Repositório RCAAP
Uma abordagem diacrónica da gestão da informação: conceito, enquadramento disciplinar, etapas e modelos
Como área disciplinar da gestão ou relacionada com os sistemas de informação, suas origens remontam ao início do século XX, até se consolidar com área disciplinar na década de 80, integrada na ciência da informação. O seu desenvolvimento foi acompanhado por um esforço de teorização e de intenso debate, o qual permanece ainda em aberto, com opositores e defensores, dependendo da formação científica de cada um, bem como das comunidades de prática. Neste sentido, o principal objetivo deste trabalho consiste na concetualização da gestão da informação, numa perspetiva da ciência da informação, não descurando o diálogo intercientífico com a gestão e as tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Este é um estudo de natureza qualitativa, assente no método pesquisa documental, para a revisão da literatura. A pesquisa bibliográfica foi efetuada na B-On, para os textos em língua portuguesa, e na base de dados Science Direct, para os textos em língua inglesa, em setembro de 2018.A análise resultou na produção de uma síntese não exaustiva, da evolução do termo ao conceito, em que se verifica a existência de distintos enfoques enquadrados em diferentes áreas disciplinares, como a gestão, a tecnologia da informação e a ciência da informação. Esses enfoques dão origem a vários modelos teóricos, ligados a aspetos como as necessidades informacionais das organizações, o ambiente da informação, os ciclos de atividades ou processos e as etapas da gestão da informação, que, para alguns autores, culminam na gestão de conhecimento.
2019
Silva, Carlos Guardado da, 1971- Corujo, Luís, 1976-
O lugar dos arquivos municipais nas políticas públicas governamentais em Portugal: 1976-2018
O estudo, assente na Investigação documental, analisa e discute as políticas públicas, de natureza governamental, em Portugal relativas aos arquivos, mais especificamente os arquivos municipais, entre 1976 e 2018. Parte do conceito de política pública para, depois, se situar no princípio do acesso à informação e nas Políticas Públicas. As fontes compulsadas são, sobretudo, as Grandes Opções, como documentos de natureza orientadora e do estabelecimento de medidas, que se devem desdobrar em programas com a respetiva afetação de recursos de diversa natureza, de que é exemplo o PARAM - Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais. O autor conclui que falta uma efetiva política pública nacional para os arquivos municipais, efetuando um conjunto de propostas.
O (pseudo)arquivo pessoal de frei Bernardo de Brito na Biblioteca Nacional de Portugal
A partir da década de 80 do século passado, os arquivos pessoais têm vindo a adquirir, em Portugal, um crescente interesse por parte dos investigadores, acompanhado do interesse pela história da vida privada. Este contribuiu para a valorização dos arquivos pessoais, tendo justificado a sua recolha e conservação nas inúmeras instituições memorizadoras, enquanto fontes de informação identitária e parte da memória societal. A maioria dos arquivos pessoais inventariados encontra-se depositada em bibliotecas, em razão daqueles terem sido considerados literários, epíteto que remonta a uma ideia romântica, que considera interligada a criação artística e a biografia. Foi esta opção que levou à recolha de inúmeros arquivos pessoais na Biblioteca Nacional de Portugal, entre os quais o designado “arquivo pessoal” de Frei Bernardo de Brito. Mas a unidade informacional reunida na Biblioteca Nacional de Portugal, sob o grupo arquivos pessoais, com a designação Frei Bernardo de Brito é, de facto, um arquivo pessoal? Não. É o resultado do comportamento de um bibliotecário, cujo conjunto resultou da reunião de documentos em torno do seu autor e não do seu produtor, dando origem a uma unidade artificial que, com alguma imaginação, encobriu o contexto orgânico ‘original’. Com este estudo, de natureza qualitativa, assente na revisão da literatura e na análise documental do ‘arquivo pessoal’ Frei Bernardo de Brito, pretendemos responder à sua identificação e caraterização, propondo a sua reorganização e eventual integração no arquivo do mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
Indisciplina, stress e coping
O presente estudo foi realizado com o propósito de analisar as relações entre as vivências de indisciplina, o stress e o coping em crianças e jovens no contexto escolar, de forma a compreender em que medida a indisciplina reflecte o uso inadequado de estratégias de coping. Pretendeu-se simultaneamente aceder às representações dos alunos sobre a indisciplina e respectivas atribuições causais, identificar os sintomas percebidos e as estratégias de coping tidas como funcionais. A amostra integrou 12 crianças e adolescentes do 2º ciclo, com as quais se realizaram entrevistas de grupo focal, entrevistas individuais e aplicaram questionários de auto-relato. Os resultados obtidos indicaram que os comportamentos mais representativos de indisciplina são: o desrespeito, a violência física e a infracção às regras de sala de aula, os quais são atribuíveis a expectativas de fracasso face ao desempenho académico e a dificuldades relacionais. As causas de indisciplina são simultaneamente factores desencadeantes de vivências stressantes, o que traduz que a indisciplina decorre de uma experiência prévia de stress que facilita a emergência de comportamentos que se expressam através de procedimentos de coping desajustados ou de reacções agressivas. A vivência de situações stressantes desencadeia sintomas emocionais e comportamentais, aos quais se associam sintomas físicos quando a experiência de stress é mais intensa. A “distracção cognitivo - comportamental” e o “coping activo” são as estratégias mais utilizadas e consideradas mais eficazes para lidar com situações stressantes, verificando-se no entanto que a sua utilização pode não estar estrategicamente ajustada à natureza do stressor e/ ou ao propósito de evitar comportamentos de indisciplina. Desta forma, estão criadas as condições para a manutenção de elevados factores de stress que comprometem o processo adaptativo dos alunos. Os resultados obtidos apoiam a necessidade de aplicar nas escolas, actividades de treino de competências de coping e actividades de compreensão do stress.
Os repositórios digitais e o seu objeto: perspetiva(s) dos estudos acerca de experiências portuguesas
Parte-se da bibliografia disponível no Portal RCAAP (Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal ), que recolhe, agrega e indexa os conteúdos científicos em acesso aberto existentes nos repositórios institucionais das entidades nacionais de ensino superior e outras entidades de Investigação e Desenvolvimento, disponível no endereço da URL em http://www.rcaap.pt/. A partir dos resultados alcançados, procura-se aferir, em primeiro lugar, a apropriação do conceito de ‘repositório digital’, o âmbito de aplicação pelos distintos autores dos estudos insertos no RCAAP, bem como os autores e participantes nos respetivos projetos, de modo a percecionar o seu entendimento acerca dos mesmos. De seguida, descortina-se o objeto dos respetivos repositórios, na perspetiva dos mesmos estudos, na hipótese de que a adoção do termo ‘repositório digital’ em lugar do ‘arquivo digital’ ou ‘biblioteca digital’, na ausência de ‘museu digital’, seria relativamente significativa para ilustrar a já referida convergência digital. Ou seja, procura-se percecionar se a adoção do termo ‘repositório digital’ ou ‘repositório institucional’, em vez de ‘arquivo digital’ e ‘biblioteca digital’, assim como se o(s) objeto(s) que incorporam traduzem essa mesma convergência digital. A partir dos resultados alcançados, é possível concluir que o conceito de ‘repositório digital’ se encontra apropriado pela comunidade científica, bem como pelas instituições autoras desses projetos, existentes ou em planeamento. Todavia, a sua maior implementação ocorre em contexto académico, no seio das instituições de ensino superior, designando-os por repositórios institucionais, incorporando, na maioria dos casos, a produção científica da instituição.
2018
Silva, Carlos Guardado da, 1971- Corujo, Luís, 1976-
O conceito de ‘arquivo’ revisitado: com e sem adjetivação
O termo arquivo é polissêmico, designando hoje, na nossa língua, assim como em outras línguas europeias, o lugar onde se guardam os documentos, a instituição, o edifício, o serviço ou unidade orgânica, o mobiliário, o conjunto dos documentos ou a informação, produzidos por uma instituição, e a própria função de organização dos documentos. A origem etimológica do termo ‘arquivo’ remonta ao substantivo arkhaion, palavra de origem grega que designava o palácio em que residia o magistrado (Arkhon, o arconte) e no qual se conservavam os documentos produzidos no âmbito das suas atividades. Era nessa época já notória a ambivalência de significados do termo Archeion, designando quer o conjunto dos documentos, quer o local destinado à sua conservação, acepções que se manterão na língua latina, independentemente das formas distintas com que o termo arquivo foi grafado: Arcivum, Archivum ou Archivium. E, a partir dessas formas, facilmente reconhecemos o termo ‘arquivo’ na língua portuguesa, assim como nas demais línguas europeias modernas, como ‘archivo’ em espanhol, ‘archivio’ em italiano, ‘archiv’ em alemão, ‘archives’ (na forma do plural) em francês e inglês, ou archief em neerlandês. Para indicar o ‘arquivo’, os povos romanos dispunham ainda de outras palavras, como tabularium, chartarium, scrinium, enquanto para se referirem especificamente ao mobiliário no qual se encontravam os documentos guardados utilizavam a palavra archarium e armarium, tendo surgido, a partir deste, a palavra ‘armário’, que encontramos na língua portuguesa e, também, na língua italiana (BERTINI, 2008, p. 11). Archarium corresponde à palavra portuguesa e italiana ‘arca’ (proveniente do verbo grego archein; ou cassa, em italiano), presentes nas palavras latinas arcere e arx (...).
Torres Vedras, um exemplo da organização e da estruturação do espaço medieval português
Este é um estudo de caso desenvolvido em três momentos, de história urbana e de urbanismo medieval, aplicado à cidade de Torres Vedras, no qual o autor procurar identificar a sua matriz, assim como os principais elementos que condicionaram a organização e a estruturação do espaço urbano. Parte das origens do povoamento do sítio de Torres Vedras, independentemente da origem do nome, identifica a matriz romana na estruturação do espaço urbano, e termina com a organização do espaço da vila torriense no período medievo, sobretudo em torno dos principais edifícios do poder — a casa da Câmara ou o paço do Concelho, o paço régio, as quatro igrejas matrizes (Santa Maria, São Pedro, São Tiago e São Miguel), um convento, o castelo e a muralha com as suas portas — incluindo uma referência à judiaria. Neste estudo, de natureza empírica, o autor recorre, sobretudo, à pesquisa documental e à observação direta para analisar os dados recolhidos e interpretar a evolução urbana de Torres Vedras, para concluir, na senda de Isabel de Luna e Guilherme Cardoso, assim como de André Baptista, acerca da matriz urbana fundacional romana de Torres Vedras, condicionada, no período medievo, pela presença dos edifícios do poder que, a par das ruas, faziam a cidade, e contribuíam para definir a organização e a estruturação do espaço.
Sob o jugo dos ‘tiranos’: o concelho de Alcanede no contexto da 3ª Invasão Francesa: 1810-1811
Sob o jugo dos ‘tiranos’: o concelho de Alcanede no contexto da 3ª Invasão Francesa (1810-1811) é um estudo qualitativo e histórico exploratório sobre os acontecimentos vividos no território do então concelho de Alcanede (hoje freguesia do município de Santarém), com particular enfoque nas consequências materiais e humanas da 3ª Invasão Francesa. O autor parte da análise de um conjunto de documentos inédito, que contextualiza, para depois delimitar, geográfica e administrativamente, o concelho de Alcanede em início do século XIX. De seguida, estuda os impactos humanos da 3ª invasão, sob o comando de André Massena, nomeadamente o êxodo populacional para o interior da 1.ª Linha de defesa das Linhas de Torres Vedras, bem como os múltiplos atos de violência praticados – destruições, roubos, violações, torturas e mortes – para além dos flagelos da fome e das epidemias. Under the yoke of the 'tyrants': the municipality of Alcanede in the context of the 3rd French Invasion (1810-1811) is a qualitative and exploratory historical study on the events occurred in the territory of the municipality of Alcanede (Portugal) in 1810-1811, with particular focus on material and human consequences, of the 3rd French Invasion. The author starts from the analysis of an unpublished set of documents, which contextualizes and delimit in geographic and administrative terms, the municipality of Alcanede in the early nineteenth century. Then, he studies the 3rd French Invasion human impacts, under the command of André Massena, in particular the exodus into the 1st Line of defense of the Lines of Torres Vedras, as well as the multiple acts of violence practiced - destruction, robbery, rape, torture and death - in addition to the scourges of hunger and epidemics.
Da arabização e islamização ao domínio cristão do território: século XII
O sítio de Torres Vedras teve uma ocupação contínua do espaço, desde a o período da República até ao século XII, sucedendo-se a 'qarya' ao 'vicus', assim como sucedeu com o termo torriense, concentrando-se, neste caso, as áreas de ocupação do solo e consequente povoamento a sudoeste e este de Torres Vedras, assim como em torno das duas linhas de água – o rio Sisandro e a ribeira de Alcabrichel. Não sabemos, porém, o momento da sua fortificação, se no período romano ou já em época posterior, assim como desconhecemos a data de fixação do nome ‘Turres Veteras’, estando o nome do lugar e a fortificação ligados, uma vez que a muralha ao integrar o seu nome é também identitária. O espaço povoado encontrar-se-ia, porém, no exterior sul da muralha. Após a rendição e a tomada de Torres Vedras por D. Afonso Henriques, o monarca impôs-se não apenas pela afirmação do seu poder, o senhor dos concelhos, mas constituiu-se também como um dos mais importantes proprietários locais, se não o mais importante. Papel que partilharia, de início, com os mosteiros de Santa Cruz de Coimbra, Santa Maria de Oia e Santa Maria de Alcobaça, contribuindo todos para uma ocupação mais intensa do solo e a sua consequente valorização económica, assim como para a criação de condições de reforço do povoamento do território torriense, processo iniciado pelos primeiros dois monarcas, que os seus sucessores continuariam. A exploração e a valorização da terra contribuiriam para o desenvolvimento da urbe torriense, que exigiria, na viragem do século XII para a centúria seguinte, a instituição de facto de uma estrutura organizacional municipal.
A avaliação da informação acumulada dos governos civis : 1974-2011
Ao longo de 176 anos, os Governos Civis assumiram-se como os representantes do poder central, a nível distrital, com múltiplas áreas de intervenção. Os seus arquivos são representativos dessas abrangentes funções. O trabalho de investigação apresentado nestas páginas abarca o período que vai de 1974 à atualidade, época em que assistimos à afirmação da Democracia Portuguesa e a alterações na orgânica dos Governos Civis. De facto, procurámos perceber de que modo o Estado avaliou a informação acumulada pelos Governos Civis entre 1974 e a atualidade. Nesse sentido, analisaram-se os instrumentos de avaliação e autos de eliminação, referentes aos acervos de três Governos Civis, a saber os de Évora, Lisboa e Vila Real. Como resultados, o volume da informação a eliminar é diminuto, representando apenas cerca de 6%, a juntar ao facto de os instrumentos de avaliação serem pouco utilizados. Como principal conclusão, o Estado português avalia sobretudo para conservar.
2018
Rodrigues, Maria João Silva, Carlos Guardado da, 1971-
La ciudad de Lisboa en la preparación de la conquista de Ceuta
Firmado el acuerdo de paz entre Portugal y Castilla el 31 de Octubre de 1411 en Ayllón (Segovia), que ponía término a un período de conflicto de más de cuatro décadas entre los dos reinos, el monarca português D. João I, podía ya pensar en empresas mayores, entre ellas la tan deseada expedición, que llevaría a la conquista portuguesa de la plaza musulmana de Ceuta el 21 de Agosto de 1415 (...).
Sensibilidade ambiental da comunidade estudantil no ócio noturno: o discurso e a prática
Ao longo dos anos as questões ambientais tornaram-se o centro das discussões acadêmicas e de preocupação de governos de todo o mundo devido ao agravamento dos problemas causados pela degradação do ambiente natural, principalmente nas áreas urbanas. Foi neste contexto que o desenvolvimento sustentável entrou em evidência, discutindo-se o uso dos recursos naturais em função do progresso econômico, social e ambiental. Atualmente, a percepção é de que há um maior engajamento da sociedade em relação à redução dos impactos gerados na natureza, principalmente os mais jovens, denominados como pertencentes da chamada geração Z, que compreende os nascidos entre 1996 e 2003, considerada como a “Geração global”, e que está mais atenta aos problemas do mundo, como os definidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nessa perspectiva, o foco principal desta pesquisa foi compreender o comportamento da geração Z em relação a sua conscientização ambiental, mais especificamente em função da destinação correta dos resíduos sólidos em áreas urbanas. Desta forma, verificaram-se quais as práticas divergentes e coincidentes no discurso ambiental dos frequentadores (geração Z) do Bairro Alto, em Lisboa, na destinação correta dos seus resíduos sólidos descartados ao final do período de ócio noturno. Para isso, foi realizada pesquisa quantitativa e qualitativa do tipo discussão em grupo (Focus Group) e com a aplicação de formulários (Survey) para identificação da sensibilização da geração Z, frente a esta problemática. Os resultados mostraram que os frequentadores do Bairro Alto possuem alta conscientização ambiental (mais de 70%), colocando em prática o discurso pró-ambiental característico da geração à qual pertencem.
Do mundo para a ilha: insulae infestae, lugares de exílio e morte na obra de Tácito
Na literatura, as ilhas assumem, em geral, o aspecto de um lugar ideal onde a natureza é acolhedora, esplendorosa para os olhos e envolvente para o espírito. Em Tácito, porém, raramente as ilhas se apresentam como um locus amoenus. Em vez disso, são quase exclusivamente um lugar de exílio, de exclusão, de violência e de morte. Observam-se as referências a ilhas, na historiografia de Tácito, com foco nos Annales, analisando a forma e com que recursos se constrói essa imagem disfórica, numa geografia da prepotência e da tirania que determinava a Roma do séc. I a.C. Dá-se especial atenção às figuras da casa imperial ou a ela ligadas que sofreram o exílio em ilhas, as causas que o motivaram e as circunstâncias em que o sofreram.
Avaliação de um programa de promoção de competências sócio-emocionais : análise de processo dos incidentes críticos negativos
A presente dissertação incide essencialmente na temática da avaliação de programas, e constitui parte da avaliação formativa e de processo de um programa de promoção de competências sócio-emocionais intitulado “Devagar se vai ao longe” (Raimundo, 2008), construído com base na perspectiva Social and Emotional Learning [SEL]. Esta avaliação baseou-se na análise de conteúdo dos incidentes críticos negativos registados aquando da implementação do respectivo programa. Desta análise resultou uma categorização, que permitiu determinar a frequência de cada um dos incidentes críticos negativos ocorridos nas sessões. Para além disso, permitiu, numa fase final, a construção de uma Checklist que, em futuras aplicações do mesmo programa, facilitará o trabalho do aplicador e contribuirá para simplificar o processo de avaliação da implementação do mesmo.
Gain framing increases support for measures promoting plant-based eating in university settings
Global concerns with public health, animal suffering, and environmental problems linked to meat-centric diets have increased over the last decade. One way to help address these concerns is to implement measures that reduce meat consumption and increase plant-based eating in collective meal contexts, such as catering services in schools and universities. The present study provides insight into how consumers may react to these measures. A simple experiment (within-subjects design; N = 295) tested whether framing a set of plant-forward measures in terms of gain (i.e., measures to promote or increase the consumption of plant-based meals) or loss (i.e., measures to curtail or reduce the consumption of meals with meat) impacted consumer support for these measures in university settings. The results showed that consumer support was higher for gain-framed measures compared to loss-framed measures. Furthermore, the impact of framing was higher for measures focusing on sensory cues (e.g., make plant-based meals tastier and more appealing vs. make meals with meat less tasty and less appealing) and lower for measures focusing on behavioral constraints (e.g., serve only plant-based meals vs. do not serve meals with meat). Overall, the findings suggest that framing plant-forward measures in terms of gain can be a simple and potentially effective way to increase consumer support for food sustainability transitions.
2022
Carvalho, Ana Sofia Marques Godinho, Cristina Isabel Albuquerque Graça, João
An appetite for meat? Disentangling the influence of animal resemblance and familiarity
Consumers in modern society are often less exposed to meat that resembles the animal, and thus are less familiar with it, making it difficult to disentangle the influence of these two inputs (familiarity vs. animal resemblance) on meat appetite. Across three studies, we sought to systematically disentangle the impact of familiarity and animal resemblance on meat appetite using inductive (Study 1) and experimental (Studies 2a-2b) approaches. In Study 1 (N = 229) we separated familiarity and animal resemblance into orthogonal dimensions using 28 meat products. Participants provided free associations and rated the products on familiarity, animal resemblance, and appetitive appeal. In Studies 2a and 2b (N = 514) we experimentally examined the independent contributions of familiarity and animal resemblance, using stimuli normed in Study 1. We hypothesized that animal resemblance has its most pronounced influence on appetite when meat products are unfamiliar. Participants’ free associations and ratings of the products were in line with this conditional hypothesis (Study1), as were the experimental manipulations of familiarity and animal resemblance (Studies 2a-2b), confirmed by a mini meta-analysis. In all three studies, familiarity had a pervasive influence on appetite. These findings suggest that product familiarity can attenuate the psychological impact that animal reminders have on appetite. Thus, interventions aimed at eliciting animal associations with meat should consider the familiarity of the products employed.
2022
Possidónio, Catarina Piazza, Jared Graça, João Prada, Marília
Casus conscientiae: un caso límite de forma discursiva
O capítulo define a casuística em termos de da sua configuração bibliográfica e discursiva, dos problemas que nela se colocam, do público a que se destina, tomando como base a produção de autores jesuítas.
Historia Augusta authorship: an approach based on Measurements of Complex Networks
In this work, we analyze in detail the topology of the written language network using co-occurrence of words to recognize authorship. The Latin texts object of this study are excerpts from Historia Augusta, a collection of biographies of Roman emperors extending from Hadrian, who started to reign in 117 CE, to Carus and his sons Numerian and Carinus, that is, to the years up 284–285 CE. According to the manuscript tradition, the biographies are attributed to six different authors. Scholarship since the late 19th century has been arguing for a single authorship instead. The aim of this paper is to verify this hypothesis.
2021
Martins, Armando Grácio, Clara Teixeira, Cláudia Pimenta Rodrigues, Irene Zapata, Juan Luís Garcia Ferreira, Lígia
Ensaio sobre a errância: o sentimento de exílio e a terra reivindicada em José Saramago
A impossibilidade da terra e a deslocação das personagens é uma presença recorrente na obra de José Saramago, desde as crónicas, onde se evidencia no léxico, até aos romances, que constituem a parte mais substancial da sua obra e súmula de pontos programáticos que o autor foi apresentando nos diversos géneros que explorou. Nesta dissertação procuraremos estudar de que forma a temática do exílio é tratada na obra de Saramago. Na primeira parte deste trabalho veremos como a obra do autor segue uma linha de sentido na qual surge o sentimento de exílio. Na segunda parte veremos os indícios dessa linha a partir do “Período Formativo”, onde surge essencialmente no vocabulário, deixando entrever um motivo persistente na escrita do autor. Por último veremos como os romances Jangada de Pedra (1986) e Ensaio sobre a Cegueira (1995) constituem dois modos diferentes de abordar essa presença constante, numa maturidade onde desembocam as diferentes abordagens que se foram desenvolvendo ao longo da produção textual de José Saramago.
Integrating children´s values in policymaking: challenges and opportunities in a diverse society
Values are a central dimension of human social life, they are core to a person’s self-concept and identity and drive individual actions towards both personal enhancement and social transformation. At a social level, values govern how individuals relate to others and shape the organization of societies being, therefore, powerful guidelines to face new societal challenges like inclusion/exclusion issues, social justice or cultural diversity. Research with adults in this field has demonstrated that human values are powerful predictors of a wide range of behaviours, attitudes and beliefs. However, research with children is still very recent and has mostly focused on adolescents and older children, probably due to concerns about young children's capabilities to produce reliable information and discourse. In the same way, children's voices regarding political issues have been frequently dismissed even when children's right to participate fully in political and cultural life is specifically recognized in the United Nations Convention on the Rights of the Child. Therefore, giving voice to children is ultimately a matter of respecting their rights. To address this gap we introduce in this presentation a project that seeks to respond to this need by mapping the basic human values (e.g. Schwartz, 1992) of children and young adolescents (6 to 14 years) and its associations with the representations of justice and attitudes towards different social groups. Also, we intend to propose further directions to incorporate values and children’s views in education policies and decision-making.
2021
Murcia Alvarez, Evelia Ramos, Alice Tendais, Iva Rodrigues, Ricardo Borges