Repositório RCAAP

Avaliação de diferentes meios de cultura na esporulação de Scytalidium lignicola

Scytalidium lignicola é um fungo que causa podridão negra em raízes e caules de mandioca. A esporulação de S. lignicola foi avaliada em 8 meios de cultura - BDA, SA, AvA, BSA, LCA, suco V-8, Mandioca-agar (MAND-A) e MA - sob regime de alternância de luz (12h claro/12h escuro) e 3 temperaturas (25 28 e 30ºC). Discos de 5mm de diâmetro retirados da borda da colônia cultivada em meio BDA, após 5 dias de incubação a 28ºC, foram transferidos para o centro de placas de Petri contendo 15mL de cada meio com inibidores seletivos. Após 5 dias de incubação, os esporos foram quantificados em contagens realizadas em câmara de Neubauer. O experimento seguiu delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 8 x 3 (Meios x Temperaturas). Observou-se que houve diferença significativa apenas para os meios de cultura, não havendo diferença entre as temperaturas testadas. A esporulação de S. lignicola foi superior nos meios suco V-8, BDA, MAND-A, AvA, BSA e SA, não diferindo entre si estatisticamente. Enquanto nos meios MA e LCA ocorreram as menores esporulações, também não havendo diferença entre si.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Carnaúba,Juliana Paiva Sobral,Márcio Félix Amorim,Edna Peixoto da Rocha Silva,Julio Cesar da Santos,Vanderley Borges dos Félix,Kátia Cilene da Silva

Resistência de soja a insetos: VIII. IAC 78-2318, linhagem com resistência múltipla

Estudou-se, em comparação com outros genótipos de soja, o comportamento da linhagem IAC 78-2318, em relação à oviposição e colonização da mosca-branca Bemisia tabaci (Genn.) e à área foliar consumida por besouros crisomelídeos e lagartas. Em Campinas, SP, em 1981, em casa de vegetação, submeteram-se os cultivares Santa Rosa, Paraná, BR-1, Bossier, IAC 8 e IAC 12 e as linhagens IAC 73-228, IAC 78-2318, D72-9601-1, PI 171451, PI 229358 e PI 274454 à infestação artificial de adultos da mosca-branca. IAC 78-2318, embora apresentando alto número de ovos, teve colonização baixa, próxima aos materiais mais resistentes (PI 171451 e PI 229358). Em Santo Antonio de Posse, SP, em 1985, em campo, IAC 78-2318, quando comparado com IAC 80-596-2, 'Santa Rosa', 'IAC 8' e 'IAC 11', mostrou a menor perda de área foliar devida à alimentação de coleópteros crisomelídeos, principalmente Cerotoma arcuata (Oliv.) e Diphaulaca viridipennis Clark, e de lagartas, com predominância de Anticarsia gemmatalis (Hubn.). Como já havia sido registrado anteriormente baixo dano de Epinotia aporema (Wals.) e de percevejos pentatomideos em IAC 78-2318, com as observações presentes essa linhagem fica caracterizada como portadora de resistência múltipla a insetos.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de

Melhoramento do trigo: XIII. Estimativas de variância, herdabilidade e correlações em cruzamentos de trigo para produção de grãos e tolerância à toxicidade de alumínio

Estimaram-se os valores da herdabilidade para várias características da planta do trigo (tolerância ao Al3+, comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga e de grãos por espiga e por espigueta, peso de cem grãos, número de espigas por planta, altura das plantas e produção de grãos), bem como as correlações entre a produção de grãos e a tolerância ao Al3+ com os demais caracteres agronômicos estudados. Os dados foram obtidos a partir de cruzamentos envolvendo o cultivar BH-1146, tolerante ao Al3+, e os cultivares Alondra-S-46 e IAC-17, moderadamente tolerantes. Plântulas parentais e as gerações F1 e F2 foram testadas para a reação a 3 e 6 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva. As plântulas, devidamente identificadas, foram transplantadas para vasos onde se desenvolveram até o final do ciclo vegetativo. A herdabilidade no sentido amplo para peso de cem grãos, comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga foi, respectivamente, 0,73, 0,69 e 0,54. Para os demais caracteres, as herdabilidades foram baixas, variando de 0,09 a 0,24. Os valores da herdabilidade no sentido restrito, para os caracteres estudados, com exceção do peso de cem grãos e do número de espigas por planta, mostraram que grande parte da variabilidade genética nessas populações é aditiva. As correlações fenotípicas entre a produção de grãos e todos os demais caracteres agronômicos foram positivas e significativas para quase todas as populações estudadas. A correlação entre produção de grãos e número de espiguetas por espiga para a população BH-1146 x Alondra-S-46 foi negativa e significativa. Nessas populações, a tolerância a 3 e 6 mg/litro de Al3+ não foi associada com os caracteres agronômicos estudados, fazendo exceção a população BH-1146 x IAC-17, que mostrou associações significativas entre a tolerância a 3 mg/litro de Al3+ com altura das plantas, comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga, e a população BH-1146 x Alondra-S-46, que apresentou associações significativas entre a tolerância a 3 mg/litro de Al3+ com comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga. Os resultados sugerem que seria possível selecionar nas populações estudadas plantas tolerantes ao Al3+, de porte semi-anão, com maior fertilidade da espiga e elevado potencial produtivo.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Melhoramento do trigo: XIV. Correlações entre a tolerância à toxicidade a dois níveis de alumínio e altura das plantas com outros caracteres agronômicos em trigo

Visando estimar as correlações entre a altura das plantas com sete caracteres agronômicos e aquelas entre a tolerância a 1 e 3 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva com produção de grãos, altura das plantas e número de grãos por espigueta, foram efetuados, no Centro Experimental de Campinas, em 1983, cruzamentos entre o cultivar de trigo BH-1146, com Siete Cerros e Tobari-66. Plântulas representando os pais e as gerações F1 e F2 foram testadas para a reação a 1 e 3 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva no laboratório. As plântulas, devidamente identificadas, foram transplantadas em número de quatro por vaso, empregando-se no total 164 vasos dispostos em quatro blocos ao acaso. Os dados referentes à produção de grãos e a outros caracteres agronômicos foram obtidos de plantas individuais em 1984. Os valores da herdabilidade no sentido restrito para comprimento da espiga, número de grãos por espiga, número de grãos por espigueta e número de espigas por planta foram de 0,79; 0,75; 0,73 e 0,68 respectivamente, e de 0,58; 0,53 e 0,50 para número de espiguetas por espiga, altura das plantas e peso de cem grãos respectivamente. Para produção de grãos, o valor estimado foi de 0,38. Nas populações estudadas, a altura das plantas foi correlacionada com todos os caracteres agronômicos estudados, com exceção de número de grãos por espigueta e peso de cem grãos na população BH-1146 x Tobari-66. A tolerância ao alumínio não foi associada com altura das plantas, número de grãos por espigueta e produção de grãos (com exceção da população BH-1 146 x Tobari-66, quando se utilizou a concentração de 3 mg/litro de Al3+), sugerindo ser possível selecionar plantas que combinam a tolerância ao Al3+, porte semi-anão e alto potencial produtivo para serem cultivadas nos solos ácidos. Entretanto, grandes populações F2 seriam necessárias para assegurar a freqüência dos recombinantes desejáveis.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Melhoramento do trigo: XV. Produtividade e outras características agronômicas de novas linhagens para o Estado de São Paulo

De 1983 a 1985, foram estudadas 22 linhagens de trigo, recém-obtidas, em ensaios instalados no Centro Experimental de Campinas, nas Estações Experimentais de Capão Bonito e Tietê e na Fazenda Floresta Negra, em Maracaí. A produtividade e outras características agronômicas e fitopatológicas foram analisadas em condições de campo e de laboratório. As linhagens IAC-75, IAC-77, IAC-79, IAC-80, IAC-82, IAC-84, IAC-85, IAC-87, IAC-88, IAC-89, IAC-90, IAC-91 e IAC-93 apresentaram produções de grãos superiores ao cultivar controle Alondra S-46, não diferindo, porém, dos cultivares controles BH-1146 e IAC-18. As linhagens IAC-76, IAC-90, IAC-91, IAC-94 e IAC-96 exibiram porte anão, diferindo significativamente dos cultivares BH-1146 e IAC-18. Em relação ao oídio, as linhagens IAC-75, IAC-78, IAC-80, IAC-93 e IAC-94 apresentaram o menor grau de infecção; em relação à ferrugem-da-folha em condição de campo, podem-se destacar pela boa performance as linhagens IAC-75, IAC-78, IAC-81, IAC-83, IAC-89 e IAC-95. A IAC-93 e o 'BH-1146' mostraram menor ocorrência de doenças de folhas. As linhagens IAC-76 e IAC-96 e o cultivar Alondra S-46 foram considerados resistentes às oito raças testadas do agente de ferrugem-do-colmo em casa de vegetação em estádio de plântula. Nas mesmas condições a linhagem IAC-94 mostrou resistência a seis raças e as linhagens IAC-79, IAC-81, IAC-84, IAC-89, IAC-90 e IAC-95 revelaram-se resistentes a cinco raças. A linhagem IAC-96 foi resistente a três raças de ferrugem-da-folha, em estádio de plântula. As linhagens IAC-78, IAC-79, IAC-82, IAC-85, IAC-87, IAC-88, IAC-90 e IAC-93 mostraram-se tão tolerantes ao alumínio quanto os cultivares BH-1146 e IAC-18, e as linhagens IAC-84 e IAC-89, tão sensíveis ao alumínio quanto o cultivar Alondra S-46.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Barros,Benedito de Camargo Freitas,José Guilherme de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Castro,Jairo Lopes de Sabino,José Carlos

Melhoramento genético da cana-de-açúcar: avaliação de clones provenientes de hibridações efetuadas em 1965

Objetivando estudar dezoito clones de cana-de-açúcar provenientes de hibridações efetuadas em Ubatuba, SP, em 1965, tendo como padrão as variedades comerciais NA56-79 e CB41-76, efetuou-se um experimento em latossolo roxo na Usina Santa Lydia, em Ribeirão Preto, SP. No ensaio, plantado em março de 1973, utilizou-se o delineamento em blocos casualizados com quatro repetições, sendo a análise estatística feita com a média das três colheitas (cana-planta, soca e ressoca). Avaliou-se a produção agrícola, teor de açúcar provável e produtividade de açúcar provável. O clone IAC65-55 apresentou produtividade de açúcar significativamente superior ao padrão CB41-76, enquanto os clones IAC65-220, IAC65-257, IAC65-255, IAC65-155 e IAC65-113 não diferiram significativamente dele. Nenhum desses clones diferiu da variedade NA56-79 em produtividade de açúcar. Em função dessas características, associadas à resistência ao "carvão", os clones IAC65-55, IAC65-257, IAC65-113, IAC65-155 e IAC65-255 poderão constituir alternativas para o cultivo na região de Ribeirão Preto.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Alvarez,Raphael Segalla,Antonio Lazzarini Landell,Marcos Guimarães de Andrade Silvarolla,Maria Bernadete Godoy Junior,Gentil

IAC-oirã, IAC-Poitara e IAC-Tupã: novos cultivares de amendoim para o Estado de São Paulo

Descrevem-se a origem, características de planta e vagem, peso das sementes e cor, porcentagem de rendimento, conteúdos de proteína e óleo de três cultivares. Devido às elevadas produções médias observadas para 'IAC-Oirã, 'IAC-Poitara' e 'IAC-Tupã' - 3.053, 2.961 e 2.985 kg/ha e 2.053, 1.945 e 1.927 kg/ha para os cultivos das águas e da seca respectivamente, e à ampla adaptação, eles são recomendados para o plantio em escala comercial no Estado de São Paulo.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Pompeu,Antonio Sidney

Composição química das sementes de Canavalia gladiata DC

Canavalia gladiata D.C., cultivar Vermelho, é uma leguminosa empregada como adubo verde, cujas sementes são ainda pouco utilizadas na alimentação. O objetivo deste trabalho foi determinar a composição química de grãos de Canavalia gladiata D.C., cultivar Vermelho. As vagens apresentaram em média seis sementes, com peso médio de aproximadamente 5 gramas. Sua composição na matéria seca foi a seguinte: proteína bruta 29%, amido 37%, açúcares totais 7,5%, extrato etéreo 1,5%, extrato livre de nitrogênio 62% e fibras 6%. A fração protéica apresentou estes teores de aminoácidos essenciais: lisina 6,5%, histidina 4%, arginina 6%, triptofano 2%, treonina 6%, cistina 0,8%, valina 6%, metionina 0,5%, isoleucina 5%, leucina 9%, tirosina 2% e fenilalanina 5%. A composição química de sementes de C. gladiata evidencia seu valor potencial para uso como alimento.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Spoladore,Dayse Soave Teixeira,João Paulo Feijão

Variações dos teores de fibras celulósicas e amido no colmo de bambu

Em colmos de Bambusa vulgaris Schrad. com três anos de idade, determinaram-se as variações da densidade básica e teores de fibras celulósicas e amido nos sentidos axial e radial do colmo, visando obter informações tecnológicas para otimizar a produção conjunta de fibras celulósicas e amido a partir do bambu. A amostragem, tanto no sentido axial como no radial, foi realizada em cinco regiões, considerando, respectivamente, o comprimento útil do colmo (base, 25, 50, 75 e 100% do comprimento útil) e a espessura da parede do colmo, que foi dividida em cinco camadas iguais. Os resultados mostraram que os menores valores para a densidade básica foram obtidos na região basal (0,660 g/cm³) e nas camadas mais internas da parede do colmo (0,690 g/cm³). Os teores de fibras celulósicas (38,7 a 40,1%) e amido (26,2 a 29,7%) não variaram significativamente ao longo do comprimento do colmo. No sentido radial as concentrações de libra celulósicas variaram de 28,3 a 48,8%, sendo o valor mais elevado obtido na região externa do colmo. Para os teores de amido (20,0 a 35,1%), o maior valor foi observado na região interna do colmo.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Azzini,Anisio Arruda,Maria Carla Queiroz de Tomazello Filho,Mário Salgado,Antônio Luiz de Barros Ciaramello,Dirceu

Estimativa da área foliar em milharal

Num experimento com milho híbrido simples, conduzido no Centro Experimental de Campinas, em 1971/72, testou-se o uso de um fator área foliar, obtido numa repetição, na estimativa da área foliar por planta nas demais repetições. Utilizaram-se os híbridos simples HS1227 (tipo duro) e HS7777 (tipo dentado) cultivados em duas densidades de plantio: 42.000 e 84.000 plantas por hectare. Não houve diferença estatística entre os valores observados e estimados. O erro-padrão da estimativa, em todos os casos, foi menor que 10%.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Pereira,Antonio Roberto

Teor e composição do óleo de sementes de Jatropha spp.

Utilizaram-se sementes de Jatropha curcas L., J. mollissima L. e J. podagrica Hook, para avaliação quanto ao teor e composição do óleo. Para J. curcas L., houve diferença quanto ao teor e composição do óleo em função de localidade, tratos culturais e variedades, variando o teor de 23 a 34%, e a composição do óleo em ácido palmítico de 15 a 17%; ácido oléico, de 30 a 33%, e ácido linoléico, de 42 a 52%. Para J. mollissima, verificou-se diferença varietal no teor de óleo: sementes de tegumento claro apresentaram 30% e, de cor escura, 20%. O mesmo não ocorreu para a composição do óleo, cujos principais componentes foram ácido palmítico, 19%, ácido oléico, 21%, e ácido linoléico, 52%. As sementes de J. podagrica apresentaram o mais elevado teor de óleo, 46%, composto de ácido palmítico, 9%, ácido oléico, 11 %, e ácido linoléico, 77%.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Teixeira,João Paulo Feijão

Cultivar de trigo IAC-24: rendimento de grãos e caracteres agronômicos em três faixas de umidade do solo

Num experimento conduzido em casa de vegetação, no Instituto Agronômico de Campinas, SP, em 1985, para estudar o comportamento do cultivar de trigo IAC-24 em três faixas de umidade (0,01-0,03; 0,03-0,50 e 0,50-1,50 MPa), empregaram-se vasos contendo latossolo roxo eutrófico e determinaram-se os seguintes caracteres agronômicos: comprimento da espiga, número de espigas por vaso e por planta, número total de espiguetas e espiguetas desenvolvidas por espiga, número de grãos por espigueta e por espiga e rendimento de grãos. Com o aumento da água disponível no solo, houve acréscimo significativo em todos os caracteres estudados, exceto para grãos por espigueta. Para as condições deste experimento e para os caracteres agronômicos estudados, a faixa de umidade crítica foi de 0,03-0,50 MPa. Desse modo, à medida que a água disponível desceu abaixo dessa faixa, ocorreu um decréscimo acentuado no rendimento de grãos e nos componentes de produção. Na comparação de uso das faixas de umidade do solo de 0,03-0,50 e 0,01-0,03 MPa, houve acréscimos de 39% no rendimento de grãos. Assim, a escolha da faixa de umidade a ser utilizada é de grande importância na produção de grãos e na economicidade da cultura.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Freitas,José Guilherme de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Trigo: avaliação tecnológica de novas linhagens

Avaliou-se a qualidade tecnológica das linhagens de trigo IAC-22, IAC-31, IAC-37, IAC-41, IAC-46, IAC-57 e IAC-60, obtidas pelo programa de melhoramento do Instituto Agronômico, tomando como controle uma amostra de trigo norte-americano e amostras dos cultivares Alondra-S-46 e IAC-18, comerciais no Estado de São Paulo. Os maiores teores de proteína foram encontrados no 'IAC-22' e nas linhagens IAC-37 e IAC-41, superiores àqueles das farinhas de trigo importado, Alondra-S-46 e IAC-18. Todas as farinhas de trigo apresentaram viscosidade máxima superior a 1.000 unidades amilográficas, indicando a ausência da enzima alfa-amilase. As farinhas de trigo importado e das linhagens IAC-31, IAC-41 e IAC-57 apresentaram características farinográficas típicas de farinha de força média a forte e IAC-18 e IAC-60, de farinha média a fraca. Os extensigramas mostraram que as linhagens IAC-41, IAC-31, IAC-57 e IAC-46 apresentaram glúten com características viscoelásticas adequadas para a produção de pão. Pelo teste de panificação, concluiu-se que as linhagens IAC-31 e IAC-41 produziram pão de qualidade "muito boa", semelhante à da farinha de trigo importado; IAC-57, IAC-37 e IAC-60, pão de qualidade "boa" e similar à do 'Alondra-S-46'; as linhagens IAC-46 e IAC-22 tiveram o pior comportamento em relação à qualidade de pão, "regular", semelhante à do 'IAC-18'.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Celina Raquel de Oliveira Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Trigo: tolerância ao alumínio em solução nutritiva

Foi estudado o comportamento diferencial de 21 cultivares de trigo em soluções nutritivas, com arejamento, contendo seis concentrações de Al3+ (0, 2, 4, 6, 8 e 10 mg/litro), à temperatura constante de 25 ± 1°C, e pH 4,0. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em solução sem alumínio, após 48 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. Os cultivares BH-1146, IAC-18, IAC-28, IAC-5, IAC-74, IAC-13, PAT-72247, IAC-22, BR-2, IAC-21 e IAC-24 foram considerados como tolerantes por exibir crescimento da raiz primária central após tratamento em solução contendo 10 mg/litro de Al3+; os cultivares IAC-17, IAC-161, Mitacoré e CEP-7780 mostraram reação de média tolerância ao Al3+, por apresentar crescimento da raiz primária central após tratamento em soluções contendo 6 mg/litro de Al3+; os cultivares CNT-8, Alondra S-46, IAC-162, Paraguay-281 e IAC-23 foram considerados sensíveis ao Al3+, por mostrar crescimento das raízes primárias após tratamento em soluções contendo 2 mg/litro de Al3+, e o 'Anahuac' demonstrou-se muito sensível ao Al3+, não exibindo crescimento das raízes primárias após tratamento em soluções contendo 2 mg/litro de Al3+.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo, Felício,João Carlos Rocha Júnior,Laércio Soares

Trigo: efeito de magnésio combinado com forças iônicas em solução nutritiva na tolerância ao alumínio

Os cultivares BH-1146, IAC-17 e Siete Cerros foram estudados em soluções nutritivas contendo 10 mg/litro de Al3+, combinados com três concentrações de sais (um décimo, um quinto e a metade da concentração de sais da solução nutritiva completa) e cinco níveis de Mg (0; 9,6; 48; 96 e 192 mg/litro). A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em soluções sem alumínio após permanência de 24, 48 e 72 horas em soluções de tratamento contendo determinada força iônica combinada com determinada concentração de magnésio, na presença de 10 mg/litro de Al3+. Independentemente da força iônica, da concentração de magnésio, da atividade iônica do Al3+ e do período de crescimento nas soluções de tratamento, o 'BH-1146' apresentou tolerância e 'IAC-17', moderada tolerância a 10 mg/litro de Al3+. 'Siete Cerros' mostrou-se sensível nas soluções com baixos níveis de magnésio. A atividade fônica do Al diminuiu à medida que foram aumentadas as forças iônicas e os níveis de Mg das soluções de tratamento. As correlações simples entre a atividade iônica do alumínio e as concentrações de magnésio com o crescimento das raízes foram respectivamente negativas e positivas. Correlações negativas foram determinadas entre as concentrações de Mg nas soluções e os teores de Al na matéria seca da parte aérea dos cultivares estudados e entre os teores de Al na matéria seca da parte aérea e os comprimentos das raízes.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Trigo, triticale e centeio: avaliação da eficiência ao fósforo e tolerância à toxicidade ao alumínio

Com o objetivo de estudar a eficiência da utilização de fósforo e a tolerância à toxicidade ao alumínio, instalou-se um experimento empregando os cultivares de trigo BH-1146, Anahuac, IAC-5, IAC-24 e IAC-21; o de triticale TCEP 77138 e o de centeio Branco, em soluções nutritivas contendo cinco níveis de fósforo (0; 3,1; 6,2; 12,4 e 31 mg/litro) combinados com cinco níveis de alumínio (0, 1, 3, 6 e 10 mg/litro). A eficiência ao fósforo foi avaliada levando-se em consideração a produção de matéria seca e a quantidade de P nela presente, e a tolerância ao alumínio, com base no comprimento máximo das raízes após doze dias de crescimento em soluções nutritivas. O cultivar de centeio e o de triticale mostraram maior tolerância ao alumínio. Os cultivares de trigo BH-1146, IAC-21, IAC-5 e IAC-24 apresentaram-se como tolerantes e Anahuac, como sensível. O sintoma da toxicidade de alumínio ficou acentuado pelo aumento das concentrações de alumínio e fósforo para todos esses cultivares. 'IAC-5' foi considerado eficiente na utilização de fósforo; 'IAC-21' e 'IAC-24', moderadamente eficientes, e 'Anahuac', Ineficiente, em soluções contendo baixos níveis de fósforo na presença de Al3+.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos

Melhoramento do trigo: XVI. Comportamento de novas linhagens em diferentes regiões do Estado de São Paulo

Vinte e duas linhagens de trigo foram comparadas com cultivares comerciais, em ensaios instalados em diferentes localidades paulistas em 1983, 1984 e 1985, analisando-se os parâmetros seguintes: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo em dias da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, notas de acamamento, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, número de espiguetas por espiga, peso de cem grãos, resistência aos agentes causais de oídio e doenças das folhas em condição de campo; resistência aos agentes causais das ferrugens do colmo e da folha em campo e em casa de vegetação. Em laboratório, foram realizados estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. Em relação à produção de grãos, destacaram-se as linhagens IAC-103, IAC-104, IAC-107, IAC-167 e PAT 73121, que não diferiram dos cultivares controles (BH-1146, IAC-18 e Alondra S-46). As linhagens IAC-104, IAC-107, IAC-111, IAC-167, ISWYN-31/82 e Kenya Kifaru mostraram plantas de porte semi-anão. As linhagens IAC-108 e ISWYN-31/82 destacaram-se quanto à resistência ao agente causal de oídio; IAC-110 e IAC-111, quanto à menor ocorrência de doenças nas folhas; IAC-100, IAC-101, IAC-111, IAC-167 e PAT 73121, quanto à resistência ao agente causal da ferrugem-da-folha em condição de campo; IAC-104, IAC-108, IAC-110, IAC-111, IAC-167, ISWYN-31/82 e Kenya Kifaru, quanto à resistência ao agente causal da ferrugem-do-colmo, em campo. A linhagem IAC-167 e o cultivar Alondra S-46 foram resistentes a oito raças de Puccinia graminis tritici, agente da ferrugem-do-colmo, em casa de vegetação, e IAC-103 e Kenya Kifaru foram resistentes a sete raças. A IAC-167 foi resistente a três raças de Puccinia recondita, agente da ferrugem-da-folha, em casa de vegetação. As linhagens IAC-99 e IAC-109 foram tão tolerantes à toxicidade de alumínio quanto os cultivares BH-1146 e IAC-18, sendo IAC-100, IAC-106, IAC-167 e ISWYN-31 /82, as mais sensíveis.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Barros,Benedito de Camargo Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Castro,Jairo Lopes de Sabino,José Carlos

Competição de adubos fosfatados no algodoeiro, em ensaio de longa duração

Após quatro anos de aplicações sucessivas de misturas de adubos contendo P ou P mais S, em ensaio permanente com o algodoeiro, fez-se rotação com cultivo de mucuna-preta na entressafra do quarto para o quinto ano, seguida de calagem visando à adequada correção da acidez do solo. No qüinqüênio 1978-1983, cultivou-se a variedade IAC 18 de algodoeiro, mantendo-se a mesma adubação da primeira fase, que, através de combinações de produtos comerciais, como sulfato de amônio, Nitrocálcio, superfosfato triplo, superfosfato simples e cloreto de potássio, forneceu anualmente às plantas N e K em doses constantes e P e S em doses variáveis. Sintomas de deficiência de enxofre, representados especialmente pelo "verde-limão" das folhas de ponteiro, tornaram-se evidentes a partir do quinto ano agrícola (primeiro da segunda fase), coincidindo com tendência para aumento de produtividade do algodoeiro. Entretanto, só após a correção da acidez do solo (pH em H2O ao redor de 6,2), é que a produtividade das plantas se estabilizou em nível alto, e as diferenças a favor das misturas contendo superfosfato simples tornaram-se estatisticamente significativas. Na segunda fase, as doses de 50 e 100 kg/ha de P2O5 proporcionaram acréscimos no volume de produção, respectivamente de 37 e 40%, quando se usou superfosfato triplo na adubação, e de 55 a 67% no caso do superfosfato simples. Em termos de lucro, o superfosfato simples proporcionou acréscimos sobre o triplo da ordem de 55 a 82%, em função da dose de P2O5 usada. Peso de capulho e comprimento de fibra também foram significativamente beneficiados pelo superfosfato simples, enquanto o fornecimento suplementar de enxofre, 120 kg/ha de S, não alterou as características gerais do algodoeiro adubado com a dose básica de 60 kg/ha de S. E proposto que se reavalie a necessidade de incorporar enxofre nas formulações comerciais de adubos, diante dos resultados obtidos.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Chiavegato,Ederaldo José Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Julio Isao

Adubação NK em três variedades de cana-de-açúcar em função de dois espaçamentos

Procurando explorar ao máximo o potencial produtivo de três variedades de cana-de-açúcar com diferentes características agrotecnológicas, foram conduzidos de 1981 a 1984 dois experimentos em dois solos paulistas. Para tanto, estudou-se a interação entre dois espaçamentos (parcelas), três variedades (subparcelas) e oito adubações (subsubparcelas), num delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições. A adubação na cana-planta constou de: N0K3, N1K3, N2K3, N3K3, N2K0, N2K1, N2K2 e N2K3; N1 e K1 = 70; N2 e K2 = 140 e N3 e K3 = 210 kg/ha de N e K2O, além de 120 kg/ha de P2O5, comum a todos os tratamentos. Nos dois solos, ocorreram diferenças significativas de produtividade de colmos e de sacarose devidas a adubação, variedades e espaçamentos, não havendo interações da adubação com variedades e com espaçamentos. Nos casos com respostas significativas, as doses estimadas para produtividade máxima de cana foram, respectivamente, 165 e 148 kg/ha de N e K2O para o solo LR e 180 kg/ha de N para o solo LE; para a produtividade de sacarose, as doses foram, respectivamente, 153 e 104 kg/ha de N e K2O no solo LE e 128 kg/ha de K2O no LR. Como houve decréscimo do teor de sacarose com a aplicação das doses mais elevadas de N e, principalmente, de K, a necessidade dos fertilizantes para obtenção de produtividade máxima de sacarose foi menor que aquela verificada na produtividade de colmos. Nas socas, fez-se aplicação única de 100-30-120 kg/ha de N, P2O5 e K2O. Os dados de produção total (cana-planta + socas) mostraram que os efeitos do N e K foram semelhantes aos da cana-planta para as produtividades de colmos e de sacarose. O espaçamento de 1,20 m proporcionou maior produção de cana por área que o de 1,50 m (LR = 14% e LE = 7% na soma de cana-planta e socas) e menor produção por metro linear (LR = - 18% e LE = - 10%). As variedades IAC58-480 e IAC64-257 apresentaram maior produtividade de sacarose que a IAC52-150 na soma de cana-planta e socas: foram de 17 e 12%, respectivamente, as diferenças no solo LR, enquanto no LE as duas diferiram da IAC52-150 em 12%; no LR, a IAC58-480 foi superior à IAC64-257 (5%). As três variedades diferiram entre si quanto ao teor de sacarose, sendo a IAC58-480 superior à IAC52-150 (5%) e, esta, superior à IAC64-257 (2%).

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Espironelo,Ademar Costa,Antonio Alberto Landell,Marcos Guimarães de Andrade Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Igue,Toshio Camargo,Antonio Pereira de Ramos,Maria Tereza Baraldi

Genética da tolerância ao alumínio em milho Cateto

Tem-se observado alta tolerância ao alumínio em milho Cateto. Devido à importância dessa característica nos híbridos comerciais e à divergência das informações disponíveis sobre a herança desse caráter, estudou-se a genética da tolerância ao alumínio nas linhagens lp 48-5-3 (Cateto) e Col (22) (duro da Colômbia), e gerações F1, F2 e retrocruzamentos. Estes genótipos foram avaliados em solução nutritiva com 4,5 ppm de alumínio, em dois experimentos conduzidos em Campinas, em 1985. A característica de raiz mais adequada para o estudo foi o crescimento líquido da radícula (CLR). A distribuição de freqüência da geração F2 foi contínua e unimodal, apresentando apenas classes do F1 e do pai tolerante. Deve-se a alta tolerância ao alumínio da linhagem lp 48-5-3, principalmente, à ação de genes menores, de efeitos genéticos aditivos. A herdabilidade no sentido amplo e restrito foi alta, indicando que a seleção de genótipos tolerantes na geração F2 é eficiente.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Sawazaki,Eduardo Furlani,Pedro Roberto