Repositório RCAAP

Acesso e uso de serviços de saúde em idosos residentes em áreas rurais, Brasil, 1998 e 2003

Analisou-se o acesso aos serviços de saúde e sua utilização por idosos residentes em áreas rurais no Brasil em 2003, comparando os padrões observados com idosos residentes em área urbana e com o padrão existente em 1998, a partir dos dados dos suplementos sobre Acesso e Utilização de Serviços de Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Observou-se que as barreiras de acesso eram maiores na área rural em comparação à urbana. A utilização de serviços de saúde era menor do que nos idosos urbanos, mesmo para aqueles que referiram problema de saúde. Não se observou diferença nas taxas de internação entre idosos rurais e urbanos. A análise do tipo de serviço utilizado mostrou que há acesso limitado a serviços de complexidade intermediária. Os resultados sugerem que os mais idosos apresentam barreiras de acesso ainda maiores. O diferencial de gênero na utilização favorável à mulher foi mais marcado nos idosos rurais. Barreiras financeiras também são mais marcadas. Houve indicativo de alguma melhora no desempenho dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Recomendou-se ampliação da oferta e adaptação dos serviços às especificidades territoriais, culturais e sociais dos idosos rurais.

Ano

2007

Creators

Travassos,Claudia Viacava,Francisco

Reflexões sobre a versão em Português da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

A análise da terminologia adotada pela Organização Mundial da Saúde para deficiência mostra que a International Classification of Functioning, Disability and Health foi fortemente influenciada pelo modelo social da deficiência, um campo de pesquisas sobre deficiência das humanidades em saúde. As traduções do documento devem contemplar esse marco teórico nas escolhas terminológicas em cada idioma. No Brasil, o documento foi traduzido como Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Julgamos que mais adequado que traduzir disability por "incapacidade" e impairments por "deficiências" seria usar o termo "deficiência" para disability e "lesão" para impairment. Dado o marco normativo do documento para as políticas públicas e pesquisas científicas é preciso garantir a acuidade e legitimidade dos conceitos e seus fundamentos teóricos.

Ano

2007

Creators

Diniz,Debora Medeiros,Marcelo Squinca,Flávia

O conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis entre adolescentes de baixa renda em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

Esta investigação objetivou identificar o conhecimento de adolescentes sobre as DST, formas de transmissão, uso do preservativo e cuidado em saúde. Trata-se de um estudo transversal com entrevistas de 90 adolescentes do Programa Saúde da Família de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. A coleta de dados realizou-se através de entrevistas domiciliares utilizando um questionário estruturado, e a análise preliminar por meio da freqüência simples das variáveis. A maioria das entrevistadas era solteira, iniciou a vida sexual e apresentava um conhecimento baixo das DST. O preservativo foi identificado como a principal forma de prevenção das DST e apenas 35,2% referiram seu uso sistemático; comparando-se a primeira e última relações sexuais observou-se grande queda no uso (71,1% e 37,1%, respectivamente). As adolescentes não se percebem em risco de adquirir uma DST (65,5%), no entanto, 57,8% tiveram sintomas relacionados a estas doenças e 36,7% nunca tiveram atendimento ginecológico. Os resultados apontam para a necessidade de uma atenção diferenciada, pois além de apresentarem pouco conhecimento sobre as DST, as adolescentes estão em situação vulnerável pela ausência efetiva de métodos, embora não se percebam nesta condição.

Ano

2007

Creators

Doreto,Daniella Tech Vieira,Elisabeth Meloni

O caráter oculto da saúde

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Ano

2007

Creators

Fragelli,Thaís Branquinho Oliveira

Associação entre fatores contextuais e auto-avaliação de saúde: uma revisão sistemática de estudos multinível

A influência de características do local de moradia na auto-avaliação de saúde ainda é um tema pouco estudado, especialmente no Brasil. Neste trabalho realizou-se uma síntese das evidências disponíveis a respeito da associação entre fatores contextuais e auto-avaliação de saúde. Foi realizada uma revisão sistemática de artigos publicados entre janeiro de 1995 e agosto de 2005, nas bases ISI, PubMed e LILACS, utilizando-se os termos neighbourhood ou neighborhood, ecological, contextual, environment, community, em combinação com self-rated health, self-reported health, e também com multilevel ou hierarchical. Foram revisados 18 artigos, cuja maior parte analisou características sócio-econômicas; alguns investigaram variáveis psicossociais, poucos incluíram indicadores do ambiente físico. As unidades de referência espacial variaram desde setores censitários até estados. As diferenças entre as escalas de análise do nível contextual, o uso de diversos indicadores e suas diferentes categorizações dificultaram a comparação direta entre os resultados encontrados. As associações encontradas corroboram a hipótese de que o contexto de moradia influencia a auto-avaliação de saúde, para além do efeito dos fatores individuais. Piores condições sócio-econômicas do ambiente afetam negativamente a saúde, aumentando a chance de auto-avaliação de saúde ruim. Áreas mais carentes, com mais pobreza ou menos riqueza, com maior desigualdade de renda, aumentaram a prevalência de auto-avaliação de saúde pior. As características físicas e psicossociais da vizinhança também são fatores importantes na determinação da auto-avaliação de saúde.

Ano

2007

Creators

Santos,Simone M. Chor,Dóra Werneck,Guilherme Loureiro Coutinho,Evandro Silva Freire

Mensuração do impacto dos problemas bucais sobre a qualidade de vida de crianças: aspectos conceituais e metodológicos

As crianças estão sujeitas a problemas de saúde bucal que podem causar impacto na sua vida diária e na vida de suas famílias. A necessidade de instrumentos para acessar o impacto da saúde bucal na qualidade de vida das crianças tem sido ressaltada, e questionários foram desenvolvidos ou adaptados para este grupo específico. O objetivo deste trabalho é descrever os instrumentos de mensuração do impacto da saúde bucal na qualidade de vida de crianças e as dificuldades para esta mensuração. Entre esses instrumentos destacamos o Child Oral Health Quality of Life Questionnaire, para crianças de 6-7, 8-10 e 11-14 anos; o Child-Oral Impacts on Daily Performances, para a idade de 11-12 anos e o Early Childhood Oral Health Impact Scale para a faixa etária de 2-5 anos. Apesar dos progressos nessa área, mais estudos são necessários para a elaboração de medidas que abordem a criança dentro do processo dinâmico de saúde e doença no seu contexto psicológico, familiar e social, e a utilização, tanto na prática clínica quanto na pesquisa, dos instrumentos existentes deve ser estimulada.

Ano

2007

Creators

Tesch,Flávia Cariús Oliveira,Branca Heloísa de Leão,Anna

Evidências do impacto da suplementação de vitamina A no grupo materno-infantil

O objetivo deste artigo é reunir os resultados de revisões sistemáticas e metanálises sobre o efeito da suplementação de vitamina A no crescimento, morbi-mortalidade infantil, materna e fetal. Foi realizada uma busca criteriosa nas bases de dados bibliográficos PubMed, Embase, LILACS, PAHO, Biblioteca Cochrane, Banco de Teses da CAPES, Biblioteca Digital de Teses da USP e acervo da Biblioteca Central da UNIFESP, localizando-se 14 trabalhos publicados entre 1993 e 2006. Há evidências de que a suplementação de vitamina A em crianças esteja associada à redução de 23% a 30% no risco de morte e atenuação da gravidade do quadro de sarampo e diarréia. Não há evidências de que a intervenção em crianças reduza a incidência de pneumonia não associada ao sarampo e mortalidade por essa causa. Em crianças e gestantes com HIV/AIDS, a suplementação apresenta impacto positivo na morbi-mortalidade infantil e no peso ao nascer. Não há evidências de que a suplementação em gestantes e lactantes esteja associada à redução da morbi-mortalidade infantil, mas há indicação de que essa intervenção seja protetora em relação à morbidade materna.

Ano

2007

Creators

Oliveira,Julicristie Machado de Rondó,Patrícia Helen de Carvalho

Validation of the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS) in a sample of mothers from the 2004 Pelotas Birth Cohort Study

The aim of this study was to evaluate the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS) for screening and diagnosis of postpartum depression. Three months after delivery, EPDS was administered to 378 mothers from the 2004 Pelotas Birth Cohort Study, Rio Grande do Sul State, Brazil. Up to 15 days later, mothers were re-interviewed by mental health care professionals using a semi-structured interview based on ICD-10 (gold standard). We calculated the sensitivity and specificity of each cutoff point, and values were plotted as a receiver operator characteristic curve. The best cutoff point for screening postpartum depression was > 10, with 82.6% (75.3-89.9%) sensitivity and 65.4% (59.8-71.1%) specificity. For screening moderate and severe cases, the best cutoff point was > 11, with 83.8% (73.4-91.3%) sensitivity and 74.7% (69.4-79.5%) specificity. For diagnosis, EPDS was valid only for prevalence of postpartum depression in the 20-25% range, with 60% PPV for the > 13 cutoff point (59.5% sensitivity; 88.4% specificity). The specificities and PPVs for all cutoff points were below those reported by other authors. Small numbers and the calculation of PPV in samples with overrepresentation of cases in the majority of studies appear to account for these differences.

Ano

2007

Creators

Santos,Iná S. Matijasevich,Alicia Tavares,Beatriz Franck Barros,Aluísio J. D. Botelho,Iara Picinini Lapolli,Catherine Magalhães,Pedro Vieira da Silva Barbosa,Ana Paula Pereira Neto Barros,Fernando C.

Qual deficiência?: perícia médica e assistência social no Brasil

Este artigo analisa o conceito de deficiência adotado pela principal política de transferência de renda para a população portadora de deficiência no Brasil, o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O estudo contrasta os critérios de seleção regulamentados pelo programa aos critérios utilizados pelos médicos peritos encarregados de avaliar e selecionar os beneficiários do programa. Foi realizada uma pesquisa por amostra com 16% do total de médicos peritos no Brasil. O objetivo do questionário foi avaliar a qualidade das instruções, dos formulários e dos procedimentos relativos à elegibilidade das pessoas deficientes ao benefício. Os resultados mostram que há uma divergência entre os critérios formais que regulamentam o BPC e a prática pericial dos médicos que apontam para um alargamento do conceito de deficiência para a inclusão de beneficiários com doenças genéticas, crônicas e infecciosas graves.

Ano

2007

Creators

Diniz,Debora Squinca,Flávia Medeiros,Marcelo

Avaliação de medidas de controle de flebotomíneos no norte do Estado do Paraná, Brasil

Comparam-se os resultados de coletas de flebotomíneos de abril de 2001 a setembro de 2002 com os resultados de coletas de outubro de 1996 a setembro de 1997 e de outubro de 1998 a abril de 2000, para avaliar as medidas empregadas para diminuir a densidade destes insetos, no Recanto Marista, Município de Doutor Camargo, Estado do Paraná, Brasil. As coletas de flebotomíneos foram feitas com armadilhas do tipo Falcão, em domicílios e galinheiros, das 22 às 2 horas, duas vezes ao mês. Em 2001/2002 coletaram-se 199.821 flebotomíneos, com média horária de 1.625,5 insetos; em 1996/1997 e 1997/1998, estas médias foram 1.641,9 e 806,7, respectivamente. Nyssomyia neivai predominou (90,4%) em todos os ecótopos. Esta espécie, juntamente com N. whitmani, Migonemyia migonei e Pintomyia fischeri representaram 99,9% do total coletado. A média horária do total de flebotomíneos aumentou, contudo, 85% destes insetos foram coletados nos galinheiros construídos com a finalidade de atraí-los, diminuindo a densidade dos mesmos nos demais ambientes, especialmente no domicílio.

Ano

2007

Creators

Teodoro,Ueslei Santos,Demilson Rodrigues dos Santos,Ademar Rodrigues dos Oliveira,Otílio de Poiani,Luís Paschoal Kühl,João Balduíno Lonardoni,Maria Valdrinez Campana Silveira,Thaís Gomes Verzignassi Monteiro,Wuelton Marcelo Neitzke,Herintha Coeto

Queixas osteomusculares relacionadas ao trabalho relatadas por mulheres de centro de ressocialização

Considerando as queixas de origem laboral um problema de saúde pública, objetivou-se, com o presente estudo, analisar a freqüência da população que refere queixas osteomusculares e a associação de ocorrência e severidade destas às variáveis antropométricas e de trabalho. Tomou-se 146 mulheres de um centro de ressocialização feminino, que responderam a um questionário validado contendo informações sobre dados antropométricos e queixas osteomusculares relacionadas ao trabalho. O estudo da associação entre e dentro das variáveis foi feito pelo teste de Goodman. Observou-se elevada freqüência de ocorrência de queixas após início de atividade laboral (94,19%). As participantes com necessidade de afastamento apresentaram maiores valores em idade e peso. Queixa acentuada foi mais referida na coluna do tronco. Afastamento foi mais referido para as que trabalhavam há mais tempo. Concluiu-se que é alta a freqüência de queixas relacionadas ao trabalho e que há associação entre maiores valores de peso e de estatura e nível de severidade acentuado; maiores valores de idade e de peso e necessidade de afastamento; níveis acentuados de queixas e região da coluna e entre maior tempo de serviço e necessidade de afastamento.

Ano

2007

Creators

Pastre,Eliane Cristina Carvalho Filho,Guaracy Pastre,Carlos Marcelo Padovani,Carlos Roberto Almeida,Josiane Schadeck de Netto Júnior,Jayme

Terapia de reposição hormonal e o câncer do endométrio

A reposição hormonal para alívio dos sintomas menopausais é amplamente utilizada em todo o mundo. A evolução do conhecimento sobre os riscos deste tratamento sempre foi mais lenta do que sua aplicação na prática clínica. Na década de 70, um aumento de incidência de câncer do endométrio ocorreu nos países desenvolvidos sendo que a terapia de estrógenos exógenos na menopausa foi o principal fator relacionado. Nas décadas de 80 e 90, a combinação entre estrógenos e progestínicos passou a ser largamente utilizada com base na premissa de que apresentava efeitos benéficos sobre os sistemas cardiovascular e osteoarticular, sem aumento no risco de câncer uterino. Entretanto, relatos recentes novamente questionam a segurança da reposição hormonal e, desta vez, apontam para o risco maior de câncer total e doença cardiovascular nos esquemas combinados. Concluímos neste trabalho que os riscos recentemente relacionados à terapia combinada têm grande potencial de impacto na Saúde Pública, e este esquema não é indicado para proteção do risco de carcinoma endometrial uma vez que seus riscos superam os benefícios.

Ano

2007

Creators

Araújo Júnior,Naidilton Lantyer Cordeiro de Athanazio,Daniel Abensur

Modelagem da incidência do dengue na Paraíba, Brasil, por modelos de defasagem distribuída

Existem vários modelos estatísticos na literatura para explicar a incidência do dengue. Porém, há divergências a respeito da real validade de modelos baseados em fatores climáticos e de modelos baseados em variáveis relativas ao combate ao vetor, pois a variabilidade apresentada por estas variáveis não são suficientes para explicar satisfatoriamente o comportamento estatístico da incidência do dengue. Os modelos de defasagem distribuída (MDD) supõem que a variável resposta Y será explicada pela presença de uma variável X no mesmo instante de tempo t e também pelos instantes anteriores (t-1, ...). Este estudo apresenta uma proposta de utilização do MDD na modelagem do dengue. Dentre os vários modelos testados, dois apresentaram resultados aparentemente interessantes. Um modelo MDD usando-se pluviometria não foi validado sob o ponto de vista estatístico. Um outro usando-se o número de municípios com dengue apresentou resultados estatísticos válidos e satisfatórios. Além disso, sob o ponto de vista das Secretarias Estaduais de Saúde, é um modelo viável que permite com uma única fonte de informação estabelecer um modelo com resultados estatísticos interessantes e de boa acurácia.

Ano

2007

Creators

Souza,Izabel Cristina Alcantara de Vianna,Rodrigo Pinheiro de Toledo Moraes,Ronei Marcos de

Sazonalidade e estado nutricional de populações indígenas: o caso Wari', Rondônia, Brasil

A despeito da relevância do tema, as condições de alimentação e nutrição das populações indígenas no Brasil permanecem largamente desconhecidas. O presente estudo examina o caso de uma comunidade Wari', povo indígena localizado em Rondônia, no sudoeste amazônico. Foram realizados dois inquéritos antropométricos de modo a investigar a situação nutricional da população e analisar variações sazonais. Nos inquéritos, seis meses aparte, foram examinados 279 e 266 indivíduos com idades entre zero e 87 anos. As prevalências de baixa estatura (61,7%) e peso (51,7%) entre as crianças menores de cinco anos estão entre as mais elevadas já registradas na literatura sobre populações indígenas no Brasil. Sobrepeso e obesidade não são expressivos na população, seja qual for a faixa etária considerada. Os perfis antropométricos indicam condições mais desfavoráveis durante os meses de chuva, quando as prevalências de desnutrição em crianças aumentam e adultos de ambos os sexos apresentam menores médias de peso corporal. Aponta-se para a necessidade de se considerar a sazonalidade na definição de rotinas de vigilância nutricional e na discussão dos perfis de nutrição de povos indígenas.

Ano

2007

Creators

Leite,Maurício Soares Santos,Ricardo Ventura Coimbra Jr.,Carlos E. A.

Mortalidade, anos potenciais de vida perdidos e incidência de acidentes de trabalho na Bahia, Brasil

Neste estudo estimam-se a mortalidade por acidentes de trabalho, anos potenciais de vida perdidos, e também a incidência de acidentes de trabalho graves (mais de 15 dias de afastamento), na Bahia, Brasil, no ano 2000. Fatores de correção foram elaborados comparando-se diferentes fontes de dados. Foram empregados benefícios da Previdência Social do Sistema Único de Benefícios (SUB), do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, e Censo Demográfico. A mortalidade por acidentes de trabalho foi de 0,79 x 100 mil trabalhadores, com base no SIM, mas com o SUB a estimativa é de 13,17 x 100 mil. Assumindo-se esta medida para todos os trabalhadores, estima-se um fator de correção para o SIM de 16,67. A estimativa de anos potenciais de vida perdidos foi de 23.249 e a incidência de acidentes de trabalho graves com pelo menos duas semanas de afastamento foi de 2,3%. Acidentes de trabalho são evitáveis, mas ainda comuns no país. A subenumeração é expressiva, e estatísticas corrigidas deveriam ser estimadas e divulgadas contribuindo para a priorização desse negligenciado problema de saúde pública.

Ano

2007

Creators

Santana,Vilma Souza Araújo-Filho,José Bouzas Silva,Marlene Albuquerque-Oliveira,Paulo Rogério Barbosa-Branco,Anadergh Nobre,Letícia Coelho da Costa

Diferenças de gênero ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV em serviço universitário de referência de São Paulo, Brasil

O número de mulheres brasileiras vivendo com HIV aumentou, exigindo dos serviços especializados atenção às demandas femininas. Neste estudo avaliaram-se diferenças de gênero ao acolhimento em serviço de referência no cuidado a pessoas vivendo com HIV em São Paulo, com revisão de 1.072 prontuários de pacientes atendidos entre 1998 e 2002. As mulheres eram mais jovens, mais freqüentemente casadas e heterossexuais e apresentavam menor escolaridade do que os homens à admissão. Enquanto 36% das mulheres realizaram teste anti-HIV por possuírem parceiro soropositivo, 43% dos homens o fizeram por apresentarem sintomas. Ao acolhimento, 55% dos homens e 38% das mulheres tinham AIDS. As mulheres apresentaram contagem de linfócitos CD4+ mais elevada e, mais freqüentemente, carga viral indetectável. Não houve diferença entre os sexos no acesso ao tratamento anti-retroviral após estratificação por estádio clínico. Embora as diferenças sócio-demográficas observadas à admissão apontem para a vulnerabilidade social das mulheres, estas buscaram cuidado especializado em estágios clínicos menos avançados. O conhecimento de características distintivas entre homens e mulheres ao acolhimento pode contribuir para estruturar serviços, aprimorar a assistência e otimizar os benefícios do cuidado.

Ano

2007

Creators

Braga,Patrícia Emilia Cardoso,Maria Regina Alves Segurado,Aluisio Cotrim