Repositório RCAAP
Ensino de 2º grau profissionalizante no estado de São Paulo.
A proposta de profissionalização do Ensino de 2º Grau, contida na Lei 5.692/71, vem provocando resistência e críticas de natureza diversa. Têm-se salientado sua inviabilidade, dada a própria concepção de profissionalização atribuída ao Ensino de 2º Grau e aos objetivos antagônicos fixados para esse grau, ou seja, a terminalidade e a continuidade.Embora os princípios de terminalidade e de profissionalização sejam válidos para uma parcela significativa da população que se habilita em 2º Grau, não se pode esquecer que a formação nesse nível continuará sendo a via de acesso natural ao Ensino de 3º Grau.Em 1976, a rede estadual procedeu ao início da implantação efetiva do Ensino de 2º Grau Profissionalizante, propondo, em decorrência de legislação vigente e da filosofia que lhes serviu de base, três modelos pedagógicos: modelo que oferece habilitação plena, formando o técnico de nível médio: modelo que oferece habilitação parcial, formando o auxiliar técnico; modelo que oferece habilitações básicas, preparando para grupos ocupacionais, sem orientar para uma profissão definida. Partindo-se dos princípios que nortearam a reorganização do Ensino de 2º, pode-se afirmar que a nova política de profissionalização procurou corrigir distorções ou anomalias que vinham ocorrendo no sistema. Com base nos dados de matrícula de 1976 e 1977, previu-se para 1978 distribuição percentual de matrícula na 2ª série do 2º Grau, por setores econômicos, mais coerentes com a realidade paulista, no que se refere a distribuição relativa da força de trabalho por Setor da Economia, com concentração maior no setor secundário do que no terciário.
2013
Leite, Marina Ribeiro Savi, Rita de Cássia Barros
A propósito do ensino profissional livre no estado de São Paulo.
O artigo visa a estimular o debate acerca do ensino profissional livre. Para tanto, após apresentar a problemática desse ensino no Estado de São Paulo, o autor adianta algumas colocações preliminares a respeito dos aspectos administrativo-legal, socioeconômico e didático-pedagógico relativos ao tema.
2013
Paro, Vitor Henrique
A contribuição da educação técnica à mobilidade social.
O presente trabalho baseia-se em dados de pesquisa sobre as conseqüências da educaçäo técnica do ponto de vista da justiça e da eqüidade social: a educaçäo técnica favorece ou não a mobilidade social dos estratos mais baixos da população? Atua como fator de mobilidade social ou de reprodução social? Em que medida influencia o desenvolvimento e o progresso social ou a manutenção das desigualdades sociais? Os dados referem-se a rendimento escolar, posições ocupacionais e níveis salariais de egressos das escolas técnicas em alguns países da América Latina: Colômbia, Paraguai, México e Argentina. Ressalvadas as especificidades de cada país, os resultados indicam que a modalidade técnica industrial parece atenuar o fator socioeconômico de origem, capacitando os alunos a um melhor desempenho escolar que os egressos das modalidades acadêmicas. A análise da trajetória ocupacional indica uma modalidade ascendente mas restrita às faixas ocupacionais adjacentes. Quanto aos salários, inicialmente os egressos dos cursos técnicos têm salários mais altos. A variável tempo, entretanto, introduz uma alteração favorável aos egressos do ensino acadêmico convencional. Em resumo, a mobilidade social que possa ser atribuída à educação técnica é limitada pelas condições mais amplas de sociedade em que se insere. De um lado mantêm-se as relações de produção com papéis pré-determinados para as diferentes classes sociais. Por outro lado, ameniza-se a situação de desigualdade social, propiciando oportunidades de mobilidade dentro das faixas adjacentes.
2013
Franco, Maria Aparecida Ciavatta Castro, Cláudio de Moura
Experiência na formação do professor.
Estudo exploratório sobre experiência de ensino realizada em duas turmas da disciplina Didática I, sendo vinte e quatro (24) do grupo A e vinte e cinco (25) do grupo B. Utilizaram-se a simulação e o ensino reflexivo como alternativas instrucionais na formação do professor. O objetivo principal da investigação foi verificar se: há relação entre (a) curso de origem do aluno e seus resultados e (b) conceitos finais obtidos na disciplina e auto-avaliação de alunos de um mesmo grupo e de grupos diferentes. Para coletar os dados foram utilizados: teste de conhecimento e habilidades na área de ensino e aprendizagem (TEKAE), duas provas planejadas e uma escala de auto-avaliação. Na análise estatística utilizou-se o teste T, teste de KrusKal-Wallis, teste U de Mann Whitney e a correlação de Spearman. Entre os resultados obtidos destacou-se que: (1) há diferença significativa quanto a desempenho acadêmico entre alunos de um mesmo grupo provenientes de diferentes cursos; (2) os resultados dos alunos no teste TE-KAE estão positivamente relacionados aos da escala de auto-avaliação e (3) há diferença significativa entre os escores de auto-avaliação dos alunos, de acordo com os conceitos finais que obtiveram.
2013
Moraes, Vera Regina Pires
Alfabetização: um problema interdisciplinar.
Três são os aspectos que este trabalho se propõe a analisar, resumidos em três perguntas fundamentais: - É possível e desejável o trabalho científico conjunto da psicologia e da educação? - Deve-se iniciar a alfabetização tomando como critério uma determinada idade cronológica? - Qual o fator mais importante para o processo de alfabetização: inteligência ou maturidade? As respostas às duas primeiras perguntas visam a levantar problemas graves, aos quais psicólogos e pedagogos não tem dado a devida atenção. A resposta à terceira pergunta, ao mesmo tempo em que responde às duas iniciais, tenta esclarecer, através de uma pesquisa, aspectos do desenvolvimento psico-neurológico necessário para a alfabetização.
2013
Poppovic, Ana Maria
Ensino de 1º grau: direção ou espontaneísmo?.
Por que nos preocupamos com a questão do autoritarismo nas relações professor-aluno? Provavelmente porque supomos que, para colocar a nossa prática escolar a serviço de uma ordem social mais justa, devemos começar por dar uma forma mais democrática ao nosso quefazer cotidiano. Considero esta preocupação justa e saudável. Vou entretanto levantar alguns pontos para a discussão, que parecerão exatamente contrários a essa preocupação dominante. Meu ponto de referencia é a escola de 1º grau. Reconheço que nela existem especificidades que talvez invalidem a generalização de minhas afirmações para os graus mais avançados de ensino. Prefiro contudo deixar as diferenças para o debate posterior.
2013
Mello, Guiomar Namo de
Cursos para adultos de escolaridade tardia: um caso agudo de barateamento do saber.
O problema de transmissão do conhecimento pela escola a adultos que freqüentam os cursos do MOBRAL tem sido objeto de minhas reflexões, enquanto professora de um desses cursos. A leitura do texto de Guiomar Namo de Mello, Ensino de 1º grau: direção ou espontaneísmo?, veio ao encontro dessas reflexões, provocando sua sistematização e aprofundamento. Embora o referido texto diga respeito ao ensino regular de 1º grau, considero que a questão discutida se aplica com muita prioridade a ensino supletivo de 1º grau para adultos. Esse ensino é dirigido quase que exclusivamente das classes trabalhadoras, que não tiveram acesso a educação escolar nos seus primeiros anos de vida e para quem os cursos supletivos são a única fonte onde podem buscar essa riqueza social da sociedade letrada: o saber escolar.
2013
Oliveira, Marta Kohl de
Comentários sobre "ensino de 1º grau: direção ou espontaneísmo?.
O conteúdo do artigo de Guimar Namo de Mello é no mínimo provocativo, característica, aliás, do produto de pessoas que pensam e que se comprometem. Mas há outros ângulos pelos quais olhar o artigo que o tornam ainda mais louvável: ele é iconoclasta (no bom sentido) ao derrubar mitos construídos por uma verbalização - mas não por uma prática educacional; é crítico com base numa análise política da instituição escola, sem ser academicamente crítico.
2013
Luna, Sérgio Vasconcelos de
Repensando a família patriarcal brasileira.
Este artigo tenta colocar algumas questões preliminares a respeito dos supostos empíricos e teóricos até agora tomados como bases indiscutíveis de duas linhas dominantes na literatura sobre família no Brasil: a que vê a família patriarcal rural como a instituição fundamental do Brasil Colônia e a que focaliza a família conjugal moderna da época urbana. Sua proposta é que ambas fazem de fato parte de uma mesma visão teórica que, analisando apenas as classes dominantes como agentes de nossa história, expulsam do nosso horizonte de pesquisa a possibilidade de investigar formas alternativas de organização familiar no Brasil.
Casamento e papéis familiares em São Paulo no século XIX.
O presente artigo tem como objetivo analisar o papel do casamento na sociedade paulista durante o século XIX. Com base nos dados contidos nos recenseamentos da população, testamentos e diversos documentos manuscritos referentes ao período, procuramos fazer uma análise dos arranjos matrimoniais e respectivos critérios de seleção de cônjuges buscando uma explicação para o baixo índice de nupcialidade encontrado entre elementos provenientes dos diferentes grupos sociais. Atenção especial foi dedicada no final da exposição ao processo de socialização, agente regulador do princípio de autoridade e da divisão de incumbência no casamento.
2013
Samara, Eni de Mesquita
Família e trabalho na cafeicultura.
A família do trabalhador durante o colonato caracterizou-se pela produção concomitante de mercadoria, ao vender objetivamente sua força de trabalho ao capital nas tarefas relativas ao cafezal, e pela produção de valor de uso, ao produzir os produtos essenciais à sua subsistência. Na base desta relação de trabalho esteve a abundância de terras e escassez de mão-de-obra. Contudo, no momento em que o capitalismo se desenvolveu no campo e o trabalhador foi expropriado da cultura de subsistência que realizava nas terras da fazenda, sua família perdeu em grande parte sua função de produtora de valor de uso, que se confinou ao âmbito doméstico, ou seja, ao trabalho não remunerado realizado pela mulher, essencial para a reprodução da força de trabalho para o capital.
2013
Dias, Ana Maria da Silva
Família e feminismo.
O artigo afirma a importância da questão da família como tema central de reflexão para as feministas por entender que é necessário politizar o privado. Passa em revista os discursos dominantes sobre o trabalho doméstico, a incorporação da mulher ao trabalho remunerado, a sexualidade, a reprodução biológica e a maternidade, questionando os papéis femininos na estrutura familiar contemporânea.
2013
Moraes, Maria Lygia Quartim de
Gestão democrática da educação: atuais tendências e desafios
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2013
Ferreira, Naura S. Carapeto
Tesauro para estudos de gênero e sobre mulheres.
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2013
Bruschini, Cristina Ardaillion, Danielle Unbehaum, Sandra
Os a fazeres na educação infantil.
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2013
Rossetti-Ferreira, Maria Clotilde Mello, Ana Maria Vitoria, Telma Gosuen, Adriano Chaguru, Ana Cecília
Dinâmica grupal e indivíduo no sistema de distribuição de privilégios na família.
A autora reflete sobre o uso do conceito de família como unidade de análise. Argumenta que as pesquisas sobre esse tema só avançaram a partir do momento em que se adotou a visão da família como um grupo, com dinâmica e especificidade próprias. Nesse tipo de investigação, porém, o indivíduo enquanto tal corre o risco de ficar anulado, daí a proposta do artigo de recuperar o indivíduo e colocar em discussão a dimensão política presente na interação dos indivíduos dentro de cada família.
2013
Rodrigues, Arakcy Martins
Em crise a família?.
Julieta Nóbrega e Tessy Hantzschel, psicólogas especializadas em psicologia infantil e terapia familiar, são entrevistadas por Lia Fukui e Cristina Bruschini, e fazem uma reflexão sobre suas experiências clínicas com famílias urbanas de classe média.
2013
Nóbrega, Julieta Hantzschel, Tessy
A igreja e o Estado Novo: o Estatuto da Família.
O artigo analisa o projeto do decreto-lei "Estatuto da Família", de autoria de Gustavo Capanema, na década de 30. Embora assinado por Getúlio Vargas, o projeto não chegou a ser promulgado e a polêmica que se criou em torno dele, polarizando alguns dos setores mais conservadores da sociedade àquela época, entre eles a Igreja, reflete a importância da normatização da família para o Estado autoritário.
2013
Schwartzman, Simon
A revolução de 30, a família e o trabalho feminino.
O objetivo deste texto é compreender como a legislação sobre o trabalho feminino - desde 1932 até a Consolidação das Leis do Trabalho, na década seguinte - foi parte do projeto autoritário do Estado, dirigindo-se mais diretamente à família. A ordenação jurídica do trabalho feminino, na legislação de 32 e depois sob o Estado Novo, implicou na defesa de um certo tipo de família patriarcalmente constituída e significou a opressão das mulheres, através de sua dessexualização e identificação no papel de "mãe". A análise da Legislação é acompanhada do exame de conteúdo do Boletim do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, publicado a partir de 1934.
2013
Pena, Maria Valéria Junho
Bons e maus alunos e suas famílias, vistos pela professora de 1º grau.
Como parte de pesquisa mais ampla sobre as atitudes das professoras em relação à condição social e sexo do aluno, pediu-se em 1976 a 160 professoras da capital do Estado de São Paulo que descrevessem o que seria, na sua opinião, o aluno ideal ou o mau aluno de 1º ano da escola de 1º Grau.Desse modo obtiveram-se 80 descrições de cada tipo de aluno, que trazem dados sobre: sexo, características físicas e saúde das crianças, comportamento em relação à aprendizagem, à professora e aos colegas e também informações sobre sua família e o contexto sócio-cultural em que vivem.
2013
Barretto, Elba Siqueira de Sá