Repositório RCAAP
Micobiota parasitária de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum isolada de solos da fronteira oeste do Rio Grande do Sul
O objetivo do presente trabalho foi identificar a diversidade da micobiota parasitária e o tempo decorrido até o início do parasitismo de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum em solos da fronteira oeste do Rio Grande do Sul (RS). Foram coletados solos agrícolas e não agrícolas de cinco localidades na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. O isolamento dos fungos foi realizado por meio do teste de iscas, sendo que as iscas foram os escleródios do fitopatógeno, os quais permaneceram enterrados no solo durante 15, 30 e 60 dias. Os fungos foram identificados em nível de gênero. Os gêneros fúngicos encontrados parasitando escleródios foram: Trichoderma, Penicillium, Aspergillus, Fusarium, Pythium(Cromista), Clonostachys rosea (Gliocladium), Chaetomium, Curvularia, Phytophthora(Cromista), Rhizopus, Lichtheimia (Absidia), Mucor, Acremonium, Periconiae Isaria.Observou-se que os escleródios foram parasitados pelos fungos até 15 dias depois de serem enterrados, e deste período em diante apenas a frequência de ocorrência dos fungos mudou. Concluiu-se que os gêneros fúngicos Isaria,Periconia, Acremonium, Lichtheimia (Absidia), Phytophthora, Curvulariae Chaetomium são encontrados em solos agrícolas e não agrícolas na fronteira oeste do RS, e não foram citados anteriormente em outros trabalhos. Existe diversidade de fungos parasitários de escleródios de S. sclerotiorum nos solos da fronteira oeste do RS, os quais podem ser utilizados em experimentos para compor um programa de controle biológico desse fitopatógeno. Os escleródios são parasitados pelos fungos durante até 15 dias, após os mesmos serem enterrados no solo.
2014
Ethur,Luciana Zago Copatti,Andrio Spiller Fipke,Glauber Monçon Calvano,Caroline Carvalho Aguirre Pazini,Juliano de Bastos
Adubação do algodoeiro: X - Ensaios com diversos adubos potássicos
Neste trabalho são relatados os resultados obtidos em seis ensaios de adubação do algodoeiro, nos quais foram comparados diversos adubos potássicos na presença de azôto e fósforo. Cloreto e sulfato de potássio, estudados em cinco localidades (solos arenito Bauru, glacial, mossapê-salmourão, terra-roxa-legítima e terra-roxa-misturada), deram, em regra, resultados mais ou menos iguais. No ensaio em terra-roxo-misturado, muito pobre de potássio, também figuraram "kainit" e sulfato de potássio e magnésio, que se mostraram iguais a cloreto de potássio. Neste ensaio ainda entraram sulfato de magnésio, em quantidade equivalente à contida em sulfato de potássio e magnésio, e doses de sulfato de magnésio e cloreto de sódio correspondentes às contidas em "kainit", e que pràticamente não modificaram a produção. Num outro ensaio, em terra-roxa-misturada, leucita foi comparada com cloreto de potássio; enquanto o efeito deste foi enorme, o daquela foi quase nula. Nos ensaios em terra-roxa-misturada manifestaram-se, com muita intensidade, os sintomas de carência de potássio, e as fôlhas das plantas que não receberam êsse nutriente cairam prematuramente. Em conseqüência da maturação forçada, a marcha da produção foi, em regra, mais acelerada nos canteiros sem potássio, que produziram capulhos consideràvelmente menores que os dos plantas com potássio.
1960
Neves,O. S. Cavaleri,Popílio A. Abramides,E. Freire,E. S.
Análise de agregados de solos
Neste trabalho apresentamos o método de análise de agregados estáveis de solos, pela peneiragem lenta, em água. Em tal método seleciona-se do massa do solo uma subamostra de 25 gramas, que é empregada na determinação dos agregados do solo. Obtém-se, dêsse modo, uma distribuição de agregados estáveis em água, em várias classes de tamanhos. Como prétratamento usou-se o umedecimento lento do amostra, por meio de um atomizador, e repouso de 24 horas antes de se proceder à análise. Êste prétratamento aumentou a estabilidade dos agregados. Os resultados da agregação são apresentados como porcentagem dos agregados maiores que uma classe de tamanho tomada como base. A representação da agregação a partir do diâmetro médio compensado é um ótimo índice da agregação do solo. Vários métodos podem ser usados para representar a agregação de um solo, a partir dos resultados obtidos pela peneiragem em água. Dentre êstes, os mais recomendáveis são aquêles que se utilizam de um simples número para sua representação. Dois tipos de solos com usos variáveis foram estudados: massapê e terra-roxa-legítima.
1960
Grohmann,F.
Efeito do preparo do solo na produção de milho
No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos em três anos consecutivos, 1947-48, 48-49, 49-50, em uma experiência instalada na Estação Experimental de Pindorama e na qual se procurou verificar o efeito do preparo do solo sobre a cultura do milho. Dois tipos de preparo de solo foram postos em confronto: preparo mecânico, constando de aração e gradeação complementar, e preparo executado a enxada, superficial, procurando apenas limpar o terreno, no sentido de evitar a desagregação do solo. A sulcação e o plantio, para ambos os tratamentos, foram executados a máquina. Os resultados, baseados na média de três anos, mostraram que a diferença é altamente significativa em favor do preparo mecânico. A diferença de produção foi de 30%, correspondendo a 521 kg por ha (2 267 kg para o preparo mecânico e 1 746 para o superficial). Esta diferença é muito compensadora, visto ser o preparo superficial mais caro que o mecânico, conforme dados obtidos concomitantemente, no decorrer desta experiência.
1960
Aloisi Sobrinho,João Arruda,Hermano Vaz de
Efeitos de inseticidas e acaricidas em cultura de feijão
No presente trabalho são apresentados os resultados de duas experiências com inseticidas, instaladas na Estação Experimental de Ribeirão Prêto, visando ao contrôle de pragas de feijão, cigarrinhas (Empoasca spp.) e ácaros tropicais (Hemitarsonemus latus Banks). A primeira experiência visava controlar as cigarrinhas. Por esta ocasião não havíamos ainda constatado a presença dos ácaros. O resultado desta primeira experiência, indicando como melhores tratamentos os inseticidas-acaricidas Diazinon e Endrín, e as citações bibliográficas da ocorrência do ácaro tropical em feijoeiro, fizeram com que se instalasse uma segunda experiência, agora prevendo a ocorrência dos citados ácaros. Foram usados dois inseticidas sistêmicos, Sistox e Metasistox, visando ácaros e cigarrinhas, e o DDT, apenas cigarrinhas. Procurava-se verificar qual das duas pragas tinha maior importância na redução da produção de feijão. O resultado em favor dos sistêmicos e a contagem do número de ácaros e cigarrinhas revelaram ser o ácaro trópico! a praga que deve receber maior atenção em experiências futuras.
1960
Arruda,Hermano Vaz de
Composição inorgânica das fôlhas de laranjeira baianinha, com referência à época de amostragem e adubação química
O presente trabalho representa a primeira contribuição ao estudo da diagnose foliar dos citros, para as nossas condições. São estudadas as variações nos teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio nas fôlhas de laranjeira baianinha enxertada sôbre cavalo de laranja caipira (Citrus sinensis, Osbeck), de um experimento de adubação iniciado em 1947 na Estação Experimental de Limeira, do Instituto Agronômico, e apresentadas as tendências das curvas de concentração para êsses elementos. Além disso, o estudo em aprêço teve por objetivo verificar os efeitos da adubação nítrogenada, fosfatada e potássica sôbre o nível daqueles constituintes, nas fôlhas. Os resultados obtidos mostraram que a composição química das fôlhas foi sensivelmente modificada com a idade das mesmas e pela adubação.
1960
Gallo,J. Romano Moreira,Sylvio Rodriguez,Ody Fraga Jr,Constantino G.
Teor de ácido cianídrico na polpa das raízes dos aipins
Foram efetuados estudos visando determinar o teor de ácido cianídrico em mandioca. Para isso foram analisadas sete variedades mansas dentre as mais conhecidas, e duas variedades bravas, estudando-se a variação entre variedades, plantas, épocas de colheita e tamanho de raízes. Os resultados obtidos permitem concluir que há grandes diferenças entre o grupo das variedades mansas e o das variedades bravas; dentre aquelas destacaram-se a Vassourinha, a Tatu e a Branca do Pomar, com teores mais elevados. Mesmo assim, tôdas elas poderão ser utilizadas na alimentação humana sem riscos de envenenamento, após cozimento. As diferenças entre plantas, época de colheita e tamanho de raízes não foram estatisticamente significantes, o que permitirá, no futuro, a adoção de sistemas mais simples de amostragem.
1960
Pereira,Araken Soares Nery,José Pio Conagin,Armando
Matéria orgânica nos solos do estado de São Paulo, especialmente na terra-roxa
Em vista da escassez de estêrco e outros adubos orgânicos, na maioria das fazendas do Estado de São Paulo os agricultores são forçados a restringir seu emprêgo. De um estudo preliminar, baseado na literatura disponível, os autores concluiram que os solos do Estado diferem muito quanto à necessidade de adubação orgânica, e que, dentre os bem drenados, o grande tipo de solo denominado terra-roxa-legítima é o que permite fazer maior economia no sentido em aprêço, desde que seja convenientemente protegido contra a erosão e adubado com fertilizantes minerais. Isso porque, mesmo sem adubação orgânica e tal como normalmente se apresentam nas áreas cultivadas, os solos daquela categoria se mantêm com elevado teor de carbono e possuem, em alto grau, várias das propriedades físicas e físico-químicas que são, em parte, conferidas pela matéria orgânica.
1960
Freire,E. S. Verdade,F. da Costa
Seleção e melhoramento do timbó: II - Estudo de uma população de 153 plantas de timbó macaquinho - Derris nicou (benth.)
Para fins de seleção foi estudada, no Instituto Agronômico do Norte, uma população de 153 plantas de timbó macaquinho - Derris nicou (Benth.). Depois de colhidas as raízes e postas a secar ao ar, foram analisadas para determinação de umidade, cinzas, extratos totais (etéreo e por gravimetria), rotenona + deguelina (por colorimetria) e rotenona (por gravimetria). Pelo estudo dos dados pôde-se verificar que havia dois grupos distintos de plantas: um constituído por 82 plantas (POPULAÇÃO A) contendo menos de 5% de rotenona nas raízes e outro, com 71 plantas (POPULAÇÃO B), com 9% ou mais de rotenona em suas raízes. Essas populações foram estudadas separadamente. Para um estudo mais detalhado dêsses grupos de plantas também foram calculados o peso líquido das raízes, bem como o rendimento líquido, por planta e em média, em extratos totais, rotenona + deguelina e rotenona. Foram também calculados os teores em deguelina e rotenona contidos nos extratos totais e outros extratos (que não rotenona e deguelina) contidos nos extratos totais e, finalmente, a rotenona contida no conjunto rotenona + deguelina. São apresentados os resultados referentes às melhores plantas selecionadas dessa população. Vários fatôres foram levados em consideração para a separação dessas plantas, tidas como os melhores. Os resultados mostram que mediante adequada multiplicação do material selecionado será possível a instalação de culturas de timbó com elevado rendimento em rotenona.
1960
Mendes,Luiz O. T.
Influência da variedade e do porta-enxêrto, na composição mineral das fôlhas de citros
No presente trabalho são relatados os efeitos determinados; por diferentes combinações copa-cavalo, na composição mineral das fôlhas de citros. O material para o presente estudo foi retirado de dois ensaios de cavalos para laranja pêra e laranja baianinha (Citrus sinensis Osbeck) instalados na Estação Experimental de Limeira, do Instituto Agronômico. Amostras de fôlhas foram colhidas em diferentes estágios de crescimento e correspondentes o dois ciclos vegetativos, e a composição estudada separadamente para árvores de mesma idade. Os resultados obtidos permitiram concluir que além dos efeitos na composição das folhas devidos à variedade e ao porta-enxêrto, outros fatôres como longevidade e moléstias de vírus devem ser considerados pora o julgamento dos efeitos da adubação pela análise foliar.
1960
Gallo,J. Romano Moreira,Sylvio Rodriguez,Ody Fraga Jr,Constantino G.
Distribuição e tamanho de poros em três tipos de solos do estado de São Paulo
Curvas da distribuição e tamanho de poros dos solos terra-roxa-misturada, terra-roxa-legítima, arenito Bauru e de um bloco de areia foram obtidas pela aplicação das tensões 0-15, 15-30, 30-60 e 60-150 cm de altura de água. Estudaram-se as camadas 0-25, 25-50 e 50-80 cm de profundidade, com sua estrutura natural e em três repetições. Procurou-se, também, caracterizar a porosidade capilar (microporosidade) e a não capilar (macroporosidade), tomando-se por base a tensão de 60 cm de altura de água. As curvas de distribuição e tamanho de poros mostram que nas terras roxa-misturada e roxa-legítima o tamanho e distribuição dos poros aumenta em profundidade no perfil de solo. Como conseqüência, a porosidade capilar, que é maior na camada superficial, decresce nas camadas mais profundas do perfil. Em um bloco de areia, com distribuição granulométrica conhecida, aplicamos também as mesmas tensões, e os dados obtidos mostram que 89,9% da água foi extraída do bloco a uma tensão de 30 cm de altura de água, e que 76% dos poros são maiores que 0,2 mm de diâmetro. A porosidade capilar é baixa, sendo elevada a porosidade não capilar.
1960
Grohmann,F.
Técnica para o estudo da estabilidade de agregados do solo
Os autores apresentam neste trabalho uma técnica para o estudo da estabilidade de agregados do solo. Vários tipos de solo sob diferentes condições de uso foram estudados. Amostras em triplicato, de 25 g de agregados entre 7 e 4 mm, foram agitados em agitador modêlo Wagner, com 40 r.p.m., durante 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64 e 128 minutos e depois fracionadas pelo método da peneiragem lenta em água. Os agregados > 2 mm diminuíram em pêso com o aumento do tempo de agitação, aumentando por outro lodo os agregados < 0,2 mm. Os agregados médios (2-0,2 mm) variaram em peso de forma diferente nos vários solos. Estudou-se onaliticamente a relação funcional entre o tempo de agitação e o pêso dos agregados, pois os intervalos de tempos de agitação estudados formavam uma progressão geométrica, que proporciona intervalos iguais em escala logarítmica. A análise estatística revelou diferenças altamente significativas tanto para os teores médios das classes de agregados > 2 e < 0,2 como para a interação classes x intervalos de agitação. Um polinômio do 2.° grau quase sempre explica de forma satisfatória a relação funcional para essas duas classes de agregados. É apresentada, também, a marcho para o cálculo dos valores esperados resultantes da adaptação de um polinômio do 2.° grau. Os valores dos coeficientes A e B' dos diferentes polinômios permitiram estudar a influência, sôbre os agregados do solo, das diferentes condições de usa a que o solo estava sujeito. A técnica apresentada para o estudo do estabilidade dos agregados do solo foi bastante eficiente e apresentou pequena variabilidade experimental.
1960
Grohmann,F. Conagin,A.
Efeitos de algumas práticas de cultivo do solo, na nutrição mineral dos citros
Diferentes sistemas de cultivo do solo no pomar cítrico foram comparados no presente trabalho, por meio da análise foliar. Os tratamentos estudados fazem parte de um experimento com plantas da variedade Hamlin sôbre laranjeira caipira (Citrus sinensis Osbeck) instalodo no Estação Experimental de Limeira, do Instituto Agronômico. Amostras de fôlhas do ciclo vegetativo da primavera foram colhidas a intervalos regulares, desde outubro de 1957 a março de 1959 e analisadas para os seguintes elementos: N, P, K, Ca, Mg, Fe e Mn. São apresentados os tendências das curvas de concentração dos elementos nutritivos nas fôlhas e os resultados de produção correspondentes a quatro onos de colheita. Como observação mais importante foi verificado que a cobertura morta de capim e a adubação verde de mucuna aumentaram de modo sensível o teor de fósforo nas fôlhas dos citros. As produções de laranja acompanharam a ordem dos níveis dêsse elemento na folhagem.
1960
Gallo,J. Romano Rodriguez,Ody
Adubação da cana-de-açúcar: V - Ensaio preliminar de adubação N-P-K em terra-roxa
Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos em um ensaio de adubação ds cana-de-açúcar, instalado em terra-roxa, na Estação Experimental de Ribeirão Prêto, Estado de São Paulo. No estudo dos três principais elementos de fertilização empregou-se um delineamento fatorial 3³, com duas repetições. As adubações foram pesquisadas nos níveis, em kg/ha, de 0, 50 e 100 de nitrogênio, 0, 80 e 160 de P(2)0(5) e 0, 60 e 120 de K2O. O nitrogênio foi empregado sob o forma de sulfato de amônio e o fósforo e o potássio, respectivamente, sob as formos de superfosfato simples e cloreto de potássio. O ensaio foi conduzido sob as condições normais de cultivo pora a cultura em aprêço. Os resultados mostram que o potássio foi o elemento que proporcionou o maior aumento de produção, sendo linear a relação entre as doses empregadas e as produções obtidas. O nitrogênio tombem apresentou aumento linear de produção, sendo, porém, menos acentuado do que o verificado para o potássio. O efeito observado em relação ao emprêgo do fósforo não chegou a ser significativo.
1960
Alvarez,R. Arruda,H. Vaz de Gargantini,H.
Adubação da batatinha experiências com doses crescentes de fósforo
Neste artigo são apresentados os resultados de 10 experiências de adubação da batatinha (Solanum tuberosum L.), com doses crescentes de fósforo (30, 60, 90, 120, 180 e 240 kg/ha de P2O5) na presença de nitrogênio e potássio. Essas experiências foram conduzidas entre os anos de 1943 e 1947, sendo duas em vasos, na Estação Experimental Central, Campinas, e oito no campo, em diferentes áreas de quatro localidades do Estado de São Paulo. O efeito do fósforo foi geralmente muito bom, alcançando +42% em média de todas as doses e das oito experiências de campo. Na média geral a produção aumentou em ritmo acelerado até quando se usou a dose de 120 kg/ha; com as doses seguintes continuou aumentando, mas em ritmo cada vez mais moderado, de sorte que a partir de 180 kg/ha permaneceu pràticamente no mesmo nível. Distinguindo as experiências feitas em solos ainda não adubados das conduzidas em áreas já adubadas com fósforo nas culturas anteriores, nas primeiras a produção cresceu quase linearmente com as doses experimentais dêsse nutriente, enquanto nas últimas ela tendeu a estabilizar-se quando essas doses foram superiores a 120 kg/ha. Estimativa sumária indicou que, considerando a média de tôdas as experiências, as doses mais lucrativas de P2O5 seriam de 120-150 kg/ha; nos solos ainda não adubados elas seriam superiores a 150 kg/ha, baixando para 100-120 kg/ha nos já adubados. A adubação fosfatada aumentou o tamanho dos tubèrculos e seu teor de fósforo, mas não lhes alterou o teor de fécula e a capacidade de conservação; não influiu, também, na incidência de manchas internas ("chocolate").
1960
Boock,O. J. Freire,E. S.
Observações sôbre a produtividade de seringueiras (Hevea brasiliensis muell.-arg.) plantadas de sementes: II - Produtividade de 100 plantas do seringal mirim, em Manaus
No presente trabalho é feito um estudo da produtividade de 100 seringueiras plantadas de sementes, existentes no Seringal Mirim, em Manaus, Estado do Amazonas, quando tinham a idade de 30 anos. Os resultados se referem à produção obtida de sangrias feitas a meia espiral, em dois regimes de trabalho: a) sangria todos os dias (de maio a julho de 1943); b) sangria em dias alternados (de agôsto a dezembro de 1943). Tais resultados mostram que, no conjunto de plantas estudado, as de maior produção logo se sobressairam das demais, em qualquer dos regimes de sangria a que foram submetidas; mostram também que, de um modo geral, a mudança do regime de sangria todos os dias para o de sangria em dias alternados provocou um aumento na produção individual, por sangria, tanto mais pronunciado quanto menor foi a produtividade da planta no regime de sangria diária. É também apresentado o resultado do estudo da distribuição, dentro da população, das plantas e conjuntos de plantas classificadas de acordo com sua produtividade, por onde se verifica que umo quarta parte da população foi responsável pela produção de quase 60% do látex total colhido em qualquer dos regimes de sangria adotados. Êsses resultados mostram a possibilidade da formação de seringais de produção relativamente boa, a partir de sementes não selecionadas, desde que plantados inicialmente com densidades bastante elevadas, que permitam posteriores desbastes para a eliminação da maior parte da população, representada pelas plantas de baixa produção.
1960
Mendes,Luiz O. T.
Observações sôbre a produtividade de seringueiras (Hevea brasiliensis muell.-arg.) plantadas de sementes: III - Estudo da produtividade de 507 plantas localizadas no hôrto florestal de Manaus
Foi feito um estudo da produtividade individual de 507 seringueiras existentes no Hôrto Florestal de Manaus, quando tinham de 24 a 27 anos de idade. As plantas foram estudadas em dois grupos, o primeiro sangrado de maio a outubro de 1944 e o segundo apenas em setembro e outubro. Os resultados mostram a existência de seringueiras de elevada capacidade de produção, que poderiam servir de base ao estabelecimento de novos clones. Revelam, também, a possibilidade da instalação de seringais de bom rendimento, mesmo a partir de mudas obtidas de sementes não selecionadas, desde que a plantação inicial seja feita em densidade bastante elevada, que permita eliminação posterior da maior porte da população, representada pelas plantas de baixa produtividade.
1960
Mendes,Luiz O. T.
Nutrição do algodoeiro II - Absorção mineral por plantas cultivadas em soluções nutritivas
Foram cultivados algodoeiros das variedades I. A. Campinas 817 e I. A. 7387-24940 durante 150 dias em soluções nutritivas, e mediante a análise periódica das soluções calculou-se a absorção dos elementos N, P, K, Ca, Mg, S e Fe, com o fim de se estabelecerem as épocas de maiores exigências em cada um, no ciclo vegetativo da planta. Os resultados mostram que o algodoeiro foi exigente em Mg, S e Fe logo nos primeiros 30 dias de vida. A absorção de N, P, K e Ca foi máxima na época do florescimento, isto é, entre o aparecimento das primeiras "orelhas" e a individualização das "maçãs", ou seja, dos 30 aos 60 dias do ciclo. Ao cabo dêste período tinham as plantas absorvido cêrca da metade do total de N, K, Ca e S retirados durante todo o tempo de duração do ensaio. Os resultados mostram, também, que ao se abrirem os primeiros frutos (120 dias) as plantas praticamente já haviam absorvido 90% do total de cada elemento estudado.
1960
Mendes,Heli Camargo
Melhoramento do cafeeiro: XVII - Seleção do café maragogipe A. D.
Progênies de café Maragogipe A. D. derivadas de 115 plantas matrizes selecionadas na região de São José do Rio Pardo e Mococa, foram plantadas em Campinas, em 1936 e 1937. Estas progênies foram divididas em três grupos, a saber: grupo A, constando de um conjunto de 62 progênies provenientes de sementes obtidas de flores de polinização aberta, plantadas em 1936 em linhas de 20 cafeeiros cada uma; grupo B, com 53 progênies com 10 plantas cada uma, também oriundas de sementes de flores não autofecundadas artificialmente, e finalmente um grupo C, encerrando as mesmas progênies do grupo B, tendo, porém, as plantas provindo de sementes obtidas pela autofecundação artificial das flôres e sendo plantadas em 1937, em seguida aos 10 cafeeiros das progênies correspondentes ao grupo B. Tôdas as 115 progênies, num total de 2300 plantas, tiveram suas produções individuais controladas por seis anos, quando então se fêz uma seleção, continuando-se a colhêr apenas 20 progênies até 1952. Das outras progênies, 310 cafeeiros se mostraram mais produtivos aos seis anos, e continuaram também a ser colhidos individualmente até que se efetuou a seleção definitiva em 1952. Com os dados de produção obtidos procurou-se verificar se a eliminação das piores progênies, baseando-se nos dados dos dois primeiros anos de produção, ocasionaria a perda de progenies bem produtivas após seis anos de produções sucessivas. A análise dos dados mostrou que poucas progênies teriam sido eliminadas, se tal seleção tivesse realmente sido feita. A comparação de uma seleção das melhores progênies baseada nos dois primeiros anos de produção com a classificação das progênies aos seis anos de produção, mostrou igualdade de eficiência. A julgar por êstes dados a seleção dos progênies do Maragogipe A. D. poderia ter sido eficientemente feita após as duas primeiras produções; contudo, o contrôle das produções por um período mínimo de seis anos é aconselhável para evitar a perda de progênies de valor e um pouco tardias. Dos 310 cafeeiros individuais selecionados, 230 pertenciam aos grupos A e B e 80 ao grupo C, os quais, tendo um ano a menos de produção que os demais, foram considerados à parte. Para os grupos A e B escolheram-se as 50 plantas mais produtivas após o primeiro, segundo e terceiro biênios e também depois de quinze anos de colheitas acumuladas. Verificou-se que muitos dos melhores cafeeiros aos dois anos não se conservaram entre os mais produtivos alguns anos depois. Pelo comportamento individual dos cafeeiros concluiu-se da necessiadde de se colherem dados de suas produções pelo menos por 12 a 15 anos sucessivos, para então se poder realizaruma escolha mais eficiente. Para as plantas do grupo C os resultados observados foram concordes com os dos grupos A e B. O estudo dos coeficientes de variação da produção dos três grupos de plantas indicou votores médios ao redor de 30,00%, sendo mais elevados para o grupo C, de plantas provenientes de sementes autofecundadas. Determinou-se para os 115 progênies a sua constituição genética com relação dos fatôres maragogipe e côr dos brotos. Comparando as suas produções com a condição do alelo Mg, notou-se que, de um modo geral, os progênies heterozigotas Mg mg apresentam maiores produções em kg de café moduro do que as progenies homozigotas Mg Mg. As progênies que segregam para o fator maragogipe apresentaram, em geral, maiores valores para o C V. que as homozigotas. Algumas progênies do grupo C que tiveram valores do C. V. bastante elevados, também são as de maior variação no grupo B, indicando provàvelmente que segregam para fatôres que controlam a produção. Além da análise genética das plantas matrizes, 123 cafeeiros móis produtivos foram também estudados quanto à segregação do fator Mg e, dêsses, apenas 17 quanto aos alelos T e Na. Verificou-se que os cafeeiros portadores dos alelos TT apresentam menor produção médio do que as plantas tt, e que as plantas Mg mg são mais produtivas que as do constituição Mg Mg e mg mg. Os dados referentes às porcentagens de sementes dos tipos moca, concho e chato, tamanho da semente (peneira média) e rendimento, foram analisados apenas para um grupo de progênies. Verificou-se que o quantidade de sementes moca e concha mostrou-se baixa, e que as progênies apresentam uma porcentagem média bem próxima à observada nas respectivas plantas matrizes. A peneira média mostrou-se muito pouco variável e da ordem de 20,0, não ocorrendo grandes diferenças entre as plantas matrizes e as suas progênies. O rendimento de algumas progênies foi ruim, enquanto em outras mostrou-se excelente. Os dados de produção obtidos em 15 anos de observações no café Maragogipe A. D. indicam que as progenies de prefixos 315, 300, 306 e 307 seriam as mais indicados paro a multiplicação, caso se observasse um maior interêsse por este tipo de café.
1960
Monaco,L. C.
Determinação rápida da umidade do solo pelo método da reação com o carbureto de cálcio
São comparados neste trabalho determinações de umidade em 220 amostras de solo, do tipo "arenito Bauru", feitas concomitantemente pelo método da reação com o carbureto de cálcio, no aparelho "Speedy moisture tester", e pelo método clássico da estufa a 105° C. Foi encontrada correlação bastante estreita entre os resultados de um e outro método, sendo o coeficiente de correlação (r) igual a 0,97. O método do carbureto apresentou teores um pouco mois baixos que os da estufa, havendo em média uma diferença de 0,6 para menos. A relação verificada entre os dados dos dois métodos pode ser representada pela equação de regressão: Yc= 0,34 + 1,03X, onde Yc é o teor de umidade correspondente à estufa e X o dado pelo método do carbureto. Para facilitar a conversão rápida dos resultados do método do carbureto de cálcio, obtidos com o aparelho "Speedy", em teores normais correspondentes aos da estufa, foi organizada uma tabela baseada nessa equação de regressão. Ela se aplica, todavia, ùnicamente para os solos arenosos do tipo arenito Bauru. O aparelho "Speedy", mostrando-se bastante preciso e permitindo obter os resultados em poucos minutos no próprio campo, sem necessidade de instalações especiais, poderá ser de grande utilidade nos trabalhos que exigem numerosas e rápidas determinações da umidade do solo.
1960
Camargo,A. Paes de Costa,Arthur O. Lopes da