÉTICOS
Foram analisados os dados da qualidade de carcaça e da carne de 49 vacas de descarte, 25 da raça Charolês (C) e 24 Nelore (N) pertencentes ao rebanho experimental do Departamento de Zootecnia, UFSM. Após o abate e resfriamento por 24 horas à uma temperatura de 2°C, foram realizadas avaliações subjetivas e objetivas das carcaças. De cada meia carcaça direita foi retirada uma secção entre a 10ª e 12ª costela que, uma vez congelada foi transportada ao Laboratório de Carnes do Departamento de Zootecnia, para posterior avaliação organoléptica. De cada secção, foram retirados dois bifes que foram assados até a temperatura interna de 70°C, sendo um deles utilizado para o painel de avaliação sensorial e o outro para a determinação da maciez através do aparelho Warner-Bratzler shear (WB shear). As vacas C apresentaram carcaças de melhor conformação e menor deposição de gordura. A maciez da carne, tanto pelo painel quanto pelo WB shear, favoreceu as vacas C, ao passo que as vacas N foram julgadas como apresentando carne de melhor palatabilidade. Não houve diferença significativa quanto à maturidade fisiológica, textura e cor da carne entre as duas raças.
1994
Perobelli,Zeno Veríssimo Müller,Lauro Restle,João
ESTUDO DOS EFEITOS DA DESOSSA A QUENTE E MATURAÇÃO NA QUALIDADE DA CARNE DE BOVINOS
Foram avaliados os efeitos da associação da desossa a quente e maturação sobre a qualidade da carne bovina. Foram utilizados 36 novilhos Polled Hereford, abatidos com 24 meses de idade e peso médio ao abate de 436kg. A desossa a quente constou da retirada do músculo Longissimus dorsi logo após a entrada das carcaças no resfriamento. A maturação foi realizada mantendo-se a carne, embalada a vácuo, à temperatura de 2°C por 14 dias. O tipo de desossa não influenciou as curvas de queda da temperatura (P > 0,05) e pH (P > 0,05), coloração após o resfriamento e quebras ao descongelamento e cocção (P > 0,05). A desossa a quente provocou maior exsudação na embalagem a vácuo (P < 0,05). O tipo de desossa não afetou a suculência, palatabilidade, maciez e força de cisalhamento (P > 0,05), porém houve maior encurtamento do sarcômero (P < 0,05) com a desossa a quente (1,66µ) do que com a normal (1,85µ). A maturação promoveu um escurecimento da carne (P < 0,05), assim como tendeu a aumentar o grau de exsudação. Pode-se concluir que a desossa a quente, apesar de não prejudicar a maciez da carne, aumentou a exsudação e promoveu um encurtamento do sarcômero. A maturação não melhorou a qualidade da carne desossada em pré-rigor.
1994
Feijó,Gelson Luís Dias Müller,Lauro
ALLOMETRIC GROWTH OF PRIMAL CUTS AND TISSUES IN THE PIG
Data from 82 purebred and crossbred Large White and Duroc barrows and gilts were used to describe the growth of carcass primal cuts, of tissues, and of several organs. Pigs were allowed ad libitum to a conventional diet, which contained com and soybean meal. Pigs were weighted weekly and were slaughtered when attained a liveweight over 90kg. An allometric pattern of growth was assumed. Within the observed range of liveweight, the carcass grew slower than the whole animal. An increase of carcass weight corresponds to a similar increase of lean, but also corresponds to a larger increase of fat tissues. A suggestion to slaughter pigs near to 90kg of liveweight is presented, in order to obtain leaner carcasses.
1994
Siewerdt,Frank Farias,José Viriato da Silva Osório,José Carlos da Silveira Jacondino,Ilo Francisco Ribeiro
GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE SABIÁ (MIMOSA CAESALPINIAEFOLIA BENTH.) E ALGAROBA (PROSOPIS JULIFLORA (SW) DC)
Estudou-se o efeito da temperatura e do substrato sobre a germinação de sementes de sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia Benth.) e algaroba (Prosopis juliflora (SW) DC) em condições de laboratório. Foram testadas as temperaturas de 25°C e 30°C constantes e 20-30°C alternadas em substratos de papel toalha, papel mata-borrão e areia. O melhor resultado de germinação para as sementes de sabiá foi obtido com a temperatura de 20-30°C em substrato de papel mata-borrão e a mesma temperatura em substrato de areia, para sementes de algaroba.
1994
Torres,Salvador Barros Firmino,João Lopes Mello,Vera Delfina Colvara
GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE GLIRICIDIA (GLIRICIDIA SEPIUM (Jacq.) Steud)
Estudou-se o efeito da temperatura e do substrato sobre a germinação de sementes de gliricídia (Gliricidia sepium (Jacq.) Steud) em condições de laboratório. Testou-se as temperaturas de 25, 30 e 20-30°C em substratos de papel toalha, areia e vermiculita. Os melhores resultados de germinação foram verificados para as temperaturas de 20-30°C e 25°C, em substratos de areia e vermiculita, respectivamente.
1994
Torres,Salvador Barros Mello,Vera Delfina Colvara
EFEITO DO ÁCIDO INDOLBUTÍRICO NO ENRAIZAMENTO IN VITRO DE KIWI, CV. HAYWARD
O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito de diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB) no enraizamento in vitro de kiwi (Actinidia deliciosa), cv. Hayward. O material vegetal utilizado foi proveniente da coleção do Laboratório, de onde retiraram-se explantes, da parte aérea, sem ápice caulinar e com um par de folhas. O AIB foi utilizado através da imersão da base das estacas em solução aquosa, nas concentrações de 0, 10, 20 e 40mg/l. Os explantes permaneceram nesta solução nos seguintes tempos: imersão rápida (5 segundos), 1, 2 e 4 horas. Após os tratamentos, as estacas foram colocadas em meio de cultura MS 50%, acrescido de sacarose, mio-inositol e ágar. Verificou-se que o AIB não teve efeito positivo sobre o número de raízes primárias e comprimento da raiz principal. Verificou-se que, nas concentrações mais elevadas (20 e 40mg/l) de AIB e durante a imersão por 4 horas, houve excessiva formação de calos, ocasionando deformação das estacas. Nas condições em que o presente trabalho foi realizado, concluiu-se que não há necessidade de utilização do AIB para o enraizamento in vitro de kiwi, cv. Hayward.
1994
Figueiredo,Sérgio Lucemar Bonorino Zecca,Adriana Graciela Desiré Nachtighal,Jair Costa Fortes,Gerson Renan de Luces
AFLATOXINAS - ASPECTOS CLÍNICOS E TOXICOLÓGICOS EM SUÍNOS
Aflatoxinas são metabólitos fúngicos produzidos por linhagens de Aspergillus flavus var. parasiticus encontrados ubiquitariamente nos substratos alimentares que compõe a dieta dos suínos. A aflatoxicose dos suínos é uma doença dependente da dose ingerida e do tempo de exposição, caracterizando-se principalmente pela atividade hepatotóxica desta micotoxina. Na suinocultura os maiores problemas são provocados por doses subclínicas onde esta intoxicação se manifesta na forma de prejuízos sobre o desempenho traduzidos principalmente por uma baixa conversão alimentar e por imunodepressão.
1994
Mallmann,Carlos Augusto Santurio,Janio Morais Wentz,Ilmo
Transmissividade a radiação solar do polietileno de baixa densidade utilizado em estufas
Determinou-se a transmissividade à radiação solar do polietileno de baixa densidade utilizado em estufas. O experimento foi conduzido em uma estufa tipo Capela com dimensões de 10m x 25m, coberta com polietileno transparente de baixa densidade, com espessura de 100µm e aditivado com anti-UV, instalada no Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Maria, RS - Brasil. A radiação solar global diária incidente no interior e exterior da estufa foi medida no período de julho de 1991 a janeiro de 1992 e também a fração difusa da radiação solar em dias com diferentes condições atmosféricas e de condensação no filme plástico durante o período de maio a julho de 1993. A transmissividade média da radiação solar global foi de 56,2% nas primeiras horas do dia e de 81,3% nas horas próximas ao meio-dia. A fração difusa da radiação solar global foi mais elevada no interior da estufa do que no exterior, evidenciando o efeito dispersante do plástico e da condensação do vapor d'água na superfície interna do filme.
1995
Buriol,Galileo Adeli Streck,Nereu Augusto Petry,Cláudia Schneider,Flavio Miguel
Effect of soil solarization on tomato inside plastic greenhouse
The effect of soil covering with transparent polyethylene sheets, known as soil solarization, on tomate crop insule a 10m x 25m plastic greenhouse was evaluated in the Subtropical Central Region of the Rio Grande do Sul State, Brazil. A 80-day solarization pre-planting treatment from December 17, 1992 to March 7, 1993 significantly enhanced marketable fruit weight of "Monte Carlo" tornato variety (91% increase). A large increase was observed in plant growth response resulted by solarization, even in the absence of known pathogens. Differences in chemical soil properties were not detected.
1995
Streck,Nereu Augusto Schneider,Flavio Miguel Buriol,Galileo Adeli
Germinação e vigor de sementes de goiaba (Psidium guajava L.) submetidas a métodos para superação da dormência
Este trabalho teve como objetivo testar a germinação e o índice de velocidade de germinação em sementes de goiaba (Psidium guajava L.). As sementes foram obtidas de frutos maduros provenientes de um pomar comercial, localizado no município de Pelotas/RS. O experimento foi conduzido no Laboratório Didático de Análise de Sementes, pertencente ao Departamento de Fitotecnia da FAEM/UFPel. Os tratamentos aplicados às sementes foram: a) estratificação durante 0, 10, 20, 30 dias em geladeira, com temperatura em tomo de 5°C; b) escarificação com ácido sulfúrico concentrado, com imersão por -15 minutos e com areia média de lavada, atritando-se as sementes igualmente por 15 minutos. O experimento foi conduzido com delineamento experimental completamente casualizado, com 4 repetições de 50 sementes. Após os tratamentos as sementes foram colocadas em substratos papel e areia e postas a germinar em dois ambientes distintos: germinador a temperatura constante de 25 °C e sob temperatura ambiente. A germinação ocorreu entre 8 e 11 dias no germinador. O substrato só teve efeito significativo para a variável germinação, sendo que em areia houveram maiores médias de germinação. O melhor tratamento de escarificação, para ambas variáveis, foi com areia. O tratamento de estratificação teve efeito negativo sobre a germinação e positivo sobre o índice de velocidade de germinação de sementes de goiaba.
1995
Tavares,Marisa Sandra Wienke Lucca Filho,Orlando Antonio Kersten,Elio
Contribuição das folhas cotiledonares para o crescimento inicial de plantas de abóbora híbrida cv. Tetsukabuto
O presente trabalho foi conduzido com o objetivo de estudar a contribuição das folhas cotiledonares para o crescimento inicial de plantas de abóbora cv. Tetsukabuto. O experimento toi instalado em casa de vegetação, no ano de 1993, em Lages, SC. Foram utilizados nove tratamentos arranjados segundo o delineamento experimental completamente casualizado, com quatro repetições. Os tratamentos empregados consistiram na remoção de um ou dois cotilédones aos 3, 6, 9 e 12 dias após a emergência (DAE) e a testemunha. A unidade experimental foi o vaso (10 l), contendo 7kg de solo e duas plantas. O crescimento da testemunha foi quantificado em intervalos de três dias a partir da emergência até 21 DAE, momento este em que foram também avaliados os tratamentos de intensidade e época de remoção dos cotilédones. Os parâmetros avaliados foram: matéria seca (MS) da parte aérea, dos cotilédones e do sistema radical, e área foliar e cotiledonar. A remoção de um cotilédone aos 3 DAE afetou todos os parâmetros de crescimento avaliados. A remoção de dois cotilédones até 6 DAE afetou o acúmulo de MS da parte aérea e o incremento de área foliar e até 12 DAE afetou o crescimento do sistema radical. O sistema radical foi o órgão da planta mais dependente dos cotilédones para o seu crescimento. A permanência de um cotilédone a partir de 6 DAE, foi suficiente para sustentar o crescimento inicial das plantas.
1995
Amarante,Cassandro Vidal Talamini do Bisognin,Dilson Antônio Canci,Paulo César
Influência da benzilaminopurina (BAP) NA multiplicação in vitro de kiwi (Actinidia deliciosa)
Este experimento foi conduzido no Laboratório de Cultura de Tecidos da EMBRAPA/CPACT, Pelotas, RS, com o objetivo de estudar a influência de diferentes concentrações de 6-benzilaminopurina (BAP) na multiplicação in vitro de kiwi (Actinidia deliciosa), cv. Tomun. Utilizou-se o meio de cultura MS, acrescido de sacarose, mio-inositol, ágar e das seguintes concentrações de BAP: 0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0 e 2,5 mg/l. Os explantes foram constituídos de microestacas provenientes da coleção in vitro do Laboratório, com aproximadamente 10mm de comprimento. Verificou-se que, para o número e comprimento de brotações, número de gemas e folhas a concentração em torno de 1,5mg/l de BAP proporcionou os memores resultados. Nas condições em que o trabalho foi realizado, pode-se concluir que o BAP foi eficiente na multiplicação in vitro de kiwi, cv. Tomuri.
1995
Nachtigal,Jair Costa Zecca,Adriana Graciela Desiré Figueiredo,Sérgio Lucemar Bonorino Fortes,Gerson Renan de Luces
Interferência de plantas daninhas na cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill)
A soja constitui-se numa das principais culturas exploradas no País. Dentre os diversos problemas enfrentados na exploração da cultura, destaca-se a interferência de plantas daninhas. Neste trabalho, foram utilizados dados extraídos de vários experimentos desenvolvidos na Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul durante diversos anos, todos enfocando aspectos relacionados às plantas daninhas e seu controle. Procurou-se esclarecer alguns fatos relacionados com a convivência da soja x plantas daninhas e ficou claro que estas espécies vegetais exercem influência negativa no desenvolvimento da cultura, principalmente no rendimento de grãos. As espécies gramíneas são capazes de causar maiores danos do que as plantas daninhas dicotiledôneas. Dentre os métodos de controle empregados visando elevar o rendimento de grãos da soja, não há diferenças entre o uso de capinas, herbicidas aplicados no solo ou na folhagem. Desde que bem empregados, todos estes métodos são eficientes no controle de plantas invasoras.
1995
Fleck,Nilson Gilberto Candemil,Carlos Roberto Gerst
Avaliação da competição intergenotipica em misturas de cultivares de soja
Para avaliar os efeitos da competição intergenotípica em misturas de cultivares de soja - Glycine max (L.) Merrill - foi conduzido um experimento em Capão do Leão, RS, no ano agrícola de 1989/90. Os tratamentos foram os estandes puros de IAS 5, Ivorá, Bragg, BR 8 - Pelotas e Ivaí e as combinações de Bragg com os demais cultivares, nas proporções de 20, 35, 50, 65 e 80%. O delineamento experimental foi o látice parcialmente balanceado 5x5, com quatro repetições. A competição intergenotípica foi quantificada pela variação percentual = 100 (PM - PEP)/ PEP, onde PM é a média do caráter em mistura e PEP é a média do caráter em estande puro. As misturas produziram, em média, 3,8% mais que a média dos componentes em estande puro. Duas misturas, IAS 5 + Bragg e BR 8-Pelotas + Bragg, proporcionaram acréscimos no rendimento em todas as proporções de misturas. Concluiu-se que a competição intergenotípica pode ser utilizada no melhoramento da soja, visando a obtenção de misturas com rendimento e desempenho superior. Respostas diferenciadas à competição intergenotípica foram observadas em diferentes misturas e proporções e, proporção e características contrastantes entre os cultivares como capacidade de ramificação, altura de planta, ciclo de maturação e período de florescimento devem ser consideradas para a formação de misturas superiores.
1995
Bisognin,Dilson Antonio Vernetti,Francisco de Jesus
Tratamento de sementes de soja com micronutrientes
Foram conduzidos dois experimentos na Estação Experimental de Júlio de Castilhos, RS, nos anos agrícolas 1990/91 e 1991/92, a fim de verificar a resposta da soja à aplicação de zinco, boro, molibdênio e cobalto nas sementes, em duas doses de calcário no solo Passo Fundo (LE). Utilizou-se o delineamento blocos ao acaso, em parcelas subdivididas com três repetições, estabelecendo-se nas parcelas duas doses de calcário (sem e com 17,7t/ha) e nas subparcelas formulações de zinco, boro, molibdênio e cobalto (0,875; 0,062; 0,150 e 0,012g/kg de sementes) aplicadas nas sementes junto com o inoculante. Os tratamentos constaram de testemunha, molibdênio e zinco isolados, combinados entre si e associados a boro e cobalto, nas formulações em forma de pó (Biocrop Soja) e fluída (fonte experimental MIQL 44-90A). Os resultados obtidos evidenciam que, na condição sem calcário, os tratamentos de sementes com molibdênio aumentam o rendimento de grãos. Na condição com calcário, não há resposta a aplicação dos micronutrientes.
1995
Rubin,Sérgio de Assis Librelotto Santos,Osmar Souza dos Ribeiro,Nerinéia Dalfollo Raupp,Ricardo Oscar
Sistemas de adubação de girassol e milho em consórcio de substituição
O consórcio,de substituição, em que a segunda cultura é implantada após a primeira ter atingido a antese, é um sistema que apresenta grande potencial de utilização na pequena propriedade. No entanto, para que tenha maior eficiência, há a necessidade de se determinar práticas de manejo mais adequadas para este sistema, dentre as quais estão a época e a forma de aplicação de adubo nas culturas participantes. O presente trabalho foi conduzido em Eldorado do Sul - RS, ano agrícola 1993/94, com o objetivo de comparar o efeito de três sistemas de adubação de girassol e milho em consórcio de substituição. Duas cultivares de milho, uma de ciclo precoce e outra de ciclo normal foram implantadas em consórcio de substituição a girassol. Os sistemas de adubação consistiram de adubação dupla na linha no girassol, adubação dupla a lanço no girassol e adubação individual para girassol e milho. Como testemunhas, foram testados dois monocultivos de milho com adubação individual na linha. Na cultura do girassol, o rendimento de grãos e os componentes do rendimento não foram afetados pelos diferentes sistemas de adubação testados. Apenas o peso seco de planta de girassol foi 12,5% superior no sistema de adubação dupla a lanço em relação ao de adubação individual em linha. Com a adubação dupla em linha na cultura do girassol os rendimentos de grãos das duas cultivares de milho foram similares aos dos sistemas com adubação individual por cultura. Já, com a adubação dupla a lanço na cultura do girassol houve uma resposta diferenciada entre cultivares. Enquanto para a cultivar precoce de milho o rendimento de grãos foi inferior, para a cultivar de ciclo normal ele foi similar ao do sistema com adubação individual por cultura.
1995
Rocha,Andréa Brondani da Silva,Paulo Regis Ferreira da Trezzi,Michelangelo Muzell