Repositório RCAAP
Distribuição espacial de Phytophthora nicotianae e reação de cultivares de cebola ao fungo
A cultura da cebola vem se mostrando altamente suscetível ao ataque de Phytophthora nicotianae, com danos econômicos e alto custo de produção pelo uso excessivo de produtos químicos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a dependência espacial do patógeno por meio da Geoestatística e em seguida, testar a resistência de cultivares de cebola sob sistema convencional de cultivo ao fungo. Os experimentos foram conduzidos no campus da FCAV-UNESP. Para detectar a presença do fungo nas amostras de solo, foram coletadas e processadas em laboratório onde, discos de folhas de limão Siciliano (Citrus limonum) foram utilizados como "iscas" na suspensão do solo para contagem desses discos infectados. Logo após, na mesma unidade experimental, avaliou-se treze cultivares (Dom Victor, BZ 21; Princesa, Taiko, Óptima, BZ 50, Mercedes, Sunset, Duquesa, Gobi, Sirius, Colina e Superex) de cebola, num experimento com delineamento em blocos casualizados com quatro repetições. Foram feitas avaliações semanais, do transplantio até a colheita. Pelo modelo de semivariograma isotrópico esférico ajustado aos dados, os resultados demonstraram não haver dependência espacial, revelando que a área apresentava uma distribuição agregada do patógeno. Com o mapeamento pelo método de Krigagem ordinário em blocos, verificou-se maior incidência do fungo, entre os três primeiros canteiros localizados na baixadas, com uma redução gradual para o restante que apresentou menor declividade na área. Dentre as cultivares avaliadas quanto à resistência ao fungo - Mercedes, Princesa e Duquesa são altamente suscetíveis, e as demais, demonstraram baixa suscetibilidade ao patógeno nessa primeira avaliação de campo.
2022-12-06T13:19:44Z
Almeida,F.A. Barreto,M. Barbosa,J.C. Costa,F.M.
Atividade antifúngica de extratos vegetais sobre o desenvolvimento de fitopatógenos
A formação de uma consciência ecológica e a busca pela preservação do meio ambiente tem gerado a necessidade de testar produtos naturais, visando um controle alternativo de fitopatógenos. Desta forma, objetivou-se avaliar o potencial de dez extratos aquosos sobre o desenvolvimento in vitro de fungos fitopatogênicos. Foram conduzidos seis ensaios experimentais em delineamento inteiramente casualizado, com 11 tratamentos e 10 repetições para cada ensaio. Os tratamentos constaram dos extratos bruto aquosos de alho, arruda, canela, cravo-da-índia, cavalinha, eucalipto, hortelã, jabuticaba, melão de são caetano e nim na concentração de 20%, mais a testemunha (somente BDA). Os ensaios foram realizados com os fungos Aspergillus sp., Penicillium sp., Cercosporakikuchii, Colletotrichum sp., Fusarium solani e Phomopsis sp. Os extratos foram filtrados em papel wathman nº 1, colocados em banho maria a 65ºC, durante 1 hora, incorporados em meio BDA e após vertido em placas de Petri, transferiu-se discos de micélio dos patógenos (0,3 cm de diâmetro). Foi analisado o crescimento micelial da colônia, a porcentagem de inibição e a taxa de crescimento dos fungos. Observou-se que os meios de cultura contendo os extratos de cravo-da-índia, alho e canela apresentaram maior atividade antifúngica sobre os fitopatógenos, quando comparados aos demais extratos utilizados, destacando o extrato de cravo-da-índia, que inibiu completamente o desenvolvimento de todos os fitopatógenos testados.
2022-12-06T13:19:44Z
Venturoso,L.R. Bacchi,L.M.A. Gavassoni,W.L. Conus,L.A. Pontim,B.C.A. Bergamin,A.C.
Enraizamento de estacas rejuvenescidas de bambu tratadas com ácido naftaleno acético
Determinaram-se, neste estudo, desenvolvido no Centro Experimental de Campinas, em 15 de janeiro-6 de agosto de 1992, os níveis de enraizamento de estacas rejuvenescidas de bambu (Bambusa vulgaris Schrad.), e o efeito do fitorregulador ácido naftaleno acético (ANA) nesse enraizamento. Estudaram-se três tipos de estaca, a saber: basal, primária e secundária, obtidas, por sua vez, em touceiras rebrotadas após 60 dias do corte total ou arrasante dos colmos. Para o tratamento com o fitorregulador de crescimento ANA, as estacas permaneceram com suas bases imersas, por 24 horas, em diversas concentrações (0, 25, 50, 100 e 200 mg/L). Os resultados mostraram que os melhores níveis de enraizamento foram obtidos com as estacas basais, sendo de 100 mg/L a melhor concentração do fitorregulador. O enraizamento foi relativamente baixo nas estacas primárias e inexistente nas secundárias.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anisio Fahl,Joel Irineu Salgado,Antonio Luiz de Barros
Melhoramento do trigo: XXVIII. Novos genótipos obtidos por seleções em população segregante interespecífica submetida a irradiação gama
Compararam-se 23 linhagens provindas de seleções em população submetida à irradiação gama (27,5 krad), em geração F4, do cruzamento interespecífico entre 'BH-1146' (Triticum aestivum L.) e 'Anhinga' "S" x Winged "S" (Triticum durum L.) e os cultivares BH-1146 e Yavaros "S" (T. durum L.) em nove ensaios, denominados "Novas variedades III", instalados em condições de irrigação por aspersão e de sequeiro, analisando-se a produção de grãos, outros componentes da produção e resistência às doenças. Em condição de laboratório, estudou-se a tolerância ao alumínio em soluções nutritivas. As linhagens 11, 12, 13 e 14, de porte médio, com moderada resistência ao acamamento, com ciclo médio da emergência ao florescimento e tolerância à toxicidade de alumínio, destacaram-se quanto à produção de grãos, considerando-se a média dos nove experimentos. Yavaros "S" e as linhagens 8 e 12 apresentaram-se, ao mesmo tempo, imunes ao agente causal da ferrugem-da-folha e moderadamente resistentes ao agente causal de oídio. Todos os genótipos foram suscetíveis aos agentes causais de manchas foliares. As linhagens 3, 9 e 10 mostraram ser fontes genéticas de espiga comprida; a 12, de maior número de espiguetas por espiga; as linhagens 12, 13 e 14, de maior número de grãos por espiga; Yavaros "S", de maior número de grãos por espigueta, e 1, 2, 3, 4, 6, 7, 10, 15 e Yavaros "S", de grãos mais pesados. Todos os genótipos se mostraram tolerantes à toxicidade de Al3+, com exceção de Yavaros "S" e das linhagens 9 e 15, que exibiram elevada sensibilidade.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Tulmann Neto,Augusto Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Pettinelli Junior,Armando Castro,Jairo Lopes de
Melhoramento do trigo: XXIX. Avaliação de linhagens da espécie Triticum durum L. no estado de São Paulo
Compararam-se 23 linhagens de trigo duro (Triticum durum L.) e dois cultivares de trigo (T. aestivum L.), em 16 ensaios, tanto em condição de irrigação por aspersão como de sequeiro, analisando-se a produção de grãos, componentes da produção e resistência às doenças. As linhagens de trigo duro L3 (Gallareta "S"), L4 (Yavaros "S"), L12 [CI 14955 x (Yavaros "S" x Gediz)] x Tropic Bird e L19 {{[(61150 x Leeds) x Gallo "S"] x Garza "S"} x Mexicali "S"} x S15, resistentes às ferrugens-do-colmo e da-folha, suscetíveis ao oídio e à mancha foliar, de porte baixo (com exceção da L12), de ciclo precoce, destacaram-se quanto à produção de grãos, em solos com baixa acidez, não diferindo dos cultivares de trigo IAC-60 e IAC-24, os mais cultivados atualmente no Estado de São Paulo. A linhagem de trigo duro L22 (Sacaba-81) apresentou-se, ao mesmo tempo, imune ao agente causal das ferrugens-do-colmo e da-folha e moderadamente resistente ao de oídio. Todos os genótipos estudados foram suscetíveis ao agente causal das manchas foliares. A linhagem de trigo duro L3 mostrou ser fonte genética para grande número de grãos por espiga e por espigueta; os cultivares de trigo IAC-60 e IAC-24 possuem genes para maior comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga; as linhagens de trigo duro L14 (Gediz "S" x Cocorit-71) e L19 têm genes para grãos mais pesados.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Gallo,Paulo Boller Pettinelli Junior,Armando Santos,Rui Ribeiro dos Sabino,José Carlos
Melhoramento do trigo: XXX. Avaliação de linhagens com tolerância a toxicidade de alumínio, manganês e ferro em condições de campo
Compararam-se 23 linhagens tolerantes, ao mesmo tempo, à toxicidade de Al3+ Mn2+ e Fe2+, provindas do cruzamento entre 'BH-1146' (tolerante à toxicidade de A1(3+) e sensível à de Mn2+ e Fe2+) e 'Siete Cerros' (sensível à toxicidade de A1(3+) e tolerante à de Mn2+ e Fe2+) e os dois cultivares utilizados como pais em quatro ensaios instalados nas Estações Experimentais de Itararé (1990-92) e de Capão Bonito (1992), em solos ácidos, e em cinco ensaios realizados no Centro Experimental de Campinas (1990-92) e na Fazenda Santa Lúcia (1990-91), município de Cruzália, em solos corrigidos, analisando os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, características agronômicas e resistência às doenças. Em solos ácidos, vinte linhagens e o 'BH-1146' mostraram maior rendimento de grãos em relação ao 'Siete Cerros' indicando que a toxicidade de alumínio foi um dos principais fatores limitantes à produção. Em solos corrigidos, não se verificaram diferenças significativas entre os genótipos estudados quanto ao rendimento de grãos, mostrando não haver urna associação entre baixa produtividade e tolerância ao A1(3+) nessas condições. A linhagem 21 foi moderadamente resistente ao agente causal de oídio em condições naturais de infecção. Todos os genótipos avaliados revelaram suscetibilidade aos agentes causais das manchas foliares. O 'Siete Cerros' e as linhagens 3 a 12 apresentaram porte baixo associado à menor porcentagem de acamamento; as 13, 14 e 23 mostraram espigas compridas; a 12, maior número de espiguetas e grãos por espiga, e a 17, grãos mais pesados, representando fontes genéticas de valor para essas características.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Ramos,Valdir Josué Kanthack,Ricardo Augusto Dias Castro,Jairo Lopes de
Melhoramento da cana-de-açúcar: VII. Ensaios de clones provenientes de hibridações realizadas em 1980 e selecionados na região de Jaú (SP)
Sete clones obtidos em projeto de melhoramento iniciado em 1980 no Instituto Agronômico foram testados em quatro locais na região de Jaú (SP), de 1987 a 1990. Os clones foram comparados com as testemunhas NA56-79, IAC67-112, IAC70-22, SP70-1143 e SP71-1406, em ensaios em blocos ao acaso, nos quais se avaliaram os caracteres agroindustriais, em média, de três cortes. Em produtividade agrícola, cinco clones foram superiores a NA56-79, a variedade de menor produtividade entre as testemunhas, enquanto, em teor de açúcar, todos os sete clones foram inferiores às testemunhas. Quanto à produção de pol por hectare, o clone IAC80-3062 se equiparou às quatro melhores testemunhas e foi superior à NA56-79. Sendo este um clone de teor médio de açúcar, pode-se considerá-lo uma opção de cultivo para a região de Jaú, com bons rendimentos de açúcar por área no final de safra, em solos de média fertilidade.
2022-12-06T13:19:44Z
Campana,Mario Percio Alvarez,Raphael Silva,Marcelo de Almeida Pommer,Celso Valdevino Camargo,Antonio Pereira de Landell,Marcos Guimarães de Andrade Zimback,Leo Silvarolla,Maria Bernadete Figueiredo,Pery
Tratamentos com fungicidas no comportamento de sementes de amendoim
As sementes de amendoim (Arachis hypogaea L.) são especialmente vulneráveis à invasão fúngica, causa freqüente de estandes insatisfatórios e, conseqüentemente, de baixas produções da cultura. A eficiência dos fungicidas Captan, Thiram (TMTD), Benomyl, Quintozene (PCNB) e Thiabendazole, aplicados em sementes de amendoim do cultivar Tatu, foi estudada com relação à emergência de plântulas em casa de vegetação, e à emergência inicial, ao estande final e à produção de vagens no campo. Em todos os parâmetros, não houve efeito de época nem de interação fungicida x época de aplicação. A vantagem do uso de fungicida ficou bem evidenciada, uma vez que as sementes tratadas apresentaram, em relação às não tratadas, emergência de plântulas superior em casa de vegetação e maiores valores de emergência inicial, estande final e produção de vagens no campo. Os fungicidas mais eficientes foram Captan e Thiram. Resultados menos expressivos, porém ainda vantajosos se comparados com os da testemunha (sem fungicida), foram alcançados pela aplicação de Quintozene (PCNB), Benomyl e Thiabendazole.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Lago,Antonio Augusto do Gerin,Marcelo Aparecido Nunes
Determinação do ponto de colheita e indução à abertura floral do crisântemo cultivar White Polaris em diferentes concentrações de sacarose
Realizou-se pesquisa objetivando determinar o melhor entre quatro pontos de colheita da haste floral de crisântemos de maço do tipo pompom cv. White Polaris a concentração mais adequada de sacarose para tratamento de "pulsing" dessas hastes: estas foram colhidas em estufa de produção comercial, nos pontos preestabelecidos e transportadas para laboratório, onde foram totalmente imersas em água de torneira, à sombra, durante três horas. Selecionaram-se as hastes pela uniformidade do seu desenvolvimento e cortaram-nas sob água na base do caule, entre 50 e 60 cm, e identificadas, o que permitiu avaliar as mudanças morfológicas associadas às inflorescências individuais. As hastes foram distribuídas e mantidas nos diferentes tratamentos de "pulsing" durante 24 horas, à luz branca contínua de 1.500 lux, 60 a 90% de umidade relativa do ar e temperatura ambiente de 25 ± 2°C. Após o tratamento de "pulsing", as hastes foram transferidas para água destilada, permanecendo por 10 horas sob luz branca contínua, nas mesmas condições de laboratório citadas. A vida floral em vaso começou a ser avaliada na instalação do experimento, após o tratamento de "pulsing", e terminou quando as folhas e pétalas perderam a turgescência e o valor decorativo. As hastes colhidas em estádio de botão (25 e 50% de abertura das inflorescências apicais) não alcançaram o ponto de abertura adequado em nenhuma das seis concentrações de sacarose (0 a 146,07 mol/m³); as concentrações de 116,9 146,1 mol/m³, porém, estimularam, em geral, a abertura de botões. Os pontos de colheita 1 e 2 (100 e 75% de abertura das inflorescências apicais respectivamente) apresentaram bons resultados em todas as concentrações de sacarose.
2022-12-06T13:19:44Z
Roncancio,Victor Julio Flórez Castro,Carlos Eduardo Ferreira de Demattê,Maria Esmeralda Soares Payão
Efeito da tenacidade da fibra sobre propriedades tecnológicas do fio de algodão
Consideraram-se três variedades de algodão com valores de tenacidade da fibra variando de 20,5 a 22,2 g/Tex: IAC 16, IAC 13-1 e IAC 17, classificadas, respectivamente, como de alta, média e baixa tenacidade. Tais variedades apresentaram características tecnológicas semelhantes quanto a comprimento, uniformidade de comprimento, índice de finura Micronaire e maturidade. As amostras foram processadas em estabelecimentos industriais, da maneira convencional, produzindo, cada uma, fios de títulos Ne20, Ne30 e Ne40. Para cada título, empregaram-se sete coeficientes de torção, representados pelas constantes 3,4, 3,6, 3,8, 4,0, 4,2, 4,5 e 4,7. Efetuaram-se as análises da variância dos resultados, de acordo com o delineamento fatorial 3 x 3 x 7, representado pelas três variedades, pelos três títulos e pelos sete níveis de coeficientes de torção. Mediante os resultados, conclui-se que fibras de algodão com alta tenacidade produzem fios mais resistentes e elásticos do que aquelas de baixa tenacidade, para qualquer título ou torção. A quantidade de torções requeridas para a obtenção de máxima resistência dos fios de algodão é pouco afetada pela tenacidade da fibra. Os fios de títulos mais altos têm os menores valores de tenacidade e elongação. A variedade IAC 16 apresentou fios com os maiores valores de tenacidade, seguida da 'IAC 13-1' e da 'IAC 17', e fios mais elásticos, acompanhada da 'IAC 17' e da 'IAC 13-1'.
2022-12-06T13:19:44Z
Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Julio Isao Gondim-Tomaz,Rose Marry Araújo
Nova fórmula para exprimir a maturidade da fibra de algodão pelo método do fibrógrafo modelo 430
Estabeleceu-se nova fórmula para o método de obtenção da maturidade da fibra de algodão por meio do fibrógrafo modelo 430. Essa fórmula permite a expressão e classificação dos valores de maturidade obtidos, segundo padrões internacionais adotados para o método da soda cáustica a 18%.
2022-12-06T13:19:44Z
Kondo,Julio Isao Sabino,Nelson Paulieri Fuzatto,Milton Geraldo Gridi-Papp,Imre Lajos Gondim-Tomaz,Rose Marry Araújo
Influência do sistema de condução e do tipo de solo sobre o crescimento vegetativo da videira
Este trabalho avalia a influência de dois sistemas de condução (lira e espaldeira) e do tipo de solo (arenoso e argiloso) no crescimento do aparelho vegetativo da videira. As diferenças observadas foram maiores no crescimento dos netos do que no dos sarmentos e estão ligadas à precocidade determinada pelo tipo de solo. Os efeitos da poda verde e do estresse hídrico associados aos sistemas de condução foram os responsáveis pelas diferenças na velocidade de crescimento dos sarmentos e dos netos.
2022-12-06T13:19:44Z
Rosier,Jean Pierre Carbonneau,Alain
Influência do armazenamento de ramas para plantio em algumas características agronômicas da mandioca
Nas condições do Estado de São Paulo é freqüente o armazenamento de ramas de mandioca (Manihot esculenta Crantz) para aguardar a melhor oportunidade de efetuar o plantio. Utilizam-se os sistemas de empilhamento horizontal e vertical, sendo mais comum o primeiro. Raramente, empregam-se ramas recém-colhidas para plantio. 0 presente trabalho teve por objetivo estudar o efeito do material de plantio em alguns parâmetros fitotécnicos da cultura, em função dos diferentes estádios fisiológicos causados pelo armazenamento ou não das ramas. Num esquema fatorial de 2 x 3, em blocos ao acaso com quatro repetições, utilizaram-se dois cultivares - IAC 12-829 e SRT 1287-Fibra, de alta e baixa capacidade de ramificação respectivamente - e três tipos de manivas, originárias de ramas recém-colhidas e de ramas conservadas por 105 dias nos sistemas de empilhamento horizontal e vertical. O experimento foi desenvolvido no ano agrícola 1991/92, na Estação Experimental do Vale do Paranapanema (IAC), Assis (SP), em latossolo vermelho-escuro, álico, textura média. Os resultados mais relevantes mostraram que: (a) O armazenamento de ramas em pilhas horizontais provocou aumento no número de hastes primárias dos dois cultivares e aumentou o peso da parte aérea do SRT 1287-Fibra; (b) O SRT 1287-Fibra foi mais influenciado pelo armazenamento da rama na posição horizontal que o IAC 12-829; (c) Este, em média, foi superior na produção de raízes, não diferindo, entretanto, do primeiro quando as manivas provinham de ramas armazenadas na posição horizontal; (d) As ramas procedentes do armazenamento na posição vertical comportaram-se similarmente às não armazenadas.
2022-12-06T13:19:44Z
Monteiro,Domingos Antonio Kanthack,Ricardo A.D. Peressin,Valdemir A. Lorenzi,José Osmar Perecin,Dilermando
Influência do anelamento e do ácido giberélico em características do cultivar apireno de uvas Maria
Estudou-se o efeito da incisão anelar, de forma isolada ou em conjunto com ácido giberélico, sobre os cachos e as bagas do cultivar apireno Maria (IAC 514-6), de vinhedos comerciais em Jundiaí (SP). Os tratamentos efetuados 14 dias após a floração foram: (1) plantas aneladas; (2) plantas aneladas com racemos mergulhados em solução de ácido giberélico (GA3) a 200 mg/L; (3) plantas não aneladas com racemos mergulhados em igual solução e (4) testemunha: plantas e racemos desenvolvidos naturalmente. As características analisadas foram: massa, comprimento e largura dos cachos; número, massa, comprimento e largura de bagas; teor de sólidos solúveis e pH. A testemunha, sem anelamento e sem GA3, foi inferior aos demais tratamentos. O anelamento e o GA3 melhoraram extraordinariamente a massa, o comprimento e a largura dos cachos, e o número, a massa, o comprimento e a largura das bagas, em comparação com a testemunha. O efeito isolado do GA3 foi superior ao do anelamento em quase todas as características. O anelamento isolado induziu um teor de sólidos solúveis bastante superior ao dos demais tratamentos. O efeito conjunto do anelamento e do GA3 foi muito superior ao dos demais tratamentos, em todas as características físicas de cachos e de bagas.
2022-12-06T13:19:44Z
Pommer,Celso Valdevino Terra,Maurilo Monteiro Pires,Erasmo José Paioli Picinin,Adriana Hermont Passos,Ilene Ribeiro da Silva
Desenvolvimento do sistema radicular da soja em sucessão à crotalária
A obtenção de elevada produtividade agrícola depende, entre muitos fatores, do bom desenvolvimento radicular das plantas. Neste trabalho, investigaram-se as causas das diferenças no desenvolvimento do sistema radicular da soja, cultivada em duas glebas adjacentes de um mesmo tipo de solo, sendo uma implantada em semeadura direta em sucessão ao cultivo da crotalária (Crotalaria juncea L.) e a outra, em sistema convencional de manejo do solo. As variáveis analisadas indicaram que: (1) a partir de 10 cm até a profundidade estudada de 120, a gleba com manejo convencional mostrou melhores condições químicas para o desenvolvimento das plantas; (2) as concentrações de fósforo, potássio e cálcio da parte aérea das plantas de soja cultivadas tendo como substratos as sete camadas dos dois perfis do solo também comprovaram a superioridade quantitativa da amostra oriunda da gleba do manejo convencional; (3) a gleba do manejo com adubo verde e semeadura direta mostrou valores de resistência à penetração do solo superiores aos da outra gleba, indicando presença de camadas mais compactadas; (4) apesar dessas condições menos favoráveis na gleba com manejo do solo em semeadura direta, a raiz da soja desenvolveu-se mais profundamente (superior a 1,2 m) e com nódulos distribuídos ao longo do perfil, que não foi observado no sistema convencional de manejo de solo. Atribuiu-se esse fato ao crescimento do sistema radicular pivotante e vigoroso da crotalária, que, após a sua decomposição, teve seu espaço aproveitado fisicamente pelo sistema radicular da soja.
2022-12-06T13:19:44Z
Tanaka,Roberto Tetsuo Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio
Modo de aplicação de esterco e de fertilizantes minerais no cafeeiro
Foram comparados, em experimentos fatoriais 3 x 2 x 2, os efeitos do esterco de curral, fósforo e potássio aplicados em cobertura ou enterrados em sulco, na produção de cafeeiros do cultivar Mundo Novo linhagem CP 379-19 plantados no espaçamento de 3 x 2 m, em três tipos de solo: latossolo roxo - transição para latossolo vermelho-amarelo orto, da região de Campinas; latossolo roxo da região de Jaú, e podzólico vermelho-amarelo orto da região de Mococa. Foram aplicados anualmente 40 litros de esterco, 200 g de superfosfato simples, 200 g de cloreto de potássio e 800 g de Nitrocálcio por cova. Nos tratamentos onde se associaram esterco e fertilizantes minerais, foi empregada a metade dessas quantidades. As produções analisadas correspondem ao período 1966-69. A análise da produção de café, referente ao quadriênio 1966/69, do experimento de Campinas, mostrou que o uso dos fertilizantes minerais elevou a produção e que, quando aplicados sem o esterco, com as doses completas, a elevação de produção foi maior. Em Jaú e Mococa, o efeito dos fertilizantes químicos foi muito pequeno em comparação com, a aplicação de 40 litros de esterco. O modo de aplicação por incorporação mostrou-se melhor para esterco e fósforo nos três locais. O potássio em cobertura apresentou melhor efeito em Campinas e Jaú, não diferindo do incorporado em Mococa.
2022-12-06T13:19:44Z
Cervellini,Genésio da Silva Campana,Mario Pércio Igue,Toshio Toledo,Sérgio Vasco de
Dez anos de sucessivas adubações com boro no algodoeiro
Instalou-se um ensaio de adubação boratada do algodoeiro, de longa duração, pela primeira vez, em 1983, em Guaíra (SP), visando avaliar os efeitos de sucessivas aplicações de boro. Aplicaram-se doses anuais de 0; 0,2; 0,4; 0,8; 1,6 e 3,2 kg/ha de B, como bórax, na mistura de adubos de semeadura, em esquema estatístico de quadrado latino. Utilizou-se uma gleba de latossolo roxo, distrófico, argiloso, anteriormente cultivado, corrigido no aspecto de acidez e adubado com NPK. As parcelas foram calcariadas no quarto, sexto e nono ano de estudo, enquanto, no sétimo ano, cultivou-se guandu, em rotação. O efeito de boro sobre a produção de algodão aumentou com o passar dos anos e com a realização das calagens; na fase inicial, obteve-se a maior produção, com a dose de 0,4 kg/ha de B e, nas etapas posteriores, com a de 0,8 kg/ha. A concentração de boro no limbo foliar mostrou-se muito sensível à aplicação do micronutriente, destacando-se as diferenças com as adubações sucessivas e após as aplicações de calcário. As doses de 1,6 e 3,2 kg/ha de B proporcionaram decréscimo de produtividade das plantas em relação à produção máxima mesmo nos primeiros anos. Após as calagens, os níveis de boro no limbo foliar, associados a essas doses, mostraram-se superiores a 50 mg/kg de B. Análise química, efetuada durante o nono ano de estudo, indicou acúmulo de boro na superfície do solo e uma lixiviação do micronutriente para camadas até 60 cm de profundidade, proporcionais às doses usadas.
2022-12-06T13:19:44Z
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Kondo,Júlio Isao Bataglia,Ondino Cleante Abreu,Cleide Aparecida de
Avaliação da adsorção de boro em solos sob vinhedos na Serra Gaúcha
Objetivando avaliar a adsorção de boro em alguns solos sob vinhedos do cv. Concord, na região da Serra Gaúcha, desenvolveu-se, em 1991, um trabalho a partir de oito amostras onde se adicionaram diferentes concentrações de boro para obtenção da concentração de equilíbrio, determinando-se, através da equação de Langmuir, sua adsorção máxima para cada solo. Os solos estudados apresentaram capacidade de adsorção de boro, no pH original, de 71 a 416 mg/kg de solo. A equação de Langmuir foi mais consistente na descrição da adsorção de boro em quatro amostras das oito avaliadas.
2022-12-06T13:19:44Z
Viezzer,Heloisa Pacheco Oliveira Fraguas,José Carlos Sinski,Iraci
Método para cálculo do intervalo de irrigação suplementar
Este trabalho visa desenvolver um método para estimativa da necessidade de irrigação suplementar em regiões tropicais e subtropicais. Simularam-se irrigações para fevereiro e julho mediante a realização de balanço hídrico diário, para 21 e 20 anos, respectivamente, de dados meteorológicos de Ribeirão Preto (SP). Para cada mês, anotaram-se os intervalos entre irrigações e calculou-se a freqüência de ocorrência. Os resultados permitem ao usuário obter graficamente o intervalo entre irrigações, para mês, lâmina, coeficiente de cultura e porcentagem de ocorrência desejada.
2022-12-06T13:19:44Z
Pires,Regina Célia de Matos Arruda,Flávio Bussmeyer
Lâmina adicional de irrigação
Um dos critérios que podem ser utilizados no manejo das irrigações consiste na aplicação de água sempre que for consumida uma lâmina líquida (h1) prefixada. Dessa forma, a lâmina de irrigação realmente necessária (h1n) para repor a umidade do solo à capacidade de campo será sempre maior ou igual à lâmina h1 inicialmente projetada. Para quantificar esse valor adicional, simularam-se irrigações por meio de balanço hídrico diário, em duas diferentes épocas do ano, com vários valores de h1 para Ribeirão Preto (SP). Analisaram-se as freqüências relativas de h1n comparadas à h1 e calcularam-se as porcentagens adicionais de água (%h a). Os resultados mostraram que à %h a mais importante correspondem a h1 pequena e os valores elevados de evapotranspiração e do nível de probabilidade adotado. Apresentaram-se figuras para o cálculo da quantidade adicional a ser prevista no dimensionamento de sistemas de irrigação.
2022-12-06T13:19:44Z
Pires,Regina Célia de Matos Arruda,Flávio Bussmeyer