Repositório RCAAP
Avaliação tecnológica de semeadoras e/ou adubadoras: tratamento de dados de ensaios e regularidade de distribuição longitudinal de sementes
Normas, procedimentos de ensaio e trabalhos de pesquisa apontam a regularidade de distribuição longitudinal de sementes como uma das características operacionais de semeadoras que mais contribuem para a obtenção de um stand adequado de plantas e, conseqüentemente, boa produtividade. Dois parâmetros são utilizados para essa avaliação: o coeficiente de variação (CV) das populações de espaçamentos e as porcentagens de ocorrência de espaçamentos aceitáveis ou de sementes "normalmente semeadas". Como tais textos preconizam o emprego de diferentes procedimentos para o cálculo daqueles parâmetros de avaliação, o presente estudo visou aos efeitos dos diferentes tratamentos de dados nos resultados e na sua interpretação. Aplicaram-se tratamentos - DEA, ISO, ABNT e INTA ADAPTADO - às populações de espaçamentos de sementes, resultantes de ensaios de bancada com três tipos de mecanismos desadores (disco horizontal, disco inclinado e disco vertical com dispositivo pneumático). Para dois deles, observaram-se diferenças expressivas entre os resultados da aplicação dos tratamentos, tanto no tocante aos coeficientes de variação (CV) quanto às ocorrências de espaçamentos definidos como aceitáveis. Dependendo do tratamento, corre-se o risco, num processo de avaliação de desempenho, de aprovar-se um mecanismo que, como máquina, apresenta resultados satisfatórios, sem, no entanto, atender aos requisitos agronômicos, sua função básica.
2022-12-06T13:19:44Z
Kurachi,Sérgio Augusto Hiroaki Costa,João Aureliano de Souza Bernardi,José Augusto Coelho,José Luís Duarte Silveira,Gastão Moraes da
Redução de nitrato em plantas jovens de café cultivadas em diferentes níveis de luz e de nitrogênio
Foi estudado o efeito de níveis de luz e de nitrogênio na atividade da enzima redutase de nitrato e nos teores de nitrato e de açúcares nas folhas de plantas jovens de café (Coffea arabica L), assim como as possíveis relações entre a disponibilidade desses compostos e a atividade enzimática. Foram utilizadas plantas de dez meses de idade cultivadas em vasos contendo uma mistura de terra mais composto, e mantidas em condições ambientais em pleno sol e em 50% da luz solar. Metade das plantas de cada tratamento de luz foi suplementada semanalmente com nitrogênio. Os resultados mostraram que a atividade da redutase de nitrato, nos dois tratamentos de luz, foi maior nas plantas suplementadas com nitrogênio. Para um mesmo nível de nitrogênio, as plantas cultivadas em pleno sol apresentaram menor atividade da redutase de nitrato, maiores teores de nitrato e de açúcares e maiores taxas de transpiração, do que as cultivadas na sombra. Tais resultados indicam que a menor atividade da redutase de nitrato nas plantas cultivadas em pleno sol aparentemente não foi devida a limitações na disponibilidade de nitrato e de açúcares para fornecer a energia necessária para a redução de nitrato.
2022-12-06T13:19:44Z
Carelli,Maria Luiza Carvalho Fahl,Joel Irineu Magalhães,Antonio Celso
Pré-embebição em água e porcentagem e velocidade de emergência de sementes de palmiteiro
Quatro períodos de pré-embebição em água foram aplicados a frutos e sementes de palmiteiro (Euterpe edulis Mart.) visando determinar seus efeitos na velocidade, na porcentagem e na duração média do processo de emergência. A pré-embebição do fruto foi prejudicial à porcentagem final e velocidade de emergência, provavelmente por permitir maior contaminação por microorganismos patogênicos. A aplicação desse tratamento por dois dias em sementes mostrou efeito benéfico sobre a porcentagem final, não sendo, porém, eficiente para acelerar sua emergência. Períodos maiores do que dois dias foram prejudiciais, tanto à porcentagem como à velocidade de emergência. O uso de frutos despolpados acelerou e aumentou a emergência, diminuindo o tempo médio do processo germinativo em comparação com a utilização de frutos não despolpados.
2022-12-06T13:19:44Z
Bovi,Marilene Leão Alves
Craveiro-da-índia: características físicas das sementes e seus efeitos na germinaçao e desenvolvimento vegetativo
Sementes de craveiro-da-Índia foram classificadas quanto ao tamanho, cor e densidade, a fim de avaliar seu efeito na germinação em laboratório e na emergência e desenvolvimento das mudas em viveiro. As sementes grandes (média de 2,49g/semente) tiveram maiores porcentagens de germinação e emergência, produziram plantas de maior altura e raízes principais mais longas quando comparadas às sementes pequenas (média de 1,33g/semente). As sementes claras (imaturas) apresentaram comportamento inferior às escuras (maduras) em testes de laboratório e viveiro. Por sua vez, as sementes leves mostraram comportamento inferior ao das pesadas apenas em testes de laboratório, sem reflexos na emergência e no desenvolvimento das mudas em viveiro. Dessa maneira, não se recomenda o uso de sementes claras e pequenas para produção de mudas.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Bovi,Marilene Leão Alves Bovi,Odair Alves Lago,Antonio Augusto do
Brassinosteróides em café
Testou-se o efeito da aspersão de soluções aquosas de 24-epibrassinotfdio e 24-epicastasterona, variando de 10-2 a 10-4ppm, em cafeeiros do cultivar Catuaí Amarelo, de Coffea arabica L. com dois anos de idade e na sua primeira produção. Avaliaram-se a produção de frutos, porcentagem de frutos com lojas vazias, porcentagem de sementes do tipo "moca", renda, peneira média, porcentagem de cada peneira (de 13 a 20) no peso total de sementes do tipo "chato" e, para apenas um experimento, o estabelecimento de frutos. Para os parâmetros em que ocorreram diferenças significativas, os tratamentos com brassinosteróídes nunca se mostraram estatisticamente superiores ao controle. Concluiu-se que os brassinosteróídes testados não afetaram a produção nem os outros parâmetros avaliados.
2022-12-06T13:19:44Z
Mazzafera,Paulo Zullo,Marco Antonio Teixeira
Melhoramento do trigo: XXIII. Avaliação de linhagens na região do vale do Paranapanema, em Capão Bonito e em Tietê, em 1984-88
Compararam-se vinte e duas linhagens e três cultivares de trigo em seis ensaios, instalados na região do Vale do Paranapanema, em 1984-88, analisando-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos; altura das plantas; ciclo, em dias, da emergência ao florescimento; porcentagem de plantas acamadas; comprimento da espiga; número de grãos por espiga e por espigueta; número de espiguetas por espiga; peso de cem grãos; resistência à ferrugem-do-colmo e da-folha em condições de campo e de casa de vegetação; resistência ao oídio e às manchas foliares em condição de campo. Realizaram-se também mais dois ensaios: um em Tietê, em condição de boa fertilidade do solo, e outro em Capão Bonito, em solo ácido. Em laboratório, efetuaram-se estudos da tolerância ao alumínio em soluções nutritivas. Em condição de sequeiro, na região do Vale do Paranapanema e em solo ácido de Capão Bonito, sobressaiu, quanto à produção de grãos, a linhagem 19 (CNT-9 x BH-1146) = IAC-227, com ciclo e porte médio. Em Tietê, destacaram-se pela produtividade as linhagens de ciclo médio: 1 (Alondra-S-46 x IAC-5) = IAC-225, e 17 (Alondra-1 x IAC-5) = IAC-226, ambas de porte baixo, e 3 (Alondra-S-46 x C-3), de porte alto. A 21 (IAC-5 x Alondra-S-46) mostrou-se resistente às duas misturas de raças da ferrugem-do-colmo, à ferrugem-da-folha em condição de campo e às duas misturas de raças dessa ferrugem em condição de casa de vegetação, com resistência, em planta adulta, ao oídio, e com menor área foliar infectada pelos patógenos causadores de manchas foliares, constituindo fonte de resistência a essas doenças. As linhagens 6 (C-3 x Sonora-64) e 17 mostraram-se fontes genéticas do caráter espiga comprida; a 17, de maior número de espiguetas e de grãos por espiga; a 10 (Jupateco x IAC-13), de maior número de grãos por espigueta, e a 5 (Tobari-66 x BH-1146), de grãos mais pesados. As linhagens 7, 9, 13, 16, 17 e 19 e o 'BH-1146' exibiram tolerância a presença de 10 mg/litro de Al3+ na solução nutritiva.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito de Camargo Castro,Jairo Lopes de Sabino,José Carlos Kanthack,Ricardo Augusto dias
Relação entre caracteres da planta e do palmito de açaizeiros
Estudaram-se caracteres vegetativos da planta e do palmito de açaizeiros (Euterpe oleracea Mart) cultivados na Estação Experimental de Ubatuba, litoral norte do Estado de São Paulo, Brasil, com o objetivo principal de identificar caracteres não-destrutíveis que possam ser utilizados na seleção de plantas superiores no programa de melhoramento genético dessa palmeira. Entre os dez caracteres estudados, o número de perfilhos, o peso bruto do palmito e os pesos do resíduo basal e do palmito mostraram maior variabilidade (CV acima de 40%). Menor variabilidade foi encontrada para os caracteres número de folhas e circunferência da planta-mãe (CV entre 14 e 18%). O peso, os diâmetros e o comprimento do palmito mostraram-se positivamente correlacionados com a circunferência da planta. Correlação negativa foi evidenciada entre peso bruto do palmito e número de perfilhos e entre esta última variável e o peso do resíduo basal. O número de folhas mostrou correlação parcial significativa apenas com o diâmetro médio do palmito e com o peso do palmito bruto. Entre os caracteres vegetativos não-destrutíveis avaliados, a circunferência da planta foi o que mais contribuiu para a variação apresentada pelo palmito bruto e liquído (peso, diâmetro e comprimento), sendo responsável por mais de 65% da variação do peso bruto, 35% do peso líquido e em tomo de 50% de seu diâmetro. Constitui-se, assim, em um caráter útil, além de não-destrutível e facilmente mensurável, para orientar a seleção de plantas superiores de açaizeiro num programa de melhoramento genético de palmeiras desta espécie.
2022-12-06T13:19:44Z
Bovi,Marilene Leão Alves Godoy Júnior,Gentil Spiering,Sandra Heiden Camargo,Sérgio Bueno de
Estabilidade de rendimento de grãos de trigo na região do vale do Paranapanema, SP
Para o estudo da estabilidade da produção de grãos, utilizaram-se onze genótipos de trigo (Triticum aestivum L.) em dezesseis ambientes da região do Vale do Paranapanema, SP, em 1984-87. Através do modelo desenvolvido por Eberhart & Russel, foi possível detectar variabilidade entre os genótipos estudados em relação aos ambientes considerados. O melhor ambiente foi o de Pedrinhas Paulista, em 1985,e o pior, o de Assis, em 1984. 0 genótipo BH-1146 foi o mais estável e apresentou o maior rendimento de grãos. Os cuttivares Alondra-4546, IAC-5 e Paraguay 281 mostraram adaptação específica para bons ambientes. Esse modelo permitiu identificar os melhores ambientes e as variedades mais estáveis na recomendação de cultivares de trigo, justificando a sua utilização para o Vale do Paranapanema.
2022-12-06T13:19:44Z
Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Freitas,José Guilherme de
Relação entre diferentes caracteres de plantas jovens de seringueira
O presente trabalho foi realizado com o objetivo de determinar a existência e as magnitudes de correlações e regressões lineares simples em plântulas jovens de seringueira (Hevea spp.), para melhor condução de seleção nos futuros trabalhos de melhoramento. Foram utilizadas médias de produção de borracha seca por plântulas por corte, através do teste Hamaker-Morris-Mann (P); circunferência do caule (CC); espessura de casca (EC); número de anéis (NA); diâmetro dos vasos (DV); densidade dos vasos laticíleros (D) e distância média entre anéis de vasos consecutivos (DMEAVC) em um viveiro de cruzamento com três anos e meio de idade. Os resultados mostraram, entre outros fatores, que as correlações lineares simples de P com CC, EC, NA, D, DV e DMEAVC foram, respectivamente, r =t 0,61, 0,34, 0,28, 0,29, 0,43 e -0,13. As correlações de CC com EC, NA, D, DV e DMEAVC foram: 0,65, 0,22, 0,37, 0,33 e 0,096 respectivamente. Estudos de regressão linear simples de P com CC, EC, NA, DV, D e DMEAVC sugerem que CC foi o caráter independente mais significativo, contribuindo com 36% da variação em P. Em relação ao vigor, a regressão de CC com os respectivos caracteres sugere que EC foi o único caráter que contribuiu significativamente para a variação de CC com 42%. As altas correlações observadas da produção com circunferência do caule e com espessura de casca evidenciam a possibilidade de obter genótipos jovens de boa capacidade produtiva e grande vigor, através de seleção precoce dessas variáveis.
2022-12-06T13:19:44Z
Lavorenti,César Gonçalves,Paulo de Souza Cardoso,Mario Boaventura,Marco Milan Martins,Antônio Lúcio M.
IAC 25 (Pedrinhas) e IAC 161 (Taiamã): novos cultivares de trigo
Avaliaram-se os cultivares de trigo IAC 25 (Pedrinhas) e IAC 161 (Taiamã), provenientes de cruzamentos artificiais e obtidos por seleção pelo método genealógico, quanto à produtividade de grãos e às reações aos agentes causais da ferrugem-do-colmo e da-folha e da helmintosporiose no Vale do Paranapanema (SP), em condições de sequeiro, e na região Norte (SP), com irrigação por aspersão. Avaliaram-nos também em relação às qualidades industriais de panificação. Em condições de sequeiro, as produções médias de grãos dos novos cultivares não se apresentaram estatisticamente diferentes das da testemunha 'Anahuac', porém 'Pedrinhas' confirmou como grande vantagem o ciclo precoce (100-115 dias). Para as áreas com irrigação por aspersão, em solos com elevada acidez (porcentagem de saturação por bases inferior a 60%) 'Pedrinhas' e Taiamã' exibiram melhor produção de grãos em relação ao 'Anahuac'. Para solos com baixa acidez, não houve diferença estatística entre os três cultivares. O 'Pedrinhas' e o 'Taiamã' apresentaram moderada tolerância ao Al3+, quando testados em soluções nutritivas contendo esse elemento; 'Taiamã' demonstrou alta suscetibilidade à toxicidade de ferro e, 'Pedrinhas', moderada tolerância, enquanto para o manganês ambos exibiram tolerância. O 'Taiamã' mostrou resistência à ferrugem-do-colmo e, o 'Pedrinhas', moderada resistência, em testes em casa de vegetação. O 'Pedrinhas' revelou-se mais suscetível à ferrugem-da-folha que o 'Taiamã' e o 'Anahuac' em condições de campo, enquanto, para a helmintosporiose, os três apresentaram-se suscetíveis. Nos ensaios de panificação, a farinha do 'Taiamã' foi superior à do 'Pedrinhas', proporcionando pães de excelente qualidade física, com volume específico bastante superior à farinha de trigo comercial.
2022-12-06T13:19:44Z
Felíco,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Vitti,Policarpo Gallo,Paulo Boller
Avaliação do potencial agronômico de introduções de amendoim com vistas ao melhoramento genético
Visando à escolha de parentais para o programa de melhoramento de amendoim (Arachis hypogaea L.), avaliaram-se, quanto à capacidade produtiva, vinte e três introduções da coleção de germoplasma do Instituto Agronômico e os cultivares Tatuí e Tatu, este último usado como controle. Os experimentos foram realizados durante o cultivo das águas de 1985/86 e 1986/87, no Centro Experimental de Campinas e na Estação Experimental de Pindorama, e de 1985/86, na Estação Experimental de Ribeirão Preto. Analisaram-se sementes obtidas desses ensaios, à exceção do de Pindorama, 1986/87, quanto ao teor de óleo, e, ainda: as reações de cada tratamento a quatro das principais manchas foliares do amendoim, hábito de crescimento, ciclo e características de vagens e sementes. Destacaram-se, na média dos experimentos, com produtividade significativamente superior ao controle, as linhagens 5475, 5207, 5249 e H-69 e o cultivar Tatuí. As melhores produções foram observadas nas linhagens 5475 (ereta, precoce, do grupo Valência) e 5207 (tipo arbustivo, ciclo longo, do grupo Virgínia), cujas médias foram em 30% superiores à do cultivar Tatu. Apenas as linhagens 269 e 70 apresentaram teores de óleo superiores ao controle em 3%. A 5207 e 5249, de bom desempenho produtivo, tiveram teores de óleo significativamente inferiores ao controle. Algumas das introduções mostraram trazer, no genótipo, além do potencial de produção, algum nível de resistência a doenças, destacando-se a linhagem 5207, como moderadamente suscetível à pinta-preta e à verrugose e moderadamente resistente à mancha-barrenta, e a linhagem 5475, como moderadamente suscetível à pinta-preta, moderadamente resistente à verrugose e resistente à mancha-barrenta e à ferrugem. Pela produtividade e nível de resistência à doença, ambas estão sendo incluídas em cruzamentos com linhagens de bom padrão comercial e qualidade de vagens, por suas limitações para essas características. Resistente à verrugose e resistente à mancha-barrenta e à ferrugem. Pela produtividade e nível de resistência à doença, ambas estão sendo incluídas em cruzamentos com linhagens de bom padrão comercial e qualidade de vagens, por suas limitações para essas características.
2022-12-06T13:19:44Z
Godoy,Ignâcio José de Moraes,Sérgio Almeida de Martins,Antonio Lúcio Mello Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Veiga,Renato Ferraz de Arruda
Avaliação quantitativa da massa fibrosa e vazios em colmos de bambu
Em colmos de Bambusa tuldoides Munro, Bambusa vulgaris Schrad e Dendrocalamus giganteus Munro, determinaram-se as dimensões quanto à altura e ao diâmetro basal, além dos teores de nó, massa fibrosa e vazios ("ocos") dos internódios. Os teores de nó, em relação ao peso úmido do colmo, foram de 6,32, 11,70 e 13,41%, respectivamente, para S. tuidoides, D. giganteus e B. vulgaris. Em volume, os teores de massa fibrosa no colmo de bambu variaram de 46,09%, para D. giganteus, a 61,19%, para B. tuldoides, sendo de 53,32% o valor intermediário para B. vulgaris. Este estudo foi efetuado no Centro Experimental de Campinas (IAC) em 1988.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anísio Borges,José Maximiliano Matto Grosso Ciaramello,Dirceu Salgado,Antonio Luiz de Barros
O pessegueiro no sistema de pomar compacto: III. Épocas de poda drástica na diferenciação floral
Pesquisou-se, na região de Jundiaí, SP (23°8'S), a influência das épocas de poda drástica na diferenciação floral dos pessegueiros Tropical' e 'Aurora-2', conduzidos em alta densidade de plantio (1.667 plantas por hectare). Realizaram-se tais podas em 30 de setembro, 30 de outubro e 30 de novembro de 1986. Coletaram-se as gemas para análise mensalmente, a partir do 30° dia da poda: constatou-se, através de cortes histológicos das gemas, que a poda drástica precoce, de 30 de setembro, não prejudicou a diferenciação floral dos pessegueiros, que se iniciou em fevereiro, a cerca de cinco meses da decepa; em abril, a maioria das gemas de flancos encontrava-se com as sépalas, as pétalas, os estames e o pistilo completamente formados. As demais épocas de poda interferiram no processo de diferenciação floral, reduzindo o número de botões florais e, conseqüentemente, a densidade florífera das plantas. Nos pessegueiros conduzidos com poda normal, a organogênese floral, processada no início do verão (dezembro-janeiro), persistiu até o outono (abril).
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Campo-Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Sampaio,Vladimir Rodrigues
Modo e época de aplicação de fosfatos na produção e outras características do algodoeiro
Em ensaio conduzido durante nove anos com o algodoeiro sobre latossolo roxo, pobre em fósforo, em Guaíra, SP, confrontou-se o modo tradicional de adubar com aplicações a lanço de produtos fosfatados. Adubações anuais de 121 kg/ha de P2O5, no sulco de semeação, por ocasião do plantio, durante seis anos sucessivos, foram comparadas à fosfatagem única (728kg/ha de P2O5) a lanço e incorporada no primeiro ano, e à fosfatagem parcelada (364kg/ha/vez de P2O5) realizada no primeiro e no quarto ano, utilizando-se superiosfato triplo, além de uma fosfatagem parcelada com o termofosfato Yoorin. Todos os tratamentos foram comparados a uma testemunha, com adubação NK, básica e sem P. Durante os seis anos de aplicação de adubo fosfatado, o algodoeiro, variedade IAC 18, reagiu mais à aplicação localizada do fósforo, em termos de produtividade, exceção feita ao primeiro ano, quando era muito baixa a disponibilidade do nutriente no solo. Já altas doses de fosfato a lanço provocaram deficiência de potássio nas plantas, com os prejuízos se estendendo a certas características da fibra, como Micronaire e maturidade. Em face do bom desempenho da fosfatagem moderada nos anos de aplicação, sugere-se que uma associação entre os modos de emprego a lanço e localizado seja avaliada nos próximos estudos. Outras características, como peso de capulho e de semente, além do comprimento da fibra, aumentaram significativamente com o uso de P. O efeito residual do superfosfato acumulado durante seis anos, no sulco de plantio, estudado nos três subseqüentes anos, com o cultivo da variedade IAC 20, só se destacou nos resultados de produção.
2022-12-06T13:19:44Z
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Sabino,José Carlos Lellis,Lupêrcio Geraldo Lourenço Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Júlio Isao
A calagem nos teores de óleo e proteína em soja
No ano agrícola de 1986/87, nas Estações Experimentais de Mococa e Ribeirão Preto, efetuaram-se experimentos com o objetivo de avaliar o efeito da aplicação de níveis crescentes de calcário dolomítico (0, 4, 8 e 12t/ha) sobre os teores de óleo e proteína nos grãos dos cultivares de soja IAC-Foscarin-31, IAC-11, IAC-12 e Cristalina. Os maiores teores de óleo e de protefna foram observados nos grãos colhidos em Mococa. Independentemente da calagem e das localidades, o 'IAC-12' apresentou as maiores produções médias de óleo e proteína por área, 561 e 963kg/ha respectivamente. Em todas as localidades, a calagem promoveu a elevação do teor de proteína e a redução do teor de óleo nos grãos. A produção de óleo e proteína (kg/ha) aumentou linearmente com os níveis de calagem utilizados, em decorrência de significativo aumento do rendimento em grãos após a correção do solo.
2022-12-06T13:19:44Z
Mascarenhas,Hipóuto Assunção Antonio Teixeira,João Paulo Feijão Nagai,Violeta Tanaka,Roberto Tetsuo Gallo,Baulo Boller Pereira,José Carlos Vila Nova Alves
Herbicidas na nodulação e na atividade da nitrogenase em cultura de amendoim
Com o objetivo de estudar os efeitos de trifluralin, metolachlor e linufon, aplicados, respectivamente, em pré-plantio-incorporado, pré-emergência e em pós-emergência, sobre o peso de matéria seca e número de nódulos e sobre a atividade da nitrogenase, foi conduzido um experimento de campo, em cultura de amendoim (Arachis hypogaea cv. Tatu) plantada em rotação com cana-de-açúcar. Os resultados das avaliações feitas aos 30, 50 e 80 dias após a germinação mostraram não haver diferença entre tratamentos inoculados e não inoculados. Linuron foi o único herbicida prejudicial à nodulação, tendo afetado o número e o peso da matéria seca de nódulos, nas diferentes amostragens, e inibido a fixação do nitrogênio (estimada pela técnica da redução do acetileno). Não foi observado efeito prejudicial dos herbicidas metolachtor e trifluralin, na nodulação e na atividade da nitrogenase.
2022-12-06T13:19:44Z
Novo,Maria do Sarmo S. Soares Cruz,Luciano Souza Paes Portugal,Edilberto Prince Nagai,Violeta Ortolan,Manoel Carlos Azevedo
Microsporogênese de Coffea canephora Pierre ex Froehner com número duplicado de cromossomos
Realizou-se o estudo do comportamento meiótico de C. canephora tetraplóide com 2n =44 cromossomos por tratar-se de uma espécie considerada possível ancestral de C. arabica (2n = 44): constatou-se, em 92,0% das células-mães de pólen, em todas as fases da microsporogênese estudada, 2n = 44 cromossomos. Em diacinese os cromossomos se apresentaram na forma de mono-, bi-, tri- e tetravalentes. Em metáfase 1, somente 13,16% das células apresentaram 22II sendo a seguinte a fórmula média do pareamento: 3,61I; 15,21II 0,71III e 1,93IV. As irregularidades anafásicas resumiram-se praticamente na disjunção desigual dos cromossomos para os pólos de 21-23, 20-24 e 19-25. Somente 37,65% das células apresentaram segregação normal de 22 cromossomos para cada pólo. Em anáfase II, observaram-se sete tipos diferentes de distribuição cromatídica e, também, somente em 26,0% das células foi encontrada distribuição normal dos cromossomos. Após a citocinese, foram observadas tríades (1,6%), tétrades (77,0%) e políades (21,4%). A inviabilidade dos grãos de pólen foi alta, 79,0%. Observações em cortes transversais medianos de frutos mostraram 43,4% do tipo normal, sendo 11,0% do tipo moca e 32,4% do chato. Em 56,6% dos frutos, não houve desenvolvimento de sementes, formando-se apenas perisperma.
2022-12-06T13:19:44Z
Boaventura,Yone M. Sellito
Propagação de pteridófitas in vitro e in vivo através de esporos
Sujeitas ao processo de extinção, em decorrência do extrativismo, as samambaias arbóreas Dicksonia sellowana (Presl.) Hook e Cyathea schanschin Mart, das quais se obtémo xaxim, são espécies ainda pouco estudadas quanto à propagação. Com o objetivo de desenvolver um método adequado à propagação destas espécies, através de esporos, realizaram-se experimentos in vitro e in vivo. Para a desinfecção dos esporos, utilizaram-se soluções de hipoclorito de cálcio, em diferentes concentrações, ou de sódio, comparando-se sua eficiência. Para o cultivo in vitro, empregaram-se os meios nutritivos de Murashige e Skoog modificado e de Jones e a solução de Knop modificada. Na cultura in vivo utilizaram-se xaxim, estagno, terriço ou tijolo fragmentado. Como condições de cultivo, manteve-se a temperatura a 25 ±1°C e o fotoperíodo de 16 horas. Apesar da elevada contaminação durante o processo de germinação in vitro e in vivo, a desinfecção com hipoclorito de cálcio a 2% foi mais eficiente. Os esporos germinaram em 4 a 8 semanas e os prótalos formaram-se após 30 a 40 dias. Obteve-se maior percentagem de germinação e formação de prótalos com os meios de Jones e Knop, bem como xaxim e esfagno, e a germinação de esporos ocorreu mais rapidamente na ausência de esporângios.
2022-12-06T13:19:44Z
Borelli,Flávia Próspero Castro,Carlos Eduardo Ferreira de Matthes,Luiz Antonio Ferraz Tombolato,Antonio Fernando Caetano Nagal,Violeta
Época e ciclo de maturação de pêssegos e nectarinas no estado de São Paulo
Na Estação Experimental de Jundiaí (23°08'S), do Instituto Agronômico (IAC), controlou-se o número de dias entre a antese e a maturação dos frutos de vinte cultivates de pêssegos (Prvnus persica L. Batsch) e nectarinas (P. persica L. Batsch var. nucipersica). Com base nos resultados obtidos, elaborou-se nova tabela classificatória para ciclos de frutificação, da qual constam, respectivamente, a faixa de maturação, o número de dias entre a flora da e a colheita dos frutos e os cultivares: ultraprecoce,<74dias (Fia. 7-3); bem precoce, 75-90 dias (Flordaprince, Tropical e Maravilha); precoce, 91-120 dias (Régis-1, Jóia-1, Jóia-4, Delicioso Precoce, Centenária, Doura do-1, Aurora-1, Aurora-2, Ouromel-3 e Josefina); mediana, 121-150 dias (Canário, Cristal e Talismã); tardia, 151-180 dias (Biuti e Rei da Conserva) e bem tardia,>181 dias (Bolão).
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Ojima,Mario Campo Dall'orto,Fernando Antonio Martins,Fernando Picarelli
Organogênese floral do pessegueiro in vitro
Coletaram-se meristemas do pessegueiro 'Tropical' (Prunus persica L. Batsch) em 30 de outubro, 30 de novembro e 30 de dezembro de I986 e 30 de janeiro e 28 de fevereiro de 1987 e cultivados in vitro. Aqueles coletados até 30 de novembro desenvolveram-se vegetativamente, produzindo vitroplantas normais de pessegueiro. O mesmo não ocorreu com os meristemas coletados em dezembro, janeiro e fevereiro, os quais se transformaram em botões florais após quinze dias de cultivo in vitro. Evidenciou-se, assim, que o processo de indução floral para o pessegueiro 'Tropical' ocorreu em dezembro na região de Jundiaí, SP (23°08'S.), uma vez que nenhuma vitroplanta se desenvolveu após esse período. Evidenciou-se, ainda, a irreversibilidade dos meristemas após o processo indutivo de diferenciação floral.
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Campo Dall'orto,Fernando Antonio Ojima,Mario