Repositório RCAAP

Melhoramento do trigo: V. Estimativas da herdabilidade e correlações entre altura, produção de grãos e outros caracteres agronômicos em trigo

Visando estimar a herdabilidade para várias características da planta do trigo (altura, produção de grãos, número de espigas por planta, de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, peso de cem grãos, comprimento da espiga e comprimento do internódio da raque), bem como as correlações entre elas, foram efetuados cruzamentos entre o cultivar IAC-5, de porte alto com 'Tordo', 'Vican-71' e 'Olesen', de plantas anãs, e com 'Siete Cerros', de porte semi-anão. Plantas representando os pais e as gerações F1 e F2 e os retrocruzamentos para ambos os pais foram estudadas em um ensaio em blocos ao acaso, com quatro repetições, na Estação Experimental de Itararé. Os dados de altura, produção de grãos e outros caracteres agronômicos foram obtidos na base de plantas individuais. Os cultivares escolhidos representaram um largo espectro de diversidade genética para altura das plantas, número de espiguetas por espiga, comprimento do internódio da raque e da espiga, número de espigas por planta e de grãos por espigueta e por espiga. A herdabilidade no sentido amplo para altura foi 0,8783, enquanto para número de espiguetas por espiga, comprimento do internódio da raque, número de grãos por espigueta e de espigas por planta, número de grãos por espiga e peso de cem grãos, os valores observados variaram de 0,3423 a 0,5073. As estimativas obtidas da herdabilidade no sentido amplo para produção de grãos e comprimento da espiga foram 0,2034 e 0,2963 respectivamente. Os valores da herdabilidade no sentido restrito para altura foram 0,8155 e 0,9290 dependendo do método empregado nas suas estimativas, e de 0,2232 a 0,3822 para os demais caracteres estudados; grande parte, porém, da variação genética total encontrada nas populações, para os diferentes caracteres em estudo, foi associada a uma ação aditiva de genes. Nas populações estudadas a característica porte alto foi correlacionada significativamente com maior produção de grãos por planta, de espigas por planta, de espiguetas por espiga, de grãos por espiga, grãos mais pesados e espigas mais longas. Nas populações F2 dos cruzamentos IAC-5 x Olesen e IAC-5 x Tordo, planta alta não se associou significativamente com maior número de grãos por espigueta, o mesmo se observando no F2 dos cruzamentos IAC-5 x Vican-71 e IAC-5 x Olesen para essa característica em relação ao maior comprimento do internódio da raque. Os resultados mostraram também que para a obtenção de plantas de porte médio com alto potencial de produção, qualquer uma das fontes de nanismo estudadas poderia ser utilizada, desde que grandes populações F2 fossem plantadas para assegurar maior freqüência de recombinantes desejáveis.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Oliveira,Otávio Franco de

Alumínio trocável e saturação em bases como critérios para recomendação de calagem

O critério do alumínio para determinar a necessidade de calagem de solos, vem sendo usado há dezesseis anos no Brasil. As quantidades de calcário indicadas são em geral baixas. Neste trabalho, procurou-se avaliar esse método, com base em resultados de ensaios de calagem, realizados em três locais e durante vários anos. Em Mococa, em podzólico vermelho-amarelo, foram considerados cinco plantios de milho, um de algodão e um de soja; em São Simão, em latossolo vermelho-escuro textura média, três plantios de soja; em Guaíra, em latossolo roxo, três plantios de algodão. Em todos os casos, a produção continuava a aumentar, com a elevação das doses de calcário, mesmo em níveis de calagem superiores àqueles suficientes para praticamente neutralizar o alumínio. Mostrou-se que o critério do alumínio não é adequado, do ponto de vista quantitativo, para cálculos de calagem. O critério da saturação em bases apresentou-se como alternativa adequada, para esse fim, relacionando bem com as respostas das culturas, além de ser muito flexível, de fácil utilização, e apresentar fundamento teórico adequado. Em geral, a produção máxima não foi atingida nos ensaios, mas estimou-se que ela seria obtida com valores de saturação em bases acima de 60%.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Van Raij,Bernardo Camargo,Antonio Pereira de Cantarella,Heitor Silva,Nelson Machado da

Auto-incompatibilidade, produtividade, ocorrência de sementes do tipo moca e mudas anormais no café Icatu

Acentuada variabilidade quanto à frutificação após a autopolinização artificial, ocorrência de sementes do tipo moca e freqüência de plantas anormais, possivelmente aneuplóides, têm sido verificadas em populações S1 e S2 do café Icatu. Três populações com um retrocruzamento para Coffea arabica e três com dois retrocruzamentos foram analisadas com relação às características mencionadas, em um experimento localizado em Campinas. A porcentagem de frutificação foi maior nas populações com dois retrocruzamentos (13,5 a 20,6) do que naquelas com um retrocruzamento (6,3 a 10,6). Nessas populações ocorreram cafeeiros com alta porcentagem de frutificação (51,1), semelhante às obtidas para o cultivar Catuai de C. arabica (41,6 a 61,6). Alguns cafeeiros, ao contrário, mostraram-se praticamente auto-estéreis, independentemente do número de retrocruzamentos. Tais plantas poderão ser, no futuro, utilizadas para síntese de híbridos F1. As porcentagens de sementes do tipo moca foram menores nos cafeeiros com dois retrocruzamentos (22 a 29) do que naqueles com um retrocruzamento apenas (39 a 56). (Quanto às plantas anormais, as porcentagens foram maiores nas populações resultantes de flores autopolinizadas artificialmente, em especial na população com um único retrocruzamento. Alguns cafeeiros, no entanto, não apresentaram plantas anormais na descendência. Verificou-se que essa característica não depende da produtividade dos cafeeiros originais e que, em algumas progênies, ocorreram plantas anormais do tipo angustifolia, com maior freqüência. Verificou-se, ainda, que nas populações S1 dos cafeeiros mais produtivos, é difícil encontrar indivíduos sem os defeitos indicados. Todavia, observações de algumas progênies S3 mostraram ser possível identificar cafeeiros sem os referidos defeitos, o que é de bastante interesse para fins de seleção. De modo geral, os resultados sugerem que a taxa de fecundação cruzada é mais elevada no Icatu do que nos cultivares de C. arabica e justificam tanto as pesquisas no sentido de aumentar a porcentagem de auto-fecundação no Icatu como também a seleção de plantas auto-incompatíveis visando à obtenção de híbridos.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Carvalho,Alcides Costa,Waldir Marques da Fazuoli,Luiz Carlos

Rendimento em celulose, densidade básica e dimensões das fibras em sorgo

Em diferentes materiais genéticos de sorgo, foram determinados os rendimentos macerados em celulose, densidades básicas dos colmos e dimensões das fibras. Os resultados obtidos mostraram que os rendimentos e as densidades básicas variaram significativamente, de 34,40 a 48,01% para os rendimentos macerados em celulose, de 0,204 a 0,358g/cm³ para as densidades básicas dos colmos, antes da extração dos açúcares em água quente, e de 0,141 a 0,221g/cm³ para as densidades básicas dos colmos após a extração dos açúcares. Não houve diferenças significativas entre os materiais estudados, quanto ao comprimento (1,51 a 2,34mm), espessura da parede celular e largura das fibras. Com relação ao diâmetro do lúmen, houve variações entre os materiais (2,26 micros a 5,6 micros) ao nível de 5%.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Azzini,Anísio Salgado,Antonio Luiz de Barros Menten,José Fernando Machado

Avaliação de progênies e seleção no cafeeiro Icatu

Avaliaram-se a capacidade produtiva e outras características agronômicas de progênies de café Icatu em um experimento e em três campos de seleção, em São Simão (SP). Compararam-se sete progênies de Icatu com sete outras portadoras de genes que conferem resistência vertical a Hemileia vastatrix. Como testemunha, utilizou-se o cultivar Catuaí-Vermelho de Coffea arabica, suscetível a essa moléstia, porém sem qualquer tratamento fitossanitário. Verificou-se que a progênie de Icatu CH 4782-16 apresentou a maior produção média e, nela, escolheram-se nove cafeeiros de interesse para o melhoramento desse cultivar. Nas demais progênies, selecionou-se menor número de plantas com boa produção. Em três campos de seleção, a progênie CH 4782-16 foi também a mais produtiva. Os dados do presente trabalho revelaram ser a CH 4782-16 bastante promissora, pela produção, bom aspecto vegetativo, resistência a H. vastatrix e outras características agronômicas, merecendo ser estudada em maior número de locais para futura distribuição aos lavradores.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Fazuoli,Luiz Carlos Carvalho,Alcides Costa,Waldir Marques da Nery,Clovis Laun,Carlos Ricardo Pereira Santiago,Mario

Tolerância de cultivares de arroz a diferentes níveis de alumínio em solução nutritiva

Em condições controladas de crescimento, foram estudados 22 cultivares de arroz, em soluções nutritivas com temperaturas de 25 ± 1°C e 30 ± 1°C, com cinco diferentes níveis de alumínio, em recipientes de 8,3 litros com 330 plântulas por recipiente. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuar a crescer, em solução sem alumínio, após um período de 72 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. Nas soluções nutritivas com temperatura de 25 ± 1°C, os cultivares IAC-899 e IR-841 foram sensíveis a 10mg/litro de Al3+; IR-43, IR-45 e IR-8, foram sensíveis a 20mg/litro de Al3+; CICA-4 e IR-42, a 40mg/litro de Al3+, e IAC-435, IAC-164, Pérola, Batatais, Pratão Precoce, Blue Bonnet, IAC-120, IAC-47, IAC-1246, IAC-25, IAC-165, Pratão, Dourado Precoce e CICA-8 foram tolerantes a 40mg/litro de Al3+. Quando foram utilizadas soluções nutritivas com temperatura de 30 ± 1°C, todos os cultivares de arroz estudados apresentaram melhor desenvolvimento radicular do que a 25 ± 1°C e se mostraram tolerantes a 5, 10 e 20mg/litro de Al3+. Com a concentração de 40mg/litro de Al3+, os cultivares Dourado Precoce, CICA-4, IR-42, IR-43, IR-45, IR-8, IAC-899, IR-665-4-5-5 e IR-841 foram sensíveis; IAC-47, Blue Bonnet, IAC-1246, IAC-164, Pratão, Pratão Precoce, CICA-8, IAC-435, IAC-120, IAC-25, IAC-165, Pérola e Batatais, tolerantes. A presença do alumínio nas soluções nutritivas foi prejudicial a todos os cultivares tolerantes e sensíveis. Os dados obtidos permitiram classificar os cultivares estudados nas seguintes classes de tolerância ao alumínio: tolerantes: IAC-435, IAC-120, IAC-47, IAC-1246, IAC-25, IAC-165, IAC-164, Pérola, Batatais, Pratão Precoce, Blue Bonnet; moderadamente tolerantes: Pratão, Dourado Precoce e CICA-8, e sensíveis: CICA-4, IR-42, IR-43, IR-45, IR-8, IAC-899, IR-665-4-5-5 e IR-841.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Camargo,Octávio Bento de Almeida Souza,Derly Machado de

Resistência de soja a insetos: I. Comportamento de linhagens e cultivares em relação a Epinotia aporema (Wals.) (Lepidoptera:Tortricidae)

Durante os anos agrícolas 1980/81 e 1981/82, estudou-se, em condições de campo, no Centro Experimental de Campinas, o comportamento de oito linhagens (D 72-9601-1, IAC 73-228, IAC 77-3802, IAC 77-3823, IAC 78-2296, IAC78-2318, IAC 78-3258 e IAC 78-3278) e dois cultivares (Santa-Rosa e TMU) de soja em relação ao ataque de Epinotia aporema. Instalou-se ensaio com delineamento estatístico de blocos ao acaso, em cada um dos dois anos agrícolas. A infestação do inseto nos ensaios foi natural e as avaliações de dano, uma em cada ano, foram efetuadas quando as plantas estavam no estádio vegetativo, 50 dias após o plantio. Foi avaliada, para cada genótipo, a porcentagem de ponteiros atacados. Observou-se que, de modo geral, os genótipos apresentaram nas duas avaliações o mesmo comportamento em relação ao inseto, embora em 1981/82 a infestação tenha sido mais severa, denotando efeito de ano. Com base nas duas avaliações, verificou-se que, em média, as linhagens IAC 78-2318 e IAC 78-3278 foram as que sofreram os menores danos, ao passo que os cultivares Santa-Rosa e TMU e a linhagem IAC 77-3802 foram os genótipos mais danificados por E. aporema.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de

Herança da resistência da variedade de sorgo AF-28 a Contarinia sorghicola Coquillet

Foram feitos cruzamentos recíprocos entre as variedades AF-28, resistente à mosquinha-do-sorgo, e Sart, suscetível. A geração F1 derivada desse cruzamento foi quase tão danificada - nota de dano: 8,5 - quanto o pai suscetível Sart - nota de dano: 9,2. O pai resistente teve nota 1,2. Isso mostra que a suscetibilidade à mosca é dominante ou parcialmente dominante. O comportamento de famílias derivadas de plantas F2 e cultivadas na geração F3 sugere que, no mínimo, dois pares de genes recessivos são responsáveis pela herança da resistência à mosquinha. A variedade resistente AF-28 apresenta diversas características indesejáveis: colmo seco; muito tardia; não-ereta; panícula muito aberta e muito alta. Sua resistência à mosquinha, todavia, pode ser transferida facilmente e recombinada com características agronômicas desejáveis. Obtiveram-se linhas resistentes, mais baixas, precoces, eretas, com. colmo sucoso e panículas mais fechadas.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Rossetto,Carlos Jorge Igue,Toshio

Ocorrência de glicoalcalóides e esverdeamento em tubérculos de batata recém-colhidos e armazenados

Foram analisados 36 dos cultivares de batata (Solanum tuberosum L.) existentes no Instituto Agronômico, quanto ao teor de glicoalcalóides totais (TGA) na porção superficial dos tubérculos, e quanto à sua capacidade de esverdeamento, duas características importantes na comercialização do produto. As determinações foram feitas para tubérculos recém-colhidos, armazenados na ausência e na presença de luz, ambos por 25 dias. Os teores de TGA situaram-se na faixa de 3-24mg/100g de peso fresco. Tanto as condições de armazenamento quanto os cultivares influenciaram o teor de TGA e a capacidade de esverdeamento. Encontrou-se uma correlação linear significativa entre o teor de TGA e a capacidade de esverdeamento, independentemente de tratamentos e cultivares, negativa, porém, para tubérculos recém-colhidos. Os dados obtidos sugerem que ambos os fatores são influenciados por características genéticas peculiares a cada cultivar.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Spoladore,Dayse S. Teixeira,João Paulo F. Zullo,Marco Antônio T. Teixeira,Paulo R. M. Coelho,Sônia M. B. M. Miranda Filho,Hilário S.

Efeito de fertilizantes fosfatados na cultura da crotalária

No presente trabalho são apresentados e discutidos os resultados obtidos em seis experimentos de campo, em que se procurou estudar a resposta da crotalária (Crotalaria juncea L.) a diversos adubos fosfatados, em diferentes tipos de solo e regiões paulistas, considerando-se a produção de massa verde e de sementes. Esses adubos, sempre acompanhados de nitrogênio e potássio, foram: superfosfato simples, superfosfato triplo, fosfato-de-araxá, termofosfato, farinha de ossos degelatinada e Yoorin. Os resultados dos experimentos revelam que os adubos fosfatados não apresentaram significância estatística sobre a produção de massa verde e sementes. Mesmo assim, convém ressaltar a posição de destaque que alcançou em vários experimentos (Tatuí, Ribeirão Preto e Campinas) a utilização de farinha de ossos degelatinada na produção média de massa verde.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Salgado,Antonio Luiz de Barros Azzini,Anísio Feitosa,Celi Teixeira Pettinelli,Armando Sordi,Guido de

Tolerância de cultivares de trigo, triticale e centeio em diferentes níveis de alumínio em solução nutritiva

Foram estudados sete cultivares de trigo (Triticum aestivum L. ), um de trigo duro (Triticum durum L.), sete de triticale e dois de centeio (Secale cereale L.), em soluções nutritivas contendo quatro níveis de alumínio tóxico. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em soluçâo sem alumínio após um período de 48 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. A temperatura de 28 ± 1 °C foi mantida constante nas soluções durante o experimento. Os cultivares de centeio, Goyarowo e Branco, foram tolerantes a 20mg/ litro de Al3+; os de trigo, Siete Cerros, Tobari-66 e Cocorit, foram sensíveis a 5mg/lítro de alumínio, porém BH-1146, IAC-5, BR-1 e IAC-18 foram tolerantes e, IAC-17, moderadamente tolerante a essa concentração de alumínio; os cultivares de triticale, PFT-763, TCEP-77142, PFT-764, TCEP-75709, Cynamon, TCEP-77138 e TCEP-77136, foram tolerantes a 5mg/litro de Al3+. Todos os cultivares de trigo e triticale foram sensíveis a 10mg/litro de Al3+.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Fenício,João Carlos

Comparação de quatro extratores de fósforo de solos

É apresentado um estudo comparativo de quatro métodos de extração de fósforo de solos: a) IAC, baseado na extração de 5cm³ de terra com 50ml de H2SO4 0,05N; b) Bray I modificado, baseado na extração de 2,5cm³ de terra com 50ml de solução 0,03N em NH4F e 0,025N em HCl; c) Olsen, baseado na extração de 2,5cm³ de terra com 50ml de NaHCO3 0,5N a pH 8,5 e d) resina, baseado na extração de 5cm³ de terra com 2,5cm³ de resina trocadora de aníons, com agitação por duas horas em suspensão aquosa. Para comparar os métodos determinou-se, para cada um deles, a correlação entre os teores de fósforo nos solos e os resultados de respostas à adubação fosfatada em ensaios de campo, de 16 ensaios de milho e 16 de algodão. Para as duas culturas em conjunto, os valores absolutos dos coeficientes de correlação, para os quatro métodos, foram: a) 0,683; b) 0,650; c) 0,391 e d) 0,802, indicando a superioridade do método da resina.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Van Raij,Bernardo Feitosa,Celi Teixeira Silva,Nelson Machado da

Efeito do fósforo sobre os componentes de produção, altura das plantas e rendimento de grãos, em trigo

Foram instalados quatro experimentos utilizando os cultivares IAC-5 e Alondra-S-46, em solo recém-desbravado de acentuada pobreza em fósforo, na Estaçâo Experimental de Itararé (SP), com objetivo de estudar os efeitos da aplicação de 0, 60, 120, 180 e 240kg/hectare de P2O5 sobre a produção de grãos, componentes de produção e altura das plantas de trigo. A produção de grãos dos dois cultivares cresceu em função dos níveis de P2O5 utilizados, apresentando o 'IAC-5' maior eficiência em relação ao 'Alondra-S-46'. A produção de grãos, comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga, número de grãos por espigueta, peso de cem grãos e altura das plantas do cultivar IAC-5, aumentaram significativamente nos dois anos de experimentação até a dose de 60kg de P2O5/hectare, sendo que deste nível para cima não se observaram diferenças significativas. Para o 'Alondra-S-46', verificaram-se respostas significativas até a dose de 60kg de P2O5/hectare para comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga, peso de cem grãos e altura em 1979 e 1980; para número de grãos por espiga e por espigueta, nos ensaios plantados em 1980, verificaram-se respostas significativas até a dose de 240kg de P2O5/hectare. Este cultivar somente mostrou aumento significativo na produção de grãos a partir da aplicação de 120kg de P2O5 e somente em 1979. Não foram observadas respostas significativas à adubaçâo com P2O5 para número de espigas por metro linear e para o teor de fósforo (%) na parte aérea, nos dois anos, para os cultivares estudados. A produçâo de grãos do 'IAC-5' e 'Alondra-S-46' para as diferentes doses de P2O5 apresentou associações significativas com número de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga, peso de cem grãos, altura de planta, número de espigas por metro linear e doses de P2O5. 0 'IAC-5' apresentou associação significativa entre produção de grãos e número de grãos por espigueta, ao passo que, para o 'Alondra-S-46' esta associação não foi significativa. A associação entre produção de grãos e comprimento da espiga foi significativa apenas para o 'Alondra-S-46'. Associações entre doses de P2O5 e teores de fósforo na parte aérea das plantas foram altamente significativas para os dois cultivares.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Oliveira,Otávio Franco de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ramos,Valdir Josué

Amido a partir de bambu

Em colmos de bambu da espécie tida como Guadua flabellata, determinaram-se os teores de amido e das frações fibrosa, parenquimatosa e solúvel em água. O comprimento e o diâmetro dos colmos processados foram também determinados. Os resultados mostraram que o teor médio de amido extraído foi 8,53% (base seca), representando cerca de 59% da fração solúvel em água e 32% do total de amido existente no colmo. Os teores médios das frações fibrosa, parenquimatosa e solúvel em água foram, respectivamente, 61,76%, 23,05% e 15,18%, Quanto às dimensões do colmo, a espécie em estudo pode ser considerada de porte mediano, em comparação com as espécies mais difundidas em nossas condições.

Conservação de sementes de ipê

Sementes de algumas espécies de ipê foram submetidas a diferentes temperaturas de armazenamento, determinando-se a sua porcentagem de germinação a cada quarenta dias, por um período de trinta meses. Nas condições fornecidas de 10 ºC, 29 ºC e 30 ºC em embalagem hermeticamente fechada, e em saco de papel, a condições ambienteis foram avaliadas as seguintes espécies: Tabebuia avellanedae var. paulensis Tol., Tabebuia chrysotricha (Mart. ex-DC.) Standley, Tabebuia impetiginosa (Mart.) Standley, Tabebuia rosea (Bertol.) DC. e Tabebuia heptaphylla (Vell.) Tol. Dentre as condições de armazenamento, o tratamento a 10ºC em vidro hermético foi o que manteve a viabilidade da semente por maior tempo, sendo 20 °C também em vidro hermético o segundo melhor resultado. A germinação das sementes armazenadas em saco de papel a temperatura ambiente foi melhor do que a das que foram armazenadas em vidro hermético a 30 °C, sendo esta a pior condição de armazenagem. A comparação entre as espécies mostrou que Tabebuia heptaphylla, apresenta, além de sementes de maior longevidade, maior resistência às condições adversas de armazenamento.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Maeda,Jocely Andreuccetti Matthes,Luiz Antonio Ferraz

Efeito de diferentes níveis de fósforo em solução nutritiva e no solo no comportamento de cultivares de trigo

Foram estudados dez cultivares de trigo quanto à sua eficiência na utilização de fósforo em solução nutritiva contendo quatro níveis de P (0; 3,875; 7,75 e 15,5mg/litro), mantendo-se a temperatura constante de 25 °C ± 1 °C e o pH das soluções igual a 4,0 por um período de quinze dias. A eficiência da utilização de fósforo para cada cultivar em cada uma das concentrações desse elemento foi expressa pela quantidade de matéria seca da parte aérea e pela proporção entre a quantidade de matéria seca da parte aérea e a quantidade de fósforo nela presente. Os cultivares IAC-5, IAS-20, BH-1146 e IAC-17 foram eficientes na utilização de fósforo em soluções contendo 3,875mg/litro de P; IAC-18, IAC-15 e IAC-13 apresentaram-se como moderadamente eficientes, e Siete Cerros, Alondra-S-46 e INIA-66, como ineficientes. Os cultivares IAC-5, IAC-18 e INIA-66 responderam aumentando suas produções de matéria seca da parte aérea, à medida que o teor de P das soluções se elevou de 0 a 15,5mg/litro; IAS-20, IAC-13, Siete Cerros e Alondra-S-46 apresentaram moderada resposta e BH-1146, IAC-17 e IAC-15 não responderam. Os cultivares IAC-5 e IAC-17 foram estudados em vasos contendo solo nos quais foram empregadas três doses de adubação com superfosfato simples (0, 30 e 60kg/ha de P2O5) combinadas com três doses de calcário dolomítico (0, 4 e 8t/ha). Os dois cultivares responderam à adubação com P2O5 para os três níveis de calcário em relação à produção de matéria seca da parte aérea aos trinta dias após a germinação, porém o IAC-5 apresentou maiores respostas em relação ao IAC-17. Considerando fixo um mesmo nível de P2O5 verificou-se que os dois cultivares responderam à aplicação de calcário até a dosagem de 4t/ha. Os dois cultivares aumentaram a produção de grãos por planta quando foram aplicadas doses crescentes de P2O5, mantendo-se constante a dose de calcário de 4t/ha, porém as grandes respostas ocorreram quando foram comparadas as dosagens de 0 e 30kg de P2O5/ha, independentemente da quantidade de calcário aplicada. O cultivar IAC-5 estudado em soluções nutritivas contendo diferentes doses de P apresentou maior eficiência na utilização desse elemento quando comparado com o IAC-17, nas doses mais baixas de P. A mesma conclusão foi obtida, empregando-se solo com baixos teores desse elemento. Em virtude de os dados poderem ser obtidos em pouco tempo no laboratório, evidenciou-se a vantagem do emprego de soluções nutritivas para o estudo da eficiência na utilização e absorção de fósforo por cultivares de trigo, além de possibilitar seu uso num programa de melhoramento genético onde muitas linhas estiverem envolvidas.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Efeitos da utilização de misturas de adubos com ou sem enxofre na precocidade e nas características do capulho e da fibra do algodoeiro

São apresentados resultados referentes à precocidade e características do capulho e da fibra do algodoeiro, obtidos em ensaio de caráter permanente, no município de Guaíra (SP), em gleba de Latossolo Roxo, durante o período 1974/75-1977/78, utilizando-se a variedade 'IAC 16'. Além da reação ao fósforo, foi planejado um estudo conjunto visando observar a resposta do algodoeiro à aplicação de misturas de adubo contendo fósforo e enxofre em quantidades variáveis. A análise e a interpretação dos resultados permitiram as seguintes conclusões: a) Adubações com superfosfato triplo ou simples, em solo deficiente em fósforo, resultaram em maior precocidade no ciclo do algodoeiro, enquanto o uso de sulfato de amônio em cobertura tendeu a prolongar esse ciclo; b) Ambas as fontes citadas de fósforo proporcionaram aumentos significativos no peso de capulho e no comprimento das fibras, enquanto apenas o superfosfato simples aumentou sensivelmente o peso de cem sementes e o índice Micronaire, que representa o complexo finura + maturidade da fibra; c) As características porcentagem de fibras, uniformidade de comprimento, resistência e maturidade das fibras, não foram alteradas significativamente pelos tratamentos estudados.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Sabino,Nelson Paulieri Silva,Nelson Machado da

Evidência genética da tolerância ao alumínio em arroz

Os cultivares de arroz IAC-165, IAC-47, IAC-25 e IAC-1246, tolerantes à toxicidade de Al3+, e os cultivares sensíveis IR-8, IAC-899 e CICA-4, foram cruzados, sendo obtidas as sementes em geração F2 dos seguintes híbridos: IR-8 x IAC-165, IAC-165 x IR-8, CICA-4 x IAC-47, IAC-47 x CICA-4, IAC-25 x IR-8 e IAC-1246 x IAC-899. Os cultivares utilizados como pais e os F2 foram cultivados em soluções nutritivas contendo duas concentrações de alumínio (10 e 30 ou 40mg/litro). O comprimento das raízes primárias dos genótipos estudados, após dez dias de crescimento em soluções nutritivas contendo duas diferentes concentrações de alumínio, foi utilizado para avaliar a tolerância a esse elemento. Foi observada parcial dominância para sensibilidade ao alumínio em todas as populações F2 estudadas. Os resultados indicaram que não houve efeito maternal em relação à tolerância ao Al3+, considerando os cruzamentos CICA-4 x IAC-47, IAC-47 x CICA-4, IR-8 x IAC-165 e IAC-165 x IR-8. A estimativa da herdabilidade no sentido amplo para a tolerância ao alumínio, expressa na capacidade de crescimento das raízes das populações F2 dos cruzamentos de arroz em soluções contendo 10 e 30 ou 40mg/litro de Al3+, foram altas, indicando que grande parte da variabilidade encontrada nas populações estudadas foi de origem genética, permitindo, pois, seleções nas primeiras gerações segregantes para essa característica. Constituíram exceção as plantas F2 dos cruzamentos IR-8 x IAC-165 e IAC-165 x IR-8, que deveriam ter suas populações testadas a 10mg/litro de Al3+, pois, quando cultivadas em soluções com 40mg/litro de Al3+, encontraram-se baixos valores para a herdabilidade em sentido amplo.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Estudo do parcelamento da adubação potássica do algodoeiro

Em dez experimentos de campo conduzidos com o algodoeiro no Estado de São Paulo, no período compreendido entre os anos agrícolas de 1975/76 e 1980/81, estudou-se a conveniência de parcelar a aplicação de cloreto de potássio. Foram aplicadas no sulco de semeadura, em posição lateral e em nível inferior ao das sementes, as doses de 0, 60 e 120kg/ha de K2O. Nos demais tratamentos, a dose de 120kg/ha ou parte dela (1/3, 1/2 e 2/3) foi aplicada em cobertura, após o desbaste, em mistura com o adubo nitrogenado, com incorporação na operação de "chegar terra". Na análise individual dos resultados de produção de algodão em caroço, em apenas 10% dos casos houve efeito linear de potássio, quando aplicado tradicionalmente. Com o parcelamento, esse número subiu para 40%. Entretanto, no conjunto dos ensaios, a diferença entre modos de aplicação do nutriente não foi estatisticamente significativa. Os ensaios foram reagrupados em função de resultados dos estudos de correlação entre a produção relativa (PR) da testemunha (PR = 100 x produção sem potássio/produção com potássio) e índices de análise de solo. Estabeleceram-se grupos de respostas esperadas nos estudos de correlação linear entre PR e os índices analíticos mais relacionados com a resposta das plantas à adubação, que foram, em ordem decrescente de importância, (Ca2+ + Mg2+)/K+ e 1/K+. No grupo de alta resposta esperada a potássio [K+ < 0,08 meq e (Ca2+ + Mg2+)/K+ > 43], o parceamento da dose de 120Kg/ha de K2O superou a forma tradicional de aplicação; no grupo de média resposta esperada [0,08 a 0,24 meq para K+ e (Ca2+ + Mg2+)/K+, na faixa de 20-43 ], notou-se clara tendência para maior efeito da aplicação parcelada. Dessa forma, recomenda-se que, em condições de deficiência potássica, a aplicação de cloreto de potássio seja parcelada com cerca de 1/2 a 2/3 da dose no sulco de plantio (ao lado e em nível inferior ao das sementes) e o restante em cobertura, após o desbaste, com o adubo nitrogenado, com incorporação da mistura na operação de "chegar terra".

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Cia,Edivaldo Chiavegato,Ederaldo José Sabino,José Carlos

Alterações de características químicas de um Latossolo Roxo distrófico incubado com resíduos da indústria álcool-açucareira

Foi feito um estudo de incubação (3, 7, 14, 30 e 60 dias), num Latossolo Roxo distrófico, com o objetivo de verificar os efeitos da adição de vinhaça "in natura", vinhaça concentrada, vinhaça seca, torta de filtro e cinza de caldeira em algumas características químicas desse solo com o tempo de incubação. Usaram-se os referidos resíduos como fonte de potássio e aplicaram-se quantidades correspondentes a 300 e 750kg/ha de K. Em todos os tratamentos, exceto nos incubados com cinza de caldeira, houve um abaixamento do pH entre o 3.º e o 60.º dia de incubação; no entanto, todos eles apresentaram pH mais elevado que o da testemunha no fim do ensaio, 60° dia. O teor de nitrato diminuiu, com o tempo, para os tratamentos com vinhaça seca, torta de filtro e cinza de caldeira, sendo que o P solúvel em H2SO4 0,05N só aumentou nesses dois últimos tratamentos. Praticamente, todo o K, Ca e Mg colocados apareceram em forma solúvel em HNO3 0,05N, com exceção do K para a cinza de caldeira e Ca e Mg para a torta de filtro.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Otávio Antônio de Berton,Ronaldo Severiano Geraldi,Rodolfo N. Valadares,José Maria Aires da Silva