Repositório RCAAP
A família para a igreja. Cad. Pesqui.
O artigo refere-se à atuação da Igreja na instituição familiar, com base na síntese de três trabalhos: o de Prandi (1975), o de Pierucci (1978) e o de Camargo e outros (1980). Indica como, no que diz respeito à nação ideológica em organização voltada para a prática comunitária, que privilegia a sociedade civil em contraposição ao Estado. Mostra também que, apesar das mudanças, a Igreja procura sempre manter a família sob seu controle.
2013
Prandi, Reginaldo
Teoria crítica da família.
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2013
Bruschini, Maria Cristina Aranha
Ordem médica e norma familiar.
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2013
Lobo, Elisabeth Souza
O velho e o novo: um estudo de papéis e conflitos familiares.
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2013
Rezende, Oscarlina Maltese
A reprovação na 1ª série do 1º grau: um estudo de caso.
Este trabalho procurou analisar diferentes fatores que poderiam explicar o fracasso escolar na 1ª série do 1º grau. É um estudo em profundidade realizado em duas unidades escolares da rede pública de ensino - uma carente e outra não carente. Foram coletados dados dos alunos através de exames clínicos padrão, fonoaudiológico e audiométrico e testes psicológicos; das famílias, dos professores, assistentes pedagógicos, diretores, e da escola através de entrevistas e de observações de campo. A conclusão a que se chegou é de que se torna difícil imputar as causas da reprovação a uma ou algumas variáveis referentes a um dos elos da cadeia que é o processo educacional escolar. Mas pelas análises do instituído escolar face às variáveis das famílias e dos alunos parece ser claro que a escola pública que tem recebido contingentes cada vez maiores de alunos desfavorecidos socialmente não está preparada e nem parece ter a intenção de se preparar para trabalhar com a pobreza. O que a escola tem feito é equipar-se para escolarizar uma criança ideal, que dificilmente, ou nunca, se encontra em suas salas de aula.
2013
Gatti, Bernardete A. Patto, Maria Helena Souza Costa, Marisa L. Kopit, Melany Almeida, Romeu de M.
Supervisão de estágio de regência em prática de ensino através de técnicas de "role playing".
Este estudo procura descrever e refletir sobre um trabalho desenvolvido na disciplina de Prática de Ensino de Psicologia da F.F.C.L. de Ribeirão Preto. São apresentados os princípios que nortearam o planejamento da disciplina cujo objetivo foi colocado como sendo o de facilitar o desenvolvimento do papel do professor. Os princípios selecionados derivaram-se dos trabalhos de Jacob Levy Moreno quanto ao aprendizado de papéis. A seguir, é descrito o trabalho realizado com cincoenta e dois participantes da Prática de Ensino, e no qual o estágio docente foi supervisionado com a utilização das técnicas de desenvolvimento de papéis criadas por Moreno. Nesta supervisão foram examinados a adequação da resposta do professor às diferentes situações vividas na sala de aula, sua espontaneidade e os valores envolvidos em seu desempenho.
2013
Oliveira, Zilma de Moraes Ramos de Manzolli, Maria Cecilia
Medida da expressão escrita e prova objetiva: um estudo preliminar de validade.
A pesquisa compara o desempenho de 161 estudantes em uma prova de redação e em prova de múltipla escolha especialmente construída para medir a capacidade de expressão escrita. Correlações significativas mostram que, neste caso e para esta amostra, há concordância de desempenhos nos dois tipos de provas; conseqüentemente, é possível concluir que apresente prova objetiva mede aquilo que a prova de redação também mede.
2013
Vianna, Heraldo Marelim
Prioridades no ensino de ciências.
O currículo para a escola de 1º Grau é determinado pelo Conselho Federal de Educação, pelos Conselhos e Secretarias Estaduais de Educação e pelo próprio corpo docente das escolas. No entanto, as decisões sobre o currículo são tomadas sem informações sistemática sobre opiniões de todos os elementos da comunidade,interessados nos processo educativo.
2013
Krasilchik, Myriam
O realismo nominal como obstáculo na aprendizagem da leitura.
O trabalho de Piaget sobre o realismo nominal é proposto aqui como a base cognitiva para a aquisição da leitura envolvendo um sistema de escrita alfabético. Estes sistemas de escrita são constituídos de representações gráficas arbitrárias de significantes verbais. A criança deve ser capaz de focalizar o que está sendo graficamente representado -o significante verbal - para poder entender uma escrita alfabética. Foi levantada a hipótese de que as crianças que confundem o significante com o significado devem apresentar dificuldades na aquisição da leitura. Três níveis do realismo nominal lógico foram identificados num estudo anterior. O nível 1A, em que a criança confunde totalmente significante e significado; o nível 1B, em que ocorre uma transição e o nível 2, em que a criança é capaz de focalizar o significante como tal, independente do significado. Foi encontrada uma associação entre a superação do nível 1A do realismo nominal lógico e o progresso em leitura. As crianças deste nível tiraram pouco proveito da instrução em leitura, progredindo lentamente na escola e demonstrando desempenho muito fraco em leitura e análise fonêmica.
2013
Carraher, Terezinha Nunes Rego, Lúcia Lins Browne
Relatório da experiência do Programa Alfa em Pernambuco
Uma análise da situação educacional, nas últimas décadas, evidencia um permanente desconforto perante a constante diminuição dos índices de produtividade do ensino. Uma série de fatores são apontados para explicar o problema, entretanto, poder-se-á verificar que a escola de hoje e o processo educacional são bastante afetados pelos problemas sócio-econômicos que interferem grandemente nos resultados do setor educação.
2013
Santos, Maria Madalena Rodriguez dos
Imitação, modo preponderante de intercâmbio entre pares, durante o terceiro ano de vida.
Este estudo tem por objeto a análise de um modo de comunicação entre as crianças, predominante em dado período do desenvolvimento (2;1 - 2;11): a imitação das pessoas. A criança recorre a essa modalidade de intercâmbio numa época em que, segundo Wallon, a identificação com o outro é um elemento essencial da elaboração de sua própria pessoa. As imitações se referem não ao objetivo da atividade, como no observational learning, mas sim aos gestos e às atitudes do outro no correr de suas realizações. Crianças de creches diferentes foram filmadas sem o saberem e na ausência de adultos, em pequenos grupos de 2 e a seguir 3 crianças. Os objetos fornecidos, em três exemplares, são de dois tipos: próprios para desenvolver atitudes de personagens (chapéus, guarda-chuvas, ...) ou para originar atividades físicas (bolas, ...) Os primeiros resultados mostram, além da ausência de agressão, uma preponderância de estabelecimento de controle e de sua manutenção por meio da imitação e permitem uma análise das diferentes modalidades de imitação e de seu papel na comunicação entre crianças.
2013
Nadel, Jacqueline Baudonnière, Pierre-Marie
Recentes mudanças demográficas: implicações educacionais.
Gostaria de levantar três pontos para discussão, nesta rara oportunidade que temos de debater as questões tão importantes que se referem a população, entre pessoas que possuem diferentes formações e experiências. As complexas relações entre demografia e educação tem sido amplamente estudadas, mas observações de outras épocas e outros países dificilmente poderiam ser transpostas para a presente situação brasileira, uma vez que essas relações adquirem diferentes significados em função das diferenças nas condições globais que regem os fenômenos demográficos.
A creche e a pré-escola.
Maria Malta Campos: Em primeiro lugar é preciso explicar por que a discussão sobre a creche e a pré-escola deve ser feita de forma conjunta. Existem algumas diferenças entre creche e pré-escola, Principalmente, do ponto de vista conceitual, essa diferença é bastante clara: supõem que a creche seja algo que atenda à criança logo nos primeiros anos de vida e a pré-escola o que vem imediatamente antes da escola.
2013
Campos, Maria Machado Malta Patto, Maria Helena Souza Mucci, Cristina
O pré-escolar e as classes desfavorecidas.
Miriam Abramovay: É alarmante o índice de fracasso escolar nas escolas primárias, sendo que existem diferentes concepções para explicá-lo. A primeira delas é de cunho psicológico, psicopatológico e biológico. A criança que fracassa é vista como desajustada, inapta, preguiçosa, lenta. Não é dotada, não tem disposição. Rotula-se a criança segundo problemas como dislexia, discalculia, disgrafia. Não se nega que determinadas crianças tenham dificuldades expressivas; critica-se é a passagem desta constatação e diagnóstico generalizados.
2013
Brandão, Zaia Abramovay, Miriam Kramer, Sonia
Pedagogia e filosofia da existência: um ensaio sobre formas instáveis da educação
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Origem social, escolaridade e ocupação.
Com base em dados da PNAD-1973 investiga-se a relação entre origem social, educação e ocupação comparando-se trabalhadores masculinos e femininos de São Paulo e do Nordeste. Embora os níveis de escolaridade de São Paulo sejam mais elevados, desigualdades educacionais associadas à origem social verificam-se tanto aí como no Nordeste. Conforme era de esperar, numa como noutra região, a posição ocupacional depende do nível educacional do trabalhador; entretanto, o "efeito" da escolaridade depende da origem social. Ser mulher não constitui uma desvantagem para a obtenção de escolaridade mas com o mesmo nível de escolaridade as mulheres tendem a colocar-se em ocupações inferiores às dos homens.
2013
Gouveia, Aparecida Joly
A responsabilidade pelo sucesso e fracasso escolar em crianças.
Os objetivos deste trabalho foram adaptar uma escala para medir percepção de controle em crianças (IAR) e analisar, através dos resultados da aplicação da mesma, o comportamento do construto percepção de controle - tal como apresentado na teoria de aprendizagem social de Julian Rotter - em nosso contexto social. Para fins da aplicação da escala foram sorteadas 32 classes de 4ª série de 11 escolas públicas municipais de 1º grau da cidade de São Paulo totalizando 922 sujeitos, 469 do sexo masculino e 453 do sexo feminino, com idade variando entre 9 e 14 anos. Duas foram as hipóteses de trabalho: a) os resultados de uma aplicação inicial do instrumento deveriam apresentar correlações altas com os de uma aplicação posterior (alta fidedignidade); b) os resultados encontrados na escala IAR deveriam se correlacionar com as médias escolares dos sujeitos (validade preditiva). Os resultados obtidos indicaram que a escala está impregnada de desejabilidade social e viéses culturais o que invalida o uso da mesma, questiona os postulados da teoria e lança dúvida sobre o valor de outros instrumentos de medida baseados nesses postulados.
2013
Silva, T. Roserley Neubauer da
Educação e força de trabalho feminina no Brasil.
Este trabalho focaliza a participação da mulher na força de trabalho brasileira, analisando sua distribuição pelas diversas ocupações, seu salário em relação ao salário masculino, suas opções pelas diversas carreiras do ensino superior. A problemática do trabalho feminino é discutida em termos da dinâmica da sociedade capitalista, para a qual, segundo a autora, a utilização de mulheres em ocupações de menor prestígio e remuneração é altamente funcional.
Inovação educacional: grandezas e misérias da ideologia.
O trabalho questiona o papel da ideologia no campo da inovação educacional, em três níveis (conceptualização, crítica e ação educacional inovadora) e em termos das respectivas grandezas e misérias.
2013
Goldberg, Maria Amélia Azevêdo
Universidade: sinal fechado.
O principal objetivo deste trabalho é a análise da forma pela qual estudantes universitários, provenientes de diferentes classes sociais, percebem e incorporam ao seu projeto profissional e à própria universidade as alterações em processo na sociedade brasileira, no que se refere às formas de recrutamento da força de trabalho e de sua hierarquização. Um questionário com perguntas abertas foi aplicado a estudantes que, no 1º semestre de 1974, cursavam o ciclo geral da Universidade Federal de Pernambuco. A principal tônica do discurso produzido pelos estudantes, com nuances conforme a classe social, foi a postura de que a aquisição de determinadas competências define o acesso a objetos indicadores de certas posições sociais. O papel dos dons e méritos pessoais subsiste, agora não mais apenas dependentes do empenho individual, como também de sua legitimação por parte de uma instituição educacional que confere os mais altos níveis de escolaridade.