Repositório RCAAP
Efeito do meio de cultura e do regime de luz na esporulação de Cercospora zeae-maydis
Algumas espécies fúngicas não esporulam satisfatoriamente em meio de cultura, a exemplo de Cercospora zeae-maydis, agente causal da cercosporiose do milho. A esporulação deste patógeno foi avaliada em sete meios de cultura agarizados (V8, suco de tomate temperado, água de coco, aveia, BDA, extrato de folha de milho e extrato de folha de milho + CaCO3) sob dois regimes luminosos (fotoperíodo de 12 horas e seqüencial - 6 dias claro/3 dias escuro). O ensaio foi conduzido em esquema fatorial 7 x 2, com os tratamentos dispostos em delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições. A parcela experimental compreendeu uma placa de petri contendo 20 mL de meio de cultura sobre o qual foram colocados 200 mL de uma suspensão de 8 x 10(4) esporos/mL. As culturas foram posteriormente incubadas a 27ºC durante nove dias. Os meios V8 e suco de tomate temperado (STT) sob regime de fotoperíodo 12h/12h, foram aqueles que apresentaram melhor indução de esporulação, resultando na produção de 22,4 x 10(4) conídios/ mL e 28,62 x 10(4) conídios/mL, respectivamente.
2022-12-06T13:19:27Z
Brunelli,Kátia Regiane Fazza,Ana Carolina Athayde Sobrinho,Cândido Camargo,Luis Eduardo Aranha
Visualização in vitro da colonização de raízes por rizobactérias
É proposto nesse trabalho a utilização do substrato phytagel para a germinação de sementes bacterizadas e visualização de colônias bacterianas. Sementes de limoeiro cravo (Citrus limonia Osbeck) foram inoculadas e monitoradas com rizobactérias utilizando-se tubos de ensaio contendo diferentes substratos para germinação de sementes, quais sejam: Ágar-Ágar, Ágar Noble e Phytagel, onde foram avaliados sete isolados rizobacterianos além de um isolado de Escherichia coli DH5a como controle negativo. Verificou-se que o Phytagel permitiu uma visualização nítida da colonização ao longo das raízes, pelas bactérias, como também proporcionou ser uma boa ferramenta para estudar a colonização via microscopia de varredura. As rizobactérias que melhor colonizaram as raízes e que apresentaram turbidez no ágar, ao seu redor, mostraram-se aderidas à superfície radicular, com colonização eficiente em diferentes sítios ao longo das raízes, quando observadas em alta magnificação.
2022-12-06T13:19:27Z
Queiroz,Brigida P. V. de Aguilar-Vildoso,Carlos I. Melo,Itamar S.
Caracterização morfo-fisiológica e patogenicidade de Colletotrichum gloeosporioides da pupunheira
Isolados de Colletotorichum sp. de folhas de pupunheira (Bactris gasipaes) com sintomas de antracnose foram comparados fenotipicamente, visando a sua caracterização e identificação. Foram analisados 17 isolados, oriundos dos Estados do Acre, Rondônia, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Caracterizaram-se os sintomas da doença e os isolados foram comparados em relação à forma e tamanho de conídios e apressórios, e quanto a coloração das colônias, crescimento micelial e esporulação em meio de cultura. A patogenicidade dos isolados foi confirmada em folhas de pupunheira destacadas. Todos os isolados foram identificados como Colletotrichum gloeosporioides e a fase meiospórica in vitro (Glomerella cingulata) ocorreu apenas em um isolado procedente de Linhares, Espírito Santo.
2022-12-06T13:19:27Z
Mafacioli,Rudimar Tessmann,Dauri José Santos,Álvaro Figueiredo dos Vida,João Batista
Detecção e análise da variabilidade de seqüências do Banana streak virus (BSV) em bananeiras no Brasil
A técnica de PCR utilizando-se "primers" degenerados para o gênero Badnavirus foi utilizada para a detecção e análise da variabilidade de seqüências do Banana streak virus (BSV) provenientes de bananeiras. A partir desta metodologia seqüências do vírus puderam ser detectadas em cultivares diplóides (AA), triplóides (AAA; AAB) e tetraplóides (AAAB). Foram encontrados quatro padrões de seqüência do BSV (estirpes BSVBR-1, BSVBR-2, BSVBR-3 e BSVBR-4), diferenciadas através da análise do perfil eletroforético das amostras amplificadas. A estirpe BSVBR-1 prevalece nos estados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, e São Paulo, enquanto que, a estirpe BSVBR-2 foi encontrada em amostras oriundas do Amazonas e do Ceará. As estirpes BSVBR-3 e BSVBR-4 foram encontradas apenas no Ceará. Este trabalho revela a presença de diferentes estirpes do BSV no Brasil, bem como a existência de cultivares de bananeiras sadias e livres de seqüências virais do BSV integradas ao seu genoma.
2022-12-06T13:19:27Z
Figueiredo,Daniel Meissner Filho,Paulo Silva Neto,Sebastião Brioso,Paulo
Gramíneas hospedeiras de Xanthomonas sp., agente causal da falsa estria vermelha da cana-de-açúcar
Falsa estria vermelha (FEV), uma nova doença causada por Xanthomonas sp., é diferente diferente de todas as outras doenças já descritas em cana-de-açúcar. Ela está distribuída por toda as principais regiões canavieiras do centro-sul do Brasil, mas ainda não foi detectada no norte e nordeste do Brasil nem em qualquer outro país. O presente estudo determinou a gama de culturas e plantas daninhas hospedeiras da bactéria dentre espécies pertencentes às gramíneas, através de inoculação por injeção e pulverização de suspensão bacteriana. Além da cana-de-açúcar, entre as 31 diferentes espécies estudadas, apenas sorgo, milho e aveia apresentaram sintomas, 15 dias após a inoculação. Em sorgo, no ponto de inoculação, apareceram estrias avermelhadas coalescentes. As folhas apresentaram típicas estrias vermelhas finas (1 mm), longas e paralelas às nervuras, com presença de exsudato bacteriano. Até mesmo as inflorescências apresentaram pontuações avermelhadas. Plantas de milho inoculadas com seringa apresentaram sintomas de anasarca e descoloração de tecidos ao redor do ponto de inoculação e estrias cloróticas (2-3 mm) no limbo foliar; porém, sem exsudato de bactéria. Apenas folhas de cevada apresentaram sintomas quando inoculadas por pulverização. As lesões iniciais eram estrias e manchas de cor palha, evoluindo para uma necrose total das folhas, causando a morte das plantas. A partir de folhas sintomáticas de cana-de-açúcar, sorgo, milho e aveia, realizaram-se re-isolamentos, obtendo-se culturas puras de Xanthomonas sp. cuja identidade foi comprovada através de testes sorológicos e por Rep-PCR. Diante desses resultados, surge a necessidade de realização de inspeções e campos de cultivo de sorgo, milho e aveia para verificar a presença da bactéria da FEV e determinar se o patógeno pode infectar essas culturas naturalmente.
2022-12-06T13:19:27Z
Mantovani,Elaine Spindola Marini,Danyelle Cristine Giglioti,Éder Antônio
Efeito de doses de nitrogênio na severidade da murcha-de-curtobacterium em cultivares de feijoeiro comum
Foi avaliada a influência de doses de nitrogênio (N) na severidade da murcha-de curtobacterium do feijoeiro, causada por Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens, nas cultivares IAC Pyatã, IPR 88 Uirapuru e SCS 202 Guará, em condições de casa-de-vegetação. Os tratamentos foram a dose recomendada de N e outras 25 e 50 % abaixo e acima desta, empregando-se uréia. O aumento de doses de N influenciou positivamente o progresso da murcha-de-curtobacterium somente na cultivar IAC Carioca Pyatã, incrementou a quantidade de N na parte aérea e não interferiu no peso da matéria seca das plantas de todas as cultivares avaliadas.
2022-12-06T13:19:27Z
Theodoro,Gustavo de Faria Maringoni,Antonio Carlos
Efeito de doses de potássio na severidade da murcha-de-curtobacterium em cultivares de feijoeiro comum
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de doses de potássio (K) na severidade da murcha-de-curtobacterium em três cultivares de feijoeiro (IAC Carioca Pyatã, IPR 88 - Uirapuru e SCS 202 - Guará), em condições de casa-de-vegetação. Os tratamentos foram 135,0; 112,5; 90,0; 67,5 e 45,0 kg.ha-1 de K2O, na forma de cloreto de potássio. As avaliações ocorreram aos 5, 10, 15, 20 e 25 dias após a inoculação e foi estimada a área abaixo da curva de progresso da murcha-de-curtobacterium (AACPMC). Não foi verificada influência das doses de K2O na AACPMC e na quantidade de K na parte aérea de plantas das cultivares IAC Carioca Pyatã e IPR 88 - Uirapuru. Conforme o aumento das doses de K2O, somente houve incremento na massa da matéria seca das plantas não inoculadas da cultivar SCS 202-Guará.
2022-12-06T13:19:27Z
Theodoro,Gustavo de Faria Maringoni,Antonio Carlos
Caracterização molecular através da técnica fAFLP de isolados de Diaporthe citri
A citricultura é um mercado em expansão, principalmente no Estado de São Paulo, cuja importância na balança comercial já é reconhecida. Como em qualquer espécie cultivada, o crescimento das áreas de cultivo favorecem também o crescimento de problemas fitossanitários. Desta forma, as espécies de citros são afetadas por diversas doenças destacando-se entre elas a melanose, causada por Diaporthe citri (Wolf.), à qual a grande maioria das variedades comerciais são suscetíveis. O conhecimento da diversidade intra-específica é de grande importância, já que esta poderá auxiliar na seleção de variedades com resistência. O objetivo deste trabalho foi avaliar a variabilidade genética em isolados de Diaporthe citri, originários de diferentes locais, variedades e partes da planta, utilizando marcadores moleculares. Marcadores do tipo AFLP (Amplified Fragment Length Polymorphism) foram utilizados para caracterização de dez isolados do patógeno. Os DNAs genômicos extraídos da massa micelial foram utilizados nas reações de amplificação. A técnica fluorescent AFLP permitiu a distinção dos isolados estudados, tendo sido classificados em quatro grupos distintos. Contudo, estes grupos não foram formados em razão da região geográfica, parte da planta ou variedade.
2022-12-06T13:19:27Z
Nozaki,Márcia de Holanda Camargo,Margarete Lemos,Eliana Gertrudes Macedo Aukar,Ana Paula de Andrade Barreto,Modesto
Transmissão experimental do Grapevine virus B pela cochonilha Pseudococcus longispinus Targioni-Tozzetti (Hemiptera: Pseudococcidae)
Em São Paulo, existem dois isolados do Grapevine virus B (GVB), sorologicamente semelhantes e sintomatologicamente distintos, que causam a doença denominada fendilhamento cortical ("grapevine corky bark", GCB). Na literatura estrangeira existem relatos de que o GVB pode ser transmitido por cochonilhas brancas. O objetivo do presente trabalho foi o de verificar a transmissibilidade do GVB de videira infectada para videira sadia através da cochonilha da espécie Pseudococcus longispinus. Os dois isolados do vírus foram testados: o isolado comum (GVB-C) e o isolado Itália (GVB-I). A confirmação de infecção foi feita através da análise visual de sintomas, ELISA e RT-PCR. Em todos os testes de inoculação experimental, os primeiros sintomas da virose foram notados com, aproximadamente, 8 a 12 meses após a exposição às cochonilhas. Plantas sadias da variedade LN-33, mantidas ao redor de uma planta infectada com o GVB-C e altamente infestada pela P. longispinus, tornaram-se infectadas com incidência de 54,2%, após 4 anos. Empregando-se inoculação experimental com cochonilhas virulíferas, plantas da indicadora LN-33 apresentaram infecção de 46,2% e 40,0% para o GVB-C e GVB-I, respectivamente, após 3 anos de observações. Apesar desta espéciede cochonilhaocorrer de maneira eventual nos vinhedos do Estado de São Paulo, precauções devem ser tomadas em áreas onde são mantidos clones sadios de variedades de copa e de porta-enxerto de videira, visto que esses insetos, além de possuírem grande número de plantas hospedeiras, também podem transmitir outros importantes vírus da videira.
2022-12-06T13:19:27Z
Kuniyuki,Hugo Gioria,Ricardo Rezende,Jorge Alberto Marques Willink,Cristina Granara de Novo,José Polese Soares Yuki,Valdir Atsushi
Efeito do tempo, substrato e temperatura na penetração de juvenis do segundo estádio de Meloidogyne javanica e Heterodera glycines em soja
Observou-se que, independente do substrato, aos 2 dias após a inoculação a penetração de juvenis do segundo estádio (J2)de Meloidogyne javanica nasraízes da soja foi baixa em comparação com os demais períodos. Em areia fina, maior penetração ocorreu aproximadamente aos 4,4 dias após a inoculação. Na mistura de solo + areia grossa, o aumento foi linear no intervalo de 2 a 8 dias após a inoculação. Na areia fina o número de J2 de Heterodera glycines no interior das raízes foi mais alto aos 2 dias da inoculação. Na mistura de solo + areia grossa, ocorreram menor número de J2 de H. glycines nas raízes aos 2 dias após a inoculação e tendência de aumento até o 8º dia. Na temperatura de 24ºC, ocorreu maior (P< 0,05) penetração de J2 de M. javanica indiferente da resistência da cultivar. Entretanto, na cultivar resistente a penetração não foi alterada (P< 0,05) entre 24 e 28ºC. A 32ºC ocorreu queda significante no número de J2 de M. javanica nas raízes chegando a 17,97% daquela em 28ºC e semelhante àquelas em 16 e 20ºC. Na cultivar suscetível a queda na penetração foi significante aos 28ºC e 32ºC, da ordem de 34,74% em relação a 24ºC, porém ainda mais elevada (P< 0,05) do que em 16 e 20ºC. A 12ºC não ocorreu penetração em qualquer cultivar testada. Para H. glycines, a maior penetração na cultura suscetível ocorreu à temperatura de 21,3ºC e a 22,4ºC na resistente. A 12 e 32ºC a penetração de H. glycines foi semelhante nas cultivares resistente e suscetível, porém correspondendo a aproximadamente metade daquela observada nas melhores temperaturas.
2022-12-06T13:19:27Z
Campos,Hercules Diniz Campos,Vicente Paulo Pozza,Edson Ampélio
Desenvolvimento de iniciadores para detecção e identificação de Diaporthe phaseolorum var. meridionalis em sementes de soja
Considerando a grande variabilidade apresentada pelo complexo Diaporthe/Phomopsis, os métodos rotineiros de sanidade de sementes, empregados na detecção do gênero Diaporthe, não são confiáveis visto que, para sua identificação são utilizadas as características morfológicas das colônias que se desenvolvem sobre as sementes. Diante disso, este trabalho teve como objetivo desenvolver iniciadores específicos, bem como um método confiável para detecção e identificação de Diaporthe phaseolorum var. meridionalis (Dphm), em sementes de soja. Amostra de sementes da cultivar IAS5, analisada previamente para sanidade, não portadoras de Diaporthe (SS) foram inoculadas com Dphm (SI), obtendo-se amostras com as seguintes proporções de SI:SS: 1:10, 1:50, 1:100, 1:200 e 1:400. Para a extração de DNA do micélio do patógeno das sementes foi necessário primeiro incubar as sementes por 7 dias, utilizando-se o método do papel de filtro modificado com 2,4 D e, em seguida submetê-las à lavagem em tampão de extração (1% de SDS, 10 mM de TRIS/HCL e 25 mM de EDTA) por 20 min, sob agitação a 100 rpm. Em seguida, alíquotas de 350 miL do sobrenadante foram transferidas para novos microtubos contendo 350 miL de resina de sílica gel da Wizard/Promega permanecendo em contacto com a mesma por 1 minuto. Os DNAs extraídos foram utilizados como molde na reação de PCR com os iniciadores: DphLe (TCG GCC TTG GAA GTA GAA AG) e DphRi (ACT GAA TGC GTT GCG ATT CT) Utilizando-se estes iniciadores, foi possível detectar a presença de D. phaseolorum var meridionalis em sementes de soja, na proporção de uma semente infectada com o patógeno em amostras de 400 sementes (0,25% de incidência), utilizando-se o método do papel de filtro modificado com 2,4 D associado à técnica de PCR.
2022-12-06T13:19:27Z
Vechiato,Marta Helena Maringoni,Antonio Carlos Martins,Elza Maria Frias
Caracteristicas biométricas e fisiológicas de três cultivares de milho
A análise de crescimento de três cultivares de milho, de níveis heteróticos, portes e ciclos distintos, foi realizada visando avaliar os seguintes índices biométricos e fisiológicos: distribuição percentual de matéria seca entre as diversas partes de planta, taxa de crescimento da cultura, taxa de crescimento dos grãos, índice de área foliar e taxa de assimilação líquida. Esses índices foram determinados através da variação temporal da área foliar e da matéria seca das diversas partes da planta. Os cultivares IAC-Maya e IAC-Maya latente não apresentaram diferenças entre si quanto às características estudadas, porém diferiram do híbrido duplo precoce Cargill-601. No período imediatamente após o florescimento, os fotossintetizados produzidos em excesso à capacidade de enchimento dos grãos, foram armazenados principalmente nos colmos, sendo posteriormente reutilizados no período de maior crescimento dos grãos. Embora os cultivares IAC-Maya e IAC-Maya latente tenham apresentado maior capacidade fotossintética, foram menos eficientes que o híbrido duplo Cargill-601 na taxaa de conversão de fotossintetizados em grãos. De maneira geral, os híbridos são mais eficientes que os cultivares na conversão de fotossintetizados em grãos, em vista do nível heterótico. Os valores dos índices de colheita para os cultivares IAC (Maya e Maya latente) e para o híbrido duplo precoce Cargill-601 foram, respectivamente, 0,37 e 0,50.
2022-12-06T13:19:27Z
Machado,Eduardo Caruso Furlani,Pedro Roberto Hanna,Lorete Gervario Camargo,Marcelo Bento Paes e Brunini,Orivaldo Magalhães,Heloisa Helena Salla
Acúmulo de substâncias de reserva em grãos de soja. I: matéria seca, óleo e ácidos graxos
No estudo da dinâmica de acúmulo de matéria seca e lipídios em grãos de soja, foram utilizadas vagens de dez cultivares, nos anos agrícolas de 1978/79 e 1979/ 80. Os grãos foram avaliados semanalmente durante todo o seu período de desenvolvimento, quanto aos teores de matéria seca, óleo e ácidos graxos. Os resultados mostraram que a influência de anos agrícolas sobre o acúmulo de matéria seca e óleo foi devida principalmente às condições do meio verificadas de 20 a 40 dias antes da maturação dos grãos, em 1978/79: 152mm de chuva e 22ºC, e em 1979/80: 50,8mm de chuva e 25ºC de temperatura média. A velocidade de acúmulo de matéria seca nos grãos foi maior em 1979/80, porém o total de matéria seca acumulado, menor: os grãos continham 78% do total de matéria seca acumulada no ano agrícola de 1978/ 79. Para óleo, verificou-se a influência positiva de temperatura e negativa de precipitação pluvial na velocidade de acúmulo dessa substância durante o período de enchimento dos grãos. Para o cv Santa Rosa, utilizado como referência, em 1978/79, os grãos atingiram o maior valor aos 80 dias após o florescimento (DAF) com 22% de óleo, e 1979/80 atingiu o valor máximo de 23% aos 43 DAF. A composição do óleo em ácidos graxos variou durante o desenvolvimento dos grãos, tendo os saturados, ao contrário dos insaturados, decrescido. O teor de ácido linoléico apresentou correlação positiva com o teor de óleo, enquanto os de ácidos linoléico e linolênico se correlacionaram negativamente com o teor de ácido oléico. O maior teor de óleo e os menores de ácido linoléico e linolênico estiveram correlacionados com temperatura mais elevada e menor precipitação pluvial.
2022-12-06T13:19:27Z
Teixeira,João Paulo Feijão Ramos,Maria Tereza Baraldi Moraes,Roberto Machado de Faraco,Maria Helena Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio
Identificação de progênies de arroz resistentes à brusone no Estado de São Paulo, em 1976/77
Este trabalho apresenta os resultados das pesquisas realizadas para a avaliação da resistência à brusone (Pyricularia oryzae Cav.) dos principais materiais de sequeiro e irrigado do programa de melhoramento genético do Instituto Agronômico do Estado de São Paulo, e de genótipos exóticos, introduzidos de diversos países, visando à obtenção de cultivares de arroz resistentes àquela limitante doença fúngica. Os testes foram realizados em condições de campo, em canteiros padronizados para reação uniforme a P. oryzae, e a avaliação das plantas foi feita através da observação dos sintomas visuais deixados pela doença, aos quais foram atribuídas notas de 1 a 7, conforme a escala de notas adotadas no "Symposium on the rice blast disease", em 1963. Sessenta e três germoplasmas de arroz de sequeiro e trinta de cultivo irrigado foram testados quanto à resistência à brusone na folha, nas seguintes localidades paulistas: Itararé, Mococa, Pariquera-Açu, Pindamonhangaba, Pindorama e Ribeirão Preto. Foram ainda avaliados 102 genótipos exóticos de arroz visando à detecção de fontes de resistência à brusone nas mesmas localidades, além de Campinas. Somente cinco cultivares de sequeiro, GS-73-164, GS-73-165, GS-73-94, IAC-25 e GS-73-17, e dois cultivares de arroz irrigado, IAC-120 e Pinda F-3-7, embora suscetíveis, apresentaram comportamento satisfatório quanto à brusone. Dos genótipos exóticos testados, vinte e sete foram indicados como fontes de resistência à brusone no Estado de São Paulo.
2022-12-06T13:19:27Z
Soave,Jaciro Azzini,Luiz Ernesto Camargo,Octávio Bento de Almeida Pettinelli Júnior,Armando Sakai,Mauro
Comportamento de cultivares de arroz irrigado em relação a fungos manchadores de sementes
Em ensaios regionais instalados no ano agrícola de 1980/81, em Tremembé e Pindamonhangaba (SP), determinaram-se, em 37 cultivares de arroz irrigado, os fungos responsáveis por manchas em sementes de arroz e o comportamento desses cultivares em relação a cada fungo detectado. Amostras de sementes foram coletadas da produção total de cada parcela experimental, procedendo-se à separação visual das sementes manchadas e sem manchas e, posteriormente, aos cálculos da porcentagem de sementes manchadas e da porcentagem de perda de peso devida às manchas. Testes de patologia de sementes detectaram a presença das seguintes espécies de fungos: Alternaria sp. Cephalosporium sp., Cladosposium spp., Corynespora sp., Curvularia spp., Epicoccum spp., Fusarium moniliforme, Helminthosporium oryzae, Phoma spp., Pyricularia oryzae, Rhizoctonia solani, Rhynchosporium oryzae, Trichoconiella padwickii, Trichoderma sp. e Trichothecium sp. Diferenças altamente significativas entre o número de sementes manchadas e sem manchas foram observadas para os fungos H. oryzae, Phoma spp., R. oryzae e T. padwickii nos dois locais, patógenos então considerados os principais responsáveis pela manchas de sementes observadas. A análise conjunta das duas localidades para cada parâmetro revelou 32 cultivares com menor porcentagem de sementes manchadas do que o controle comercial, quatro cultivares com menor porcentagem de perda de peso devida às manchas, 24 com menor porcentagem de sementes com H. oryzae, seis com menor porcentagem de sementes com Phoma spp,, todos os cultivares com menor porcentagem de sementes com R. oryzae e onze com menor porcentagem de sementes com T. padwickii do que o controle comercial. Considerando todos os parâmetros avaliados na análise conjunta e obtidos para as duas localidades, concluiu-se que os cultivares PI-1291, PI-1356, PI-1377, IR 1544, P2-48, P2-S2, P2-S1-78, L-17-72 e GI-6904-6 apresentaram melhor comportamento que os demais, pois foram superiores ou iguais ao controle em todos os parâmetros analisados.
2022-12-06T13:19:27Z
Soave,Jaciro Pizzinatto,Maria Angélica Usberti Filho,José Alfredo Azzini,Luiz Ernesto Camargo,Octávio Bento de Almeida Villela,Omar Gallo,Paulo Boller
Conservação de sementes de marmelo
Analisou-se na Seção de Fruticultura de Clima Temperado do Instituto Agronômico, durante os anos de 1974, 1975 e 1976, a viabilidade das sementes de marmelo, das variedades Portugal, Smyrna e Cheldow, submetidas a quatro condições de armazenagem: sacos de papel ou de plástico, em frigorífico (5-10ºC) e em ambiente de laboratório, sempre por 12 e 24 meses. Após 12 meses de armazenamento, as quatro condições utilizadas não afetaram a viabilidade das sementes, que tiveram emergência inalterada em relação à inicial. Após 24 meses, houve superioridade da embalagem de plástico sobre a de papel, e do ambiente de frigorífico sobre o de laboratório. As médias de emergência das três variedades, que se comportaram de forma idêntica, foram as seguintes: em plástico no frigorífico: 83%; em plástico em ambiente: 58; em papel no frigorífico: 55; e em papel em ambiente: 42. O resultado apresentado pelo tratamento saco de papel-ambiente é atribuído à maior absorção da umidade do ar pelas sementes, afetando-lhes a viabilidade, embora o índice de emergência ainda tivesse sido aceitável.
2022-12-06T13:19:27Z
Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Ferraz,Epaminondas Sansígolo de Barros Igue,Toshio Maeda,Jocely Andreuccetti Martins,Fernando Picarelli
Caracterização isoenzimática e morfológica de clones e introduções de alho
Em virtude do grande número de denominações locais para clones de alho, nem sempre correspondentes a materiais distintos, conduziu-se o presente estudo objetivando a caracterização e classificação de 72 clones e introduções de alho (Allium sativum L.), e um clone de alho-rei (A. ampeloprasum L.). Isso foi feito analisando as isoenzimas alcooldesidrogenase (ADH), esterase (EST), peroxidase (PRX) e fosfoglucoisomerase (PGI) através da técnica de eletroforese horizontal em gel de amido hidrolisado de batata. Verificou-se que os clones nacionais e introduzidos se enquadram nos grupos aqui denominados DIKA ou CJLB, respectivamente para os padrões de ADH, EST, PRX e PGI. Entretanto, os padrões CILB, CJKB e CIKB foram observados em alguns clones estrangeiros, sugerindo sua maior variabilidade em relação aos nacionais. O alho-rei apresentou padrões diferentes dos encontrados na espécie A. sativum L. A associação dos resultados da técnica de eletroforese de isoenzinas com a caracterização morfológica da parte aérea, bulbos, bulbilhos, coloração externa dos bulbos e bulbilhos e ciclo cultural, permitiu a classificação dos clones nacionais de alho em 19 grupos distintos.
2022-12-06T13:19:27Z
Siqueira,Walter José Medina Filho,Herculano Penna Lisbão,Rogério Salles Fornasier,João Baptista
Modificaçoes bioquímicas e físicas em grãos de feijão durante o armazenamento
Procurou-se estudar parâmetros químicos e físicos que pudessem avaliar, em três épocas, a qualidade de grãos de feijão durante onze meses de armazenamento, utilizando os cultivares Carioca e Rico 23. Eletroforese das frações globulinas em gel de poliacrilamida com sulfato dodecil sódico (SDS), indicou um aumento no final do número de bandas, porém o fato poderia ser conseqüência de uma maior concentração protéica da amostra, sendo praticamente mantidos durante o estudo os pesos moleculares das subunidades polipeptídicas principais das proteínas G1 e G2, de cerca de 50.000-43.000 e 18.000 respectivamente. As porcentagens de proteína, umidade e açúcar solúvel não sofreram alterações sensíveis, enquanto a de lipídio diminuiu e a de fibra aumentou. O teor de amido também aumentou, provavelmente em vista da maior extratibilidade. O índice de peróxido e o teor de ácidos graxos livres aumentaram, sendo comprovada, por este último, a elevação do índice de acidez. A capacidade de hidratação aumentou inicialmente, permanecendo depois constante, e a porcentagem de sementes com tegumento duro não pareceu sofrer alteração. O comportamento dos dois cultivares foi semelhante.
2022-12-06T13:19:27Z
Sawazaki,Haiko Enok Teixeira,João Paulo Feijão Moraes,Roberto Machado de Bulisani,Eduardo Antônio
Calagem para a sucessao batata-triticale-milho usando calcários com diferentes teores de magnésio
No ano agrícola de 1981/82 foi instalado num Cambissolo álico, com argila de atividade baixa e com horizonte A proeminente - unidade Urutu, da Estação Experimental de Itararé (SP), um experimento de calagem para a sucessão de culturas batata-triticale-milho. Os tratamentos foram constituídos pelas doses 0, 3, 6, 9 e 12t/ha, utilizando-se três calcários com diferentes teores de magnésio, em esquema de parcelas subdivididas com quatro repetições. Houve resposta à aplicação de doses de calcário para as três culturas, porém sem diferenças entre os materiais corretivos. Os calcários foram igualmente eficazes para a correção da acidez do solo e forneceram magnésio em quantidades adequadas para as três culturas. O cálcio mostrou-se como nutriente importante para o crescimento de tubérculos de batata. É apresentada uma curva de calibração para os teores de magnésio e a produção relativa das culturas.
2022-12-06T13:19:27Z
Quaggio,José Antonio Ramos,Valdir Josué Bataglia,Ondino Cleante Van Raij,Bernardo Sakai,Mauro
Determinações preliminares do teor de óleo essencial em camomila cultivada no Brasil
Amostras de capítulos florais, pedúnculos florais e caules de camomila cultivada no Brasil foram destiladas em aparelho destilador de Clevenger para avaliação dos respectivos teores de óleo essencial, sendo encontrados os seguintes valores médios por material destilado: capítulos florais: 0,421%; pedúnculos florais: 0,132% e caules:0,0251 %. Os valores percentuais de óleo essencial relativos a capítulos florais são comparáveis aos encontrados em camomila produzida em diversos países produtores tradicionais: Alemanha: 0,5%; França: 0,5%; Hungria: 0,4%; Áustria: 0,4%; Grécia: 0,4% e Espanha: 0,3%, e satisfazem as exigências mínimas da farmacopéia brasileira: 0,4%.
2022-12-06T13:19:27Z
Donalisio,Mario Guilherme Roberto