Repositório RCAAP
DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DE NUTRICIONISTAS A PARTIR DO AMBIENTE ESCOLAR
Resumo A incorporação da perspectiva dos direitos e da cidadania às políticas públicas de alimentação e nutrição passa pela prática social dos atores envolvidos com a concretização dessas políticas. O objetivo do estudo foi compreender percepções e práticas de nutricionistas sobre o direito humano à alimentação adequada no âmbito de sua atuação profissional no Programa Nacional de Alimentação Escolar. O estudo, desenvolvido em 2014, foi qualitativo, e a coleta de dados, realizada por grupo focal. Participaram 11 nutricionistas de municípios da Mesorregião Oeste Catarinense. As falas foram gravadas, transcritas e analisadas segundo a técnica de análise de conteúdo temática. Os resultados indicaram que as participantes tinham percepção abrangente sobre o direito humano à alimentação adequada, em diferentes dimensões e relações com os aspectos inerentes a ela. As nutricionistas destacaram a importância e o desafio da atuação intersetorial, articulada à comunidade. Contudo, pareceu haver limitação ao trabalho em equipe e à interlocução com as famílias, possivelmente por fragilidade de suporte teórico-metodológico e político para intervenção nesse campo. As percepções abrangentes das nutricionistas, mas pouco fundamentadas teórica e politicamente sobre o direito humano à alimentação adequada, evidenciaram o desafio a se enfrentar na formação profissional, tanto na graduação como na educação permanente.
2022-12-06T13:24:12Z
Arruda Teo,Carla Rosane Paz Gallina,Luciara Souza Busato,Maria Assunta Cibulski,Taíne Paula Becker,Tamara
A RUPTURA SOCIAL INFANTOJUVENIL E SUA INFERÊNCIA NAS REPRESENTAÇÕES DE CONSELHEIROS TUTELARES
Resumo Este estudo qualitativo introduz o tema das representações de conselheiros tutelares com o objetivo de ampliar a compreensão do universo desses atores sociais e conhecer as suas implicações sobre a dinâmica do seu processo de trabalho. O estudo foi realizado no município de Coronel Vivida, Paraná, no ano de 2013. Para a coleta de dados foi utilizado questionário semiestruturado e entrevista informal, e o material foi tratado pela técnica de análise do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados mostram que as percepções dos conselheiros tutelares transcorreram pelo reconhecimento de alguns aspectos terminantes e inerentes à sua práxis, como a impotência diante dos perturbadores cenários sociais a que são expostos, adjudicada à restrição do alcance de sua atuação vinculada a entraves estruturais das redes vigentes de proteção social e à baixa adesão da população ao seu processo de trabalho. Evidenciam também uma satisfação arraigada nos desdobramentos laborais concluídos e naqueles que inferem positivamente sobre a violência infanto-juvenil. Esse contentamento, por sua vez, é considerado combustível para o desenvolvimento de suas competências profissionais. As considerações apreendidas no presente estudo ratificam a presença de gradações relevantes, inerentes ao processo relacional do conselheiro tutelar em seu ambiente de trabalho, corroborando o reconhecimento de parâmetros norteadores da relação intersubjetiva conselheiro tutelar e práxis social.
2022-12-06T13:24:12Z
Garbin,Cléa Adas Saliba Bordin,Danielle Fadel,Cristina Berger Garbin,Artênio José Ísper Saliba,Nemre Adas
AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE NO ESPÍRITO SANTO: DO PERFIL ÀS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Resumo Ao considerar a amplitude e a complexidade do papel que os agentes comunitários de saúde assumem na Estratégia Saúde da Família, constituiu-se objeto do estudo apresentado neste artigo conhecer o perfil e a realidade de trabalho desses profissionais, no sentido de contribuir para a consolidação do Sistema Único de Saúde. Tratou-se de estudo quantitativo, realizado em dez municípios com população superior a 50 mil habitantes no Espírito Santo, de julho de 2012 a agosto de 2013. Foram selecionadas unidades de saúde da família com equipes completas, totalizando 121 agentes comunitários de saúde participantes do estudo. Os dados foram coletados mediante questionário estruturado autoaplicável. Os resultados revelaram que as atividades realizadas com maior frequência pelos agentes eram: visita domiciliar, atualização de cadastro, reunião de equipe e acompanhamento dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Embora grande parte dos agentes fizesse o mapa inteligente e o diagnóstico de saúde, somente 13,2% identificaram famílias de risco e 14,9% realizaram o levantamento de problemas de saúde de sua microárea. Assim, questionou-se a verdadeira finalidade do mapa inteligente e do diagnóstico de saúde, ou a forma de participação do agente na elaboração desses instrumentos, o que poderia estar restrito somente à formalização da prática.
2022-12-06T13:24:12Z
Garcia,Ana Claudia Pinheiro Lima,Rita de Cássia Duarte Galavote,Heletícia Scabelo Coelho,Ana Paula Santana Vieira,Elza Cléa Lopes Silva,Renata Cristina Andrade,Maria Angélica Carvalho
As Ciências Sociais na educação médica
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2022-12-06T13:24:12Z
Silva,Lidiane Mara de Ávila e Ferreira,Jaqueline Teresinha
Ensino médio: à luz do pensamento de Gramsci
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2022-12-06T13:24:12Z
Campello,Ana Margarida de Mello Barreto
PROTEGER A VIDA OU DEIXAR MORRER? ATUAÇÃO DOS ASSISTENTES SOCIAIS NA SAÚDE PÚBLICA COM A ‘RALÉ’
Resumo Este artigo problematiza a singularidade da desigualdade social brasileira, produtora de uma ‘ralé’ estrutural e legitimada por uma hierarquia valorativa que separa pessoas em gente e subgente, cidadãos e subcidadãos; pessoas que devem ser vistas e respeitadas, de um lado, e pessoas desdenhadas, desvalorizadas, de outro. Posteriormente, abordamos como acontece a reprodução do esquema da desigualdade social na saúde pública, considerada de péssima qualidade e que contradiz, na prática, os preceitos constitucionais pelos quais o Sistema Único de Saúde foi criado, não beneficiando a proposta idealizada em seu cerne de garantir cidadania inclusiva e igualitária. Finalmente, propomos reflexões em torno da atuação dos assistentes sociais na saúde pública a partir do atendimento direto aos usuários, principalmente por meio das ações educativas, considerando-as como uma oportunidade para trabalhar, com a ‘ralé’, aspectos que mantêm tal classe exatamente numa situação de subcidadania e, por isso, receptora de atendimento desumano nos serviços públicos de saúde.
2022-12-06T13:24:12Z
Nascimento,Josilene Barbosa do
CARACTERÍSTICAS DO APOIO INSTITUCIONAL OFERTADO ÀS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Resumo Objetivou-se nesta pesquisa quantitativa descritiva analisar o apoio institucional nas equipes que aderiram ao Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. A coleta de dados foi realizada no período de fevereiro a outubro de 2014, a partir do banco de dados da avaliação externa do programa. A amostra compreendeu 2.941 respondentes do módulo II e os 22 gestores que responderam ao módulo IV (on line). As variáveis foram analisadas por meio da estatística descritiva, com uso do software IBM SPSS e os resultados organizados e agrupados em três dimensões: características do apoio institucional; processo de trabalho do apoiador institucional e apoio da gestão na administração e planejamento dos processos de trabalho. Observou-se que o apoio é uma realidade na atenção básica, porém identificou-se, nas ações apoiadas, um traço normalizador e burocrático. O apoiador institucional foi avaliado positivamente, embora se encontre sobrecarregado pelo número excessivo de equipes sob sua responsabilidade, evidenciando-se a necessidade de um dimensionamento que leve em consideração o modo de operar a função apoio. Em virtude das características do instrumento de coleta, não foi possível identificar qual a concepção de apoio dos entrevistados, constituindo-se um limite do estudo.
2022-12-06T13:24:12Z
Melo,Lygia Maria de Figueiredo Martiniano,Claudia Santos Coelho,Ardigleusa Alves Souza,Marize Barros de Pinheiro,Themis Xavier de Albuquerque Rocha,Paulo de Medeiros
ENFERMEIRAS NA ATENÇÃO BÁSICA: ENTRE A SATISFAÇÃO E A INSATISFAÇÃO NO TRABALHO
Resumo Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com o objetivo de analisar os motivos de satisfação e insatisfação no trabalho, segundo os modelos assistenciais utilizados na atenção básica no Brasil: o tradicional e a Estratégia Saúde da Família. Foram entrevistadas vinte enfermeiras em Florianópolis, Santa Catarina. Os dados foram coletados entre março e maio de 2013, por meio da triangulação, entrevistas e observação, organizados no software Atlas.ti e examinados com base na análise de conteúdo. O estudo mostrou 25 diferentes motivos de satisfação e 23 diferentes motivos de insatisfação no trabalho. Não houve diferenças marcantes entre os dois modelos de atenção, e essas têm maior relação com a gestão municipal e com as condições de trabalho.
2022-12-06T13:24:12Z
Forte,Elaine Cristina Novatzki Pires,Denise Elvira Pires de
PROBLEMAS BIOÉTICOS NO COTIDIANO DO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DE EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
Resumo A pesquisa buscou identificar e avaliar os problemas bioéticos envolvidos no cotidiano de trabalho de profissionais de duas equipes da Estratégia Saúde da Família. Neste estudo qualitativo, realizaram-se entrevistas individuais semiestruturadas com 16 profissionais da equipe de saúde da família de Salvador, Bahia, de fevereiro a outubro de 2015. Utilizou-se a análise de conteúdo proposta por Bardin, assim como a bioética principialista e o pensamento complexo de Edgar Morin. Identificaram-se duas categorias: ‘Problemas bioéticos no cotidiano de trabalho da equipe de saúde da família’ e ‘A relação interprofissional na equipe de saúde da família’. Na primeira categoria, evidenciaram-se falta de companheirismo e colaboração entre os membros da equipe; ações verticalizadas da gestão; dificuldades em preservar a privacidade do usuário e dos profissionais. Na segunda, destacaram-se a disparidade de poder nas relações interprofissionais e o encontro ‘frio’ entre núcleo de apoio e assistência à saúde da família e equipe. Concluiu-se que a equipe de saúde da família não tem avançado no aperfeiçoamento do trabalho em equipe interdisciplinar. Os problemas identificados ferem os princípios do enfoque principialista da bioética, esgarçam o tecido social do trabalho na Estratégia Saúde da Família e contribuem para a descaracterização da atenção básica.
2022-12-06T13:24:12Z
Valadão,Patrícia Aparecida da Silva Lins,Liliane Carvalho,Fernando Martins
AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO BRASIL: MULTIPLICIDADE DE ATIVIDADES E FRAGILIZAÇÃO DA FORMAÇÃO
Resumo O estudo teve como objetivo avaliar, mediante revisão integrativa, o conhecimento produzido na literatura acerca das atividades desempenhadas pelos agentes comunitários de saúde no Brasil e em outros países. A busca de dados, realizada no período de 2010 a 2014, abrangeu: Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online; Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde; Medical Literature Analysis and Retrieval System On-line e US National Library of Medicine National Institutes of Health. Dos 240 estudos identificados, 27 foram incluídos nesta revisão. A literatura evidencia as funções que os agentes comunitários de saúde exercem, em variedade de ações em diversos contextos geográficos e culturais. O agente tem diferentes inserções no mercado de trabalho e vivencia fragilidades, oriundas de contextos socioculturais da comunidade, da necessidade de maior reconhecimento do sistema de saúde e da equipe. Sua posição entre a comunidade e a equipe de saúde é estratégica, contribuindo para a saúde da comunidade. Deve-se proporcionar formação propícia à sua atuação e possibilitar o acesso à educação permanente, além de se promoverem recursos para maior valorização da equipe de saúde em sua relação com a sociedade.
2022-12-06T13:24:12Z
Samudio,Jania Lurdes Pires Brant,Letícia Carneiro Martins,Ana Clara de Freitas Dias Costa Vieira,Maria Aparecida Sampaio,Cristina Andrade
TRABALHO, SOFRIMENTO E ADOECIMENTO: A REALIDADE DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO SUL DO BRASIL
Resumo O estudo que deu origem a este artigo teve por objetivo analisar como o agente comunitário de saúde avalia seu contexto de trabalho e os possíveis fatores que contribuem para seu sofrimento/adoecimento. Tratou-se de um estudo transversal, descritivo, de abordagem quantitativo-qualitativa, com agentes de saúde de 13 municípios da região central do estado do Rio Grande do Sul, no ano de 2014. Utilizaram-se para a coleta de dados um questionário sociodemográfico, o ‘Inventário de trabalho e risco de adoecimento’ e entrevista. Os dados foram examinados por meio da análise de conteúdo. As situações de sofrimento relacionaram-se ao não reconhecimento profissional, ritmos excessivos, sobrecarga de trabalho, conflitos com a comunidade, não resolutividade das ações, indisponibilidade de materiais e insumos somados à localização geográfica da unidade de saúde e das residências dos usuários, tipo de estratégia e gestão da saúde. Concluiu-se que o contexto de trabalho do agente de saúde pode resultar em sofrimento/adoecimento desses trabalhadores.
2022-12-06T13:24:12Z
Krug,Suzane Beatriz Frantz Dubow,Camila Santos,Amanda Corrêa dos Dutra,Bruno Dittberner Weigelt,Leni Dias Alves,Luciane Maria Schmidt
VÍNCULOS SUBJETIVOS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE NO TERRITÓRIO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
Resumo Este estudo propõe apresentar as experiências no trabalho do agente comunitário de saúde integralizando as relações intersubjetivas no território. A vinculação com a comunidade advém da sua implicação com as mesmas dificuldades da população que acompanha. Objetiva-se analisar as práticas cotidianas vivenciadas pelo agente comunitário de saúde no território da Estratégia Saúde da Família com ênfase nas relações comunitárias e os vínculos mantidos. Pesquisa com abordagem qualitativa em uma perspectiva crítico-reflexiva realizada no município de Fortaleza, estado do Ceará, de 2011 a 2013. Os participantes foram 11 agentes comunitários de saúde e 22 usuários de duas equipes da Estratégia Saúde da Família. Foram utilizadas como técnicas de coleta de dados a entrevista semiestruturada, a observação sistemática e o grupo focal. Os dados foram analisados sob os pressupostos da hermenêutica crítica. Os resultados evidenciam que, no cotidiano de trabalho do agente comunitário de saúde, as relações para o cuidado e promoção da saúde mantêm vínculos e afetos nos enfrentamentos comunitários, demandas e necessidades comunitárias. A informação e comunicação pelo diálogo dão sentido e significado às práticas de saúde e melhoria da qualidade de vida. Considera-se que os vínculos entre os usuários e agentes comunitários de saúde são potentes e resolutivos.
2022-12-06T13:24:12Z
Pinto,Antonio Germane Alves Palácio,Maria Augusta Vasconcelos Lôbo,Aurylene Cordeiro Jorge,Maria Salete Bessa
A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E A ESCOLA NA EDUCAÇÃO SEXUAL: UMA PERSPECTIVA DE INTERSETORIALIDADE
Resumo A pesquisa analisou como o trabalho de educação sexual de adolescentes e jovens é desenvolvido na perspectiva da intersetorialidade de saúde e educação. Foram levantadas as características pedagógicas e metodológicas usadas por professores e profissionais da Estratégia Saúde da Família de um município do sul da Amazônia ocidental, assim como as perspectivas de interseção da escola com os serviços de saúde para a educação sexual. A pesquisa foi realizada no período de maio a setembro de 2013. Optou-se pela abordagem qualitativa. Após entrevista semiestruturada, utilizou-se a análise de conteúdo para o levantamento das categorias temáticas. O trabalho de educação sexual caracterizou-se por atividades pontuais motivadas pela demanda. A família foi considerada a principal responsável pela educação sexual, e o despreparo profissional mostrou-se fator importante para a não realização desse tipo de educação. As perspectivas intersetoriais pontuadas pelos participantes ficaram limitadas às ações já existentes na prática, como palestras e projetos, dentre outras. A intersetorialidade para o trabalho de educação sexual parece transitar no campo das ideias, amarrada aos discursos. Apesar de iniciativas governamentais a estimularem, essas perspectivas não têm dado conta da complexidade que envolve sua legitimação. É necessário que novas estratégias para o trabalho da educação sexual sejam discutidas.
2022-12-06T13:24:12Z
Pinheiro,Aldrin de Sousa Silva,Lucia Rejane Gomes da Tourinho,Maria Berenice Alho da Costa
DETERMINANTES E CONDICIONANTES SOCIAIS: FORMAS DE UTILIZAÇÃO NOS PLANOS NACIONAL E ESTADUAIS DE SAÚDE
Resumo O objetivo da pesquisa foi descrever como o tema dos determinantes e condicionantes de saúde foi contemplado no plano nacional e nos planos estaduais de saúde elaborados para o período de 2012 a 2015. Tratou-se de pesquisa qualitativa, do tipo análise documental, com foco no tema dos determinantes e condicionantes de saúde. Os referidos documentos foram buscados na página do Ministério da Saúde e nas das secretarias estaduais de saúde das 27 unidades federativas brasileiras. A busca também foi realizada no Sistema de Apoio à Construção do Relatório de Gestão, no website Google e com o envio de e-mails. Observou-se que o tema dos determinantes e condicionantes de saúde está pouco presente nos planos de saúde brasileiros. A maioria dos documentos utilizou o referencial do planejamento em saúde em perspectiva normativa, conforme proposto em documentos técnicos do Ministério da Saúde. A discussão sobre modelos de determinantes e condicionantes de saúde não estava presente nos documentos analisados, e houve uma descrição mista do tema por meio de dados desagregados e índices compostos. O estudo indicou a necessidade de maior atenção e revisão dos modelos de determinantes e condicionantes de saúde empregados na construção desses documentos técnicos.
2022-12-06T13:24:12Z
Quevedo,André Luis Alves de Bagatini,Carmen Luisa Teixeira Bellini,Maria Isabel Barros Machado,Rebel Zambrano Guaranha,Camila
POLÍTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA E CARÊNCIA DE ESPECIALISTAS EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA NO SUS EM PERNAMBUCO
Resumo A distribuição eficiente de profissionais de saúde, em especial os médicos, é um dos principais problemas enfrentados pelos gestores de políticas públicas da saúde. Na tentativa de resolver essa problemática, o estado de Pernambuco está ampliando o número de graduandos de medicina, inclusive de maneira interiorizada, e incentivando os programas de residência médica, com aumento de vagas e programas. Tais ações são estratégias para a fixação e o provimento do profissional médico. O objetivo geral do estudo que deu origem a este artigo foi apresentar a política de residência médica como estratégia de formação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde e demonstrar a carência de médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia para o Sistema Único de Saúde de Pernambuco, a partir da desassistência ao parto. Os resultados encontrados demonstraram maior procura dos médicos pela especialidade de ginecologia e obstetrícia ao longo dos anos, porém existe grande concentração dessa especialidade na região próxima à capital (Recife) e de partos em determinadas localidades do estado.
2022-12-06T13:24:12Z
Martins,Emanuella Margareth Lima Rolim Albuquerque,Paulette Cavalcanti de Oliveira Júnior,Fernando José Moreira de Figueiredo Filho,Dalson Britto
RELAÇÃO TEORIA-PRÁTICA NOS CURSOS DE MESTRADO ACADÊMICO E PROFISSIONAL NA ÁREA DA SAÚDE COLETIVA
Resumo O presente estudo partiu da percepção da existência de semelhanças e diferenças na relação teoria-prática em cursos de mestrado, modalidades acadêmica e profissional na área da Saúde Coletiva. Adotou-se como pressuposto que, nesta relação, as propostas de mestrado profissional não partem da prática profissional dos agentes como cenário para construir novos conhecimentos e tecnologias, mas tendem a reproduzir o modelo hegemônico de formação consolidado no mestrado acadêmico. A partir das categorias ‘relação academia-contexto profissional’, ‘quadro docente’, ‘trabalho final e justificativa para o curso’, o estudo com abordagem qualitativa realizou-se por meio de análise documental e de propostas de cursos, além de entrevistas com coordenadores dos cursos. Para aprofundar a discussão, selecionaram-se sete instituições de ensino superior que ofereciam cursos nessas modalidades. Conclui-se que essa relação é mais complexa no mestrado profissional, e que este, como prevê a legislação, buscou consolidar uma identidade distinta da especialização e do mestrado acadêmico, o que pode caracterizar a principal diferença entre as modalidades. No entanto, seus processos ainda adotam os mesmos referenciais e práticas que o mestrado acadêmico.
2022-12-06T13:24:12Z
Hortale,Virginia Alonso Santos,Gideon Borges dos Souza,Kátia Mendes de Vieira-Meyer,Anya Pimentel Gomes Fernandes
A ÁREA DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE NAS GRADUAÇÕES EM SAÚDE COLETIVA NO BRASIL
Resumo Com a instrumentalização da área de política, planejamento e gestão em saúde, o ethos político do sanitarista vem sendo posto em questão em sua formação. Assim, buscou-se caracterizar os componentes curriculares relacionados com essa área nos cursos de graduação em saúde coletiva do Brasil. Em junho de 2014, fez-se um levantamento de dados secundários das matrizes curriculares pelo site do Ministério da Educação, cuja unidade de análise foi o componente curricular, usando-se o termo de referência para os cursos de graduação em saúde coletiva como parâmetro. Os cursos apresentam ‘saúde coletiva’ como principal denominação (60%). A maior parte dos cursos se divide nas regiões Norte e Sudeste (27%) e em instituições públicas (93%). Sobre os conteúdos nas nomenclaturas, ‘planejamento em saúde’ é o mais citado (até sete vezes em uma mesma matriz) e em 60% do total dos cursos; 87% dos cursos não apresentam o termo ‘Sistema Único de Saúde’ como denominação de componente. Concluiu-se que sem uma padronização curricular, os futuros sanitaristas terão perfis diferenciados, atuando em uma perspectiva mais específica com tendência a um formato de gestão mais planificador e apresentando lacunas no que se refere aos conteúdos políticos e da defesa ideológica do Sistema Único de Saúde.
2022-12-06T13:24:12Z
Sobral,Lorena Franco Barros,Évelin Lúcia Carnut,Leonardo
AS FORMAS DE VIVÊNCIA DA COMPETITIVIDADE PELOS ESTUDANTES NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
Resumo O estudo que deu origem a este artigo foi do tipo qualitativo, exploratório-descritivo, com o objetivo de analisar a vivência da competitividade pelo graduando de enfermagem. A coleta de dados foi realizada no período de março a maio de 2015. Os sujeitos foram vinte estudantes de graduação em enfermagem de duas instituições de ensino superior de Maceió, Alagoas. Utilizou-se uma entrevista semiestruturada para levantamento das informações e posterior análise temática. O referencial teórico adotado para análise dos dados partiu da concepção de competição de Caniato e Rodrigues, que tem suas bases teóricas e filosóficas na psicanálise freudiana e na teoria crítica da Escola de Frankfurt, em especial Adorno e Horkheimer. Percebeu-se que a competitividade é parte da vivência dos estudantes por ser considerada uma característica inerente ao ser humano, que naturalmente convive com ela no sistema capitalista. Esse comportamento competitivo pôde ser aguçado na graduação de acordo com o ambiente, a personalidade/índole e situações experienciadas. Constatou-se a existência de um conflito, pois os estudantes viam a competitividade como uma necessidade ante o ‘mercado’ de trabalho, mas a consideravam uma característica de caráter mais negativo.
2022-12-06T13:24:12Z
Martins,Nathalia Medeiros Cardoso,Danielly Santos dos Anjos Costa,Laís Miranda Crispim Santos,Regina Maria dos Santos,Laíze Samara dos
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA NO BRASIL: CRESCIMENTO DESORDENADO E DESIGUALDADE REGIONAL
Resumo O crescimento vertiginoso no número de escolas de Fisioterapia no Brasil carece de análise. Entre 1995 e 2008 houve um aumento de 476% do número de cursos localizados em grandes cidades e em instituições de ensino privadas. Com o objetivo de analisar a distribuição de escolas de Fisioterapia por regiões do Brasil, identificando-se as instituições com ensino presencial e a distância, realizou-se um estudo quantitativo, exploratório, transversal, a partir de dados secundários do site e-MEC em 2015. Foram relacionados o número de vagas e a distribuição de escolas, conforme estimativa populacional. Os cursos de Fisioterapia estão concentrados em grandes cidades, dificultando o acesso da população do interior. A maior concentração ocorre nos estados de São Paulo (239 cursos), Minas Gerais (152 cursos) e Paraná (120 cursos), onde também há o maior número de profissionais. Na análise de distribuição de cursos, identificou-se a necessidade de investir na abertura de cursos na região Norte. O crescimento desenfreado de escolas de Fisioterapia, somado à falta de critérios para a abertura de novos cursos no país, reitera as desigualdades na distribuição de profissionais.
2022-12-06T13:24:12Z
Koetz,Lydia Chrismann Espíndola Périco,Eduardo Grave,Magali Quevedo
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS E A FORMAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA: ESTUDO DE CASO
Resumo O objetivo geral do estudo foi investigar limites e possibilidades da aprendizagem baseada em problemas na formação do fisioterapeuta. O estudo caracterizou-se como pesquisa de natureza qualitativa, com os dados coletados por meio de entrevistas e questionários realizados com docentes e discentes de um curso de fisioterapia, além de observações em sala de aula. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo. Os três blocos temáticos definidos a priori trataram da concepção do processo saúde-doença, percepção e enfoque do currículo. Por fim, indicamos como limites na formação do fisioterapeuta a percepção do processo saúde-doença, falta de bases teóricas, falta de participação dos alunos, diferença de personalidades e estudo individualizado. As potencialidades apontadas relacionam-se a: boa comunicação, trabalho em conjunto promovendo habilidades profissionais, interajuda e discussão de assuntos, como a integração dos conteúdos e o estudo independente. Este trabalho apresentou indícios de que nas formações investigadas há mais limites do que possibilidades no que se refere à formação de um profissional mais crítico, reflexivo e humanista. Ainda reconhecemos a possibilidade do Problem-Based Learning como prática pedagógica em prol de uma formação mais humana e crítica.
2022-12-06T13:24:12Z
Chesani,Fabiola Hermes Maestrelli,Sylvia Regina Pedrosa Cutolo,Luiz Roberto Agea Nunes,Rosa