Repositório RCAAP
Modelo agrometeorológico para estimativa da produtividade para a cultura da soja no Estado de São Paulo
O estudo foi baseado em dados fenológicos obtidos de experimentos conduzidos pela Seção de Leguminosas do Instituto Agronômico, em Campinas, Ribeirão Preto e Pindamonhangaba, durante os anos agrícolas de 1977/78, 1978/79 e 1979/80 para os cultivares de soja UFV - 1, Viçoja, Santa Rosa e Paraná. A partir desses dados, desenvolveu-se um modelo agrometeorológico de estimativa de produção de grãos, baseado na penalização de produtividade potencial de cada cultivar de soja, em função das condições meteorológicas reinantes durante o desenvolvimento da cultura. O modelo proposto foi o seguinte: YEst = (YPot) x (FTer) x (FDef) x (FExc), onde: YEst = produtividade estimada em grãos (kg/ha); YPot = produtividade potencial do cultivar em cada localidade (kg/ha); FTer = fator térmico indicativo do grau de desenvolvimento relativo da cultura; FDef = fator referente à penalização para déficit hídrico e FExc = fator correspondente à penalização para excedente hídrico. As estimativas da produtividade da soja por esse modelo mostraram-se bastante satisfatórias. Os coeficientes de determinação, entre dados observados e estimados, variaram de 0,76 a 0,87 para os quatro cultivares estudados.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Marcelo Bento Paes de Brunini,Orivaldo Miranda,Manoel Albino Coelho de
Compatibilidade entre tratamento de sementes de amendoim com fungicidas, sobrevivência de Rhizobium e nodulação
Conduziu-se um experimento para testar a compatibilidade dos fungicidas captã, PCNB e tirã com a inoculação de sementes de amendoim, cujo tratamento se efetuou simultaneamente com a inoculação ou dez dias antes desta. No momento da inoculação e quatro horas após, fez-se uma contagem de Rhizobium nas sementes, pelo método da diluição e inoculação de gotas em placas, mantendo-se um controle sem aplicação de fungicida. Para se estudar o efeito dos tratamentos na nodulação e fixação, plantaram-se as sementes em solo esterilizado, avaliando-se a nodulação e o teor de ureídeos nas folhas. Somente o captã aplicado simultaneamente à inoculação foi prejudicial à sobrevivência bacteriana nas sementes. De maneira geral, a aplicação dos fungicidas simultaneamente à inoculação mostrou-se prejudicial em relação à antecipada.
2022-12-06T13:19:44Z
Lopes,Eli Sidney Portugal,Edilberto Princi
Crescimento diferencial de linhagens de milho em solução nutritiva com baixo nível de potássio
Dois ensaios foram conduzidos no Centro Experimental de Campinas, no período agosto-outubro de 1983, em condições de casa de vegetação, para avaliar e selecionar linhagens de milho (Zea mays L.) quanto à eficiência na absorção e utilização de potássio em solução nutritiva. No primeiro ensaio, seis linhagens foram cultivadas com 20, 40, 60, 80 e 100 mg/litro de K até aos 34 dias de idade, com o objetivo de determinar o nível adequado para diferenciação das plantas. No segundo, 37 linhagens de milho foram selecionadas com 20 mg/litro de K até aos 25 dias de idade. As soluções nutritivas foram continuamente arejadas e não renovadas e as plantas, deixadas crescer até aparecerem sintomas de deficiência de potássio nas folhas inferiores. As variações observadas nos pesos de matéria seca das raízes (CV das médias = 38,9%) foram maiores que aquelas da parte aérea (CV das médias = 28,5%). As linhagens foram classificadas de acordo com a produção de matéria seca total, em grupos eficientes, ineficientes e medianamente eficientes, utilizando-se de um intervalo de confiança para a média geral. A absorção de K pelas linhagens, avaliada pelo seu conteúdo total, variou (CV das médias = 9%) acompanhando a variação observada nos pesos de matéria seca total (r = 0,92). Entretanto, a relação de eficiência das linhagens apresentou variação maior (CV das médias = 23%) e também acompanhou a variação no crescimento das plantas (r = 0,99). Isso é uma indicação de que o mecanismo de utilização de K pelas plantas foi o fator que mais contribuiu para a diferenciação entre os genótipos.
2022-12-06T13:19:44Z
Furlani,Angela Maria Cangiani Bataglia,Ondino Cleante Lima,Marlene
Seca da mangueira: VIII. Resistência de porta-enxertos de mangueira ao fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.
Foram testados em casa de vegetação para resistência à Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. as variedades de mangueira Jasmim, Espada, Coquinho e, como controle suscetível, a Haden. As mudas, originadas de sementes com três meses de idade e plantadas em vasos, foram inoculadas sem ferimentos por infestação do solo ou através de ferimentos na parte aérea Os índices de plantas mortas por infestação do solo foram: 'Haden' 100%; 'Coquinho' 100%; 'Jasmim' 10% e 'Espada' 0%. As inoculações por ferimentos mostraram os seguintes dados de mortalidade: 'Coquinho' 100%; 'Haden' 80%; 'Espada' 70% e 'Jasmim' 0%.
2022-12-06T13:19:44Z
Ribeiro,Ivan José Antunes Rossetto,Carlos Jorge Sabino,José Carlos Gallo,Paulo Boller
Resistência de soja a insetos: VI. Comportamento de genótipos em relação a percevejos
O comportamento de trinta e cinco genótipos de soja foi estudado em condições de campo, em Campinas, SP, em relação ao ataque dos percevejos pentatomídeos Euschistus heros (F.), Piezodorus guildinii (Westwood) e Nezara viridula (L.). A infestação natural do campo experimental foi suplementada com a liberação de percevejos adultos. Em 1983/1984, o dano médio sofrido pelos genótipos foi moderado e, em 1984/1985, severo. Três critérios foram utilizados para avaliar a resistência das variedades: a porcentagem de área foliar retida após a maturação das vagens, o índice porcentual de dano de vagem e a produção de grãos. A testemunha suscetível usada foi o cultivar Paraná, que produziu apenas 402kg/ha e 31kg/ha em 1983/ 1984 e 1984/ 1985 respectivamente. A linhagem IAC 80/4228 apresentou uma resistência estável, tendo produzido 1.675kg/ha e 1.639kg/ha em 1983/1984 e 1984/1985 respectivamente.
2022-12-06T13:19:44Z
Rossetto,Carlos Jorge Igue,Toshio Miranda,Manoel Albino Coelho de Lourenção,André Luiz
Armazenamento de sementes de arroz e milho em diferentes embalagens e localidades paulistas
Acondicionaram-se sementes de arroz 'IAC 1246' (Oryza sativa L.) e milho 'Hmd 7974' (Zea mays L.) em embalagens permeáveis ao vapor de água - pano, papel, plástico trançado 5 x 5 e 5 x 6 - e na relativamente impermeável - plástico liso, de 0,25 mm de espessura. Mantiveram-nas em condições não controladas de armazém nas localidades de Campinas e Ubatuba, testando-as quanto à umidade, germinação e vigor a cada trimestre, por 36 meses. As sementes armazenadas em Ubatuba deterioraram-se mais rapidamente, sobretudo quando acondicionadas nas embalagens permeáveis. Em Campinas, as sementes de arroz embaladas em sacos de pano mantiveram germinação acima de 80% até os quinze meses, enquanto aquelas de Ubatuba o fizeram somente até os seis meses. O acondicionamento em saco de plástico liso foi bastante vantajoso, principalmente em Ubatuba, onde, aos 15 meses, a germinação das sementes de milho foi nula quando mantidas nas outras embalagens, e de 97,5% quando no saco plástico liso. As embalagens de pano, papel, plástico trançado 5 x 5 e 5 x 6 foram semelhantes entre si na manutenção da germinação e do vigor das sementes. Os resultados obtidos salientaram a grande dificuldade ou mesmo impossibilidade do armazenamento de sementes em áreas, quentes e úmidas, como Ubatuba, a menos que haja controle da temperatura e umidade relativa do ambiente do armazém, ou mediante secagem das sementes até níveis relativamente baixos de umidade (10-11% ou menos) seguida de acondicionamento em embalagem que ofereça resistência à troca de umidade. As embalagens permeáveis ao vapor de água mostraram-se bastante práticas para o armazenamento em regiões de clima mais favorável à manutenção da viabilidade das sementes.
2022-12-06T13:19:44Z
Razera,Luiz Fernandes Lago,Antonio Augusto do Maeda,Jocely Andreuccetti Zink,Eduardo Godoy Júnior,Gentil Tella,Romeu de
Deterioração de sementes de Crotalaria juncea e suas conseqüências em laboratório e campo
Sementes de Crotalaria juncea L. com conteúdos de umidade de 6,3 e 11,1%, foram armazenadas por 84 meses em condições ambientes e às temperaturas controladas de 20 e 30°C, e testadas periodicamente no laboratório quanto a germinação e vigor (índice de velocidade de germinação) e no campo quanto a emergência, altura da planta, produção de massa seca (massa vegetal na maturação) e de sementes. Até aos 30 meses, não se observaram diferenças significativas de germinação entre as sementes nas diversas condições, apresentando todas porcentagens acima de 90. Dos 30 meses em diante, as sementes armazenadas nas condições de maior umidade e temperatura exibiram maior velocidade de deterioração, notadamente as mantidas com 11,1% de umidade a 30°C, que mostraram germinação e vigor praticamente nulos a partir dos 66 meses. As sementes com 6,3% de umidade mantiveram germinação acima de 90% até aos 84 meses, independente da temperatura. Do quarto ano de plantio em diante, as sementes armazenadas com 11,1% de umidade a 30°C se destacaram negativamente das demais quanto a "stand", produção de massa seca e de sementes. Das condições estudadas, as mais adequadas para a preservação da longevidade das sementes foram a secagem a 6,3% de umidade e manutenção a 20 ou 30°C, tendo as sementes assim armazenadas apresentado, ao final dos sete anos, satisfatórios níveis de germinação e vigor e bom comportamento no campo.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Salgado,Antonio Luiz de Barros Lago,Antonio Augusto do
Influência do tamanho e umidade do grão na expansão da pipoca South American Mushroom
Utilizando sementes do cultivar de milho-pipoca South American Mushroom, obtido em 1984/85 em Campinas, SP, procurou-se avaliar os efeitos do teor de umidade e tamanho de grão na expansão da pipoca. Foram empregados tamanhos de grãos compreendidos entre as peneiras 14 e 18 e teores de umidade entre 9,4 e 19,8%. Os resultados mostraram que a capacidade de expansão foi maior nos grãos menores e nos teores de umidade de 10,5 a 11,5%.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Eduardo Morais,Jener Fernando Leite de Lago,Antonio Augusto do
Conservação de sementes de amendoim em câmara fria e seca
Sementes de amendoim (Arachis hypogaea L.) do cultivar Tatu, produzidas no Centro Experimental de Campinas, no período "das águas" do ano agrícola 1970/1971, foram descascadas manual e mecanicamente, tratadas com fungicida e mantidas em câmara de armazenamento regulada a 15°C e 35% de umidade relativa por 36 meses. Sementes descascadas manualmente apresentaram, ao final desse período, germinação de 87%, e as descascadas mecanicamente, de 62%. Os resultados mostraram ser possível conservar sementes tratadas de amendoim, nas condições mencionadas, por até 36 meses para as descascadas manualmente, e por até 24-30 meses, para as descascadas mecanicamente.
2022-12-06T13:19:44Z
Savy Filho,Angelo Lago,Antonio Augusto do Zink,Eduardo Gerin,Marcelo Aparecido Nunes Maeda,Jocely Andreuccetti Razera,Luiz Fernandes
Efeitos da adubação NPK nos teores de macronutrientes das folhas de cana-de-açúcar (cana-soca)
Foram utilizados oito ensaios de adubação NPK, em cana-soca do cultivar CB41-76, conduzidos em diversos solos do Estado de São Paulo, sendo quatro em Latossolo Roxo, um em Latossolo Vermelho-Amarelo textura argilosa, um em Latossolo Vermelho-Amarelo textura média, um em solos Podzolizados de Lins e Marília variação Manilha e outro em variação Lins. Aos quatro meses de idade da cana-soca, amostras de folhas + 3 foram coletadas para fins de análise de macronutrientes. As variações dos teores de macronutrientes foram mais acentuadas entre localidades do que entre doses dos respectivos adubos. Correlações positivas e significativas foram obtidas somente entre os teores de potássio nas folhas e as produções de cana. Devido às variações acentuadas dos teores de macronutrientes nas folhas de cana-soca em relação a diferentes localidades, as seguintes faixas de teores de nutrientes poderão ser, provisoriamente, consideradas como adequadas: N - 1,53 a 2,22%; P-0,14 a 0,20%; K - 1,24 a 1,59%; Ca-0,38 a 0,71%; Mg - 0,11 a 0,20% e S-0,11 a 0,31%.
2022-12-06T13:19:44Z
Espironelo,Ademar Gallo,José Romano Lavorenti,Arquimedes Igue,Toshio Hiroce,Ruter
Correlação entre os teores de líber e fibras em caules de crotalária e malva
No presente estudo, estimou-se a correlação entre os teores de líber (casca) e fibras em caules de crotalária (Crotalaria juncea L.) e malva (Urena lobata L.), com o objetivo de estabelecer um procedimento simples e rápido de análise de fibra. Os resultados obtidos mostraram que os teores de líber e fibra estão relacionados entre si, com alto nível de significância (p > 0,99) para as correlações entre essas duas características tecnológicas. Os coeficientes de correlação observados, de 0,84 e 0,79, respectivamente, para crotalária e malva, permitem a avaliação indireta do teor de fibra liberiana através do teor de líber, estabelecendo um procedimento simples e rápido de análise de fibra, a ser utilizado especificamente em programas de melhoramento genético.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anísio Ciaramello,Dirceu Salgado,Antônio Luiz de Barros Clausse,Cristine Arruda,Maria Carla Queiroz de
Comportamento do marmeleiro 'Mendoza INTA-37'
Relatam-se observações e dados obtidos durante dez anos com o cultivar de marmelo Mendoza INTA-37, selecionado no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, Argentina, que apresentou excelente adaptação nas condições de inverno brando paulista. Os frutos são grandes, globosos e de belo aspecto. A polpa é clara, de consistência firme e textura meio grosseira; as lojas cartilaginosas são grandes e há pouca mucilagem envolvendo as sementes, relativamente pouco numerosas, cerca de 17 por fruto. A planta é de porte volumoso, vigorosa, produtiva e de baixa suscetibilidade à entomosporiose. O florescimento é um tanto tardio, porém os frutos amadurecem cedo, ao final de janeiro, nas condições de Jundiaí, SP. Os frutos apresentam aptidão para fins industriais, pois, manufaturados experimentalmente, resultaram em marmelada semelhante àquelas obtidas de modo artesanal, com os cultivares Portugal ou Smyrna. Essas características justificam a inclusão do cultivar Mendoza INTA-37 nos pomares comerciais em São Paulo, e no programa de melhoramento varietal do marmeleiro, do Instituto Agronômico.
2022-12-06T13:19:44Z
Dall'Orto,Fernando Antonio Campo Ojima,Mário Barbosa,Wilson Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
Extração e isolamento de diosgenina de barbasco
Dioscorea composita Hemsl. e D. floribunda Mart. & Gal., introduzidas no Brasil, mostraram teores de diosgenina de 3,15 ± 1,41% e 4,72 ± 0,24% na matéria seca dos tubérculos, com pureza mínima de 54,7 e 39,2% respectivamente. lamogenina também ocorre nos tubérculos de ambas as espécies. O teor de diosgenina em D. composita é crescente com a idade da planta, mostrando um máximo pronunciado em torno do terceiro ano de cultivo e estabilizando-se ao redor do sexto ano.
2022-12-06T13:19:44Z
Zullo,Marco Antonio Teixeira Ramos,Maria Tereza Baraldi Monteiro,Domingos Antonio Godoy Jr.,Gentil
Produção conjunta de fibras celulósicas e etanol a partir do bambu
No presente estudo com Bambusa vulgaris Schrad., procurou-se desenvolver um novo processo de utilização do bambu, visando à produção conjunta de etanol e fibras celulósicas para papel. Os rendimentos em fibras celulósicas e etanol foram obtidos em função da idade do colmo (1, 3 e 5 anos) e região de amostragem em cada colmo (base, meio e ponta). Esses rendimentos, bem como outros relacionados com a fração fibrosa, glicose e amido, foram determinados com solução diluída de ácido sulfúrico. A densidade básica dos colmos foi determinada em cavacos antes do seu tratamento. Pelos resultados obtidos, é tecnicamente possível a produção conjunta de etanol e fibras celulósicas a partir do bambu. Os rendimentos em fibras celulósicas (46,85 a 56,04%) e etanol (12,77 a 14,79 litros/100 kg de cavacos) foram mais elevados nas regiões mediana e ponta dos colmos mais velhos. Essa mesma tendência foi observada para a glicose (teores de 22,80 a 26,41%) e amido hidrolisado (18,99 a 24,27%). O rendimento em fibras brutas ou fração fibrosa (69,35 a 76,35%) foi mais elevado nos cavacos provenientes dos colmos mais novos. A densidade básica dos cavacos não variou em função da idade do colmo (0,573 a 0,628 g/cm³), mas em função da região de amostragem (0,518 a 0,683 g/cm³), sendo mais densos os cavacos das regiões mediana e ponta dos colmos.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anisio Arruda,Maria Carla Queiroz de Ciaramello,Irceu Salgado,Antônio Luiz de Barros Tomazello Filho,Mário
Herança da resistência de milho a Pratylenchus spp.
As espécies de nematóides que mais causam problemas na cultura do milho no Brasil são Pratylenchus zeae e P. brachyurus. O uso de variedades resistentes é o método ideal de controle, sendo que já foram identificadas fontes de resistência em alguns genótipos de milho. Utilizou-se a linhagem Col 2(22), considerada como resistente, e a Ip 48-5-3, como suscetível, mais as gerações F1, F2 e retrocruzamentos com o objetivo de obter informações sobre a herança da resistência. Avaliaram-se esses genótipos em campo, em área infestada por P. zeae (76%) e P. brachyurus (24%), em Pindorama. Plantou-se o experimento em janeiro de 1986 e, após oitenta dias, coletaram-se amostras de raízes dos tratamentos para avaliação do número de nematóides por grama de raiz. Os resultados mostraram que a diferença observada quanto à resistência entre as linhagens Col 2(22) e Ip 48-5-3 é, provavelmente, devida a dois pares de genes dominantes de efeitos genéticos aditivos. As herdabilidades no sentido amplo e restrito foram altas, respectivamente 82,0 e 80,8%.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Eduardo Lordello,Ana Ines Lucena Lordello,Rubens Rodolfo Albuquerque
Estádio de maturação e qualidade de sementes de girassol
Componentes da qualidade de sementes de girassol do cultivar IAC-Anhandy foram avaliados nos anos agrícolas de 1983/84 (Campinas, SP) e 1984/85 (Tatuí, SP). Amostras foram coletadas das regiões central, intermediária e periférica de capítulos colhidos aos 10, 20, 30 e 40 dias após florescimento. Em 1983/84, a proporção de sementes chochas aos 10 dias foi bastante elevada, variando entre 64,1 e 94,4%. Com o avanço da maturação, a porcentagem de sementes chochas decresceu drasticamente, baixando, aos 40 dias, para 5,2, 2,2 e 2,6 nas regiões central, intermediária e periférica respectivamente. Os teores de óleo na semente aos 10 dias foram muito baixos (entre 2,2 e 2,6%), mas aumentaram consideravelmente até os 30 dias, quando atingiram valores entre 44,8 e 46,6%, permanecendo praticamente estáveis até os 40 dias. A viabilidade das sementes (porcentagem de germinação + porcentagem de dormência) exibiu índices relativamente baixos aos 10 dias, aumentando sensivelmente até 30 dias, quando atingiram valores próximos de 100%, com uma proporção de sementes dormentes acima de 90%; aos 20, 30 e 40 dias, não foram verificadas diferenças de germinação e dormência entre regiões do capítulo. Aos seis meses de armazenamento, a dormência tornou-se nula em todos os tratamentos. O material colhido aos 10 dias deteriorou-se rapidamente, não exibindo germinação aos 12 meses. As sementes colhidas aos 20, 30 e 40 dias, independente da região do capitulo, conservaram-se bem, mantendo índices de germinação acima de 80% até 24 meses de armazenamento. Tendências semelhantes foram observadas no ano agrícola 1984/85, quanto a germinação, dormência e sementes chochas, tendo estas últimas, após 20 dias do florescimento, apresentado valores mais altos que no ano anterior, provavelmente devido às condições ácidas do solo.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Ungaro,Maria Regina Gonçalves Lago,Antonio Augusto do Razera,Luiz Fernandes
Resistência de soja a insetos: VII. Avaliação de danos de percevejos em cultivares e linhagens
Em dois anos consecutivos (1980/81 e 1981/82) estudou-se, em Campinas, o comportamento de oito linhagens (IAC 73-228, IAC 77-3802, IAC 77-3823, IAC 78-2296, IAC 78-2318, IAC 78-3258, IAC 78-3278 e D72-9601-1) e dois cultivares (Santa Rosa e TMU) de soja em relação ao ataque de percevejos em campo. No primeiro ano, a infestação natural de Nezara viridula (L) e Piezodorus guildinii (West.) foi complementada com liberação de adultos de Euschistus heros (Fabr.) coletados em lavouras de soja. No segundo ano, não houve necessidade de infestações artificiais, já que as populações naturais de N. viridula e P. guildinii estavam altas. Como critérios para avaliação de dano, usaram-se: retenção foliar, produção de grãos, produção dividida em quatro classes de dano, porcentagem em peso de grãos danificados, peso de cem sementes, teor de óleo e poder germinativo. IAC 73-228 e IAC 78-2318 comportaram-se como os mais resistentes.
2022-12-06T13:19:44Z
Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de Nagai,Violeta
Avaliação da resistência dê cafeeiros às raças dê Meloidogyne incognita
No Centro Experimental de Campinas do Instituto Agronômico, de abril de 1984 a agosto de 1985, realizaram-se dois experimentos, em vasos, para avaliar a resistência de mudas de sete linhagens de Coffea arabica ('Mundo Novo': CP388-17, CP379-19, CP501 e MP376-4; 'Catuaí Amarelo' H2077-2-5-62 e 'Catuaí Vermelho' H2077-2-5-81, e 'Caturra Amarelo') e dois de C. canephora (Robusta: 'Guarini' col. 10 e 'Kouillon' col. 67-14) às quatro raças de Meloidogyne incognita. No primeiro experimento, cada muda foi infestada com 8.000 ovos, passados cinco meses do transplante, e a avaliação, efetuada seis meses depois. No segundo experimento, as mudas foram infestadas cerca de um ano do transplante com 7.000 ovos cada uma e a avaliação realizada decorridos dez meses. Todas as plantas foram infestadas pelas raças 1 e 2; entretanto, a reprodução do nematóide foi menor nas plantas mais velhas. As raças 3 e 4 apresentaram baixas infestações e algumas reações de imunidade, principalmente a 4, que tem pouca importância prática pela sua pequena ocorrência. Os cultivares de Catuaí revelaram médias de notas de ootecas menores que as das linhagens de 'Mundo Novo', indicando menor suscetibilidade. Contudo, é importante ressaltar que a menor infestação não significa que as raças 3 e 4 sejam menos danosas ao cafeeiro quando o parasitam em campo.
2022-12-06T13:19:44Z
Lordello,Rubens Rodolfo Albuquerque Lordello,Ana Ines Lucena
Efeito da freqüência de rega e da umidade do solo sobre a germinação carpogênica de sclerotinia sclerotiorum
Os efeitos da freqüência de rega e da umidade do solo na germinação carpogênica de Sclerotinia sclerotiorum foram estudados em condições ambientais controladas. Solo e escleródios foram acondicionados em caixas tipo gerbox e umedecidos uma, duas, três e cinco vezes por semana até os níveis de 75 e 100% da saturação. O solo regado uma vez por semana até 75% da saturação não permitiu a germinação dos escleródios, enquanto o solo molhado até 100% da saturação permitiu a germinação de até 70% dos escleródios, assim como um grande número de apotécios. Regas mais freqüentes, nos dois níveis de umidade do solo, aumentaram a germinação de escleródios e a produção de apotécios. Tão importante quanto a umidade do solo foi o intervalo entre regas, pois regas mais freqüentes, mesmo com volumes menores de água, favoreceram a maior germinação carpogênica do patógeno.
2022-12-06T13:19:44Z
Napoleão,Reginaldo Café Filho,Adalberto Correa Lopes,Carlos Alberto Nasser,Luiz Carlos Bhering Marouelli,Waldir Aparecido
Germinação de urediniósporos de Phakopsora pachyrhizi em diferentes métodos de armazenamento
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes métodos de armazenamento na viabilidade de urediniósporos de P. pachyrhizi. Para isso foram armazenadas folhas herborizadas com urediniossoros (24°C); urediniósporos em dessecador (10°C) + nitrogênio líquido (-196°C) após 60 dias, geladeira (4°C), deep-freezer (de -60 a -80°C) e nitrogênio líquido. A cada trinta dias avaliou-se à porcentagem de germinação em meio ágar-água 2% à temperatura de 25°C. Urediniósporos armazenados em nitrogênio líquido apresentaram maior porcentagem de germinação ao final das avaliações (270 dias). Urediniósporos armazenados em dessecador apresentaram 0% de germinação aos 60 dias e quando transferidos para o nitrogênio líquido voltaram a apresentar até 30% germinação. Urediniósporos armazenados nas demais condições apresentaram grande redução na germinação no primeiro mês e com 90 dias esta chegou a zero. Concluiu-se que o melhor método de armazenamento para urediniósporos de P. pachyrhizi foi o nitrogênio líquido.
2022-12-06T13:19:44Z
Zambenedetti,Elisandra Batista Alves,Eduardo Pozza,Edson Ampélio Araújo,Dejânia Vieira de