Repositório RCAAP

PESQUISA PARTICIPANTE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM TERRITÓRIOS VULNERÁVEIS: A FORMAÇÃO COLETIVA NO DIÁLOGO PESQUISADOR E COLABORADOR

Resumo Neste artigo, objetivamos descrever e problematizar as principais questões de operacionalização do trabalho de campo da pesquisa participante, ressaltando dilemas da relação pesquisador e sujeito-colaborador da pesquisa em contexto de atuação da Estratégia Saúde da Família em território de alta vulnerabilidade social. Criamos o grupo gestor da pesquisa, formado por gestores, profissionais (destacando-se os agentes comunitários de saúde) e pesquisadores, com o objetivo de elaborar estratégias e refletir sobre os resultados da pesquisa. Fizemos observações participantes do cotidiano, diários de campo, anotações sistemáticas e transcrições dos encontros. A metodologia de análise foi a hermenêutica de profundidade, de Thompson. Essa combinação metodológica possibilitou dar ênfase às experiências cotidianas, somando-as ao ‘chão’, ao que sustenta as vivências, ou seja, a história local, a cultura, a política e a organização do trabalho em saúde, as configurações intersubjetivas e sociais do território e a história de vida das pessoas. Nesse contexto, o grupo gestor deu o tom das ações da pesquisa, ainda que seu processo grupal evidenciasse tensões vividas pela Estratégia Saúde da Família. Os diálogos horizontais conquistados pelo trabalho desse grupo possibilitaram uma transformação e uma construção do conhecimento compartilhada entre atores do campo e pesquisadores, os quais estavam implicados com os dilemas vivenciados.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Moraes,Ramiz Candeloro Pedroso de Anhas,Danilo de Miranda Mendes,Rosilda Frutuoso,Maria Fernanda Petroli Rosa,Karina Rodrigues Matavelli Silva,Carlos Roberto de Castro e

ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: O TRABALHO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS EM PALMAS (TO)

Resumo Procurou-se analisar as ações dos agentes comunitários de saúde referentes à orientação da comunidade sobre o uso racional de medicamentos na Estratégia Saúde da Família em Palmas, capital do estado do Tocantins. Tratou-se de estudo descritivo-exploratório, de abordagem quantitativa, realizado com 246 agentes entre janeiro e abril de 2014. A coleta de dados foi por questionário, objetivando verificar a formação e a informação específica sobre medicamentos e os riscos da farmacoterapia no trabalho dos participantes da pesquisa. Observou-se que 88% dos agentes não realizaram curso de capacitação sobre medicamentos; 75,5% consideraram não ter conhecimento suficiente para dar orientações sobre medicamentos; 80,41% informaram que em nenhuma vez foram discutidos pela equipe temas sobre medicamentos; e 90,20% sentiam necessidade dessa formação. O estudo revelou que esses profissionais buscavam informações em várias fontes – as bulas de medicamentos constituíam a principal (71,14%). Dos agentes comunitários de saúde, respectivamente 52,46% e 50% referenciaram o enfermeiro para solucionar problemas e sanar dúvidas sobre farmacoterapia. Dentre eles, 68,03% consideraram importante orientar as famílias, mas afirmaram precisar de educação permanente. Evidenciou-se a necessidade de qualificação e formação do agente comunitário na promoção do uso racional de medicamentos, considerando o seu papel como promotor de saúde na comunidade.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Guimarães,Maria Sortênia Alves Tavares,Noemia Urruth Leão Naves,Janeth de Oliveira Silva Sousa,Maria Fátima de

PRECARIZAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DO TRABALHO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: IMPACTOS EM SANTA MARIA (RS)

Resumo O estudo teve por meta compreender o processo de implantação e acompanhamento da Estratégia Saúde da Família em um município do Rio Grande do Sul, utilizando como metodologia a pesquisa qualitativa. Foram entrevistados 16 gestores e analisadas fontes documentais no período de agosto de 2011 a maio de 2012. O material foi submetido à proposta operativa de análise. Verificou-se que a primeira gestão da Estratégia desencadeou um processo efervescente para transformar uma realidade considerada fragmentada e insuficiente, tendo optado por terceirização na contratação dos trabalhadores, participação da comunidade e educação permanente. A segunda gestão optou por fortalecer as unidades de pronto atendimento, sem a participação do controle social. Apareceram como fragilidades da Estratégia a gestão do trabalho e as escolhas da gestão municipal. A reestruturação da atenção básica, objetivo da Estratégia, foi postergada. Como conclusão, identificou-se a complexidade de se fazer gestão municipal do Sistema Único de Saúde e sedimentar a atenção básica como porta preferencial dos cidadãos.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Schimith,Maria Denise Brêtas,Ana Cristina Passarella Simon,Bruna Sodré Brum,Dyan Jamilles Teixeira Alberti,Gabriela Fávero Bidó,Maria de Lourdes Denardin Gomes,Taís Falcão

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES: CONHECIMENTO E CREDIBILIDADE DE PROFISSIONAIS DO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE

Resumo Este estudo foi realizado por meio de questionário para identificar o conhecimento e credibilidade sobre as práticas integrativas e complementares e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Participaram 118 profissionais da saúde, de nível superior, do Sistema Único de Saúde de três municípios brasileiros, em 2014. Procederam-se à análise descritiva e à análise de cluster (two-step cluster). A maioria dos profissionais conhece parcialmente as práticas integrativas e complementares; considera mais eficiente a acupuntura e a fitoterapia; desconhece a antroposofia e o termalismo; tem menor credibilidade na homeopatia; desconhece a política nacional de práticas integrativas e complementares; considera que seus conhecimentos não foram obtidos durante a graduação, mas principalmente pela leitura e experiência em família; entende que estas práticas devem ser inseridas na graduação e que são importantes para a profissão e para o serviço. A análise de cluster permitiu identificar dois grupos que se diferenciam quanto ao conhecimento e crenças. Conclui-se que há pouco conhecimento e pouca credibilidade nas práticas integrativas e complementares e pouco conhecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Gontijo,Mouzer Barbosa Alves Nunes,Maria de Fátima

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA: TERRITÓRIO, VIOLÊNCIA E O DESAFIO DAS ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS

Resumo Este artigo teve como objetivo discutir os desafios para a implementação das ações de saúde mental na Estratégia Saúde da Família na perspectiva da desinstitucionalização e territorialização do cuidado. Descrevemos, na visão de gestores e equipes de saúde da família, o contexto territorial, formas de identificação das demandas e práticas de acolhimento e cuidado em saúde mental. Avaliamos ainda os desafios para a construção de abordagens psicossociais potentes e o cuidado em rede. O campo da pesquisa constituiu-se de dois territórios da cidade (Manguinhos e Complexo do Alemão) com características emblemáticas do contexto urbano do Rio de Janeiro no período estudado (2009 a 2013). Os pesquisadores trabalharam com estratégias de metodologias qualitativas e colaborativas que incluíram entrevistas com gestores, grupos focais com trabalhadores e visitas sistemáticas ao campo. Os dados coletados apontaram tendências específicas como expansão acelerada da Estratégia Saúde da Família com impactos no processo de trabalho; discurso dos gestores com evidência de abertura para inclusão da saúde mental na Estratégia; narrativas dos trabalhadores explicitando sensação de despreparo e baixa percepção do potencial terapêutico da atenção básica; violência nos territórios causando tensões e ambivalências em relação aos poderes locais; associação direta entre saúde mental e cotidiano violento.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Prata,Nina Isabel Soalheiro dos Santos Groisman,Daniel Martins,Desiane Alves Rabello,Elaine Teixeira Mota,Flávio Sagnori Jorge,Marco Aurélio Nogueira,Mariana Lima Calicchio,Renata Ruiz Vasconcelos,Renata Veloso

POLÍTICA DE DESPRECARIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE EM UMA INSTITUIÇÃO FEDERAL DE C&T: A EXPERIÊNCIA DE PROFESSORES E PESQUISADORES

Resumo Este estudo teve como principal objetivo analisar a política de desprecarização do trabalho em saúde, em âmbito local, do ponto de vista de professores e pesquisadores. Para tal, efetuou-se um estudo de caráter qualitativo, elegendo-se como campo de investigação uma unidade técnico-científica de saúde localizada no estado do Rio de Janeiro. Para a coleta de dados, realizaram-se entrevistas individuais com dez participantes. No que concerne à análise dos materiais de campo, lançou-se mão da técnica de análise do discurso, chegando-se a cinco categorias empíricas principais de análise: precarização das relações humanas; transição do modelo de gestão institucional; intensificação do trabalho do professor e pesquisador; sofrimento e prazer no trabalho; e desprecarização do trabalho. Além disso, adotou-se como objeto de análise a política implementada pelo governo federal denominada DesprecarizaSUS. Os resultados mostraram que, do ângulo de interpretação do trabalho, a política de desprecarização deve alcançar um conjunto de ações políticas que não estão circunscritas apenas à esfera jurídica. A de maior relevância é a instituição, no plano local, de condições propícias para se superar a deterioração das relações humanas no trabalho geradas no âmbito do contexto neoliberal de gestão pública.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Silva,Priscila Matos Crisostomo da Souza,Kátia Reis de Teixeira,Liliane Reis

A dimensão financeira da medicina em questão

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Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Castiel,Luis David

A AMPLIAÇÃO DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA E O PROGRAMA MAIS MÉDICOS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Resumo O estudo analisou a evolução das equipes de saúde da família no Brasil, com base em dados secundários do Ministério da Saúde sobre as equipes de saúde da família implantadas em dezembro de 2012 e 2015 no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, segundo macrorregiões e portes populacionais dos municípios. Também foram analisadas internações por causas sensíveis à atenção primária, com base no Sistema de Informações Hospitalares, tendo como referência o ano de ocorrência da internação. Em 2015, mais de 70% dos municípios tinham aderido ao Programa Mais Médicos (quase 40% das equipes de saúde da família), assegurando a universalização em quase 100% dos municípios de menor porte populacional. Além da expansão, que incluiu mais de vinte milhões de habitantes, observou-se a substituição de equipes antes implantadas, sugerindo redução da rotatividade e fixação dos profissionais, o que pode ter sido estimulado pelo financiamento do Ministério da Saúde, desonerando os municípios. Internações por causas sensíveis à atenção primária reduziram-se ainda mais após a implantação do programa, sugerindo sua contribuição na melhoria do acesso e desempenho da atenção primária. Ainda há importantes desafios, e o programa representa um esforço para se alcançar a universalidade no sistema.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Miranda,Gabriella Morais Duarte Mendes,Antonio da Cruz Gouveia Silva,Ana Lúcia Andrade da Santos Neto,Pedro Miguel dos

APOIO MATRICIAL: UMA EXPERIÊNCIA DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE

Resumo O trabalho aqui apresentado resultou de pesquisa documental, entrevistas semiestruturadas e grupo focal com as equipes de saúde, os apoiadores residentes e a gestão da atenção básica sobre a experiência de articulação entre as equipes de apoio matricial e referência em unidades de saúde da família, no contexto da reformulação do modelo assistencial em implantação em um município do interior paulista, no primeiro semestre de 2009. Os autores refletiram sobre a experiência com base em três dimensões: a compreensão inicial da proposta, o cotidiano de trabalho e os impactos no processo de trabalho do apoio matricial. Verificou-se que o apoio matricial apresentou problemas de entendimento da proposta e enfrentou a predominância de práticas curativas biologicistas e limites em relação à solução dos problemas da população. A integração entre os profissionais possibilitou pactuações conjuntas, o trabalho interdisciplinar e a construção de projetos terapêuticos comuns, ensejando perspectivas promissoras. Esperamos que esses achados subsidiem as discussões atuais sobre o planejamento e a gestão do apoio matricial no sistema local de saúde.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Nordi,Aline Barreto de Almeida Aciole,Geovani Gurgel

CONTEXTO HOSPITALAR PÚBLICO E PRIVADO: IMPACTO NO ADOECIMENTO MENTAL DE TRABALHADORES DA SAÚDE

Resumo O estudo teve por objetivo comparar a avaliação do contexto de trabalho e os índices de uso de álcool, depressão e síndrome de burnout entre trabalhadores da saúde provenientes de um hospital público e de um hospital privado da região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010. Tratou-se de pesquisa quantitativa do tipo descritiva e comparativa. Participaram 182 trabalhadores da saúde, 92 provenientes do hospital público e noventa do hospital privado. Os participantes responderam individualmente a cinco instrumentos: questionário sociodemográfico e laboral, teste de identificação para transtornos por uso de álcool, inventário Beck de depressão, Maslach Burnout Inventory e escala de avaliação do contexto do trabalho. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e teste t-Student para comparação de médias entre os grupos dos dois tipos de hospitais. Os resultados indicaram que o contexto de trabalho foi avaliado de forma significativamente mais negativa pelos trabalhadores do hospital público. Os dados também demonstraram índices mais elevados de adoecimento nos profissionais que atuavam nesse tipo de instituição. Concluiu-se que o adoecimento psíquico dos trabalhadores da saúde relaciona-se mais ao tipo de contexto de trabalho (público ou privado) do que à categoria profissional.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Santos,Anelise Schaurich dos Monteiro,Janine Kieling Dilélio,Alitéia Santiago Sobrosa,Gênesis Marimar Rodrigues Borowski,Sílvia Batista Von

EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA: DIFICULDADES NO CUIDADO DE PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

Resumo Este estudo teve como objetivo conhecer a percepção de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis sobre sua saúde, doença e cuidado, bem como analisar as práticas das equipes de atenção primária com esses pacientes. Tratou-se de uma pesquisa descritivo-exploratória, com abordagem qualitativa, desenvolvida em 2014 no município de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul. A coleta de dados foi feita por meio de entrevista semiestruturada e discussão focal. A análise interpretativa baseou-se na hermenêutica. Os resultados retrataram o desestímulo em aderir à dieta e a insatisfação com as práticas de acompanhamento e com a rede de atenção. A consideração das dimensões culturais, simbólicas e sociais pode ajudar a repensar as propostas de dieta, e o planejamento dos serviços e a educação permanente abrem possibilidades para as melhorias no cuidado.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Silocchi,Cassiane Junges,José Roque

PARTICIPAÇÃO SOCIAL, PLANEJAMENTO URBANO E PROMOÇÃO DA SAÚDE EM CAMPO GRANDE (MS)

Resumo A pesquisa apresentada neste artigo buscou conhecer a participação social em uma iniciativa da promoção da saúde desenvolvida em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Tratou-se de pesquisa desenvolvida em 2009 com abordagem qualitativa, em que foram realizados análise documental, entrevistas (com gestores e técnicos), grupos focais (com conselheiros regionais) e análise de conteúdo com triangulação dos dados. A percepção quanto à participação social não se restringiu à experiência, pois destacaram-se a institucionalização de canais de participação no município e os conselhos regionais urbanos, considerados como avanço nos processos democráticos, propulsores de maior envolvimento dos conselheiros nas decisões do planejamento urbano. Porém, barreiras ao exercício democrático foram ressaltadas: necessidade de formação política de conselheiros, fragilidade de presença da população nas instâncias participativas, dificuldade de articulação com o legislativo, falta de conhecimento e acesso à informação, dificuldades na atuação como conselheiro e descrença no processo participativo, causando evasão de lideranças. Observaram-se o fortalecimento desses espaços colegiados e a união das lideranças nos bairros em torno de objetivos comuns, com a formação de uma espiral crescente de participação, estimulada por uma rede de apoio comunitário.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Gonçalves,Crhistinne Cavalheiro Maymone Bógus,Cláudia Maria

INDIVIDUALIZAÇÃO DOS CUIDADOS EM SAÚDE E APASSIVAÇÃO DO USUÁRIO NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Resumo A pesquisa que originou este artigo teve como objetivo compreender as representações de profissionais e usuários da Estratégia Saúde da Família sobre educação em saúde. Tratou-se de estudo com abordagem qualitativa e técnicas de observação participante e entrevista, por meio da análise de conteúdo, realizado em 2008 e 2009. A representação do grupo denotou ‘educação’ e 'saúde' como bens de valor social, cultural e histórico a serem preservados na família e na sociedade em geral, ancorando o cuidado com a saúde em estratégias que se sobrepõem à prescrição de procedimentos e comportamentos. No entanto, profissionais e usuários dos serviços de saúde associam ‘educação em saúde’ à transmissão de conhecimentos técnicos específicos, a ser realizada por profissionais capacitados. Nas práticas de educação em saúde, prevalecem: prescrição de hábitos saudáveis na dimensão individual; grupos temáticos focados em enfermidades ou estados de saúde específicos; comportamento passivo dos usuários; e dificuldades de adesão e ações de caráter compulsório. A transmissão de conhecimento e a prescrição de hábitos para o autocuidado individual são as formas prevalentes de representar a educação em saúde para todos os sujeitos da pesquisa. As práticas de educação em saúde observadas podem ser caracterizadas como práticas tradicionais de atenção à saúde.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Oliveira Júnior,Gilberto Éder de Diehl,Marcel Brentano Mattos,Gerson Silveira,João Luiz Gurgel Calvet da

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Resumo Objetivou-se avaliar a qualidade de vida no trabalho e os principais fatores correlacionados em pessoas com deficiências físicas. Tratou-se de estudo transversal, realizado em 2012, em serviço de referência em reabilitação de pessoas com deficiência, localizado em João Pessoa, na Paraíba. A amostra foi composta por 110 indivíduos que responderam a um questionário sociodemográfico; utilizou-se uma escala validada para avaliar a qualidade de vida no trabalho. Para análise dos dados, efetuaram-se os testes Alfa de Cronbach, Kaiser-Meyer-Olkin e esfericidade de Bartlett. O índice de consistência interna da escala se mostrou satisfatório (α=0,85), atestando a confiabilidade do instrumento utilizado. A matriz de correlações entre os itens da escala revelou a possibilidade de sua fatorialização (KMO = 0,60) e Bartlett (p<0,001). Quanto à percepção da qualidade de vida no trabalho, 67,9% indicaram insatisfação; 21,4%, avaliação intermediária; e 10,7%, satisfação. Os fatores mais correlacionados foram: salário (0,74), capacidade de ascensão profissional (0,73), oportunidade de expressar suas opiniões (0,71), carga horária e quantidade de trabalho (0,66). Concluiu-se que a qualidade de vida no trabalho das pessoas com deficiência física não é satisfatória, principalmente em razão de aspectos como salário, carga horária e quantidade de trabalho inadequados, bem como dificuldade para ascensão profissional.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Coutinho,Bertran Gonçalves França,Inacia Sátiro Xavier de Coura,Alexsandro Silva Medeiros,Kaio Keomma Aires Silva Aragão,Jamilly da Silva

ESTUDANTES, DOCENTES E PROFISSIONAIS NA ATENÇÃO BÁSICA: COEXISTÊNCIA SEGUNDO A FENOMENOLOGIA HEIDEGGERIANA

Resumo O estudo buscou compreender a coexistência entre estudantes, docentes e profissionais em unidades básicas de saúde. Tratou-se de pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem fenomenológica hermenêutica, apoiada no referencial teórico filosófico de Martin Heidegger, realizada com estudantes, profissionais da rede de serviços e docentes que acompanham estudantes em atividades realizadas em unidades básicas de saúde da região metropolitana de um município de grande porte do sul do Brasil. A coleta dos dados aconteceu entre os meses de novembro de 2013 e março de 2015, por meio de entrevistas gravadas e orientadas por um roteiro de questões. Os participantes foram selecionados intencionalmente, totalizando 23 entrevistados. A coexistência entre estudantes, docentes e profissionais na unidade básica de saúde mostrou-se permeada por diferentes modos de ser. Nela desvelaram-se conflitos ligados à linguagem, mais precisamente na verbalização e na escuta. Essa relação foi reconhecida como importante para o ensino-aprendizagem e para reflexões sobre adequações no processo de trabalho.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Codato,Lucimar Aparecida Britto Garanhani,Mara Lúcia González,Alberto Durán Fernandes,Maria de Fátima Prado

IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DO CONTEXTO DE CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO PETROQUÍMICO DO RIO DE JANEIRO

Resumo O estudo objetivou descrever a percepção de graduandos de enfermagem sobre impactos psicossociais e estratégias de coping de uma população vulnerabilizada pelo contexto de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Tratou-se de pesquisa-ação, descritiva, de abordagem qualitativa, realizada com 18 graduandos de enfermagem por meio da aplicação das técnicas fotovoz e grupo focal durante o mês de maio de 2015. Os dados receberam tratamento analítico de conteúdo. Os participantes destacaram apenas o consumo e tráfico de drogas, a violência sexual, a disponibilidade dos serviços de saúde como impactos sociais com grande potencial de produzir problemas psicológicos, tais como ansiedade e depressão na população, como consequências do processo de construção da indústria. Estratégias de coping aos estressores ambientais focadas na ação coletiva foram problematizadas por apenas dois participantes. Concluiu-se que a inclusão de modo transversal da temática socioambiental – e sua relação com a saúde mental de populações vulnerabilizadas pelos contextos de construção de empreendimentos industriais no país, em disciplinas da graduação e outros espaços acadêmicos – é fundamental, a fim de estimular a capacidade crítica, reflexiva e política de futuros enfermeiros sobre a relação entre projetos de desenvolvimento, degradação ambiental, equidade e impactos psicológicos na população.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Moniz,Marcela de Abreu Pereira,Jaqueline Manhães Dias,Rayara Mozer

DOS ‘RECURSOS HUMANOS’ À GESTÃO DO TRABALHO: UMA ANÁLISE DA LITERATURA SOBRE O TRABALHO NO SUS

Resumo O estudo que deu origem a este artigo apresentou os resultados de revisão integrativa de literatura sobre a gestão do trabalho no Sistema Único de Saúde, tendo como objetivo analisar as diferentes contribuições científicas na área, as experiências e estratégias desenvolvidas pelos municípios. Utilizou-se para a coleta de dados as bases PubMed e SciELO em 2014. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, analisaram-se 22 artigos. O maior número deles foi publicado no biênio 2010–2011 e referia-se a municípios de grande porte ou estados. Foram construídas duas categorias temáticas: concepções de gestão de trabalho e questões relacionadas à vida funcional do trabalhador, como provimento e garantia de direitos trabalhistas. Verificaram-se a evolução do termo recursos humanos para a concepção de gestão do trabalho; o processo de expansão dos empregos públicos na esfera municipal e as diversas formas de seleção adotadas; a desprecarização dos vínculos trabalhistas a partir dos anos 2000; dificuldades de atração e fixação de profissionais e a não consolidação do plano de carreira, cargos e salários como instrumento estratégico para a gestão do trabalho. Evidenciaram-se a complexidade do tema e a necessidade de constantes estudos pela sua importância para o Sistema Único de Saúde.

Ano

2022-12-06T13:24:12Z

Creators

Santini,Stela Maris Lopes Nunes,Elisabete de Fátima Polo de Almeida Carvalho,Brígida Gimenez Souza,Francisco Eugênio Alves de