Repositório RCAAP

Efeito das lojas vazias, sôbre o rendimento do café mundo novo

O rendimento do café, isto é, a relação entre o pêso de café maduro para o de beneficiado, é influenciado, entre outros fatôres, pela ocorrência de frutos com lojas sem sementes, os quais flutuam quando colocados no água. Procurando avaliar o efeito de quantidades variáveis dêste tipo de frutos sôbre o rendimento do café Mundo Novo, foram preparados quatro grupos de cinco amostras, contendo 0, 25, 50, 75 e 100 por cento de frutos dessa natureza. Nestas amostras realizaram-se observações sôbre as quantidades de sementes moca, concha e chato, tamanho, densidade e pêso dos sementes. Os dados obtidos mostraram que o abôrto do endosperma em uma das lojas do fruto não afetou as características de pêso, densidade e tamanho das sementes desenvolvidas no outra loja do fruto. Verificou-se, também, que as sementes moca diminuíram à medida que aumentaram nas amostras as quantidades de frutos com lojas sem sementes, sendo êste fato atribuído ao número reduzido de frutos moca que flutuam no água. As sementes concha, ao contrário, aumentaram com as crescentes porções de frutos que boiam nas amostras preparadas, o que talvez possa ser atribuível a um efeito pleiotrópico do fator genético responsável pelo abôrto do endosperma. O rendimento apresentou uma forte tendência de piorar com o aumento do quantidade de lojas sem sementes nas amostras e a análise estatística levou à conclusão de que se trata de um efeito linear. Os resultados dêste ensaio vieram mostrar que o processo de seleção que vem sendo adotado para o café Nundo Novo, eliminando a maioria das plantas com alta quantidade de lojas vazias, é eficiente e assim dsve ser prosseguido.

Efeito da adição de inseticidas no solo, sôbre o desenvolvimento do algodoeiro

A fim de verificar o efeito do acúmulo de inseticidas no solo, fêz-se um ensaio em vasos de Mitscherlich, empregando-se os inseticidas BHC, toxafeno, lindano e DDT, incorporados ao solo. Os três últimos foram experimentados também na forma de emulsão, enquanto que o BHC entrou no ensaio apenas na forma de pó. As quantidades de inseticidas empregadas foram correspondentes àquelas recebidas pelo solo no fim de 1, 3 e 7 anos de cultura algodoeira, tratada com as quantidades recomendadas para cada um dêles. Em terra arenosa, do tipo arenito Bauru, a dose de BHC correspondente à recebida pelo solo em um ano de cultura com o algodoeiro (108,5 kg/ha) já causou um decréscimo de produção de 20%; a dose correspondente a 3 anos produziu um decréscimo de 56% e a correspondente a 7 anos anulou a produção. Entretanto, após ter o solo permanecido sem cultura durante um ano agrícola, os efeitos tóxicos do BHC decresceram, a ponto de mesmo a dose correspondente a 7 anos de cultura ter permitido alguma produção. Dos outros inseticidas sòmente o toxafeno em emulsão e quando empregado em dose 7 vêzes mais forte do que a recomendada, que é de 18,6 l/ha de emulsão a 50%, causou algum prejuízo à produção, reduzindo-a de 30% na cultura feita logo após a sua aplicação no solo. Em conseqüência de um acidente ocorrido e mencionado no texto, não se obtiveram dados de uma segunda cultura com êste inseticida, após ter o solo "descansado" durante um ano agrícola. Em terra-roxa os efeitos tóxicos do BHC foram menos intensos. Neste tipo de terra a dose correspondente à recebida pelo solo no fim de um ano de cultura algodoeira não prejudicou em nada o algodoeiro. As doses correspondentes às recebidas pelo solo no fim de 3 e 5 anos de cultura algodoeira causaram sensíveis decréscimos de produção. Na segunda cultura, entretanto, feita nos mesmos solos após terem êstes permanecido sem cultura durante um ano, não houve nenhuma diferença entre as plantas tratadas e testemunhas, quer quanto ao desenvolvimento ou à produção, o que mostra que na terra-roxa os efeitos tóxicos do BHC, nas doses estudadas, desapareceram completamente do solo no fim de dois anos.

Ano

1960

Creators

Franco,Coaracy M. Fraga Jr.,Constantino G. Neves,Oswaldo Silveira

Efeito da adição de BHC no solo, sôbre o desenvolvimento do milho

Como o milho é freqüentemente cultivado em solo anteriormente ocupado pela cultura algodoeira, achou-se conveniente verificar se o BHC empregado nesta última cultura poderia permanecer no solo e prejudicar aquela planta. Com êste objetivo fêz-se um ensaio em vasos de Mitscherlich, no qual diferentes doses de BHC foram incorporadas à terra. As doses de BHC empregadas foram correspondentes àquelas recebidas pelo solo no fim de 1, 2, 3, 4 e 5 anos de cultura algodoeira, tratada com a quantidade oficialmente recomendada daquele inseticida (108,5 kg/ha/ano, de BHC contendo 2% de isômero-gama). Nos vasos, onde as condições eram as mais favoráveis para o manifestação dos efeitos tóxicas do BHC, a decomposição dêste inseticida na terra foi suficientemente rápida para que os efeitos tóxicos de uma dose três vezes mais forte do que a oficialmente recomendada desaparecessem completamente no fim de dois anos. Nas condições de cultura os efeitos tóxicos do inseticida devem ser ainda bem menos intensos. Não são de se esperar, pois, prejuízos à cultura do milho, causados pelo acúmulo de BHC no solo, quando aquela fôr feita em terreno anteriormente ocupado pela cultura algodoeira, desde que nesta a quantidade empregada do inseticida, não tenho sido muito diferente daquela oficialmente recomendada.

Ano

1960

Creators

Franco,Coaracy M. Fraga Jr.,Constantino G.

Adubação do algodoeiro: VIII - Ensaios com diversos adubos fosfatados (2.ª série)

Continuando a publicação dos ensaios destinados a determinar a eficiência relativa de diversos fosfatos na adubação do algodoeiro, os autores relatam os resultados obtidos nos que foram conduzidos entre 1941-42 e 1944-45. Nesta 2.ª série figuram oito ensaios, dois dos quais só foram aproveitados para estudar a influência dos adubos sôbre a germinação. Dos seis utilizados para verificar o efeito sôbre a produção, dois foram localizados em terra-roxo-legítima (Piracicaba e Ribeirão Prêto), três em terra-roxa-misturada (um em Campinas e dois em Limeira) e um em solo massapê-salmourão (Mococa). Um dos ensaios foi executado sòmente por um ano, mas os outros foram conduzidos, nos mesmos canteiros, por dois a quatro anos. A dose de P2O5, 80 kg/ha, foi sempre empregada na presença de azôto e potássio (salitre do Chile e cloreto de potássio). Todos os adubos foram aplicados nos sulcos de plantio. Exceto no ensaio de Piracicaba, instalado em solo aparentemente muito fértil, o efeito do fósforo sôbre a produção variou entre sofrível e verdadeiramente espetacular. No conjunto dêstes cinco ensaios Serranafosfato e farinha de ossos degelatinados deram resultados equivalentes e superiores aos de Cibrafosfata, enquanto superfosfato se mostrou superior aos três. Essas diferenças tenderam a diminuir nos ensaios que duraram mais de um ano. O fósforo não modificou a marcha da frutificação em um dos ensaios, mas apressou-a consideràvelmente nos outros quatro. Nesse sentido superfosfato foi mais eficiente em dois ensaios; nos outros dois todos os fosfatos se mostraram iguais. Em regra o fósforo aumentou o pêso dos capulhos e das sementes, mas não alterou a porcentagem de fibra e o comprimento desta, mesmo quando seu efeito sôbre a produção foi muito grande. No último ano de dois ensaios conduzidos por quatro anos - um em terra-roxa-misturada e o outro em solo massapê-salmourão - não se empregaram adubos. Nos dois casos o efeito residual do fósforo foi enorme, sendo que superfosfato, Serranafosfato e farinha de ossos se mostraram equivalentes e superiores a Cibrafosfato. Estudando conjuntamente os ensaios que entraram neste e no artigo anterior, os autores concluíram que superfosfato se comportou melhor que os outros fosfatos menos solúveis, no que toca ao efeito imediato, e não foi inferior o êles no que toca ao efeito residual.

Ano

1960

Creators

Aguiar,Heitor de C. Corrêa,D. Marcondes Neves,O. S. Freire,E. S.

Lixo fermentado pelo processo Verdier-Grué, na adubação de alface

No presente trabalho relata-se o resultado de uma experiência de adubação de alface, na qual se procurou determinar o valor do lixo fermentada pelo processo Verdier-Grué, como substituto do estérco de curral. Os tratamentos foram escolhidos de maneira a possibilitar esta conclusão no presença e ausência de adubos químicos (np). Os resultados obtidos possibilitaram tirar as seguintes conclusões: a) na ausência de np não houve diferença significativa entre as produções obtidas com 8 e 12 kg, respectivamente de estêrco e de lixo; ambas diferiram significativamente da produção obtida com 8 kg de lixo, mostrando, assim, que esta dose é insuficiente para substituir o mesmo pêso de estêrco; b) na presença de np notou-se que a dose de 8 kg de lixo deu produção mais aproximada da de 8 kg de estêrco, embora ainda significativamente menor; a dose de 12 kg de lixo provou novamente ser suficiente para substituir os 8 kg de estêrco, muito embora não tenha para êste tratamento havido efeito do np; c) o aumento proporcionado pelos adubos químicos sòmente foi significativo na ausência de adubos orgânicos.

Ano

1960

Creators

Alves,Sebastião Arruda,Hermano Vaz de

Melhoramento do cafeeiro: XIV - Competição de variedades comerciais em Monte Alegre do Sul

Em fins de 1949 foi plantado na Estação Experimental de Monte Alegre do Sul um ensaio de variedades comerciais de café, cujos resultados, abrangendo seis anos de produção, são analisados e discutidos neste trabalho. A Estação Experimental de Monte Alegre do Sul situa-se em solo do tipo massapê-salmourão e apresenta a topogrofía acidentado que caracteriza extensa região cafeeira dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. A finalidade do ensaio é a de verificar o comportamento de diversas variedades, em comparação ao café Nacional, que ainda hoje é a variedade predominante nas fazendas que conservaram parte dos seus antigos cafèzais. As seguintes variedades acham-se representadas no experimento: Nacional, Amarelo de Botucatu, Bourbon Vermelho, Bourbon Amarelo, Mundo Novo, Caturra Vermelho, Caturra Amarelo, Laurina, Moragogipe A. D. e Semperflorens. Com exclusão do café Nacional, representado pela descendência de plantas típicos encontrados na própria Estação Experimental, as demais voriedades são formadas pela mistura de progênies de cafeeiros selecionados pela Seção de Genética do Instituto Agronômico, em Campinas. Como delineamento experimental adotou-se o de blocos incompletos com seis repetições. Ao fim de seis anos de colheitas a análise estatística revelou que a variedade Mundo Novo produziu significativamente mais do que as nove restantes. Em segundo plano classificou-se o Bourbon Amarelo, cuja produção, porém, não difere de modo significativo das que se verificaram para o Bourbon Vermelho, Caturra Amarelo e Caturra Vermelho. As quatro variedades com as maiores produções totais, em kg de frutos maduros (Mundo Novo, Bourbon Amarelo, Bourbon Vermelho e Caturra Amarelo), produziram significativamente mais do que as variedades antigas, como o Nacional e Amarelo de Botucatu, e mais tambem do que os variedades de menor interêsse comercial, como Maragagipe A. D., Laurina e Semperflorens. Os resultados são semelhantes quando se analisam os produções transformadas em café beneficiado.

Adubação do milho: XIII - Efeito da mucuna, do calcário e de outros adubos, sôbre as propriedades químicas do solo

Neste artigo os autores relatam os resultados do análise química dos solos de três ensaios, conduzidos em diferentes locolidades do Estado de São Paulo, e nos quais foi estudado principalmente o efeito fertilizante da mucuna preta (Stizolobium sp.), intercalada na cultura do milho. Os tratamentos comparados foram: sem adubo; calcário; fósforo e potássio; calcário, fósforo e potássio; mucuna; calcário e mucuna; fósforo, potássio e mucuna; calcário, fósforo, potássio e mucuna. A mucuna foi semeada entre as fileiras do milho, após o início do florescimento dêste, sendo incorporada ao solo, de mistura com a palhaça do milho, algumas semanas depois da colheita das espigas. Instalados em 1945-46, os ensaios foram anualmente adubados e plantados até 1954-55. A análise dos solos, feita após o última colheita, mostrou que o emprêgo do calcário e dos adubos fosfatado e potássico determinou substancial aumento na concentração dos elementos fertilizantes nêles contidos, e que a intercalação da mucuna, embora tenha provocado considerável aumento na produção do milho, não aumentou o teor de matéria orgânica dos solos em aprêço e pràticamente não lhes modificou as características químicas estudadas.

Ano

1960

Creators

Viégas,G. P. Gargantini,H. Freire,E. S.

Adubação do algodoeiro: IX - Ensaios com diversos adubos fosfatados (3.ª série)

Neste terceiro artigo sôbre adubos fosfatados os autores apresentam os resultados de oito ensaios realizados entre 1949-50 e 1954-55 e nos quais superfosfato foi comparado com os fosfotos naturais Hiperfosfato e Serrote, usando-se 0, 40 e 80 kg/ha de P2O5 na presença de azôto e potássio. Êsses ensaios foram conduzidos por 2-5 anos nos mesmos canteiros e localizados em diferentes tipos de solo da zona algodoeira do Estado de São Paulo. Em média de todos os anos dos seis ensaios em que houve reação favorável ao fósforo, com as doses simples dêsse nutriente os efeitos de Hiperfosfato e fosfato Serrote corresponderam respectivamente à metade e a um quarto do de superfosfato; com as doses duplas, porém, o efeito de Hiperfosfato foi um pouco superior e o de fosfato Serrote igual à metade do de superfosfato. Essas relações foram pràticamente os mesmas nos diversos solos estudados, mas variaram muito no decorrer dos anos. No primeiro ano, enquanto superfosfato aumentou substancialmente a produção, as respostas a Hiperfosfato e fosfato Serrote foram insignificantes, mesmo quando usados nas doses duplas. Todavia, a partir do segundo ou terceiro ano os efeitos das duas doses de Hiperfosfato foram, em regra, um pouco superiores à metade dos efeitos das correspondentes doses de superfosfato. Quanto ao fosfato Serrote, com a dose simples seu efeito foi sempre muito pequeno, mas com a dose dupla foi mais ou menos igual à metade do efeito da correspondente dose de superfosfato. Os autores também apresentam dados sôbre o efeito residual do fósforo, observado no último ano de um dos ensaios, bem como sôbre a influência dêsse nutriente sobre a marcha da frutificação, o pêso dos capulhos, a porcentagem de fibra e o comprimento desto. Por fim sugerem estudar-se o emprêgo dos fosfatos naturais em programas de melhoramento dos solos pobres de fósforo.

Ano

1960

Creators

Ramos,Ismar Schmidt,W. Cavaleri,Popílio A. Neves,O. S. Abramides,E. Freire,E. S.

Melhoramento do feijoeiro

Os ensaios de variedades e linhagens de feijão, realizados no período de 1948 a 1957 pelo Seção de Genética e resumidamente aqui apresentados, vieram indicar que as variedades e linhagens do grupo Mulatinho e Chumbinho eram as mais produtivas. A partir dêste ano agrícola, novos ensaios comparativos de produção foram realizados, a fim de verificar o comportamento das variedades e linhagens existentes com as variedades recém-introduzidas e as novas linhagens selecionadas. As variedades comerciais e suas linhagens, estudadas neste trabalho, foram classificadas em oito grupos, com base nas observações realizadas principalmente sôbre o tipo de planta e característicos dos sementes, o saber: Mulatinho, Chumbinho, Rosinha, Roxinho, Manteiga, Prêto, Bico-de-Ouro e diversos. Dos oito ensaios analisados em detalhes e realizados em Campinas, chegou-se à conclusão de que as variedades dos grupos Prêta e Rosinha são as de maior capacidade produtiva, devendo ser intensificado o aproveitamento dêsses grupos no plano de melhoramento em execução. As do grupo Roxinho apresentam-se menos produtivas. A comparação das análises dos ensaios como látice e blocos ao acaso revelou uma eficiência média de ordem de 30% para o tipo látice nos oito ensaios analisados. A fim de observar se o pêso total de plantas por ocasião da colheita mostra correlação com a produção de grãos, determinou-se, para cada grupo, o índice entre essas duas variáveis. Observou-se que êstes índices são proporcionais à produção, servindo, assim, para melhor caracterizar os diversos grupos de variedades e linhagens de feijão.

Seca da mangueira

Em Campinas, a Seca do mangueira (Mangifera indica L.) é causada pelo fungo Ceratostomella fimbriata, associado a Hypothenemus plumeriae, broca semelhante à do café, O inseto abre furos nos tecidos sadios e pode levor ou não o patógeno. Quando o potógeno é levado às partes mais verdes, suculentas de mangueira, a murcha ocorre cerca de 10-15 dias após, e os tecidos recentemente mortos são colonizados por Hypothenemus plumeriae. A moléstia parece ser idêntica ao "Mal do Recife".

Aedes (Stegomyia) aegypti (Diptera: Culicidae) em algumas ilhas de Cabo Verde: tipologia dos criadouros e sua relação com a presença larval

Aedes aegypti é uma espécie de ampla distribuição geográfica, e sua presença foi registrada nas ilhas de Cabo Verde. Pelo fato de a sua bioecologia estar sendo atualmente estudada em várias partes do mundo, e também por ter sido realizado o primeiro registro de uma epidemia de dengue no país, decidiu-se pela realização deste levantamento. O trabalho foi realizado entre fevereiro e março de 2010, quando foram inspecionadas seis das dez ilhas que compõem o arquipélago. Os fatores avaliados durante o levantamento foram número, tipo e localização dos recipientes, assim como a presença das formas larvais de Ae. aegypti. Os resultados demonstraram a presença de 2,4 recipientes/residência inspecionada, registrando-se um total de 118 criadouros, sendo estes mais frequentes nas residências abandonadas. A condição de risco foi significativamente diferente entre as ilhas, sendo superior para Boa Vista. Todas as ilhas avaliadas demonstraram tendência significativa à diminuição do número de criadouros, com exceção da ilha de Fogo (GLM; p ≤ 0.05). Os recipientes mais frequentemente registrados foram os barris (> 50 L) (42.6%), localizados tanto no interior quanto no exterior das residências. Como criadouros, foram registrados com mais frequência os barris (> 50 L), tanques (> 200 L) e tanques plásticos (> 50 L) (Teste t; p ≤ 0.05).

Ano

2013

Creators

Duarte,Elves Heleno Pereira,Jailson Oliveira,Hélder de Lima,Hailton Spencer Perez,Alexander Pile,Edwin

Susceptibility of Gyropsylla spegazziniana (Lizer & Trelles) (Hemiptera: Psyllidae) to Beauveria bassiana (Bals.) Vuill.

Gyropsylla spegazziniana is one of the most prominent pest insects of yerba mate culture in all production regions in Brazil, Argentina and Paraguay. Natural enemies have been recorded on G. spegazziniana nymphs and adults, including the Zoophthora radicans entomopathogenic fungus. Since there are no reports of Beauveria bassiana, the aim of this study was to register its pathogenicity with respect to this insect in a laboratory setting. Yerba mate branches were kept in glass flasks with water and we infested each leaf with 20 newly-emerged nymphs. We prepared three replicates per treatment. We sprayed conidia suspensions (1 × 109 conidia/mL) onto the branches, which we transferred to cages and kept in an acclimatized room (26 ± 1°C, 70 ± 10% of relative humidity (R.H.) with a photophase of 14 hours). We evaluated insect mortality daily, and after five days we observed a high level of pathogenicity due to the presence of the fungus, that could be visually observed on the cadaver. The total mortality varied from 25 to 70% (respectively for Unioeste 4 and CG 716) and the confirmed mortality was 30% for Unioeste 52, revealing the fungus' potential. However, more studies are necessary in order to evaluate the strains of this fungus, as well as other species.

Ano

2013

Creators

Alves,Luis Francisco Angeli Formentini,Marina Andressa Fanti,André Luis Pereira Schapovaloff,Maria Elena Barzotto,Ionete Lúcia Milani

Prevalência de Streptococcus suis sorotipo 2: discussão da literatura brasileira

Streptococcus suis é mundialmente considerado um dos patógenos de maior impacto sanitário e econômico na indústria suinícola. Dentre os sorotipos descritos como zoonóticos, o sorotipo 2 é o mais frequentemente isolado de animais e humanos doentes na maioria dos países. O estudo da epidemiologia das infecções por S. suis no Brasil é importante para a implantação de medidas efetivas de controle. O objetivo do presente trabalho foi realizar uma revisão crítica da literatura brasileira, com suporte da literatura mundial, abordando o diagnóstico do agente e sua prevalência em animais clinicamente doentes e portadores sadios, com destaque para a prevalência do sorotipo 2 no país.

Ano

2013

Creators

Soares,Taíssa Cook Siqueira Paes,Antonio Carlos

Parâmetros da fase de vida livre de Rhipicephalus sanguineus (Latreille, 1806) (Acari: Ixodidae): adaptado ao clima subtropical

Rhipicephalus sanguineus é considerada a espécie de ixodídeo mais prevalente no mundo e foi introduzida no meio urbano pelo cão doméstico, seu principal hospedeiro. O presente estudo teve por objetivo conhecer o desempenho biológico da fase de vida livre de R. sanguineus, adaptado à região Sul do Rio Grande do Sul, por meio da estimativa de parâmetros biológicos, sob condições controladas de temperatura (27 ± 1°C) e umidade relativa (> 70,0%). Foram coletadas teleóginas pré e pós-desprendimento dos cães hospedeiros, sendo cada grupo experimental constituído de 200 teleóginas. Verificou-se que a massa média de cada teleógina foi de 170 mg, o período de pré-postura de quatro dias, a massa total de ovos de 100 mg, a massa da quenógina de 30 mg e a longevidade larval de 31 dias, com índices de eficácia reprodutiva e nutricional de 61,0 e 74,0%, respectivamente. Quanto à dinâmica de postura, 98,5% foram ovipostos na primeira semana de incubação e a eclodibilidade foi de 94,5%. A análise dos parâmetros biológicos de R. sanguineus revelou que não houve diferença estatística (p > 0,05) entre as fêmeas coletadas diretamente do corpo do hospedeiro e aquelas provenientes do ambiente. Os dados biológicos observados em R. sanguineus adaptados às condições climáticas do Sul do Rio Grande do Sul são similares aos de outras regiões do Brasil. Além disso, as coletas de R. sanguineus para estudos epidemiológicos podem ser realizadas tanto do ambiente quanto do corpo do hospedeiro, devido à similaridade que ambos os grupos apresentam em seus parâmetros biológicos.

Ano

2013

Creators

Aguiar,Cíntia Lidiane Guidotti Pinto,Diego Moscarelli Pappen,Felipe Geraldo Cunha Filho,Nilton Azevedo da Santos,Tânia Regina Bettin dos Faria,Nara Amélia da Rosa

Detecção do vírus da Artrite Encefalite Caprina por nested PCR e nested RT-PCR em ovócitos e fluido uterino

A Artrite Encefalite Caprina (CAE) é uma enfermidade infectocontagiosa causada por um vírus pertencente ao gênero lentivírus, denominado de vírus da Artrite Encefalite Caprina (CAEV). O CAEV é encontrado em vários tecidos, como o nervoso, o pulmonar, o da glândula mamária e do trato genital masculino e feminino. Desta forma, objetivou-se com este trabalho identificar a presença do CAEV, pelas técnicas de diagnóstico moleculares, em ovócitos e fluido uterino, visando avaliar a possibilidade de transmissão do CAEV pela reprodução. Foram selecionadas 13 cabras comprovadamente infectadas, as quais foram submetidas à eutanásia para coleta do aparelho reprodutor, aspiração do fluido uterino e dissecção dos ovários para coleta de ovócitos. Para identificação do CAEV nas amostras coletadas, na forma de provírus e na forma livre, foram realizadas as técnicas de PCRn e RT-PCRn, respectivamente. Observaram-se que 53,8% dos ovócitos foram positivos à técnica de RT-PCRn, enquanto apenas 9,1% foram positivos à PCRn. A técnica de RT-PCRn também identificou o vírus no fluido uterino de 46,1% das fêmeas testadas. Embora as 13 cabras em experimento fossem portadoras do CAEV, 30,8% apresentaram resultados negativos na PCRn e RT-PCRn em todas as amostras analisadas (ovócito e fluido uterino). Conclui-se que a PCRn e a RT-PCRn podem ser utilizadas no diagnóstico da CAE tendo os ovócitos e o fluido uterino como materiais de análise, e que a presença do CAEV nestes materiais aponta para o risco da transmissão do CAEV através das tecnologias reprodutivas aplicadas às fêmeas.

Ano

2013

Creators

Cavalcante,Francisco Roger Aguiar Andrioli,Alice Pinheiro,Raymundo Rizaldo Souza,Kelma Costa de Veras,Ana Kamila Andrade Lopes,Tânia Azevedo Sousa,Solange Damasceno Silva,Pedro Alberto Freitas da

Desempenho e aspectos sanitários de bezerras leiteiras que receberam dieta com ou sem medicamentos homeopáticos

O objetivo deste trabalho foi avaliar, do nascimento até os 120 dias de idade, o desenvolvimento corporal, o consumo de matéria seca (CMS), a conversão alimentar (CA) e os aspectos sanitários de 12 bezerras leiteiras que receberam dieta com ou sem o uso de medicamentos homeopáticos. Foram utilizadas bezerras 3/4 Holandês x 1/4 Gir recém-nascidas, com peso vivo médio inicial de 35,71 kg, distribuídas pelos tratamentos em delineamento inteiramente casualizado, com seis repetições por tratamento. Na fase de aleitamento (0 - 56 dias de idade) os tratamentos consistiram em leite, sendo 2 litros pela manhã e 2 à tarde, adicionado ou não a medicamentos homeopáticos (5 g/animal/dia dos FATORES PRÓ(r), ESTRESSE(r) e C&MC(r)), e concentrado à vontade. Na fase pós-aleitamento (57 - 120 dias de idade), os animais receberam o mesmo concentrado, adicionado ou não com os mesmos medicamentos homeopáticos, e o consumo do concentrado foi limitado a, no máximo, 3 kg/animal/dia. A adição de medicamentos homeopáticos à dieta não afetou (p > 0,05) o desenvolvimento corporal, o CMS e o CA em bezerras leiteiras. Houve menor uso de antibiótico e carrapaticida nos animais que receberam os produtos homeopáticos. Concluiu-se que o uso de medicamentos homeopáticos não afetou o desenvolvimento corporal e reduziu o número de animais tratados com medicamentos alopáticos.

Ano

2013

Creators

Signoretti,Ricardo Dias Veríssimo,Cecília José Dib,Vanessa Souza,Fernando Henrique Meneguello de Garcia,Tamires da Silva Oliveira,Elisa Marcela de

Obtenção de animais negativos para Circovírus suíno 2 oriundos de granjas positivas: estratégia de manejo

O objetivo do trabalho é descrever uma estratégia para a obtenção de animais negativos para o PCV2 oriundos de uma granja positiva para este vírus. Dezesseis leitões foram obtidos de fêmeas que tiveram os títulos de IgG anti-PCV2 e o DNA viral testados durante a gestação. Esses leitões, aos sete e dez dias de idade, foram transferidos para a unidade de pesquisa. Durante o período de 7 e 10 aos 49 e 52 dias de idade, amostras de soro, suabes nasal e fecal foram coletadas, a cada sete dias. Após esse período, três animais permaneceram na unidade de pesquisa e foram acompanhados dos 49 aos 114 dias de idade, com coletas realizadas a cada 28 dias. Não houve diferença significativa (p = 0,317) de viremia entre marrãs (n = 6) e porcas (n = 10). Com relação aos níveis de IgG, observou-se diferença significativa (p = 0,0213) entre porcas e marrãs. Os leitões (n = 16), obtidos de duas fêmeas, foram transferidos para a unidade de pesquisa. Os animais entre 7 e 10 dias e aos 49 e 52 dias de idade apresentaram queda de IgG e ausência de IgM anti-PCV2; e as amostras de soro, suabe nasal e fecal foram negativos para o DNA de PCV2. Após os 49 dias, nos três animais mantidos isolados, a detecção de IgG, IgM e DNA para PCV2 permaneceu negativa. Concluindo, a estratégia de manejo utilizada permitiu obter suínos negativos para PCV2 oriundo de granjas positivas para o agente.

Ano

2013

Creators

Castro,Alessandra Marnie Martins Gomes de Castro Júnior,Fernando Gomes de Mori,Cintia Kiomi Cruz,Taís Fukuta da Baldin,Cintia Manzatto Budiño,Fábio Enrique Lemos Araújo Júnior,João Pessoa Richtzenhain,Leonardo José