Repositório RCAAP

Herbicidas de aplicação em pós-emergência em amendoim: I: controle de plantas daninhas e persistência no solo

No ano agrícola 1987/88, foi realizado um experimento de campo na Estação Experimental de Ribeirão Preto, do Instituto Agronômico, em latossolo roxo, textura argilosa, com a finalidade de pesquisar a ação dos herbicidas aplicados em pós-emergência no controle de plantas daninhas e sua persistência em solo, na cultura de amendoim (Arachis hypogaea L). O experimento foi em parcelas subdivididas com as parcelas distribuídas em blocos ao acaso com quatro repetições. Nas parcelas, estudaram-se os tratamentos referentes à presença e à ausência de inoculação, sendo o inoculante preparado com a mistura de estirpes de Bradyrhizobium sp. (SMS-319, SMS-400 e SMS-561); nas subparcelas, os herbicidas fomesafen (250g/ha), lactofen (192g/ha), fluazifop-p-butil (187g/ha), haioxifop-metil (240g/ha) e a mistura de fomesafen com fluazifop-p-butil (250 + 187g/ha), além de uma testemunha sem herbicida. Nas entrelinhas das subparcelas, tomaram-se ao acaso cinco pontos paraformar uma amostrado solo composta para análise de persistência dos produtos. As principais plantas daninhas presentes no experimento foram as gramíneas Cenchrus echinatus L. e Eleusine indica (L.) Gaerth, e as dicotiledôneas Alternanthera fícoidea(L.) R. Br. e Sidaspp. Aos 20 dias da aplicação dos herbicidas, as gramíneas foram 100% controladas pelos graminicidas fluazifop-p-butil e haioxifop-metil. Fomesafen e lactofen controlaram eficientemente A. fícoidea e, regularmente, Sida spp. A mistura de fomesafen com fluazifop-p-butil não apresentou vantagens em relação aos herbicidas isolados. Os resultados obtidos mostraram que não houve influenciada inoculação no controle de plantas daninhas e que os herbicidas não foram tóxicos às plantas de amendoim. Os herbicidas fluazifop-p-butil e haioxifop-metil, aos 28 dias, não mais causavam fitotoxicidade na planta-teste, mostrando uma persistência no solo inferior a esse período. Aos 28 dias, no tratamento não inoculado, fomesafen e lactofen ainda persistiam. Nenhum dos herbicidas persistiu a períodos superiores a 56 dias.

Ano

1991

Creators

Cruz,Luciano Souza Paes Novo,Maria Do Carmo de Salvo Soares Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Nagai,Violeta

Trigo: épocas de semeadura em Assis (Vale do Paranapanema), SP, no período 1978-82

Avaliaram-se os resultados de rendimento dos cultivares de trigo CNT-8, IAC-17 e BH-1146 em oito épocas de semeadura (a primeira no primeiro decêndio de março e a última no terceiro decêndio de maio), na Fazenda Canadá, em Assis (SP), durante o qüinqüênio 1978/82. Em cada época de semeadura, efetuaram-se avaliações de rendimento de grãos e altura de plantas. A disponibilidade hídrica do solo para a cultura foi caracterizada através de balanço hídrico decendial, considerando 125mm como a capacidade máxima de retenção de água no solo. Os resultados indicaram como a melhor faixa de semeadura, independente de cultivar, o período compreendido entre o terceiro decêndio de março e o primeiro decêndio de abril. Indicaram, também, que os períodos extremos estudados são pouco favoráveis à semeadura do trigo na região. O cultivar CNT-8 foi o mais produtivo, de maior porte de planta, independente do ano e da época de semeadura. Entre os anos em estudo, destacou-se o de 1979, cujos cultivares de trigo exibiram as maiores produções de grãos, em vista das condições climáticas favoráveis para a cultura.

Ano

1991

Creators

Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Pedro Júnior,Mario José

Efeito da adubação com superfosfato simples em características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra das variedades de algodoeiro IAC 13-1, IAC 16 e IAC 17

Utilizando-se dados de ensaio de longa duração, instalado com as variedades IAC 13-1, IAC 16 e IAC 17 em latossolo roxo de baixa fertilidade, avaliou-se o efeito de sucessivas aplicações de superfosfato simples sobre características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro. O esquema adotado foi de parcelas subdivididas, sendo os tratamentos das parcelas distribuídos em blocos ao acaso, com quatro repetições. As parcelas foram ocupadas pelas doses anuais de 0, 225, 450 e 675kg/ha de superfosfato simples e as subparcelas, pelas variedades. A gleba experimental recebeu calagem antes do primeiro plantio e adubações anuais de nitrogênio e potássio nas doses fixas de 50 e 75kg/ha de N e K(2)0 respectivamente. As variedades IAC 13-1, IAC 16 e IAC 17 reagiram de maneira semelhante à aplicação de superfosfato simples, para todas as características estudadas. No entanto, as duas primeiras demonstraram maior aproveitamento do adubo, refletindo em acréscimos significativos no comprimento da fibra, o que não ocorreu com a IAC 17.0 uso do superfosfato simples concorreu para aumentar a tenacidade da fibra, o peso de cem sementes e o peso de um capulho, independentemente da variedade utilizada, enquanto a uniformidade de comprimento, o índice Micronaire e a porcentagem de fibras não foram beneficiados pelo adubo.

Ano

1991

Creators

Sabino,Nelson Paulieri Silva,Nelson Machado da Kondo,Julio Isao

Efeito de diferentes herbicidas na nodulação e na atividade da nitrogenase no amendoim

Em ensaio de herbicidas na cultura do amendoim (Arachis hypogaea L.), realizado em Ribeirão Preto, SP, em 1984/85, sem o uso de inoculante, não foram encontrados nódulos nos diferentes tratamentos. Como é comum sua presença em amendoim nessa região, suspeitou-se que os herbicidas utilizados pudessem ter efeito inibitório na nodulação. Avaliou-se, então, o efeito de alachlor, linuron, oxadiazon, pendimetalin e trifluralin aplicados na dose recomendada, na nodulação e na atividade da nitrogenase, durante dois anos consecutivos, usando-se sementes inoculadas e não inoculadas. Foram feitas amostragens aos 28, 42, 63, 84 e 105 dias após a semeadura, observando-se nodulação abundante, em todos os tratamentos, e reduções ocasionais na nodulação e na fixação do nitrogênio, porém não consistentes nas diversas amostragens. A atividade da população nativa de Rhizobium em geral permaneceu num nível maior do que nos tratamentos com inoculação. Embora alguns herbicidas tenham afetado a nodulação e a fixação do nitrogênio, não houve influência na produção de grãos.

Ano

1991

Creators

Novo,Maria do Carmo de Salvo Soares Cruz,Luciano Souza Paes Martins,Antonio Lúcio Mello Nagaih,Violeta Lombard,Maria Luiza Colognesi de Oliveira Lopes,Eli Sidney Ambrósio,Luiz Alberto

Profundidade do sistema radicular das culturas de feijão e trigo sob pivô central

O estudo foi realizado na Estação Experimental de Votuporanga, do Instituto Agronômico, em solo podzolizado com as culturas de feijão e trigo irrigadas por pivô central no inverno de 1989. O objetivo for a determinação da profundidade efetiva do sistema radicular, como um dos parâmetros fundamentais no manejo das irrigações. Estas eram realizadas quando a tensão da água no solo atingia 0,05 a 0,06 MPa, controlada por tensiômetro a 15cm de profundidade. Foram feitas três medições quinzenais de raízes em cada cultura, utilizando-se trado tipo caneca de 7cm de diâmetro. As amostragens foram tomadas na linha de plantio, de 10 em 10cm até à profundidade de 60cm. Os resultados indicam que, para o manejo adequado da irrigação, a profundidade do sistema radicular a ser considerada deve ser de 30 e de 40cm, respectivamente, nas culturais de feijão e de trigo no solo em questão.

Ano

1991

Creators

Pires,Regina Célia de Matos Arruda,Flávio Bussmeyer Fujiwara,Mamor Sakal,Emílio Bortoletto,Nelson

Tamanho e forma de parcela experimental para cana-de-açúcar

Realizou-se um ensaio de uniformidade na Usina Barra Grande, em Lençóis Paulista, SP, em 1982, a fim de estudar o tamanho e a forma de parcela para experimento de campo com cana-de-açúcar: simularam-se 55 diferentes tipos de parcela, cuja unidade básica constou de 2m lineares de uma linha de cana espaçada de outra de 1,5m, tomando-se o peso dos colmos de cada unidade básica. A formação de diferentes tamanhos de parcela foi feita pelo agrupamento das unidades básicas adjacentes. Foram determinados os índices de heterogeneidade do solo, b, cujos valores variaram de 0,2843 a 0,6000, dependendo dos métodos utilizados e da maneira de compor os blocos, parcelas e subparcelas. Em solos homogêneos, parcelas menores que 54m² podem ser utilizadas com maior eficiência na detecção de diferenças entre médias de tratamentos (d). Em solos heterogêneos, a variação do tamanho da parcela pouco influi no valor de d. Pelo método da curvatura máxima, parcelas de 6 a 12m² proporcionaram a maior diminuição no coeficiente de variação. Considerando uma mesma área experimental, existe grande vantagem em reduzir o tamanho da parcela e aumentar o número de repetições. Reduzindo a área da parcela para 12m², há condições de aumentar consideravelmente o número de repetições em experimentos com cana-de-açúcar. Isso significa maior possibilidade de detectar diferenças significativas entre as médias dos tratamentos. A influência do comprimento da parcela em reduzir o coeficiente de variação foi de 2,6 vezes maior que a da largura Para que diferenças de pequenas magnitudes entre tratamentos possam ser comprovadas estatisticamente, recomenda-se parcela de uma linha de 12m de comprimento, com doze repetições, ou duas linhas de 8m de comprimento, com oito repetições. As parcelas consideradas no presente trabalho são sem bordaduras.

Ano

1991

Creators

Igue,Toshio Espironelo,Ademar Cantarella,Heitor Nelli,Erseni João

Melhoramento do algodoeiro no Estado de São Paulo: obtenção da variedade IAC 19

Um programa de cruzamentos intra-específicos e seleção foi iniciado pela Seção de Algodão, em 1963, com o objetivo de associar numa linhagem melhorada de algodoeiro, alta produtividade, resistência à murcha de Fusarium e alta resistência da fibra. Foram utilizados o algodoeiro selvagem Gossypium hirsutum var. yucatanense Hutch., uma variedade primitiva originária do Vietnã, oito cultivares norte-americanos e dois paulistas da mesma espécie. Após nove anos de seleção nas populações híbridas obtidas e respectivos estudos das progênies, cinco anos de estudos genealógicos e dois anos em estudos regionais de variedades, foi obtido e lançado para plantio o cultivar IAC 19, proveniente da linhagem selecionada IAC 74/221. Ele veio substituir na lavoura o 'IAC 16' com ganhos, principalmente, em produtividade, resistência à murcha de Fusarium e qualidade da fibra e do fio, trazendo vantagens em produção, peso de capulho, peso de semente e porcentagem de fibra.

Ano

1991

Creators

Gridi-Papp,Imre Lajos Cia,Edivaldo Fuzatto,Milton Geraldo Cavaleri,Popilio Ângelo Chiavegato,Ederaldo José Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Julio Isao Sugimori,Mauro Hideo Soave,Jaciro Ferraz,Carlos Antonio Menezes

Adequação de modelo aditivo-dominante em dois caracteres de crotalária: aditive-dominant in two traits of sunn hemp

Partindo do pressuposto de que as médias das populações parentais, das segregantes (F2 e retrocruzamento) e da híbrida (F1), poderiam ser expressas em termos da média dos parentais (m), do efeito aditivo (a) e do efeito de dominância (d), avaliou-se esse modelo pelos testes de escala individual e pelo de escala conjunta, em populações derivadas do cruzamento de duas linhagens endogâmicas de crotalária (Crotalaría juncea L), para a produtividade de sementes e altura de planta. No Centro Experimental de Campinas, em 1990, as plantas foram distribuídas individualmente ao acaso na presença de insetos polinizadores. Concluiu-se que o modelo foi perfeitamente compatível aos dados de produção, não se verificando o mesmo ajustamento para os resultados de altura de planta. A estimativa do efeito de dominância para a produtividade de sementes, calculada através dos quadrados mínimos, foi nove vezes maior que o efeito aditivo. Esses resultados abrem a perspectiva da exploração do vigor de híbrido em crotalária, desde que haja possibilidade de controle da polinização através de mecanismos genéticos.

Ano

1991

Creators

Miranda,Manoel Albino Coelho de

Melhoramento do trigo: XXIV. Avaliação de novos genótipos no Estado de São Paulo

Compararam-se vinte e três linhagens de diversas origens e dois cultivares de trigo em ensaios tanto em condição de irrigação por aspersão como de sequeiro, analisando-se a produção de grãos, outros componentes da produção e resistência às doenças. Em casa de vegetação, estudou-se a resistência às misturas de raças prevalecentes dos agentes causais da ferrugem-do-colmo e da-folha e, em condições de laboratório, a tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. As linhagens IAC-243, IAC-187 e IAC-188, de porte baixo, resistentes ao acamamento e de ciclo médio, e a linhagem IAC-190, de porte médio, salientaram-se quanto à produção de grãos em condições de irrigação por aspersão. Em sequeiro, destacaram-se quanto à produtividade as linhagens IAC-188 e IAC-193, de porte baixo, resistentes ao acamamento e de ciclo precoce. A linhagem 17 mostrou resistência às três misturas de raças prevalecentes do agente causal da ferrugem-da-folha em estádio de plântula, imunidade a essa ferrugem em condições de campo (planta adulta), resistência às duas misturas de raças de ferrugem-do-colmo, moderada resistência ao oídio e menor grau de área infectada pelos patógenos causadores de manchas foliares. O cultivar Alondra-S-46 mostrou ser fonte genética do caráter espiga comprida; a linhagem IAC-182, de maior número de espiguetas por espiga; 'Anahuac', de maior número de grãos por espiga e por espigueta e as linhagens IAC-188 e 17, de grãos mais pesados. As linhagens 2, IAC-182, IAC-243, 7, IAC-186, IAC-187 e IAC-193 foram as mais tolerantes à toxicidade de alumínio.

Ano

1991

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Kanthack,Ricardo Augusto Dias Barros,Benedito de Camargo

Melhoramento do trigo: XXV. Avaliação de genótipos oriundos de populações híbridas introduzidas de Oregon (EUA) no Estado de São Paulo

Foram comparadas entre si vinte e duas linhagens e três cultivares (BH-1146, IAC-18 e Alondra-S-46) em seis ensaios, instalados nas Estações Experimentais de Tatuí (1985-87) e Mococa (1984), no Centro Experimental de Campinas (1985) e na Fazenda Nossa Senhora da Penha (1986), município de Florínea, em condições de irrigação por aspersão, analisando-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, características agronômicas e resistência às doenças. Em casa de vegetação, efetuaram-se estudos de resistência às misturas de raças prevalecentes dos agentes causais da ferrugem-do-colmo e da-folha e, em condições de laboratório, estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. Em solos corrigidos de Tatuí, a linhagem 1 (Novi Sad 738/Bluejay), sensível à toxicidade de Al3+, de porte baixo, ciclo precoce, destacou-se quanto à produção de grãos. Em solo ácido, de Mococa, os cultivares BH-1146 e IAC-18, tolerantes à toxicidade de Al3+, de porte alto e ciclo precoce, foram os mais produtivos. As linhagens 1,3 (Yaktana 54/Norin 10 - Brevor//Narino 59/3/Hyslop/4/CIANO/Gallo) e 19 (Capitole/Bluetit) e os cultivares BH-1146 e IAC-18 destacaram-se quanto à produção de grãos, considerando-se a média dos seis ensaios. As linhagens 2 (Leonardo 23/Bluejay) e 10 (Backa/Alondra) foram resistentes às duas misturas de raças testadas da ferrugem-do-colmo e às três misturas de raças da ferrugem-da-folha, em estádio de plântula, confirmando esta resistência em condições de infecção natural no estádio de planta adulta. A linhagem 2 mostrou-se moderadamente resistente ao oídio. As linhagens 11 (Backa/Alondra), 15 e 21 (Capitole/Bluetit), 16 (Sava/4/Tezanos Pintos Precoz//IRN 46/ClANO/3/Protor) e 17 (Vogel Selection 29/Vogel Selection 59-8881//INIA/CaprocK/3/Cuckoo) foram as mais tolerantes à toxicidade de Al3+, porém num grau menor do que os exibidos pelos cultivares BH-1146 e lAC-18.

Ano

1991

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Barros,Benedito de Camargo Freitas,José Guilherme de Pettinelli Júnior,Armando Gallo,Paulo Boller Kanthack,Ricardo Augusto Dias

Melhoramento do trigo: XXVI. Avaliação de linhagens com tolerância à toxicidade de alumínio, manganês e ferro em soluções nutritivas

Efetuaram-se cruzamentos entre o cultivar BH-1146, de porte alto, tolerante à toxicidade de alumínio e sensível à toxicidade de ferro e manganês, e o cultivar Siete Cerros, de porte semi-anão, sensível à toxicidade de alumínio, porém com tolerância à toxicidade de ferro e manganês. Selecionaram-se plântulas desse cruzamento, em geração F2, quanto à tolerância ao alumínio (10mg/litro), empregando-se soluções nutritivas, e plantaram-nas em vasos no telado contra o ataque de pássaros. A partir da geração F3 até F6, selecionaram-se plântulas em soluções nutritivas distintas contendo 6mg/litro de Al3+, 600mg/litro de Mn2+ e 10mg/litro de Fe2+. Avaliaram-se as vinte e três linhagens obtidas - doze de porte semi-anão e onze de porte alto juntamente com os cultivares BH-1146 e Siete Cerros em três experimentos, empregando-se soluções nutritivas. No primeiro, utilizaram-se os níveis de 0, 2, 4, 6, 8 e 10mg/litro de Al3+; no segundo, 0,11; 300; 600 e 1.200mg/litro de Mn2+ e no terceiro, 0,56; 5; 10 e 20mg/litro de Fe2+. Os resultados obtidos permitiram confirmar que as vinte e três linhagens selecionadas apresentaram, ao mesmo tempo, tolerância à toxicidade de Al3+, Mn2+ e Fe2+.

Ano

1991

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Rocha Júnior,Laércio Soares Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado

Tentativa de infestação artificial do solo com Fusarium oxysporum f. sp. vasinfectum em condições de campo

Com o objetivo de estabelecer um campo experimental para trabalhos de melhoramento genético do algodoeiro para resistência à murcha de Fusarium, uma gleba de aproximadamente 8.000m² foi plantada com cultivar suscetível e inoculada artificialmente, durante sete anos seguidos. Avaliada mediante sintomas externos e internos típicos, a incidência da doença, mesmo após as 14 inoculações, mostrou-se fraca e insatisfatória para os fins visados. Entre as possíveis causas do insucesso são discutidas as condições climáticas, a textura do solo, os métodos de inoculação, a eventual supressividade do solo para Fusarium e a ausência de interação fungo + nematóides.

Ano

1991

Creators

Cia,Edivaldo Fuzatto,Milton Geraldo Chiavegato,Ederaldo José Dudienas,Christina Gridi-Papp,Imre Lajos Camargo,Antonio Pereira de Paradela Filho,Osvaldo Soave,Jaciro

Processamento mínimo, atmosfera modificada, produtos químicos e resfriamento no controle da podridão basal pós-colheita em frutos do coqueiro anão verde

O trabalho teve o objetivo de investigar, isolada e integradamente, o efeito do corte polar do coco verde, a atmosfera modificada, e a associação de produtos químicos, sob condições de câmara frigorífica no controle da podridão basal pós-colheita causada por Lasiodiplodia theobromae. Frutos provenientes de áreas infestadas foram cortados transversalmente, removendo-se as brácteas e, em seguida, foram submetidos aos tratamentos com ceras e fungicidas. Após o tratamento, esses frutos foram embalados em caixas de papelão e transferidos para a câmara frigorífica à ±12º C por 30 ou 35 dias, de acordo com o ensaio. As avaliações foram realizadas a cada dois dias. A exclusão do fungo por meio do corte do mesocarpo na região das brácteas do coco verde foi eficiente no controle da doença, e a proteção com a cera EF-1 foi excelente protetor contra o dano pelo frio e fungos deteriorantes nos frutos cortados. Também, verificou-se que a associação corte basal do fruto + emulsão de cera + fungicida foi uma excelente alternativa de conservação e controle da doença em estudo.

Ano

2008

Creators

Viana,Francisco Marto Pinto Uchôa,Cleilson Nascimento Vieira,Icaro Gusmão Pinto Freire,Francisco Chagas Oliveira Saraiva,Heliel Atila Oliveira Mendes,Francisca Noelia Pinto

Caracterização parcial de frações obtidas de extratos de Cymbopogon nardus com atividade elicitora de fitoalexinas em sorgo e soja e efeito sobre Colletotrichum lagenarium

Plantas medicinais apresentam potencial para o controle de fitopatógenos devido ao efeito direto sobre o agente patogênico ou indireto pela ativação de mecanismos de defesa como as fitoalexinas. Assim, o presente trabalho teve por objetivo verificar o efeito antifúngico e elicitor de frações obtidas da citronela (Cymbopogon nardus), a partir dos extratos brutos metanólico (EME) e etanólico (EET) dessa planta. Os extratos EME e EET foram fracionados em cromatógrafo de coluna de filtração em gel (CFG) obtendo-se três frações a partir do extrato metanólico (FMI, FMII e FMIII) e duas frações para o extrato etanólico (FEI e FEII). Os pesos moleculares para as frações FMI, FMII, FMIII, FEI e FEII foram 69,29; 40,51; 18,72; 65,89 e 24,11 kDa, respectivamente. As frações obtidas nas CFG foram utilizadas em bioensaios de germinação de esporos e formação de apressórios por Colletotrichum lagenarium e, de indução de fitoalexinas em mesocótilos de sorgo e cotilédones de soja. Observou-se que não houve efeito significativo das frações de EME e EET analisadas sobre a germinação e formação de apressórios pelo patógeno. Quanto ao acúmulo de fitoalexinas em cotilédones de soja, não houve efeito significativo das frações FMI, FMII, FMIII, FEI e FEII. Entretanto, observou-se efeito significativo das frações obtidas na CFG, sobre a produção de fitoalexinas em mesocótilos de sorgo, onde os maiores acúmulos destas fitoalexinas foram promovidas pelas frações FMI e FMIII, diferindo significativamente do tratamento controle. Com base nos resultados obtidos, é possível concluir que frações parcialmente purificadas obtidas de EME de C. nardus apresentam potencial para induzir o acúmulo de fitoalexinas em mesocótilos de sorgo.

Ano

2008

Creators

Moreira,Carla Giovane Ávila Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Bonaldo,Solange Maria Stangarlin,José Renato Cruz,Maria Eugênia da Silva

Fungos associados às sementes de ipê-amarelo (Tabebuia serratifolia ) e ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa): incidência, efeito na germinação e transmissão para as plântulas

Este trabalho teve como objetivos fazer um levantamento dos fungos presentes em oito amostras de sementes de ipê-amarelo (Tabebuia serratifolia) e ipê-roxo (T. impetiginosa) coletadas nas regiões de Piracicaba, Mogi-Guaçu e sul de Minas Gerais (Lavras, Ijaci e Itumirim) e determinar os possíveis prejuízos na produção de mudas dessas espécies. O método utilizado para o teste de sanidade foi o de papel de filtro e, para o de germinação, utilizou-se caixa tipo gerbox com substrato de papel à temperatura de 30ºC sob regime de luz constante. As sementes, tanto no teste de sanidade quanto no de germinação, foram subdivididas sendo uma parte submetidas à assepsia superficial com hipoclorito de sódio e a outra não. Avaliou-se a transmissão dos fungos através de lesões encontradas nas plântulas, durante o teste de germinação. Foram identificados e quantificados dezesseis fungos: Cladosporium sp., Alternaria alternata, Epicoccum sp., Phoma sp., Geotrichum sp., Penicillium sp., Trichothecium sp., Phomopsis sp., Drechslera sp., Aspergillus spp., Curvularia sp., Fusarium spp., Macrophomina phaseolina, Nigrospora sp., Lasiodiplodia theobromae e Septoria sp. De maneira geral, a assepsia proporcionou redução drástica na incidência de todos os fungos, em ambas espécies, com uma taxa média de 90%, podendo-se inferir que a maioria dos fungos estava contaminando as sementes. Os fungos não interferiram diretamente na porcentagem de plântulas normais e a assepsia reduziu a germinação em 64%, demonstrando ser fitotóxica. Na transmissão observou-se, em média, 17% e 10% de plântulas com sintomas, nas amostras sem assepsia e com assepsia, respectivamente. Os fungos mais freqüentes transmitidos pelas sementes de ipê-amarelo e roxo foram: Alternaria alternata, Fusarium spp., Aspergillus spp., Phoma sp. e Phomopsis sp.

Ano

2008

Creators

Botelho,Luana da Silva Moraes,Maria Heloisa Duarte Menten,José Otávio Machado

Mapas de zonas de risco de epidemias e zoneamento agroclimático para o Cancro Cítrico no Estado de São Paulo

O cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. citri Valterin et alii 1995, é uma doença conhecida mundialmente e sempre constituiu séria ameaça para a citricultura brasileira. O objetivo do presente trabalho foi analisar as condições climáticas do Estado de São Paulo e desenvolver mapas de zonas de maior risco de epidemias de cancro cítrico. Foram utilizados dados meteorológicos referentes aos anos de 2002 a 2005, os quais foram baseados no modelo de previsão desenvolvido por Campbell & Madden (4) e Hau & Kranz (10). A freqüência dos dados foi horária e quando alguma estação apresentava falha, esses eram extrapolados da estação mais próxima. Foram contabilizados os índices de favorabilidade e posteriormente calculadas as porcentagens de dias favoráveis à ocorrência da doença no período de um ano. A partir destas informações, foram gerados os mapas temáticos do Estado de São Paulo, com a distribuição espacial da porcentagem de dias favoráveis à ocorrência de cancro cítrico. A região Noroeste do Estado foi a que apresentou a maior porcentagem de dias favoráveis à ocorrência de cancro cítrico.

Ano

2008

Creators

Lopes,Mariana Vilela Barreto,Modesto Scaloppi,Érika Auxiliadora Giacheto Barbosa,José Carlos Brunini,Orivaldo

Controle de fitopatógenos do solo com materiais vegetais associados à solarização

A incorporação de material orgânico associada à solarização do solo é uma técnica promissora no controle de patógenos de plantas. O trabalho consistiu na prospecção de materiais vegetais promissores na produção de voláteis fungitóxicos capazes de inviabilizar as estruturas de resistência de fitopatógenos do solo. Em condição de campo foram incorporados 3 Kg/m² de folhas e ramos de brócolos, eucalipto, mamona e mandioca brava, associada ou não à solarização, visando o controle de Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 2; Macrophomina phaseolina; Rhizoctonia solani AG-4 HGI e Sclerotium rolfsii. O controle foi avaliado por meio da sobrevivência das estruturas, em meios semi-seletivo específicos, aos 7, 14, 21 e 28 dias do início do experimento. Foram monitoradas as temperaturas do solo e do ar por um DataLogger Tipo CR23X (Campbell Scientific) e a porcentagem de CO2 e de O2 pelo equipamento analisador de gases (Testo 325-1). A associação da incorporação dos materiais vegetais com a solarização do solo inativou F. oxysporum f. sp. lycopersici raça 2, M. phaseolina e R. solani. O fungo S. rolfsii foi o único que não apresentou 100% de controle com solarização mais mamona durante o período estudado. A incorporação de mandioca seguido de solarização propiciou o controle de todos os fungos estudados com menos de sete dias da instalação do experimento, sendo tão eficiente quanto o brócolos na erradicação dos fitopatógenos veiculados pelo sol.

Ano

2008

Creators

Ambrósio,Márcia Michelle de Queiroz Bueno,César Júnior Padovani,Carlos Roberto Souza,Nilton Luiz de

Análise do progresso e danos causadas pelo amarelão do meloeiro

A análise do progresso do amarelão do meloeiro causado pelo Melon Yellowing-associated Virus (MYaV) e os danos causados por essa doença na produção e no teor de sólidos solúveis totais de frutos do meloeiro foram estudadas em dois híbridos (Aclain e Frevo), sob condições naturais de infecção, em um plantio comercial no município de Russas, Ceará. As plantas foram monitoradas durante todo o ciclo quanto à incidência. Ao final do ciclo, os frutos foram colhidos, pesados e o teor de sólidos solúveis foi estimado. Foram avaliados os modelos linear, exponencial, monomolecular, logístico e de Gompertz quanto ao máximo ajuste aos dados obtidos. O modelo monomolecular revelou a maior ajuste na descrição da epidemia em ambos os híbridos com base no coeficiente de determinação e no quadrado médio do resíduo, embora no híbrido Aclain o modelo de Gompertz também tenha descrito muito bem a epidemia. O peso e o teor de sólidos solúveis dos frutos não foram afetados pelo amarelão nos híbridos estudados.

Ano

2008

Creators

Santos,Antonio Apoliano dos Cardoso,José Edmilson Bezerra,Marlos Alves Pinheiro Neto,Luiz Gonzaga

Elaboração e validação de escala diagramática para quantificação da mancha de ramularia do algodoeiro

Objetivou-se elaborar e validar uma escala diagramática para avaliar a mancha de ramularia em folhas de algodoeiro com os seguintes níveis de severidade: 0,05; 0,50; 1,0; 2,0; 4,0; 8,0; 16,0; 32,0 e 67,20. A escala obtida mostrou-se adequada para avaliar a doença aumentando a acurácia e a precisão da avaliação, oferecendo estimativas reproduzíveis da severidade da doença.

Ano

2008

Creators

Aquino,Leonardo Angelo Berger,Paulo Geraldo Rodrigues,Fabrício Ávila Zambolim,Laércio Hernandez,Juan Felipe Rivera Miranda,Lucas Mattos

Tratamento térmico e prochloraz no controle da antracnose em pós-colheita de frutos de banana 'Prata Anã'

O controle químico, térmico e a refrigeração são os processos mais utilizados no tratamento pós-colheita das bananas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do tratamento térmico, químico e da combinação dos dois métodos e estes associados à baixa temperatura de conservação no controle da antracnose na pós-colheita da banana. Para tanto os experimentos foram realizados em três épocas quando, bananas (Musa sp) da variedade 'Prata Anã' (AAB) no estádio pré-climatérico eram coletadas e suas pencas individualizadas. As pencas foram submetidas a quatro tratamentos com cinco repetições cada: 1. Tratamento térmico (imersão em água a 56ºC por seis minutos, seguido de resfriamento em água à temperatura ambiente); 2. Tratamento químico por seis minutos (imersão em calda fungicida (prochloraz 2,5 mL.L-1)); 3. Tratamento térmico seguido do químico; 4. Testemunha, imersão em água por seis minutos. Após os tratamentos, as pencas eram divididas em duas partes iguais, sendo que uma parte ficou em câmara fria (14ºC com variação de 2ºC) e a outra permaneceu à temperatura ambiente. O tratamento térmico não foi eficiente no controle da doença. O fungicida prochloraz a 2,5 mL.L-1 foi eficiente no controle da podridão pós-colheita. A refrigeração retardou o surgimento da doença em até 12 dias. Os resultados indicam que a baixa temperatura, associada ou não ao controle químico, é capaz de controlar a podridão pós-colheita dos frutos por 12 dias.

Ano

2008

Creators

Silva,Marcelo Barreto da Costa,Alexandre Sylvio Vieira da Rufini,José Carlos Moraes Galvão,Eduardo Rezende Zambolim,Laércio